QUINTA-FEIRA, 23 DE OUTUBRO DE 2014

SOM NAS CAIXAS

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SUJEIRA CONFIRMADA

CONFIRMADO: ACUSAÇÃO A SÉRGIO GUERRA FOI

UMA “ARMAÇÃO” DO PT E DILMA SABIA DE TUDO

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Mais um episódio da canalhice da indústria da difamação petista é desvendado, com a entrevista do advogado do doleiro Alberto Youssef afirmando que doleiro não negociou com PSDB.

O fato concreto nisso tudo é que o advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef, afirmou ao site G1(da Organização Globo) que apresentou à Justiça Federal, na tarde desta quarta-feira (22), um pedido de acareação entre o seu cliente e Leonardo Meirelles, outro réu da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF).

O advogado nega que Youssef tenha negociado com Sérgio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB, que morreu em março deste ano, ou outro político qualquer do partido, desmentindo depoimento prestado na segunda-feira (20) na Justiça Federal do Paraná, em Curitiba.

Como se sabe, Leonardo Meirelles é considerado o testa de ferro de Youssef, com o cargo de diretor-presidente do laboratório Labogen.

A Justiça Federal confirmou o pedido de acareação, mas o juiz Sergio Moro ainda não se pronunciou se aceita ou não a solicitação.*

(*) Virgilio Tamberlini – Tribuna na Internet

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG DA TRIBUNA NA INTERNET – Fica assim comprovada a armação feita pelo PT para beneficiar a candidatura de Dilma Rousseff, que usou este argumento para surpreender o candidato Aécio Neves no debate da Record, realizado no último domingo. A pergunta que não quer calar e jamais será respondida é a seguinte: Como é que Dilma sabia dessa declaração de Meirelles na noite de domingo, se ele só iria prestar depoimento na segunda-feira? E fica comprovado também o cumprimento daquela ameaça de Lula ao entrar na campanha: “Vocês não sabem do que nós somos capazes”. Sabemos, sim. São muito capazes… São capazes de tudo. (C.N.)

PEGA NA MENTIRA

Conselheiro da ‘vacina pra cavalo’

desdiz Dilma

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Conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerias, Sylo Costa tornou-se personagem involuntário do vale-tudo em que se converteu a sucessão presidencial. Em artigo veiculado no diário mineiro O Tempo, ele revelou o seu espanto: “Quase caí da poltrona durante o debate do último domingo, quando ouvi dona Dilma, com ar triunfal, declarar que eu teria dito, na qualidade de relator das contas do então governador Aécio Neves, que vacina para cavalo foi contabilizada como despesa de saúde.”

A frase de Sylo foi evocada por Dilma no debate da tevê Record como reforço para a acusação que vem fazendo há semanas de que Aécio “desviou” verbas da saúde à época em que governou Minas Gerais. “O que ela pretendeu fazer – como de hábito, aliás – foi manipular os fatos, numa tentativa de atacar seu adversário”, ralhou o dono do comentário que a candidata do PT convertera em munição.

O que parecia uma bala de prata virou no artigo de Sylo um cartucho de festim: “Como relator, orientado por minha assessoria, mandei retirar da conta da Secretaria de Saúde uma fatura de compra de vacinas sem especificação e lançá-la na conta da Secretaria de Agricultura, erro material que não afetava o cumprimento do índice constitucional da saúde. Tanto que me posicionei pela aprovação das contas.”

O ex-conselheiro prosseguiu: “O parecer prévio sobre as contas do governador foi aprovado por unanimidade. Posteriormente, recebi da Secretaria de Agricultura a informação de que a compra das vacinas era mesmo para a saúde, já que se tratava de vacinas contra aftosa para experimentos da Fundação Ezequiel Dias.”

“Foi esse pequeno erro material que dona Dilma citou como se fosse um assunto tão grave como os assaltos do seu governo na Petrobras e em quase tudo o que o governo federal mete o nariz. Parece coisa de gente que se faz de louca…”, escreveu o ex-conselheiro no arremate do artigo. “O Brasil vai ter que trabalhar uns 20 anos para pagar a conta desses governos do PT. Mas, no domingo, milhões de tucanos ou apartidários como eu estarão enchendo as urnas para o bem do Brasil.”

Por mal dos pecados, a marquetagem de Dilma forneceu-lhe como arma anti-Aécio a frase de um eleitor do tucano. Em política, esperteza em excesso costuma engolir o dono.*

(*) Blog do Josias de Souza

CASO DE POLÍCIA

Governo segura divulgação de dados

que podem afetar campanha de Dilma

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Estatísticas sobre 7 milhões de alunos e resultado da arrecadação de tributos em setembro ficam para depois da eleição

Órgãos responsáveis apontam questões administrativas, técnicas e legais para justificar adiamento

Por decisão do governo federal, o país chegará ao segundo turno da eleição presidencial no domingo sem ter dados atualizados sobre o desempenho dos alunos em português e matemática e a arrecadação de tributos, estatísticas potencialmente negativas para a campanha da presidente Dilma Rousseff.

Como a Folha informou, também só serão divulgados depois da eleição dados sobre o desmatamento e um novo estudo sobre o contingente de pobres e de miseráveis.

Avaliações independentes ou informações oficiais já publicadas sinalizam que os indicadores mostrarão piora nessas duas áreas.

Diferentes instituições do governo Dilma Rousseff responsáveis por esses dados apontam questões técnicas, administrativas ou legais para explicar o que houve.

No caso da educação, tradicionalmente até agosto são apresentados os resultados de um exame nacional aplicado, a cada dois anos, a mais de 7 milhões de alunos.

Em setembro, o Ministério da Educação divulgou indicador que usa como base a prova de 2013 e a taxa de aprovação dos alunos –o Ideb–, sem mostrar qual foi o resultado em cada âmbito.

Assim, não é possível saber como está o nível atual dos estudantes brasileiros em português e matemática.

Por meio de dados secundários do próprio ministério, é possível estimar que os estudantes do ensino médio tiveram notas piores na prova nacional, mas menor reprovação nas escolas.

Os colégios nesse nível de ensino são mantidos majoritariamente pelos Estados, mas cabe à União induzir melhorias no sistema.

Já os alunos do ensino fundamental devem ter obtido desempenho positivo nas duas matérias.

Associação de funcionários do Inep (órgão que organiza a prova) divulgou carta pedindo autonomia ao órgão e “proteção frente a demandas de caráter privado”.

O professor da USP Ocimar Alavarse, especialista em avaliações educacionais, afirma que o intervalo entre a aplicação da prova (novembro de 2013) e a divulgação dos resultados (provavelmente novembro de 2014) “limita a análise” dos dados.

ECONOMIA

Outra informação que será divulgada apenas após as eleições é o resultado da arrecadação de tributos em setembro. Mantida a tendência recente, a arrecadação será menor do que a esperada pela gestão Dilma.

O anúncio normalmente ocorre até o dia 25. Em abril, maio e junho, porém, foi feito após essa data (nos dias 27, 26 e 28, respectivamente).

Na aferição do desmatamento da Amazônia, cujos resultados são divulgados todo mês, apenas em novembro serão publicados os dados de agosto e setembro.

Segundo análise da ONG de pesquisa Imazon, a taxa subiu 191% se comparado os bimestres de 2013 e 2014.

Outra divulgação postergada foi o estudo do Ipea que analisará o número de miseráveis no país. Um diretor chegou a pedir afastamento devido à decisão.

Segundo pesquisa do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), houve, no ano passado, pequeno aumento no número de indigentes. A informação já foi usada pelo tucano Aécio Neves em sua campanha.*

(*) FÁBIO TAKAHASHI ,DE SÃO PAULOSO, E FIA FERNANDES, DE BRASÍLIA -FOLHA DE SÃO PAULO

NOBEL DA CORRUPÇÃO

Outro negócio suspeito faz a

Petrobras continuar sangrando

A presidente Dilma sabia? O TCU quer saber

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Êpa! Tem jeito de elefante, presa de elefante, tromba de elefante, mas o governo não admite que seja um elefante.  O que será então?

Muita coisa se passou na Petrobras desde que se montou ali um esquema bilionário de desvio de recursos para enriquecer políticos que apoiam o governo e financiar campanhas – a de Dilma, inclusive.

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para investigar o pagamento extra de mais de R$ 1 bilhão feito pela Petrobras ao governo boliviano. Tem a ver com a importação do gás boliviano pelo Brasil.

A grana entupiu o tesouro da Bolívia em plena campanha de Evo Morales, o presidente, candidato à reeleição. Por sinal, ele se reelegeu. Pela terceira vez. Aspira mudar a Constituição para poder se reeleger indefinidamente.

Qual o problema do pagamento extra?

Apenas o seguinte: a quantia foi paga a mais sem que nada estivesse previsto no contrato assinado pelos dois países para a compra do gás boliviano.

Quem autorizou o pagamento a mais?

O TCU quer saber.

Por que a Petrobras pagou o que não devia?

O TCU quer saber.

E por que o pagamento, inclusive, retroagiu a meses anteriores ao recebimento da grana pela Bolívia?

Calma. Devagar. O TCU quer saber.

A presidente Dilma sabia?

O TCU quer saber.

Quem sabe ela não se baseou numa parecer “falho” para concordar com o negócio?

Não foi assim  no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras? Pelo menos Dilma diz que foi assim.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

QUARTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2014

SOM NAS CAIXAS

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UM VEXAME

O OCASO DAS PESQUISAS

 

Começou a trapalhada das pesquisas. Aberta a campanha do segundo turno, Ibope e Datafolha, cautelosamente, davam empate técnico entre Aécio e Dilma, mas com prevalência numérica para o tucano, na base do 51 contra 49. Logo veio a Sensus e ampliou a vantagem: Aécio 56, Dilma 48. Só que agora, na semana que antecede a eleição, o Datafolha aponta Dilma com 52 e Aécio com 48. Com o Ibope, hoje e amanhã pode ser diferente.

Qual a conclusão a tirar? Que o eleitorado é volúvel, vive mudando de opinião, ou que amostragens envolvendo no máximo 9 mil eleitores não representam 143 milhões? Quem sabe as metodologias e coletas científicas de tendências constituem mera fantasia?

Tanto faz, mas a verdade é que as pesquisas vivem seu ocaso político. Confundem, mais do que esclarecem. O vexame do primeiro turno jamais será esquecido, mas se estiver sendo repetido no segundo, os institutos perderão futuros faturamentos, aliás monumentais até agora. Torna-se necessário encontrar novos mecanismos de aferição da vontade popular. Ou abandonar essa prática que de ano para ano só perturba e desmoraliza as campanhas eleitorais.

É possível, mas não é provável, que certa parcela de eleitores mude de candidato às vésperas do pleito. Como também admite-se um percentual de indecisos. O problema, ou melhor, a solução, é que a imensa maioria do eleitorado há se decidiu faz tempo pelos candidatos. Saberemos na noite de domingo. Imaginar que ínfima minoria possa representar a totalidade significa dar as costas para a lógica e o bom senso. As pesquisas podem induzir alguns votos, mas se batem cabeça, é sinal de sua incompetência. Não ganham eleição, conclui-se. Ainda mais quando são pagas…

NO REINO DA FANTASIA

Campanhas são campanhas. Aceita-se que os candidatos exagerem em suas promessas na busca de votos, mas quando começam a enganar descaradamente o eleitor, é bom tomar cuidado com eles. A gente não sabe se o segundo turno está se realizando sob a égide do Pinóquio ou do Ali Babá, mas de um dos dois não escapamos. Dilma e Aécio prometem absurdos. Com a vitória de um deles o Brasil se transformaria no Nirvana.

O problema é que a presidente teve quatro anos para realizar o que agora anuncia e nem chegou perto. O senador bem que poderia ter apresentado projetos de lei no Congresso, para viabilizar seus sonhos, mas não apresentou. Agora, encenam um espetáculo de prestidigitação daqueles dignos de mágicos de parques de diversões. Quem vencer dará de ombros para o que prometeu, caindo na real sem buscar muitas explicações para o malogro. O povo que aguarde mais quatro anos para iludir-se. Ou para concluir que nada de novo existe debaixo do sol.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

TÁ BOM PRA VOCÊS?

Tem bububu no bobobó

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Quem é Val Marchiori? Há respostas simples: apresentadora de TV, integrante do programa Mulheres Ricas, fã de roupas e objetos de luxo, grande consumidora de champagne francês, famosa das que aparecem em revistas de famosas. Há respostas mais difíceis: é amiga do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Isso terá algo a ver com o empréstimo a juros baixinhos que conseguiu, embora não tivesse quitado empréstimo anterior? Embora amigos, a ponto de um ex-motorista do Banco do Brasil, Sebastião Ferreira da Silva, ter contado que costumava buscá-la a pedido do presidente do Banco do Brasil, terão seus dois encontros em Buenos Aires e no Rio, hospedados no mesmo hotel, quando Bendine estava em missão oficial, ocorrido por pura coincidência? É o que ele diz.

O fato: Valdirene Aparecida Marchiori levantou quase 2 milhões e 800 mil reais a juros de 4% ao ano – para pessoas comuns, os juros são superiores a 8% ao mês. Garantia? A pensão de seus filhos menores. O prazo para pagamento é de 106 meses, nove anos, sendo seis meses de carência. O dinheiro vem de uma linha do BNDES, subsidiadíssima – e o caro leitor sabe quem paga o subsídio.

Outro fato: a empresa de Val, a Torke, gerencia sua carreira (contratos de publicidade, recebimento de pensões alimentícias). E pediu o empréstimo para comprar cinco caminhões semirreboques, que foram imediatamente repassados a outra empresa, a Veloz, de seu irmão e da cunhada.

Isso não é um escândalo. Escândalo é que seja só para ela, não para todos.
E ela explica

Val Marchiori dá a resposta da Torke: diz que o empréstimo é “disponível para todos os empresários brasileiros, seguiu todas as regras e normas exigida pelos bancos envolvidos, não tendo recebido qualquer favorecimento”. *
(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet

POR QUÊ, DILMA?

Governo ainda não entrou com ações de

ressarcimento dos desvios do mensalão

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O julgamento do mensalão foi concluído, os condenados foram presos, alguns dos detentos progrediram do regime semiaberto para a prisão domiciliar e até já estourou um novo escândalo na praça, o petrolão. Tudo isso sucedeu em um ano e meio. E o governo não moveu até o momento nenhuma ação judicial para reaver o dinheiro roubado, devolvendo-o aos cofres públicos.

No último final de semana, Dilma Rousseff recitou para os repórteres uma posição que combinara com o marketing de sua campanha sobre o escândalo da Petrobras, espécie de mensalão 2, hipertrofiado. “Farei todo o meu possível para ressarcir o país”, disse ela, antes de admitir, pela primeira vez, a existência de crime. “Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não. Houve, viu?.”

Diante do ímpeto de Dilma, o blog decidiu verificar que providências o governo da candidata à reeleição adotou no caso do mensalão. Vai abaixo resumo da encrenca. Percorrendo-o, você perceberá que, confrontadas com um caso concreto, as palavras de Dilma perdem o sentido:

1A nota da AGU: no dia 14 de dezembro de 2012, a Advocacia-Geral da União divulgara nota na qual prometera cobrar dos condenados do mensalão o ressarcimento das verbas que saíram pelo ladrão.

“…Os advogados públicos aguardam o acórdão do STF, fixando o ressarcimento, para iniciar a atuação”, dizia o texto. Preventivamente, a AGU cogitava requerer o bloqueio de contas, o sequestro e a penhora de bens, “para evitar o esvaziamento do patrimônio” dos condenados e “garantir que as quantias sejam restituídas à União”. E nada.

2O acórdão: O resultado do julgamento do mensalão foi publicado pelo STF em 22 de abril de 2013. Nesta quarta-feira, a publicação completa um ano e meio. No dia seguinte, na saída de um encontro com Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, o ministro Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, foi espremido pelos repórteres. E o ressarcimento? “Vou ver os embargos de declaração”, disse ele, realçando a necessidade de aguardar o julgamento dos últimos recursos a que tinham direito os 25 condenados.

Isso não é um expediente protelatório?, quis saber um repórter. E Adams: “Não é protelatório porque os embargos de declaração são um instrumento de esclarecimento do acórdão. Se isso vai resultar ou não em procedência, a Corte é quem tem que decidir. As ações da AGU, nós vamos analisar em cima do que foi publicado a possibilidade de tomar alguma medida de imediato.” E nada.

3A situação atual: procurada, a Advocacia-Geral da União informou ao blog que já decidiu buscar “o ressarcimento de recursos públicos que, segundo o STF, foram desviados da Câmara dos Deputados na gestão do ex-deputado João Paulo Cunha”, hoje um dos petistas que compõem a bancada da Papuda.

Em valores da época do escândalo, os desvios da Câmara foram orçados em R$ 1,32 milhão. A cifra foi malversada por meio de contrato de fancaria firmado com uma das agências de publicidade de Marcos Valério, a SMP&B. A Advocacia da União informa que aguarda informações requisitadas ao TCU para agir.

Obtidos os dados, a “AGU e o Ministério Público junto ao TCU atuarão em parceria para a efetiva devolução do dinheiro desviado.” Quando? Não foi informado. E quanto ao resto do dinheiro? Bem, “quanto aos recursos desviados do Visanet, a atuação caberá ao próprio Banco do Brasil e ao Ministério Público Federal.”

4O Fundo Visanet: o repórter apurou no STF que, seis dias depois das prisões dos primeiros mensaleiros condenados, a área jurídica do Banco do Brasil requisitou ao então ministro Joaquim Barbosa cópia da íntegra do processo do mensalão. Manifestava a intenção de reaver os R$ 73,8 milhões que seu ex-diretor de Marketing, o petista Henrique Pizzolatto, desviara da cota do BB no fundo Visanet para o esquema operado por Marcos Valério.

Sem hesitações, Barbosa repassou cópia dos autos em 25 de novembro do ano passado. Mas o Banco do Brasil até hoje não moveu a ação judicial. Por quê? A casa bancária estatal informou ao blog que, de fato, “solicitou cópia da Ação Penal 470 ao STF para estudar as medidas judiciais cabíveis para a salvaguarda de seus direitos.” De posse do material há quase um ano, o ex-empregador de Pizzolatto, hoje preso na Itália, informa:

“Diante da complexidade do processo, que é um dos mais volumosos já apreciados pelo Judiciário brasileiro, o BB destacou uma equipe de advogados específica para analisar o processo e implementar a estratégia processual que confira a necessária segurança jurídica aos interesses do Banco, a partir da análise das 8.400 páginas do acórdão e das 60 mil laudas dos autos que compõem os 295 volumes e mais de 500 apensos, incluindo diversos laudos periciais de elevada complexidade.”

Quando será protocolada, afinal, a ação destinada a reaver o dinheiro? Eis a resposta oficial: “A decisão do Banco do Brasil é promover a ação ressarcitória com a brevidade possível.”

5O montante: Ex-presidente do STF, Carlos Ayres Britto comandou a grossa maioria das sessões de julgamento do processo do mensalão. Antes de se aposentar, ele estimou em R$ 150 milhões as verbas drenadas de cofres públicos. Fez isso a partir de uma soma de cifras extraídas dos autos.

Somando-se a verba surrupiada na Câmara ao dinheiro desviado do Visanet, chega-se a R$ 75,12 milhões. Ainda que se adicione a esse valor mais R$ 2,9 milhões em verbas publicitárias do BB que, segundo o Supremo, foram apropriadas indevidamente pela DNA Propaganda de Marcos Valério, o montante fica longe dos R$ 150 milhões citados por Ayres Britto. E não há no governo quem se preocupe em refazer essas contas.

6O petrolão: no escândalo que derrama óleo queimado sobre a logomarca da Petrobras, há duas Dilmas. Uma, a presidente, sustenta que “não sabia” da existência da quadrilha que desviava 3% dos bilionários contratos da maior estatl brasileira para os bolsos de políticos e as arcas do PT e de legendas aliadas. Outra, a candidata, faz pose de gestora rigorosa.

“Tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos”, disse a Dilma-candidata na entrevista que concedeu no final de semana passado. “Mas ninguém sabe ainda o que deve ser ressarcido. A chamada delação premiada, onde tem os dados mais importantes, não foi entregue a nós.” Verdade. Mas a papelada do mensalão está toda sobre a mesa. E nada.

A demora dos subordinados da presidente em agir no caso mensalão tornam sem nexo a pressa da candidata no escândalo do petrolão. Fica demonstrado, uma vez mais, que dinheiro público roubado do cofre é como pasta de dente que sai do tubo. Colocar de volta é tão difícil quanto desfritar um ovo.*

(*) Blog do Josias de Souza

EU ROUBO SIM, E VOU VIVENDO…

Atenção, senhores:

podem roubar à vontade!

O eleitor não está nem aí.

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Dilma guardou silêncio por mais de mês sobre o escândalo de corrupção que reduziu à metade o valor da Petrobras.

O escândalo tem a ver com o desvio de recursos para enriquecer políticos que apoiam o governo e financiar campanhas. A de Dilma, inclusive.

Por que na semana passada, finalmente, Dilma avisou a jornalistas que a entrevistavam: “Houve desvio, sim!”?

Primeiro: o desgaste de continuar fingindo que desconhecia o escândalo estava pegando mal junto a formadores de opinião.

Segundo: Dilma se sentiu confortável para reconhecer o escândalo ao saber que políticos do PSDB também meteram a mão na grana da Petrobras.

Ora, se todos roubam por que não podemos roubar? Se todos são uns pilantras por que não podemos ser?

E daí?

Daí, nada.

Salvo uma parcela do eleitorado que baba de raiva quando ouve falar em roubalheira, o resto está pouco se lixando. Parte do pressuposto de que todo político é ladrão. E de que só nos resta aturá-los.

O mensalão 1, o pagamento de propina a deputados federais para que votassem como queria o governo, fez tremer o governo no segundo semestre de 2005. Lula chegou a pensar em desistir da reeleição.

O primeiro semestre do ano seguinte começou com a recuperação da popularidade de Lula. O segundo terminou com a reeleição de Lula com larga vantagem de votos sobre Geraldo Alckmin (PSDB).

João Vaccari, tesoureiro do PT e representante da campanha de Dilma junto à Justiça Eleitoral, está metido até o último fio de sua quase careca na corrupção que ameaça engolir a Petrobras.

Vaccari foi nomeado por Dilma para o Conselho Administrativo da Itaipu Binacional. Ganha R$ 20 mil para participar de duas reuniões mensais.

- A senhora confia em Vaccari? Confia? – perguntou Aécio a Dilma no debate da TV Record.

Dilma fez que não ouviu.

Desde que façam alguma coisa pelos mais pobres, os políticos poderão continuar roubando à vontade.*

(*) Blog do Ricardo Noblat