O VALOR DE UM PREFÁCIO

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Ao fazer o segundo prefácio (o primeiro é assinado por José Sarney) ao livro Quinze contos, de Jânio Quadros (Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1983), Mário Palmério reproduz uma observação de Raquel de Queirós na apresentação do seu romance Vila dos Confins: “Não acredito em prefácios e não gosto de prefácios. Se o livro é ruim, o prefácio não adianta, e se o livro é bom, o prefácio é uma excrescência.”

Apesar do que disse a autora de O Quinze e do endosso do autor de Chapadão do Bugre, um prefácio pode não apenas ser uma parte importantíssima de um livro, independentemente até mesmo do valor que o livro possa ter, mas também conseguir repercussões atém das que o próprio livro prefaciado possa atingir.

É num prefácio que a teoria do drama romântico receberá sua expressão mais forte: o prefácio de Cromwell que, em 1827, constituiu a convergência de todas as ideias vindas a público no primeiro quartel do séc. XIX, graças ao conhecimento de Shakespeare e dos dramaturgos alemães, sobretudo Schlegel, cujo Curso de literatura dramática, traduzido para o francês em 1814, contém a apologia de Shakespeare e expõe os princípios do drama romântico.

No final do séc. XVIII, havia surgido o melodrama, cujo mestre e teórico, Guilbert de Pixérécourt, produziu mais de cem peças entre 1797 e 1835. No melodrama, recorre-se aos meios simples de provocar emoções fortes; negligencia-se o aspecto psicológico do teatro clássico em favor da intriga e do espetáculo (isto é, dos jogos de palco, cenário, roupas de época, etc.); os personagens são sempre os mesmos tipos elementares: o traidor, a vítima, o herói, o ingênuo, o grotesco, o bufão. Estimula-se a curiosidade e faz-se oposição entre o bufão e o patético.

Em relação ao teatro romântico, muito se deve a Stendhal que, no seu paralelo entre Racine e Shakespeare, apresenta ambos como precursores do romantismo, por terem dado a seus compatriotas a tragédia reclamada por seus costumes. Mas, se Racine interessa aos homens do séc. XIX, por suas qualidades psicológicas ou artísticas, é Shakespeare que interessa mais, porque não é prisioneiro das convenções clássicas e oferece o prazer do texto.

O Cromwell, de Vitor Hugo, é o exemplo do drama segundo a técnica Shakespeariana, mas o Prefácio é mais importante, porque reúne as ideias até então esparsas, que definem a estética do drama romântico. Vítor Hugo classifica a história da humanidade em função dos gêneros: os tempos primitivos são líricos; os tempos antigos são épicos; os tempos modernos são dramáticos. Como a natureza, o caráter  do homem cristão é duplo: mistura de matéria e forma, de imortal e mortal, de corpo e alma, de luz e sombra, de sublime e grotesco, de animal e espírito, o que o torna o epicentro de forças antagônicas. E aí está criado o drama.

Essa ligação do drama ao pensamento cristão fundamenta a mistura dos gêneros. “Les hommes de génie, si grands qu’ils soient, ont toujours en eux leur bête qui parodie leur intelligence” — diz Vítor Hugo ( “Os homens de gênio, por maiores que sejam, têm sempre em si o animal que parodia sua inteligência.”)

Nesse Prefácio, Vítor Hugo propõe que o drama romântico seja um espelho da vida universal transfigurada pela poesia e rebela-se contra todas as regras em nome da liberdade artística. O drama, nascido com o cristianismo, deve ser a expressão moderna da poesia.

Eis aí um exemplo de que um prefácio às vezes pode valer mais que o livro todo.

(José Augusto Carvalho é mestre em Linguística pela Unicamp, doutor em Letras pela USP, e autor de um Pequeno Manual de Pontuação em Português (1ª edição, Bom Texto, do Rio de  Janeiro, 2010, 2ª edição,  Thesaurus, de Brasília, 2013) e de uma Gramática  Superior da Língua Portuguesa (1ª edição, Univ. Federal do ES,  2007; 2ª  edição, Thesaurus, de Brasília,  2011)

CHAGA NACIONAL

Brasil é o 8° país com maior número

de analfabetos adultos, diz Unesco

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Relatório mapeou os principais desafios da educação no mundo. Dos 150 países analisados, apenas 41 atingiram meta de investimento.

Um relatório divulgado nesta quarta-feira (29) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aponta que o Brasil aparece em 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos. Ao todo, o estudo avaliou a situação de 150 países. De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012 e divulgada em setembro de 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos no país. Em todo o mundo, segundo o 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, da Unesco, há 774 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever, dos quais 64% são mulheres. Além disso, 72% deles estão em dez países, como o Brasil. A Índia lidera a lista, seguida por China e Paquistão. O estudo também mapeou os principais desafios da educação no planeta. A crise na aprendizagem não é só no Brasil, mas global. Para a Unesco, o problema está relacionado com a má qualidade da educação e a falta de atrativos nas aulas e de treinamento adequado para os professores. No Brasil, por exemplo, atualmente menos de 10% dos professores estão fazendo cursos de formação custeados pelo governo federal, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Entre os países analisados, um terço tem menos de 75% dos educadores do ensino primário treinados. Sobre os investimentos na área, das 150 nações analisadas, apenas 41 atingiram a meta da Unesco, ou seja, aplicaram em educação 6% ou mais de seu Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas geradas. O Brasil é um deles, mas o gasto anual por aluno da educação básica é de cerca de R$ 5 mil. Em países ricos, esse valor é três vezes maior.

Meta até 2015

No Fórum Mundial de Educação realizado em 2000, 164 países (entre eles, o Brasil), 35 instituições internacionais e 127 organizações não governamentais (ONG) adotaram o Marco de Ação de Dacar, em que se comprometem a dedicar os recursos e esforços necessários para melhorar a educação até 2015. Na ocasião, foram traçados seis objetivos: os países devem expandir os cuidados na primeira infância e na educação; universalizar o ensino primário; promover as competências de aprendizagem e de vida para jovens e adultos; reduzir o analfabetismo em 50%; alcançar a paridade e igualdade de gênero; e melhorar a qualidade da educação. Segundo o relatório da Unesco, esse compromisso não deve ser atingido globalmente, apesar de alguns países terem apresentado avanços nos últimos anos. Em todo o mundo, a taxa de alfabetização de adultos passou de 76% para 82% entre os períodos de 1985-1994 e 1995-2004. Mas, por região, os índices ainda permanecem bem abaixo da média na Ásia Meridional e Ocidental e na África Subsaariana (ao sul do deserto do Saara), com aproximadamente 60%. Nos Estados Árabes e no Caribe, as taxas estão em cerca de 70%.*

(*) G1

O POSTE DO LULELÉ

Vox Populi: 1% acha desempenho de Haddad ótimo

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Segundo o levantamento, realizado entre os dias 17 e 19 de janeiro de 2014 na capital, 32% avaliam o desempenho do petista como péssimo

Apenas 1% da população da cidade de São Paulo acha o desempenho do prefeito Fernando Haddad (PT) ótimo, segundo o instituto Vox Populi. O índice foi divulgado nesta quarta-feira com exclusividade pela Band.

De acordo com o levantamento, realizado entre os dias 17 e 19 de janeiro de 2014 na capital paulista, 32% dos paulistanos avaliam o desempenho do petista como péssimo. Trinta e um por cento acreditam que o governo de Haddad é regular, 28% acham atuação ruim e outros 9% avaliam como bom seu desempenho.*

(*) Matéria completa aqui: http://noticias.band.uol.com.br/brasil/noticia/100000660508/vox-populi-1-acha-desempenho-de-haddad-otimo.html

A VIÚVA É RICA

Precisa-se de um maquiador-geral da República

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Ninguém deseja nenhum mal à presidente da República. Pelo contrário, todo mundo reza —sobretudo seus 39 ministros— para que o humor de Dilma fique cada vez melhor. É preferível pensar que a cara dela naquela foto com o cozinheiro Joachim Koerper, no restaurante Eleven, de Lisboa, fosse de desconforto com um sapato apertado. Do contrário, era a cara de uma gerentona se dando conta de que algo lhe fugira ao controle.

O semblante amarrado de Dilma era de alguém perguntando de si para si: “Onde é que eu fui me meter?” É um tipo de pergunta que costuma preceder decisões drásticas. No caso de Dilma são dois os principais riscos. Ela pode perceber que a Presidência da República ainda vai estragar o seu currículo e desistir da reeleição, devolvendo o abacaxi para o Lula. Ou pode caprichar mais na maquiagem, especialmente ao redor dos olhos.

Grande ideia essa de excluir a escala em Lisboa da agenda oficial da presidenta. Mas parece óbvio que não se deve parar por aí. A experiência não deve ficar só nas viagens internacionais ou na escrituração criativa do orçamento fiscal. Deve ser estendida a todas as ações do governo. Você eu não sei, mas a maioria dos brasileiros não aguenta mais.

Quando parece que está tudo bem —os mensaleiros na cadeia, a barba do Lula de volta, o novo cabelo do Renan aprovado pelo espelho, o Eduardo Cunha em recesso, a reforma ministerial encaminhada, a audiência do Big Brother em declínio, nenhum escândalo novo no Ministério do Trabalho —o país descobre, de sopetão, que Dilma tem olheiras. O sujeito pensa: “hoje, finalmente, vou conseguir dormir em paz.” E não pode. Tem que se preocupar com as olheiras da presidenta.

Diz-se que o Diabo está nos detalhes. Para ir a Roma em março, na missa inaugural do austero papa Francisco, Dilma levou três ministros desnecessários, além do convencional titular do Itamaraty. Numa cidade onde o contribuinte brasileiro mantém uma embaixada —com residência para o embaixador— no belíssimo palácio Doria Pamphili, a doutora e sua comitiva ocuparam 52 suítes do luxuoso hotel Westin Excelsior. Deixaram na caixa registradora da hospedaria R$ 324 mil retirados do bolso do alheio.

Diante de tantos detalhes acumulados, é natural que a assessoria do Planalto tenha tentado ocultar o paradeiro da presidenta nas 36 horas que separaram a decolagem na Suíça da aterrissagem em Cuba. A imprensa, sempre tão malévola, ainda não foi adestrada para compreender que a chefa de um governo democrático e popular e seus auxiliares também merecem o conforto do Ritz e do Tívoli em Lisboa. Se país rico é país sem miséria, o que são os € 8.265 (R$ 27 mil) da suíte presidencial senão um detalhe mal camuflado?

Nada disso tem importância. No Brasil, afinal, o Diabo, Deus e a própria história sempre estiveram nos detalhes. Que nem por isso receberam a atenção devida. Mas tudo tem limites. Se até as contas destoantes podem ser retocadas, por que deixar Dilma sem maquiagem? É intolerável! Dever-se-ia estudar —uma comissão, Mercadante, rápido— a criação de um novo cargo com status de ministro: o maquiador-geral da República. Com um bom programa de camuflagem, o blush correto e os cremes adequados, tudo acaba se integrando à paisagem. Inclusive as olheiras.

Ainda faltam 11 meses para a conclusão do primeiro mandato. Dá tempo de instituir o Bolsa Maquiagem. Com o rosto recoberto de base branca, sobrancelhas pintadas, uma boca cômica bem desenhada e uma bola vermelha no nariz, o brasileiro estará, finalmente, ajustado ao cenário. Cidadão feliz é cidadão colorido.*

(*) Blog do Josias de Souza.

TERÇA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2014

Mensaleiros merecem o ‘ostracismo’, diz Barbosa

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Presidente do Supremo Tribunal Federal respondeu às declarações do deputado petista João Paulo Cunha, que aguarda a ordem de prisão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou nesta segunda-feira que réus condenados no julgamento do mensalão merecem ficar no “ostracismo” e não devem ocupar “páginas nobres” de jornais. A manifestação foi uma resposta à entrevista do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, ao jornal Folha de S. Paulo.

Na entrevista ao jornal, João Paulo classificou como “gesto de pirotecnia” o fato de Barbosa ter determinado a execução imediata de sua pena, mas ter viajado em férias sem assinar a ordem de prisão do parlamentar.

“A imprensa brasileira presta um grande desserviço ao país ao abrir suas páginas nobres a pessoas condenadas por corrupção. Pessoas condenadas por corrupção devem ficar no ostracismo. Faz parte da pena”, afirmou Barbosa, em Londres. “A pessoa, quando é condenada criminalmente, perde uma boa parte dos seus direitos. Os seus direitos ficam em hibernação, até que ela cumpra a pena.”

“No Brasil, estamos assistindo à glorificação de pessoas condenadas por corrupção à medida que os jornais abrem suas páginas a essas pessoas como se fossem verdadeiros heróis”, argumentou. “Esse senhor [João Paulo] foi condenado pelos onze ministros do Supremo Tribunal Federal. Eu não tenho costume de dialogar com réu. Eu não falo com réu. Não faz parte dos meus hábitos, nem dos meus métodos de trabalho ficar de conversinha com réu.”

O petista foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado, mas ainda recorre de parte da condenação de lavagem por meio de embargos infringentes. Conforme denúncia do Ministério Público sobre o esquema do mensalão, entre as irregularidades, João Paulo recebeu 50.000 reais do publicitário Marcos Valério para favorecer a agência de publicidade SMP&B em um contrato da Câmara dos Deputados. Na época do escândalo, confrontado com a descoberta do pagamento, João Paulo disse que o PT enviou recursos para que fosse paga uma fatura de TV a cabo. Em juízo, mudou a versão e afirmou que petistas encaminharam o dinheiro para realizar pesquisas pré-eleitorais na região de Osasco (SP). Para o STF, porém, o recurso era propina.*

(*) Veja

COM O MEU, COM O SEU, COM O NOSSO DINDIM

Governo português contradiz versão oficial sobre visita de Dilma a Lisboa

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Autoridades do país europeu e restaurante que recebeu comitiva já estavam avisados sobre a chegada da presidente brasileira desde quinta-feira; ministros argumentaram que a ‘parada técnica’ foi decidida na última hora

Dilma ficou na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, de quinta-feira a sábado. Seu destino seguinte, segundo a agenda oficial, seria Cuba, onde está nesta terça-feira. A presidente e sua comitiva, porém, desembarcaram em Lisboa, onde passaram o sábado e a manhã de domingo. Jantaram em um dos restaurantes mais badalados da cidade e se hospedaram nos hotéis Ritz e Tivoli – 45 quartos foram usados. Nada foi divulgado à imprensa.

Após o Estado revelar o paradeiro de Dilma no sábado, o Palácio do Planalto afirmou que se tratava de uma “parada técnica” não prevista. A versão foi dada primeiro pela ministra Helena Chagas (Comunicação Social), no fim de semana, e reiterada nesta segunda-feira por Figueiredo, em Havana.

Pela versão oficial, o plano era sair da Suíça no sábado, parar nos Estados Unidos para abastecer as duas aeronaves oficiais e chegar a Cuba no domingo. Mas o mau tempo teria obrigado a comitiva a mudar de planos na véspera e desembarcar em Lisboa.

Desde quinta, porém, o diretor do cerimonial do governo de Portugal, embaixador Almeida Lima, estava escalado para recepcionar Dilma e sua comitiva no fim de semana. Joachim Koerper, chef do restaurante Eleven, onde Dilma jantou em Lisboa com ministros e assessores, recebeu pedidos de reserva na quinta-feira.

O chef postou em uma rede social uma foto ao lado de Dilma no restaurante – um dos poucos de Lisboa a ter uma estrela no Guia Michelin, um das mais tradicionais publicações sobre viagens do mundo.

Mal-estar. A divulgação da parada em Lisboa aborreceu Dilma e criou mal-estar quando ela desembarcou em Havana.

Nesta segunda, o ministro das Relações Exteriores foi destacado para falar à imprensa sobre o assunto. Primeiramente, repetiu a versão oficial: “Havia duas possibilidades: ou o nordeste dos Estados Unidos, ou parando em Lisboa, onde era o ponto mais a oeste do continente. Viu-se que havia previsão de mau tempo com marolas polares no nordeste dos Estados Unidos. Então houve uma decisão da Aeronáutica de que o voo mais seguro seria com escala em Lisboa”.

Depois disse que cada um dos integrantes da comitiva presidencial que jantaram no Eleven pagou sua própria despesa. “Cada um pagou o seu e a presidenta, o dela, como ocorre em todas as viagens. Foi com cartão pessoal.”

A Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto se limitou a informar que, “por questões de segurança”, “não tece comentários sobre detalhamentos das equipes, cabendo apenas ressaltar que elas são compostas a partir de critérios técnicos e adequadas às necessidades específicas previstas para cada viagem”.

A ida de Dilma a Lisboa só passou a constar da agenda oficial da presidente às 13h50 de domingo, horário de Brasília, quase 24 horas depois de a presidente chegar à capital portuguesa. Naquela hora a presidente já tinha decolado em direção a Havana.*

(*) Tânia Monteiro, Rafael Moraes Moura e Vera Rosa –

O Estado de S. Paulo

A RAPOSA CUIDANDO DO GALINHEIRO

Dirceu pede, Lewandowski analisa

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Interrompidos pelo juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal Mario José de Assis Pegado depois das suspeitas de que José Dirceu usou o celular na cadeia, os planos do mensaleiro para trabalhar num escritório de advocacia em Brasília podem tomar outro rumo.

José Luís de Oliveira Lima, o advogado de Dirceu, acaba de sair da Papuda, onde visitou seu cliente, e vai entrar hoje com um pedido no STF para suspender da decisão de Pegado, que determina à direção da unidade prisional a abertura de inquérito disciplinar para apurar o possível uso do celular num prazo de 30 dias.

Vale ressaltar que o pedido de Dirceu deve ser analisado por Ricardo Lewandowski, presidente em exercício do STF durante as férias de Joaquim Barbosa.

(*)  Blog do Lauro Jardim