E NO PAÍS DA COPA…

Programa de mobilidade do governo também está parado

SESSÃO-MOBILIDADE

Enquanto no último dia 23 a cidade de São Paulo registrou o maior histórico de lentidão, com 344 km de ruas e avenidas congestionadas, apenas 7,2% do orçamento do programa orçamentário “Mobilidade Urbana e Transito” foram aplicados até o momento. O valor representa R$ 225 milhões. A verba para o programa neste ano é de R$ 3,1 bilhões.

Na principal ação da rubrica “Apoio a Sistemas de Transporte Publico Coletivo Urbano”, por exemplo, foram desembolsados apenas R$ 84,7 milhões dos R$ 2,7 bilhões orçados para 2014.

A iniciativa prevê o apoio à implantação e requalificação de infraestrutura de sistemas de transporte público coletivo urbano de passageiros visando a ampliação da capacidade e a promoção da integração intermodal, física e tarifária dos sistemas de mobilidade urbana. A ação prioriza o transporte público coletivo urbano, promovendo a melhoria da mobilidade urbana, da acessibilidade universal e a integração com os meios não-motorizados.

Outra iniciativa para qual o orçamento não foi utilizado é a de apoio a implantação do trecho sul (Vila das Flores a João Felipe) do sistema de trens urbanos de Fortaleza, no Ceará. Do total de R$ 138 milhões previstos para a ação, apenas 19,4% foram aplicados.

De acordo com o Ministério das Cidades, responsável pelo programa, a baixa execução se deve ao fato dos investimentos compreenderem projetos de engenharia, de responsabilidade dos estados e municípios, que ainda estão em elaboração.

“A intervenções propostas são de natureza complexa e majoritariamente em eixos consolidados e estruturantes dos grandes centros urbanos. Portanto, a execução do programa é consequência da maturação desses projetos”, afirma nota.

De acordo com a Pasta, os recursos para a viabilização dos empreendimentos já foram empenhados pelo governo federal, que são acessados à medida da execução das obras pelos estados e municípios. Apesar disso, apenas R$ 191,1 milhões foram reservados no orçamento ate o momento.

O desembolso do programa acompanha o ritmo das obras de mobilidade da Copa do Mundo. Menos de um terço das obras previstas para a Copa do Mundo vão ficar prontas, e os projetos de mobilidade urbana ficaram restritos aos estádios. Muitas ficaram no meio do caminho e outras sequer saíram do papel. Do total de R$ 8,1 bilhões orçados para as obras, apenas R$ 3,2 bilhões já foram executados.

Além disso, o levantamento da ONG Contas Abertas mostra que a previsão inicial de gastos era de R$ 12 bilhões. Algumas obras foram retiradas e outras incluídas, porém, o próprio governo admite, só estarão totalmente prontas as que ficam no caminho que dá acesso direto aos estádios. Algumas até começaram, mas não serão finalizadas até o mundial.

Em muitos casos houve problemas de projetos, o que é recorrente em todo o país e não apenas para as obras da Copa. Em Goiânia, o Veículo Leve Sobre Trilhos, para desafogar o trânsito na avenida que corta a cidade, vai começar a ser construído quase três anos depois do previsto e só deve ficar pronto em 2016.

No metrô de Brasília, que só atende a parte sul da cidade, a ampliação é promessa. Seriam construídos mais 7,5 km de linhas, com cinco novas estações, ligando a região norte ao centro. Custo total: R$ 700 milhões. A União garantiu empréstimo de R$ 630 milhões, só que dois anos se passaram e o governo local não apresentou o projeto básico de engenharia e nada saiu do papel.

Ao todo, 44 obras em grandes cidades foram incluídas no PAC da Mobilidade Urbana, mas só 21 foram aprovadas e contratadas. Nem mesmo o dinheiro do fundo perdido, sem necessidade de devolução, foi totalmente utilizado: menos de 4% dos recursos previstos foram investidos.

(*) Contas Abertas

GERENTONA, É?

Rainha do pibinho e madrinha da inflação

Dilma rainha

A economia brasileira cresceu ridículos 0,2% no primeiro trimestre, com queda na indústria e, principalmente, nos investimentos, que ficaram abaixo de 13% do PIB. Essa taxa é absurdamente baixa e impossibilita um crescimento sustentável. Economistas sérios concordam que ela deveria ser, ao menos, o dobro da atual para colocar o país em uma trajetória de progresso.

Não obstante, a inflação permanece perto do teto da elevada meta, rodando acima de 6% ao ano mesmo com vários preços administrados pelo governo represados. O ministro Guido Mantega culpa a própria inflação pelo baixo crescimento, esquecendo que foi sua equipe a responsável por esse resultado, ninguém mais. Foram os desenvolvimentistas que venderam a falácia de que era preciso ter mais inflação para ter mais crescimento. Acabamos com alta inflação e nada de crescimento.

No começo do ano, o governo insistia ainda em um crescimento perto de 3%, o mercado falava em algo mais perto de 2%, e alguns economistas liberais, como este que vos escreve, achavam que se a taxa chegasse a 1,5% já era de “bom” tamanho, frente à quantidade enorme de equívocos de gestão. Hoje, muitos já falam em 1% de crescimento, e olhe lá! Somos um dos países que menos crescem no mundo!

Dilma é mesmo a rainha do pibinho e a madrinha da inflação, como disseram por aí. É responsabilidade dela, e somente dela, esse lamentável quadro de estagflação: estagnação econômica com elevada inflação. Vem dela a crença no “novo tripé macroeconômico”, que arruinou de vez com os fundamentos econômicos do Brasil. Esse clima de mau humor, de desesperança, de apatia, deve-se totalmente às trapalhadas de Dilma e sua equipe medíocre.

Mas Dilma sempre poderá alegar que o país cresceu, sob sua gestão, mais do que na era Collor! Não é incrível? Confisco de poupança, crise aguda, caos econômico: essas foram as marcas deixadas por Collor, atual aliado do PT. E Dilma, em época de ventos favoráveis para países emergentes, conseguirá entregar um resultado parecido, talvez um pouco melhor. E os petistas ainda celebram a mediocridade!

Os empresários jogam a toalha em quantidade cada vez maior, finalmente compreendendo o que significa manter Dilma no poder. Nem todos, é verdade. Ainda há gente como Luíza Trajano, da Magazine Luíza, que se mostra muito otimista com tanta mediocridade, ou Edson de Bueno Godoy, ex-dono da Amil, que, segundo Jorge Bastos Moreno, declarou abertamente seu voto em um jantar para a presidente: “Eu não tenho vergonha de declarar que voto na senhora”. Pois deveria, Edson! Deveria!

A tendência, com a inexorável deterioração desse quadro já caótico da economia, será mais e mais gente abandonar o barco, mudar o discurso, tornar-se pessimista. Sim, as coisas vão piorar ainda! O PT armou várias armadilhas que ainda vão assombrar a nossa economia. O pior não passou. A rainha do pibinho e a madrinha da inflação ainda tem mais surpresas na cartola. Será cada vez mais difícil fingir que está tudo bem. Como escreveu o senador Cristovam Buarque em sua coluna de hoje no GLOBO:

Fingimos ser um país com ambição de grandeza, mas nos contentamos com tão pouco que os governantes se recusam a ouvir críticas sobre a ineficiência dos serviços públicos. Preferem um otimismo ufanista, comparando com o passado que já foi pior, e denunciam como antipatriotas aqueles que ambicionam mais e criticam as prioridades definidas e a incompetência como elas são executadas. Antipatriota é achar que o Brasil não tem como ir além, é acreditar nos fingimentos.

Antipatriota, hoje em dia, é endossar o projeto bolivariano do PT, autoritário na política e mortal na economia. Não será uma morte abrupta, com uma crise iminente de imensas proporções, mas uma morte lenta, que já estamos vendo, com a perda gradual de otimismo, com a deterioração constante dos fundamentos, uma vez mais deixando uma ótima oportunidade passar. Tudo isso é muito triste, e essa elite que defende tal projeto tem sua grande parcela de culpa.*

(*) Blog do Rodrigo Constantino

BUNDAÇO

Nádegas ao vento

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Búzios se celebrizou como praia favorita de Brigitte Bardot; hoje, destaca-se pelo prefeito André Granado, PSC, que está em viagem oficial a Cannes e St. Tropez por conta do Tesouro, mas sem deixar o cargo para não dar posse ao vice. Seus adversários protestaram com um “bundaço”, “resposta a todos os políticos que acham que temos cara de bundão”. Foram à Câmara com as nádegas de fora.

Correram risco: ninguém deve expor as nádegas com políticos por perto.*

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet

PERGUNTAR NÃO ESTUPRA

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Eraldo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destacou que, neste ano, a partir do dia 8 de abril até a posse dos candidatos eleitos, é proibido reajustar o salário dos servidores. Tal proibição está prevista na Lei nº 9.504/97, art. 73, I a VIII

“VIII – fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição, a partir de 8 de abril de 2014 até a posse dos eleitos.”

Sobre os programas sociais, a lei estabelece que:

“§ 9º No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa (Lei nº 9.504/97, art. 73, § 10).

§ 10. Nos anos eleitorais, os programas sociais de que trata o parágrafo anterior não poderão ser executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por esse mantida (Lei nº 9.504/97, art. 73, § 11).”*

(*) Diário do Poder

QUER MER*, HEIN?

Otimismo num país que atrasa obra de saneamento é maluquice ou alienação

De todas as crises brasileiras, a mais grave é a crise de semântica. Diz-se à larga que o Brasil está melhorando. Antes de tirar qualquer conclusão é preciso combinar o que é “melhorar”.

A melhoria se mede em número de estádios reformados ou em número de privadas conectadas à rede de esgoto? Falar a mesma língua é a primeira condição para chegar a algum acordo.

Nesta semana, quando se imaginava que tudo caminhava bem —a família Scolari concentrada, a Dilma feliz com o último Ibope, o Aécio achando que vai dar segundo turno, os mensaleiros eufóricos com a aposentadoria do Barbosa…—, vem o institutoTratabrasil e diz que 58% das obras de esgoto do PAC estão atrasadas.

Veja bem: mais da metade das obras de esgoto incluídas no PAC 1 e 2 estão fora do cronograma —23% encontram-se paralisadas, 22% atrasaram e 13% nem foram iniciadas. Pense nisso sem pensar no resto. Esqueça o PIB-anão de 0,2% do primeiro trimestre. Pense só no esgoto.

Experimente colocar o atraso das obras do esgoto nas suas exatas circunstâncias, sem atenuantes. Aí mesmo é que a coisa fica abjeta. Em 2011, primeiro ano da presidência de Dilma Rousseff, o IBGE divulgou uma publicação chamada ‘Atlas do Saneamento’.

Compilando dados que recolhera em 2008, o órgão oficial de estatísticas informou: em 2.495 municípios brasileiros —ou 44,8% do total de cidades do país— não há rede de coleta de esgoto. As disparidades regionais são gritantes. Numa ponta, 95% das cidades da região Sudeste dispõe de sistema de esgoto. Noutro extremo, apenas 13% dos municípios do Norte do país têm o serviço.

Relatório divulgado em 2010 pela Organização Mundial da Saúde e pelo Unicef trouxe um ranking que classificou os países segundo o número de banheiros de que dispõem. Na lista dos piores, o Brasil ficou em 9º lugar no ranking, com 13 milhões de habitantes sem banheiro em casa. Repetindo: no ano em que Dilma elegeu-se presidente, os sem-privada eram contados em 13 milhões.

É nesse contexto que o país ficou sabendo que 58% das obras de esgoto do PAC atrasaram. Em nota oficial, o Ministério das Cidades, chefiado pelo partido de Paulo Maluf, informou: embora a verba seja federal, a responsabilidade constitucional pela execução das obras de saneamento é dos municípios.

Pelas contas do ministério, 60,2% dos empreendimentos de esgoto estão dentro do cronograma. Por que há atrasos? As causas são “múltiplas e complexas”. Heimmm?!? A principal delas “continua sendo a [má] qualidade dos projetos de engenharia contratados pelos executores das obras.” Ou seja: como cabe ao município executar, o governo federal não tem nada a ver com coisa nenhuma.

No país dos sem-privada, as obras de esgoto atrasaram e a Dilma, mãe do PAC, não disse uma mísera palavra. O tucano Aécio Neves não abriu o bico. O Eduardo Campos nem tchum. De duas, uma: ou é crueldade ou é insensibilidade.

Os presidenciáveis brasileiros deveriam desperdiçar um pedaço de suas agendas para ler o livro “The Year 1000″, dos ingleses Robert Lacey e Danny Danziger. Foi publicado no Brasil pela Editora Campus, sob o título “O Ano 1000 – A Vida no Início do Primeiro Milênio”. 
Traz um retrato do cotidiano da Inglaterra numa época em que garfo era coisa por inventar e chifre de animal era usado como copo.

Essa Inglaterra remota, com pouco mais de um milhão de habitantes, se parece muito com certos pedaços do mapa do Brasil de hoje. O grosso das pessoas vivia em casas modestas, contam os autores de ‘O Ano 1000’. Estrutura de madeira, teto de junco, chão de terra batida, paredes de pau-a-pique.

Uma mistura de argila, palha e esterco de vaca dava coesão ao entrelaçado de galhos. 
A latrina ficava próxima à porta dos fundos. Era curta a distância percorrida pelas moscas desde as dejeções até os alimentos. A ausência de assepsia transformava corpos em hospedarias de parasitas, a solitária entre eles.

Submetidas a um cotidiano assim, rude, as pessoas se apegavam aos santos. Atribuíam a eles poderes curativos. Tratavam as doenças com terapias que combinavam remédios populares e fé extremada.

Contra as perturbações do intestino, por exemplo, recomendava-se: “procurar uma sarça [planta da família das rosáceas], escolher a raiz mais nova, cortar nove lascas com a mão esquerda; entoar três vezes o salmo 56 e nove vezes o padre-nosso; pegar a artemísia e a perpétua [arbustos da família das compostas] e ferver em leite, junto com a sarça; beber uma tigela com a mistura; jejuar à noite; se necessário, repetir a operação por até duas vezes”.

Corta para o Brasil dos dias que correm. Algo como 215 mil trabalhadores são afastados de suas atividades todos os anos por problemas gastrointestinais ligados à falta de saneamento. Perdem, em média, 17 horas de trabalho.

Pesquisa feita a partir de informações coletadas em 2009 no Datasus revelou coisas assim: 462 mil pessoas foram internadas em hospitais públicos ou conveniados com infecções gastrointestinais. Desse total, 2.101 desceram à cova. Em dinheiro da época, o custo médio de cada internação foi de R$ 350,00.

Retorne-se à pergunta do início do texto: como medir a suposta melhoria do Brasil, pelo número de estádios reformados ou pela quantidade de privadas? Se você consegue ser otimista apesar do atraso nas obras de esgoto, cuidado: ou está maluco ou precisa se informar.*

(*) Blog do Josias de Souza.

PAÍS POBRE É UMA M*…

Nova Iorque diz não aos Jogos Olímpicos

Um dos principais motivos é a recusa de concentrar investimentos para atender a um evento que dura “apenas 17 dias”.

ESTATUA DA LIBERDADE_NUA_net

GENEBRA – Nova Iorque anuncia: não será candidata para receber os Jogos Olímpicos de 2024. O motivo: a cidade tem outras prioridades e não quer concentrar recursos para um evento de apenas 17 dias. Quem afirma isso não é algum movimento social ou algum repórter do contra. Mas sim o gabinete do novo prefeito, Bill de Blasio, em reportagem do Wall Street Journal.

Depois de avaliar os benefícios e os problemas de um evento esportivo internacional, a responsável pelo desenvolvimento econômico e moradia de Nova Iorque, Alicia Glen, deixou claro que a decisão da administração era de que não valeria à pena o esforço e o investimento.

A cidade foi candidata a receber o evento em 2012. Mas foi eliminada e a organização ficou com Londres. “Não faz sentido se candidatar”, declarou Glen. Para ela, a meta de ter um evento seria para colocar uma cidade no mapa mundial. Mas isso, segundo Glen, não seria necessário para Nova Iorque. Outro motivo seria atrair turistas. Mas, com 54 milhões de visitantes por ano, a cidade acredita que também não precisa de uma Olimpíada para atrair o mundo. “Nossa sensação é de que poderia até mesmo frear o turismo”, confessou.

Mas o ponto principal é de que ter a Olimpíada na cidade poderia afetar a agenda de desenvolvimento econômico da cidade. Para Glen, se a cidade se focar apenas nas instalações esportivas ou numa área da cidade, outras partes poderiam ser negligenciadas.

“O prefeito quer tomar decisões de desenvolvimento baseados em políticas públicas sólidas e não ir a uma direção particular apenas para atender as necessidades de um evento de 17 dias”, afirmou Glen, que também é a vice-prefeita.

Ela não nega que sediar a Olimpíada tem uma “noção romântica”. “Mas eu acho que quando você pergunta ao cidadão de Nova Iorque nas ruas se ele quer que a cidade e seus esforços sejam direcionados para um evento de três semanas em dez anos, ou se deve arregaçar as mangas e lidar com todos os demais desafios imediatos, acho que a vasta maioria diria: “prefiro assistir ao evento em um telão grande em minha casa”.

De Nova Iorque à Olso, da Suíça à Alemanha, governos democráticos estão pensando duas vezes em lançar suas candidaturas para receber os mega-eventos mundiais. A a Fifa e o COI sabem disso…*

 

(*) Blog do Jamil Chade

SOCORRO!

ATO DE UM MÉDICO RESIDENTE SOBRE A

SITUAÇÃO DA SAÚDE

NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Guilherme A. Fritsch-Nunes 

Como muitos sabem, sou médico residente de último ano de Cirurgia Plástica, mas faço plantões extras como cirurgião do trauma.

Segue um breve relato do cotidiano de um médico plantonista.

Baixada fluminense, garota de 16 anos, lesão craniana por arma de fogo,com perda de massa encefálica. Atendimento em sala de trauma, via aérea assegurada por entubação orotraqueal,reanimação volêmica.

Parada cardiorrespiratório por 3x revertida com massagem cardíaca e drogas vasopressoras. Paciente estabiliza hemodinamicamente.

Verifico pupilas dilatadas não reagentes ao estímulo, assim como os demais reflexos troncoencefálicos ausentes.

Hospital onde estou não há exames complementares para falência encefálica, não suporta procedimento de retirada de órgãos.

Ligo para central de transplantes do estado do Rio de Janeiro. Todos os números possíveis, sem sucesso. Sequer uma gravação.

DESEJO DE DOAÇÃO

Família em desespero não entendendo a situação, porém demonstrando desejo de doação de orgãos. Sigo tentando contato para iniciar protocolo de captação dos orgãos.

Quatro horas depois do primeiro contato, sim, quatro horas, sou atendido por uma reguladora, felizmente muito solícita. Pede que eu entre em contato com o hospital referência para captação e solicite vaga, pois através da central não teríamos sucesso.

Então 3h após o primeiro contato com o tal hospital, após mandar fax e praticamente implorar, tenho vaga negada.

Paciente evolui com instabilidade hemodinâmica mesmo em bomba de infusão de vasopressores. Nova parada cardíaca. Reanimamos pela 4ª vez, mantemos o coração batendo, estabilidade hemodinâmica.

Após 5h consigo leito para transferência, animação da equipe, seria a primeira vez que a equipe do hospital veria um processo de sucesso de captação de órgãos, vencemos o sistema …. Acende uma centelha de esperança na equipe.

Porém, não há no município em questão ambulância equipada para transporte avançado.

PERDEMOS TUDO

O tempo corre. Perdemos a vaga. Paciente para pela 5ª vez. Procedimento de reanimação desta vez sem sucesso.Frustração generalizada da equipe.Converso com familiares, todos inconsoláveis.

A falta de tudo. O sistema, a desorganização generalizada da saúde pública, o descaso dos gestores privaram-nos do sucesso.

Privaram a família de perpetuar a memória da menina, disseminando vida a outros doentes em fila de espera.

Uma ambulância. Uma vaga. Um sistema que não te ajuda. Dramático, não?

Realidade cotidiana. Sistema público de saúde colapsado. Estado colapsado.

Me bastava uma ambulância igual as da Arena Pantanal, ou do Estádio Itaquerão. Me bastava a vontade de fazer dos hospitais algo tão funcional quanto um estádio da Copa.

Uma refinaria no valor de 48 milhões comprada pela Petrobras, estatal, por 1 bi. Um bilhão menos quarenta e oito milhões. A diferença igual ao valor roubado dos contribuintes brasileiros.

O lucro dos envolvidos igual ao rombo nos cofres públicos. Falta tudo ao povo da baixada fluminense, do agreste, da vila Areia em Porto Alegre.

VOU TORCER PRO MESSI

Falta ambulância, falta vaga em hospital. Falta discernimento para compreender o que representa o caso Pasadena na vida deles. Sobra discernimento aos políticos em como ludibriar o povo. Vide o pequeno “engano” do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada, eclodiram passeatas feministas (com razão) contra o estupro.

Pena que a pesquisa estava errada, pena que aparecem fatos como este para abafar os escândalos da Petrobras. Pena que eu vejo esses descasos aos meus pacientes sozinho. Pena que boa parte do eleitorado brasileiro não entende tudo isso.

Neymar, desculpe, mas vou torcer pro Messi. Ronaldo desculpe, mas eu quero hospitais. Dilma, desculpe, mas vou lutar dia a dia para tirar votos do seu governo, no metrô, no hospital, no elevador, no facebook. Chato é não tentar.

Extraído do facebook de Guilherme A. Fritsch-Nunes

ELES SE MERECEM

MALUF CHAMA LULA DE “GRANDE ESTADISTA”

E DIZ QUE DILMA VENCE NO PRIMEIRO TURNO

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Chamando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “grande estadista” e afirmando que a presidente Dilma Rousseff será reeleita no primeiro turno, o deputado Paulo Maluf selou nesta sexta-feira a aliança do PP com o petista Alexandre Padilha, que concorrerá ao governo paulista. Petistas e Maluf posaram para fotos sem constrangimentos na Assembleia Legislativa, repetindo as cenas polêmicas da eleição municipal, quando Maluf recebeu em sua casa Lula e o então candidato Fernando Haddad. Dessa vez, o ex-presidente Lula não participou da foto.

O acordo deve render 1min15 a mais para o programa de TV de Padilha. A expectativa é que o petista tenha mais tempo de televisão do que Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. A estratégia é importante para fazer com que o ex-ministro seja mais conhecido pelo eleitorado de São Paulo.

Para Padilha, a aliança seria alvo de críticas de quem, “até quatro dias atrás”, esperava uma aliança com o PP. O petista se referia à participação do partido de Maluf no governo de Geraldo Alckmin, candidato à reeleição pelo PSDB. Ontem, correligionários de Maluf deixaram o governo tucano. O deputado, que responde a processos por corrupção e crimes financeiros, “rifou” rapidamente os ex-aliados tucanos, criticando a segurança pública e a falta de investimentos no sistema de abastecimento de água. Aplaudido pelos petistas, Maluf disse que Dilma será reeleita no primeiro turno.

FALCÃO SEM CONSTRANGIMENTO

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que não há constrangimento em aparecer em fotos ao lado de Maluf, que já foi um dos maiores adversários dos petistas. Segundo ele, fotos são feitas todos os dias, “com selfies em celulares”. Falcão também corrigiu a afirmação de Maluf de que Dilma teria 14 minutos de TV. Pelas contas do PT, se o PR confirmar a aliança, o PT terá 12 minutos.

Participaram do evento desta sexta-feira, além de Maluf, Ciro Nogueira, Padilha e Falcão, o ex-ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, do PP, o ministro Ricardo Berzoini, de Relações Institucionais, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), que participará da coordenação da campanha de Dilma, e Emídio de Souza, presidente estadual petista.

O PP de Maluf havia apoiado o PT nas eleições municipais, em 2012, quando Fernando Haddad foi eleito. Na ocasião, Haddad e o então presidente Luíz Inácio Lula da Silva tiveram que ir até a casa de Maluf, nos Jardins, bairro nobre na zona sul da capital paulista, onde foram fotografados juntos, para fechar a aliança.

O episódio gerou descontentamento de parte da militância petista, que sempre viu Maluf como adversário. Depois do aperto de mão, Maluf só voltaria a aparecer publicamente ao lado de Haddad na festa da vitória.

Em contrapartida pelo apoio, o prefeito aceitou a indicação do PP para a Secretaria de Habitação, comandada pelo empresário José Floriano de Azevedo Marques Neto. A área tem sido alvo de protestos constantes de movimentos de moradia.*

(*) Tatiana Farrah – O Globo

ZONA TOTAL

Tudo vai mal

Arena Pantanal: está feia a coisa

Arena Pantanal: está feia a coisa

Faltam menos de duas semanas para o apito inaugural da Copa, mas a bagunça e o improviso continuam dando as cartas.

Em Cuiabá, por exemplo, o Exército doou 500 colchonetes que servirão para os visitantes dormirem em dias de jogos, pois não há leitos em hotéis ou pousadas que sejam suficientes. Mas até agora o governo do Mato Grosso não indicou o local onde esses colchonetes serão colocados.

Não é o único problema. Parte dos cabos de fibra ótica instalados na Arena Pantanal foi destruída por tratores que fazem obras no entorno do estádio.

(*) Blog do Lauro Jardim