É MUITO LIXO!

Comunistas se aliam a Collor e a Calheiros no AL e veem “coerência” na aliança

Presidente do PC do B de Alagoas anuncia apoio a Collor em Alagoas

Presidente do PC do B de Alagoas anuncia apoio a Collor em Alagoas

A política de alianças levou o diretório regional do PC do B no Alagoas a apoiar as candidaturas do deputado Renan Filho (PMDB-AL), filho do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do senador Fernando Collor (PTB-AL).

Em Alagoas, o PC do B integra uma grande coligação, com mais 13 partidos que fazem oposição ao governador Teotônio Vilella Filho (PSDB). Essa chapa lançou Renan Filho como candidato ao governo do Estado e tem o apoio do ex-presidente que sofreu o impeachment em 1992, após escândalos de corrupção.

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Collor, que não tem histórico de aproximação com comunistas, divulgou em sua página do Facebook uma imagem que mostra uma declaração feita pela a presidente do diretório do PC do B no Alagoas, Cláudia Petuba, defendendo sua candidatura.

Na imagem Cláudia afirma que “Collor é um grande exemplo de luta em defesa de Alagoas” e que é um “importante” senador da República.

“O PC do B vê com muito coerência e muita clareza que na realidade de Alagoas as duas candidaturas majoritárias que podem avançar e instalar uma era desenvolvimentista e possam fazer com que o povo alagoano possa sonhar com dias melhores são as candidatura do Renan Filho e do senador Collor”, declarou Cláudia.

A dirigente comunista diz que o Alagoas é “uma ilha do atraso” por causa do atual governador e que é preciso pensar de forma ampla como fazer oposição a seu modo de administrar o Estado.

“Nós entendemos que aglutinar esses partidos de amplos setores da sociedade, nós teremos um mandato mais propositivo para que o povo alagoano possa ter esperança de dias melhores”, afirmou.

Para Claudia, o melhor para o PC do B seria lançar seus próprios nomes a esses cargos para o pleito de outubro. “O ideal seria que nós tivéssemos uma candidatura majoritária em todo o país, inclusive lá em Alagoas, para poder defender com maior ênfase o nosso programa socialista.”

Esse jogo de forças também gerou outra aproximação improvável. Collor aparece posando abraçado em fotos ao lado do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) para sua pré-candidatura a deputado federal. Lessa, no entanto, foi seu adversário político histórico e impôs uma derrota esmagadora em disputas ao Senado.*

(*) Bruna Borges –  Do UOL, em Brasília

VAI DEIXAR SAUDADES…

Barbosa diz que comprou briga no STF, mas sai “com alma leve”

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No seu último dia no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Joaquim Barbosa disse nesta terça-feira (1º) que “sai com a alma leve”. Ele deixa a Corte após 11 anos.

“Saio absolutamente tranquilo, como eu disse, com a alma leve, aquilo que é fundamental para mim, o cumprimento do dever. É exatamente aquilo que eu disse hoje na sessão: é importante que o brasileiro se conscientize da importância, da fundamentalidade, da centralidade da obrigação de todos cumprirem as normas, ouvirem a lei, cumprirem a Constituição. Esse é o norte principal da minha atuação. Pouca condescendência com desvios, com essa inclinação natural a contornar os ditames da lei, da Constituição.”

Questionado sobre sua atuação e seu temperamento dentro do tribunal, alvo de críticas de outros ministros e de advogados, respondeu: “Comprei briga nessa linha, sempre que eu achei que havia desvios, tentativas de desviar-se do caminho correto que aquele traçado pela Constituição. Isso é o que interessa, o resto não tem importância”.

Barbosa disse considerar um “privilégio” o período de 11 anos que passou no STF. “[A sensação] É boa, foi um período de privilégio imenso, de tomar decisões importantes para o nosso país. Foi um período que não em razão da minha atuação individual, mas coletivamente, o Supremo Tribunal Federal, teve um papel extraordinário no aperfeiçoamento da nossa democracia. Isso é que é o fundamental para mim.”

Barbosa deixou a sessão desta terça-feira (1º) antes do fim e não fez um discurso formal de despedida. Ele afirmou que pretende adotar uma postura “low profile” e por isso não se despediu oficialmente.  A presidência do STF deve ser assumida pelo ministro Ricardo Lewandowski.

O ministro reiterou que pretende descansar em sua aposentadoria e, ao ser questionado sobre as eleições e se concorreria a algum cargo eletivo futuramente, disse que “a política não tem na minha vida essa importância toda (…) Eu não tenho esse apreço todo por essa política do dia a dia”.

Ele também criticou o que chamou de “constante quebra-de-braço” na Corte ao comentar o recente episódio em que Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-presidente do PT José Genoino, foi expulso do plenário. “Com relação a agressões de advogados, essa foi uma das coisas mais chocantes desses 11 anos. (…) [O advogado] perde no argumento e quer ganhar no grito, desmoralizar a autoridade”. Pacheco foi expulso do plenário por ordem do presidente da Corte ao subir à tribuna para pedir que o tribunal decida sobre pedido da defesa para que Genoino volte a cumprir pena em regime domiciliar. Ele acusou Barbosa de abuso de autoridade, que respondeu: “Quem está abusando de autoridade é Vossa Excelência. A República não pertence a Vossa Excelência e nem a sua grei [seu grupo], saiba disso”.*

(*) Fernanda Calgaro – Do UOL, em Brasília

ECONOMIA DE AVESTRUZES

Governo federal mantém alíquotas reduzidas

de IPI de veículos e móveis até fim do ano

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Taxa para veículos de até 1 mil cilindradas vai

continuar em 3% até dezembro

SÃO PAULO – O governo federal decidiu prorrogar até o fim deste ano as alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos e móveis, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira. O IPI voltaria à alíquota normal amanhã, 1º de julho. O anúncio foi feito depois de reunião com representantes de ambos os setores. A renúncia fiscal do governo pela prorrogação em automóveis será de R$ 800 milhões só no segundo semestre, calculou o ministro. Já por conta do setor moveleiro, a renúncia será de R$ 161,6 milhões no mesmo período.

Para veículos de até 1000 cilindradas, a alíquota do imposto, que seria reajustado para 7%, foi mantida em 3%. Os veículos flex acima de 1000 cilindradas e até 2000 cilindradas, que teriam a alíquota reajustada para 11%, continuam tributados em 9%.

Já para os carros a gasolina com as mesmas 1000 ou 2000 cilindradas, o IPI será mantido em 10% ao invés de subir para 13%. De acordo com o ministro, as medidas foram tomadas para “estimular as vendas do setor e para que a indústria consiga manter o nível de emprego”.

— Estamos trabalhando para que este ano as vendas de veículos sejam semelhantes às do ano passado — disse o ministro a jornalistas ao final do encontro com os representantes da indústria.

Durante a reunião, o crédito mais escasso e a realização da Copa do Mundo no País, que diminuiu a quantidade de dias úteis do ano, foram os motivos apontados para o recuo nas vendas de veículos neste ano. Sobre o ritmo mais fraco do crescimento do crédito neste ano, Mantega sugeriu que uma das soluções pode ser a retomada do uso do leasing pelos bancos, “já não há mais impedimento legal” para isso.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a manutenção do IPI menor até 31 de dezembro vai se “converter em um grande fator para que a indústria tenha um segundo semestre melhor”.

— A expectativa é voltarmos a construir um ritmo de crescimento normal nas vendas — afirmou Moan.

‘COPA VAI AJUDAR A MUDAR O HUMOR DO CONSUMIDOR’

De manhã, o ministro também se reuniu com representantes do varejo, que pediram a prorrogação do IPI menor para móveis, laminados e painéis, que também terminaria amanhã. Por volta das 18 horas, Mantega entrou em nova reunião com os membros da indústria moveleira para decidir se estenderia o benefício.

No fim, ficou decidido que móveis, painéis e revestimentos de móveis continuam com IPI de 4% e não são elevados para a alíquota de 5%. As luminárias prosseguem com taxa de 12%, ao invés de 15%

Antes do anúncio do benefício ao setor moveleiro Mantega, ponderou que o varejo não foi tão mal quanto a indústria automotiva. De acordo com ele, houve um desempenho “moderado” do segmento, com alta de 5,4% em maio, impactados pela inflação, menor confiança do consumidor e também da Copa.

O ministro ponderou que já está havendo uma reversão deste cenário, com o aumento da confiança dos consumidores e do comércio, além da redução da inflação. De acordo com Mantega, levantamento feito pelos supermercados, levando em conta 35 itens que representam 80% das vendas, mostram uma inflação de 4,23% neste ano.

— Isso mostra que a inflação está caindo e o consumidor está reconstruindo seu poder de compra. O sucesso da Copa também vai ajudar a mudar o humor do consumidor.

Mantega também afirmou que o “sucesso da Copa também vai ajudar a mudar o humor do consumidor”.*

(*) LINO RODRIGUES – O GLOBO

ENTERRO DE QUINTA CATEGORIA…

PP abandona Padilha e anuncia apoio ao PMDB de Skaf

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Um mês depois de formalizar apoio ao PT, Maluf vence presidência nacional do partido e muda coligação

SÃO PAULO – O diretório estadual do PP-SP, presidido pelo deputado Paulo Maluf, decidiu nesta segunda-feira, último dia do prazo para a composição das alianças, abandonar a campanha de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do estado de São Paulo, para apoiar a candidatura de Paulo Skaf (PMDB).

Com o recuo do PP – um mês depois do aperto de mão entre Maluf e Padilha para selar o apoio -, o PT perde mais um partido da base aliada do governo federal. PDT, PROS e PSD também já declararam apoio a Skaf.

Além disso, Padilha perde cerca de um minuto na propaganda eleitoral e conta agora apenas com o apoio do PR e do PCdoB. O candidato petista aparece em terceiro lugar nas pesquisas com 3% das intenções de voto, atrás de Skaf, com 21%, e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 44%.

A decisão do PP foi formalizada após um dia inteiro de reunião entre os membros da executiva estadual, que aprovou a debandada por maioria dos presentes. A sigla estava descontente com a falta de espaço na chapa petista e entendeu que com o PMDB teria mais chances de aumentar sua bancada de deputados.

O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional da sigla, viajou para São Paulo para tentar demover Maluf da articulação.

– O que pesou foi a questão de composição da chapa majoritária, eles queriam um espaço maior. Conversei com Maluf, deixei clara minha posição contrária a essa mudança – afirmou Nogueira.

Skaf afirmou não houve negociação para o PP compor chapa e que o partido “é muito bem-vindo”.

A assessoria de Padilha informou que ele só irá se manifestar sobre o caso amanhã.*

(*) JULIANNA GRANJEIA – O GLOBO