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Pizzolato diz que foi furtado na Espanha

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Em depoimento à Justiça da Itália, mensaleiro diz que não tem para onde ir

RIO _ No depoimento de meia hora que prestou ao Tribunal de Bolonha na sexta-feira, Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, admitiu ter usado a identidade do irmão Celso, morto há mais de 30 anos, para entrar na Itália. Segundo o jornal “Estado de S.Paulo”, Pizzolato contou aos juízes que teve os documentos furtados na Espanha pouco antes de embarcar para aquele país e que usou os do irmão por temer ser identificado e enviado de volta para o Brasil. O ex-diretor criticou a condenação do mensalão: “Fui condenado ao final de um processo político por parte do órgão judiciário supremo, ao lado de ministros do governo Lula e de deputados do Partido dos Trabalhadores”. Em tom dramático, disse que pretende ficar na Itália até o fim da vida. “Não tenho mais para onde ir”, ressaltou. “Sofri o furto de meu documento de identidade na Espanha na noite que eu estava saindo para a Itália”, disse ele, diante dos magistrados. “Ao chegar na Itália dei os dados de meu irmão por meu medo de que o estado brasileiro me buscasse por minha condenação”. A PF indica, no entanto, que Pizzolato já teria chegado à Espanha como Celso e que até chegou a votar por ele nas eleições. Sobre sua fuga, ele disse: “Vim para a Itália encontrar uma situação de serenidade”.*

(*) O Globo

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