O PRESÉPIO DA NARIZINHO

Gleisi debocha do povo brasileiro

O atual presidente seria o responsável pela farra dos gastos públicos, pelos 13 milhões de desempregados e até pelas delinquências cometidas por Lula

Gleisi Hoffmann deveria estar inventando álibis para escapar da cadeia, que ficou mais próxima com a denúncia feita pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A presidente do PT tem de explicar a história muito mal contada dos quatro milhões e meio de reais que embolsou. Em vez disso, Gleisi se dedica, no momento, a provar que a crise parida por Lula e ampliada por Dilma foi obra do vice Michel Temer.

O atual presidente seria o responsável pela farra dos gastos públicos, pelos 13 milhões de desempregados e até pelas delinquências cometidas por Lula e pelo poste que fabricou. Ao contrário do que pensam os líderes da seita petista, os brasileiros já não aceitam ser tratados como um bando de idiotas. A eleição municipal de 2016 foi um aviso que eles não entenderam. Só vão acordar depois do nocaute marcado para outubro de 2018.*

(*) Blog do Augusto Nunes

CAIU DO POLEIRO

PSDB não saiu do governo Temer, recebeu alta

 

Todos sabem que o muro é o habitat natural dos tucanos. Mas a incapacidade crônica do PSDB de tomar decisões evoluiu para uma esquizofrenia. O partido ensaia seu desembarque do governo há quase seis meses, desde a explosão do grampo do Jaburu. Mas foi ficando. De repente, o tucanato foi saído da administração Temer: “O PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, disse aos jornalistas o chefe da Casa civil de Temer, Eliseu Padilha.

Num artigo publicado no início do mês, Fernando Henrique Cardoso, o farol do PSDB, havia iluminado o drama do partido: “Ou o PSDB desembarca do governo e reafirma que continuará votando pelas reformas, ou sua confusão com o peemedebismo dominante o tornará coadjuvante na briga sucessória”, escreveu FHC. Ele não se deu conta. Mas a posição subalterna do seu partido já estava consolidada.

Uma das características da esquizofrenia é a dissociação entre o pensamento e a ação. O fenômeno provoca no doente uma perda de contato com a realidade e uma desagregação da personalidade. Aécio Neves, símbolo da degradação tucana, disse que o PSDB sairia do governo pela porta da frente. Era alucinação. O PSDB não saiu. Tornou-se o primeiro partido da história a ter alta de um governo.*

(*) Blog do Josias de Souza

O HONESTO DA DILMA

Relator no STJ vota para Pimentel virar réu, mas continuar no governo

“Entendo descabido, por se tratarem de fatos ocorridos antes de ele assumir o mandato de governador”, disse Benjamin, acrescentando que não existe “nenhum ato do denunciado Fernando Pimentel que vise obstruir, ou criar entrave à investigação criminal”.

O julgamento, realizado na Corte Especial do STJ, foi interrompido com o placar de 2 x 0 após pedido de vista do ministro Og Fernandes. Acompanhou integralmente o relator o ministro Jorge Mussi. É preciso uma maioria simples para confirmar o voto de Benjamin, ou seja, a concordância de mais da metade dos 15 ministros que compõem o colegiado.

OUTROS RÉUS – Benjamin votou para que outras cinco pessoas também se tornem rés no processo: Pedro Medeiros, apontado como mula de propina; Eduardo Serrano, ex-chefe de gabinete de Pimentel; Benedito Oliveira, empresário acusado de ser intermediário do governador; e os ex-executivos da empresa Odebrecht João Nogueira e Marcelo Odebrecht.

Nessa denúncia, desdobramento da operação Acrônimo e apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em novembro do ano passado, Pimentel foi acusado de beneficiar a empresa Odebrecht em processos na Câmara de Comércio Exterior (Camex), entre 2011 e 2014, quando o petista era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e presidia o órgão.

Um dos processos diz respeito à aprovação de seguro de crédito para cobrir um financiamento de R$1,5 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o soterramento de uma ferrovia na Argentina, obra realizada pela Odebrecht. Outro processo refere-se à aprovação de um financiamento para obras de transporte público em Moçambique.

PROPINA – Segundo a denúncia, em troca de benefícios à empresa, Pimentel combinou o recebimento de R$ 15 milhões em espécie a título de propina e o acerto, delatado por Marcelo Odebrecht e João Nogueira, ambos ex-executivos da Odebrecht, foi intermediado por Benedito Oliveira, o Bené, empresário apontado como forte aliado do então ministro.

“Houve um ajuste para o pagamento dos valores em espécie segundo um cronograma e uma logística estruturada pela empresa”, afirmou o vice-procurador-geral da República Luciano Mariz Maia.

Para o advogado do governador, Eugênio Pacelli, as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) na Operação Acrônimo demonstram clara motivação política. “O alvo sempre foi Pimentel.”*

(*) Felipe Pontes – Agência Brasil

CHUTANDO CACHORRO MORTO

O silêncio de Joesley, em resposta aos parlamentares que antes o bajulavam

A sessão promoveu o reencontro do delator com os delatados que o bajulavam. Ao menos 15 integrantes da CPI receberam dinheiro do frigorífico na última campanha. Diante das câmeras, eles preferiram omitir a ajuda para atacar o ex-aliado.

“AL CAPONE” – “Acho que o senhor não é tão bandido quanto confessa ser”, disparou o relator Carlos Marun (PMDB-MS), destinatário de R$ 103 mil da JBS em 2014. “O senhor, que era um mafioso de terceira categoria, resolveu achar que era o Al Capone”, prosseguiu.

O deputado domina a temática como poucos. Ele despontou do anonimato como escudeiro de Eduardo Cunha, a quem foi visitar na cadeia. Depois virou defensor de Michel Temer, alvo de duas denúncias criminais.

“De tanto que os senhores armaram, caíram na própria armação”, repreendeu João Rodrigues (PSD-SC). Ele declarou ter recebido módicos R$ 7,5 mil da JBS na última eleição.

DA CONCORRÊENCIA – Joesley também enfrentou a artilharia de parlamentares bancados por seus concorrentes. “Temos a sensação de que sua família é uma quadrilha, e a sua empresa, uma organização criminosa”, atacou Heuler Cruvinel (PSD-GO), que levou R$ 100 mil do frigorífico BRF.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que recebeu R$ 66,4 mil da JBS, tentou aliviar o clima com uma piada. “O senhor Joesley conseguiu fazer o Roberto Carlos comer carne”, gracejou. Em seguida, ele voltou a esbravejar contra a Lava Jato.

Num raro momento de trégua, João Gualberto (PSDB-BA) parou de bater no delator e se lembrou dos delatados. “Todo mundo sabe que são corruptos os vários que receberam”, disse. Antes de ser fuzilado pelos colegas, ele se corrigiu: “Não digo todos, não quero ofender todos…”*

(*) Bernardo Mello Franco – Folha de São Paulo

NEPOTISTA & CANALHA

Planilha apreendida revela a cota de cargos de Aécio Neves no governo federal

Os papéis foram apreendidos pela PF em 18 de maio deste ano, dia em que foi deflagrada a Operação Patmos, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo dia, a PF fez buscas em imóveis ligados ao senador em Brasília, Rio e Minas e prendeu preventivamente a irmã dele, Andrea Neves.

NA LAVA JATO – O senador e candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014 foi citado nas delações premiadas dos executivos do grupo J&F como beneficiário de repasses de recursos pelo grupo. Em junho, a Procuradoria Geral da República denunciou Aécio por corrupção passiva e obstrução de Justiça, pelo suposto recebimento de propina de R$ 2 milhões da J&F.

A planilha intitulada “Indicações para Cargos Federais – Minas Gerais” detalha quem indicou (político e partido) e quem foi indicado para 16 cargos em 10 órgãos do governo federal em Minas. É esta planilha que traz a data “10/02/2017”. Os órgãos são Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Superintendência Federal de Agricultura, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Caixa, Ceasa, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Ibama, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Geap e Companhia de Armazém e Silos de Minas.

ANOTAÇÕES – Para cada nome há observação sobre efetivação ou não da indicação e a existência de pendências. Em pelo menos um caso, um ex-secretário parlamentar de um deputado aliado de Aécio assumiu um dos cargos listados.

Os outros mapeamentos traziam cargos com possibilidade de serem preenchidos. A planilha principal trazia o título: “Recrutamento Amplo Político em Minas Gerais”. Outra, indicava “recrutamento restrito”, com indicações de cargos técnicos.

Outros papéis traziam referência a um dos aliados de Aécio, o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Neste caso, a planilha traz a indicação de “Cargos em Órgãos Importantes Brasília/Rio”.

“CONHECIMENTO” – Em nota, a assessoria do senador afirmou que o levantamento diz respeito a indicações feitas por deputados federais de Minas, de vários partidos, para cargos na administração federal, encaminhado a Aécio “para conhecimento”.

Relatório da PF informa que dois celulares apreendidos no apartamento de Aécio em Ipanema, no Rio, estão em nome do lavrador Laércio de Oliveira e do pedreiro Mitil Ilchaer Silva Durão. Em um dos aparelhos foram usados chips em nome de uma empregada doméstica e de um motorista de Andrea Neves, irmã do senador. A polícia suspeita que os quatro — o lavrador, o pedreiro, a empregada doméstica Valquíria Júlia da Silva e o motorista Agnaldo Soares — foram usados como laranjas para esconder a identidade do usuário dos celulares. Segundo a PF, os celulares são descartáveis e, em geral, usados para quem não quer deixar pistas sobre interlocutores e conteúdo de conversas. (Colaborou Jailton de Carvalho)*

(*) Vinicius Sassine – O Globo

CANALHAS JURAMENTADOS

PF incrimina Teotônio Vilela e Renan (pai e filho) por desviar verbas da seca

A ação acontece em quatro estados: Maceió (AL), Salvador (BA), Limeira (SP) e Brasília (DF). A PF investiga irregularidades nas obras do Canal do Sertão, entre os anos de 2009 e 2015. A operação, batizada de “Caríbdis”, faz referência a uma criatura da mitologia grega que deixa as águas turbulentas.

PROPINAS – Em abril, o Globo mostrou que o dinheiro de obras contra a seca foi usado para pagar propina ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o atual governador de Alagoas Renan Filho e o ex-governador daquele estado Teotônio Vilela.

Os três são acusados de receber R$ 13,3 milhões da Odebrecht. Para Teotônio, os delatores da empreiteira disseram ter pago R$ 2.8 milhões, só no período em que ele era governador e um dos responsáveis diretos pelo Canal.

As fraudes nas obras destinadas a mitigar os efeitos da seca em Alagoas foram denunciadas pelos ex-executivos João Antônio Pacífico, ex-diretor da Odebrecht no Nordeste, Airel Parente e Alexandre Biselli, entre outros ex-dirigentes da empreiteira. Segundo eles, num primeiro momento, houve um acerto coM ex-auxiliares de Teotônio Vilela para direcionar os lotes 3 e 4 do Canal para a Odebrecht e a OAS.

NO CRONOGRAMA – Pelo acordo, as empreiteiras teriam que pagar uma propina equivalente a 2,25% do valor da obra. O pagamento da propina ocorreria de acordo com o cronograma de desembolso do governo para o custeio das obras.

O Canal do Sertão tem por objetivo levar água para mais de um milhão de pessoas numa das regiões mais secas e pobres da América Latina. A escassez de água é uma das principais causas do subdesenvolvimento econômico da região. Pelo projeto original, o canal teria 250 quilômetros de extensão ao custo de R$ 1,5 bilhão. O governo gastou R$ 2 bilhões e, até agora, só 107 quilômetros foram concluídos.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “os policiais estiveram no gabinete do secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Marco Fireman, então secretário de Infraestrutura do Estado. Não foram levados documentos ao final da busca e o secretário está à disposição da PF para prestar todos os esclarecimentos.”*

(*) O GLOBO – REDAÇÃO

“DEMORÔ”

Supremo acelera investigações e julgamentos da Lava Jato no ano eleitoral

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Charge do Sinovaldo (Jornal Vale dos Sinos)

Todos os indícios levam a crer que o ano eleitoral de 2018 será também o ano em que a Operação Lava Jato terá mais agilidade nas investigações e, sobretudo, nas decisões sobre novos processos contra políticos. Além do anúncio de que os procuradores de Curitiba, Rio e São Paulo trabalharão em conjunto a partir do próximo ano, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, colocou à disposição dos ministros da corte mais 36 funcionários e 10 juízes, para acelerar o andamento dos processos decorrentes da Lava-Jato.

Cada um dos dez integrantes da Corte (exceção da presidente, que não recebe processos) deve receber a ajuda de ao menos mais três funcionários, entre servidores concursados e pessoas de livre nomeação. Cada gabinete também poderá receber mais um magistrado para integrar a equipe.

POR SORTEIO – Como são muitos os processos criminais contra parlamentares, seria impossível fazer o que foi feito no mensalão, parar o Supremo por cerca de 5 meses para tratar apenas daquele processo criminal. Nele havia 40 denunciados pela Procuradoria-Geral da República, que foram julgados todos em conjunto.

Desta vez todos os casos ligados à Lava Jato que não dizem respeito diretamente à Petrobras foram distribuídos por sorteio para outros ministros do Supremo, e praticamente todos estão com vários processos acrescentados ao acervo que já acumulavam.

Em levantamento recente, O Globo mostrou que o Supremo Tribunal Federal começou 2016 com menos processos do que no ano anterior: 53.931 ações estão aguardando julgamento, quando em 2015 eram 56.230, devido ao aumento de produtividade dos ministros. Em 2015, os dez integrantes do STF deram 75.112 decisões, sendo 68.870 em caráter final — média de 20 decisões diárias por ministro, contando férias, feriados e fins de semana. O aumento da produtividade deve-se também à atuação das 2 Turmas em que o plenário foi dividido.

DECISÕES MONOCRÁTICAS – O ministro Celso de Mello, apesar de ser o decano, isto é, o ministro com mais tempo de Corte, é o que tem menos processos, “apenas” 3.110. Já o ministro Marco Aurélio, o segundo mais antigo, é o que tem mais: 7.345.

O balanço das sentenças colegiadas, porém, registrou queda: foram 1.063 decisões tomadas em julgamentos no plenário, ano passado, contra 1.572 em 2014, e 1.500 em 2015. O fato de o tribunal decidir mais de forma individual do que em colegiado é uma anomalia que provoca muitas críticas.

Os ministros decidiriam monocraticamente, transformando um órgão colegiado em individualizado. Mas há uma explicação mais técnica: chegam ao Supremo mais recursos do que a capacidade de julgamento do colegiado, que se reúne duas vezes por semana.

ACELERAÇÃO – É provável que com mais auxiliares os ministros possam acelerar a análise dos processos contra parlamentares, e esse procedimento vai também interferir na campanha eleitoral, podendo inviabilizar candidaturas.

Já os procuradores da Lava Jato, que anunciaram que a eleição de 2018 será fundamental para o futuro da Operação, pretendem com o trabalho conjunto de Curitiba, Rio e São Paulo aprofundar as investigações numa clara mensagem de que não pouparão esforços para impedir, ou pelo menos atrapalhar, a candidatura de pessoas envolvidas em denúncias de corrupção.

Essa atitude de confrontação recebeu muitas críticas dos políticos, que viram nas declarações a prova de que o trabalho dos procuradores é politizado. Os procuradores consideram que a renovação do Congresso em 2018 será fundamental para garantir a continuidade da Operação Lava Jato.

MOVIMENTOS – Ao mesmo tempo, surgem movimentos na sociedade civil para denunciar os parlamentares que não deveriam ser reconduzidos pelos eleitores, e outros que se propõem a financiar cursos para potenciais novos candidatos que representem uma nova postura de fazer política.

São movimentos que vão de encontro às máquinas partidárias tradicionais, que se preparam para as eleições sabendo que a disputa desta vez será também contra a desilusão dos eleitores, que pode produzir uma avalanche de votos em branco, nulos e abstenções.*

(*) MERVAL PEREIRA – O GLOBO

CALÇA CURTA

O campeão da Libertadores

Gilmar Mendes usou seu Twitter para parabenizar os gremistas pela conquista da Libertadores, na noite de ontem.

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(*) O ANTAGONISTA