EU, HEIN, ROSA!

Dilma declara guerra a Ricardo Pessoa e diz que vai provar que ele mentiu na delação

A presidente Dilma Rousseff declarou guerra ao empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. Em reuniões internas com integrantes do governo, ela se diz disposta a “anular os benefícios da delação premiada” do empresário, “provando” que ele mente em relação às doações feitas à sua campanha em 2014.

GUERRA 2
“Eu não tenho rabo preso com ninguém”, disse Dilma em um dos encontros internos, segundo duas testemunhas relataram à coluna.

GUERRA 3
Antes de fazer acordo de delação premiada, por sua vez, Ricardo Pessoa disparou vários recados. Ainda preso, ele fez chegar ao governo e a outros empresários a informação de que estava contrariado com uma suposta paralisia de Dilma Rousseff em relação às investigações.

GUERRA 4
Empreiteiros investigados na Lava Jato reclamavam que Dilma não se interessava pela Lava Jato por acreditar que a operação ficaria restrita às empresas, sem atingir o governo. Alguns deles acreditavam que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, poderia ter papel mais ativo para “coibir abusos” de policiais e até da Justiça, nas palavras de um empresário.

GUERRA 5
Marcelo Odebrecht, por exemplo, foi preso contrariado com a presidente. Ministros que acompanham de perto o caso dizem que interlocutores da família Odebrecht sinalizam que a contrariedade só faz aumentar.

GUERRA 6
O ex-tesoureiro do PT João Vaccari também tem emitido sinais de que está se sentindo “abandonado” na prisão de Curitiba. O partido recentemente saiu em sua defesa.

EU QUERO É PAZ
No meio do tiroteio, José Eduardo Cardozo já dá sinais de esgotamento, segundo amigos próximos. Sentindo-se pressionado pelas empreiteiras, o ministro ficou ainda mais incomodado com a ameaça do PT –o partido diz que vai “convidá-lo” para dar explicações sobre as ações da Polícia Federal, subordinada a ele.

CABO DE AÇO
A hipótese de Cardozo deixar o governo neste momento, no entanto, é remota, pela relação de extrema confiança que ele tem com a presidente Dilma Rousseff.*

(*) MONICA BERGAMO – FOLHA DE SÃO PAULO

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