“NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS”…

O escândalo é único

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Que WikiLeaks, que Swissleaks, que cartéis mexicano e colombiano de drogas, que Fifagate, que nada! O escândalo top do mundo hoje é outro. Nada se lhe compara em grandeza aritmética, ousadia delituosa ou desrespeito a valores éticos. E é coisa nossa! Embora nada tenhamos a nos orgulhar de que o seja. Ao contrário!

Após se ter oposto ferozmente à escolha de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral para dar início à Nova República; à posse e ao governo de José Sarney, a Fernando Collor, que ajudou a derrubar; ao sucessor constitucional deste, Itamar Franco, de cuja ascensão participou; e a Fernando Henrique Cardoso, o Partido dos Trabalhadores (PT) chegou ao governo federal com seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva, e se lambuzou no pote de mel do poder sem medo de ser feliz.

O primeiro objetivo caiu-lhe no colo como a maçã desabou sobre a cabeça de Newton. Era de uma obviedade acaciana. Sob crítica feroz da oposição, que o PT comandava, os tucanos privatizaram a Telebrás e, devidamente desossado, o filé apetitoso das operadoras de telefones foi devorado na nova administração. Sob as bênçãos e os olhos cúpidos do padim Lula, a telefonia digital foi entregue a consórcios nos quais se associaram algumas operadoras internacionais, com a experiência exigida no ramo, burgueses amigos e fundos de pensão, cujos cofres já vinham sendo arrombados pelos mandachuvas das centrais sindicais. Nunca antes na história deste país houve chance tão boa para mergulhar na banheira de moedas do Tio Patinhas.

Só que o negócio era bom demais para ser administrado em paz. Logo os concessionários se engalfinharam em disputas acionárias, que mobilizaram a Polícia Federal (PF), a Justiça nacional, os órgãos de garantia de combate a monopólios e até instrumentos de arbitragem internacional. No fragor da guerra das teles, os primeiros sinais de maracutaia dividiram as grandes rotas com os aviões de carreira. Sabia-se que naquele pirão tinha caroço. Mas quem ficou com a parte do leão?

Impossível saber, pois este contencioso está enterrado sob sete palmos de terra. Desde o Estado Novo, os sindicatos operários ou patronais administram sem controle externo caixas que têm engordado ao longo do tempo com a cobrança da Contribuição Sindical, que arrecada um dia de trabalho de todo trabalhador formal no Brasil, seja ou não sindicalizado. Sob a égide de Lula, as centrais sindicais foram incluídas na divisão desse bolo gordo e açucarado. E o sistema financeiro, acusado de ser a sanguessuga do suor do trabalhador, incorporou a esse cabedal os fundos de pensão. Sob controle de dirigentes sindicais, estes ocultam uma caixa-preta que ninguém tem poder nem coragem para abrir.

Só que o noticiário sobre tais episódios foi soterrado pela avalanche de denúncias provocada pelas revelações da Ação Penal (AP) 470, já julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e conhecida popularmente pela denominação que lhe foi dada pelo delator, Roberto Jefferson – o mensalão. Agora, após seu julgamento ter sido concluído e com os réus condenados, este é visto quase como lana-caprina desde a eclosão de outro mais espetacular: a roubalheira do propinoduto da Petrobras devassada pela Operação Lava Jato. Mas a cada dia fica mais claro que os dois casos se conectam e se explicam.

A importância de elucidar um crime ao investigar outro foi comprovada quando, na Operação Lava Jato, a PF encontrou nos papéis de Meire Poza, contadora do delator premiado Alberto Youssef, a prova de que o operador do mensalão, Marcos Valério, deu R$ 6 milhões ao empresário Ronan Maria Pinto, como tinha contado em depoimento referente à AP 470. Segundo Valério, essa quantia evitaria chantagem de Ronan, que ameaçava contar o que Lula e José Dirceu tinham que ver com o sequestro e a morte de Celso Daniel, que era responsável pelo programa de governo na campanha de 2002.

Mas nem essa evidência da conexão Santo André-mensalão-petrolão convence o PSDB a dobrar a oposição do relator da CPI da Petrobras, Luiz Sérgio (PT-RJ), e levar Ronan a depor, como tem insistido a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). É que os tucanos articulam uma aliança com o atual dono do Diário do Grande ABC para enfrentar o petista Carlos Alberto Grana na eleição municipal de Santo André. E este corpo mole pode dificultar o esclarecimento da verdade toda.

A Lava Jato já produziu fatos antes inimagináveis, como acusações contra os maiores empreiteiros do País e até a prisão de vários deles. É o caso de Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, que presidia o Conselho de Administração da Oi na guerra das teles. Isso revela mais um investigado em mais de um escândalo. Como Pedro Corrêa e José Dirceu, acusados de receber propina da Petrobras quando cumpriam pena pelo mensalão.

A Consuelo Dieguez, em reportagem da revista Piauí, publicada em setembro de 2012, Haroldo Lima, que tinha sido demitido por Dilma da presidência da Agência Nacional de Petróleo, disse que, no Conselho de Administração da Petrobras, ele, a presidente e o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli só votavam como o chefe mandava. E agora Lula é investigado por eventual lobby para a Odebrecht no exterior em obras financiadas pelo BNDES, a ser devassado em breve numa CPI na Câmara.

E a Lava Jato chegou à eletricidade. Walter Cardeal, diretor da Eletrobrás que acompanha Dilma desde o Rio Grande do Sul, foi citado na delação de Ricardo Pessoa, tido como chefe do cartel do petrolão, acusado de ter negociado doação de R$ 6,5 milhões à campanha da reeleição dela. Othon Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, foi preso ontem, sob suspeita de ter recebido propina.

Teles, fundos de pensão, Santo André, mensalão, BNDES, eletrolão e petrolão não são casos isolados. Eles compõem um escândalo só, investigado em Portugal, Suíça e EUA: é este Brasil de Lula e Dilma.*

(*) JOSÉ NÊUMANNE – ESTADÃO

O PODEROSO CHEFÃO

Como um ladrão na noite: conheça a Lava Jato que chega no Corinthians

Vamos colocar alguns números: o estádio do Corinthians custou  R$ 1.150 bilhão. O estádio do Palmeiras R$ 550 milhões.Custo por assento: estádio do Corinthians  R$ 23.958,33. Estádio do Palmeiras  R$ 12.613,81.

Por quê tão mais barata a arena palmeirense? Porque era grana privada.

Por que o do Curingão custou o dobro?

Porque era a grana da viúva e porque tínhamos  as mãos de Lula e Odebrecht no negócio.

Lembrem-se: a Caixa só financiou o Curingão a pedido pessoal de Lula.

Lembrem-se: havia uma tubulação da Petrobras sob a Arena Corinthians. Quem retirou os tubos, a pedido do Lula, foi a empresa Sacs, com intermediação do doleiro Alberto Yousseff. Este disse aos investigadores da Lava Jato que levou R$ 1,3 milhão para intermediar esse negócio

Para a construção do estádio, o Corinthians conseguiu um financiamento público de R$ 400 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) por meio de repasses da Caixa Econômica Federal. Tudo por lobby de Lula.

Vou te lembrar alguns dados.

Em 2011 o executivo Alexandrino Alencar, diretor da Odebrecht, acompanhou o ex-presidente Lula numa viagem à África., quando Lula foi designado representante oficial do Brasil numa missão à Guiné Equatorial e incluiu Alencar em sua comitiva.

Na era Lula, a Odebrecht foi a empresa que mais cresceu e assumiu operações importantes, como a base para o submarino nuclear, no Rio, uma usina do Rio Madeira, e também passou a construir plataformas de petróleo para a Petrobras.

Em fevereiro de 2013,  3 construtoras com histórico de doações para campanhas petistas e de execução de obras do governo federal custearam a viagem de seis dias do ex-presidente Lula para a África, encerradas a 9 de março daquele ano Durante a visita ao continente, o político fez duas palestras. A primeira foi paga em conjunto pela Odebrecht e pela Queiroz Galvão, além de uma empresa de seguros local. A segunda foi bancada pela construtora Andrade Gutierrez, que doou mais de R$ 2 milhões à campanha de reeleição do ex-presidente, em 2006, quando a Odebrecht injetou cerca de R$ 200 mil

Em abril de 2014 Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e responsável pelas obras do Itaquerão, feito pela Odebrecht, falou algo seminal ao canal ESPN. Sanchez disse que Lula agilizou pessoalmente junto a Odebrecht as burocracias envolvendo as obras. Lula também ajudou em algumas negociações, como no caso dos dutos da Petrobras, encontrados no solo de Itaquera, e que atrapalhariam as obras do Itaquerão, relatou Sanchez.

“O Lula foi importante, é óbvio que um presidente da República, conselheiro do Corinthians, amigo meu, em muitas coisas que eu demoraria um mês para ser atendido, eu fui atendido no dia seguinte. Os próprios dutos da Petrobras, eu fui duas vezes lá e não me atendiam. Eu disse ‘chefe’, e virou o que virou, é o que a gente estava falando. Então, um dia, essa história toda vai ser contada e eu espero que não esteja nem eu nem ele aqui para que se fale a dificuldade que há nesse pais para se fazer as coisas bem feita”, afirmou Andrés.

Segundo o ex-presidente do Corinthians, o estádio “se livrou de preços absurdos por causa de boas negociações”.

Entendeu por que logo mais a casa de Lula no Itaquerão vai cair?*

(*) Blog do Claudio Tognolli

OPERAÇÃO RADIOATIVIDADE

Surge um novo escândalo no Brasil, desta vez em um refúgio de ricos e famosos

Há semelhanças notáveis com o caso colossal de pagamento de propina que envolveu a gigante estatal Petrobras

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SÃO PAULO – Logo ao sul do Rio de Janeiro, junto a uma faixa costeira conhecida por suas praias de areia branca e resorts de alto padrão, o próximo grande escândalo de corrupção do Brasil começa a ser revelado.

Esse tem semelhanças notáveis com o caso colossal de pagamento de propina que envolveu a gigante estatal Petrobras, e ajudou a colocar o Brasil no caminho de sua pior recessão em 25 anos, além de deixar a presidente Dilma Rousseff em posição de ter que lutar por sua sobrevivência política. Não há coincidência: muitos personagens são os mesmos.

No centro dessa história está outra empresa administrada pelo Estado, a Eletrobras, e seu projeto Angra III, uma usina de energia nuclear escondida em uma baía com ilhas cobertas de vegetação, que se tornou uma espécie de playground para os ricos e famosos do Brasil. Cinco das construtoras cujos executivos foram presos com alegações de suborno na Operação Lava Jato, que tinha a Petrobras como principal foco, também receberam contratos para participar da construção da usina nuclear de R$ 14,9 bilhões (US$ 4,4 bilhões).

“O modelo é o mesmo que o da Petrobras”, disse Adriano Pires, diretor do CBIE, uma consultoria de energia e infraestrutura com sede no Rio de Janeiro. “O governo brasileiro criou um sistema em que grandes empresas estatais são usadas para objetivos políticos e são responsáveis por grandes consórcios de infraestrutura. É uma atmosfera que favorece a corrupção”.

Enquanto a investigação à Petrobras foi chamada de “Lava Jato” pelos investigadores em alusão a um posto de gasolina usado para a lavagem de dinheiro, essa nova fase ganhou o nome de “Radioatividade”.

Na terça-feira (28), a Polícia Federal prendeu o presidente licenciado da unidade nuclear da Eletrobras, a Eletronuclear, e o presidente da AG Engenharia, uma unidade da construtora Andrade Gutierrez, em mais uma etapa da Lava Jato. A Eletronuclear não respondeu ao contato da Bloomberg e a Andrade Gutierrez preferiu não comentar.

Do Rio à Amazônia

Os mandados de prisão estão entre as 30 ordens judiciais emitidas com base no depoimento de Dalton Avancini, presidente da construtora Camargo Corrêa SA, que disse que sua empresa e outras ganharam contratos para Angra III graças ao pagamento de propinas, afirmou o delegado da PF, Igor Romário de Paula, a repórteres em Curitiba. A Camargo Corrêa não respondeu até o momento os pedidos de comentário.

No mesmo depoimento, Avancini também denunciou outro projeto da Eletrobras, a usina hidrelétrica de Belo Monte, de R$ 30 bilhões, no coração da Amazônia brasileira, disse uma fonte com conhecimento direto do assunto à Bloomberg News, em março.

Ao anunciar as prisões, a PF afirmou que projetos como Angra III provam que é com pagamento de propinas que os contratos para grandes obras públicas são obtidos e os negócios são feitos. Não apenas na Petrobras, mas em todo o Brasil.

Corrupção ‘endêmica’

“A corrupção é endêmica e há sinais de que ela se estende a várias instituições no Brasil”, disse o procurador Athayde Ribeiro Costa a repórteres em Curitiba, onde a investigação sobre a Petrobras e a Eletrobras está baseada. “Estamos em estado de metástase”.

A Andrade Gutierrez ganhou o contrato para a construção da usina de energia nuclear de 1.405 megawatts, que deverá começar a operar em 2018 e faz parte de um complexo nuclear. A empresa e outras construtoras ganharam contratos para a montagem de equipamentos.

A polícia afirmou em uma entrevista coletiva, na última terça-feira, que o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que saiu de licença em abril, teria aceitado propinas em troca da concessão de contratos para pelo menos duas construtoras. Flávio Barra, presidente da unidade de engenharia da Andrade Gutierrez, também foi preso. Barra também é presidente do conselho do consórcio de empresas que está construindo Belo Monte. Helton Pinto, advogado de Silva, não respondeu às ligações. A Bloomberg não conseguiu contatar representantes de Barra.

Tribunal de Contas

Embora a Polícia Federal tenha preferido não confirmar se havia sido aberta uma investigação a respeito do projeto da usina hidrelétrica, o Tribunal de Contas da União, órgão que fiscaliza as contas do governo e é conhecido como TCU, disse no mês passado que iniciou uma investigação sobre o projeto. A Eletrobras, que não respondeu a pedidos de comentário, disse que contratou dois escritórios de advocacia para conduzir uma investigação interna, que analisará as relações da empresa com companhias ligadas às investigações da Lava Jato.

Assim como a investigação à Petrobras paralisou o setor da construção no Brasil e tirou alguns projetos de petróleo dos trilhos, essa nova fase da investigação ameaça provocar ainda mais danos à economia brasileira, disse Pires.

“Essa investigação é um outro golpe para o setor brasileiro da eletricidade, que já estava sofrendo com a intervenção do governo”, disse ele.

(Por Vanessa Dezem)

É MUITA LAMA…

Exclusivo: maior lobista da Petrobras é o novo delator da Lava Jato

Hamylton Padilha confessou ter pago propina a ex-diretores da empresa e entregou documentos para corroborar suas afirmações

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A nova delação premiada da Operação Lava Jato envolve o maior lobista da Petrobras. Hamylton Padilha, o discreto mas poderoso lobista, atua sobretudo com a venda e o aluguel de sondas para perfuração de poços, o mais lucrativo dos negócios no mundo do petróleo. Hamylton confessou a procuradores ter pago propina a ex-diretores da estatal para que empresas representadas por ele fossem contratadas. O lobista não só falou como entregou cópias de depósitos em contas secretas no exterior. De acordo com Hamylton, Nestor Cerveró e Jorge Zelada, ex-diretores da área internacional da estatal, Renato Duque, ex-diretor de serviços, e operadores políticos do PMDB foram favorecidos com esses depósitos. No caso de Zelada, segundo Hamylton, o responsável por recolher a propina foi o empresário Raul Schmidt, uma espécie de sócio de Zelada.

PMDB recebeu propina na Petrobras
Em sua delação, Hamylton Padilha contou ter pago propina para que a Petrobras alugasse dois navios-sonda. Ele confessou ter intermediado o aluguel do navio-sonda Vantage Drilling, em 2009. O aluguel dessa sonda custou US$ 1,6 bilhão à Petrobras. O contrato foi fechado por Jorge Zelada, diretor internacional da estatal e indicado pela bancada do PMDB da Câmara. Para esse negócio prosperar, Hamylton afirmou ter divido propina, nesse caso, com o operador do PMDB na área internacional da Petrobras: João Augusto Henriques. Hamylton disse que o dinheiro repassado para Henriques tinha políticos do PMDB como destinatários finais. As informações repassadas por Hamylton aos procuradores confirmam reportagem publicada por ÉPOCA em agosto de 2013 (As denúncias do operador do PMDB na Petrobras), na qual João Henriques afirmou ter a obrigação de repassar parte do que ganhava como operador para o PMDB.

Novo delator também atuou para BTG

A delação de Hamylton Padilha prosseguirá com outros temas. Ele ainda precisará esclarecer aos procuradores o que fez, exatamente, para ajudar o BTG Pactual na compra de ativos da Petrobras na África – o banco virou sócio da estatal. Foi o maior negócio feito pela Petrobras na gestão da ex-presidente Graça Foster: US$ 1,5 bilhão. A negociação, antecipada por ÉPOCA em março de 2013 (O feirão da Petrobras), foi polêmica. Especialistas no setor de petróleo, além de funcionários da cúpula da estatal, afirmam que o BTG pagou pouco para participar como sócio da extração das preciosas reservas da Petrobras no continente, especialmente na Nigéria.*

(*) DIEGO ESCOSTEGUY – ÉPOCA

“PÁTRIA EDUCADORA”, É?

Maioria dos alunos do 4º e 7º anos do país tem desempenho em níveis baixos

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Mais da metade dos alunos brasileiros do 4º e 7º anos tem desempenho em níveis baixos em leitura, matemática e ciências, segundo dados do Terce (Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo), divulgados nesta quinta-feira (30) pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Em leitura, 55,3% dos estudantes do 4º ano estão nos níveis 1 e 2 de desempenho, dentre as 4 faixas de proficiência; no 7º ano, o índice aumenta para 63,2%. Em matemática, as performances de 61,3% dos alunos do 4º ano e 83,3% do 7º ano não foram satisfatórias. O desempenho de ciências só foi avaliado no 7º ano. Nesta etapa, 80,1% dos estudantes estão nos níveis 1 e 2.

Entre os os países da América Latina avaliados, o Brasil teve uma média superior nas provas de matemática do 4º ano e de leitura do 7º ano. Nas outras áreas, a média brasileira não difere de modo significativo da dos outros países.

Os alunos ainda passaram por uma prova de escrita, na qual foram analisados os domínios discursivo, textual e convenções de legibilidade. Comparado com outros países que participaram do estudo, o desempenho brasileiro foi abaixo da média apenas no domínio discursivo, nos dois anos escolares avaliados.

Ainda de acordo com os dados, a média regional de níveis de aprendizagem melhorou em todos os anos e áreas avaliadas, porém a maioria dos estudantes ainda se concentra nos níveis mais baixos de desempenho e poucos estão classificados no nível superior (4). Os países que estão acima da média regional em todos os testes e anos avaliados são Chile, Costa Rica e México.

Fatores associados à aprendizagem

Segundo o relatório, os fatores que incidem positivamente nos resultados da aprendizagem na sala de aula são o atendimento e a pontualidade dos professores, a disponibilidade de material didático, o ambiente escolar e as boas práticas de ensino.

No âmbito familiar, o apoio dos pais, o nível socioeconômico da família e a promoção da leitura são fatores que se relacionam positivamente com a aprendizagem.

O Terce avaliou 134 mil estudantes de mais de 3.200 escolas da América Latina e Caribe. Participaram da avaliação 15 países da região (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai) e o Estado mexicano de Nuevo León.*

(*) DO UOL, SÃO PAULO

VIVA, VIVA MORO!

Moro diz esperar que Lava-Jato tenha desfecho diferente ao da Operação Mãos Limpas, da Itália

Para juiz, penas de alguns empresários e políticos italianos acusados de corrupção foram brandas

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CURITIBA — O juiz Sérgio Moro declarou na noite desta quarta-feira que espera que a Operação Lava-Jato tenha um resultado diferente da Operação Mãos Limpas, que ocorreu na Itália no início da década de 1990 contra políticos e empresários acusados de corrupção naquele país. Para Moro, as penas na Itália foram desproporcionais. A declaração foi feita pelo juiz durante uma palestra sobre lavagem de dinheiro promovida pelo Instituto dos Advogados do Paraná, em Curitiba. Moro foi aplaudido de pé pela plateia ao entrar e ao sair do palco.

— Várias pessoas foram condenadas dentro daquele universo, mas muitos dos que foram condenados, e tinham grande responsabilidade, acabaram fora daquele período de prisão cautelar no começo do processo, cumprindo penas desproporcionais, como prestação de serviço ou prisão domiciliar. Não que eu defenda que a Justiça seja implacável, mas tem de guardar uma certa proporcionalidade em cada crime.

Como em todas as palestras em que participou, Moro deixou claro que não falaria sobre a Operação Lava-Jato, já que vários processos ainda estão em andamento. Sobre a lavagem de dinheiro, o juiz falou que tantos agentes privados como o Estado são responsáveis pelos esquemas de corrupção.

— Não devemos cair na tentação de focalizar apenas no Estado ou nas entidades privadas. É uma culpa recíproca. Penso que as esferas privadas têm muito a contribuir. As próprias empresas podem fazer isso de maneira eficaz dizendo “não” a propina.

Moro aproveitou o momento para divulgar o projeto de Lei 402/2015 que tramita no Senado. O juiz reclamou da morosidade da Justiça Brasileira e ainda enfatizou que o atual momento do país é uma oportunidade “de mudanças que melhorem nossas instituições”.

CELEBRIDADE

Inicialmente, a palestra com o juiz Sérgio Moro seria na sede do Instituto dos Advogados do Paraná, porém, devido à grande procura, o local foi transferido para um teatro com 400 lugares. Em um prédio anexo, o evento era transmitido por um telão. Moro até comentou que ficou surpreso com o sucesso da palestra.

Desde que assumiu a Lava-Jato, o juiz federal se tornou uma celebridade. Moro foi aplaudido em um supermercado e um restaurante em Curitiba. Em São Paulo, ele foi reconhecido num shopping e também aplaudido.

— Queria aqui agradecer a esse apoio que a sociedade civil organizada e o público geral têm dado às investigações e ao processo relativo ao caso. Acho que juízes e profissionais de direito podem fazer é muito limitado num processo dessa magnitude se não existe forte apoio da opinião pública.*

(*) THAÍS SKODOWSKI, ESPECIAL PARA O GLOBO

 

VOLUME MORTO

Dilma é um retrato na parede

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Além de uma fotografia, o que restará, logo mais, do encontro no Palácio do Planalto da presidente Dilma Rousseff com os governadores de Estado?

Os governadores dependem da boa vontade do governo federal para governar com mais ou menos dinheiro.

Em momentos de aperto, como é o caso, o presidente precisa passar ao país a impressão de que politicamente ainda é forte.

Isso pode funcionar quando há espaço para a dúvida em relação à fortaleza ou à fraqueza do presidente. Não é o caso.

A popularidade da presidente compete, hoje, com a taxa de inflação. Na verdade, perde para a taxa.

Lembra da pesquisa que apontou a avaliação positiva de Dilma na casa dos 7,7%? Esqueça. Já diminuiu. A inflação aumentou. Para quase 10% ao ano.

Há governadores que não gostariam de ser vistos a essa altura na companhia de uma presidente tão rejeitada. Estão constrangidos.

Mas não se pode rejeitar um convite presidencial. Por mais que o presidente esteja abaixo do volume morto.

Os governadores voltarão aos seus Estados do mesmo jeito que chegaram a Brasília – de bolsos vazios.

Terão servido de figurantes para o brilho fugaz de uma presidente que mal se segura de pé.

É possível que ela não se perceba assim. Mas é assim que é.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

OPERAÇÃO LAVA RAMPA

Gráfica que recebeu R$ 6 mi do PT desperta suspeita da Justiça Eleitoral

Gustavo Uribe/Folhapress
Gráfica Rede Seg
Rede Seg Gráfica e Editora, em São Paulo, que não tem funcionários registrados

A campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição pagou R$ 6,15 milhões a uma gráfica que não tem nenhum funcionário registrado e cujos documentos apontam como presidente o motorista Vivaldo Dias da Silva, que em 2013 recebia R$ 1.490.

A Rede Seg Gráfica e Editora, de São Paulo, aparece como a oitava fornecedora que mais recebeu dinheiro da campanha presidencial petista no ano passado, de acordo com os registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Funcionários do TSE que examinaram as contas da campanha de Dilma descobriram a situação da gráfica ao cruzar as informações da empresa com o banco de dados do Ministério do Trabalho.

A descoberta fez surgir a suspeita de que a gráfica não tinha a estrutura necessária para prestar os serviços pelos quais foi remunerada pelo PT.

Algumas das notas da gráfica entregues pelo partido ao TSE trazem a afirmação de que a empresa produziu folders para a campanha eleitoral.

As contas da presidente foram aprovadas em dezembro por unanimidade pela Justiça Eleitoral, mas com ressalvas. Por isso, o tribunal continuou analisando os casos que provocaram as ressalvas.

Não é a primeira vez que vem à tona que uma empresa contratada pela campanha de Dilma Rousseff em 2014 tem como dono, nos documentos oficiais, um motorista.

Como a Folha revelou em dezembro de 2014, a Focal Comunicação, a segunda que mais faturou na campanha presidencial de Dilma (R$ 24 milhões), também tinha um motorista (salário de cerca de R$ 2 mil até 2013) como sócio.

A Focal só ficou atrás da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de um montante de R$ 70 milhões.

O empresário Carlos Cortegoso admitiu na época que era o verdadeiro dono da Focal, tendo justificado o registro em nome do motorista como fruto de uma inclinação sua de dar chances para seus empregados progredirem.

A Justiça Eleitoral pediu à Polícia Federal apuração sobre a Focal e outra gráfica, a VTBP, que ganhou R$ 23 milhões da campanha. O TSE agora poderá enviar novo ofício à PF pedindo que investigue também a Rede Seg.

IDAS E VINDAS

Folha visitou a sede da gráfica nesta quarta-feira (29). Segundo Rogério Zanardo, que recebeu a reportagem no local, a Rede Seg pertence a sua família e o motorista Vivaldo não é dono, mas funcionário da empresa.

Ele não soube explicar por que a gráfica está registrada em nome do motorista e afirmou que o maquinário estava desligado porque a gráfica está sem serviço no momento.

“Ele é um bom motorista, não pega guia [de rua] e dirige faz tempo”, afirmou.

O irmão de Rogério Zanardo, no entanto, deu versão diferente. De acordo com Rodrigo Zanardo, que se apresentou como gerente da gráfica, Vivaldo é mesmo dono da empresa, além de motorista.

Segundo ele, o maquinário é de propriedade do motorista, que pediu ajuda a ele para administrar a empresa, uma vez que os irmãos são proprietários de outra gráfica, a Graftec.

Segundo consulta feita pelo TSE, Vivaldo possuiu vínculo empregatício entre 2006 e 2007 como eletricista com a Graftec e, de 2009 a 2013, como motorista em uma empresa chamada Artetécnica Gravações, com salário mensal de R$ 1.490.

Mais tarde, o próprio Vivaldo chegou ao local e afirmou ser “sócio” e “motorista”. “Eu gosto de trabalhar, e é um rendimento a mais que tenho.”

OUTRO LADO

Questionada sobre o gasto de R$ 6 milhões com a gráfica Rede Seg, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência informou que a campanha de Dilma Rousseff recebeu várias propostas de prestação de serviços e selecionou as empresas que apresentaram preços mais baixos.

A Secom é comandada pelo ministro Edinho Silva que, à época, atuou como tesoureiro da campanha petista.

“A elaboração do material foi auditada pela campanha e a documentação que comprova a elaboração e entrega do material foi auditada pelo TSE”, disse.

A secretaria não informou qual serviço foi prestado pela gráfica à campanha.

A Rede Seg, cujo registro mostra o motorista Vivaldo Silva como presidente, informou, por meio de nota, não haver qualquer irregularidade em suas atividades. “Sendo necessário, informações complementares e documentos serão apresentados oportunamente às autoridades competentes”, afirmou.

Rodrigo Zanardo, que se apresentou como gerente da gráfica, disse que a empresa contratou funcionários terceirizados durante a campanha e, por isso, não tem nenhum registrado.

“[Quando] não tem serviço, como vou fazer folha de pagamento?”, questionou.

Ele disse que viajou a Brasília para conversar com representante da campanha de Dilma e que a empresa produziu panfletos e folhetos.

Reynaldo Borba, que figura como dono de outra empresa em que Vivaldo trabalha como motorista, a Artetécnica, afirmou não poder dar informações sobre o caso. Ele disse que as relações da Rede Seg e de Vivaldo com a campanha de Dilma não dizem respeito à sua empresa.*

(*) ANDRÉIA SADI – RANIER BRAGON – DE BRASÍLIA
GUSTAVO URIBE – DE SÃO PAULO – FOLHA DE SÃO PAULO

O BICHO VAI PERGAR…

 Eduardo Cunha estuda colocar oposição nas CPIs que vai instalar em agosto

CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão começam a funcionar nos próximos dias

PSDB quer ficar com comissão sobre BNDES; Democratas quer Fundos de Pensão

0000000000000000000 charge antiga atualíssima em tempos de lava jato

Cunha também já convidou deputada tucana para chefiar a CPI dos Crimes Cibernéticos

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estuda articular para que deputados de partidos de oposição ocupem cargos de direção nas próximas CPIs da Casa.

Está marcada para 5ª feira (6.ago.2015) a instalação da CPI que investigará supostas irregularidades no Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Na semana seguinte, a Câmara instala a CPI para investigar fundos de pensão estatais. Ambas incomodam o Planalto.

Marcus Pestana (PSDB-MG) já foi indicado pelo partido como titular na CPI do BNDES. Segundo ele, o líder dos tucanos na Câmara, Carlos Sampaio (SP), discute com Eduardo Cunha os cargos que serão ocupados pela legenda na Comissão.

“Estão havendo conversas por telefone. Definição mesmo, só devemos ter a partir de 3ª feira (4.ago.2015)”, disse Pestana. O PMDB deve ficar com a presidência ou com a relatoria da CPI do BNDES. Uma das vagas seria para alguém da oposição.

Na 2ª semana de agosto, a Câmara deve instalar a CPI dos Fundos de Pensão. Nesse caso, é o Democratas que trabalha para emplacar alguém como presidente ou relator, segundo o líder da sigla, Mendonça Filho (PE).

“Vínhamos denunciando isso [irregularidades nos fundos] já há algum tempo, então essa é a nossa prioridade”, afirma Mendonça.

Na última semana, Cunha convidou a deputada Mariana Carvalho, do PSDB de Roraima, para chefiar a CPI dos Crimes Cibernéticos, cujo pedido original havia sido feito pelo PT. O convite foi confirmado pela assessoria da deputada. A decisão de instalar as CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão foi tomada por Cunha horas depois de anunciar o rompimento com o governo, no dia 17.jul.2015.

Segundo o regimento da Câmara, os presidentes e relatores de CPIs são eleitos pelos integrantes do colegiado. Ocorre que o bloco partidário liderado pelo PMDB, que reúne a maior bancada da Casa, indica também a maioria das vagas nas CPIs. Na do BNDES, por exemplo, o chamado “blocão” terá 11 vagas, contra 8 do bloco do PT e 6 dos oposicionistas (PSDB, PPS, PSB e PV). A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) é a única indicada pelo bloco peemedebista para a CPI do BNDES até o momento.*

(*)  Fernando Rodrigues – UOL

QUARTA-FEIRA, 29 DE JULHO DE 2015

Lava Jato denuncia Duque por favorecer empresa italiana

Ex-diretor da Petrobrás, preso desde março, é alvo de nova acusação da Procuradoria da República envolvendo negócios da Saipem em obra do Gasoduto Submarino de Interligação dos Campos de Lula e Cernambi

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O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque foi denunciado novamente pela força-tarefa da Operação Lava Jato, desta vez por suposto favorecimento à empresa italiana Saipem, de serviços de petróleo, na contratação da obra de instalação do Gasoduto Submarino de Interligação dos Campos de Lula e Cernambi. Foram denunciados também advogada Christina Maria da Silva Jorge e os empresários João Antônio Bernardi Filho, Antônio Carlos Briganti Bernardi e Julio Gerin de Almeida Camargo. Todos por corrupção e lavagem de dinheiro.

“João Bernardi (representante da Saipem) atuou lavando dinheiro proveniente de crimes de corrupção em favor de Renato de Souza Duque, mediante a utilização das contas das empresas Hayley S/A e Hayley do Brasil para o recebimento e posterior internalização dos valores provenientes de crime. A Hayley do Brasil, por sua vez, ocultava e dissimulava o pagamento de vantagem indevida a Renato de Souza Duque por intermédio da aquisição e posterior destinação de obras de arte ao ex-diretor”, aponta denúncia da Procuradoria.

A nova denúncia, a terceira contra Duque, é um desdobramento da Erga Omnes, 14.ª fase da Lava Jato, deflagrada em 19 de junho, que prendeu inclusive os maiores empreiteiros do País, Marcelo Odebrecht e Otávio de Azevedo Marques.

Na ocasião, foi preso também João Bernardi, executivo ligado à Saipem. Duque é apontado como elo do PT no esquema de pagamento de propinas na Petrobrás. Ele teria sido indicado ao cargo pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula), que nega.

O ex-diretor da Petrobrás foi preso após a Polícia Federal flagrar a tentativa dele de ocultar patrimônio não declarado na Suíça por meio da transferência de 20 milhões de euros para uma conta no Principado de Mônaco. Duque já é réu em duas ações penais da Lava Jato.

A nova denúncia será submetida ao juiz federal Sérgio Moro, que vai decidir se abre mais um processo criminal contra o ex-diretor de Serviços da estatal.

 

A PROPÓSITO

 

Propina de Duque foi roubada no centro do Rio, diz Lava Jato

Denúncia do Ministério Público Federal aponta que representante de empresa italiana iria entregar R$ 100 mil em espécie a ex-diretor da Petrobrás, mas foi vítima de assalto

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O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, preso desde março na Operação Lava Jato, ‘perdeu’ uma propina de R$ 100 mil em 2011. Denúncia da força-tarefa do Ministério Público nesta quarta-feira, 29, aponta que o dinheiro endereçado a Duque foi roubado no centro do Rio, próximo à sede da estatal petrolífera. Os R$ 100 mil estavam em poder do executivo João Antônio Bernardi Filho, representante da empresa italiana Saipem, de serviços de petróleo.

“Entre os meses de janeiro e agosto de 2011, no município do Rio de Janeiro/RJ, o denunciado João Antônio Bernardi Filho, de modo doloso, ofereceu e prometeu o pagamento de vantagem econômica indevida no valor de pelo menos R$ 100 mil ao denunciado Renato de Souza Duque”, sustenta a Procuradoria. “Numa ocasião em que o pagamento seria efetivado, João Bernardi foi assaltado com R$ 100 mil em espécie, quase em frente a sede da Petrobrás na centro do Rio de Janeiro.”

Esta é a terceira denúncia contra o ex-diretor na Operação Lava Jato. Ele é acusado de favorecer a Saipem na contratação da obra de instalação do Gasoduto Submarino de Interligação dos Campos de Lula e Cernambi. Segundo a força-tarefa, João Bernardi é representante da Saipem.

Na nova denúncia Duque não está só. Também são acusados João Bernardi, a advogada Christina Maria da Silva Jorge, o empresário Antônio Carlos Briganti Bernardi – filho de João Bernardi -, e o lobista Julio Gerin de Almeida Camargo, delator da Lava Jato que declarou ter sido pressionado pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), por uma propina de US$ 5 milhões.

“João Bernardi (representante da Saipem) atuou lavando dinheiro proveniente de crimes de corrupção em favor de Renato de Souza Duque, mediante a utilização das contas das empresas Hayley S/A e Hayley do Brasil para o recebimento e posterior internalização dos valores provenientes de crime. A Hayley do Brasil, por sua vez, ocultava e dissimulava o pagamento de vantagem indevida a Renato de Souza Duque por intermédio da aquisição e posterior destinação de obras de arte ao ex-diretor”, aponta denúncia da Procuradoria.

Duque é apontado como elo do PT no esquema de pagamento de propinas na Petrobrás. Ele teria sido indicado ao cargo pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula), que nega.

O ex-diretor da Petrobrás foi preso após a Polícia Federal flagrar a tentativa dele de ocultar patrimônio não declarado na Suíça por meio da transferência de 20 milhões de euros para uma conta no Principado de Mônaco. Duque já é réu em duas ações penais da Lava Jato.

A nova denúncia será submetida ao juiz federal Sérgio Moro, que vai decidir se abre mais um processo criminal contra o ex-diretor de Serviços da estatal.

O advogado de Renato Duque, criminalista Alexandre Lopes, não foi localizado pela reportagem.

(*) Julia Affonso e Fausto Macedo – Estadão