TAL QUAL AOS DEMAIS…

PT, um partido dos grotões do Nordeste

O risco de uma derrota histórica

A essa altura, nem mesmo se o encarcerado de Curitiba batesse no peito, confessasse seus pecados e prometesse se emendar ao fim de sua pena de 12 anos e um mês de cadeia haveria chance de o PT eleger Fernando Haddad presidente da República.

A vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) equivale a 19 milhões de votos, descontados os nulos e brancos, segundo a mais recente pesquisa do IBOPE. Para vencer, Haddad precisaria virar a seu favor algo como 1,5 milhão de votos por dia ao longo dos próximos 13 dias.

Haddad ainda ganha entre as mulheres por uma diferença de oito pontos percentuais, entre os que só estudaram até a quarta série do ensino fundamental e entre os que ganham até um salário mínimo. E no Nordeste, seu reduto de votos, Bolsonaro avança.

A abstenção no Nordeste deverá ser maior do que foi no primeiro turno. Só haverá disputa para os governos do Rio Grande do Norte e Sergipe. Significa que nos demais Estados não haverá candidatos empenhados em estimular os eleitores para que votem.

 Bolsonaro nada tem a perder se faltar aos debates já marcados. E tudo indica que é isso o que ele fará. Debater é sempre um risco. E Bolsonaro está sendo aconselhado a não correr risco algum. O melhor para ele seria ir dormir hoje e só acordar no dia do segundo turno.

O PT reduziu-se a um partido do Nordeste. Pior: poderá sair desta eleição apenas como um partido dos grotões do Nordeste.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

CID DIZ A COISA QUE O PT DETESTA OUVIR

Desabafo de Cid perfura como prego em caixão

 

Ao chutar o balde num ato pró-Fernando Haddad, no Ceará, o senador eleito Cid Gomes espalhou o cheiro de enxofre que emana dos subterrâneos da candidatura presidencial do PT. O miasma ficará no ar até o próximo dia 28, quando o eleitor voltará às urnas. O desabafo do irmão de Ciro Gomes foi perfurante como prego em caixão: o PT “vai perder a eleição”, declarou. Vai ”perder feio”.

Num instante em que o petismo tenta atrair a família Gomes para o polo democrático anti-Bolsonaro, Cid cobrou na noite desta segunda-feira (15) um mea-culpa do PT. Hostilizado por militantes petistas, abespinhou-se: “…Não admitir os erros que cometeram é pra perder a eleição. E é bem feito… Vão perder feio! Porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país. E o Brasil não aceita ter dono…”

A certa altura, a plateia entoou um velho coro: Olê, olê, olê, oláááá, Lulaaaa, Lulaaaa…” E Cid: “Lula o quê? O Lula está preso, babaca! O Lula está preso, o Lula está preso, e vai fazer o quê? Deixa de ser babaca, rapaz, tu já perdeu a eleição.”

Para Cid Gomes, Jair Bolsonaro é uma criação dos ”donos da verdade” do PT. Tomado pelas palavras, Cid avalia que o mea-culpa do petismo demorou tanto que tornou-se desnecessário. Coordenador da derrotada campanha de Ciro Gomes, o senador cearense parece considerar que o caso do PT já não é de autocrítica, mas de autópsia.

VAI SER MUTO BOM, NÃO FOI?

Uma agenda de confusões

Como a perspectiva do poder embriaga, Bolsonaro já aumenta os custos políticos do eventual governo

Jair Bolsonaro se consolida como favorito. Além de manter a vantagem obtida no primeiro turno, com 18 pontos à frente, conseguiu inverter o fluxo da rejeição eleitoral, agora liderada por Fernando Haddad.

Como a perspectiva do poder embriaga, Bolsonaro já aumenta os custos políticos do eventual governo.

Semana passada, no Rio, celebrou com aliados políticos e religiosos a vitória no primeiro turno, com 49 milhões de votos. “Depois de Israel, o próximo país que vou visitar é os Estados Unidos, ok?”, avisou.

Na plateia, muitos perceberam nesse aviso de viagem o eco de uma promessa de Bolsonaro a sionistas cristãos feita em outubro do ano passado, na Nova Inglaterra (EUA): se eleito, vai transferir a embaixada do Brasil em Israel, de Tel-Aviv para Jerusalém, cidade sagrada para judeus.

Significaria uma reversão em meio século de política externa do Brasil, com alinhamento às prioridades do governo Donald Trump e, também, ao governo conservador de Israel. Desde 1967, o Brasil vincula o status de Jerusalém ao reconhecimento das fronteiras de duas nações, Israel e o Estado palestino.

A reação à promessa de Bolsonaro já é perceptível entre diplomatas de nações islâmicas. Consideram provável uma revisão do comércio do Brasil com 57 países, entre eles 22 árabes — destino de 25% das exportações brasileiras de carne.

O candidato favorito à Presidência conseguiu, também, nublar o horizonte das relações com a China, ao anunciar mudanças no rumo da privatização do grupo Eletrobras: “Você vai deixar nossa energia na mão do chinês?”, argumentou em entrevista à Band.

A China comprou 21 empresas brasileiras, investindo US$ 21 bilhões nos últimos três anos. Mas o candidato acha que as relações com os chineses devem passar pelo prisma do alinhamento com Washington, em guerra comercial com Pequim. Em uma semana, Bolsonaro abriu focos de potencial conflito com países cujas populações, somadas, representam metade dos habitantes do planeta. E ainda nem foi eleito.*

(*) José Castelo – O Globo

O FUTURO CHEGOU, FUJA!

“Já ir se acostumando” – o slogan deveria servir para o próprio Bolsonaro

As pesquisas parecem indicar que eles estão certos no diagnóstico: tudo indica que Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil. Nesse aspecto, portanto, é melhor ao País já ir se preparando para o que será seu governo.

JAIR FALANDO – Para isso, seria importante o candidato já ir falando o que pretende fazer caso eleito em questões que realmente dizem respeito às atribuições de um presidente; já ir se dispondo a debater com seu adversário, que foi colocado no segundo turno por uma parcela do eleitorado que ele também terá de governar caso eleito, já ir amansando seus radicais e já ir entendendo que instituições como imprensa e Justiça Eleitoral não são inimigos a serem evitados ou descredenciados, mas pilares importantes da sociedade.

Assim como Bolsonaro e bolsonarianos se voltam a todos aqueles que não vivem da adoração ao mito e dizem que é melhor já ir se acostumando a ele, a democracia pressupõe a possibilidade de resposta: deputado, o senhor precisa já ir se familiarizando aos ritos, às demandas urgentes e aos freios e contrapesos que ditarão, tendo como base as estritas normas da Constituição e apenas elas, o que o senhor deverá e poderá fazer depois que subir a rampa do Palácio do Planalto.

JAIR ACEITANDO – Ao insistir dia sim, outro também, na alegação de fraude nas urnas eletrônicas, Bolsonaro desrespeita o voto, em primeiro lugar, e a Justiça, em seguida. A tese é tão desarrazoada que, nesta sexta-feira, ao lado de um deputado eleito da expressiva bancada de 52 integrantes de seu partido, ele chegou a dizer que a fraude ocorreria apenas para a Presidência da República!

Seria um mero atentado à inteligência nacional não fosse a assustadora adesão a essa mistificação repetida por ele, pelo alto escalão da campanha e do partido e até por parte dos que foram eleitos com votações consagradoras por essas mesmas urnas.

O livro Como as Democracias Morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, mostra que o ataque à lisura das eleições é uma característica comum a vários políticos, de esquerda ou de direita, em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, que passaram a minar as instituições.

JAIR DIZENDO – Bolsonaro disse, na mesma transmissão ao vivo, que vai mudar o sistema de votação se eleito, deixando em aberto que formato seria esse.

Paralelamente ao clima de desconfiança e desinformação quanto à regularidade do pleito que provavelmente irá conduzi-lo ao Planalto, o candidato investe em caracterizar a imprensa como adversária ou inimiga. Por mais que aliados sejam instados a evitar falar com os jornalistas, é um misto de ingenuidade e, de novo, arrogância achar que isso será o bastante para que os veículos deixem de investigar, cobrar propostas, cotejar programas, escrutinar o passado dos candidatos (e dos eleitos), apontar incongruências e contradições, esmiuçar os bastidores, denunciar abusos.

É isso que a imprensa livre e profissional faz, e os ativistas de redes sociais, não. Não resta outro caminho dentro dos marcos do estado democrático de direito a não ser já ir respeitando.*

(*) Vera Magalhães
Estadão

CASTELO DE AREIA

Mourão afirma que “o telhado de Haddad não é de vidro, é de porcelana…”

“Nesse cenário, Bolsonaro enfrentaria Haddad com calma e serenidade. Até porque o telhado do Haddad não é de vidro. O telhado de Haddad é de porcelana”, disparou o general.

NÃO ERRAR – Agora, todo o cuidado na campanha é não errar. Ao blog, Mourão usou uma expressão militar para resumir a estratégia das duas últimas semanas antes da eleição: “Temos que manter a fisionomia da frente”. Segundo ele, pelo cenário atual, a expectativa na campanha é que Bolsonaro chegue a 60% dos votos e Haddad, a 40%.

Ele também disse que há uma demanda grande de políticos para conseguir uma agenda com Bolsonaro. “Tem muita gente querendo um encontro com Bolsonaro. O difícil tem sido encaixar essa agenda”, acrescentou.

BOLSA FAMÍLIA – De todo jeito, há um esforço para tentar alcançar o eleitor tradicional do PT, principalmente entre os que têm renda mais baixa e na região Nordeste. Para isso, Bolsonaro já propôs uma espécie de 13º do Bolsa Família. “Para a região do Nordeste, a proposta será de romper a lógica da indústria da seca”, disse Mourão.

Sobre a reforma da Previdência, ele voltou a defender a análise do tema logo depois da eleição. A área política da campanha de Bolsonaro quer tratar do tema apenas no próximo ano. “O ótimo é inimigo do bom. Bolsonaro terá seis meses com capacidade de aprovar matérias no Congresso. Mas se puder resolver isso antes, melhor!”, reforçou.*

(*) Gerson Camarotti
G1 Brasília

PENEIRANDO VENTO

Campanha de Haddad chega a uma encruzilhada para tentar alcançar Bolsonaro

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Charge do Pataxó (Arquivo Google)

 

Diante dos números das pesquisas de intenção de votos francamente favoráveis a Jair Bolsonaro (PSL), os aliados de Fernando Haddad (PT) cobram uma mudança na campanha, principalmente em relação ao roteiro e à programação do presidenciável, que centrou as atividades em São Paulo nos últimos dias, desde o final do primeiro turno, em 7 de outubro. “Ele tem de sair da capital paulista. Com a possibilidade dos debates, até fazia sentido ficar mais tempo por lá, mas Bolsonaro tem evitado os confrontos, deixando Haddad parado, sem se movimentar na campanha”, disse um petista, reeleito com votação expressiva para o Congresso.

A agenda de Haddad mostra que um dia depois da votação, o ex-prefeito de São Paulo viajou para Curitiba, onde se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Nos bastidores, petistas adiantaram que seria o último encontro com o padrinho político até o fim do segundo turno, para evitar desgastes entre uma parte do eleitorado que, mesmo capaz de apoiar Haddad, se incomoda com a proximidade com o comandante do partido.

EM SÃO PAULO  – Na quinta-feira da semana passada, o presidenciável petista esteve em Brasília, onde se encontrou com o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa. Porém, nos outros seis dias, Haddad permaneceu em São Paulo, em entrevistas e encontros com apoiadores.

Ontem, a pesquisa Ibope trouxe Bolsonaro na frente, com 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. A intenção total de voto também traz o candidato do PSL na dianteira com 52%. Já o do professor registrou 37%. Por outro lado, o petista lidera a rejeição com 47%, enquanto o ex-militar possui 35% .

“Considerando que a campanha entre o primeiro e segundo tem apenas 20 dias, é muito tempo dedicado a São Paulo. Contra fatos não há argumentos”, afirmou outro parlamentar petista.

SEM DEBATES – Haddad até se encontrou com governadores, como Paulo Câmara (PE) e Ricardo Coutinho (PB) e falou com jornais e rádios. O problema é que a estratégia de permanecer em São Paulo tinha como ponto central a participação nos debates, por causa do tempo de deslocamento e a própria preparação para os confrontos.

Diante da pesquisa Ibope, que mostrou uma diferença de 18 pontos percentuais de Bolsonaro com relação a Haddad, uma fonte do alto comando petista informou que há um desânimo causado pela baixa capacidade de reação do petista frente ao capitão reformado.

“É uma corrida presidencial complexa, quase impossível, onde o imponderável é visto como a única salvação”, disse um petista, que se refere a um eventual deslize de Bolsonaro para a retomada de fôlego por parte do ex-prefeito de São Paulo.

FAZ SENTIDO – Apesar das críticas dos próprios petistas, analistas consideram que a campanha neste momento é mais voltada para os programas eleitorais e a internet. Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais Carlos Ranulfo, a intenção de Haddad em permanecer em São Paulo, neste segundo turno, faz sentido pelo pouco tempo de campanha. “A campanha é muito curta para que ele possa cobrir o país inteiro. Então, ele está investindo no tempo eleitoral e tentando diminuir a rejeição em São Paulo”, entende o pesquisador.

Questionado se esse foco no Sudeste não poderia diminuir os votos nas outras regiões, em especial o Nordeste, o professor diz acreditar que Bolsonaro não terá um crescimento tão diferente do que no primeiro turno nesses locais.

POLARIZAÇÃO – Carlos Ranulfo esclarece que, mesmo que o capitão reformado tenha “entrado” mais facilmente no Nordeste do que o PSDB em outras eleições — alcançando até 30% dos votos em alguns estados —, Bolsonaro tende a continuar com os números da primeira etapa. “Bolsonaro também não vai para o Nordeste.

Agora, ele entrou na região porque a campanha, no fim, ficou polarizada em duas candidaturas”, afirma.*

(*) Leonardo Cavalcanti e Lucas Valença
Correio Braziliense

NA PROA DO TITANIC

Na corrida ao Planalto, a rejeição a Haddad vira novo obstáculo para o PT

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Charge do Sinovaldo (Jornal VS)

 

O favoritismo de Jair Bolsonaro não é mais o único problema do PT. A pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que Fernando Haddad passou a enfrentar um novo obstáculo. Pela primeira vez na campanha, seu índice de rejeição ultrapassou o do adversário.

De acordo com o levantamento, 47% dos eleitores descartam votar no petista. Isso significa que a rejeição a Haddad disparou nos últimos dias. Na véspera do primeiro turno, o índice era de 36%.

No caso de Bolsonaro, deu-se o inverso. Pelos números do Ibope, 35% dos eleitores não admitem votar nele “de jeito nenhum”. Na pesquisa anterior, o capitão era rejeitado por 43%.

FAKE NEWS??? – Os petistas associam a maré contra Haddad ao bombardeio de fake news nas redes. O petista tem sido alvo de uma onda de ataques abaixo da cintura. Já foi acusado até de defender o incesto, em postagem do bolsonarista Olavo de Carvalho.

A artilharia produziu efeito, e o petista teve que ir para a defensiva. Ontem ele levou a mulher e os filhos para a TV, num esforço para rebater a ideia de que seria um inimigo da família tradicional.

OFENSIVA VIRTUAL – Com o TSE de braços cruzados, Bolsonaro colhe os frutos da ofensiva virtual. Segundo o Ibope, ele abriu uma vantagem de 42 pontos entre os evangélicos. No contingente, sua vitória sobre Haddad seria um massacre: 66% a 24%.

A esta altura, reconquistar estes eleitores parece uma missão quase impossível para Haddad. Ainda mais com as máquinas das maiores igrejas neopentecostais, como a Universal de Edir Macedo, atuando abertamente para o capitão.

TEMER NÃO SE EMENDA – A menos de 80 dias de passar a faixa ao sucessor, Michel Temer não muda. Nem os hábitos, nem as companhias.

Logo mais, às 18h, o presidente abrirá o Palácio do Planalto para receber a visita de Valdemar Costa Neto. Ele mesmo, o ex-deputado condenado e preso no mensalão.*

(*) Bernardo Mello Franco
O Globo

DESCANSE EM PAZ

Esqueceram Dilma

Quem souber o paradeiro da ex-presidente Dilma Rousseff sinta-se dispensado de informá-lo por falta de interessados.

Uma semana depois de não conseguir se eleger senadora por Minas Gerais, o PT tratou de esquecê-la rapidinho.

Se até Lula ficou de fora da reta final da campanha de Fernando Haddad no segundo turno, quanto mais Dilma.

O PT começou a abandoná-la quando Dilma mal se reelegera e muito antes de se começar a falar sobre o seu impeachment.

 Lula concluíra que o melhor para si seria a queda de Dilma, a ascensão de Michel Temer e a passagem do PT para oposição.

Só não contou com a sua condenação e o impedimento de ser candidato nas eleições deste ano.

Com a derrota de Dilma em Minas foi sepultado em definitivo o “golpe” que ela havia sofrido.

Antes cassada pelo Congresso, Dilma agora foi cassada pelos eleitores. Que descanse em paz.*

(*)  Blog do Ricardo Noblat

BONECO DE VENTRÍLOQUO

A metamorfose vigarista de Haddad

O poste de Lula também deve achar que o eleitorado brasileiro é um bando de otários

Na primeira visita a Curitiba depois da surra que levou nas urnas do primeiro turno, Fernando Haddad ouviu a ordem do presidiário mais conhecido do país: ele deveria deixar de ser Lula para transforma-se no avesso do chefão. E então começou outra metamorfose delirante.

Ateu de carteirinha, Haddad lembrou que era neto do que chama de “líder religioso”, converteu a vice comunista em católica praticante, descobriu que Deus existe e foi comungar em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Stalinista desde a juventude, converteu-se em democrata.

Apaixonado desde sempre pela cor vermelha, resolveu que havia mais beleza no verde e no amarelo. Neste fim de semana, o devoto de Lula, sem ficar ruborizado, ajoelhou-se no altar de Fernando Henrique Cardoso.

Depois de 16 anos endossando a ladainha da “herança maldita”, o candidato ao naufrágio passou a incensar o legado bendito de FHC e mendigar o apoio do ex-presidente que sempre foi o Grande Satã da seita da missa negra. Esse tipo de metamorfose sempre acaba mal.

No esforço para mostrar que não é parecido com Lula, Fernando Haddad ficou com cara de vigarista. Como o restante da companheirada, deve achar que o eleitorado brasileiro é um ajuntamento de otários. Os resultados do segundo turno mostrarão quem foi o grande idiota da sucessão presidencial de 2018.*

(*) Blog do Augusto Nunes