TIRANDO SARRO

Novos nomes na equipe econômica não

bastam para resgatar credibilidade

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A presidente Dilma anunciou ontem (27) a equipe econômica para o próximo governo. São técnicos competentes e revelam para a sociedade porque a candidata Dilma não quis apresentar um programa de governo – não podia deixar rastros, sabia que teria que sair do mundo colorido do marketing eleitoral e fazer, no mundo real, o que tanto criticou na campanha.

Mas o governo federal gerou tantas incertezas nos últimos anos que apenas novos nomes, por mais consistentes que sejam, não vão resgatar a credibilidade. Há dúvidas se a equipe econômica terá realmente autonomia para tomar as decisões para controlar a inflação, baixar os juros e disciplinar os gastos públicos sem diminuir os investimentos estratégicos em saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e infraestrutura.

Na entrevista, houve sinais positivos. Como nós dizíamos na campanha, o futuro Ministro da Fazenda comprometeu-se com o equilíbrio fiscal por ser fundamental para reduzir a dívida pública e recuperar a renda das pessoas, que não pode continuar a ser corroída pela inflação.

Ele também reafirmou seu compromisso com a transparência. Isso pode significar o fim das maquiagens contábeis, mas seria bom se fosse além e se tornasse um compromisso de todo o governo com a transparência das informações sobre políticas públicas que geram benefícios diretos para cidadãos e empresas, como empréstimos subsidiados, convênios e isenções.

O Brasil precisa voltar a crescer e adotar um novo padrão de desenvolvimento sustentável.*

(*) Marina Silva, no Facebook

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