O AMIGO E ALIADO DO LULA…

Na Suíça, Maluf vira garoto-propaganda de campanha mundial contra corrupção

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Político, considerado ficha-suja pelo TRE, foi escolhido pela Transparência Internacional como uma das ‘estrelas’ de sua luta

GENEBRA – Principal nome a aparecer nas propagandas eleitorais do PP paulista, o deputado e ex-prefeito paulistano Paulo Maluf está prestes a se tornar garoto-propaganda em nível internacional. O político, que na segunda-feira foi considerado ficha-suja pelo Tribunal Regional Eleitoral, foi escolhido pela Transparência Internacional como uma das “estrelas” de uma campanha mundial contra a corrupção, lançada nesta terça-feira, em Berna, na Suíça. O caso do deputado é usado como exemplo de como as leis de combate a desvios de recursos públicos precisam ser modificadas para combater o problema.

A campanha “Desmascarar a Corrupção” foi lançada como uma forma de pressionar o governo da Suíça a modificar suas leis em relação à proteção do sigilo bancário. Instituições financeiras em Genebra ou Zurique são usadas por políticos de todo o mundo para esconder dinheiro de origem ilícita.

Reprodução
Campanha da Transparência Internacional contra corrupção tem Paulo Maluf

Maluf é chamado na campanha de “Mr. Kickback”, ou “Sr. Propinas”. “Longe dos contribuintes que o elegeram, Maluf comprou relógios de luxo e jóias em casas de apostas em Nova York”, diz a campanha.

“Não existem muitas pessoas que podem dizer que existe um verbo criado a partir de seu nome. Mas Paulo Maluf pode”, indica. Segundo a Transparência, “Malufar” significa “roubar dinheiro público”.

Propina. Segundo a entidade, o deputado teria recebido US$ 344 milhões em propinas em quatro anos como prefeito de São Paulo. A ONG aponta que Maluf conseguiu desviar o dinheiro graças a paraísos fiscais que permitiram que ele mantivesse contas sem revelar seu nome. O ex-prefeito nega as acusações e, durante anos, disse que não tinha contas no exterior.

Jersey, ilha britânica onde empresas ligadas a Maluf mantinham recursos, acabou condenando o deputado brasileiro. A Interpol tem um mandado de prisão internacional contra Maluf. “Apesar de sua notoriedade, Maluf não está na prisão. Na realidade, ele é membro do Congresso. Se ele corre o risco de ser preso se sair de seu país, no Brasil ele está livre”, aponta a campanha. “E apesar de se transformar em gíria em português, Maluf continua a negar qualquer crime”.

A campanha coincide com o inicio dos debates sobre a modificação das leis no Parlamento suíço.

“Hoje, a Suíça não exige a identidade da pessoa real que controla ou possui uma empresa”, alertou a entidade.

“A Suíça precisam ampliar o escopo de sua lei anti-lavagem de dinheiro para prevenir que os corruptos escondam seu dinheiro do crime e da corrupção em seu território”, disse Eric Martin, chefe da Transparência Internacional na Suíça.

Esforços. A entidade pede que o governo local faça esforços para “desmascarar os corruptos” e permitir a adoção de leis para identificar os donos de empresas e de contas nos bancos do país.

A ONG se prepara para desembarcar no Brasil e, nos últimos anos, tem se transformado em uma referência mundial no combate à corrupção.

Além de Maluf, a campanha traz como exemplos o ex-ditador da Tunísia  Zine al-Abidine Ben Ali e um homem de negócios da Nigéria.  *

(*) JAMIL CHADE – O ESTADO DE S. PAULO

PEGA PRA CAPAR

O segundo turno chegou

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BRASÍLIA - O segundo turno já começou. Isso ficou evidente no debate desta segunda (1º/9) entre os presidenciáveis, quando Dilma Rousseff perdeu os pruridos e partiu para cima de Marina Silva, e Marina Silva não se fez de rogada e bateu firme no governo da adversária.

Em segundo plano, o tucano Aécio Neves estreou uma nova fase. Em vez da polarização PT-PSDB, com Marina no meio, o que se viu foi Dilma e Marina frente a frente, com Aécio tentando sobreviver entre as duas favoritas. Ele centrou fogo em Dilma, deixando à presidente a missão de bater em Marina. No fim, colocou-se como opção ao “fracasso” do governo e às “contradições” de Marina.

Dilma, enfim, cedeu à pressão de Marina para reconhecer os erros: “Pode parecer que estou plenamente satisfeita. Não estou”. E Marina, enfim, saiu da zona de conforto em que trafegava desde 2010, mas se saiu bem ao explicar os pagamentos que recebe por palestras e ao se equilibrar entre o tripé econômico desprezado por Dilma e os avanços sociais. De avião, ninguém falou.

Propaganda na TV funciona a favor das reeleições porque todo governante, por pior que seja, tem sempre o que mostrar: a obra tal, o programa qual. Mas debate funciona contra, porque todo governante, por melhor que seja, também tem o que esconder. E o que é vantagem se transforma em desvantagem: os adversários se unem para apontar o dedo contra quem está no poder.

Debate é forma e conteúdo. Marina estava firme, segura, mantendo um discurso que tem pouco de concreto, mas fala à alma de uma grande maioria sedenta por mudança.

Alguém precisa dizer a Dilma, se é que Dilma sabe escutar, que a cara mal humorada, às vezes parecendo vermelha de raiva, não ajuda a convencer o telespectador nem a humanizar a sua figura. Ainda mais se, na propaganda do PT, atua como a vovó boazinha que faz macarrão e, no debate, assume o ar de lobo mau.

Não muda nada, mas é divertido.*

(*) ELIANE CANTANHÊDE – FOLHA DE SÃO PAULO

APELAÇÃO INDECOROSA

TUDO DEPENDERÁ DA MOEDA DE TROCA

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Incomodar Marina Silva em debates olho no olho é perfeitamente lícito para a presidente Dilma Rousseff, como aconteceu ontem no SBT. É para isso que servem os confrontos entre os candidatos.

Agora, fica no mínimo inócuo convocar a imprensa para bater na adversária, ou utilizar o tempo da propaganda eleitoral gratuita para ataques de corpo ausente, quando Marina não pode replicar. Em vez de somar votos, esse comportamento de Dilma os subtrai. O sentimento popular detesta covardias, ainda mais alimentadas em função de facilidades inerentes ao exercício do poder.

Hoje deverá ser conhecida mais uma pesquisa sobre as preferências do eleitorado. A dúvida, ontem, era saber se a vantagem de Marina cresceu ainda mais ou se os números se estabilizaram. Falta um mês para a eleição e muita coisa poderá acontecer, mas, continuando a tendência favorável à ex-senadora, a conclusão será de que o PT se condena a voltar à oposição.

A pergunta que se faz é com quem a provável vencedora governará. Porque apesar de os tucanos em debandada e de os companheiros em estado de alto ressentimento, sobra o PMDB. Claro que derrotado também estará o vice-presidente Michel Temer, restando saber com quantos governadores contará o partido. Aos eleitos caberá o passo inicial de aproximação com a suposta nova presidente da República. Também farão parte da equação as novas bancadas peemedebistas, certamente infensas a manter a aliança com o PT, na oposição.

Marina dá sinais de pretender governar com quem demonstre boa vontade. Quando fala em aproveitar os melhores de cada legenda, não estará oferecendo o ministério em condomínio, mas abre uma janela para arejar seu governo, podendo até entrar por ela alguns tucanos.

É cedo para especulações a respeito da futura administração, mas se Marina vencer, como hoje indicam as pesquisas, será possível que consiga compor uma frente político-parlamentar razoável. Tudo dependerá da moeda de troca, ou seja, de sua capacidade de aglutinar sem abrir mão do comando e da independência.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online

SE GRITAR PEGA LADRÃO…

Um banco de cimento na Papuda está

à espera do chefão do Banco do Brasil

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Descobriu-se há dias que o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, costuma guardar em casa milhares de reais em espécie. Segundo a declaração ao Fisco, eram  R$ 280 mil em 2012. Um presidente de banco que prefere esconder sob o colchão o que poderia aplicar na instituição que comanda não merece dirigir sequer um carrinho de cachorro-quente.

O Ministério Público quer saber de onde veio esse dinheiro e investiga a origem de outras boladas. Um cargo de tamanha relevância não pode ser ocupado por um genuíno caso de polícia.

Neste fim de semana, numa reportagem de página inteira, a Folha de S. Paulo informou que Bendine também andou distribuindo dezenas de malas atulhadas de cédulas. A revelação foi feita por Sebastião Ferreira da Silva, o Ferreirinha, ex-motorista do Banco do Brasil. Confira as patifarias relatadas por Ferreirinha na seção O País quer Saber.

O país também quer saber o que espera a Justiça para transferir Bendine do Banco do Brasil para um banco de cimento no pátio da Papuda.*

(*) Blog do Augusto Nunes

MERGULHO NO VAZIO

‘Sabemos o que é Dilma e o que Aécio é. Marina Silva é o quê?’

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O que é Marina Silva? Sabemos o que é Dilma Rousseff, o poste búlgaro. E Aécio, o hesitante que se esqueceu das montanhas de Minas. Mas e Marina? Quem é?

Uma política profissional que nasceu no partido que aproveitou o discurso da falsa ética para ser pior que qualquer outro.

Foi vereadora, deputada, senadora e ministra do PT. O mesmo PT dos ladrões presos, do líder ignorante e da presidente que não consegue ser inteligível.

Confortavelmente instalada nas salas do poder, usufruindo das benesses, deixando-se ser usada pelo desastre sociológico com nome de molusco, Marina cresceu e se transformou em uma sólida alternativa de poder nestas eleições em que até recentemente estava relegada ao segundo plano.

Se tínhamos Dilma a “muié do homi”, hoje temos a “viúva do outro”.

Agora sabemos que, após ser senadora e surpresa da últimas eleições, usou este capital político para faturar como palestrante mais de R$ 1,6 milhão de reais (média de R$ 41 mil/mês). Há algo de errado nisto? Não. Paga quem quer ouvir.

O que é profundamente hipócrita é Marina se apresentar como símbolo do “novo”, como detentora dos direitos autorais de uma “nova política” sem sequer indenizar Fernando Collor, inventor dessa derivação que parece prescindir de partidos ou da própria democracia.

Desonestidade intelectual e esperteza política indecente. Embora ainda longe do banditismo do PT, indica uma tendência preocupante.

A falsificação do que é diminui – e muito – o que Marina poderia ser. Mas nunca foi ou será.

Marina é somente uma cópia de Lula sem a mitomania e a menos valia do senhor dos postes apagados e fios desencapados.

Marina é uma Dilma que consegue não falar nada, mas alguma lógica, sem espancar a língua pátria ou defender bandido de peito aberto.

Marina preferiu o caminho mais fácil: copiar tudo que o PT prometia e jamais cumpriu. Em nome do mesmo messianismo que o filho do barril encarnou. Até porque estudou e parece não ter azia ao ler jornal, Marina serve para demonstrar quão insignificante Lula foi e Dilma é.

Para ser presidente e recuperar este país é preciso mais. Muito mais.

Adhemar de Barros tinha orgulho em ser identificado com o “rouba mas faz”!.

Marina parece confortável com “ o não rouba e não faz”.  Não roubar é obedecer à lei e evitar a cadeia! Não é privilégio de ninguém. E fazer algo que prometeu, o mínimo que se espera de quem prometeu.

A questão central é que Marina promete nuvens. E estas mudam com os ventos. E a culpa sempre será do vento. Nunca do piloto.

E assim somos impedidos de ao menos cobrar o que Marina prometeu e se comprometeu.

Até aqui ela não se comprometeu com nada. O nada é incobrável.*

(*) Reinaldo-BH, no blog do Augusto Nunes

ESTADO LAICO, É?

Governo reage a Marina com apoio a igrejas

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Para conter avanço de rival, gestão Dilma prepara ações como dar aval a lei com benefícios a instituições religiosas

Ofensiva também prevê procurar empresários para dizer que Marina travará gasto público com infraestrutura

O governo Dilma Rousseff (PT) elabora um conjunto de ações para tentar conter o avanço de Marina Silva (PSB) com medidas que incluem o atendimento a uma das principais bandeiras evangélicas no Congresso: o apoio à Lei Geral das Religiões.

Segundo a Folha apurou, uma das iniciativas do Palácio do Planalto será desengavetar o projeto, proposto em 2009 e há mais de um ano parado em uma comissão do Senado, para conceder diversos benefícios a instituições religiosas, entre eles tributários.

Como primeiro ato do “pacote anti-Marina”, o Planalto determinará nesta semana o status de urgência à proposta, o que permitirá ao projeto pular etapas de tramitação e ganhar prioridade de votação.

O texto estende a igrejas evangélicas e outras denominações religiosas benefícios concedidos pelo governo brasileiro à Igreja Católica, a partir de um acordo feito com a Santa Sé em 2008.

Trata-se de tentativa de furar a adesão das igrejas pentecostais à campanha de Marina Silva, que é evangélica.

O projeto da Lei Geral das Religiões já foi aprovado pela Câmara e está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Entre outros pontos, ele concede às associações das igrejas que tiverem reconhecida ação social os mesmos benefícios tributários concedidos às filantrópicas.

Também prevê que fiéis que ajudam no dia a dia das igrejas não terão vínculo empregatício para evitar ações trabalhistas e dá uma proteção especial contra a desapropriação e a penhora dos bens das igrejas.

Pelo projeto, a imunidade tributária é garantida “às pessoas jurídicas e eclesiásticas e religiosas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais”.

EMPRESÁRIOS

A ofensiva petista para neutralizar Marina também contará com uma força-tarefa para afirmar a empresários que o programa da rival travará o gasto público em infraestrutura e provocará desemprego.

O plano petista prevê ainda a facilitação de crédito ao setor privado. A Folha apurou que o ex-presidente Lula cobrou do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, medidas para facilitar o financiamento de empresas para tentar animar a economia.

Além de Lula, o PT quer escalar o ex-ministro Antonio Palocci e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) para atrair o setor produtivo.

Em outra frente, devem ser anunciadas ações incluídas no programa de Marina. Uma das ideias é turbinar a escola em tempo integral, um dos eixos do plano da candidata do PSB para o setor de educação.

Neste mês, Dilma detalhará seu programa de governo e pretende inserir antídotos contra o avanço de Marina, com atenção para medidas que contemplem jovens e eleitores de grandes centros urbanos, faixas onde ela concentra muito vigor eleitoral.

A rápida ascensão de sua ex-ministra do Meio Ambiente deixou Lula preocupado com o fato de até hoje o governo não ter tomado uma medida mais clara para se reaproximar de empresários.

Com a força-tarefa, o objetivo é instar parte do setor produtivo contemplado por benefícios federais a defender o projeto de Dilma.

Um dos argumentos do comitê eleitoral é o de que a proposta de Marina de independência absoluta do Banco Central acarretará uma fuga de gastos públicos para estimular a economia e aumentará o risco de desemprego.*

(*) NATUZA NERYRANIER BRAGON - FOLHA DE BRASÍLIA

POBREZA POLÍTICA…

Dilma e Marina polarizam e deixam Aécio de lado em debate no SBT

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Candidatas concentram ataques entre si enquanto senador tucano evita confronto com ex-senadora do Acre

SÃO PAULO — O segundo debate entre os presidenciáveis na TV consolidou a polarização entre as duas primeiras colocadas na pesquisa eleitoral: Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). No mesmo dia que o comando de campanha do PSDB sinalizou com apoio a Marina num eventual segundo turno, o senador tucano Aécio Neves evitou o confronto direto com a candidata do PSB e concentrou ataques no governo petista. Ao contrário das duas, que duelaram diretamente quase todo o tempo, Aécio ficou com papel secundário no embate entre os três mais bem colocados nas pesquisas.

Assumidamente nervosa, a ponto de tentar interferir logo no primeiro bloco nas regras do debate, Dilma usou da falta de propostas para o pré-sal no programa de governo do PSB, conforme antecipou O GLOBO na sexta-feira, e da autonomia do Banco Central, como armas para atacar Marina nos três blocos. Marina revidou atacando a política econômica de Dilma e a intervenção do governo na Petrobras e no banco.

— Jornais têm noticiado que a senhora pretende reduzir a importância do pré-sal. O seu programa de governo dedica apenas uma linha para o assunto. Por que esse desprezo com esse recurso tão importante para o Brasil e tão invejado para o mundo? — questionou Dilma.

Marina se defendeu:

— Estamos reafirmando que vamos explorar essa fonte de energia. No entanto, precisamos ir para onde a bola vai estar. Temos que ir atrás de novas fontes de energia: eólica e solar, ignoradas no seu governo. No seu governo, o maior perigo para o pré-sal é o que foi feito pela Petrobras. Uma empresa que foi usada politicamente para dar conta dos índices de crescimento e reduzir os índices de inflação — Marina.

O confronto entre Dilma e Marina começou logo no primeiro bloco e se repetiu durante todo o programa organizado pelo SBT, o jornal Folha de S. Paulo, o portal UOL e a Rádio Jovem Pan.

A candidata do PT à reeleição, questionou de onde Marina Silva vai tirar os recursos para conseguir o investimento necessário para cumprir as promessas de campanha. Dilma afirmou que os investimentos do programa do PSB somam R$ 140 bilhões divididos em educação, saúde e passe livre para estudantes da rede pública que estão no programa de governo.

MARINA DIZ QUE DILMA NÃO RECONHECE ERROS

Marina Silva não respondeu claramente de onde virão os recursos e Dilma contra-atacou:

— Não disse de onde vai vir o dinheiro, tem que dizer de onde vai vir o verba. As promessas da senhora equivalem ao montante que nós gastamos em Saúde e Educação. E nós triplicamos os valores repassados a essas áreas — criticou Dilma fazendo menção ao programa de governo de Marina não ter citado o pré-sal.

Marina respondeu afirmando que os recursos do pré-sal estão garantidos:

— O dinheiro do pré-sal já está assegurado e nós vamos fazer bom uso do dinheiro. Vamos antecipar a meta com investimento na educação em tempo integral. O pré-sal deve ser explorado — afirmou Marina

Após ser confrontada com os resultados fracos nos últimos anos e a baixa aprovação, Dilma voltou a chamar Marina para o embate, questionando a proposta de autonomia do Banco Central. A ex-senadora, por sua vez, afirmou que a presidente tem dificuldade para “assumir seus erros” na política econômica.

— Dilma não consegue fazer uma coisa essencial, que é reconhecer os erros. Se não reconhece, não tem como reparar. Ela disse que ia controlar inflação, aumentar o crescimento e baixar os juros. Hoje temos o contrário. Quando as coisas vão bem, é 100% de louros para o seu governo. Quando vão mal, é culpa da crise internacional.

Segundo a presidente Dilma, a queda na atividade econômica é “momentânea” e culpou a seca, os feriados e conjuntura econômica internacional.

— Não estamos em recessão — disse Dilma explicando:

— A inflação está próxima de 0, o crédito ampliado, a bolsa se valoriza há sete meses e o Brasil é o quinto país que mais recebe investimento. EUA, Japão e Alemanha tiveram crescimento negativo. A nossa diferença é que não enfrentamos a crise desempregando nem arrochando salário.

EDUARDO JORGE PRESSIONA MARINA SOBRE ABORTO

Marina teve que responder sobre a legalização do aborto e das drogas. Durante o embate, Eduardo Jorge (PV) perguntou sua posição sobre o tema. Na opinião dele, que diz defender o fim da criminalização em algumas situações há 20 anos, a lei trata como “criminosas de 600 mil a 700 mil mulheres que fazem interrupção de gravidez todo ano”.

— Não é uma discussão fácil. Envolve questões filosóficas, morais e espirituais. Eu não satanizo ninguém que defende a legalização das drogas. O que eu quero é fazer um debate para que, através de um plebiscito, discuta essas questões — disse Marina.

Aécio não foi questionado por nenhuma das duas primeiras colocadas nas pesquisas. No dia em que o coordenador de sua campanha, senador Agripino Maria (DEM-RN) anunciou que o PSDB poderia oferecer apoio a Marina num eventual segundo turno, Aécio guardou o ataque à candidata do PSB timidamente nas considerações finais:

— Temos dois campos políticos. O do governismo, que fracassou e vai entregar um país pior do que recebeu há quatro anos. No campo das mudanças, tem várias alternativas, mas duas aparecem com mais consistência. Repito que acredito nas boas intenções da Marina, mas ela não consegue superar as enormes contradições que vem do seu programa de governo, e defende hoje teses que combatia há pouco tempo.

O senador apostou em críticas a economia e relembrou o escândalo do Mensalão e as denúncias de corrupção da Petrobras para atacar Dilma Rousseff. Ele voltou a defender o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e falou sobre o baixo crescimento econômico:

— Precisamos explicar o que significa o Brasil crescer negativamente, menos 0.6% no segundo trimestre. Significa que os tão alardeados empregos estão indo embora. Esta é a realidade, país que não cresce não gera empregos, apenas nos últimos três meses na indústria de São Paulo, apenas de São Paulo, foram quinze mil postos de trabalho a menos. Os dados de julho e de junho desse ano foram os piores da série histórica dos últimos dez anos – criticou.

AÉCIO RELEMBRA CORRUPÇÃO NO GOVERNO PT

No segundo bloco, foi questionado sobre casos de corrupção envolvendo o PSDB, como o cartel do metrô e trem em São Paulo e a suspeita de pagamento de propina para a aprovação da emenda da reeleição, no governo Fernando Henrique. Aproveitou a resposta para criticar a forma como o PT tratou os denunciados no escândalo do mensalão: “heróis nacionais”, nas suas palavras.

— Jamais transformamos e transformaremos lideranças em mártires. No caso do PT, houve uma condenação da maior corte brasileira, que deve ser respeitada. O PT não ajuda ao sentimento e ao entendimento das novas gerações que existe uma mesma justiça pra todos.

Após o debate, Aécio disse que gostaria de ter feito perguntas a Marina, mas que não pode por conta das regras do debate.

— Vou ter chance de perguntar no próximo — declarou Aécio.

AVALIAÇÕES DOS CANDIDATOS

Ao final do debate, Dilma voltou a criticar a ausência de clareza por parte de Marina na apresentação de recursos para cobrir suas propostas. A candidata do PSB afirmou que a presidente deve explicar a atual situação econômica do País, enquanto Aécio lamentou não ter tido sorte no sorteio de quem faria as perguntas primeiro, o que o impediu de fazer questionamentos à ex-senadora do Acre.

Dilma declarou que é difícil esclarecer determinados assuntos em um debate com sete participantes. Ela disse que queria ter falado mais sobre o investimento federal em obras de mobilidade urbana e saneamento feitas pelos estados. A petista criticou mudanças feitas pelo PSB nas propostas de direito LGBT no programa de governo de Marina e declarou que é a favor da criminalização da homofobia e voltou a falar da falta de previsão de recursos para as promessas do PSB.

— Não se governa com promessas e compromissos, mas explicando os projetos e dizendo qual é a cobertura (financeiras) das propostas. Se vou restringir gastos e fazer investimentos em programas sociais, tenho que dizer de onde vem os recursos.

Ao ser questionada sobre a crítica de Dilma, Marina se esquivou e disse que a presidente tem que explicar à sociedade porque não cumpriu as promessas que fez em 2010, pois está entregando um país com “lucros altos, inflação sem controle e crescimento baixo”. Nas palavras dela, o Brasil “está em recessão”. Marina também falou sobre a polarização com Dilma:

— Acho engraçado dizer que houve polarização minha com a Dilma. Antes era PT com PSDB. Agora, o povo está fazendo com que esta polarização ocorra comigo e com a sociedade brasileira. Quem está em primeiro lugar nas pesquisas não sou eu, é a sociedade, que está comigo.

Para Aécio, a polarização entre Dilma e Marina faz parte das estratégias das campanhas. Ele lamentou o que classificou como “falta de sorte” na hora do sorteio para fazer perguntas e disse que queria fazer perguntas a Marina, que acabou criticando apenas no final do embate:

— Ela defende hoje muito daquilo que condenou lá atrás. Eu trago uma linha de coerência que possibilitará crescimento com base sólida, com base nos empregos de melhor qualidade. Na hora da reflexão final, vai prevalecer que não basta mudar, é preciso que se mude na direção correta.*

(*) JULIANNA GRANJEIA, GERMANO OLIVEIRA, RENATO ONOFRE, SÉRGIO ROXO, SÍLVIA AMORIM E TIAGO DANTAS – O GLOBO

DE OLHO NA BUTIQUE DELA…

O PMDB ri sozinho

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O principal aliado do PT, o PMDB, acredita que ganhou com a polarização entre Marina Silva e a presidente Dilma. Sua cúpula avalia que vai cair a votação na legenda petista e isso levará à redução de sua bancada. O PMDB já sonha em voltar a ser o maior na Câmara e continuar dominando o Senado. Entre seus líderes, há muito ressentimento contra o “hegemonismo petista”.*

(*) Ilimar Franco, O Globo

 

FALTOU O CHAVES COMO MEDIADOR…

Dilma, Marina e Aécio tropeçam ao tratar de recessão, pré-sal e educação

Debates entre os presidenciáveis

1º.set.2014 – Candidatos à Presidência da República participam de debate promovido pelo UOL, Folha de S. Paulo, SBT e a rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (1º), no estúdio do SBT,em São Paulo Leia mais Junior Lago/UOL

Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), os três principais postulantes à Presidência da República, tropeçaram, no debate realizado nessa segunda-feira (1º) em conjunto por UOL, Folha, SBT e Jovem Pan, em temas como recessão da economia, uso dos recursos do pré-sal e desempenho da educação, entre outros.

1. Dilma se nega a admitir recessão

Em resposta ao jornalista Fernando Canzian, que questionou Dilma sobre o desempenho na economia neste ano, a candidata à reeleição negou que o país esteja em recessão e afirmou que a prova disso é o fato de que há sete meses consecutivos a Bovespa se valoriza.

“Considero que a queda na atividade econômica que nós estamos vivenciando é momentânea. A seca, menos dias úteis e prolongamento da crise econômica têm um grande impacto. Nós não estamos em recessão. O mercado consumidor aumenta por conta do emprego e por conta do aumento de salários. A inflação hoje está próxima de zero.”

A economia brasileira, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto), encolheu 0,6% no 2º trimestre em relação aos três meses anteriores. Além disso, os resultados do 1º trimestre foram revisados de alta de 0,2% para queda de 0,2%. Com dois trimestres seguidos de resultado negativo, considera-se tecnicamente que o país está em recessão. Isso não acontecia desde a crise financeira global de 2008 e 2009.

2. Marina dúbia com relação ao pré-sal

Provocada por Dilma, Marina Silva negou tratar o pré-sal com desprezo e disse que, em seu programa, reafirma a necessidade de continuar explorando-o.

“O que nós estamos afirmando no nosso programa de governo é que além do pré-sal, que é uma riqueza necessária, que deve ser explorada com todo o cuidado, inclusive para que os seus recursos possam ser investidos corretamente em educação para melhorar a qualidade de vida dos nossos jovens e apostar em ciência, tecnologia e inovação, nós estamos reafirmando a necessidade de continuar explorando essa fonte de energia. No entanto, nós não podemos ter uma visão de ficar apenas aonde a bola está. É preciso ir para onde a bola vai estar.”

O programa da candidata do PSB, entretanto, cita o pré-sal apenas uma vez, de modo lacônico. “Aplicar os repasses à educação da parcela dos royalties do petróleo das áreas já concedidas e das do pré-sal”. Além disso, no debate, Marina falou em usar os recursos do pré-sal para antecipar a meta de educação em tempo integral, mas a proposta não é explorada em seu programa de governo.

3. Aécio exagera ao falar de educação

Já Aécio afirmou que Minas Gerais, Estado governador por ele durante oito anos, tem a melhor educação fundamental do país. “Assim como fiz também em Minas Gerais, que tem a melhor educação fundamental do Brasil.”

A afirmação só é parcialmente verdadeira. O ensino fundamental é dividido em dois ciclos: do 1º ao 5º (antiga 4ª série) e do 6º ao 9º ano (antiga 8ª série). Na primeira etapa, Minas Gerais atingiu a melhor nota no Ideb 2011 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

No segundo ciclo, porém, Minas Gerais, com nota 4,6, cai para o terceiro lugar: atrás de Santa Catarina (4,9) e São Paulo (4,7). É importante lembrar que o primeiro ciclo é oferecido preferencialmente pelas redes municipais, enquanto o segundo fica a cargo dos Estados”.

4. Dilma infla dados da educação

Durante confronto com Marina, Dilma afirmou que seu governo aumentou em três vezes os gastos com educação. “Nós triplicamos os valores que investimos em educação.”

O que foi aprovado pelo Congresso e sancionado neste ano por Dilma é o Plano Nacional de Educação, que prevê triplicar os gastos com educação até 2020. Ou seja, trata-se de uma meta, e não de uma realização.

Durante o governo Dilma, os investimentos estatais diretos com educação pela União mantiveram-se estáveis entre 2010 e 2012 (1% do PIB) –não há dados sobre 2013. Já o  gasto total com educação, que inclui os investimentos diretos, bolsas de estudo e renúncia fiscal, também permaneceu estável: em 2012 foi 1,3% do PIB; em 2010, 1,2%.

5. Marina atribui a si autoria de programa da gestão FHC

Ao falar de saneamento básico, Marina disse ter implementado, quando foi ministra do Meio Ambiente (2003-2009), um programa para recompensar os municípios pelo tratamento do esgoto.

“No nosso programa de governo nós estamos priorizando o tratamento do esgoto para que através de parcerias com a iniciativa privada, para que através de alternativas como foram aquelas que implementei quando era ministra do Meio Ambiente, com o pagamento pelo esgoto tratado, a gente possa atender essa demanda que melhora a vida das cidades.”

A medida citada por Marina é o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), que foi criado pela ANA (Agência Nacional de Águas), órgão subordinado ao Ministério do Meio Ambiente, em março de 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O programa, contudo, foi mantido quando Marina esteve a frente da pasta.

6. Dilma e as ações anticorrupção

Ao comentar uma resposta de Aécio, Dilma disse que seu governo combateu a corrupção ao fortalecer a Polícia Federal e ao aprovar leis, como a Ficha Limpa.

“É importante lembrar que no governo meu e do presidente Lula nós fortalecemos a Polícia Federal. E a Polícia Federal promoveu 162 operações de combate à corrupção, lavagem de dinheiro, e crime financeiro. Também no governo meu e do presidente Lula, a CGU ganhou status de ministério. Criamos o portal da Transparência, aprovamos a lei de acesso à informação, da Ficha Limpa, da punição dos corruptores e do combate às organizações criminosas.”

A Lei da Ficha Limpa, entretanto, não foi enviada ao Congresso pelo Executivo. Trata-se de um projeto de iniciativa popular, aprovado no Legislativo e sancionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quanto às operações da PF, reportagem do UOL publicada em fevereiro mostrou que, entre 2009 e 2013, a queda de indiciamentos em crimes do colarinho branco foi de 75%.

7. Marina e as palestras confidenciais

A candidata Marina Silva, questionada pelo jornalista do UOL e da Folha Fernando Rodrigues sobre uma cláusula de confidencialidade que a impede de divulgar as empresas para as quais vendeu palestras que lhe renderam $ 1,6 milhão nos últimos três anos, afirmou:

“Há que fazer uma separação da minha vida privada como cidadã, do exercício da minha atividade profissional e um contrato de confidencialidade que é muito mais uma exigência das pessoas que contratam meu trabalho do que da minha parte. Eu particularmente não tenho nenhum problema em que sejam reveladas as empresas que me contrataram, até porque eu vivo honestamente daquilo que faço, todo mundo sabe que dou palestras para poder levar a mensagem do desenvolvimento sustentável em todo o Brasil.”

Apesar de atribuir às empresas a exigência de confidencialidade, reportagem da “Folha de S. Paulo” de outubro passado mostra que a própria Marina pediu sigilo. Na época da reportagem, a ex-senadora afirmou que “confidencialidade não se opõe a transparência.”*

(*) Cintia Baio, Guilherme Balza e Marcelle Souza – Do UOL, em São Paulo

SEGUNDA-FEIRA, 1º DE SETEMBRO DE 2014

Governo poupa R$ 7,2 bilhões dos

fundos para melhorar contas públicas

000 - mantega ilusionista

Os Fundos Setoriais também foram atingidos para o governo conseguir inflar o superávit primário das contas públicas. Dos recursos de cinco fundos, que totalizam R$ 11 bilhões, R$ 7,2 bilhões estão contingenciados, ou seja, 65% do valor destinado aos fundos ficarão guardados para uma possível emergência.

Dessa maneira, essa reserva de contingência das verbas, mantendo-a retida até o final do ano, acaba por engordar as contas do governo e aumentar o superavit primário – mais uma prática da chamada “pedalada fiscal”.

Os dados, levantados pelo Contas Abertas, em parceria com o periódico O Estado de S.Paulo, demonstraram o quanto essa prática vem sendo realizada e se tornando uma prática habitual do governo. No ano passado, movimento similar foi aplicado: a reserva de contingência dos fundos foi de 44%.

Confira aqui os dados

“Nos anos passados essa prática já era usual, mas, este ano, a situação provavelmente se agravou pela dificuldade do governo em obter superávit primário”, disse o fundador e secretário-geral da organização, Gil Castello Branco, ao jornal.

Na pesquisa, que levou em conta os fundos mais prejudicados, o maior volume de recursos retidos está no Fundo de Universalização dos Serviços de Comunicação (Fust), alimentado por contribuições cobradas nas contas de telefone. Ele dispõe de R$ 6,2 bilhões, mas praticamente tudo foi para a reserva de contingência.

Apenas R$1,7 milhão foi destinado a despesas de custeio. Ainda assim, até 26 de agosto nada havia sido empenhado. O empenho é a primeira etapa do gasto público. É uma espécie de reserva que se faz do dinheiro quando um produto ou serviço é contratado pelo governo.

O Fust é, talvez, a mais antiga vítima da prática de reter recursos para melhorar o resultado primário. Desde sua criação, em 2000, ele jamais teve os recursos totalmente liberados. É um dinheiro que, em tese, serve para levar serviços de telecomunicações às áreas mais remotas.

Outro contribuinte antigo do resultado primário é o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Neste ano, o orçamento é de R$ 343,7 bilhões, dos quais R$ 291 milhões estão na reserva de contingência. Com isso, ações de financiamento à pesquisa e inovação na área foram comprometidos.

Consultado pelo periódico, o Ministério das Comunicações informou que não comentaria esses casos.

A retenção atinge fundos que financiariam ações demandadas pela sociedade, como educação no trânsito e apoio à criança e ao adolescente. Segundo o levantamento, o Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito dispõe de R$ 933,9 milhões este ano, mas 81,9% dos recursos estão reservados para contingência.

Os dados obtidos mostram que, dos recursos empenhados, a maior parte – R$ 54 milhões – foi destinada ao “fortalecimento institucional do Sistema Nacional de Trânsito”. Mas ações como um projeto nacional de Educação para a Cidadania no Trânsito não tiveram nenhum centavo empenhado, assim como o fomento a pesquisas na área.

“O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), como todos os órgãos da administração pública federal, está sujeito ao contingenciamento”, informou o Ministério das Cidades. “Esse contingenciamento pode se dar tanto via Reserva de Contingência, quanto por meio de Decreto de Programação Orçamentária e Financeira.”

Já os R$ 334 milhões para o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente não foram retidos na reserva de contingência. Mas os números mostram que menos de 10% foram empenhados até o momento.

Nesse caso, a baixa utilização do dinheiro não tem relação com o esforço do governo de segurar gastos. Tanto que, segundo a Secretaria de Direitos Humanos, que administra o fundo, ele “jamais” contribuiu para o superávit primário.

O dinheiro continua em caixa por dificuldades típicas da administração pública. Segundo a secretaria, os recursos são liberados para financiar projetos de entidades sem fins lucrativos, prefeituras e governos estaduais. E, neste ano, foram selecionados apenas cinco projetos, ainda em fase de ajustes. Mas, por causa de restrições da lei eleitoral, os repasses só poderão começar depois de outubro.

O levantamento do Contas Abertas também abrangeu o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que teve R$ 25,3 milhões na reserva de contingência, de um orçamento de R$ 3,6 bilhões.*

(*) Contas Abertas