VOLTA AO PASSADO, JAMAIS!

Que todos se lembrem!

 

Sem risco de golpe militar. Faltam as “condições objetivas”. De resto, o mundo, o Brasil e os militares são hoje muito diferentes dos que existiam em 1964, referência mais próxima de ruptura com a democracia.

Nem assim há de ignorar-se que um general na ativa desrespeitou a lei e falou em golpe para livrar-nos dos políticos corruptos. E que simplesmente nada lhe aconteceu. Por quê? Adiante.

A Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (SUDERJ) informa: sai de campo a expressão “tem que manter isso”, de Michel Temer.  Entra “então teremos que impor isso”, de Antonio Martins Mourão.

A separar as duas, seis meses de uma crise política que se arrasta desde 2015. A juntá-las, um presidente cai não cai e um general golpista que, se pudesse, suceder-lhe-ia na marra.

Temer disse o que disse ao ouvir do empresário Joesley Batista, dono do Grupo JBS, à época investigado por corrupção, que ele continuava pagando propina ao ex-deputado Eduardo Cunha para que não delatasse; Mourão, em palestra para maçons reunidos em Brasília no último dia 15 quando perguntado se não seria a hora de os militares intervirem outra vez.

“Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública os elementos envolvidos em ilícitos, ou então teremos que impor isso”, respondeu Mourão, Secretário de Finanças do Exército, punido há dois anos com a perda do Comando Militar do Sul por incitar seus colegas à “guerra patriótica” contra a corrupção e homenagear um coronel torturador.

Foi por corporativismo, mas não só, que o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, ignorou a afronta de Mourão à lei, porque de afronta se tratou.

É vedado ao militar da ativa falar sobre assuntos políticos em público. Villas Bôas não puniu Mourão porque o que ele disse é o que pensa uma parte do Alto Comando da força. Elogiou-o como “um grande soldado”.

Natural que em reuniões a portas fechadas, como aconteceu no último dia 11, generais tracem cenários para o futuro de um país que atravessa forte crise econômica, social e política. Grave é que um dos cenários possa contemplar a hipótese de um golpe.

Chamar golpe de intervenção militar é um truque sujo para mitigá-lo, uma contrafação perigosa, explosiva e antipatriótica.

Até aqui, passados tantos anos, aos militares é ensinado nos seus cursos de formação que o golpe de 64 foi uma revolução. Eles se recusam a admitir que o país viveu sob uma ditadura militar durante 21 tenebrosos anos, e que a tortura e o assassinato de adversários do regime fizeram parte, sim, de uma política de Estado. Não foram apenas desvios de conduta de alguns poucos.

Na democracia, militar é um civil que veste farda, anda armado e pilota brucutu. Uma vez que seu salário é pago pelo governo, ele é um servidor público como outro qualquer.

Não está acima das leis como ninguém está. Merece respeito como a qualquer pessoa deve respeito. Seu superior é o presidente da República. Entre suas tarefas não está a eliminação da vida pública de políticos corruptos.

O temor reverencial dos brasileiros à farda é alimentado por governos civis fracos e tem tudo a ver com um passado de intervenções militares que por nefastas, dolorosas e estúpidas desejaríamos esquecer. Mas, não.

Tal passado jamais deve ser esquecido, para que jamais se repita.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

E NA TENDA DO TEMER…

Faltou mão de obra para ler a peça anti-Temer

Por falta de mão de obra, a Câmara adiou novamente a leitura da denúncia contra Michel Temer e os ministros palacianos Moreira Franco e Eliseu Padilha. O regimento exige a presença de pelo menos 51 deputados dos 513 deputados. Havia 23 no prédio. Apenas nove deram as caras no plenário.

Foi o segundo adiamento. Na sexta-feira, dois deputados dividiam o ambiente com com as moscas. Um deles era Celso Jacob (PMDB-RJ). Presidiário, Jacob cumpre sua pena em regime semi-aberto. Durante o dia, dá expediente na Câmara. À noite, volta para a cadeia.

A plateia já sabe que a segunda denúncia da Procuradoria contra Temer terá o mesmo destino da primeira: a cova. Mas os holofotes que imprensa lança sobre o tema adicionam sofrimento ao tédio infinito que tomou de assalto (ops!) a plateia. Num país obrigado a conviver com 13 milhões de desempregados, é doloroso constatar que os deputados ganham horrores para se abster de trabalhar.

Pior: quando arregaçarem as mangas, entre terça e quarta-feira, será para arrancar do governo todas as vantagens que o dinheiro público for capaz de bancar em troca do salvo-conduto para que Temer e seus cúmplices continuem agindo sem o incômodo de uma investigação.*

(*)  Blog do Josias de Souza

O CRIADOR DA SEITA É HONESTO, PALOCCI

Palocci aprendeu que é crime revelar crimes de Lula

Enquanto permaneceu calado, o Italiano, codinome que ganhou do Departamento de Propinas da Odebrecht, mereceu o respeito da companheira Amante

O desempenho da senadora do PT paranaense e a performance na chefia da Casa Civil de Dilma Rousseff garantiram a Gleisi Hoffmann, primeiro, o posto de rainha da bateria do bloco Unidos de Lula e, desde 3 de junho deste ano, o comando da direção nacional do do partido que virou bando. O que fez em menos de quatro meses é mais do que suficiente para provar que a companheira homenageada pelo Departamento de Propinas da Odebrecht com gorjetas milionárias e dois codinomes (Amante e Coxa) merece ser promovida a presidente vitalícia, subordinada apenas à divindade que chefia a organização criminosa.

É até pouco para quem conseguiu em tão curto período produzir tantas ideias de jerico que exibiram com tamanha clareza a cabeça e a alma do PT. Ainda em junho, por exemplo, Gleisi baixou na Nicarágua para animar com teses bastante criativas o Foro de São Paulo, nome de batismo da irmandade dos órfãos da União Soviética. Depois de reafirmar que Nicolás Maduro prende e mata adversários políticos para defender a democracia, a oradora chorou lágrimas de esguicho pela perseguição política imposta a Lula por velhos companheiros de bandidagens.

Nesta sexta-feira, ao anunciar “a suspensão por 60 dias das atividades partidárias de Antonio Palocci”, Gleisi conseguiu fabricar uma decisão de assustar doido de pedra. Preso em Curitiba desde novembro de 2026, já faz quase um ano que o ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma não exerce atividades partidárias. (Ultimamente, não tem exercido sequer atividades físicas). Como tampouco será libertado em menos de dois meses, bastaria que o PT o esquecesse por lá para que o castigo se consumasse.

Milhões de brasileiros decentes talvez se tenham surpreendido com a descoberta: o PT, quem diria, tem uma comissão de ética. O que não espantou ninguém foi saber como é o código ético do partido. Palocci foi punido não pelos crimes que praticou e vinha tentando esconder, mas pelas delinquências protagonizadas por Lula que começou a revelar aos integrantes da Lava Jato. Enquanto permaneceu calado, o Italiano mereceu o respeito da companheira Amante — ou Coxa. Ao abrir o bico, transformou-se no renegado Palocci.

“Ao mentir, sem apresentar provas, Palocci colocou-se deliberadamente a serviço da perseguição político-eleitoral que é movida contra a liderança de Lula e o PT”, diz um trecho da resolução divulgada por Gleisi. Pela ética do PT, está certo quem oculta o que viu de errado. Contar verdades é crime hediondo. Sobretudo se a verdade reduz a distância que separa o chefão da merecidíssima gaiola.*

(*)  Blog do Augusto Nunes

MAIS UMA CHANCHADA

Votação de denúncia será nova peça de teatro sob roteiro previsível

BRASÍLIA – Se não der nenhuma zebra nas próximas semanas, a Câmara vai barrar, mais uma vez, uma denúncia da PGR contra Michel Temer.

Será uma nova peça de teatro com um roteiro batido e previsível. Assistiremos aos barracos barulhentos na Comissão de Constituição e Justiça. Deputados da base governista e da oposição trocarão insultos nas sessões e a turma do chamado centrão tentará, como de costume, vender caro o seu apoio ao presidente.

Passada a CCJ, as cenas de fisiologismo explícito vistas em plenário na primeira denúncia vão se repetir. Enquanto o centrão barganha de um lado, o Planalto abre, de outro, o balcão de emendas e cargos. E o PSDB, naquele tradicional vai-não vai, no fim entrega os votos a Temer.

O fato é que ninguém na Câmara –nem a oposição (sobretudo o PT, encalacrado na Lava Jato)– almeja derrubar o presidente. Os deputados querem só usar a peça feita pela PGR para mostrar que eles têm certo valor (e ponha “valor” nisso).

A fatura, aliás, desta vez sairá mais barata para o governo. Apesar da turbulência natural que causou, a nova acusação não passa de um catado de delações de todas as patentes e interpretações subjetivas e confusas, algumas embasadas por investigações ainda em andamento.

A tal bomba que se esperava com a delação do doleiro Lúcio Funaro virou –ao menos, por enquanto– um traque. O que se viu até aqui de sua colaboração é um amontoado de disse me disse e histórias já sabidas. É bem provável que grande parte do que ele contou seja verdade, simplesmente pelo fato de envolver figurinhas carimbadas de escândalos de desvios –mas daí transformar esses relatos em elementos probatórios para formular denúncia contra alguém a distância é gigantesca.

Esse jogo parece ganho para Temer. Apenas um fato novo e extremamente grave pode impedi-lo de concluir o mandato, ainda que o faça aos trancos e barrancos, sob uma popularidade pífia e vergonhosa. *

(*)  Pedro Colon – Folha de São Paulo

E NO PAÍS DA PIADA PRONTA

O PT não quer outro Lula, está certo

O PT quer que o Ministério Público investigue os aviões nos quais João Doria voa para lá e para cá.

A Folha revelou que “o Legacy que o tucano diz ser seu na verdade pertence a uma empresa do grupo que ele fundou e do qual se desligou após vencer a eleição municipal de 2016”.

De acordo com o jornal,  “a situação pode motivar questionamentos de improbidade administrativa ou conflito de interesses. O mesmo ocorre, segundo professores de direito, no caso da troca de horas de voo com o advogado Nelson Wilians, que defende o prefeito e as empresas do grupo Doria”.

O PT não quer outro Lula, está certo.*

(*) O Antagonista

CORTARAM A CABEÇA DA JARARACA

Partidos de esquerda já traçam cenário sem Lula na disputa presidencial de 2018

Parceiro histórico do PT, o PCdoB, por exemplo, já se prepara para fechar outras composições eleitorais. O receio do partido é esperar Lula indefinidamente – já que a estratégia do PT consiste em levar a candidatura do ex-presidente até o último recurso jurídico – e depois ficar “a ver navios”.

CONSULTAS – “Nós já começamos a fazer consultas sobre nomes”, afirmou o deputado Orlando Silva (PC do B-SP), que foi ministro nos governos comandados por Lula e Dilma Rousseff. “Sem Lula na cédula não tem por que o PCdoB apoiar o PT. Na esquerda, vai ser todo mundo igual”, disse o deputado.

O PCdoB abriu negociações com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, que nesta semana também conversará com a direção do PSB. Nada, porém, está fechado. Nos bastidores, tanto integrantes da oposição como aliados do presidente Michel Temer dizem que muitos lances para 2018 estão congelados, à espera da definição sobre Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

REPETINDO 1989 – “Mas nós começamos o degelo”, disse Silva, que não exclui a possibilidade de o PCdoB lançar candidato próprio à sucessão de Temer. “O desgaste com a política é tão grande que os partidos serão chamados a se posicionar. A tendência é de que a eleição de 2018 seja pulverizada, como a de 1989.” Naquele ano, 22 candidatos disputaram o Planalto.

O PDT, outro aliado histórico do PT, faz os cálculos para 2018 contando que Lula será barrado pela Justiça. “É mais do que legítimo o PT manter a candidatura de Lula, mas penso que ele não será candidato”, disse o presidente da sigla, Carlos Lupi. O partido aposta na candidatura de Ciro independentemente de Lula ser candidato.

“É pouco provável que o PT venha a nos apoiar, por isso não muda muito para o PDT, mas, sem Lula, Ciro passa a ter um potencial de crescimento grande no Nordeste”, disse. Com base na avaliação de que o petista será impedido, o PDT tenta entabular conversas com PC do B, PSB e com o próprio PT a fim de ampliar o leque de alianças em torno de Ciro.

PSB AGUARDA – Aliado do PT no passado, o PSB se prepara para outros voos. “Precisamos pesar, porém, se a candidatura própria vai nos ajudar em relação aos palanques estaduais. A hora é de aguardar um cenário de menos incertezas. Não podemos excluir ninguém antes de falar com as forças políticas”, disse Carlos Siqueira, presidente do PSB.

O socialista disse já ter conversado com o governador Geraldo Alckmin, que deseja concorrer ao Planalto pelo PSDB. O vice, Márcio França, é da legenda e, segundo Siqueira, será candidato ao governo paulista em 2018.

Ciro Gomes também está na mira do PSB, tanto que um encontro com ele foi marcado para esta semana. “Além disso, a direção do PT também pediu reunião conosco e ainda vamos falar com a Marina Silva (Rede)”, afirmou Siqueira, para quem o quadro de 2018 se aproxima ao de 1989.

PSOL INDECISO – Principal adversário do PT no campo mais à esquerda, o PSOL desde o primeiro momento trabalha para ter candidatura própria, sem perspectivas de alianças, mas avalia que, caso Lula não seja candidato, tem chances de ampliar as alianças atraindo partidos e grupos que hoje circulam na órbita petista. O nome do PSOL hoje para 2018 é o do deputado Chico Alencar (RJ), que ainda não definiu se aceita a empreitada.

Sem o petista na disputa, o partido espera filiar o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, e lançá-lo candidato ao Planalto. Boulos, que já admitiu em entrevistas a possibilidade de disputar eleições, faz mistério sobre o futuro. Aliados especulam que, com Lula, Boulos se candidataria a deputado federal.

Para a direção da legenda, a eventual ausência do petista pode acelerar uma reorganização da esquerda, com a deserção de setores do PT, ainda para 2018. “Mas é claro que quanto mais tarde acontecer esta definição mais difícil fica”, disse o presidente da Fundação Lauro Campos, Juliano Medeiros.

MARINA NA REDE – A Rede da ex-ministra Marina Silva, que em 2014 ameaçou a reeleição de Dilma, diz que a possível ausência de Lula em 2018 não interfere nos planos do partido. No entanto, aliados de Marina admitem que ela pode herdar votos do petista.

“Não estamos traçando duas estratégias”, disse o coordenador nacional Bazileu Margarido. Para ele, porém, caso Lula seja barrado, o cenário muda. “Se Lula não for candidato, todo mundo vai se mexer”, avaliou Bazileu.*

(*) Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

LEGADO LULOPETISTA

Socorro, Rudolph Giuliani! Venha logo, o Rio precisa de você “de janeiro a janeiro”!

“O Rio vive uma situação constrangedora e terrível. Acredito que o programa “Rio de Janeiro a Janeiro” pode causar um “virada” na situação financeira e social do estado, que é difícil e constrangedora. Espero que o programa consiga restabelecer um ambiente de confiança e segurança para os moradores” – (Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República).

Para melhorar a segurança, seria bom ter Olimpíada “todo mês”, porque é um evento do Brasil” – (Marcello Crivella, prefeito do Rio).

Não temos apenas o Rock in Rio. Temos dezenas de grandes eventos que já acontecem tradicionalmente e que nossa indústria tem planos de realizar outros eventos com a mesma potência” (Sérgio Sá Leitão, ministro da Cultura).

A juventude está quase “prisioneira” de traficantes de drogas e os novos eventos vão alavancar a economia carioca” (Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento).

CONVERSA FIADA – Tudo asneiras e mais asneiras. Todos esses senhores, que não passam de ilusionistas, que nunca se preocuparam com o bem-estar do povo brasileiro, muito menos com a população carioca, eles querem, agora, festanças, eventos internacionais o ano inteiro, num país e numa cidade dilaceradas pelos efeitos da corrupção dos chamados “governantes” que muitos deles são ou foram no passado. Querem dar ao povo pão e circo, modo que os imperadores romanos encontraram para manter a plebe servil.

Que façam uma pesquisa, uma enquete, e perguntem à população se eles querem os tais “grandes eventos no Rio de Janeiro a Janeiro de 2018”. A resposta será um sonoro não. Não queremos. Sabemos que são imaginações fantasiosas que, se de fato ocorrerem, nenhum ganho trará para o povo. Não será com o lucro de grandiosos eventos que o Rio vai ficar menos pior.

CADÊ OS LEGADOS? – Que legados teve o povo com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016? Que ganha o povo com os carnavais? Até a alegria de outrora o carioca já perdeu!

Essa possibilidade de geração de emprego é mera ficção. Se gerar, é por curto tempo. Será “bico”. E com salário de baixo valor. Na Olimpíada do Rio os caciques olímpicos roubaram a força de trabalho de mais de 50 mil voluntários que trabalharam muito e não receberam um centavo. E o fabuloso lucro com o evento que benefício trouxe para o povo? O mesmo aconteceu com a Copa do Mundo de 2014: voluntários, obras superfaturadas e muito mal edificadas, governantes processados e presos e tudo hoje abandonado e caindo aos pedaços. Eis os legados.

Desde quando CBF (Confederação Brasileira de Futebol), FIFA (Associação Internacional das Federações de Futebol), COB (Comitê Olímpico Brasileiro, agora com novo nome — Comitê Olímpico do Brasil —, para tornar menos pior a imagem da instituição), COI (Comité Olímpico Internacional), desde quando tais entidades, em que o dinheiro entra e sai “pelo ladrão”, obraram por benemerência, sentiram piedade e abriram seus cofres para dar auxílio às nações e seus povos? Nunca, é a resposta.

NENHUMA LÁGRIMA – O presidente Gianni Infantino, da FIFA, até que veio participar do velório dos jogadores e dirigentes da Chapecoense que morreram no desastre de avião. Mas nem Infantino nem a FIFA deram amparo às famílias dos mortos. Infantino nem se comoveu. Se chorou, ninguém viu. E a FIFA só existe porque existe o futebol. E futebol só é jogado com os jogadores, que são os únicos atores que sustentam a FIFA. Ou não são, seu Infantino? E quando atores e suas famílias sofrem, não é dever do(s) dono(s) do espetáculos acudi-las?

Ora veja só, festança de janeiro a janeiro de 2018 no Rio para tirar a cidade da crise, para proteger o povo da violência urbana, para causar “uma virada na situação financeira e social do estado”, como disse Moreira Franco, já condenado pela Justiça quando foi governador do Rio e agora denunciado no Supremo Tribunal Federal pela prática de crimes comuns!…

Imaginava-se tudo dessa gente, menos tanta ganância, tanta engabelação e oportunismo deles para tirar proveito da dor, do sofrimento, da tragédia, da calamidade pública que sofrem os cariocas. Que venham os R$200 milhões para equipar as polícias do Rio e para serem empregados em ações sociais.

CHAMEM GIULIANI – Que chamem Rudolph Giuliani, o prefeito (mayor) de Nova York que de janeiro de 1994 a 31 de dezembro de 2001, implantou sua política de “tolerância zero”, e acabou com a criminalidade que infestava a cidade e fez de Nova York a mais segura das cidades norte-americanas, sem festanças, sem eventos internacionais… sem esses “truques malandros” desses “geniais” brasileiros que se reuniram nesta domingo no Rio para anunciar o que o povo não quer.

Que chamem Giuliani. Ele está “vivinho da silva”. Está inteiraço. Do alto dos seus 73 de idade e acumulando tanta experiência, o famoso prefeito não se furtaria vir ao Rio, ficar sabendo de tudo e traçar um plano, este sim, merecidamente chamado “Rio de Janeiro a Janeiro”, para que o povo possa viver em paz.*

(*) Jorge Béja – Tribuna na Internet

HOMEM BOMBA

Operador de propinas de Cunha passa a ser homem-chave de novas delações

Altair é um personagem-chave das relações de Cunha. Em 2015, a Polícia Federal encontrou na casa do então presidente da Câmara, no Rio, um táxi que estava registrado em nome de Altair Alves Pinto. À época, Cunha afirmou que “eventualmente” ele alugava o carro para a prestação de “serviços gerais”.

 ASSUNTOS PARTICULARES – Segundo o Blog apurou, Temer chegou a receber relatos de seus aliados de que eles tinham conhecimento das funções de Altair, um “faz-tudo” de Cunha.   Geddel, segundo apurou o Blog, já admitiu ao presidente ter contato com Altair. Em conversas reservadas, ele costumava dizer a interlocutores que cuidava de assuntos particulares com Altair.

Outro ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures teria abordado o assunto em uma conversa reservada com o peemedebista durante uma viagem internacional, quando ele ainda era vice-presidente da República.

NINGUÉM CONHECE – O Blog procurou os citados com uma série de questões sobre a relação deles com Altair. A defesa de Geddel disse que só fala sobre o que tem acesso – e que não trabalha “com suposições”.

A defesa de Rocha Loures, por sua vez, disse “tratar-se de informação absolutamente improcedente”. E que Loures não conhece Altair e nunca foi apresentado a ele.

O Planalto afirmou que o presidente “não sabe quem é”. Não ouviu nada sobre e não conhece Altair.*

(*)  Blog da Andréia Sadi – G1 Brasília