BANDIDOS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS

STF mantém a decisão de tirar os processos sobre Lula de Sérgio Moro

Com a decisão, a parte da investigação que envolve Lula continuará no STF e não poderá ser conduzida por Moro

Maioria do ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (31/3), que os processos da Operação Lava-Jato que tenham o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sejam apreciados pelo STF e não mais pela Justiça Federal, especificamente o juiz Sérgio Moro.

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Na abertura da sessão, o ministro Teori Zavascki lembrou os ministros que cabe apenas ao STF decidir sobre o desmembramento das investigações de autoridades que tenham o foro privilegiado, isso porque parte das ligações de Lula são com conversas com a presidente Dilma Rousseff. “A comunicação entre a presidente da República é um questão de segurança nacional”, disse o Teori, durante  leitura do seu voto.

Ainda segundo o voto de Teori, há sim nos grampos que envolvem o ex-presidente declarações para obter auxílio para influenciar membros do governo, no entanto, “isso não significa que essas vantagens tenham acontecido”. Teori criticou o modo como as ligações foram divulgadas, sem análise prévia, e disse que são “irreversíveis os efeitos da divulgação” dos grampos.

Tanto os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski acompanharam o voto do relator. Segundo Fachin, todos os procedimentos já estão em análise pelo STF e que cabe ao Supremo julgar o mérito e o andamento dos procedimentos.

Marco Aurélio de Melo também acompanhou o voto de Zavascki e, em seu voto, disse que o artigo da Constituição brasileira diz que só se pode quebrar dados para efeito específico e em sigilo. “A divulgação das conversas colocou mais fogo em uma fogueria que já estava alta”, disse.

Até o momento, apenas Luiz Fux não acompanhou o voto do relator. Segundo ele, as gravações não têm nenhuma ligação com a presidente, mas que “foi surpreendida a fala da presidente, que não estava sendo investigada”.

Defesa
Antes dos votos dos representantes do STF, o ministro José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, fez um “morde e assopra” com relação à atitude de Sérgio Moro. Segundo Cardozo, Moro “presta bons e inegáveis serviços, sendo um magistrado culto e abnegado”. Porém, “houve uma clara ofensa à União nas ações dele”, complementou. Ainda de acordo com o advogado-geral da União, houve uma violação manifesta a outros princípicos constitucionais.*

(*) Correio Braziliense

E NUM PAÍS ADERNADO…

Sete lições da Lava-Jato

As transformações do Brasil decorrentes do julgamento do mensalão e agora da Operação Lava-Jato lança sete lições para a necessária mudança da cultura política no Brasil

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Desde o julgamento pelo STF do mensalão (Ação Penal 470), de agosto de 2012 a março de 2014, acerca do esquema de corrupção na compra de votos de parlamentares, resultando na inédita prisão de líderes políticos, parlamentares e banqueiros, o Brasil passa por uma profunda transformação pautada pela independência do Judiciário e pela consolidação do Estado de Direito — e de sua máxima “ninguém está acima da lei”.

Após o mensalão, a Operação Lava-Jato, em dois anos de atuação, compreendeu investigações que levaram, até o momento, a 93 condenações (por crimes de corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de ativos), 49 acordos de delação premiada, cinco acordos de leniência com empresas e à devolução aos cofres públicos de R$ 2,9 bilhões pelos investigados, bem como a repatriação de R$ 659 milhões, mediante 97 pedidos de cooperação internacional. O total de ressarcimento pedido pelo Ministério Público Federal a empreiteiras e ex-diretores da Petrobras alcança R$ 21,8 bilhões. Uma vez mais, o sucesso e a eficácia da Lava-Jato — tal como ocorreu no mensalão — estão condicionados à independência judicial e ao fortalecimento do Estado de Direito; eis que a lei passa também a incidir no — até então, intocável e impenetrável — poderio econômico e político. Note-se que, neste ano, o Brasil caiu sete posições no ranking de corrupção da Transparência Internacional, da 69ª a 76ª posição — a maior queda entre os 168 estados pesquisados.

O balanço destas profundas transformações do Brasil decorrentes do julgamento do mensalão e agora da Operação Lava-Jato lança sete lições para a necessária mudança da cultura política no Brasil:

1) Assegurar o pluralismo político, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, o respeito e a tolerância, por meio do diálogo livre e desarmado, com pleno respeito às posições diversas, superando a temerária e nociva polarização do “eu” versus “o outro”, a compor um antagonismo binário intolerante;

2) garantir o diálogo pacífico, em que as mais diferentes vozes tenham escuta, sem o recurso à violência, lembrando que no Estado de Direito a força do direito deve sempre prevalecer em detrimento do direito da força;

3) combater a corrupção, com eficácia, não seletividade e independência institucional, com estrita observância à legalidade e aos direitos e garantias constitucionais, já que na democracia jamais os fins justificam os meios — os meios sempre importam, requerendo um componente democrático;

4) aprimorar os mecanismos de transparência e accountability como instrumentos essenciais à democracia, que demanda transparência e publicidade, não sendo compatível com a opacidade do poder;

5) fortalecer a sociedade civil e sua capacidade reivindicatória, com incessante e obstinada vigilância do regime democrático, prosseguindo com sua pauta de demandas por ética na política — há que se aprender com o insucesso do caso italiano, em que a ascensão de Berlusconi se deu justamente com a descontinuidade da Operação Mãos Limpas, cujo apoio popular teve vida curta, sob a certeza que não é sustentável apenas a “revolução dos juízes”;

6) fortalecer a institucionalidade democrática, com a capacidade de evitar que a conduta antiética de integrantes de uma instituição (como o Parlamento), ainda que em um universo expressivo, jamais comprometa a integridade da instituição — o que alimentaria a nefasta tradição caudilhista da região latino-americana, quando um único líder se vê depositário da imensa frustração popular (o que levou ao desastroso “berlusconismo” na experiência italiana, fruto do fracasso da operação anticorrupção Mãos Limpas, gerando ainda uma forma mais sofisticada de corrupção, difusa e de difícil combate);

7) lutar pela tríade Estado de Direito, democracia e direitos humanos, mediante um pacto suprapartidário republicano, com uma agenda propositiva de reformas envolvendo a necessária e tão aguardada reforma política (com a redução da influência do poderio econômico nas eleições); a maior transparência na gestão da coisa pública com o pleno direito ao acesso à informação; o controle social dos poderes públicos; o fim do foro privilegiado por ser instituto incompatível com o Estado Democrático de Direito; dentre outras relevantes medidas.

No atual momento, contudo, o maior desafio é buscar serenidade, equilíbrio e lucidez como condição, requisito e pressuposto para o amadurecimento democrático e para a necessária mudança da cultura política do Brasil, na luta por maior transparência, ética, accountability, controle público e fortalecimento das instituições democráticas.*

(*) Flávia Piovesan, O Globo

ESTÁ DIFÍCIL DE LEVAR…

Tem que passar a Lava-Jato

Os canais políticos tradicionais estão entupidos,
não se comunicam com o pessoal das manifestações

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Tem uma conversa esquisita rolando em meios empresariais e políticos. Envolve figuras conhecidas do mundo econômico — alguns diretamente apanhados na Lava-Jato, outros com medo e outros assustados com a paralisia do negócios. Conversam com lideranças políticas tradicionais.

O que querem?

Não sabem exatamente. Quer dizer, muitos sabem perfeitamente: dar um jeito de brecar ou pelo menos diminuir a velocidade e o alcance da Lava- Jato. O que não sabem é como articular isso parecendo que estão querendo outra coisa.

Assim, fala-se em um grande acordo nacional, um governo de união para superar a crise. Até algum tempo atrás, meses, muitos empresários e políticos achavam que tudo poderia começar com uma boa conversa entre FHC e Lula. Diziam que a crise era uma ameaça para “todo mundo”, de modo que era melhor que “todos” se entendessem antes.

Não podia dar certo. Não é “todo mundo” que está sob ameaça. Lula, Dilma, o PT e associados estão. Muitos grandes empresários também.

Mas FHC — e tudo o que representa, de autoridade política e moral — está fora disso.

Queriam, portanto, que FHC entrasse como o avalista, o garantidor desse grande acordo. Claro, o tucano não caiu nessa jogada.

Mas ainda há poucas semanas, a presidente Dilma achou que tinha uma chance. Mandou recados a FHC sugerindo uma conversa, ainda que reservada. O tucano declinou. A marcha do impeachment acelerava.

Convém lembrar que FHC foi contra quando saíram os primeiros movimentos pró-impeachment, lá no início do ano passado. Achava que seria um processo difícil e doloroso, de modo que lhe parecia mais apropriado que a história seguisse seu curso, e o governo petista fosse afastado nas eleições de 2018. Muita gente na oposição formal pensava assim.

Duas coisas mudaram o quadro: o aprofundamento da recessão e o avanço da Lava-Jato. A recessão liquidou com a popularidade do governo — 69% de ruim e péssimo, sendo espantosos 54% de péssimo contra ridículos 2% de ótimo, segundo o último Ibope. A Lava-Jato acabou com Lula, Dilma, PT e associados.

Não é que a oposição decidiu-se pelo impeachment. O processo tornou-se um ser autônomo, empurrado pela maioria da sociedade representada nas grandes manifestações.

Aliás, aquela inviável tentativa de um acordo nacional deixava de fora o principal ator do momento, o pessoal das manifestações.

Na outra ponta, Lula radicalizava para voltar às suas origens, as bases sindicais e os movimentos sociais organizados.

E a Lava-Jato pegando um por um.

Nesse quadro, os senhores estão propondo mesmo qual acordo? — foi o que os diversos interlocutores ouviram de FHC. Ou ainda: “Já combinaram com os russos?” Russos? É, os de Curitiba.

Então ficamos assim: o governo Dilma está acabado. Lula corre o risco efetivo de ser preso. Certamente, será condenado no mínimo pelo que já se sabe — o recebimento de vantagens indevidas —, no máximo pelo que a Lava-Jato já sabe e ainda não contou.

Delações premiadas que estão por aparecer são demolidoras. A recessão avança, e tudo que o governo tenta fazer para escapar do impeachment, distribuindo dinheiro e empréstimos, só piora as coisas.

E os canais políticos tradicionais estão entupidos, não se comunicam com o pessoal das manifestações. Esse pessoal não é novo e não quer simplesmente o “Fora PT”.

Há muito tempo, andando pelo país, tenho encontrado uma geração de brasileiros que não quer mamar nas tetas do Estado; acha que o governo não cabe no país; acha que a iniciativa privada é que cria riquezas; e por aí vai.

Podem chamar de agenda liberal, neoliberal, conservadora, o que seja. Mas esse pessoal entendeu que a Lava-Jato não está apenas apanhando um bando de ladrões. Está revelando as entranhas de um arranjo político que funcionou durante anos beneficiando uma turma que não é o povo.

Encontra-se esse pessoal novo tanto no Matopiba — se não sabem o que é, estão por fora — quanto em uma reunião de microempreendedores em Manaus ou em Maringá. É animador.

Mas antes temos o andamento da crise. Não tem “acordo nacional” antes que o ambiente seja depurado, antes que passe a Lava-Jato. Um futuro governo Temer terá que passar pelo teste.

Tem jeito?

Sempre tem. Não é verdade que “todo mundo” está na roubalheira, que são todos aproveitadores.

Também não é verdade que a crise seja insolúvel. Lembram-se do governo Itamar Franco? Teve três ministros da Fazenda nos primeiros sete meses. Só começou a sair do buraco quando Fernando Henrique Cardoso foi nomeado ministro da Fazenda em maio de 1993, passando a agir como primeiro-ministro de fato.

Naquele ano, a inflação foi de 2.477,15% (notaram a precisão das duas casas depois da vírgula?). Em 94, FHC implantou o Real, e o país mudou para muito melhor.

Hoje, dos seus 85 anos, FHC conversa, sugere caminhos. Mas não pode voltar à cena principal. Quem seria o novo?*

(*) Carlos Alberto Sardenberg, O Globo

IRRELEVÂNCIA NO PIB GLOBAL

Participação do PIB do Brasil na economia mundial cairá para 1,6% em 2017, diz The Economist

Participação do Brasil no PIB mundial encolheu de 4,1% em 2011 para 2,2% em 2015

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SÃO PAULO – A participação do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil no PIB mundial encolheu de 4,1% em 2011 para 2,2% em 2015, e a participação deve diminuir ainda mais. De acordo projeções do Economist Intelligence Unit da revista britânica The Economist, em 2017, a participação do país na economia mundial cairá para 1,6%.

“Muito do mau desempenho do Brasil tem sido auto-infligido, apesar de que ele vem de um momento de queda dos preços das commodities que não ajudou”, afirma o economista chefe do Economist Intelligence Unit, Simon Baptist.

No último Boletim Focus divulgado na segunda-feira (28), a projeção para o PIB de 2016 foi revisada para baixo pela décima semana consecutiva e passou de queda de 3,60% para retração de 3,66%, segundo os economistas consultados pelo BC (Banco Central). Para o próximo ano, a expectativa para o PIB foi reduzida de crescimento de 0,44% para 0,35%.

“Agora não acho que a presidente Dilma Rousseff pode sobreviver até o fim de seu mandato. Não será fácil para o próximo presidente puxar o Brasil para fora da crise, particularmente porque lutas internas entre os políticos que cercam a saída de Rousseff irão deixar algumas divisões duradouras”, completa o economista.*

(*)  O Financista

LUZ NO FIM DO TÚNEL, É?

Eletrobrás registra prejuízo de R$ 14,4 bilhões em 2015

Valor é quase quase cinco vezes superior ao prejuízo de R$ 3,031 bilhões de 2014; no quarto trimestre, prejuízo atribuído aos controladores foi de R$ 10,327 bilhões

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SÃO PAULO – A Eletrobrás registrou prejuízo atribuído aos controladores de R$ 14,442 bilhões, quase cinco vezes superior ao prejuízo de R$ 3,031 bilhões de 2014. Somente no quarto trimestre do ano passado, a empresa teve prejuízo de R$ 10,327 bilhões, um valor quase nove vezes acima do resultado também negativo reportado no quarto trimestre de 2014, de R$ 1,196 bilhão.

Entre as variáveis que afetaram o resultado, a Eletrobrás informa o ajuste contábil em ativos (impairments) de R$ 2,605 bilhões, influenciado pelo impairment de R$ 1,588 bilhão de Angra 3, que ocorreu, principalmente, no aumento da taxa de desconto e alteração na data de entrada em operação da Usina Termonuclear de Angra 3. A Eletrobrás destaca ainda despesas relativas à provisão e pagamento de processos judiciais envolvendo empréstimo compulsório de R$ 5,019 bilhões.

Entre outras variáveis aparece a redução de 155% da receita de venda de energia de curto prazo, influenciada pela queda do PLD e pela sazonalidade; o efeito negativo relacionado à Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da “Parcela A” (CVA), no valor de R$ 339 milhões; a diminuição da remuneração das indenizações relativas a 1ª tranche da Lei 12.783/13, que fizeram a conta de remuneração das indenizações passar de um montante positivo de R$ 131 milhões no terceiro trimestre de 2015 para um montante negativo de R$ 880 milhões no quarto trimestre; o aumento de 20% na receita de fornecimento no segmento de distribuição, influenciada pelo reajuste anual; e a redução de 34% na despesas de energia comprada para revenda.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das empresas controladas da Eletrobrás entre outubro e dezembro de 2015 ficou negativo em R$ 4,081 bilhões, ante Ebitda negativo de R$ 2,754 bilhões no trimestre exatamente anterior. No acumulado do ano, o Ebitda de empresas controladas foi negativo em R$ 5,106 bilhões, ante um número positivo de R$ 3,970 bilhões em 2014.

Já o Ebitda ajustado consolidado em todo o ano de 2015 ficou positivo em R$ 2,853 bilhões, um avanço de 148% contra 2014.  A receita operacional líquida somou R$ 7,861 bilhões no quarto trimestre de 2015, uma redução de 18,7% em relação ao quarto trimestre de 2014. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 32,598 bilhões, 8,13% acima do ano anterior.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 1,686 bilhão no quarto trimestre do ano, ante resultado também negativo de R$ 343 milhões apurado no terceiro trimestre de 2015. Em 2015, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,699 bilhão ante uma receita líquida de R$ 695 milhões em 2014.

Expectativas. Em proposta da administração para a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que acontecerá no dia 29 de abril, a Eletrobrás comenta que as expectativas para 2016 são positivas para reversão do prejuízo de R$ 14,442 bilhões atribuído aos controladores registrado em 2015. Para atingir esse objetivo, a empresa cita o aprofundamento das medidas de redução de custos, regulamentação do recebimento da 2ª tranche das indenizações da Lei n.º 12.783/2013 e dos novos investimentos feitos pela companhia, que começarão a gerar novas receitas.

Em 2015, a Eletrobrás investiu R$ 10,4 bilhões, sendo R$ 6,1 bilhões na área corporativa e R$ 4,3 bilhões em participações em Sociedades de Propósito Específico (SPEs). Do total de R$ 10,4 bilhões, R$ 5,675 bilhões foram para geração, 76% do orçamento de 2015; R$ 3,414 bilhões para geração, 80% do orçado no início de 2015, e R$ 1 bilhão para distribuição, 60% do planejado. Além disso, foram investidos R$ 301,33 milhões em pesquisa, infraestrutura e qualidade ambiental.

Para 2016, o orçamento para investimentos previsto é de R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 10,5 bilhões de investimentos corporativos e R$ 2,7 de SPEs. “Tal montante é coerente com uma companhia que pretende, num horizonte até 2030, estar entre as três maiores empresas globais de energia limpa e entre as 10 maiores do mundo no setor de energia elétrica”, relata a empresa, no documento sobre a AGO.*

(*) MARCELLE GUTIERREZ – O ESTADO DE S.PAULO

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ…

Wagner Moura: sobre quando Capitão Nascimento virou Pablo Escobar

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Trecho do artigo de Wagner Moura na Folha desta quarta-feira:

“É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico.O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.”

Vejamos agora trecho do portal comuna Vermelho.org, de agosto de 2015

http://www.vermelho.org.br/noticia/268894-58

“O governador Rui Costa esteve reunido com o secretário de Cultura, Jorge Portugal, e o ator Wagner Moura, na tarde da terça-feira (11/8), para tratar do apoio governamental a produção cinematográfica que contará a história do militante comunista Carlos Mariguella (1911-1969), um dos grandes heróis da luta contra a ditadura no Brasil.”

“ De acordo com Jorge Portugal, o Governo do Estado já estuda formas de viabilizar o apoio financeiro ao filme, orçado em R$ 10 milhões. “O governador se comprometeu a fazer contato com algumas empresas como a Bahiagás, Embasa, etc, para ver a possibilidade de um patrocínio direto ou por meio do FazCultura ou da Lei Rouanet”.

O secretário declarou, ainda, que está em tramitação na Casa Civil a criação da BahiaFilmes, que poderia ser uma das indutoras do projeto cinematográfico. “Assim como a Rio Filmes, a SP Cine, a Bahia já merece ter a sua empresa que vai fomentar tudo isso. Se a gente correr um pouco, quem sabe o filme sobre Mariguella não é o primeiro a ser lançado pela Bahia Filmes”.

Vejamos o furo do Ancelmo Góis hoje:

http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/wagner-moura-e-miguel-nicolelis-gravarao-videos-favor-de-dilma.html

“Tropa de apoio

O ator Wagner Moura, de, entre outros, “Tropa de elite”, e Miguel Nicolelis, o cientista que fez um paraplégico chutar uma bola no jogo inicial da Copa de 2014, vão gravar vídeos em apoio a Dilma.Serão exibidos quinta, no Palácio do Planalto, quando a presidente receberá o apoio de artistas e personalidades.”

Wagner Moura: torne públicos os dinheiros que você recebe de apoio de governos petistas a troco de defender Dilma e Lula.

Faz bem.*

(*) Blog do Cláudio Tognolli

FIM DA ERA DA MEDIOCRIDADE

Depois do fora que levou do PMDB, a presidente vai acordar amanhã com cara de quem foi demitida por justíssima causa

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Nos últimos 12 meses, a cada dia útil, 20 fábricas morreram e 13.100 brasileiros foram demitidos. No segundo semestre deste ano, passarão de 13 milhões os trabalhadores desempregados. Com a recessão entrando no quarto ano consecutivo, a inflação ultrapassa altitudes fixadas por um governo sem rumo, sem vergonha e sem sequer um esboço de política econômica.

Essas constatações desenham com apavorante nitidez a herança maldita que Lula pariu, Dilma embalou e a dupla de farsantes continua tentando esconder. Tarde demais, reafirmou nesta terça-feira o estrondoso “tchau, querida” que a ainda presidente ouviu do PMDB. Ela reiterou que não tem cara de quem renuncia. Vai acordar amanhã com cara de demitida por justíssima causa.

Sem saber se a posse na chefia da Casa Civil e o foro privilegiado chegarão primeiro que outro depoimento na Polícia Federal e mais uma bordoada da Lava Jato, Lula mandou o piloto do jatinho emprestado por um empreiteiro amigo em algum lugar do passado. Condenado à aposentadoria compulsória, segue urdindo espetaculares tramoias em parceria com ex-aliados que agora fogem de seus telefonemas.

Abandonado pelo PMDB, prestes a chorar a partida do PP e do PR, os embusteiros ainda no poder se recusam a admitir que chamam de “base governista” acabou. O governo entrou na derradeira etapa da agonia irreversível. Em coma profundo, respira por instrumentos. A morte política foi consumada neste 29 de março. Falta pouco para a remoção do poste que há cinco anos escurece o país.*

(*) Blog do Augusto Nunes

CÓDIGO DE BARRAS

Governo Dilma vira

Disneylandia de fisiológicos

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Acossada pelo risco de impeachment e abandonada pelo PMDB, Dilma Rousseff vive um desses momentos em que a vida exige de um governante a tomada decisões definitivas. São escolhas irreversíveis, que definem o que o resto do governo dela será, dure o quanto durar.

Aconselhada por Lula, Dilma examinou as alternativas. E decidiu: eu quero que o meu governo seja mais PP e mais PR. Mandou às favas o fato de o PP ser o partido mais enrolado no petrolão. Deu de ombros para a evidência de que o PR é um cartório a serviço do mensaleiro Valdemar Costa Neto.

Se isso não for suficiente para deter o impeachment, Dilma deseja passar à história como a presidente que rateou cargos e vendeu a alma para partidecos como Pros, PHS, PEN, PTdoB e PTN, transformando sua gestão numa espécie de Disneylandia do fisiologismo.

Dilma ainda dispõe da alternativa de desafiar Lula e dar um novo rumo à sua biografia. Isso poderia representar um suicídio político, apressando o impeachment. Mas uma morte com glória também pode ser o começo de uma redenção.

Por mal dos pecados, Dilma prefere ser Dilma. Já havia terceirizado a presidência a Lula. Agora, deixa de ter aliados. Eles é que a possuem. Não é certo que consiga barrar o impeachment. Mas ninguém mais tem dúvidas sobre quem Dilma decidiu ser.*

(*) Blog do Josias de Souza