VAI DAR TEMPO?

COM A MÁXIMA URGÊNCIA, DILMA

PRECISA APRENDER ECONOMIA

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Lula sempre se orgulha de jamais ter lido um livro, de ser um autodidata movido pela intuição. Recentemente, mentiu ao dizer que tinha lido a biografia de Lincoln. Ele apenas viu o filme e quis tirar onda dizendo ter lido o livro. Mas foi apanhado em flagrante ao citar um trecho que não existe na biografia e foi incluído pelo roteirista do filme. E o pior: ao descrever a cena, Lula ainda confundiu telégrafo com telex.

Dilma é diferente. Quer mesmo tirar uma onda de erudita. Há poucos meses, por sugestão do marqueteiro, imitou descaradamente Ulysses Guimarães e fez uma citação do” Velho do Restelo”, como se fosse conhecedora da obra de Camões.

Como se sabe, quando era ministra Dilma declarou-se “doutorada” em Economia. Depois, foi obrigada a admitir que era tudo mentira e nem mestrado tinha. Mesmo assim, se julga o máximo e quer conduzir a equipe econômica a seu bel prazer.

Agora, Dilma enfim poderá fazer um curso intensivo e gratuito de economia, porque a partir de hoje começa a funcionar o chamado “gabinete de transição” instalado no Palácio do Planalto. A dupla de quase-ministros, Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), trabalhará no terceiro andar do prédio, o mesmo da presidente Dilma Rousseff.

É importante que ela passe o máximo de tempo possível com eles, para tentar aprender alguma coisa de economia.

A POBREZA AUMENTA

Em contato com Levy e Barbosa, a presidente da República poderá descobrir, por exemplo, que sem crescimento do PIB a pobreza sempre aumenta. Não adianta maquiar as estatísticas, ampliar programas de assistência social e elevar à classe média as famílias que ganham apenas R$ 300 de renda per capita mensal. O número de miseráveis vai aumentar, como acaba de ser divulgado pelo IPEA, apesar de toda a política social alardeada pelo governo.

Por isso, o resultado de 01% no PIB do terceiro semestre não é façanha a ser comemorada. Em relação a igual período de 2013, houve queda de 0,2% na atividade econômica brasileira. Significa que o país continua em estagnação ou até estagflação. O fato é que Dilma Rousseff assumiu o governo em 2010 com crescimento de 7,5% do PIB, e quatro anos depois o resultado pode ser igual a zero, dependendo do desempenho do quatro semestre.

Se a presidente e seu fiel chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante não entenderem que é preciso diminuir não somente os custos, mas também os custeios, de nada adiantará a presença de Levy e Barbosa no governo.

MÁQUINA INCHADA

Movida pelos 39 ministérios, a máquina administrativa está cada vez mais inchada. Como exemplo direto de desperdício, a Presidência continua tendo chefia de gabinete em São Paulo (criada por Lula para dar emprego a Rosemary Noronha, sua companheira de viagens) e em Belo Horizonte (criada por Dilma para dar emprego a uma amiga da adolescência, Sonia Lacerda, que foi sua colega de sala em dois colégios, companheira de armas na luta contra o regime militar e que a acompanhou até a Chefia da Casa Civil).

Dilma e seu governo vivem num mundo à parte, como se o resto do Brasil não existisse. Para entender como se comporta essa elite formada por PT e base aliada, basta conferir os orçamentos de mordomia do Planalto/Alvorada, destinados a alimentar a chefe de governo e sua entourage. Como se dizia antigamente, o diabo mora nos detalhes.

Todos sabem que o exemplo de austeridade deve ser dado pelos governantes. Quando forem divulgados os gastos da namorada de Lula com cartão corporativo, vai ser um espanto.

Mesmo assim, la nave va. O PT, o PMDB, o PSDB ou qualquer outro partido não conseguirão atrapalhar indefinidamente a volta do crescimento, pois o Brasil permanece como a nação do Terceiro Mundo com maior potencial de desenvolvimento socioeconômico e tem um encontro marcado com seu futuro.*

(*) Carlos Newton – Tribuna na Internet

A CASA DA MÃE JOANA

ALÉM DA CAUTELA, A AUTODEFESA

000 - a transparencia

Suponha-se que dos 39 ministros, entre os que estão sendo escolhidos, os que vão ser e os que vão ficar, a presidente Dilma apresente todos, dentro de um mês, quando iniciar o segundo mandato. Festas, lantejoulas, confetes – tudo de acordo com o programado. Ministros para ninguém botar defeito, do PT, PMDB, partidos menores, quota pessoal e até improvisações.

Acontecerá o quê, se em fevereiro o Procurador Geral da República e o Supremo Tribunal Federal tiverem, depois da denuncia e da abertura dos processos, iniciado o julgamento dos deputados e senadores implicados no escândalo da Petrobrás? Entre eles, alguns ou até muitos ministros? A presidente Dilma poderá aguardar as condenações definitivas, transitadas em julgado, para demiti-los. No mínimo um ano terá decorrido, mas que ano? Fala-se apenas dos ministros, ainda que número razoável de parlamentares no exercício de seus mandatos deva encontrar-se em situação paralela, ou seja, acusados de envolvimento na roubalheira verificada à sombra da estatal. Apontados como corruptos, uns e outros estarão se defendendo em meio às suas atividades executivas e legislativas. Governo e Congresso poderão trabalhar como se poderia esperar?

Admita-se, então, que parte da inspiração de Itamar Franco tenha chegado à presidente Dilma e ela, ao primeiro sinal das denúncias e do início dos julgamentos, resolva livrar-se dos acusados logo depois de empossados, sugerindo que, demitidos, possam dispor de melhores condições para defender-se? Ou que os respectivos partidos dos denunciados os tenham afastado? Num caso e no outro, o desgaste do governo e do Congresso será imenso. Estarão paralisados, ou quase, Executivo e Legislativo.

A conclusão surge inevitável: se não conhecer dentro de um mês a relação dos políticos envolvidos nas delações premiadas dos bandidos do saque à Petrobras, melhor faria a presidente Dilma em protelar o início do segundo mandato. Empurrar o governo velho com a barriga, sem nomear ministros além do trio integrante da nova equipe econômica. Mais do que um gesto de cautela, seria a necessidade da autodefesa.

Acresce que à lambança na Petrobras outras denúncias começam a germinar: Eletrobrás, Fundos de Pensão, Correios, Caixa Econômica, Banco do Brasil e mais o quê? O governo reeleito transita em campo minado.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

FANTOCHE

Guiada por Lula, Dilma

tenta retornar para 2003

000 - A LANTERNA

Cada ano novo é como um recomeço. Você tem a oportunidade de fazer os planos que quiser. Pode traçar novas coordenadas para sua vida. A primeira resolução de Dilma Rousseff para 2015, por exemplo, foi tomada por Lula. Prevê uma viagem de volta para o arrocho monetário e fiscal de 2003, primeiro ano da Era Lula.

No caminho para o passado, Dilma tentará convencer empresários e investidores de que virou outra mulher. Foi convencida de que quem ela era até a campanha eleitoral de 2014 não estava preparada para o sucesso. Foi boa enquanto durou. Reeleita, virou outra, mais realista que Aécio Neves. Ainda é petista, mas da linha Joaquim Levy.

Se tudo correr como Lula planejou, Levy produzirá agora o mesmo arrocho que resultou nos superávits de 11 anos atrás. Depois da asfixia, o PIB colocaria a cabeça para fora do buraco a partir de 2016. E Dilma atravessaria 2017 e 2018 em triunfo. Beleza. Porém, três fatores conspiram contra a estratégia do recomeço:

1. Dilma não traz na cintura as mesmas roldanas de Lula. A parte que ela mais gosta do diálogo é quando consegue fazer o outro calar a boca.

2. Sob Lula, Levy era Secretário do Tesouro. Manuseava a tesoura no banco de trás, com o petista Antonio Palocci no volante. Hoje, Levy é o para-choque de si mesmo.

3. O mensalão, pano de fundo político de 2003, mostrou que não existiam mais coisas nossas. O petrolão, cenário de 2015, prova que só existe cosa nostra.*

(*) Blog do Josias de Souza

QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA…

‘Eu perdi a eleição para uma organização criminosa’, diz Aécio Neves

Na TV, tucano relacionou escândalos de corrupção à ação do PT para reeleger Dilma

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BRASÍLIA – O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à Presidência derrotado nas eleições de outubro, afirmou que não perdeu nas urnas para um partido político, mas para uma “organização criminosa” existente em empresas apoiadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Roberto D’Ávila, da GloboNews, que foi ao ar na noite de sábado.

— Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está — disse o tucano.

Na entrevista, Aécio fez várias outras críticas a Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. Ele afirmou que Dilma se mantém no poder às custas do que classificou como “sordidez” investida contra os oponentes, em especial durante a campanha eleitoral.

— Essa campanha passará para a História. A sordidez, as calúnias, as ofensas, o aparelhamento da máquina pública, a chantagem para com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais. Não só eu fui vítima disso. O Eduardo (Campos) foi vítima disso, a Marina (Silva) foi vítima disso e eu também. Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará — disse Aécio a Roberto D’Ávila.

Para o tucano, um ataque em campanha eleitoral, com respeito a determinados limites, “faz parte do jogo”. Ele ressaltou que a disputa entre candidatos deve ser de ideias, não de caráter pessoal. O senador lembrou que os embates com a presidente durante a campanha foram duros:

— Eu tinha que ser firme, mas sempre busquei ser respeitoso. Mas, nesses embates, eu representava o sentimento que eu colhia no dia anterior, ou no mesmo dia de manhã, de uma viagem que eu tinha feito por alguma região do Brasil. Eu passei a ser porta-voz de um sentimento de mudança e também de indignação com tudo isso que aconteceu no Brasil.

A comparação do PT com uma organização criminosa feita por Aécio não caiu bem no partido da presidente. O secretário nacional de Comunicação do partido, José Américo, considerou a declaração irresponsável e típica de quem não sabe se conformar com a derrota na eleição. José Américo disse que não viu a entrevista toda, mas vai pedir ao departamento jurídico do PT para analisar se é o caso de buscar alguma ação na Justiça contra o tucano.

— É desagradável. Aécio mostra que não sabe perder. Não é só um problema político, ele está abalado psicologicamente. A derrota em Minas abalou Aécio porque, ao perder no seu estado, perdeu também a corrida dentro do próprio PSDB. Está em desvantagem na sociedade e no PSDB. E aí faz uma acusação irresponsável desse tipo.

Na mesma entrevista, Aécio alertou para o risco de o Judiciário brasileiro ser politizado pelas indicações que a presidente Dilma fará para tribunais superiores. Ao longo do novo mandato, a petista indicará pelo menos seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque cinco dos atuais ocupantes das cadeiras completarão 70 anos, limite para a aposentadoria compulsória, até 2018. A outra vaga foi aberta em julho deste ano, quando o ministro Joaquim Barbosa pediu aposentadoria.

ATENÇÃO ÀS INDICAÇÕES PARA TRIBUNAIS

A presidente Dilma também fará seis nomeações para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos próximos quatro anos. O STJ é composto de 33 ministros. Antes de tomar posse, o ministro escolhido precisa passar por sabatina no Senado. Aécio pediu atenção aos parlamentares.

— É preciso que o Congresso esteja muito atento às novas indicações, seja para o STJ, seja para o STF. Não podemos permitir que haja qualquer tipo de alinhamento político do Judiciário brasileiro. A sociedade está mais atenta do que nunca para que as nossas instituições sejam preservadas — disse.

(*) ISABEL BRAGA E CAROLINA BRÍGIDO- O GLOBO

TUDO COMO DANTES…

Dilma vai às compras

O PT é especialista em deixar o PSDB sem discurso e,
com frequência, sem bandeiras.

00rs0919c - VERGONHA

Quem disse a maior bobagem da semana passada? Gilberto Carvallho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da presidência da República, ao comentar a escolha de Joaquim Levy para futuro ministro da Fazenda?

Aécio Neves, senador do PSDB, pelo mesmo motivo? Ou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que parece não ter assimilado a reeleição da presidente Dilma Rousseff e mais uma derrota do seu partido?

Gilberto disse: “Joaquim Levy aderiu ao programa histórico do PT, à filosofia econômica do projeto”.

Aécio disse: “O da presidente Dilma é um governo que não sabe a direção que vai tomar”.

Disse Fernando Henrique: “[Dilma] ganhou, é legal. Mas sem uma parte do dinamismo do país. E por outro lado com um sistema de apoios que não se expressa no atual nem no futuro Congresso”.

O PT foi quem aderiu ao modelo econômico que Joaquim sempre defendeu desde sua formatura na ultraortodoxa Universidade de Chicago.

Com a indicação dele para xerife da economia, Dilma deixou claro a direção que dará ao seu governo.

Não faltou apoio do atual Congresso para que ela se reelegesse. Não faltará apoio do próximo para que governe. Pode acreditar.

Dilma mandou às favas todos os escrúpulos e saiu às compras. Em Fortaleza, aproveitou uma reunião do Diretório Nacional para garantir que governará com todos os partidos.

Não poderia ter sido mais direta: “O governo não é um governo meu. É do PT, dos partidos de nossa aliança”.

Prometeu que os partidos participarão do governo com cargos e discussão de políticas públicas.

Aos partidos bastam os cargos. Mas se o preço a pagar por eles for a discussão de políticas públicas…

Vai longe o tempo em que o PT era um partido ideológico. Hoje, o que o orienta é apenas um projeto de poder.

Lula abriu mão de tentar voltar à presidência este ano por que Dilma se recusou a deixá-la mais cedo. Espera, agora, que ela cumpra direito com o seu dever.

Até aqui, pelo menos, Dilma dá a impressão de que concorda em trocar o Dilma 2 pelo Lula 3. Ela engoliu Joaquim sem fazer cara feia. E está disposta a engolir as exigências dos partidos por diretorias que furam poços.

Foi Severino Cavalcanti, ex-presidente da Câmara no primeiro governo Lula, que cobrou para o PP, seu partido, uma diretoria da Petrobras que furasse poço.

Diretoria que fura poço movimenta mais dinheiro. O PMDB, por exemplo, quer trocar o Ministério da Previdência pelo dos Transportes.

O da Previdência tem um orçamento gigante, mas quase todo comprometido com despesas obrigatórias. O Ministério dos Transportes tem mais dinheiro cuja aplicação depende só da vontade do ministro.

É um manjar! Compreende?  Pois é…

A oposição de fraque e cartola teima em subestimar o PT de macacão estilizado. Pior para ela.

Dilma fez com a economia o que achou necessário para se eleger. Deu certo, embora tenha sido por pouco.

PIB? Onde o povão se preocupa com o crescimento do PIB se por enquanto emprego e renda vão muito bem, obrigado?

Dilma fará com a economia o que for necessário para eleger Lula. Melhor os dois primeiros anos  de governo sob dieta severa do que os dois últimos.

O PSDB ficará rouco de tanto repetir que Joaquim é cria dele, e que o PT se apropria descaradamente de sua receita de governo.

Quem se interessa por isso?

A verdade é que o PT é especialista em deixar o PSDB sem discurso e, com frequência, sem bandeiras.

Foi o que fez em 2002 ao eleger Lula. É o que está fazendo outra vez para bater novo recorde de permanência no poder e eleger Lula.*

(*) Blog do Noblat