MORREU NA PRAIA…

Pare de se fazer de coitadinha, Marina!

Ou vá à luta ou desista

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Marina ainda não sacou que ficar se fazendo de coitadinha não lhe trará um voto a mais?

Foi o que ela ensaiou, ontem, outra vez durante comício em Caruaru, a 130 quilômetros de distância do Recife.

Entre outras coisas, disse:

– Nunca uma candidatura foi tão combatida a ferro, fogo, água e sal grosso, como está ocorrendo com a minha.

Exagero! Ou desconhecimento do passado.

“O sr. Getúlio Vargas não pode ser candidato. Se for não pode ser eleito. Se for eleito não pode ser empossado. Se for empossado não poderá governar”, disse Carlos Lacerda, o maior demolidor de presidentes.

Getúlio foi eleito em 1950 e se matou antes de terminar o mandato. Matou-se para não ser deposto.

Já leu a respeito, Marina? E então?

Quem sai debaixo de chuva é para se molhar. A chuva que molha Marina não passa de um chuvisco se comparada com a que afogou João Goulart em março de 1964.

Tudo bem que o candidato não era ela, mas Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no último dia 13 de agosto.

Mas se aceitou substituir seu companheiro de chapa, o mínimo que se esperava de Marina é que estivesse disposta a enfrentar a guerra. Com todas as armas ao seu alcance.

Eleição é uma guerra. A primeira vítima de uma eleição é a verdade. A segunda, os fracos.

Entenda-se por fracos aqueles que carecem de couro grosso para suportar bordoadas.

Nem na Inglaterra, a pátria da democracia tal como a conhecemos hoje, a guerra eleitoral é travada com punhos de renda.

A propaganda eleitoral de Dilma enfraquece Marina não por que Dilma tenha mais tempo de rádio e de televisão, mas porque sua propaganda é eficiente.

A história das eleições coleciona episódios de comerciais famosos de um minuto ou menos que atingiram seus alvos de maneira fulminante.

Marina poderia ter batido tão duro em Dilma como apanhou dela. O que faltou para isso?

Competência da equipe de campanha de Marina. E espírito forte de parte da candidata.

Isso de preferir “perder ganhando” e de oferecer “a outra face” pode fazer sucesso em ambientes religiosos e arrebanhar seguidores – na vida real não faz. Na política muito menos.

Agarre-se Marina com todos os deuses disponíveis para não morrer na praia antes de domingo próximo. Corre tal risco.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

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