SEXTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 2014

SOM NAS CAIXAS

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FALA SÉRIO…

DILMA NÃO PERMITIRÁ QUE

SE REVOGUE A LEI ÁUREA…

Só falta a presidente Dilma, numa próxima reunião com empresários, proclamar que não permitirá, nem que a vaca tussa, a revogação da Lei Áurea. Ora bolas, afirmar que o décimo-terceiro salário, as férias remuneradas e as horas extras não sofrerão mudanças equivale a reconhecer o óbvio ululante. Há empresários que tramam a volta ao passado anterior às leis trabalhistas de Getúlio Vargas, como tem outros que gostariam de retornar aos tempos da Inquisição, quando os contestadores iam para a fogueira. Mesmo assim, o simples fato de a presidente reafirmar a permanência de três das prerrogativas do trabalhador faz acender o sinal amarelo no semáforo que divide os valores do capital e do trabalho. Os outros direitos estarão em perigo?

Dilma abriu a guarda imaginando avançar. Porque na mesma reunião referida, reconheceu “que quando se mudam as relações de trabalho, a legislação tem que mudar”.

Mudar para onde, cara pálida? Da ditadura militar ao governo de Fernando Henrique Cardoso, uma série de prerrogativas trabalhistas escoaram pelo ralo. Começou com a revogação da estabilidade no emprego, um direito legítimo de não ser demitido senão por justa causa quem tivesse trabalhado mais de dez anos numa mesma empresa. Tratava-se de uma forma de evitar que, com o passar dos anos e a velhice chegando, o empregado fosse mandado embora por não exercer mais com o mesmo vigor suas antigas tarefas. De lá para cá, com ênfase para o governo tucano, quanta coisa foi suprimida por pressão das elites empresariais, sob o rótulo de “flexibilização”? Obrigou-se parte dos trabalhadores mais qualificados a se transformarem em pessoas jurídicas, sem as garantias da indenização e do próprio decimo-terceiro salário. Suspendeu-se a estabilidade dos funcionários públicos. Congelou-se, ou quase isso, o salário-mínimo. O salário-família foi para o espaço.

Não se ignora que os setores mais reacionários do empresariado querem promover a supressão dos direitos trabalhistas que sobraram, a pretexto das “novas relações de trabalho”. Já obtiveram a redução dos encargos das folhas de pagamento das empresas, transferidos para o tesouro nacional. Lutam para evitar a indenização constitucional para quem é demitido sem justa causa. Logo, se não forem contidos, estarão exigindo jornadas duplas sem a devida remuneração.

Estranho, nessa discussão onde as centrais sindicais se omitem, foi a citação de um comentário da candidata de oposição, Marina Silva, para quem “é necessária uma atualização das leis trabalhistas”. Certamente não será uma atualização em favor do trabalhador, ela que se encontra empenhada em agradar as elites. Mais parece a balela de que é preciso “modernizar” as relações entre patrões e empregados, sempre em favor dos patrões. Porque se for para seguir a tradição dos tempos idos de valorização do trabalho, por que não adotar a participação dos empregados no lucro das empresas ou a cogestão?*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online

VAI ACABAR A MAMATA…

Aquartelada em milhares de ‘cargos de confiança’, a multidão de militantes do PT luta contra a desativação iminente do programa Desemprego Zero para a Companheirada

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Em sua coluna na Folha desta quarta-feira, o jornalista Fernando Rodrigues publicou uma constatação, de autoria ainda ignorada, que tem feito muito sucesso nas redes sociais: “Em 2002, eu achava que o PT estava despreparado para assumir o governo. Mas eu não sabia que o PT estaria agora tão despreparado para deixar o governo”. O parecer condensado em duas frases, endossa o colunista, é “uma avaliação tão cruel quanto verdadeira”. Já tem vaga assegurada nas boas antologias de definições definitivas.

Se Dilma Rousseff for derrotada, milhares de militantes do PT não vão apenas perder a eleição. Perderão também os cargos de confiança que garantem aos ocupantes o que é mais que um emprego. É um passaporte para expedientes magros e salários obesos, um salvo-conduto para desfrutar do feriadão a cada 15 dias, a certeza da vida mansa. Os pendurados nos cabides em poder do Partido dos Trabalhadores perderam o sono não com o destino do Bolsa Família ou do Fome Zero. O que confiscou o sossego da turma é a iminente desativação da mais bem sucedida pilantragem assistencialista forjada pelo lulopetismo: o programa Desemprego Zero para a Companheirada.

Incluído na lista das espécies extintas desde janeiro de 2003, o petista desempregado logo vai multiplicar-se por todo o país. Fernando Rodrigues prevê que o fenômeno se manifestará com especial intensidade na capital federal. “Em Brasília, é possível respirar um certo pânico no ar”, informou no mesmo artigo cujo título é um perfeito resumo da ópera: Haja Prozac. “Só aqui há mais de 20 mil cargos de confiança, todos ocupados pelo petismo e adjacências. Por baixo, serão mais de 40 mil desamparados. Voltarão a seus Estados para pedir trabalho na iniciativa privada ou em algum governo, prefeitura ou sindicato sob o comando do PT”.

A procura será dramaticamente maior que a oferta. Se o quadro desenhado pelas pesquisas eleitorais não sofrer mudanças radicais, o PT será demitido sumariamente de dois dos cinco governos estaduais que controla. Com a perda do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal, sobrarão o Piauí e o Acre. O desfecho da disputa na Bahia ainda é incerto. No Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro, os índices anêmicos dos candidatos companheiros recomendam aos retirantes sem-contracheque que procurem sustento em outra freguesia.

“Em Harvard, a universidade oferece um serviço gratuito de atendimento psicológico a estudantes estrangeiros que passam um tempo por lá e depois têm de retornar a seus países”, lembra o colunista da Folha. “Dilma poderia pensar no assunto. Uma ‘bolsa psicólogo’ ajudaria a manter mais calmas as pessoas a seu lado”. É uma boa ideia. Outra é sugerir aos flagelados do Desemprego Zero que se dirijam ao Instituto Lula em busca de adjutórios. Ali há dinheiro de sobra.*

(*) Blog do Augusto Nunes

A VANGUARDA DO ATRASO

Para desancar Marina,

Lula bate até em Simon

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Em campanha na cidade gaúcha de Caxias do Sul, nesta quinta-feira (18), Lula voltou a espinafrar Marina Silva e sua “nova política.” Para alvejar a ex-correligionária, hoje a principal rival de sua pupila Dilma Rousseff, Lula bateu até no senador Pedro Simon (PMDB-RS), com quem sempre manteve relações amistosas.

“Que história é essa de nova política?”, discursou o morubixaba petista. “É a nova política feita pelos velhos políticos? Aliás, tem uma aí que inovou tanto, tanto, que o Pedro Simon [84 anos] agora é candidato a senador com ela, defendendo ela. É uma nova política extraordinária!”. A plateia, 100% feita de companheiros, caiu no riso.

Minutos antes, Lula dissera: “É muito fácil as pessoas dizerem ‘nós queremos uma nova política’, é muito fácil as pessoas dizerem ‘eu vou governar com os miór’. Aonde é que estão esses miór, que vocês não encontram? Aonde é que está essa nova política, fora da política? É como se a Igreja Católica tentasse se renovar fora da Igreja. É como se as coisas acontecessem fora das instituições.”

Lula tomou um jatinho até o Rio Grande do Sul para pedir votos em favor de Tarso Genro. Candidato à reeleição, Tarso continua em desvantagem no Datafolha em relação à rival Ana Amélia Lemos. Coisa de 37% a 27% no primeiro turno, anotou pesquisa divulgada nesta quinta. No segundo turno, Ana Amélia prevalece por 49% a 36%. Ao longo do discurso, alguma coisa subiu à cabeça de Lula.

Com seus 69 anos, o coronel do PT criticou o ficha-limpa Pedro Simon por disputar, aos 84, mais um  mandato de senador. “É a nova política feita pelos velhos pelos velhos políticos?”. E “não há política fora das instituições.” De fato, é justamente porque as instituições brasileiras funcionam adequadamente que a cúpula do PT encontra-se na penitenciária da Papuda.

A conversão de Marina em ameaça real à reeleição de Dilma é uma evidência de que Lula já não é aquele cabo-eleitoral de outrora. Mas no seu caso o pior da velhice é ainda conservar alguma capacidade de conquistar votos, de pedir aos eleitores que mantenham o petismo no poder, e não lembrar muito bem pra quê! *

(*) Blog do Josias de Souza

O PETISMO NA PRÁTICA

Marina de Wall Street

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Campanhas eleitorais produzem milagres.

Transformam Neca Setúbal, por exemplo, a notável educadora de 2012 convidada a integrar o governo revolucionário do cicloviário Fernando Haddad, num pérfido logotipo do Itaú interessado em obter perdão de suas dívidas e defender a autonomia do Banco Central para agradar a neoliberal Marina Silva, seringueira de Wall Street.

Marina de Wall Street quer, num golpe de mestre, tirar a comida da mesa das crianças brasileiras para reforçar o banquete dos banqueiros.

En passant, a seringueira quer eliminar o Bolsa Familia, o 13o salário, as férias, o salário mínimo e acabar com esse mar de abundância que passou a assolar a mesa dos pobres brasileiros depois que o PT colocou a miséria fora da lei.

Mas isso Marina de Wall Street não vai conseguir porque o coração valente de Dilma Rousseff não permitirá que aconteça, “nem que a vaca tussa”.

Estamos falando apenas dos lances mais edificantes e mais educativos da campanha eleitoral. Há também as baixarias, como a ameaça daquele Stédile – dos-sem- terra, de colocar sua gente nas ruas “todos os dias” para evitar que a ex-fada da floresta, mesmo que escolhida equivocadamente pelo povo, aplique o veneno neoliberal diretamente nas veias da Nação.

No pasarán!

E os que já passaram não querem nem pensar em comprar o bilhete de volta.

Alternância de poder, desde que seja uma alternância interna – esse parece ser o lema da versão revista e reduzida do tipo de democracia com o qual o PT sonha nas noites de verão.

Uns 40 mil cargos de confiança clamam aos céus: daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem castigar. O “abraço” na Petrobras, liderado por ex-lider sindical e ex-presidente da República com o rosto visivelmente afogueado e a fala transtornada, exala desespero.

O tratamento que estava reservado aos inimigos de alma, os tucanos de sempre, gêmeos separados no nascimento, teve que ser desviado à criatura nascida e aleitada no mesmo berço, ungida não só pela infância pobre e uma história de vida semelhante à daquele que acredita que o Brasil é obra dele, mas também por uma trágica viuvez política que aumentou seu ar de madonna addolorata e seu cacife de votos.

Como Marina não é elite branca, não é liberal, como teve uma origem pobre, como é magra, frágil, diáfana, não é gerentona, nunca teve uma loja de R$ l,99 nem pode ser chamada de tucana, o PT não sabe como desconstrui-la sem dar um tiro na própria cabeça.

Talvez por isso Lula e o PT não saibam o que fazer com a faca que colocaram entre os dentes.

Marina de Wall Street, definitivamente, foi a mais indigente das invenções retóricas de seus intelectuais organicamente serviçais.*

(*) Sandro Vaia, jornalista, no blog do Noblat.

A ILHA DA FANTASIA

Quero morar no país da propaganda do PT

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que mostram tudo o que o governo preferia que não fosse mostrado.

Pelo terceiro ano consecutivo, o indicador que mede a desigualdade de renda não registrou melhora importante. Pelo contrário.

O baixo crescimento econômico do país durante o governo Dilma é responsável por isso. Bem como a queda na oferta de empregos. Os mais pobres, naturalmente, foram os mais prejudicados.

A concentração de renda aumentou entre 2006 e 2012, segundo estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ao qual a revista VEJA teve acesso.

Os 5% mais ricos do país detinham, em 2006, 40% da renda nacional. Em 2012, 44%. O 1% mais rico era dono de 9% da renda nacional em 2006. Em 2012, 11%.

Sabe de uma coisa? Eu gostaria de morar no país da propaganda do PT.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

 

A PROPÓSITO

A PIADA DA SEMANA

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O Brasil está crescendo fantasticamente…

Michel Temer, vice-presidente da República, satisfeito com o crescimento da economia que poderá ser negativo, este ano.

O ESCROQUE LULOPETISTA

O Rio mereceu Eike

000 Retorno à classe média.

RIO DE JANEIRO - Dá raiva passar em frente ao Hotel Glória. Ou ao que era o Hotel Glória. Raiva de Eike Batista, mas não só. Raiva do Rio de Janeiro. Aqueles escombros são o reflexo do que nós, cariocas, deixamos nos tornar.

O Glória foi inaugurado em 1922 com o status de hotel mais luxuoso da América do Sul –o Copacabana Palace surgiria no ano seguinte. Primeiro prédio construído no continente em concreto armado, é um primor de beleza em estilo neoclássico.

Vizinho do Palácio do Catete e do centro da cidade, foi endereço de políticos brasileiros, autoridades internacionais, artistas importantes, celebridades mundanas. Tem uma história.

Em 2008, Eike Batista comprou o Glória por R$ 80 milhões. Queria transformá-lo num hotel seis estrelas. Arrumou dinheiro no BNDES e começou a demolir tudo, preservando apenas a fachada tombada. Arrasou um teatro, os quartos, jogou fora os móveis e quase 90 anos de tradição.

Falido, fechou a porta do cenário apocalíptico, repassou o terreno para um fundo suíço e foi embora ser classe média –após, pai exemplar, repassar sua fortuna aos filhos.

Eike representa o capital especulativo, corrosivo, que não tem compromisso com nada que não seja o ganho imediato, sem respeitar passado ou futuro. É a força da grana que apenas destrói coisas belas.

Recebedor de licenças ambientais e incentivos do Estado, cedia seu jatinho para o governador Sérgio Cabral passear, numa promiscuidade incrivelmente (até para os padrões brasileiros) impune.

Durante seu império efêmero, foi bajulado por toda a servil cidade, incluindo artistas –que iam a ele mendigar patrocínios– e jornalistas. Era um banqueiro de bicho janota, um agrocoronel poliglota.

O cadáver do Glória indica que o Rio fez por merecer Eike.*

(*) Luiz Fernando Vianna – Folha de São Paulo

VALE TUDO

Oscilação negativa obriga

Marina a fazer política

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Surrada abaixo da linha da cintura na propaganda eleitoral de Dilma Rousseff e pisoteada na de Aécio Neves, Marina Silva bambeou. Ela ainda conserva um pé no segundo round da luta de boxe em que se converteu a sucessão de 2014, informa o Datafolha. Mas, para sobreviver na luta, terá de fazer algo que preferia adiar para depois de uma hipotética vitória: acordos políticos.

Aécio Neves despertou do nocaute. Mas enfrenta a contagem regressiva do calendário. Como observaram Mauro Paulino e Alessandro Janoni, diretores doDatafolha, “para chegar ao segundo turno, Aécio deve torcer por um feito inédito em eleições presidenciais nesta etapa da disputa: sua candidatura crescer além de seu teto e Marina cair abaixo de seu piso.”

Se confirmado pelos fatos, o embate final entre as duas damas da eleição será sangrento. Em fins de agosto, Marina ostentava na sondagem do segundo turno uma dianteira de dez pontos sobre Dilma (50% a 40%). Hoje, ela continua numericamente à frente. Mas a diferença é de apenas dois pontos (46% a 44%) —um empate técnico.

Deu-se até aqui, mais ou menos o que planejara João Santana depois que Marina ganhou o primeiro plano da disputa. Armado de mentiras, mistificações e falsas analogias, o marqueteiro de Dilma dissolveu um pedaço das intenções de voto de Marina e, mais grave, fez dobrar sua taxa de rejeição. Há um mês, apenas 11% dos eleitores diziam que jamais votariam em Marina. Hoje, a taxa soma 22%.

Permanecendo no ringue, Marina terá de provar para o pedaço menos ilustrado do eleitorado que não é a fraude que Lula e Dilma autorizaram João Santana a fabricar. A seu favor, a candidata do PSB terá a paridade de armas. Vai dispor dos mesmos dez minutos de rádio e televisão a que Dilma terá direito. Dinheiro também não haverá de lhe faltar. O problema de Marina será providenciar matéria-prima adequada para preencher o tempo de propaganda.

Marina precisará adensar o córner, atraindo forças novas para o seu lado no ringue. Sob pena de potencializar a empulhação  segundo a qual sua vitória empurraria o país para um desastre à Jânio ou à Collor. De saída, terá de obter de Aécio o que sonegou a José Serra na sucessão de 2010.

O apoio do PSDB não cairia no colo de Marina. Teria de ser conquistado. Noutras condições, a candidata talvez pudesse esnobar o tucanato. Avessa ao PT, a maioria dos eleitores de Aécio tenderia a votar nela. Mas Marina precisará, acima de tudo, passar a impressão de que a sua “nova política” não é antônimo de bom senso.

Marina não terá de sentar à mesa com um Sarney ou um Renan. Mas será pressionada a abrir um sorriso para personagens como Geraldo Alckmin, sobretudo se ele mantiver o favoritismo que ostenta nas pesquisas. Nas palavras de um correligionário do PSB: “Marina ainda tem boas chances de virar presidente da República. Mas precisa errar menos. E recusar uma parceria com Alckmin no maior colégio eleitoral do país seria um equívoco primário.”*

(*) Blog do Josias de Souza

O GRANDE MISTIFICADOR

Contas de Eike só cobrem despesas do dia a dia; ‘resta R$ 1′, diz advogado

000 - Eike Batista - no lixo

17 de setembro (Bloomberg) – As contas do ex-bilionário Eike Batista só têm dinheiro suficiente para cobrir suas “despesas do dia a dia”, de acordo com Sérgio Bermudes, um dos seus advogados.

Bermudes disse que um juiz ordenou o congelamento de até R$ 1,5 bilhão nas contas bancárias de Eike Batista, como medida preventiva, depois que o Ministério Público Federal no Estado do Rio de Janeiro o acusou de crimes contra o mercado financeiro e solicitou o congelamento de seus bens.

“Posso garantir que não há R$ 1,5 bilhão nessas contas”, disse Bermudes em entrevista por telefone, acrescentando que em pelo menos uma conta “resta apenas R$ 1″, sem dar mais detalhes.

Empresário já foi 8º mais rico do mundo

Eike Batista, que já foi a oitava pessoa mais rica do mundo, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index, viu o desmoronamento do seu império de commodities no ano passado, liderado pela empresa principal Óleo Gás Participações, antes conhecida como OGX.

Com sede no Rio de Janeiro, a companhia entrou com um pedido de recuperação judicial (antiga concordata) em outubro, após gastar mais de R$ 10 bilhões desde que foi fundada em 2007. A OSX Brasil SA, empresa de construção naval de Batista, também entrou com um pedido de recuperação judicial.

Danos ao mercado financeiro

O montante do pedido de congelamento de bens é aproximadamente igual ao do dano infligido ao mercado financeiro como resultado dos crimes de que é acusado, de acordo com uma declaração publicada no site do Ministério Público Federal no dia 13 de setembro.

O bloqueio pode abranger casas, carros, barcos, aviões e participações financeiras.

Batista, 57, também é acusado pelo Ministério Público de usar de modo indevido informações privilegiadas na venda de suas ações na petroleira antes de sua queda.

Os advogados de Eike Batista disseram que ele vendeu as ações para pagar o credor Mubadala Development e não porque previu o fracasso dos projetos, de acordo com um documento obtido pela Bloomberg. Sérgio Bermudes disse que as acusações são “infundadas”.*

(*) Blake Schmidt Da Bloomberg

O DRAGÃO ACORDOU

Prévia da inflação acelera em setembro e passa teto da meta em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, acelerou para 0,39% em setembro, em comparação com 0,14% em agosto.

Com isso, no acumulado dos últimos 12 meses o índice atingiu 6,62% e ultrapassou o teto da meta do governo.

O objetivo do governo é manter a inflação anual em 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Ou seja, o objetivo é manter a inflação entre 2,5% e 6,5%.

De janeiro a setembro, o IPCA-15 acumula alta de 4,72%, superior à taxa de 3,97% do mesmo período de 2013.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em setembro de 2013, a taxa havia sido de 0,27%.

Alimentação fica mais cara, com carnes, comida fora de casa e leite longa vida

A maioria dos itens pesquisados teve aceleração na alta dos preços em relação a agosto, segundo o IBGE.

Os preços dos alimentos voltaram a subir, com alta de 0,28% em setembro, após um recuo de 0,32% em agosto.

A alta foi motivada, principalmente, pelas carnes, que ficaram 2,3% mais caras de um mês para o outro; também contribuíram a refeição fora de casa, que teve aumento de 0,9%, e o leite longa vida, com 1,47% de alta.

Outros grupos que tinham registrado queda em agosto tiveram alta em setembro: vestuário (de -0,18% para 0,17%), despesas pessoais (de -0,67% para 0,31%) e comunicação (de -0,84% para 0,56%).

Entre as despesas pessoais, destaque para as diárias dos hotéis, que tinham registrado baixa de 23,54% em agosto e, em setembro, ficaram relativamente estáveis, com leve queda de 0,09%.

Por outro lado, alguns grupos tiveram alta menor que em agosto: habitação (de 1,44% para 0,72%), saúde e cuidados pessoais (de 0,55% para 0,30%) e educação (de 0,42% para 0,20%).

Metodologia

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 14 de agosto a 12 de setembro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de julho a 13 de agosto (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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Real completa 20 anos; entenda o plano 8 fotos

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O Brasil tinha hiperinflação desde os anos 80. Em 1993, a inflação foi de 2.477,15% ao ano (IPCA). Só no mês de junho de 1994, antes de o real entrar em circulação, a inflação foi de 47,43%. Um carro popular de R$ 35 mil custaria quase R$ 500 a mais no dia seguinte. Um ano depois, sairia a R$ 3,74 milhões .
(*) Marcos Farrell/UOL