POSTE COM CURTO-CIRCUITO

Estatais culpam Dilma por perdas de usinas

Críticas estão em documentos enviados à Aneel, que vai decidir sobre quem paga por prejuízos que chegam a R$ 20 bi

Eletronorte afirma que medidas indispensáveis deixaram de ser tomadas pelo Executivo em ano eleitoral

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Estatais federais responsabilizam políticas do governo Dilma pelo prejuízo de R$ 20 bilhões com que as usinas hidrelétricas estão arcando, pela crise do sistema de energia. Dentre as críticas está a de que medidas indispensáveis deixaram de ser tomadas pelo Executivo no ano passado devido ao período eleitoral.

A Eletrobras, principal estatal do setor, disse que o problema atual das geradoras não se “deve meramente à condições hidrológicas adversas”, mas, sim, a decisões dos gestores do sistema –agentes do governo. As críticas foram seguidas por Furnas, Eletronorte e outras estatais geradoras de energia.

A argumentação consta de documentos encaminhados à Aneel (agência reguladora do setor) para apresentar sugestões na discussão sobre quem vai pagar a conta pelo prejuízo das empresas quando elas são impedidas de gerar energia para poupar água.

Nos documentos, a Eletrobras não aceita a solução apresentada pelo Ministério de Minas e Energia, que quer que as hidrelétricas assumam um risco maior no futuro por não gerar energia. Em troca, terão o contrato de concessão prorrogado para compensar o prejuízo já existente.

Desde 2012, a Eletrobras tem posição interna contrária às intervenções do governo, mas não a expunha.

A estatal acumula prejuízos e suas ações despencaram 52% desde 12 de setembro de 2012, quando o governo publicou a MP 579, que reformulou o sistema elétrico.

O objetivo do governo era reduzir os preços da energia, mas as mudanças desequilibraram o setor e tiveram efeito inverso: a tarifa subiu.

“EFEITOS NEFASTOS”

Nas críticas, a Eletronorte diz que o governo não tomou medidas necessárias em 2014 por ser período eleitoral: “(…) a despeito da situação excepcional de crise hidrológica por que passa o país, especialmente no ano de 2014 (em pleno período eleitoral), não foram implementadas, pelo governo, as medidas extraordinárias indispensáveis à manutenção do equilíbrio financeiro do contrato celebrado entre as partes.”

Furnas aponta que há “grande desequilíbrio estrutural no setor”, que atinge todos os agentes e produz “efeitos nefastos”. A empresa diz que problemas vieram também da falta de leilões de energia e de decisões do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Furnas destaca que, em diversas semanas entre 2014 e 2015, houve alerta para a necessidade de corte de carga (racionamento), mas o ONS não o fez.

A Aneel diz que as empresas fizeram “precificação equivocada”, defende que o problema é hidrológico, que as empresas não vão ter prejuízo e que os indicadores de racionamento eram fracos.

Hidrelétricas conseguiram liminares para não pagar todo o prejuízo pelo deficit na geração. Caso a posição das empresas prevaleça, o consumidor terá que arcar com os R$ 20 bilhões que elas pagaram para outros geradores.

O setor termelétrico, que vendeu a energia mais cara, defende que o risco era das hidrelétricas e o consumidor não deve pagar por nada.*

(*) DIMMI AMORA E JÚLIA BORBADE  – BRASÍLIA – FOLHA DE SÃO PAULO

E O ÚLTIMO A SAIR, APAGUE A LUZ.

Órfãos de pai e mãe

Nau dos insensatos, antiga alegoria que descreve o mundo e seus habitantes como uma nau cujos

passageiros nem sabem nem se importam para onde estão indo (Foto: Xilogravura alemã de 1549)

É extensa, aliás, longuíssima, a fila de intelectuais, artistas, sindicalistas e lideranças e de movimentos sociais órfãos de pai e mãe, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.  Como se já não fosse grande o bastante, a nau dos deserdados acaba de receber um reforço de peso: a Fundação Perseu Abramo, tentáculo do PT no mundo acadêmico. Em documento subscrito por mais seis entidades, a Fundação desancou a política “neoliberal” de Joaquim Levy. Mais um pouco chamaria Dilma de renegada.

De fato, a intelectualidade petista, ou o que dela restou, está em pé de guerra. O ex-porta-voz de Lula, André Singer, abriu suas baterias contra a atual política econômica, expondo as veias dilaceradas do PT. Segundo ele, em entrevista ao jornal O Globo, o partido de Lula vem sendo “obrigado a apoiar um programa de governo contra os trabalhadores”.

E isto em um “partido fundado para representar os trabalhadores e não para prejudicá-lo”. Ou dito de outra forma: segundo seus críticos de esquerda, a presidente deu as costas aos trabalhadores e faz um “movimento para recuperar a confiança da burguesia brasileira e do capitalismo internacional”.

Viver para crer.

As centrais sindicais também comungam desse sentimento de orfandade e divulgaram, nesta terça-feira, anúncio de uma página nos dois principais jornais de São Paulo para repudiar a fusão do Ministério do Trabalho e Emprego com o Ministério da Previdência. Pode ser que ela não aconteça, mas sua simples hipótese já é suficiente para fazer Getúlio Vargas, João Goulart e Brizola se revirarem em seus túmulos.

É neste terreno minado que a rainha vai largando seus filhos, um por um. Militantes com décadas e décadas na área da saúde são acometidos de intensa crise de urticária diante da possibilidade de a menina dos seus olhos, o Ministério da Saúde, cair nas mãos de um deputado como Manoel Júnior ou de outro parlamentar peemedebista do baixo clero e sem o mais leve compromisso com o Sistema Único de Saúde sacramentado pela Constituição-Cidadã de 1988.

Em nome da sobrevivência, tudo vale a pena, na ótica dilmista. Inclusive a degola sumária de antigos companheiros. O ministro da Saúde Arthur Chioro, petista histórico de intensa militância na área, foi demitido no melhor estilo vapt-vupt e por telefone. Não leva para casa sequer um muito obrigado da senhora presidente.

No rol dos sem pai e sem mãe estão também movimentos feministas e de direitos humanos e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, para não falar dos parlamentares petistas historicamente vinculados a esses setores. Isto explica, em boa medida, a diáspora petista, atualmente em curso.

O choro da esquerda abandonada tem explicação. Na época da fartura, o modelo adotado satisfazia a todos. Os beneficiários principais foram, claro, os empresários amigos do rei, ou da rainha, escolhidos a dedo para fazerem parte do seleto grupo de campeões.

Mas sobravam fatias menores para uma inclusão social não emancipadora e gordura suficiente para propiciar a cooptação de intelectuais, de centrais e de movimentos sociais. Esse modelo veio ao encontro de uma esquerda adepta, por tradição, da tutela do Estado e do paternalismo, marca que vem dos tempos de Getúlio Vargas, para não falar outras priscas eras.

Essa esquerda ignorou o quanto era insustentável o modelo. E fez vistas grossas aos desmandos éticos, pautando-se pelo velho e esfarrapado preceito de que “moral é o que serve à classe operária”.

Nesse particular os autores do documento da Fundação Perseu Abramo não fazem a menor restrição à conduta ética do PT. Muito ao contrário. Quando instado a dar sua opinião sobre a Operação Lava-Jato, um dos escribas saiu-se com a seguinte máxima: “Como filho de juiz, fico assustado com os procedimentos que estão sendo usados para torturar as pessoas e obter confissões”.

Sem comentários.

A farra do boi acabou. Não há mais como financiá-la. A própria presidente enterrou seu modelo, sem choro nem vela, na Assembleia da ONU. E, pelo jeito, foi a gota d’água para encher os potes de mágoa.*

(*) Hubert Alquéresé professor e membro do Conselho Estadual de Educação (SP), no blog do Noblat

 

E O BRASIL, Ó…

Dilma vai piorar a qualidade do seu governo para tentar se salvar

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Quem ganha com a reforma ministerial a ser anunciada pela presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira ou no dia seguinte?

Depende da resposta que você der à outra pergunta. A pergunta: Comparado com quê?

Se comparado com a situação que o governo vive desde janeiro último, ganha o governo e perdem todos os que a ele se opõem.

O governo balança, balança, mas não cai. Com a reforma, deixará de balançar. Ganhará alguns meses – ou semanas, nunca se sabe – de estabilidade.

A crise política esfriará. As atenções se concentrarão na crise econômica. Se o governo reformado não souber enfrenta-la com o mínimo de eficácia, aí, sim, a crise política esquentará outra vez.

Se comparado com a situação atual do PMDB, com a reforma ganha também o partido do vice-presidente Michel Temer. E por mais que Temer finja que nada teve a ver com a reforma, ele também ganha.

O PMDB sempre foi tratado como um aliado incômodo e de segunda classe pelo PT nos últimos 12 anos, por Lula no primeiro governo dele e por Dilma no primeiro governo dela.

Muda de status com a reforma, quer saia dela com seis ou com sete ministérios. Com seis porque passará a controlar o Ministério da Saúde, a joia mais preciosa do governo com o seu orçamento bilionário.

Com sete porque ganhará um ministério a mais do que tem hoje, aí incluído o da Saúde.

Dilma apostou que o PMDB não queria sair do governo, mas entrar mais um pouco – e acertou. Espera, em troca, que ele lhe dê os votos que precisa para não ser derrubada. A conferir mais adiante.

Comparado com a situação que tem hoje, o PT sairá perdendo com a reforma. Antes já sofrera um duro golpe com a conversão de Dilma à receita de Joaquim Levy para combater a crise econômica.

Levy e PT nada têm a ver.

Agora, perde o Ministério da Saúde, ministérios que serão extintos ou fundidos, e importância.

Sempre dirá que a presidente da República é dele. Sabe, porém, que ela se casou com ele por conveniência. Acrescente-se: e separação de corpos.

Comparado com a qualidade até aqui da equipe de ministros de Dilma, tudo indica que o país perderá com a qualidade da próxima. Na melhor das hipóteses, ficará na mesma

Por mendigar apoio, Dilma a soberba, a autossuficiente, a dona da verdade, a chefe centralizadora e desconfiada rendeu-se às pressões de todos os lados e entregou os anéis. Vale tudo para não cair.

Arthur Chioro tinha credenciais para ser Ministro da Saúde. Foi demitido por telefone e cederá o lugar a um sem credenciais do PMDB.

Aloizio Mercadante, da Casa Civil, é da cota pessoal de ministros de Dilma. Por teimar em mantê-lo, Dilma fez de Mercadante o símbolo mais forte de sua autonomia como presidente da República.

A autonomia desmoronou. Se ela não mudar de opinião nas próximas horas, entrará Jaques Wagner na vaga de Mercadante.

E Mercadante será deslocado para o Ministério da Educação, desalojando dali outro ministro da cota pessoal de Dilma.

Ela pensou em despachar o ministro Hélder Barbalho, da Pesca. Advertida por Lula, decidiu mantê-lo porque ele é filho de senador com deputada federal. Só por isso.

Quando estava para perder o mandato, o então presidente Fernando Collor fez uma reforma ambiciosa do seu ministério. Montou um novo governo com nomes de peso de vários partidos.

Não adiantou. Foi cassado.

Dilma espera ter melhor sorte do que ele.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

SEIS POR MEIA DÚZIA

Dilma cede a Lula, tira Mercadante e coloca Jaques Wagner na Casa Civil

Atual titular da Casa Civil vai para a Educação

Aldo Rebelo ocupará o Ministério da Defesa

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A presidente Dilma Rousseff cedeu ao seu antecessor e decidiu retirar o ministro Alozio Mercadante da Casa Civil. Para esse posto vai Jaques Wagner, atualmente ministro da Defesa.

Luiz Inácio Lula da Silva defendia de forma ostensiva a saída de Mercadante do Palácio do Planalto como forma de “distensionar” as relações do Poder Executivo com o Legislativo. Na Casa Civil, Mercadante acumulou muito poder e era visto como um interlocutor arestoso por vários deputados e senadores aliados ao governo.

Nessa troca, a Defesa ficará com Aldo Rebelo (PC do B), que sai da pasta da Ciência e Tecnologia. Já Aloizio Mercadante, que ficou sob forte bombardeio durante vários meses, será realocado para o Ministério da Educação, local que já ocupou durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Será necessário um esforço final do Planalto para convencer Mercadante aceitar o deslocamento para a Educação, pois o ministro pode se sentir diminuído, “andando para trás”, como ouviu o Blog de um petista que participou das conversas.

Embora Aldo Rebelo seja filiado a um partido de esquerda e que lutou contra a ditadura militar, ele é visto como político afável e com trânsito fácil nas Forças Armadas. O desejo de Dilma é que essa troca não produza ruídos nem crie problemas onde hoje não existem dificuldades operacionais para o governo.

Essas trocas foram confirmadas ao Blog por 2 ministros envolvidos nas negociações.

O Palácio do Planalto passará a ter uma trinca de ministros fortemente ligados ao ex-presidente Lula. Além de Wagner na Casa Civil, a articulação política ficará com o petista Ricardo Berzoini (que vai sair da pasta das Comunicações). E na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República já está e vai permanecer Edinho Silva, do PT de São Paulo.

Nunca, desde a 1ª vitória de Dilma em 2010, o Palácio do Planalto teve tantos lulistas em postos de comando.

No início deste ano de 2015, quando começou a se aprofundar a crise política, Dilma tinha como principais ministros no Planalto o deputado Pepe Vargas (do PT do Rio Grande do Sul) na função de articulador político, Miguel Rossetto (também petista gaúcho) na Secretaria Geral da Presidência, Thomas Traumann (jornalista de formação) chefiando a Secom –além de Aloizio Mercadante na Casa Civil.

Agora, a presidente terá apenas um dilmista roxo na sua equipe mais próxima: Giles Azevedo, atual assessor especial no Planalto e amigo dela desde o período em que ambos eram militantes do PDT no Rio Grande do Sul.

Giles atua ao lado de Ricardo Berzoini na articulação política. É uma espécie de “avatar de Dilma” durante negociações, oferecendo aos interlocutores, com sua presença, a garantia de que os pactos firmados estão de acordo com o que pensa a presidente da República.

SALDO POLÍTICO
Relatos de dentro do Palácio do Planalto dão conta de que Aloizio Mercadante não recebeu bem a decisão de Dilma de removê-lo da Casa Civil. O petista acha que a presidente está cometendo um erro, pois embora seu desempenho seja alvo de críticas, ele também argumenta desempenhar o papel de “anteparo” entre o meio político e a chefe do governo.

Jaques Wagner, na interpretação de Mercadante, não terá ânimo para funcionar como escudo da presidente –cuja administração ficará cada vez mais tutelada pelo lulismo e pelo PMDB, partido que está ampliando sua presença no governo.

Outro ministro que sai enfraquecido nesta reforma é o titular da Justiça, José Eduardo Cardozo, que também vinha sendo bombardeado por Lula nos bastidores nos últimos meses.

Cardozo tem dito a vários interlocutores que gostaria de sair do cargo para estudar no exterior (já sabe até para qual universidade iria, na Espanha). Permanece na função por fidelidade à presidente da República. Ele passa a ser um dos poucos ministros que têm proximidade com Dilma e que ocupa um cargo de relevância no governo.

Dos 29 ministros que vão ficar na administração federal (se for cumprida a meta de cortar 10 das 39 pastas atuais), poucos têm intimidade com Dilma.

Outro traço da nova composição da Esplanada é a presença preponderante do PMDB. O partido está hoje com 6 pastas e deve ficar com 7. A sétima cadeira deve ser a da Ciência e Tecnologia, a ser desocupada por Aldo Rebelo, que vai para a Defesa.

1ª CRISE A SER DEBELADA
Embora o anúncio oficial do ministério reformado esteja marcado para amanhã, 5ª feira (1º.out.2015), os novos indicados da área política já têm um desafio hoje: tentar conduzir o Congresso a realizar a sessão marcada para apreciar vetos presidenciais.

Entre os vetos há o que proíbe o aumento para servidores do Poder Judiciário. Esse aumento é uma medida considerada nociva ao ajuste fiscal em curso. É vital para o governo manter a decisão de não conceder o reajuste.

Ocorre que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não se entendem sobre o que deve ser colocado em pauta.

Renan quer apenas que a sessão desta 4ª feira (30.set.2015) retome a apreciação de vetos já iniciada na semana passada. Aí está incluído o veto ao aumento para os funcionários do Judiciário. O governo considera vital liquidar o assunto o quanto antes para sinalizar ao mercado a robustez do ajuste fiscal em curso.

Ocorre que Eduardo Cunha só concorda em fazer nesta 4ª feira a sessão do Congresso se Renan Calheiros incluir também na pauta de votação o veto presidencial –dado ontem– ao financiamento de empresas para campanhas políticas.*

(*) Blog do Fernando Rodrigues – UOL

A INCOMPETENTA ESTÁ BEM NA FITA

Popularidade da presidenteGestão Dilma é aprovada por 10% e reprovada por 69%, aponta Ibope

Com Dilma, governo tem a maior desaprovação desde 1986, diz Ibop

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A desaprovação do governo da presidente Dilma Rousseff chegou a 69% segundo pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada nesta quarta-feira (30).

O índice é o maior já registrado pelo instituto desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 1986. Em julho deste ano, o índice era de 68%.

Como a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível dizer que a desaprovação do governo subiu. O levantamento entrevistou 2.002 pessoas em 140 municípios e tem um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 21 de setembro.

Já a aprovação do governo Dilma chegou a 10%. Na pesquisa anterior, o índice era de 9%. Para 21%, o governo é regular, e 1% não souberam ou não quiseram opinar. A soma dá mais de 100% devido a arredondamentos.

O índice de aprovação é medido pelo percentual de entrevistados que avaliam o governo como “ótimo” ou “bom”. A reprovação é medida pelo percentual de entrevistados que avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo”.

O índice de aprovação mais baixo já registrado pela pesquisa foi de 7%, durante o governo de José Sarney, entre os meses de junho e julho de 1989.

A pesquisa CNI/Ibope também pesquisou o índice de aprovação da maneira de governar da presidente Dilma. Em julho, 15% dos entrevistados aprovaram a maneira como a presidente governa. Em setembro, este índice ficou em 14%. Já os que reprovam a forma de governar de Dilma, esse índice saiu de 83% em julho para 82% em setembro.

O índice de confiança na presidente Dilma variou um ponto percentual. Em julho, 78% dos entrevistados afirmavam não confiar na presidente. Em setembro, esse número chegou a 77%. Já o índice de entrevistados que afirmam confiar na presidente se manteve em 20% entre julho e setembro.

Crise no governo Dilma

Os baixos índices de popularidade da presidente Dilma são registrados em um momento em que ela encontra dificuldades no campo econômico e político. Na última terça-feira (29), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego no último trimestre chegou a 8,6%, maior índice para o período desde 2012.

No último dia 9, o governo ainda viu a agência de risco Standard & Poor’s rebaixar a nota e tirar o chamado “grau de investimento”.

No campo político, Dilma enfrenta dificuldades em aprovar as medidas do chamado ajuste fiscal como a criação de tributos como a CPMF. Para manter o apoio do PMDB, principal aliado do governo, Dilma deverá anunciar nos próximos dias uma reforma ministerial que tende a abrigar mais ministros do partido do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Ainda nesta quarta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve começar a análise de pedidos de abertura de processo de impeachment contra Dilma.

A oposição aguarda o posicionamento de Cunha em relação aos pedidos para, possivelmente, pedir que algum dos pedidos sejam avaliados pelo plenário da Câmara.

A presidente ainda enfrenta dificuldades junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No dia 20 de setembro, a corte recebeu um pedido de investigação contra o PT para apurar se o partido recebeu doações de campanha fruto do pagamento de propina.

Além dessa investigação, há outras quatro ações movidas pelo PSDB questionado a reeleição da presidente Dilma.*

(*) Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília

TERÇA-FEIRA, 29 DE SETEMBRO DE 2015

 Refugiada no palácio

A crise dos refugiados é terrível, e é terrível acarona

que os humanistas de butique pegam nela

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Dilma Rousseff afirmou que o Brasil está “de braços abertos” para receber refugiados de outros países. Coração de mãe é uma bênção. Chefiando um governo que não tem onde cair morto, fazendo a população de seu país comer o pão que o diabo amassou numa crise hedionda, a presidenta-mulher encontrou forças para seu aceno solidário ao mundo. A geopolítica das migrações não será mais a mesma depois do brado retumbante de Dilma. A sorte é que o mundo não sabe distinguir solidariedade de pedalada verbal.

Para os não iniciados, vale o esclarecimento: pedalada verbal é quando alguém fala alguma coisa para desviar a atenção de outra. A esperança da presidenta-mulher e de seus mandantes é que a plateia abobada se distraia mais um pouquinho com aquela conversa de coração valente, dando-lhes algum oxigênio extra para a sobrevida no palácio. Dilma discursou sobre os refugiados no 7 de Setembro, escreveu sobre os refugiados em artigo na imprensa, usou seu posto de chefe de Estado na Semana da Pátria para tratar dos refugiados no Oriente Médio. Se alguém na Síria ouviu esse apelo dramático, é capaz de atravessar o Mediterrâneo e o Atlântico a nado para alcançar a salvação petista. Chegando à praia, levará logo uma cravada da CPMF para saber onde está pisando.

Isso é tudo o que restou a Dilma e seu governo moribundo: demagogia sentimental e chantagem emocional. Mas não custa mandar o aviso aos refugiados de todo o planeta: o PT não é solidário nem com a mãe gentil. Depenou a economia popular sugando o patrimônio público e se refugiou no palácio. Quem tentou tirá-los de lá pelas vias normais (o voto) teve seus botes postos a pique por uma artilharia pesada – incluindo roubo da maior empresa nacional para financiar os truques eleitorais, segundo investigação da Operação Lava Jato. Tesoureiros e financiadores da Miss Solidariedade, prezados refugiados, já foram investigados e presos por tirar do povo para dar ao partido. O Brasil está de braços abertos e os brasileiros estão de mãos ao alto.

A crise dos refugiados é terrível, e é terrível a carona que os humanistas de butique pegam nela. A solução entoada pelos traficantes de bondade é fácil: Europa, abra as portas para todo mundo que quiser entrar! Deixe de ser egoísta e xenófoba, socorra os migrantes que estão morrendo no mar! Aliás, por que o mundo não pensou nisso antes? Todo ser humano que vive em dificuldade em seu país pobre e violento deveria se mudar para um país rico e pacífico. Pronto, tudo resolvido! E como fazer para que os mercados e as cidades europeias absorvam as populações deslocadas e a conta continue fechando, com bem-estar social para todos? Ora, se vira, seu capitalista selvagem!

Um dos primeiros países não europeus a anunciar que estava de portas abertas para os refugiados foi a… Venezuela. O companheiro Maduro talvez só fique devendo aos hóspedes o luxo de usar papel higiênico, mas essas necessidades primárias são facilmente substituíveis por uma boa cantilena chavista. Tanto na Venezuela quanto no Brasil, na Argentina, na Bolívia e em todos os países bonzinhos com o chapéu alheio, não existe esse problema neoliberal de fazer a conta fechar. A conta foi privatizada pelos companheiros, eles pedalam quanto quiserem para deixar os números lindos de morrer – e dessa cartola sem fundo fazem aparecer o que quiserem. Até bolsa refugiado.

Foi assim que o Brasil mandou pelos ares o tal grau de investimento, que os petistas informam que não tem a menor importância. Afinal, quem está preocupado com selo de bom pagador? O que importa é o selo de bom falador – capaz até de falar aos corações dos refugiados d’além-mar. Se faltar dinheiro, é só pedir para o Vaccari, ou para o Delúbio, ou para algum ajudante deles que não esteja em situação de xadrez. E, se ainda assim continuar faltando, não tem problema: é só meter a mão no bolso do brasileiro, esse ser pacato e compreensivo.

“As pessoas nem sentem”, comentou o petista José Guimarães, líder do governo na Câmara, sobre a recriação da CPMF. Mão leve é isso aí. E, se o Brasil não se importa com o bolso, melhor entregar logo as calças aos companheiros. Se mudar de ideia, a única saída é não aceitar mais mulher sapiens refugiada em palácio.*

(*) Guilherme Fiúza – Época

A INCOMPETENTA COM OS DIAS CONTADOS

Barômetro de Brasília: chances de impeachment de Dilma voltam a subir

Porém cenário mais provável ainda é o de a presidente resistir, enfraquecida, até 2018

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SÃO PAULO – As chances de a presidente Dilma Rousseff não completar seu segundo mandato aumentaram entre agosto e setembro, mas ainda não são suficientes para selar seu futuro. É o que mostra a terceira edição do Barômetro de Brasília, o indicador criado pelo O Financista para medir a pressão política no centro do poder. Na sondagem anterior, os cientistas políticos consultados apontaram 47,5% de possibilidade de interrupção do mandato. Agora, o percentual subiu para 50%.

Os 7 participantes desta rodada deram notas de 0 (nenhuma possibilidade) a 10 (certeza absoluta) para a possibilidade de Dilma não completar o segundo mandato. A nota média ficou em 5. Isto é, se fosse uma escala de 0% a 100%, as chances, hoje, estariam exatamente no meio do caminho.

É verdade que 50% quer dizer, em estatística, “pode ser que sim, pode ser que não” – a resposta mais aberta possível. Mas, convenhamos: quem consegue cravar, com absoluta certeza, o que acontecerá nos próximos meses? Por um lado, a alta de 2,5 pontos percentuais na possibilidade de Dilma sair, entre uma edição e outra do Barômetro de Brasília, reflete a maior disposição de Eduardo Cunha, presidente da Câmara, de encaminhar os pedidos de impeachment; o recrudescimento da crise econômica, com a perda do grau de investimento; e a maior articulação política da oposição, que lançou uma frente pró-impeachment.

(Arte: Renzo Fedri)

Por outro, apesar de todos os trancos e barrancos, parte das medidas do ajuste fiscal foi aprovada; os panelaços arrefeceram; as organizações que lideraram os protestos de rua do “Fora Dilma” perderam cartaz depois de mobilizar menos gente nas últimas manifestações. E, sobretudo, ainda não está claro quem ganharia com a saída de Dilma. “Não creio que haja vontade política e articulação em magnitude suficiente para que a queda de Dilma seja o cenário mais provável”, afirma o cientista político Ricardo Ribeiro, da consultoria MCM.

Um pouco melhor

Seu impedimento deveria ser, necessariamente, aprovado pelo Congresso. E, nesse ponto, a situação apresentada pelos 7 consultados lhe é desfavorável. Enquanto cresce, ainda que ligeiramente, a chance de Dilma sair, a presidente parece ter recuperado um pouco de terreno no Legislativo. Da segunda para a terceira edição do Barômetro, a nota média para esse item baixou de 7,0 para 6,07. A escala vai de 0 (influência total do Executivo sobre os parlamentares) a 10 (nenhuma influência). Ou seja, o ponteiro se moveu na direção favorável à presidente.

Isto porque a escala foi pensada para refletir a pressão sobre o Planalto. Quanto maior a nota, maior é a pressão sofrida pelo governo. Quanto menor a nota, menor a pressão e mais fácil a vida de Dilma. Com a esperada reforma ministerial que deve ser anunciada em breve, a presidente tentará recuperar terreno no Congresso, mas o resultado é incerto. “Dependendo do fatiamento dos ministérios, caso o PMDB continue dividido, o Executivo dificilmente passará algo no Congresso”, alerta Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp.

A recuperação de parte da influência sobre os parlamentares, contudo, não se refletiu sobre a capacidade geral de articulação política do Executivo, segundo os participantes desta edição do Barômetro. A nota subiu de 7 para 7,14, em uma escala de 0 (capacidade total de articulação) a 10 (absoluta incapacidade de articulação). Para Romano, os próximos dias serão decisivos para saber se Dilma conseguirá respaldo político que lhe permita governar. “Com a volta da presidente da ONU e com as propostas de reforma, será possível saber se ela contará com o PMDB e com o próprio PT”, afirma.

Sob pressão e admitindo que demorou para perceber a crise, Dilma mostrou-se mais disponível a uma das coisas de que menos gosta: negociar com políticos. Essa atitude pode lhe ser a garantia de permanência no Palácio do Planalto. “O Executivo parece ter se aberto ao diálogo, ainda que com dificuldades”, afirma o cientista político Paulo Silvino, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp). Ele lembra que, em busca de apoio, a presidente reuniu-se com os governadores, na esperança de que eles convençam os parlamentares a mudar de atitude. “Acredito que, no médio prazo, o quadro irá mudar”, diz, referindo-se à capacidade de Dilma reagir.

Se isto acontecerá, só mesmo lendo a próxima edição do Barômetro de Brasília. Participaram dessa rodada: Antônio Lavareda; Murillo de Aragão (Arko Advice); Paulo Silvino Ribeiro (Fespsp); Rafael Araújo (Fespsp); Ricardo Ribeiro (MCM Consultoria); Roberto Romano (Unicamp); e Vitor Oliveira (Pulso Público).*

(*) O Financista

INACREDITÁVEL – A VOLTA DA CENSURA

Deputados do PMDB querem censurar a internet e ler suas mensagens

Projetos ‘Big Brother’ tramitam na velocidade da luz na Câmara de Eduardo Cunha

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O relato abaixo vai lhe parecer coisa de ficção.  Mas não é.

A Câmara dos Deputados está tentando aprovar projetos de lei que vão intimidar eleitores que criticam os políticos na internet (quem nunca?), violando liberdades individuais, garantias constitucionais e o bom senso.

É uma inversão de valores que sabota a própria ideia de democracia, reforça a tentativa do Estado de dominar a sociedade, e cria um ‘Big Brother’ a serviço dos políticos e contra os cidadãos.

Cinco projetos de lei — tramitando na Câmara na velocidade da luz — aumentarão penas e, em alguns casos, podem transformar em crime hediondo ‘ofensas’ contra políticos na internet. A votação de um deles, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), será amanhã.

A autora do principal deles, o projeto de lei 1.589, de 2015, é a deputada Soraya Alencar dos Santos, do PMDB do Rio de Janeiro (um selo de qualidade, para quem conhece a política do Estado).

O projeto de Soraya reforma o Marco Civil da Internet para permitir que qualquer ‘autoridade competente’ — qualquer órgão público — possa requerer acesso aos dados de qualquer internauta, sem a necessidade de uma ordem judicial, como ocorre hoje.

Como se isto já não fosse arbitrariedade suficiente, o projeto prevê que a ‘autoridade’ poderá ter acesso também a todas as comunicações do usuário de internet, como as mensagens diretas trocadas no Facebook, Twitter e Whatsapp.

Eleita por Macaé, cidade petroleira do litoral do Rio de Janeiro, a deputada Soraya é desconhecida do Brasil, mas neste dia estava psicografando grandes nomes da História, como Josef Stálin, aquele grande democrata soviético, e J. Edgar Hoover, o poderoso chefe do FBI que invadia a intimidade de seus adversários.

Mas a deputada Soraya quer mais. Ela dobra a meta. Pela lei atual, ‘ofensas’ contra políticos — frequentemente verdades ditas sobre eles — só são investigadas e vão parar na Justiça se o ofendido for à delegacia prestar queixa. O projeto de Soraya acaba com esse incômodo — afinal, políticos como ela são pessoas ocupadas, que não podem perder tempo indo à delegacia.

Pelo projeto de lei, tanto a polícia quanto o Ministério Público poderão investigar qualquer ofensa na internet sem a necessidade de queixa prévia — ou seja, ficarão a serviço dos políticos, que assim poderão intimidar seus criticos na rede.

Para Ronaldo Lemos, professor de direito com doutorado pela USP e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, “trata-se da maior ameaça à liberdade de expressão que o País já sofreu em muitas décadas.”

O Marco Civil da Internet é uma legislação avançada, que protege a liberdade de expressão dos usuários da rede, e está em linha com as melhores leis sobre o assunto em vigor no mundo. Em matéria de internet, é ele que faz o Brasil ser diferente da Rússia, Turquia e Arábia Saudita, países onde o Poder Executivo tem — por lei — o direito de intervir em conteúdos na internet. No Brasil, o Marco Civil estabeleceu que apenas o Poder Judiciário pode autorizar alguém a tocar em conteúdos na internet – exatamente o que os projetos querem mudar.

Com qualquer busca no Google, você descobrirá que o maior opositor do Marco Civil ao longo de sua tramitação foi o deputado Eduardo Cunha, que chegou à presidência da Câmara em grande parte graças à sua ascendência sobre o PMDB fluminense. Os projetos atuais, que deformam o Marco Civil, parecem um acerto de contas.

Dos cinco projetos de lei em tramitação que tratam da proteção da honra dos políticos, quatro são do PMDB. Três destes projetos aumentam penas para as ‘ofensas’ na internet, e dois tratam do chamado ‘direito ao esquecimento.’  Esta é outra inovação interessante, que atende bem aos políticos, e presta um desserviço à democracia. Se o ‘direito ao esquecimento’ for aprovado, permitirá ao político incomodado com análises criticas sobre sua ética ou performance exigir que estes comentários sejam retirados do ar.  Simples assim.  (É uma versão contemporânea do que os soviéticos faziam, removendo das fotos os membros do regime que caíam em desgraça.)

Ainda que muitos desses projetos sejam o produto de deputados inexpressivos e de mentalidade provinciana — se não de má fé — e ainda que muitos possam ser enterrados pelo Senado (onde repousa a reserva de sanidade da classe política), eles revelam uma agenda oculta de setores específicos que tentam subordinar o cidadão a seus interesses mais particulares. O que estes políticos têm a esconder? Por que temem tanto a voz dos eleitores nos sites e nas redes sociais?

Nos últimos anos, o brasileiro perdeu a estabilidade econômica e precisou ter estômago forte para digerir as revelações da Lava Jato.

Mas o brasileiro não precisa perder mais essa.

Os eleitores do Rio de Janeiro podem ligar para a deputada Soraya — telefone do gabinete: (61) 3215-5352 — pedindo que ela explique para quem trabalha: para os eleitores ou para seus colegas de Câmara.

Qualquer brasileiro pode, ainda, assinar uma petição da Avaaz mostrando aos políticos quem é que trabalha para quem.

Talvez assim dê para garantir que, apesar de estarmos ‘quebrados’ e desiludidos, possamos (pelo menos) continuar reclamando de tudo isto que está aí.

***

Abaixo, os links para os projetos de lei em questão:

PL 215/2015, do Deputado Hildo Rocha (PMDB/MA)

PL 1676/2015, do Deputado Vital do Rego (PMDB/PB)

PL 7881/2014, do Deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ)*

(*) Geraldo Samor – Veja.com

O RESPONSÁVEL PELA TRAGÉDIA

Lula vai a TV para mascarar a guerra fria de guerra quente: não se iluda…

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O Partido dos Trabalhadores vai exibir, nesta terça-feira (29) e na quinta-feira (1º de outubro), duas inserções em rede nacional de rádio e televisão. Lula vai ser a estrela.

O PT vai acusar os opositores pela crise.

“Uma pergunta para todos os brasileiros: os políticos que querem desestabilizar o governo estão pensando no bem do País ou em si mesmos? Estão interessados em beneficiar a população ou só querem tirar proveito da crise?”, consta do video.

Lula vai disparar: “Pensem comigo: um País que em apenas 12 anos saiu do Mapa da Fome da ONU, colocou mais de 40 milhões de brasileiros na classe média, bateu recordes na geração de empregos e fez programas como Minha Casa, Minha Vida, o Prouni e o Fies, é capaz de vencer qualquer crise”.

Seguem o videos que irão ao ar:

https://www.youtube.com/watch?t=5&v=QTggDQUrCBI

https://www.youtube.com/watch?v=tW74UbQ4jN0

Ao ir ao ataque contra os opositores, Lula volta ao campo de batalha tentando dar uma ideia de guerra quente.

Mas o país vive uma guerra fria.

Coube ao inimigo figadal de Jean Paul Sartre, o conservador Raymond Aron, dar a melhor definição do que foi a Guerra Fria: “Um período em que a guerra era improvável, mas a paz era impossível”.

É isso que o Brasil vive.

Lula vai à TV exibindo uma polarização ostensiva, para dar a ideia de que ele é o polo ativo de uma guerra quente.

Cascata.

A guerra fria do PT é escondida dos olhos da população: é feita entre os ministros do STF nomeados por Lula e Dilma (que fatiaram a Lava Jato); é feita por assessores de advogados que defendem petroleiros, e vivem ora a distribuir dossiês contra Michel Temer (que por sua vez,  pleonasmicamente, reage nas trevas, daí o seu mais recente apelido, “Blá, Blá, Blá”, em homenagem à onomatopeia do vampiro-pai de Hotel Transilvânia…).

A guerra fria do PT é feita sobretudo pela colunista que vaza diariamente as porradas no PT. A saber: jornalistas procuram assessores de petroleiros para ouvirem o outro lado, em contraponto aos ataques. Os assessores repassam para a colunista: esta publica, para esvaziar o ataque, naquilo que se chama na Guerra Fria de “vazamento controlado”.

Não se iluda com Lula dando a cara: vamos chegar ao fundo do poço sem encontrarmos petróleo. Lula dará a cara para mascarar a guerra fria e suja que ele alimenta: contando ou com togados nomeados pelo PT, ou com jornalistas alimentados para aliviar a tensão ora corrente com seus “vazamentos controlados”.*

(*) Blog do Claudio Tognolli