QUINTA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2014

COMEÇOU A TEMPORADA

DE DERROTAS DE DILMA

000000000000000000000000000000000000000000DILMA E O PMDB

Em quatro dias de comemorações pela reeleição, quantas derrotas sofreu a presidente Dilma? Não vai haver plebiscito a respeito da reforma política, como ela propôs. Talvez nem reforma política, ao menos pelo atual Congresso. Com o futuro será pior, dado o aumento numérico e potencial dos que a ela se opõem. Enquanto isso a Câmara derrotou o projeto dos conselhos populares, enquanto as bancadas do PMDB, atuais e futuras, trabalham para fazer de Eduardo Cunha o novo presidente da casa. Ele e Dilma são mais do que antagonistas, pois inimigos.

Vai ficando claro o preço da diminuta vantagem eleitoral que a presidente alcançou sobre Aécio Neves. No Senado, Renan Calheiros liderou a rejeição ao plebiscito e o candidato derrotado à vice-presidência da República, Aloísio Nunes Ferreira, demonstrou que a luta contra o governo será sem quartel. A contundência de seu pronunciamento contra a presidente evidencia o que acontecerá na próxima Legislatura, com o PSDB reforçado.

Em suma, Dilma prometeu mudanças no segundo mandato, que começam contra ela. No palácio do Planalto imagina-se a réplica começando com a composição do novo governo, em novembro. Não é o caso de a presidente não deixar pedra sobre pedra no ministério atual, mas passa perto. Poucos ministros continuarão, ainda que se admita a mesma distribuição fisiológica de algumas pastas pelos partidos de aluguel que integram a base oficial.

REBELIÃO NA CÂMARA

Quanto ao PMDB, parece difícil vingar a proposta do vice-presidente Michel Temer em favor de o novo presidente da Câmara ser do PT. Seria um artifício para evitar a eleição de Eduardo Cunha, só que as oposições mostram-se dispostas a apoiá-lo, se for para infringir mais uma derrota a Dilma.

Em suma, o período posterior à eleição presidencial começa mal para o governo. Ignora-se a postura do ex-presidente Lula. Se ficar recolhido em São Paulo, estará alforriando o novo período da sucessora, deixando-a livre, mas as consequências da independência ainda surgem nebulosas.*

(*) Carlos Chagas, Tribuna na Internet

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