COM O NOSSO DINDIM

Casa da Moeda gasta R$ 8 milhões anuais apenas com equipe médica

Na lista de empresas que o governo quer vender, a Casa da Moeda gasta R$ 8 milhões por ano para manter uma estrutura de 22 médicos, 11 fisioterapeutas, 1 massoterapeuta, 2 dentistas, 2 psicólogos, 1 nutricionista, 1 farmacêutico, 9 enfermeiros, 3 técnicos de enfermagem, 5 recepcionistas e 7 motoristas. A equipe de terceirizados fica exclusivamente à disposição dos 2.700 funcionários. O contrato foi iniciado na gestão Dilma e está sendo revisto pela atual direção da empresa. “Era para ser só um ambulatório”, diz o presidente da Casa da Moeda, Alexandre Cabral.

Nem na Suíça. Com 24.958 servidores, a Câmara dos Deputados tem um médico para cada 328 funcionários; a Casa da Moeda, no Rio, tem um para cada 122. Em outra comparação, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por exemplo, pode entrar em funcionamento com apenas dois médicos.

Tá vingando. O contrato com a empresa Imtep – Instituto de Medicina e Seguro do Trabalho do Estado do Paraná – foi firmado em 2014 e aditado duas vezes, em 2015 e 2016.

Esqueleto. Desde que assumiu a Casa da Moeda, Alexandre Cabral também cortou três superintendências e 99 funções comissionadas, gerando economia de R$ 14 milhões por ano.*

(*) Coluna Estadão

ELES NÃO SE MANCAM

Até a próxima Lava Jato

Antes, financiamento privado legal e financiamento público ilegal. E agora?

O Supremo criou uma armadilha para a política nacional, ao proibir o financiamento empresarial de campanhas sem haver nada em troca. A opinião pública, que aplaudiu a decisão, é radicalmente contra o financiamento empresarial, mas também contra o público. E aí, como fazer campanha para o candidato se expor e o eleitor escolher?

Acuada e em clima de “cada um por si”, a Câmara acaba de retirar a previsão de R$ 3,6 bilhões para o fundo eleitoral, criticado à esquerda, ao centro, à direita. Sem o fundo e, até agora, sem reduzir os gastos da campanha, vem aí uma corrida desenfreada para tentar mudar novamente a lei e permitir a volta das doações empresariais.

Antes de o STF se manifestar, o que havia na prática era financiamento empresarial (legal e ostensivo) e financiamento público (ilegal e por baixo dos panos). O risco é se inverter isso radicalmente: financiamento público legal e ostensivo, com financiamento privado, ilegal e por baixo dos panos.

As formas de financiamento eram cada vez mais criativas. Além da doação legal, havia o caixa 2, a propina em troca de favores futuros e pretéritos e os desvios circulares: o dinheiro saía de estatais federais e estaduais, passava por doleiros e lavanderias e retornava para as campanhas, partidos e políticos. Se as estatais entravam na dança, havia dinheiro público, certo?

O grande problema não eram as doações empresariais, mas as ilegalidades, os desvios, os acordos espúrios, os pagamentos “por fora”. Em vez de combater o que estava errado e exigir o cumprimento das leis, o Supremo resolveu “eliminar o mal pela raiz”. Então, se há roubo no INSS, acaba-se com o INSS? Isso não moraliza o processo, não acaba com a corrupção e não desestimula os corruptos, que acabam arranjando outras formas de burlar a ética e a lei.

Sem as empresas privadas e sem o “fundão”, só terão chances os candidatos muito ricos, ou conhecidos, ou apoiados por corporações ou financiados por igrejas ou que tenham as facilidades de cargos públicos. Fora isso, as alternativas são: 1) reativar a lei antiga para permitir as verbas empresariais; 2) destinar o Fundo Partidário, já existente, para as eleições; 3) baratear drasticamente as campanhas; 4) fazer mais política, menos marketing.

Para fechar o pacote, é fundamental estabelecer limites rígidos para gastos e doações de pessoas físicas e jurídicas, fiscalização séria e punição implacável para desvios. Além disso, se há algum consenso sobre a reforma política, dentro e fora do Congresso, é que é indispensável tornar as campanhas mais baratas e mais reais, acabando com programas de TV milionários e uma guerra que é mais entre marqueteiros do que entre candidatos.

Os partidos governistas gostam de mostrar pontes fantásticas, casas lindas, geladeiras com tomates enormes, pessoas sorridentes, saudáveis e felizes. Já os partidos de oposição esmeram-se para mostrar obras inacabadas, casas cercadas de barro e esgoto, escolas entregues às moscas e pessoas indignadas. Quando os governistas viram oposicionistas, e vice-versa, invertem-se as peças. Tudo uma grande mentira. Depois, vem a decepção.

Sem rios de dinheiro, seja público, seja empresarial, os candidatos vão ter de imitar João Gilberto, com um banquinho e um violão, para voltar a ser de carne, osso, com ideias e propostas capazes de conquistar confiança e atrair eleitores. Antes de tudo, política é convencimento.

É assim que as medidas do Congresso, como fundão de R$ 3,6 bilhões, lista fechada, distritão e oito meses de veto para a prisão de candidatos, foram desmilinguindo e a tão sonhada reforma política vai continuar no sonho. Se aprovarem cláusula de barreira e fim das coligações proporcionais, já será um avanço. Até a próxima Lava Jato.*

(*) Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

O SUPREMO VIROU UM DEBOCHE

Supremo deve mudar sua decisão sobre prisão de réu após segunda instância

Resultado de imagem para segunda instancia charges

Após mais uma sinalização do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela mudança de voto relacionado à prisão após condenação em segunda instância, ministros da Corte acreditam que o tema poderá ser pautado novamente em breve. Segundo o blog apurou, mesmo que parte dos ministros não admita publicamente a existência da mudança de entendimento da Corte, reservadamente já é esperada a alteração da “jurisprudência” quando for pautada uma nova votação sobre o tema.

Em outubro do ano passado, o STF decidiu, por 6 votos a 5, manter entendimento definido pela própria Corte em fevereiro, este por 7 votos a 4, que permitiu a possibilidade de prisão após condenação por colegiado de segunda instância.

PLENÁRIO VIRTUAL – Um mês depois, a Corte confirmou, em decisão do plenário virtual, que os réus com condenação em segunda instância podem ser presos mesmo que ainda tenham recursos pendentes. O placar foi por 6 votos a 4. Na ocasião, a ministra Rosa Weber não votou.

A medida foi apontada como uma das mais importantes para combater a impunidade no Brasil e preservar a identidade da Lava Jato. Procuradores da operação já disseram publicamente que se, alterada, a nova visão vai afetar a operação.

“Acho que não dá para dizer peremptoriamente que mudou. Pelo menos, enquanto o plenário não se pronunciar”, afirmou ao blog um magistrado da corte. Um colega de toga, contudo, foi mais incisivo e disse não ver como a prisão em segunda instância será mantida hoje na corte com a nova formação de ministros.

NOVO MINISTRO – Um dos votos mais esperados será o do ministro Alexandre de Moraes que ainda não votou sobre o tema e, ao ser sabatinado para o cargo, não disse se é a favor ou contra. Limitou-se a declarar que a prisão não é, neste caso, inconstitucional.

Nesta semana, Gilmar se mostrou favorável à prisão após o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), já numa terceira instância. Ao tratar do tema no ano passado, o STF julgou um habeas corpus e um recurso extraordinário, com repercussão geral para casos semelhantes.

Mas uma ação quer avaliar se o artigo 283 do código do processo penal – que diz que o condenado só pode ser preso após análise em última instância – é constitucional ou não. É este o processo pendente do julgamento do mérito que será pautado na corte.*

(*) Matheus Leitão – G1 Política

VOX POPULI

Na BandNews FM, Ricardo Boechat afirma que Gilmar Mendes tem de ser preso

Resultado de imagem para boechat na bandnews hoje

Faz sucesso na internet um comentário que o jornalista Ricardo Boechat fez em seu programa matinal na Bandnews FM, a respeito do comportamento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que não se considerou suspeito para julgar e libertar um criminoso notório como Jacob Barata Filho, com quem o magistrado e sua mulher mantêm relações de amizade.

Ao proceder desta forma, Gilmar Mendes conseguiu descumprir, ao mesmo tempo, o Código de Processo Civil, a Lei Orgânica da Magistratura e o Regimento Interno do STF. Confiram o comentário do jornalista.

###
GILMAR É UM INFILTRADO DO STATUS QUO
Ricardo Boechat

Temos um Ministro do STF que não teme ser defensor explícito do crime organizado. Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser preso. Os laços de Gilmar e sua mulher com Jacob Barata são de amizade, comerciais e profissionais. O cunhado do Gilmar é sócio de Jacob Barata. Jacob tinha o contato direto da mulher de Gilmar em seus contatos.

Esse senhor Barata, pelos crimes revelados por vários delatores, vem roubando diretamente da população mais pobre do RJ, comprando toda a cúpula da política fluminense e a Fetranspor. O Sr. Barata roubou 10, 20 centavos 4, 6 vezes por dia da população mais pobre do RJ, por anos a fio.

A suspeição da Gilmar Mendes teria o efeito de mostrar que ele nada tem a ver com esses crimes, que a sociedade do cunhado e que a bênção no casamento, foram coincidências.

Mas como ele não se declarou suspeito, mesmo quando o “rabo abanou o cachorro” e com todas as manifestações do MP, demonstrando cabalmente que os elos são pessoais, comerciais e profissionais, a única opção a crer é que Gilmar tem muito a esconder tanto nessa relação como nas outras em que se posicionou de forma imoral.

Jacob Barata é um bandido violento. Provavelmente está roubando dos cariocas há 30 anos. É um milagre da Lava-Jato e adjacências que estejamos trazendo esse esquema à vista, à tona. O judiciário e o MP precisam tratar Jacob Barata de forma especial, com o peso expressivo da lei, pois ele vai entregar Gilmar Mendes.

As últimas atuações do ministro são claras evidências de obstrução intencional da justiça, mandando às favas qualquer resquício de moralidade e racionalidade. Um acinte, um deboche.

Está muito claro que Gilmar é um infiltrado do status quo para explodir os esforços anti-corrupção e redirecionar os entendimentos do STF para a frouxidão ética e moral, apenas com seus “afilhados e amigos”.

Derrubar Gilmar Mendes é atravessar uma das últimas muralhas de proteção do sistema corrupto que moveu a política brasileira nos últimos, pelo menos, 30 anos. Os brasileiros podem até ser impotentes para derrubá-lo, mas a cada atuação do ministro, mais gente desacredita no país e faz questão de não apoiar qualquer movimento de recuperação econômica.

Gilmar Mendes é a certeza da impunidade, portanto é a incerteza econômica. Gilmar Mendes é uma ode à concorrência desleal, portanto é um inimigo da governança e da ética nos negócios. Gilmar Mendes é o Alien parasita no organismo brasileiro.

Gilmar Mendes, mais do que Lula e Aécio (que são mortos vivos fedendo no noticiário), é a próxima fase de todas as lava-jatos do passado, e a primeira de todas as lava-jatos do futuro. Ou é ele, ou é a nação. Jacob Barata não deve entregar Cabral, que é outro cadáver político, esse pelo menos não está fedendo em nossas salas. Tem que entregar Gilmar.

Acreditem. Gilmar convence os brasileiros a não lutar para tirar o Brasil dessa crise. Convence os brasileiros com mais capacidade, mais recursos e maior grau de empreendedorismo a cogitar seriamente sair do país. Gilmar Mendes é nosso ministro bolivariano.

Amigos, entendam a importância de combatê-lo. Não se enganem, é um elemento fundamental para a manutenção do status quo. Está entre nós e a esperança. Assinem tudo, reverberem tudo, tudo o que for contra Gilmar. Esse cara quase torna a sonegação de impostos um imperativo ético. Ninguém merece pagar o salário desse imperador da imoralidade judiciária.*

(*) Mário Assis Causanilhas – Tribuna na Internet

IRMÃOS SIAMÊSES

Lula e Renan: nascidos um para o outro

O dono do partido que virou bando e o líder da bancada logo estarão juntos na disputa eleitoral que escolherá os síndicos de cela de presídio

O que se viu em Alagoas nesta terça-feira não foi a reconciliação entre Lula e Renan Calheiros ─ pela simples e boa razão de que nunca foram rompidos os laços de afeto consolidados em 13 anos de cumplicidade. De 2003 para cá, sempre esbanjando harmonia, a dupla fez o diabo no Congresso, fez coisas de que até Deus duvida em campanhas eleitorais e fez bonito no assalto aos cofres da Petrobras. Separados fisicamente, mantiveram-se atados por interesses comuns e pelas trapaças do destino.

Ambos atropelados pela Lava Jato, tanto o chefe do partido que virou bando quanto o senador que lidera a bancada do cangaço estão soterrados por inquéritos e processos. Nada como o medo de cadeia para tornar ainda mais sólidos casamentos bandidos. Nascidos um para o outro, Lula e Renan logo dividirão outro palanque, em busca da vitória na disputa eleitoral que escolherá os novos síndicos das celas de presídio que abrigam a população carcerária.*

(*)  Blog do Augusto Nunes

ELE É AMIGO DO GILMAR…

Janot quer pedido de prisão de Aécio analisado na Primeira Turma do STF

A defesa do senador entrou com recurso para levar o caso ao plenário da Corte

BRASÍLIA – Em manifestação encaminhada ao Supremo nesta quarta-feira (23), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra um recurso apresentado pela defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que busca levar para o plenário do Supremo Tribunal Federal, retirando da 1ª Turma, o julgamento do pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o tucano.

O pedido da defesa de Aécio, feito no dia 14, é para que o relator do caso, Marco Aurélio Mello, reconsidere a decisão em que julgou prejudicada (inviável de análise) a solicitação feita pelos advogados para que o caso fosse julgado no plenário. Para Janot, porém, a decisão de Marco Aurélio já analisou a questão defendida pela defesa e, portanto, não faz sentido a reconsideração.

Na manifestação de contrarrazões, Rodrigo Janot diz que, apesar de no primeiro momento ter se posicionado a favor da análise no plenário, isso não representava nenhuma “preferência” por essa opção, mas, sim, a constatação de que esta havia sido a decisão inicial do primeiro relator do caso, ministro Edson Fachin.

“Nenhuma das menções anteriores ao Plenário, feitas nos últimos 2 (dois) arrazoados do Ministério Público, expressou preferência da instituição por esse ou aquele órgão colegiado”, disse ele, para explicar que queria a mesma solução jurídica do caso do então senador Delcídio do Amaral, preso em 2015 por decisão monocrática do ministro Teori Zavascki, confirmada posteriormente na Segunda Turma do STF. Para Janot, a situação de Aécio Neves e Delcídio do Amaral é idêntica.

Na manifestação de Janot, o procurador-geral também volta a defender a prisão de Aécio Neves e a suspensão do exercício das funções parlamentares do tucano e de qualquer outra função pública — tema de um recurso que ainda será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, ainda sem data marcada.

Enquanto não se conclui a análise dos recursos em relação ao caso Aécio Neves, a denúncia apresentada pela PGR contra o senador segue sem ser analisada. O ministro Marco Aurélio Mello, relator, já explicou que só notificará a defesa para a apresentação de defesa prévia após o encerramento da análise dos recursos, como o da PGR, que insiste na prisão do senador.*

(*) Breno Pires e Rafael Moraes Moura –  Estadão

O INCORRUPTÍVEL HOMEM DA DILMA

Moro aceita denúncia, e Aldemir Bendine e outros cinco viram réus na Lava Jato
Ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da operação, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht.


O juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine e outras cinco pessoas, nesta quinta-feira (24). Agora, todos eles são réus na Operação Lava Jato e respondem ao processo na Justiça Federal do Paraná.
A denúncia contra eles, feita pelo Ministério Público Federal (MPF), trata dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço às investigações.
Bendine foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht. Leia aqui a íntegra da denúncia contra Bendine.
Além de Bendine, tornaram-se réus:
Álvaro José Novis, doleiro
André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, irmãos suspeitos de operar os repasses e lavar o dinheiro de propina;
Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, delatores da Lava Jato
Quando a denúncia foi feita, na terça-feira (22), a defesa de Aldemir Bendine disse que a atuação dele à frente do Banco do Brasil e da Petrobras se pautou pela legalidade e que vai demonstrar isso na ação penal com documentos e testemunhas.
João Mestieri, advogado de Álvaro José Novis, afirmou que o cliente dele também é delator da operação e que ele não é doleiro. “Ele fazia parte de um segmento de várias pessoas que recebiam uma data, um valor, uma senha e fazia o dinheiro sair daqui para ali”.
O G1 não conseguiu contato com as outras defesas.
Denúncia
Segundo a força-tarefa da Lava Jato, os crimes ocorreram de 2014 a 2017. Em 2015, Bendine deixou o Banco do Brasil com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, Bendine já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.

Quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição. Mas Marcelo Odebrecht e Fernando Reis disseram em delação premiada que não pagaram o valor por acharem que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato.
Na véspera de assumir a presidência da Petrobras, em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, segundo o MPF.
Investigadores dizem que o pedido foi feito para que a empreiteira não fosse prejudicada em seus interesses na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato. Segundo os delatores, a Odebrecht optou por pagar os R$ 3 milhões pelo Setor de Operações Estruturadas, como era chamada a área responsável pelas propinas na empresa.
Foram feitas três entregas em espécie, no valor de R$ 1 milhão cada uma, em São Paulo, entre junho e julho de 2015, com atuação de Álvaro Novis. Parte do valor da propina ainda foi passado a Bendine de forma dissimulada com o pagamento de uma viagem internacional feita por ele no final de 2015, afirma o MPF.
Em 2017, quando já sabiam que estavam sendo investigados, André, Antônio Carlos e Bendine tentaram dissimular o recebimento de propina como se tivessem origem em serviços de consultoria prestados à Odebrecht, segundo a denúncia. Para isso, fizeram o recolhimento de tributos da falsa consultoria.*

(*) G1 Paraná

Moro aceita denúncia, e Aldemir Bendine e outros cinco viram réus na Lava Jato

Ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da operação, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht.


Por G1 PR

 

Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)

O juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine e outras cinco pessoas, nesta quinta-feira (24). Agora, todos eles são réus na Operação Lava Jato e respondem ao processo na Justiça Federal do Paraná.

A denúncia contra eles, feita pelo Ministério Público Federal (MPF), trata dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço às investigações.

Bendine foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht. Leia aqui a íntegra da denúncia contra Bendine.

Além de Bendine, tornaram-se réus:

  • Álvaro José Novis, doleiro
  • André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, irmãos suspeitos de operar os repasses e lavar o dinheiro de propina;
  • Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, delatores da Lava Jato

 

Quando a denúncia foi feita, na terça-feira (22), a defesa de Aldemir Bendine disse que a atuação dele à frente do Banco do Brasil e da Petrobras se pautou pela legalidade e que vai demonstrar isso na ação penal com documentos e testemunhas.

João Mestieri, advogado de Álvaro José Novis, afirmou que o cliente dele também é delator da operação e que ele não é doleiro. “Ele fazia parte de um segmento de várias pessoas que recebiam uma data, um valor, uma senha e fazia o dinheiro sair daqui para ali”.

G1 não conseguiu contato com as outras defesas.

Denúncia

 

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, os crimes ocorreram de 2014 a 2017. Em 2015, Bendine deixou o Banco do Brasil com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, Bendine já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.

Quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição. Mas Marcelo Odebrecht e Fernando Reis disseram em delação premiada que não pagaram o valor por acharem que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato.

Na véspera de assumir a presidência da Petrobras, em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, segundo o MPF.

Investigadores dizem que o pedido foi feito para que a empreiteira não fosse prejudicada em seus interesses na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato. Segundo os delatores, a Odebrecht optou por pagar os R$ 3 milhões pelo Setor de Operações Estruturadas, como era chamada a área responsável pelas propinas na empresa.

Foram feitas três entregas em espécie, no valor de R$ 1 milhão cada uma, em São Paulo, entre junho e julho de 2015, com atuação de Álvaro Novis. Parte do valor da propina ainda foi passado a Bendine de forma dissimulada com o pagamento de uma viagem internacional feita por ele no final de 2015, afirma o MPF.

Em 2017, quando já sabiam que estavam sendo investigados, André, Antônio Carlos e Bendine tentaram dissimular o recebimento de propina como se tivessem origem em serviços de consultoria prestados à Odebrecht, segundo a denúncia. Para isso, fizeram o recolhimento de tributos da falsa consultoria.

Moro aceita denúncia, e Aldemir Bendine e outros cinco viram réus na Lava Jato

Ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da operação, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht.


Por G1 PR

 

Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)

O juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine e outras cinco pessoas, nesta quinta-feira (24). Agora, todos eles são réus na Operação Lava Jato e respondem ao processo na Justiça Federal do Paraná.

A denúncia contra eles, feita pelo Ministério Público Federal (MPF), trata dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço às investigações.

Bendine foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht. Leia aqui a íntegra da denúncia contra Bendine.

Além de Bendine, tornaram-se réus:

  • Álvaro José Novis, doleiro
  • André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, irmãos suspeitos de operar os repasses e lavar o dinheiro de propina;
  • Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, delatores da Lava Jato

 

Quando a denúncia foi feita, na terça-feira (22), a defesa de Aldemir Bendine disse que a atuação dele à frente do Banco do Brasil e da Petrobras se pautou pela legalidade e que vai demonstrar isso na ação penal com documentos e testemunhas.

João Mestieri, advogado de Álvaro José Novis, afirmou que o cliente dele também é delator da operação e que ele não é doleiro. “Ele fazia parte de um segmento de várias pessoas que recebiam uma data, um valor, uma senha e fazia o dinheiro sair daqui para ali”.

G1 não conseguiu contato com as outras defesas.

Denúncia

 

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, os crimes ocorreram de 2014 a 2017. Em 2015, Bendine deixou o Banco do Brasil com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, Bendine já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.

Quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição. Mas Marcelo Odebrecht e Fernando Reis disseram em delação premiada que não pagaram o valor por acharem que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato.

Na véspera de assumir a presidência da Petrobras, em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, segundo o MPF.

Investigadores dizem que o pedido foi feito para que a empreiteira não fosse prejudicada em seus interesses na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato. Segundo os delatores, a Odebrecht optou por pagar os R$ 3 milhões pelo Setor de Operações Estruturadas, como era chamada a área responsável pelas propinas na empresa.

Foram feitas três entregas em espécie, no valor de R$ 1 milhão cada uma, em São Paulo, entre junho e julho de 2015, com atuação de Álvaro Novis. Parte do valor da propina ainda foi passado a Bendine de forma dissimulada com o pagamento de uma viagem internacional feita por ele no final de 2015, afirma o MPF.

Em 2017, quando já sabiam que estavam sendo investigados, André, Antônio Carlos e Bendine tentaram dissimular o recebimento de propina como se tivessem origem em serviços de consultoria prestados à Odebrecht, segundo a denúncia. Para isso, fizeram o recolhimento de tributos da falsa consultoria.

Moro aceita denúncia, e Aldemir Bendine e outros cinco viram réus na Lava Jato

Ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da operação, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht.


Por G1 PR

 

Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Ex-presidente da Petrobras foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)

O juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine e outras cinco pessoas, nesta quinta-feira (24). Agora, todos eles são réus na Operação Lava Jato e respondem ao processo na Justiça Federal do Paraná.

A denúncia contra eles, feita pelo Ministério Público Federal (MPF), trata dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço às investigações.

Bendine foi preso em 27 de julho, na 42ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht. Leia aqui a íntegra da denúncia contra Bendine.

Além de Bendine, tornaram-se réus:

  • Álvaro José Novis, doleiro
  • André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, irmãos suspeitos de operar os repasses e lavar o dinheiro de propina;
  • Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, delatores da Lava Jato

 

Quando a denúncia foi feita, na terça-feira (22), a defesa de Aldemir Bendine disse que a atuação dele à frente do Banco do Brasil e da Petrobras se pautou pela legalidade e que vai demonstrar isso na ação penal com documentos e testemunhas.

João Mestieri, advogado de Álvaro José Novis, afirmou que o cliente dele também é delator da operação e que ele não é doleiro. “Ele fazia parte de um segmento de várias pessoas que recebiam uma data, um valor, uma senha e fazia o dinheiro sair daqui para ali”.

G1 não conseguiu contato com as outras defesas.

Denúncia

 

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, os crimes ocorreram de 2014 a 2017. Em 2015, Bendine deixou o Banco do Brasil com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, Bendine já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.

Quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição. Mas Marcelo Odebrecht e Fernando Reis disseram em delação premiada que não pagaram o valor por acharem que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato.

Na véspera de assumir a presidência da Petrobras, em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, segundo o MPF.

Investigadores dizem que o pedido foi feito para que a empreiteira não fosse prejudicada em seus interesses na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato. Segundo os delatores, a Odebrecht optou por pagar os R$ 3 milhões pelo Setor de Operações Estruturadas, como era chamada a área responsável pelas propinas na empresa.

Foram feitas três entregas em espécie, no valor de R$ 1 milhão cada uma, em São Paulo, entre junho e julho de 2015, com atuação de Álvaro Novis. Parte do valor da propina ainda foi passado a Bendine de forma dissimulada com o pagamento de uma viagem internacional feita por ele no final de 2015, afirma o MPF.

Em 2017, quando já sabiam que estavam sendo investigados, André, Antônio Carlos e Bendine tentaram dissimular o recebimento de propina como se tivessem origem em serviços de consultoria prestados à Odebrecht, segundo a denúncia. Para isso, fizeram o recolhimento de tributos da falsa consultoria.

DÁ PARA O POVO ENTENDER?

Gilmar: responsabilidade sobre nova
prisão de Onofre cabe a juiz Bretas

Em um ofício, o ministro Gilmar Mendes decidiu nesta quinta-feira (24) que a reponsabilidade sobre a nova prisão de Rogério Onofre é do juiz do Rio de Janeiro Marcelo Bretas.

Um dos presos na Operação Ponto Final, na qual também foi preso o empresário Jacob Barata Filho, Rogério Onofre foi solto nesta quinta após habeas corpus concedido por Gilmar.

Onofre é ex-presidente do Departamento de Transportes e do Estado do Rio e o Ministério Público havia pedido ao juiz Marcelo Bretas que não o soltasse, argumentando que Onofre tem feito ameaças a outros presos na operação e às famílias deles.

Bretas, contudo, decidiu encaminhar ofício a Gilmar Mendes. Mas o ministro entendeu que não cabe a ele a decisão, mas, sim, ao juiz do Rio.

Para Gilmar, permanece neste caso a regra de que a competência sobre a decisão é do chamado “juiz de origem” porque há novos fatos e fundamentos jurídicos. Ainda segundo o ministro, não consta dos autos a informação de envolvimento de autoridade pública para justificar o deslocamento de competência do caso para o STF.

O ministro destacou ainda que, apesar da gravidade dos fatos, não compete ao STF decidir sobre o caso nem esclarecer procedimentos a serem adotados pelo juiz Marcelo Bretas.*

(*) Blog do Gerson Camarotti – G1 Brasília

AMINIMIGOS

Os tucanos não se bicam, mas brigam muito e continuarão em cima do muro

Resultado de imagem para tucanos charges

Incomodada com os recentes posicionamentos adotados pelo presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), uma ala do partido passou a defender que ele mude de postura ou deixe o comando da legenda. O entendimento dos parlamentares dessa ala tucana, alinhada com o governo do presidente Michel Temer, é que Tasso não representa a visão majoritária dos tucanos.

Tasso assumiu o comando interino do PSDB em maio deste ano, após o então presidente, Aécio Neves (MG), se licenciar. Aécio foi citado por delatores do grupo J&F, que controla a JBS, e chegou a ser afastado do mandato parlamentar por determinação do Supremo Tribunal Federal, mas já retornou. Desde então, Tasso tem recebido críticas de colegas de partido mais alinhados a Temer.

PARTIDO AO MEIO – A crise no PSDB começou quando a Câmara teve de analisar a denúncia da Procuradoria Geral da República contra Temer. Dos 47 deputados tucanos, 21 votaram pelo prosseguimento do processo para o Supremo Tribunal Federal.

Em meio às delações da JBS e a denúncia contra Temer, Tasso afirmou que o PSDB estava “evoluindo naturalmente para a saída do governo”. O partido comanda quatro ministérios atualmente: Secretaria de Governo, Relações Exteriores, Cidades e Direitos Humanos.

Na semana passada, outro episódio agravou a divisão interna no PSDB. O partido veiculou na TV uma propaganda na qual criticou o “presidencialismo de cooptação” e afirmou que errou ao aceitar como “natural” a troca de favores individuais em prejuízo da “verdadeira necessidade do cidadão brasileiro”.

TIRO NO PÉ – Após a divulgação da propaganda, os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, disseram que o vídeo foi um “tiro no pé” do partido, além de uma “forte ofensa”.

Na noite desta segunda-feira (dia 21), lideranças tucanas se reuniram em Brasília, na residência do deputado Giuseppe Vecci (GO), vice-presidente do partido. Ao G1, o deputado afirmou que os participantes do encontro têm buscado o entendimento com o comando do partido, mas disse ter pressa para uma solução.

“Temos que tentar ver se [o Tasso] abranda esse posicionamento, ver se cria uma gestão mais compartilhada. Se isso não der certo, isso vai ser rápido, vai ter uma decisão rápida, acredito que no decorrer da semana vai ter que surgir um outro caminho”, afirmou.

QUEM É MAIORIA? – Tasso Jereissati afirma que a ala descontente do partido precisa demonstrar que é maioria. “Eles [que] vão ao Aécio e digam: ‘Aécio, tira o homem que ele não nos representa’. E provem que são majoritários. É tão fácil”, disse.

Ao colunista do G1 Gerson Camarotti, Tasso já havia dito que não renuncia ao comando interino do PSDB e, se Aécio quiser reassumir, que diga.

Também vice-presidente do PSDB, a deputada Mariana Carvalho (RO) defendeu ao G1 a permanência do senador no comando interino do partido. Ela acrescentou esperar que os atritos sejam resolvidos em reuniões do partido. Novos encontros estão previstos para esta semana. “No meu meio, as pessoas estão muito felizes com o Tasso”, disse.*

(*) Bernardo Caram – G1, Brasília