ZORRA TOTAL

O PAÍS É ESSE MESMO

000 - AA quadrilhas  todo dia aparece uma

A grande maioria parlamentar optou apenas pelo fim da reeleição e talvez, esta semana, por marcar para 10 de janeiro, nos anos eleitorais, as posses dos presidentes da República, governadores e prefeitos eleitos no ano anterior. O restante do sistema político-eleitoral continuará na mesma, ou quase. Não adianta lamentar que deu em nada a fantástica reforma política, panacéia nacional cantada em prosa e verso pelos políticos e pela mídia. Era tudo jogo de cena, pois deputados e senadores preferiram apostar nos mecanismos para a reeleição. Manter as regras do jogo, com raríssimas exceções.

Para os que pensam em deixar acesa a chama da esperança de as reformas virem a ser aprovadas em novas votações ainda este ano, e nos próximos, vai um alerta. A menos que sobrevenham inusitadas crises, como a falência do Brasil ou a rebelião dos oprimidos e desassistidos, nada feito. Reforma política, adeus. Nem parlamentarismo, nem voto distrital. Muito menos financiamento apenas público das campanhas eleitorais, com o fim das doações empresariais.

Diminuição do número de partidos, nem pensar. Redução ou ampliação dos mandatos de senador, nunca. Extinção dos suplentes de senador, também não. Proibição de coligações partidárias? Jamais. Unicameralismo, sem chances, assim como qualquer das outras propostas aventadas no reino da fantasia, do tipo constituinte exclusiva para as mudanças constitucionais. Mandatos fixos para ministros dos tribunais superiores, só se vaca tossir, da mesma forma como cotas para mulheres se candidatarem.

Saiu tudo pelo ralo, ou quase tudo. Prevaleceu o interesse imediato dos legisladores. O Brasil não vai mudar de nome, nem de práticas e de costumes adotados ao longo das décadas.

Quem mais percebeu esse resultado foi o Lula, apesar de seu relativo mutismo. Quer voltar em 2018, possibilidade que apenas nos Estados Unidos seria impedida pela lei. Nosso país é esse mesmo, mas ao menos uma   vantagem isolada decorre do imobilismo: estamos vacinados contra golpes e alterações violentas no regime. Não há lugar para aventuras extemporâneas, a menos, é claro, no caso das duas hipóteses acima referidas, da falência do Estado brasileiro ou da rebelião das massas. Dizer “melhor assim” parece uma temeridade, mas é verdadeiro.

PEDALADAS PERIGOSAS

Madame comprou uma bicicleta, desde que o dono da fábrica não se tenha decidido a doá-la, coisa que não costuma acontecer com outros objetos de cunho pessoal. A conclusão será de que, de preferência, vai pedalar nos jardins do palácio da Alvorada, ainda que possa, como no sábado, arriscar uma incursão além das grades. O episódio revela que mesmo aos trancos e barrancos, a presidente se dispõe a seguir adiante, sem renúncia nem impeachment. O diabo são os tombos e as escorregadelas.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

NA FRIGIDEIRA

LULA JÁ FALA EM DESISTIR

DE SER CANDIDATO EM 2018

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Preocupado com a crise política que atinge o governo de sua sucessora, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que só terá condições de ser o candidato do PT nas eleições de 2018 se a avaliação da presidente Dilma Rousseff melhorar e ele tiver um legado para defender para seus eleitores.

A Folha ouviu relatos de amigos que conversaram com Lula antes de seu último encontro com Dilma, na semana passada, em Brasília. Segundo eles, o ex-presidente citou a derrota sofrida pelo ex-governador Leonel Brizola (1922-2004) nas eleições presidenciais de 1994, quando perdeu para o nanico Enéas Carneiro (Prona) e terminou em quinto lugar, para ilustrar o medo que tem de perder seu capital político em uma empreitada fracassada.

Segundo um interlocutor, Lula afirmou que não adianta pensar que o povo votará nele só porque decidiu se candidatar. Brizola era “Deus” nas eleições de 1989, mas em 1994 perdeu até para Enéas, disse Lula, que ficou em segundo lugar nas duas vezes.

O ex-presidente faz esse tipo de análise para pouquíssimas pessoas. Nas demais ocasiões, prefere usar o PT como sujeito. Costuma dizer que, se o governo não melhorar até 2018, será difícil para a sigla.

Segundo o petista, a população não vota por gratidão, olhando para o passado, mas, sim, de olho no futuro.

CAUTELA

Lula avalia que, caso o governo não esteja pelo menos com avaliação “regular” às vésperas de 2018, poderá ser necessário escolher outro nome no PT para disputar a Presidência. Interlocutores do ex-presidente afirmam que ele já apresentou esse diagnóstico à própria presidente.

Depois da reeleição de Dilma, em outubro do ano passado, Lula disse pela primeira vez aos mais próximos que seria candidato em 2018. A partir dali, o PT começou a tratar a candidatura como oficial.

No entanto, com o agravamento da crise que atingiu o governo, seu afastamento dos movimentos sociais na base petista, e a queda da popularidade de Dilma, alvo de protestos desde a reeleição, Lula passou a reavaliar o cenário.

AGENDA POSITIVA

O ex-presidente espera que, após o lançamento do plano de concessões prometido pelo governo para 9 de junho, Dilma organize uma agenda positiva e melhore sua imagem desgastada.

Por outro lado, aliados dizem que Lula tem se colocado como o responsável pelo projeto petista e, por esse motivo, a possibilidade de ver seu legado terminar de maneira “melancólica” mexe com ele.

Por isso, dizem petistas, uma candidatura de Lula diante de um cenário ruim é bem difícil mas, avaliando pesquisas de intenção de voto diante de um contexto político e econômico “regular”, ele pode apostar novamente.*

(*) Andréia Sadi e Marina Dias – Folha de São Paulo

A TOSSE DA VACA

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Como no brinquedo “Chicotinho Queimado”, está esquentando o escândalo do BNDES com a “Friboi”. Quem levantou a lebre foi o Tribunal de Contas, que pediu ao BNDES informações sobre o empréstimo de 7 bilhões e meio à “Friboi”. O BNDES, atrevidamente, respondeu que nada tinha a responder porque o “sigilo bancário” o obrigava ao segredo.

O BNDES, como o Banco do Brasil, a Caixa, o Banco do Nordeste, são públicos, submetidos à fiscalização do Tribunal de Contas, Polícia Federal, Procuradoria da Republica, Controladoria da União. Convocado, o ministro Fux, do Supremo, determinou que o BNDES entregasse tudo.

Essa história da Friboi com o BNDES é uma Lulada, uma Frilula, uma Frilulinha. Está apenas começando. Vem aí uma CPI, uma Lava-Bife.*

(*) Sebastião Nery – Tribuna na Internet

… E NO CABELO SÓ GUMEX

PUNIÇÃO DE JUIZ CONTINUA A SER

APOSENTADORIA ANTECIPADA…

 

O conselheiro Gilberto Valente Martins, do Conselho Nacional de Justiça, votou pela aplicação da pena de aposentadoria compulsória aos desembargadores federais Nery da Costa Júnior e Gilberto Rodrigues Jordan, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (MS).

Eles são acusados de forjar em 2011 uma “força tarefa” em Ponta Porã (MS), com o propósito de beneficiar o Grupo Torlim, que atua no ramo de frigoríficos, promovendo a liberação de bens apreendidos pela Justiça.

O processo foi instaurado em 2013. Segundo o Ministério Público Federal, a força-tarefa foi criada sob a alegação de que havia atraso de processos criminais na 1ª Vara Federal de Ponta Porã, porém foi “pinçado” um processo da área cível, no qual Jordan sentenciou liberando bens do Grupo Torlim.

RELATORA QUER ARQUIVAR

Martins divergiu da relatora, conselheira Deborah Ciocci, que, no dia 10 de março, votara pelo arquivamento do processo, por entender que não havia provas concretas contra Nery Júnior e Jordan.

O julgamento foi suspenso depois do voto de Martins, porque Deborah Ciocci pediu ao ministro Ricardo Lewandowski para ausentar-se da sessão, justificando que deveria viajar a São Paulo, pois seu pai seria submetido a uma cirurgia. O julgamento deve ser retomado na próxima sessão do CNJ.

O conselheiro Gilberto Martins acompanhou a manifestação da Procuradoria-Geral da República, pela aplicação da pena de aposentadoria compulsória aos dois desembargadores. “Pelas provas coletadas durante a investigação administrativa, constatou-se a existência de equipe orquestrada, que dissimulou uma ‘força-tarefa’, com o único propósito de fazer funcionar a jurisdição em benefício do Grupo Torlim”, afirmou o conselheiro, em seu voto.

Martins entendeu que a relatora “segmentou os elementos de convicção, fazendo leitura estanque e fracionada do conjunto probatório, em um contexto indivisível e harmônico, para concluir pela dúvida”.

FUGINDO DOS PADRÕES

Segundo o conselheiro, buscando “desembaraçar os inúmeros bens imóveis e veículos sequestrados, os magistrados envolvidos engendraram a grande operação, chamada de ‘força-tarefa’, para atuar diretamente na Vara Federal de Ponta Porã”.

“Fugindo dos padrões, de forma a causar perplexidade aos serventuários, o [então] Juiz Federal Gilberto Rodrigues Jordan, deliberadamente, requisitou processo que não estava entre aqueles listados, e proferiu sentença para favorecer o Grupo Torlim, que é assistido juridicamente por advogados com vínculos profissionais recentes, amizade estreita e ligações econômicas com o Desembargador Federal Nery da Costa Junior, como também, com o Desembargador Luiz Stefanini”.

Martins registrou ainda que “no último dia em que permaneceu em Ponta Porã [4 de fevereiro de 2011], Jordan “recebeu os autos do processo de interesse do Grupo Torlim e juntou sua decisão, desembaraçando os bens, dando por cumprida a missão”.

O conselheiro cita “a data registrada da sentença, que consta dia 4 de janeiro e não 4 de fevereiro, quando foi juntada nos autos, trazendo mais elementos de convicção de que foi elaborada de forma antecipada”.*

(*) Frederico Vasconcelos – Folha de São Paulo

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG DA TRIBUNA NA INTERNET
 – Em um país onde juiz ladrão recebe aposentadoria antecipada e ainda mantém a possibilidade de trabalhar como advogado, a Justiça apodrece por dentro, vitimada por um corporativismo putrefato, pestilento e nauseabundo. Numa democracia, cabe à Justiça dar o exemplo, mas aqui no Brasil as coisas funcionam de cabeça para baixo, ou ponta-cabeça, como se diz em São Paulo. (C.N.)

SEMPRE AO LADO DE BANDIDOS

Pelé elogia reeleição de Blatter na Fifa: ‘É melhor ter gente com experiência’

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Perguntado pelos jornalistas logo após aterrissar no aeroporto de Havana, o ex-jogador disse que lhe parece “perfeito” que Blatter tenha conseguido renovar na sexta-feira passada seu cargo à frente da Fifa no meio dos escândalos de corrupção que surgiram no seio da organização.

“Eu era a favor. Era preciso porque é melhor ter gente com experiência”, explicou logo após chegar a Havana como convidado de seu ex-clube, o Cosmos.

O Cosmos é a primeira equipe profissional dos Estados Unidos em território cubano desde que em 28 de março de 1999 o Baltimore Orioles, do beisebol, jogou contra o time nacional da ilha, jogo que será repetido este ano.

Sobre o amistoso, Pelé assinalou que será “um momento de paz e de confraternização”, para “levar paz e alegria ao povo de Cuba através do futebol”.

A partida entre Cosmos e Cuba será carregado de simbolismo já que acontece no atual contexto de relaxamento das relações entre Cuba e EUA, que estão restabelecendo suas relações diplomáticas depois de mais de 50 anos de inimizade.*

(*) Agência EFE