SÁBADO, 23 DE MAIO DE 2015

SOM NAS CAIXAS

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ESTELIONATO ELEITORAL

O governo da mentira

A Mentira Original contamina o governo de Dilma Rousseff, gangrenando suas bases políticas e ameaçando destruir o ajuste fiscal. Quarta-feira, seis senadores de partidos governistas, inclusive dois petistas, endossaram um manifesto assinado pela CUT, pelo MST e por diversas lideranças do PT contra as medidas provisórias 664 e 665. Tudo indica que, mais uma vez, o destino do ajuste depende do “patriotismo” de parlamentares da oposição. Previsivelmente, a crise do lulopetismo assume a forma de uma crise geral da gramática política brasileira.

Dilma reelegeu-se aplicando um golpe na democracia que foi apropriadamente batizado como estelionato eleitoral. Ela fraudou o pleito, prometendo aos eleitores que não seguiria o curso da austeridade fiscal. Mais: num paroxismo de desonestidade política, acusou Marina Silva e Aécio Neves de urdirem as “medidas amargas” que adotaria no dia seguinte à posse. O cisma na sua base é fruto direto da Mentira Original. Por que os defensores da desastrosa política econômica de Dilma 1 deveriam acompanhar o cavalo-de-pau de Dilma 2?

Os eleitores decifraram a fraude. As imensas manifestações populares de março, que refletiam a retração catastrófica dos índices de popularidade da presidente, indicaram um caminho. Dilma só governaria se acertasse as contas com a Mentira Original, renunciando à sua própria herança para começar de novo. A legitimidade de Dilma 2 dependia de uma ruptura com o lulopetismo, por meio da formação de um governo transitório de perfil técnico. No lugar disso, a presidente decidiu persistir na mentira. O custo inicial da opção expressou-se pela transferência das chaves do poder para Joaquim Levy, na economia, e para o triunvirato Temer/Renan/Cunha, na política. Mas o custo integral é maior: a manutenção do fantasma de Dilma no Planalto exige que toda a vida política do país se transforme numa farsa.

Farsa, parte um. O PT comporta-se como partido de oposição sem abdicar de seu lugar no núcleo do governo. As impressões digitais de Lula estão no manifesto dos governistas oposicionistas, assinado por inúmeras figuras que só operam com seu tácito consentimento. “Não estamos contra a presidente Dilma, mas contra a política econômica do governo”, esclareceu o senador Paulo Paim, um dos signatários da peça farsesca. Dilma não tem os meios para enquadrar o PT: a mentira converteu-se na jangada que a mantém à tona.

Farsa, parte dois. As dissidências na oposição transformam-se na aposta principal do governo para a aprovação de um arremedo do ajuste fiscal. Na Câmara, parte da bancada do DEM já ofereceu seus votos para a MP 665. Os supostos oposicionistas, em vias de fusão com o PTB, invocaram os “interesses da pátria” para camuflar sua trajetória de adesão a um governo que sobrevive às custas da repartição dos despojos da máquina pública.

A neblina da dupla farsa embaça os olhares. O colunista Hélio Schwartsman acusou o PSDB de “oportunismo” por não respaldar a “agenda de Joaquim Levy”, como se o esparadrapo que Dilma 2 tenta aplicar sobre a ferida hemorrágica de Dilma 1 equivalesse a um programa consistente de reformas econômicas. Na gramática da crise do lulopetismo, o mundo foi virado pelo avesso. Segundo a lógica pervertida da Mentira Original, o governo aprovaria suas medidas impopulares com os votos da oposição –e sob cerrado bombardeio do PT. Há meio melhor de chamar os eleitores de palhaços?

O pouco que resta do ajuste fiscal não salvará as contas públicas. Mas já dissolveu a linguagem política no caldo da ininteligibilidade. Ponto para Lula.

MEA CULPA

Escrevi, aqui (16/5), que nenhum senador interpelou Fachin sobre a fonte das leis. Aloysio Nunes, entretanto, fez a pergunta fatal. Fachin respondeu-lhe renegando suas convicções. Farsa: seu “triunfo” é a forma mais desonrosa da derrota.*

(*) Demétrio Magnoli, Folha de São Paulo

E NA CASA DA MÃE DILMA

 Se Levi sair, Dilma cairá

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Não faço parte do time do “quanto pior, melhor”. Já fiz. Quando era petista (sim, confesso que fui), a torcida era pelo desastre que aceleraria a queda do “inimigo”. Celebrávamos a tragédia sofrida por terceiros desde que pudesse apressar a derrota de quem deveria ser somente adversário, mas se transformava em inimigo pela nossa visão distorcida. Foi essa uma das causas do meu afastamento. E da minha repulsa pelo que o PT hoje é.

O mercado mundial confia em Dilma? Não, obviamente. A escolha feita por Dilma no primeiro mandato – Guido Mantega – foi motivo de piadas internacionais. O mínimo que se dizia dele é que, caso indicasse o caminho da esquerda, ficaria claro que o correto era o outro. A revistaThe Economist  rotulou de “100% Man” o brasileiro que errava 100% das previsões. E o mundo sabia que Mantega, um fantoche de Dilma, dizia ou fazia o que a chefe mandava.

É Joaquim Levy quem segura a credibilidade do Brasil. É ele quem tem impedido a perda do grau de investimento, etapa que antecede o desastre completo. Hoje, o ministro da Fazenda se recusou a participar da cerimônia que anunciou os cortes orçamentários de 2015. Levy exigia 80 bilhões. Foram 70. Levy alegou ter sido surpreendido por uma gripe para justificar a ausência.

Recado dado, recado entendido por todos. Na véspera, o senador Lindbergh Farias, do PT do RJ, exigiu a demissão de Levy. Ainda não descobriu que isso resultaria na completa perda de credibilidade. O famoso tiro no pé. Receio que Joaquim Levy já esteja cansado das farsas e desculpas inseparáveis do estilo do governo federal.

Se Levy sair, Dilma cairá. Simples assim. Ela odeia Levy. E Levy não tem qualquer simpatia pela presidente. Ambos apenas se suportam. Dilma faz isso para manter-se no poder mantido por um estelionato eleitoral. Levy tenta colocar em prática, coerentemente, o que aprendeu e ensinou.

Na visão de Nelson Barbosa, ministro do Planejamento e bobo da corte da hora, a situação está sob controle. Os cortes, garantiu, preservam tudo. Se é assim, cabe a pergunta: cortar para quê? O relevante nisso tudo é o que não foi dito. E a ausência de quem deveria estar lá para dizer.*

(*) REYNALDO ROCHA, no blog do Augusto Nunes

INCOMPETENTA…

O ajuste fiscal se deve aos erros cometidos por Dilma.1

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Dilma sabia no ano passado que seria obrigada a promover um forte ajuste fiscal este ano?

Sabia. Qualquer economista sabia disso, dado aos clamorosos erros cometidos pelo governo de Dilma. Ela é economista – embora não das mais brilhantes.

Então por que negou que soubesse quando lhe perguntaram a respeito durante a campanha eleitoral?

Para não perder votos. E, ao fim e ao cabo, não se arriscar a perder a eleição.

Então ela mentiu para o distinto povo brasileiro?

Mentiu, ora. Embora não admita, e jamais admitirá, mentiu sim.

Para defender o PT e se defender, Lula disse que o mensalão não passou de Caixa 2. E que todos os partidos faziam Caixa 2.

Pobre da Dilma que não pode dizer que todo político mente e, que por isso, ela mentiu para se reeleger.

Dilma aposta na fraqueza da memória coletiva. Espera que o ajuste fiscal tire seu governo do buraco. E que ela possa jogar um papel importante na escolha do seu sucessor.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

GOVERNO CRISTALINO

Se Pasadena ofende

A falta de transparência ofende o país

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Quando a presidente Dilma defenestrou Graça Foster da presidência da Petrobras e nomeou para o lugar Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, parecia que a maior empresa brasileira, combalida pela roubalheira e a má gestão, estava sendo preparada para disputar o campeonato mundial de transparência.

Uma semana depois da divulgação do balanço trimestral, que alentou o mercado por causa de um lucro de 5,3 bilhões de dólares, maior do que o esperado pelo mercado, uma notícia da Folha de São Paulo botou água no chope: segundo o jornal, o resultado foi inflado em 1,3 bilhões de dólares por conta de um artifício contábil que registrou como ganho um evento ocorrido 37 dias depois do fechamento do trimestre.

Convenhamos: não é esse tipo de transparência o mais adequado   para começar a tentar recuperar a credibilidade que a empresa perdeu no mercado.

Numa entrevista à agência de notícias Bloomberg, a presidente Dilma procurou injetar a sua dose protocolar de otimismo, dizendo que era tarefa de seu governo a recuperação da Petrobras e que acreditava que empresa voltaria rapidamente a receber os investimentos de que precisa e a distribuir dividendos a seus acionistas.

A fábula do discurso redentor de “recuperação da Petrobras” feito especialmente para revigorar a crença e a fé do público interno, que colocou a situação da empresa na coluna “débito” em sua avaliação geral do governo, teve cores menos róseas num relatório enviado à SEC, a agência reguladora do mercado financeiro dos EUA.

O triunfalismo do “agora vai” vendido para o público brasileiro foi bem mais atenuado no conteúdo do relatório para a SEC, revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Nele, a empresa admite que terá dificuldades para explorar o pré-sal em função do modelo regulatório que obriga a empresa a participar com um mínimo de 30% em qualquer área que venha a ser explorada dentro do sistema de partilha.

A Petrobras reconheceu também no relatório à SEC que ” a limitação financeira pode prejudicar a capacidade de pagamento aos credores, já que o fluxo de caixa das operações é hoje insuficiente para financiar o aumento de gastos de capital planejado e as obrigações da dívida”.

A empresa disse temer também que qualquer novo rebaixamento de classificação de crédito pode ter consequências negativas sobre a capacidade de obter financiamentos.

O novo presidente da Petrobras, num depoimento ao Senado, fez um tímido ensaio sobre a possibilidade de rever a questão da obrigação que a empresa tem de  participar da exploração de todos os campos e da obrigação do conteúdo nacional, mas a presidente Dilma logo disparou mais um de seus cala-bocas e desautorizou a especulação do subalterno.

Ela quer que tudo fique como está.

É fácil perceber que a promessa de transparência na gestão da Petrobras é uma daquelas que se localiza mais no discurso do que na realidade. Inflar dogmas ufanistas interessa mais ao governo do que efetivamente encarar e deixar clara a real situação da empresa e do que ela será capaz efetivamente de fazer com os recursos de que dispõe e a gigantesca dívida que tem de administrar.

Como se não bastasse essa deliberada falta de clareza recorrente nos negócios da empresa, começam a vazar pela imprensa registros de reuniões do conselho de administração onde se desenvolveram batalhas verbais em que a ex-presidente Graça Foster, demitida por Dilma, faz apreciações muito pouco elogiosas ao presidente da empresa durante o governo Lula, Sérgio Gabrielli. Num áudio de uma reunião vazado pela imprensa, quando se discutia a contabilização das perdas por corrupção, Graça Foster se indignou ao ouvir que sua gestão era comparada à anterior: “Não nos confunda com Pasadena, não nos ofenda”.

Se Pasadena ofende Graça, a falta de transparência ofende o país.*

(*) Sandro Vaia, jornalista, no blog do Noblat

DE VOLTA À APAPUDA…

 

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EM BREVE

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DÁ-HE, MORO!

Tentativa frustrada

Moro: questionado pelos advogados

Moro: questionado pelos advogados

Caiu no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) mais uma tentativa de tornar nula a operação Lava-jato. Em 2006, Sérgio Moro não obedecera a uma determinação do TRF-4 de repassar para outra vara um procedimento envolvendo Alberto Youssef – justamente a que gerou a Lava-jato.

No passado, o juiz havia se declarado suspeito para atuar em processos com o doleiro por ter cuidado da sua delação premiada em 2004 no caso Banestado. Portanto, a defesa de alguns empreiteiros considerava que Moro não poderia ter coordenado a Lava-Jato. O TRF-4 discordou.

(*) Blog do  Lauro Jardim

E EU ACREDITEI…

NÃO HAVERÁ REFORMA

Como previsto há meses, dará em nada essa nova tentativa de realização da reforma política. Tanto faz se o presidente da Câmara transferiu da Comissão Especial para o plenário a votação a respeito das propostas. Nenhuma delas de importância fundamental obterá, nesta semana, a maioria necessária para tornar-se lei. Os interesses são tão conflitantes, nas bancadas e isoladamente, que sempre se registrarão mais recusas do que aceitações. Discordâncias em número superior a consensos. O impasse demonstra a multiplicidade de opiniões e torna impossível qualquer aprimoramento institucional adotado pelos métodos ortodoxos, em condições normais de temperatura e pressão. Chegamos a uma situação oposta à que aconteceu na França antes do retorno do general De Gaulle. Como não temos nenhuma colônia do tipo da Argélia para impulsionar a roda do tempo, não há sinal de inusitados e explosões capazes de gerar drásticas soluções.

CORTES NEBULOSOS

Mais do que nebulosos, os cortes ao orçamento sugeridos ontem pelo governo, constituem a evidência de estar a presidente Dilma na situação daquele cego perigosamente colocado no meio do tiroteio. Educação, saúde e segurança foram atingidos, valendo muito pouco a informação de que o lucro dos bancos será taxado em 20%, mais do que os 15% atuais. Porque a diferença será logo transferida para os correntistas e depositantes.

Enquanto os juros não baixarem de forma drástica, de nada adiantarão as manipulações de números e o corte de despesas em políticas públicas. A presidente tentou reduzir o impacto de mudanças na legislação trabalhista, mas não enganou ninguém. Perdeu o que poderia ter sido uma oportunidade para continuar a governar, coisa que deixou de fazer logo depois de reeleita. Ninguém governa para restringir.

Do seu próprio partido, o PT, assim como das centrais sindicais e de associações da sociedade civil partem protestos diante do dito ajuste fiscal. Para compensar, o governo anuncia taxar mais o lucro dos bancos, mas impede qualquer restrição à evasão de recursos para o exterior. Em suma, não é por aí que a economia irá recuperar-se. No reverso da medalha, a redução de direitos trabalhistas, o aumento de impostos e tarifas, bem como dos combustíveis, da energia elétrica, da água e dos gêneros de primeira necessidade significam estar o tiroteio cada vez mais acirrado, com Madame postada bem no meio.*

(*)  Carlos Chagas – Tribuna na Internet

MÍDIA GOLPISTA, É?

Governo Dilma fica em silêncio diante do assassinato de jornalista em Minas

Apesar dos fortes indícios de que Evany Metzker foi torturado e decapitado em razão de suas investigações, Ministério da Justiça e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência não veem motivo para se manifestar

O jornalista Evany José Metzker, de 67 anos, foi torturado e decapitado enquanto trabalhava em reportagens investigativas em Padre Paraíso, em Minas Gerais. A cabeça foi encontrada a cerca de cem metros do corpo, há dois dias. A carteira do jornalista estava no local. Metzker mantinha um blog com denúncias contra políticos locais. Também noticiava crimes na região e fazia críticas ao PT. Apesar dos indícios de que foi assassinado por causa de seu trabalho,como acredita a viúva dele, o governo de Dilma Rousseff resolveu permanecer em silêncio diante do crime.

Procurados por ÉPOCA para se manifestar sobre a decapitação do jornalista, tanto o Ministério da Justiça quanto a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência limitaram-se a dizer, após insistência da reportagem, que “estão acompanhando” as investigações. Não houver qualquer comentário do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ou do secretário de Direitos Humanos, Pepe Vargas.

Após ÉPOCA revelar que a delegada do caso nem sequer encontrava-se em Padre Paraíso, o governo de Minas Gerais anunciou, hoje pela manhã, ter criado uma força-tarefa para investigar a morte. Inicialmente, a polícia de Minas disse que trabalhava duas hipóteses para a decapitação: retaliação pelo trabalho de Metzker como jornalista e crime passional. Não apareceu, até o momento, nenhum indício que suporte a tese de crime passional.

Comitê de Proteção aos Jornalistas, uma das maiores entidades de imprensa do mundo, pediu que o governo brasileiro investigue com seriedade o caso. “Condenamos o brutal assassinato de Evany José Metzker e instamos as autoridades brasileiras a não deixar pedra sobre pedra ao investigar este crime e todos os seus possíveis motivos”, disse, em Nova York, Carlos Lauría, um dos diretores da entidade. “A capacidade dos jornalistas de relatar as notícias está sendo claramente minada pela violência letal contra a imprensa brasileira”.

A morte do jornalista foi noticiada na imprensa internacional, como nos jornais Guardian La Repubblica.*

 

(*) REDAÇÃO  – REVISTA ÉPOCA

 

COMO TOSSE A VACA, HEIN?

SITUAÇÃO DO BRASIL É SEMELHANTE

À BOLHA DOS EUA EM 2008

Em termos de contração econômica, a situação vivida pelo Brasil hoje é semelhante à que se viu nos Estados Unidos entre 2008 e 2009, logo depois do estouro da bolha imobiliária. A grande diferença é que os norte-americanos puderam dar estímulos à atividade. Com a inflação baixa, o Federal Reserve (Fed), o BC dos EUA, jogou as taxas de juros para próximo de zero. Além disso, injetou trilhões de dólares na economia a fim de estimular o consumo.

O Brasil está de mãos atadas. A inflação se mantém, persistentemente, acima de 8%, obrigando o Comitê de Política Monetária (Copom) a pesar a mão sobre a taxa básica (Selic), a ponto de os analistas já falarem em juros de 14% ao ano — estão em 13,25%.

O caixa do Tesouro Nacional está destruído. Não há confiança na presidente Dilma. Por mais que ela tenha terceirizado a administração — na política, o comando está com o vice-presidente Michel Temer; na economia, com Joaquim Levy —, os agentes econômicos temem retrocessos.

Pode ser que o BC de Alexandre Tombini finalmente cumpra a promessa de levar a inflação para o centro da meta ao fim do ano que vem. Será motivo de regozijo pela população, sobretudo a mais pobre, que já enfrenta dificuldades para levar comida à mesa. Mas dizer que o sucesso da autoridade monetária é o passaporte para um futuro promissor requer muita boa vontade. Nem mesmo no país de ficção que o PT apresenta em seus programas eleitorais isso seria possível.*

(*) Vicente Nunes – Correio Brziliense