EU SOU, MAS QUEM NÃO É?

Novo ministro, Aloysio é investigado no STF por crime eleitoral

Escolhido hoje pelo presidente Michel Temer para o Ministério das Relações Exteriores, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) vai reforçar a fila de investigados do governo. Em setembro do ano passado, o ministro Celso de Mello, do STF, determinou a abertura de inquérito contra o tucano para apurar envolvimento em possível crime eleitoral de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A investigação foi aberta com base em delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa que disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Aloysio teria recebido R$ 300 mil de forma oficial e R$ 200 mil em dinheiro de caixa dois para sua campanha ao Senado em 2010. O empresário afirmou que as doações, oficiais ou não, eram pagamentos de propina para obtenção de contratos com a Petrobrás.
Aloysio diz que as acusações são “absurdas”. “É simplesmente absurda a mera suposição de que eu, oposicionista notório e intransigente aos governos do PT, pudesse favorecer negócios na Petrobrás”, afirma.

Com a palavra, a defesa do senador Aloysio Nunes:

“Esse inquérito visa a apurar suposto ilícito na prestação de contas da campanha eleitoral de 2010 do senador Aloysio Nunes, não havendo qualquer ligação com a Lava Jato, conforme já foi esclarecido pelo Procurador Geral da República. O senador está certo de que, ao final da apuração, ficará evidente a correção da sua conduta, uma vez que o próprio empresário cuja delação motivou a abertura do inquérito já declarou que não tem conhecimento do fato investigado”.

Atualizada às 19h45*

(*) Coluna do Estadão

E NO PAÍS DA PIADA PRONTA…

Henrique Alves diz que não tinha conhecimento de US$ 833 mil em sua conta na Suíça

Ex-ministro do governo Temer (Turismo) admitiu à Justiça Federal em Brasília que abriu conta bancária no país europeu, mas alega que houve ‘uso indevido’, informou a Globo News. O ex-deputado (PMDB/RN) e ex-ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo/governo Temer), alvo da Operação Lava Jato, admitiu à Justiça Federal em Brasília que abriu uma conta bancária na Suíça, mas afirmou que não tinha conhecimento da movimentação de US$ 832,9 mil (ou R$ 2,3 milhões). A defesa de Alves alegou que ele usou um escritório de advocacia no Uruguai para abrir a conta bancária em 2008. Disse, ainda, que a conta foi ‘movimentada por terceiros, sem seu conhecimento’, informou a Globo News nesta quinta-feira, 2.

Acusado pela Procuradoria da República por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-ministro é suspeito de ter recebido propinas da empreiteira Carioca Engenharia nas obras do porto Maravilha, no Rio.

Ele pediu demissão do cargo de ministro em junho de 2016, quando seu nome foi citado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como recebedor de uma propina de R$ 1,5 milhão.

Segundo a Globo News, os advogados do ex-ministro comunicaram a Justiça que Henrique Alves abriu a conta na Suíça, mas que os US$ 832,9 mil foram movimentados ‘por terceiros, sem seu conhecimento’.
Os advogados do ex-ministro alegaram ‘uso indevido da conta’.

Os depósitos foram realizados em três datas, segundo a Operação Lava Jato, entre outubro e dezembro de 2011.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE HENRIQUE EDUARDO ALVES:

A reportagem tentou contato com o advogado Leonardo Leal, defensor do ex-ministro, mas o escritório informou que ele está em viagem no exterior. O espaço está aberto para manifestação da defesa de Henrique Eduardo Alves.*

(*)  Estadão

“A PRESIDENTA INOCENTA”

Dilma diz que é ‘mentirosa’ alegação de que pediu recursos a Odebrecht

Ex-presidente nega caixa 2 e pagamentos fora do Brasil para suas campanhas

A ex-presidente Dilma Rousseff ao lado de Marcelo Odebrecht durante inauguração do Prédio Principal do Estaleiro de Construção de Submarinos, no Rio de Janeiro, em 2014 – Gabriel de Paiva / Agência O Globo

CURITIBA – A assessoria de imprensa da ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em nota, que “é mentirosa” a informação de que ela teria pedido recursos a Marcelo Odebrecht ou a qualquer outro empresário, ou tenha autorizado pagamentos a prestadores de serviços fora do Brasil ou por meio de caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014. Nega ainda que tenha indicado o ex-ministro Guido Mantega para pedir recursos para as campanhas eleitorais.

O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu ouvir o depoimento de mais dois executivos da Odebrecht no processo de cassação da chapa de Dilma Rousseff e de Michel Temer que tramita na corte.

“A insistência em impor à ex-presidenta uma conduta suspeita ou lesiva à democracia ou ao processo eleitoral é um insulto à sua honestidade e um despropósito a quem quer conhecer a verdade sobre os fatos”, diz a nota.

A nota diz que as declarações têm sido divulgadas de forma truncada e em trechos, “justamente quando vêm à tona novas suspeitas contra os artífices do Golpe de 2016, que resultou no impeachment da ex-presidenta da República”.

“Dilma Rousseff tem a certeza de que a verdade irá prevalecer e o caráter lesivo das acusações infundadas será reparado na própria Justiça”, afirma.

A nota reafirma que todas as doações às campanhas de Dilma Rousseff foram feitas de acordo com a legislação, com prestações de contas aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Leia a íntegra da nota:

1. É mentirosa a informação de que Dilma Rousseff teria pedido recursos ao senhor Marcelo Odebrecht ou a quaisquer empresários, ou mesmo autorizado pagamentos a prestadores de serviços fora do país, ou por meio de caixa dois, durante as campanhas presidenciais de 2010 e 2014.

2. Também não é verdade que Dilma Rousseff tenha indicado o ex-ministro Guido Mantega como seu representante junto a qualquer empresa tendo como objetivo a arrecadação financeira para as campanhas presidenciais. Nas duas eleições, foram designados tesoureiros, de acordo com a legislação. O próprio ex-ministro Guido Mantega desmentiu tal informação.

3. A insistência em impor à ex-presidenta uma conduta suspeita ou lesiva à democracia ou ao processo eleitoral é um insulto à sua honestidade e um despropósito a quem quer conhecer a verdade sobre os fatos.

4. Estranhamente, são divulgadas à imprensa, sempre de maneira seletiva, trechos de declarações ou informações truncadas. E ocorrem justamente quando vêm à tona novas suspeitas contra os artífices do Golpe de 2016, que resultou no impeachment da ex-presidenta da República.

5. Dilma Rousseff tem a certeza de que a verdade irá prevalecer e o caráter lesivo das acusações infundadas será reparado na própria Justiça.

6. Por fim, cabe reiterar que todas as doações às campanhas de Dilma Rousseff foram feitas de acordo com a legislação, tendo as duas prestações de contas sido aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.*

(*) CLEIDE CARVALHO, ENVIADA ESPECIAL – O GLOBO

 

QUEM TEM… TEM MEDO

Janot está concluindo inquéritos contra 30 políticos e ainda faltam mais 100 citados

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, trabalha para apresentar na próxima semana os primeiros pedidos de abertura de inquérito com base nas delações de executivos da Odebrecht. A lista Janot, que pode ser fatal para a carreira de muitos políticos, vem sendo aguardada com forte expectativa desde dezembro passado, quando foram concluídos os acordos de delação com 78 executivos da maior empreiteira do país. Pelo menos 30 pedidos contra ministros, senadores e deputados já estariam prontos para serem apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos dos pedidos está pelo menos um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Até o momento, três ministros do tribunal já foram citados nas investigações da Operação Lava-Jato: Aroldo Cedraz, Raimundo Carreiro e Vital do Rêgo. Os nomes de Cedraz e Carreiro aparecem nas investigações sobre suposto tráfico de influência e venda de informações privilegiadas do advogado Tiago Cedraz, filho do ex-presidente do TCU, para o dono da UTC, Ricardo Pessoa, um dos primeiros empreiteiros a fazer acordo de delação.

GOVERNADORES– O nome de Vital do Rêgo também já apareceu num depoimento em que Pessoa confessou pagamento de suborno a parlamentares para impedir a convocação de empreiteiros para depor na CPI da Petrobras. Na época, Vital do Rêgo era senador do PMDB pela Paraíba e presidia a CPI.

Os procuradores também estão finalizando os pedidos de inquéritos a serem apresentados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra governadores suspeitos de receberem propina para facilitar a concessão de contratos da Odebrecht. Não está claro ainda quais serão os alvos dos primeiros pedidos. Mas sabe-se que os delatores citaram os nomes dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

130 POLÍTICOS – Os procuradores estão fazendo a triagem de um extenso material sobre políticos que receberam algum tipo de vantagem da empreiteira, mas não têm foro nos tribunais superiores. As informações serão destinadas a 60 duplas de procuradores ou promotores que participaram ano passado de um esforço concentrado da Procuradoria-Geral da República para interrogar os 78 delatores e concluíram os acordos de delação em tempo recorde, dado o grande volume de dados.

O envio do material a promotores e procuradores nos estados depende de decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF. Mas, para deliberar sobre cada caso, Janot terá que destacar as acusações que pesam contra cada um dos suspeitos e apontar os motivos legais que justificariam a transferência das investigações para a Justiça de primeira instância.

O desmembramento da Lava-Jato em investigações locais deverá resultar num número ainda mais expressivo de futuros pedidos de inquérito. Os executivos da Odebrecht citaram mais de 130 políticos de todos os grandes partidos como destinatários de dinheiro do caixa dois da empresa. Entre os acusados estão políticos de âmbito federal, estadual e municipal. Restrita hoje à Brasília, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, a Lava-Jato deverá, com as delações da Odebrecht, se espalhar por quase todo território nacional.

TRABALHO EXAUSTIVO – A análise de depoimentos e provas para fundamentação de cada um dos pedidos é considerado complexo e exaustivo. Não por acaso, procuradores, promotores e até o próprio procurador-geral arregaçaram as mangas e trabalharam durante o feriado do carnaval. Foi um esforço extra parecido com o que aconteceu há dois anos, quando Janot apresentou pedidos de inquérito contra políticos acusados, em Curitiba, por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, os dois primeiros delatores da Lava-Jato.

A primeira lista de Janot provocou forte reação de alguns dos alvos das investigações, entre eles o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), agora ex-presidente do Senado, e do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, que está preso em Curitiba. A expectativa no Ministério Público Federal é de que a segunda lista Janot provoque um contra-ataque ainda mais forte. Para alguns, mesmo antes da conclusão dos trabalhos, os potenciais alvos dos inquéritos já estão se articulando para mudar leis, ocupar cargos estratégicos e recompor alianças para esvaziar a Lava-Jato.

SEM SIGILO – Alguns políticos ainda se movem nos bastidores, mas o quadro deve mudar quando as acusações vierem à público. Janot e equipe já decidiram, desde o ano passado, que os inquéritos serão acompanhados de pedidos de afastamento de sigilo. Ou seja, se considerar consistente o pedido do procurador-geral, Fachin deverá abrir o conteúdo de boa parte dos inquéritos e dos depoimentos gravados em vídeo.

Só permanecerão em sigilo informações essenciais para eventuais pedidos de busca, prisão e outras ações de interesse dos investigadores. Também deverão ficar em segredo as acusações que os delatores fizeram sobre pagamentos de propina na Argentina, Equador, Peru e Colômbia, entre outros países. Essas informações ficarão em segredo até maio para proteger funcionários da Odebrecht que ainda estão em área de risco no exterior.*

(*) Jailton de Carvalho – O Globo

FICA EM CASA, PADILHA!

Assessoria diz que Padilha quer reassumir segunda-feira e ainda há quem acredite…

Auxiliares do presidente Michel Temer avaliam que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, deve prolongar sua licença médica após ter se submetido a uma cirurgia para a retirada da próstata. A expectativa era a de que Padilha voltasse ao trabalho na próxima segunda-feira (6), mas assessores de Temer acreditam que ele não terá condições de retomar as atividades no Palácio do Planalto apenas sete dias após o procedimento cirúrgico a que foi submetido em Porto Alegre na segunda-feira (27).

Na terça (7), Padilha participaria, ao lado do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), da reunião do chamado “Conselhão”, para discutir, com empresários e representantes da sociedade civil, novas medidas econômicas para tirar o país da crise.

No Palácio do Planalto, porém, o discurso é o de que Padilha não conseguiria enfrentar a agenda, sentado, após ter passado pela cirurgia.

PACOTE DE FUNARO – Um dos principais assessores de Temer, Padilha pediu licença do cargo no governo na quinta (23) para passar pelo procedimento cirúrgico. O afastamento se deu no mesmo dia em que seu nome foi implicado na Lava Jato pelo advogado José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer, sobre a entrega de um pacote por um operador ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República no último dia 14, e também em entrevista à Folha, Yunes afirmou ter recebido, a pedido de Padilha em 2014, um “pacote” em seu escritório, entregue por Lúcio Bolonha Funaro, operador ligado ao ex-deputado.

A versão coincide com trechos da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, de que Padilha orientou entregar a Yunes parte de R$ 10 milhões negociados entre a empreiteira e Temer para a eleição de 2014.

LICENÇA PROLONGADA – Segundo auxiliares e ministros do governo, caso a licença de Padilha seja mesmo prolongada, o presidente não tomaria nenhuma atitude precipitada – como substituí-lo à frente da Casa Civil – até que fosse finalizado o período de afastamento.

Mas esse tempo, por ora indeterminado, serviria para que o Temer pudesse calcular o dano de perder outro de seus principais assessores.

No mês passado, o presidente anunciou publicamente uma linha de corte para os integrantes de seu governo que, assim como ele, são citados na Lava Jato. Caso seja denunciado, o auxiliar será afastado temporariamente de seu cargo. Se virar réu, demitido. Padilha, porém, ainda não se encaixa nessas duas condições.

UMA RASPAGEM – Na semana passada, auxiliares de Temer foram informados de que a cirurgia de Padilha seria uma “raspagem” da próstata que, em seguida, afirmam os assessores, evoluiu para a retirada completa do órgão.

A previsão era a de que o ministro recebesse alta do hospital Moinhos de Ventos, na capital gaúcha, nesta quarta-feira (1º). A alta, foi prorrogada, segundo assessores, por “precaução”.

Contrariando a aposta dos auxiliares de Temer, Padilha tem dito a aliados que vai manter o cronograma inicial. Promete que na, segunda-feira (6), retomará o comando da Casa Civil e estará despachando em seu gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto.*

(*) Marina Dias – Folha

Ô COITADO!

Marcelo Odebrecht imita Eike, culpa os políticos e alega que era o “bobo da corte”

 

Em depoimento à Justiça Eleitoral, Marcelo Odebrecht disse que se sentia o “bobo da corte” do governo federal, segundo relatos colhidos pelo Estado. Ao falar sobre a situação da empreiteira baiana que leva seu sobrenome, o ex-presidente do conglomerado demonstrou descontentamento por ser obrigado a entrar em projetos que não desejava e bancar repasses às campanhas eleitorais sem receber as contrapartidas que julgava necessárias.

Marcelo Odebrecht foi preso em junho de 2015, no âmbito da Lava Jato, e pelo seu acordo de colaboração premiada deve permanecer na carceragem da Polícia Federal em Curitiba até o final deste ano.

Marcelo detalhou que tinha contato frequente com o alto escalão do governo – como Guido Mantega, o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, com quem negociava repasses eleitorais.  “Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo”, disse Marcelo Odebrecht, conforme foi relatado ao Estado. Ele também se mostrou incomodado por divergências com seu pai, patriarca e presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht, Emilio Odebrecht, quanto a projeto em que a empresa apoiava o governo.

AÇÃO NO TSE – O ex-presidente da empreiteira foi ouvido pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral e investiga a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer na campanha eleitoral de 2014.

No depoimento, Marcelo Odebrecht fala sobre a “naturalidade” do caixa 2 em campanha eleitoral, defende a legalização do lobby e deixa claro que a Odebrecht não era a única empresa a usar doações para conquistar apoio político. De acordo com ele, o uso de dinheiro de caixa dois em campanhas eleitorais é algo “natural”, mas que de alguma forma envolve também propina. Sobre pagamentos de propina, Marcelo Odebrecht disse saber que os empresários da empresa precisavam fazer “acertos” para poder atuar.*

(*) Erich Decat e Beatriz Bulla – Estadão

COMO NÃO IRIA DAR EM NADA…

Delúbio, Ronan e Quadrado são condenados a 5 anos de prisão na Lava Jato

São Paulo – O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André (SP), e o empresário Enivaldo Quadrado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. Os três são acusados de lavagem de R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento feito junto ao Banco Schahin em favor do PT.

Foram absolvidos Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, Marcos Valério Fernandes de Souza, Sandro Tordin e Breno Altman “da imputação de crime de lavagem de dinheiro por falta de prova suficiente para a condenação”.

Ronan é dono do jornal Diário do Grande ABC. A Lava Jato suspeita que ele comprou a empresa com R$ 6 milhões que teria recebido via José Carlos Bumlai, pecuarista amigo do ex-presidente Lula que foi preso na Lava Jato, em 24 de novembro de 2015.

Bumlai tomou empréstimo supostamente fraudulento de R$ 12 milhões, do Banco Schahin, em outubro de 2004. Ele afirmou ao juiz Moro que o dinheiro foi destinado ao PT.

Ronan foi preso na Operação Carbono 14, desdobramento de número 27 da Lava Jato, em 1.º de abril do ano passado. Em setembro, o empresário deixou a prisão – foi solto com tornozeleira eletrônica por determinação do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), que reformou ordem de prisão preventiva do juiz Sérgio Moro. Além da tornozeleira, o Tribunal impôs a Ronan o pagamento de fiança de R$ 1 milhão.*

(*)