A PIADA DO ANO

Dilma quer voltar à Presidência

até recurso ser julgado no STF

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff apresentou ao Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira, recurso pedindo a anulação do processo de impeachment contra a petista. No mandado de segurança feito pelo seu advogado e ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a alegação principal é de que não houve “justa causa” que motivasse o impedimento de Dilma de presidir o país.

“O que se pretende discutir nesta impetração diz respeito, única e exclusivamente, à manifesta ausência de pressupostos jurídicos indispensáveis para que a decisão do Senado Federal, acerca do impeachment da senhora presidente da República, pudesse ter sido firmada de modo válido, justo e legítimo”, diz um trecho da ação com 493 páginas.

Além de pedir que seja invalidada a decisão do Congresso, Cardozo sustenta que Dilma deve voltar à Presidência até, pelo menos, que o recurso seja julgado em definitivo pelo STF.

DESVIO DE PODER – “Não pode um país, sob o risco de traumas e conflitos, permanecer a ser governado por quem não foi eleito pelo povo e não exerce seu mandato por decorrência do texto constitucional. A democracia não pode conviver com governos ilegítimos, nem mesmo por poucos dias”, diz trecho da ação

“Um desvio de poder que, aliás, não teria decorrido apenas da ação degenerada e ilícita do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e de seus apoiadores mais diretos, mas de conjunto muito mais amplo de parlamentares, deputados e senadores, durante todo o seu processamento. Em outras palavras: um desvio de poder que ocorreu não apenas durante a etapa de tramitação da denúncia por crime de responsabilidade na Câmara dos Deputados, como alegado no Mandado de Segurança n. 34193, mas durante todo o processo de impeachment. Todos os atos deste processo foram marcados por este vício insanável (na Câmara e no Senado), impondo-se, por conseguinte a necessidade do reconhecimento da sua mais absoluta nulidade”, diz Cardozo na ação.

GOVERNO ILEGÍTIMO Segundo Cardozo, o processo de impeachment só foi aberto pela Câmara dos Deputados por “desvio de poder” do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que depois teve o mandato cassado.

O mandado de segurança foi apresentado ao STF um mês após Dilma ser afastada definitivamente da Presidência, o que ocorreu no dia 31 de agosto, em sessão no Senado, conduzida pelo então presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski.*

(*) Simone Iglesias – O Globo

ELA SABE QUE TAMBÉM VAI EM CANA

Quem tem **, tem medo. Dilma teme que, depois dele, pode chegar a vez dela.

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“Não acredito que eles cometam esse absurdo. Não porque sejam bons, mas porque acredito que também não são burros”.

– Dilma Rousseff, em entrevista à TV Educativa da Bahia, sobre a eventual prisão do ex-presidente Lula, confirmando que, seja homem ou mulher a pessoa ameaçada de embarcar na traseira do camburão, quem tem ** tem medo.*

(*) Blog do Augusto Nunes

LEGADO LULOPETISTA

Cara a cara

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O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., pretende discutir diretamente com seu colega da Petrobras, Pedro Parente, uma solução para os mais de R$ 5 bilhões que deve à petroleira.

A dívida refere-se ao gás natural que a Petrobras forneceu para térmicas da Eletrobras no Norte e Nordeste. Em julho, a petroleira chegou a cortar o fornecimento às térmicas por falta de pagamento.

As conversas, por ora, encontram-se nos níveis subalternos de cada companhia.*

(*) O FINANCISTA

 

A PROPÓSITO

Dilma liquidou a Eletrobras

O presidente da Eletrobras disse à Folha de S. Paulo que a empresa não é eficiente em nada do que faz.

A frase completa é a seguinte:

“Não somos eficientes em nenhuma das atividades que operamos hoje”.

Wilson Ferreira Junior disse também que, de 2012 a 2015, o governo de Dilma Rousseff quebrou a Eletrobras provocando um prejuízo 31,1 bilhões de reais.

“Uma empresa de mais de 40 anos liquidou, em apenas três, quase metade do seu tamanho”.

PARABÉNS, PF, MP E SÉRGIO MORO!

MORO: “TERÍAMOS QUE SOLTAR TODOS OS PRESOS DO PAÍS”

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No despacho em que confirma a prisão preventiva de Antonio Palocci e Branislav Kontic, o juiz Sérgio Moro explica que os investigados “já estão presos desde 26/09/2016”.

“A decretação da preventiva na presente data apenas alterará o título prisional, sem alteração da situação de fato.”

Leiam o trecho abaixo:

“É evidente que o objetivo do legislador foi o de evitar a efetivação da prisão de alguém solto no referido período e não a continuidade de prisões, ainda que cautelares, já efetivadas. Do contrário, seria o caso de entender que, no referido período, seria necessário a colocação em liberdade de todos os presos provisórios ou definitivos no país, uma interpretação extravagante.”

“Ademais, considerando a causa das prisões preventivas, entre elas a prova, em cognição sumária, de que os investigados Antônio Palocci Filho e Branislav Kontic teriam intermediado o pagamento subreptício de milhões de dólares e de reais para campanhas eleitorais, inclusive para o pagamento de publicitários em conta secreta no exterior, o propósito da lei, de evitar interferência indevida nas eleições e proteger a sua integridade, parece ser mais bem servido com a prisão cautelar do que com a liberdade dos investigados.”

“Portanto, não se tratando da efetivação de prisão, mas de continuidade, ainda que sob outro título, da prisão efetivada em 26/09/2016, não há óbice legal à prisão preventiva ora decretada.”*

(*) O ANTAGONISTA

E O ‘ITALIANO’… SIFU!

Palocci trocou, duas vezes, por dinheiro e por mulheres, a chance de mudar a História do Brasil

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Do início do governo Lula até o mensalão, me tornei um grande admirador de Antonio Palocci, imaginava que ele poderia suceder Lula em 2006, estava disposto não só a votar como a fazer campanha para ele. Em contraste com a grossura e a bravataria de Lula, ele era sóbrio e eficiente, de uma discreta simpatia interiorana, habilíssimo em negociações políticas e na condução da economia, um moderado moderno, inteligente e competente, com prestígio politico, experiência administrativa e credibilidade com o empresariado e com todos os partidos. O presidente ideal, que muita gente, até quem não gostava do PT, sonhava. Uma espécie de síntese dialética de Lula e FHC.

Palocci falava, e pensava, com clareza e precisão desconhecidas por Dilma, apesar da língua presa, que não impediu Lula de ser presidente e Cazuza um popstar. É melhor que língua solta e rabo preso.

Como leitor de romances, fiquei fascinado com o escândalo da “casa dos prazeres” da turma de Ribeirão Preto, regado a garotas bonitas e bons negócios, mas, como eleitor, fiquei arrasado quando Palocci caiu. Não porque estava roubando, fraudando licitações ou arrecadando dinheiro para o partido, pensava-se, caiu por medo da mulher, do que teria que dizer em casa, “pela família”. E perdeu a chance de ser candidato a presidente, com apoio até de parte da oposição.

Para piorar, foi vítima da delação de seu aliado Rogério Buratti, a quem havia recomendado entusiasticamente uma das garotas da casa. Buratti gostou tanto que se apaixonou e rompeu um casamento de 20 anos para se casar com ela. E ficou com ódio eterno de Palocci …rsrs.

Estava liquidado. Mas não, ele foi decisivo para a eleição de Dilma, ganhou poder e autoridade, e era uma esperança de competência e sensatez na Casa Civil. Poderia ter minimizado os desatinos de Dilma e talvez impedido a grande gastança e a contabilidade criativa. E se credenciado para sucedê-la.

Mas não, preferiu faturar 20 milhões de reais com consultorias duvidosas. Trocou, duas vezes, por dinheiro e por mulheres, a chance de mudar a História do Brasil. E acabou preso. Que história !*

(*)  Nelson Motta – O Globo

TIRANDO O DELE DA RETA, É?

Eximir-se de culpa não

absolve governo Temer

temer

Dilma Rousseff deixou para Michel Temer tudo o que tinha: um Estado quebrado, inflação alta, recessão recorde e desemprego a pino. Nesta sexta-feira, num evento público, Temer tomou distância da herança. Fez isso, segundo explicou, para que daqui a dois ou três meses não o acusem de ser o responsável pelo “passivo”. É sempre bom deixar as coisas mais claras. Entretando, chover no molhado não resolverá o estrago provocado pela tempestade.

Por trás do legado maldito “estão homens e mulheres que pagam um preço inaceitável”, discursou Temer. “Chegamos a quase 12 milhões de desempregados. E reitero que não foi culpa minha.” Beleza. O problema é que, se Deus tiver que aparecer para os desempregados, não se atreverá a surgir em outra forma que não seja a de um contracheque no final do mês. Um presidente que não seja capaz de apresentar mais soluções do que lamentações se parecerá sempre com um culpado.

É longa a lista de problema, disse Temer, antes de pintar o quadro com tintas fortes: ”A crise que enfrentamos é a mais grave da nossa história. Não quero assustá-los, mas motivá-dos para que juntos possamos sair dessa crise. A causa é basicamente interna e fiscal. O Estado endividou-se muito além de sua capacidade, e gerou recessão e desemprego.”

No ano passado, quando a Câmara se preparava para abrir o processo de impeachment contra Dilma, o Datafolha informou que 60% dos brasileiros desejavam o impedimento da então presidente petista e também do seu vice. Depois que a deposição foi confirmada pelo Senado, Temer não teve os cem dias de tolerância a que todo novo governo tem direito, segundo uma lei não escrita mas geralmente respeitada na política.

A deferência da trégua foi negada a Temer por duas azões: 1) seu governo não é novo. Além de ser sócio do fiasco petista, o PMDB manteve no primeiro escalão o mesmo centrão partidário que vendeu sua fidelidade a Lula e Dilma nos últimos 13 anos; 2) a herança de Dilma não caiu no colo de Temer por acaso. Cúmplice do petismo na degradação ética, o PMDB lutou por ela.

Assim, Temer chegou ao Planalto sem votos, como solução constitucional para o descalabro. Tem diante de si um caos à espera de um gerente. Ou mostra serviço ou logo será tão culpado quando sua antecessora.*

(*) Blog do Josias de Souza

VADE RETRO, SATANÁS!

Candidatos fogem de Lula

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Candidatos a prefeito da região onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nasceu, no interior de Pernambuco, estão ignorando a imagem do petista como cabo eleitoral na campanha deste ano. O cenário é diferente do pleito municipal de 2012, quando a maioria dos candidatos dessas cidades do agreste pernambucano “brigava” pelo apoio do ex-presidente.
Em Garanhuns, onde Lula nasceu, o atual prefeito, Izaías Régis (PTB), tenta a reeleição com o PT em sua coligação, mas evita usar a imagem do ex-presidente petista na campanha.*

(*) povo.com.br

O ‘ITALIANO’ VAI MOFAR NO XILINDRÓ

Polícia Federal pede prisão preventiva de Antônio Palocci
Ex-ministro está preso temporariamente desde a última segunda-feira pela Lava-Jato

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SÃO PAULO – O delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, da Força-tarefa da Lava Jato no Paraná, pediu nesta sexta-feira ao juiz Sérgio Moro a conversão da prisão temporária do ex-ministro Antônio Palocci e de seu braço direito, Branislav Kontic, em preventiva, o que significaria o seu confinamento por tempo indeterminado.

Palocci foi preso na última segunda-feira pela Operação Omertà por suspeita de recebimento de propinas da Odebrecht. O prazo para a prisão temporária vence nesta sexta-feira e Moro deve dizer ainda hoje se aceita ou não o pedido da PF. O Ministério Público Federal também opinou pela prisão preventiva de Palocci e Kontic e defendeu que a medida é necessária para “assegurar a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal”.

Os procuradores dizem que há indicativos de que Palocci e Kontic ocultaram elementos úteis à investigação, pois as mesas da Projeto, empresa do ex-ministro, foram encontradas pelos agentes da PF, no dia da operação, sem desktops, apenas com monitores, móveis e teclados, e os fios estavam desconectados.

Apesar de Kontic ter afirmado que os desktops foram retirados por serem antigos, os procuradores dizem que as imagens registradas pela PF indicam que os equipamentos eram “bastante novos e em ótimo estado”.

O MPF afirmou ainda que já provas de que Palocci recebeu dinheiro em espécie, com entregas que relacionam a planilha “Italiano”, da empreiteira Odebrecht. Os procuradores dividiram as entregas em três lotes: – R$ 16,2 milhões, divididos em 17 entregas de recursos em espécie entre julho e setembro de 2010; R$ 15 milhões em nove entregas entre outubro e novembro do mesmo ano e R$ 1,5 milhão vinculado a pessoa identificada pelo codinome “Menino da Floresta” na planilha da empreiteira.

Além disso, ao confrontar a planilha “Italiano” com extratos da conta ShellBill, que pertence ao marqueteiro do PT João Santana e à mulher dele, Mônica Moura, o MPF diz ter sido possível identificar depósitos de US$ 11,7 milhões feitos pela Odebrecht por meio da offshore Innovation Research entre julho de 2011 a maio de 2012.

No documento de 86 páginas, o delegado Hille Pace também havia reforçado as suspeitas de que Palocci fazia a ligação entre o PT e a empreiteira Odebrecht, intermediando assuntos de interesse da empreiteira. Afirma ainda haver indícios de que o ex-ministro teria recebido os valores de maneira ilícita, os quais acabaram registrados nas planilhas da empresa, somando R$ 128 milhões.

Nesta semana, o Banco Central bloqueou, a pedido de Sergio Moro, quase R$ 31 milhões das contas pessoal e empresarial de Palocci.

(*) O GLOBO

ELES NÃO NEGAM AS ORIGENS

Crivella esconde Lula

Marcelo Crivella adulterou uma foto para poupar Lula.

Na foto original, Lula aparecia com Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Pezão e o candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Pedro Paulo.

Na foto adulterada, exibida ontem à noite pela campanha de Marcelo Crivella, Lula foi apagado.

Diz O Globo:

“Em entrevistas recentes, o bispo licenciado da Igreja Universal tem adotado um tom ameno quando confrontado sobre as acusações de que Lula seria o comandante do petrolão, esquema de corrupção na Petrobras. Na sexta-feira, Crivella disse em sabatina ao GLOBO que não tinha convicção sobre as acusações contra o petista. Nos bastidores, comenta-se que o senador já está de olho no apoio do PT no segundo turno, numa eventual disputa com Pedro Paulo. Crivella foi ministro da ex-presidente Dilma.”

Veja a foto original:

E a foto adulterada:

A PROPÓSITO

Falsificações de fotografias na União Soviética

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um exemplo de como a imagem era alterada, conforme o regime stalinista iriaexpurgando e eliminando membros doPartido Comunista e amigos de Josef Stalin.

Depois que Josef Stalin subiu ao poder no Partido Comunista da União Soviética e tornou-se líder soviético, iniciou uma série de expurgos que eliminaram inimigos percebidos. No inicio, os expurgos significavam a expulsão do Partido Comunista, mas, após o Grande Expurgo na década de 1930, os membros seriam detidos, encarcerados, enviados para gulags ou ao exílio interno na Sibéria, ou executados.

O governo soviético tentou apagar algumas figuras que expurgava da história soviética, e tomou medidas que incluíam falsificação e alterações de imagens, destruindo filmes, e em casos mais extremos, matando famílias inteiras.[1]

Acusam-se as autoridades da antiga União Soviética, de praticar modificações e adulterações de fotografias com objetivo de propaganda do regime e “reescrever o passado.” Segundo estas alegações, as fotografias foram cortadas com um bisturi.

Antes
Después
A versão original desta foto (acima) mostra Nikolai Yezhov, o jovem à esquerda de Stalin. Na versão modificada (abaixo), a sua imagem foi removida pelos censores soviéticos.[2]

As técnicas de modificação são muito primitivas em comparação com as modernas técnicas digitais, e exigem uma alta competência e técnicos altamente qualificados. Em algumas destas fotografias, as modificações são muito toscas e fáceis de identificar. Hoje, consideram-se as seguintes explicações para o aspecto bruto das fotografias:

  • a aparência rústica é evidente somente para nós, que possuímos uma cultura iconográfica mais ampla que os receptores das fotografias alteradas, que carecem de nossa sofisticação visual;
  • a primitividade foi involuntária e impossível de evitar, porque a tecnologia da época não possibilitava um trabalho melhor.

Apesar da grande importância de Leon Trotsky para a revolução de 1917, ele “caiu em desgraça” entre 1925 e 1929, o que significa que foi vencido em uma disputa interna dentro do Partido Comunista, onde saiu vencedor o stalinismo. Stalin, por isso, decide eliminá-lo da História, fazendo com que todos os registros fotográficos onde Trotsky aparecia ao lado de Lênin fossem alterados.

Abaixo, um dos exemplos de modificações fotográficas na União Soviética. A foto original mostra Lenin e Trotsky em frente ao Bolshoi em Moscou. Após o expurgo de Trotsky, a primeira versão seria retocada, o que eliminaria sua figura das fotografias.

Fotografia original, em 1920, em frente ao Bolshoi de Moscou, Lenin discursa aos soldados que vão combater contra a Polônia. Trotsky, ao seu lado.

Fotografia retocada, em que Trotsky foi eliminado.

Outro exemplo de como Stalin procurou apagar a memória de Trotsky da História. Na primeira foto, o criador do Exército Vermelho está ao lado de Lênin. A segunda sua figura é retirada, depois das ordens de Stalin.