CANALHAS JURAMENTADOS

Demorou por quê?

BRASÍLIA – O Datafolha revela: a maioria dos brasileiros acredita que Lula foi favorecido por empreiteiras em obras feitas em dois imóveis ligados ao ex-presidente e familiares.

A cúpula petista reage: os brasileiros foram levados a acreditar nesta história por causa de uma campanha da mídia e do Ministério Público contra seu líder supremo.

Bem, primeiro, de fato nem o tríplex do Guarujá nem o sítio em Atibaia estão no nome do petista. Agora, uma perguntinha: por que Lula demorou tanto em dar explicações?

Elas passaram a ser concedidas apenas depois que vieram a público fatos ligando o ex-presidente e empreiteiras a obras e serviços executados tanto no sítio como no tríplex.

A sensação é de que, não fossem as investigações, tudo ficaria escondido. No mínimo, são presentinhos e agrados dados ou que seriam dados a um ex-presidente por empresas que lucraram em seu governo.

Algo que o velho PT jamais aceitaria, mas o novo faz que não vê. E que sonha, para afastar este pesadelo do caminho, com o mundo mágico criado pelo marqueteiro João Santana na campanha de 2014.

Os petistas parecem não lembrar que, passada a eleição, a ilusão inventada pelo marqueteiro desmanchou-se no ar porque seu próprio governo havia quebrado o Tesouro e destruído a política econômica.

Mesmo assim o PT faz festa de aniversário num momento que demanda penitência e pressiona por mais uma aventura populista na economia para salvar sua própria pele.

Por falar no marqueteiro, preso em Curitiba, ele levou R$ 88,9 milhões para satanizar adversários e criar um Brasil ilusório. A PF suspeita que foi mais, e no caixa dois. O governo nega e diz que a conta salgada é prova de que tudo foi legal.

Seja como for, nunca uma ilusão custou tão caro ao país. Custou milhares de empregos e anos de forte retração da economia. Até o PT deveria estar arrependido do que pagou. Se não pagou bem mais.

O CONDESTÁVEL DO ACARAJÉ

João Santana: mais que um marqueteiro

Por dez anos, ele uniu o poder de responsável pela imagem dos governos do PT com o de conselheiro de Dilma Rousseff

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Na noite de 1o de setembro de 2014, toda a cúpula de comando da campanha de Dilma Rousseff à reeleição sentou-se à mesa para jantar no hotel Unique, em São Paulo, após o debate no SBT. Era claro a todos àquela altura que Marina Silva representava um perigo. Empurrada pela comoção da morte de Eduardo Campos, a candidata do PSB suplantara o tucano Aécio Neves e aparecia até mesmo à frente de Dilma nas simulações para o segundo turno. Na frente de Dilma, Lula, do ex-ministro Franklin Martins e do ministro Aloizio Mercadante, João Santana avisou que era preciso antecipar as dificuldades futuras. “Nessa toada, a gente perde no segundo turno”, disse. Era hora de atacar Marina com vigor, estancar sua subida. João ganhou carta branca. Trabalhou naquela noite e, no dia seguinte, tinha os comerciais para rachar o mito Marina. Dilma, Lula e o PT confiavam tanto em João Santana que as peças não seguiram o rito normal dos testes prévios em pesquisas qualitativas. Foram direto ao ar. Após dias de pancadaria forte das peças, Marina murchou.

João Santana construiu, desde 2006, uma carreira muito maior que a do marqueteiro vencedor de eleições. Ganhou a confiança e atingiu a condição de dono da imagem do PT e do governo. Tornou-se conselheiro de uma presidente que não ouve quase ninguém. Dilma recorria a Santana quando havia alguma iniciativa de governo que precisava ser batizada ou embalada para o público. Em 2013, a reclusa Dilma passou a frequentar mais eventos e, sempre que podia, a tirar fotos com mulheres e crianças. Não era instinto, mas conselho de João Santana, para suavizar sua imagem para a campanha eleitoral. As conversas entre os dois eram frequentes até a reeleição. Nunca ocorreram no Palácio do Planalto, mas em almoços no Palácio da Alvorada, a residência oficial, resguardada de curiosidades. Em 2013 e 2014, periodicamente Santana ia a Brasília para conversas com Dilma no Alvorada.

Tal proximidade não passa despercebida no mundo político. Entre as mensagens apreendidas pela Polícia Federal na semana passada, aparece um longo e-mail no qual o ex-ministro Mangabeira Unger pede ajuda a Santana para falar com Dilma. “Você tem como dar um empurrão para eu falar com a PR?”, diz Mangabeira. Em outra mensagem, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, repassa dados da CPMF e menciona uma campanha sobre as Olimpíadas. “João, tudo bem? Estou mandando material da CPMF”, diz Edinho. “A Presidenta pediu que eu ouvisse sua opinião sobre o que seria uma campanha para as Olimpíadas (…) Aguardo sua opinião.”

Uma enrascada da qual o PT não conseguiu se livrar abriu todo esse espaço a João Santana. Duda Mendonça, o marqueteiro de Lula e do PT, foi abraçado pelo escândalo do mensalão em 2005. Teve de confessar ter recebido dinheiro de caixa dois no exterior. Escapou da prisão, mas saiu de cena. Convidado pelos então ministros Antonio Palocci e Gilberto Carvalho para substituí-lo, João Santana aportou em Brasília e articulou uma bem-sucedida reviravolta publicitária, na qual o governo Lula e as conquistas sociais eram umbilicalmente associadas. Deu certo.

Quem quer um marqueteiro técnico, que analisa números e pesquisas para planejar estratégias, não deve procurar João Santana. Ele é um profissional mais instintivo, com facilidade para captar uma ideia e criar slogans, nomes, uma embalagem. São de sua lavra, por exemplo, nomes como Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos, dois dos mais conhecidos programas do governo petista.

A expansão de sua influência no PT – e, agora sabe-se, a proximidade com a construtora Odebrecht – levou Santana a fazer campanhas no exterior. Começou com a eleição de Mauricio Funes, em El Salvador, em 2009. Depois disso, elegeu mais cinco presidentes estrangeiros: Danilo Medina, na República Dominicana, em 2012; Hugo Chávez, na Venezuela, em 2012; José Eduardo dos Santos, em Angola, em 2012; e Nicolás Maduro, na Venezuela, em 2013. Perdeu uma eleição, no Panamá, com José Domingos Arias. Depois da campanha de 2014, João Santana sumiu do Brasil. Não voltou nem para a segunda posse de Dilma. Enviou o discurso, escrito com Sandra Brandão, reduzido no Palácio do Planalto por estar um pouco longo. João só reapareceu em 2015, para fazer o programa do PT, em março, aquele que foi recebido com panelaços em algumas capitais enquanto Dilma e Lula recitavam na TV os textos escritos por ele.*

(*) LEANDRO LOYOLA – ÉPOCA

SALVE-SE QUEM PUDER

Lula prioriza sua defesa e a do PT e vê Dilma em 2º plano

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No momento de maior afastamento da presidente Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva fez chegar à sucessora o recado de que pretende se concentrar em sua defesa pessoal e na reconstrução da imagem do PT, deixando em segundo plano a advocacia do governo.

Um dos principais interlocutores de Lula dentro do Planalto, o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) viajou a São Paulo na terça (23) para ouvir os recados do ex-presidente.

O movimento de Lula foi acompanhado já na semana passada pelo seu partido, que fez duras críticas à aprovação, com apoio do Planalto, de um projeto no Senado que diminui o peso da Petrobras na exploração do pré-sal.

Além disso, o Diretório Nacional do PT aprovou texto rejeitando o ajuste fiscal e pedindo a volta de políticas dos anos Lula no poder, como estímulo ao crédito, para tentar reanimar a economia.

Dilma, por sinal, não compareceu ao encontro partidário neste sábado (27). Para tentar amainar o clima, o entorno dilmista quer viabilizar um encontro entre os dois nesta semana, mas até o domingo (28) a posição oficial do Instituto Lula era de que isso não deveria acontecer.

Não é a primeira vez que Lula envia esse tipo de sinal, mas o momento é considerado o de maior fissura entre os dois. Contra a ideia de um rompimento formal há a avaliação de que um naufrágio do governo da sucessora invariavelmente afetaria Lula.

No cálculo de Lula, apurado com aliados, ele havia estipulado junho como prazo final para avaliar sua situação política, a do governo e a do partido. A partir daí, decidiria sobre a a candidatura à Presidência em 2018.

Além da má avaliação do governo Dilma, pesa contra Lula o fato de sua imagem pessoal estar comprometida. Ele é investigado por suposto tráfico de influência para empreiteiras no exterior e por causa do tríplex no Guarujá (SP) e do sítio em Atibaia (SP).

Lula nega as acusações e diz que há setores da mídia e do Judiciário buscando “criminalizá-lo”. Por isso, diz, é preciso se concentrar em uma linha de defesa mais precisa.

O plano original de Lula, porém, foi suspenso com as novas medidas de ajuste fiscal e com a prisão do marqueteiro João Santana, que trabalhou na sua reeleição, em 2006, e nas duas campanhas de Dilma, em 2010 e 2014.

Segundo a Folha apurou, Lula classificou como “pífias” as primeiras propostas do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, outrora aliado.

Segundo Lula diz a aliados, Dilma, que chegou ao PT em 2001, não está comprometida com o projeto partidário.

Os dois têm conversado cada vez menos e, segundo relatos, as últimas reuniões foram “protocolares”. Lula reclama que Dilma ouve suas sugestões, mas não faz nada.

Como oferta de trégua, o ex-presidente insiste em ter a cabeça de José Eduardo Cardozo (Justiça). Para Lula, ele é o responsável pelo avanço das investigações ao coração do PT e do Planalto por não controlar a Polícia Federal.

No sábado, o ex-presidente disse em discurso em festa do PT ter recebido a informação de que terá seus sigilos bancário, telefônico e fiscal quebrados.

Lula é alvo de investigações em Brasília, São Paulo e em Curitiba. Procuradores negam já ter formulado pedidos de quebra de sigilos dele. Sob anonimato, um investigador diz que, ao dar a declaração, o petista busca se vitimizar aos olhos da opinião pública.*

(*)MARINA DIAS, DE BRASÍLIA –  Colaborou GRACILIANO ROCHA, de São Paulo -FOLHA DE SÃO PAULO

ESTÃO CHEGANDO LÁ…

Instituto Lula entrou em pânico domingo à noite
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Assessores do Instituto Lula entraram em pânico no domingo à noite, acreditando que hoje seriam alvo de uma operação da Polícia Federal.
Assessores acionaram petistas de diferentes estados por meio do WhatsApp afirmando que hoje a PF faria uma busca e apreensão na sede do instituto.
Nas mensagens, pediam que a militância estivesse preparada desde cedo para reagir à “tentativa de criminalização do presidente Lula”.
Não foi dessa vez.*
(* ) GUILHERME AMADO – O GLOBO

A MÁSCARA CAIU

Cresce rejeição ao ex-presidente Lula, aponta Datafolha

Segundo pesquisa, 49% dos eleitores não votariam no petista em 2018

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SÃO PAULO – Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha revela que cresceu a rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento divugado nesta segunda-feira, 49% dos eleitores declararam que não votam de jeito nenhum em Lula em 2018. Em novembro do ano passado, essa opinião era de 47% do eleitorado. Em dezembro, subiu um ponto, passando para 48%.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) é o segundo em rejeição, com 23%. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) aparece com 21%.

Em quatro cenários eleitorais pesquisados, onde os entrevistados responderam em quem votariam para presidente da República, Aécio Neves lidera com 24%. Lula (PT) e Marina Silva (Rede) empatam tecnicamente, com 20% e 19%, respectivamente. Na pesquisa anterior do Datafolha, Aécio estava com 27%.

Já num cenário com o também tucano Geraldo Alckmin, quem lidera é Marina Silva, com 23%. O ex-presidente tem 20% enquanto atual governador de São Paulo, 12%.

O levantamento foi realizado nos dias 24 e 25 de fevereiro, em 171 municípios, com 2.768 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No sábado, outra pesquisa do instituto mostrou que a maior parte dos brasileiros acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi beneficiado por construtoras na reforma de um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e também pelas benfeitorias realizadas em um sítio em Atibaia (SP). Para os entrevistados, em troca desses favores, as companhias teriam recebido ajuda do ex-presidente.*

(*) O Globo

(*)

LULA ESTÁ SITIADO

Saída de Cardozo não alivia situação de Lula e de outros investigados

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O ex-presidente Lula e os petistas que levaram José Eduardo Cardozo a decidir pelo pedido de demissão estão enganados se acham que com a saída do ministro vão conseguir algum tipo de vistas grossas por parte da Polícia Federal a irregularidades que estão sendo investigadas.

Em primeiro lugar, é praticamente impossível ao ministro da Justiça controlar o que a Polícia Federal faz. Em segundo, as investigações são feitas também pelo Ministério Público, sobre o qual o ministro da Justiça não tem nenhuma influência. É só observar a força-tarefa da Operação Lava Jato. Boa parte dela é constituída por procuradores de Justiça, que formam um time de investigadores junto com os delegados da PF.

No caso específico de Lula, a investigação que apura se ele praticou tráfico de influência ao defender o interesse de empreiteiras no Exterior é feita pelo MP.

Tanto Lula quanto boa parte do PT atribuem a Cardozo “corpo mole” diante das investidas da Polícia Federal contra petistas suspeitos de participação em irregularidades e atos de corrupção.

Em resumo, na visão deles Cardozo não estaria cumprindo a contento a tarefa de controlar as investigações da PF. Daí, as críticas cada vez mais fortes ao ministro, como as feitas durante o final de semana na festa de aniversário dos 36 anos do PT.

Quando Lula e o PT fazem pressão para que o ministro da Justiça – seja ele Cardozo ou quem vier a substituí-lo – tente controlar as investigações da Polícia Federal, no mínimo estão sugerindo que seja cometido o crime de prevaricação. Isso é grave. Como dizem os políticos, poderá ser um tiro no pé.*

(*)  João Domingos – Estadão

CAI O ÚLTIMO DOS TRÊS PORQUINHOS

Cardozo vai para a AGU e procurador assume Ministério da Justiça

Petista é atualmente o ministro mais próximo de Dilma e ela quer preservá-lo no núcleo de decisões do governo

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Rio – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai ocupar a Advocacia Geral da União (AGU), substituindo Lus Inácio Adams. Para o lugar de Cardozo irá Wellington César, ex-procurador-geral de Justiça da Bahia.

A presidente Dilma Rousseff ficou contrariada com o vazamento da notícia sobre a saída de Cardozo porque a deixou sem margem de manobra para evitar que ele deixasse o Ministério da Justiça. Cardozo decidiu entregar o cargo por causa da pressão do PT, que aumentou depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou alvo das investigações da Operação Lava Jato.

Cardozo é atualmente o ministro mais próximo de Dilma e ela quer preservá-lo no núcleo de decisões do governo. O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, indicou Wellington Cesar para o lugar de Cardozo na Justiça.

A decisão de Cardozo de entregar o cargo foi tomada neste domingo. A amigos, ele confidenciou não suportar mais a pressão do PT, seu partido, agravada depois que a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, passou a investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. *

(*) VERA ROSA, ENVIADA ESPECIAL – O ESTADO DE S. PAULO

E O OSCAR VAI PARA…

Franklin Martins custa caro

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A TV Brasil, criada por Franklin Martins, custou 6 bilhões de reais.
E tem 0,14 ponto no Ibope.
Diz o UOL:
“O canal tem inclusão obrigatória em todas as operadoras do país e, ainda assim, amarga hoje o 41º lugar de audiência.
A TV Brasil tem menos audiência que emissoras de TVs centenas de vezes menos custosas, como Rede Vida (40º), TV Aparecida (39º) ou TV Cultura (30º)”.*

(*) O Antagonista