QUADRILHEIROS NO PODER

Temer é candidato ao posto de Princesa Isabel dos corruptos

Sabe-se há tempos que na turma do foro privilegiado os fora da lei são amplamente majoritários


O indulto parido por Michel Temer e seu ministro da Justiça, Torquato Jardim, confirma que portadores de medo de cadeia alternam surtos de insônia com acessos de coragem cafajeste. É preciso muita coragem (além de muito cinismo) para rasgar a Constituição, insultar os brasileiros decentes e  ultrajar a Lava Jato com um decreto cujo objetivo escancarado é livrar da gaiola bandidos de estimação.

Rechaçado pelo contra-ataque de Rachel Dodge e Cármen Lúcia, Temer ainda não desistiu da esperteza que o credencia ao posto de Princesa Isabel dos corruptos. Se não der certo agora, o presidente tentará aproveitar o Natal de 2018 para emplacar o indulto. Sabe-se há tempos que na turma do foro privilegiado os fora da lei são amplamente majoritários. O episódio atesta que os líderes do bando são irrecuperáveis.*

(*) Blog do Augusto Nunes

CALHORDA E IRRESPONSÁVEL

O prêmio Cara de Pau da semana vai para …

Agora que meia dúzia de aliados políticos do presidente Michel Temer parou atrás das grades metidos com corrupção, a “tradição humanitária” se despertou no presidente que se empenhou em conceder indulto (perdão da pena) a criminosos, suspenso prontamente pela presidente do Supremo.

Mas ele não desistiu. O governo estuda publicar um novo texto para conceder o indulto. E o pior é que Temer, por meio do ministério da Justiça,  se justificou apelando para a “tradição humanitária”.

O fato é que a medida do presidente poderia beneficiar dezenas de criminosos do colarinho branco. Eduardo Cunha poderia sair em 2019, se não receber novas condenações. Além de beneficiar também ao ex-operador do PMDB e ex-deputado João Argôlo, entre outros.

Temer, o humanista, termina o ano como o cara de pau da semana.

INSEGURANÇA PÚBLICA

Crise persiste nas penitenciárias, com avanço das facções e violência nas ruas

A morte de 119 pessoas em um intervalo de duas semanas, em massacres em cadeias de três Estados, não foi suficiente para que o sistema penitenciário passasse por um choque de gestão. Um ano depois dos assassinatos marcados pela crueldade – com decapitações e esquartejamentos – a superlotação e as condições precárias ainda são uma realidade quase intocada nos presídios, em meio ao fortalecimento das facções e uma violência que avança nas ruas de Manaus, Boa Vista e Natal.

Das investigações referentes aos três massacres, somente em um dos casos houve apresentação de denúncia criminal. Em Manaus, 213 pessoas responderão na Justiça pelo homicídio triplamente qualificado de 56 presos. Em Boa Vista, o inquérito corre sob segredo e ainda não foi finalizado, assim como em Natal, onde a Penitenciária de Alcaçuz, palco do massacre, tem hoje o dobro de presos que tinha em janeiro passado.

Maria Laura Canineu, diretora do escritório brasileiro da Human Rights Watch, observatório de direitos humanos, ponderou que um ano não é tempo suficiente para realizar as medidas necessárias contra um problema histórico. Por outro lado, disse que o senso de urgência que mobilizou órgãos governamentais nos primeiros meses parece ter arrefecido. “A urgência que o problema demanda não permaneceu após os primeiros meses e parece que o tema já saiu um pouco do cenário. Questões centrais foram deixadas de lado e as promessas acabaram não sendo completamente implementadas”, diz.
Relatório elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e divulgado agora em dezembro constatou que ao longo do ano unidades prisionais de 11 Estados registraram rebeliões entre outubro de 2016 e maio de 2017. Em 78% dos casos, a rebelião aconteceu em uma cadeia com superlotação. Mesmo com esse cenário, só 3% de mais de R$ 1 bilhão liberado pelo Fundo Penitenciário (Funpen) aos Estados foram gastos em mais de 12 meses, segundo mostrou o Estado na semana passada.

As famílias ainda aguardam indenizações prometidas, com poucos casos vitoriosos na Justiça, enquanto convivem com o medo e a lembrança das imagens dos mortos distribuídas pelo WhatsApp. Do filho Joniarlison Feitosa dos Santos, o que a doméstica Divaneide de Jesus Feitosa, de 52 anos, mais se recorda é o amor dele pelo Flamengo, o respeito com os pais ao pedir diariamente a bênção ao vê-los, e as demonstrações de carinho. “Bateram demais no meu filho. Quem mandou fazer isso não tem pai nem mãe. Ele podia ter feito algo errado (Santos estava preso por tráfico de drogas), mas estava pagando. Não tinha nenhuma morte, não fazia parte de nenhuma facção”, lamenta a doméstica, chorando sentada à mesa da sala com a neta de 1 ano e 7 meses no colo. Ele foi morto no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus.

Tensão

Nas ruas da capital amazonense, a tensão permanece. Na noite de 12 de dezembro, homens armados chegaram a um campo de futebol no bairro da Compensa, conhecido reduto da Família do Norte (FDN), e abriram fogo, matando seis pessoas e ferindo outras nove.

A Secretaria da Segurança diz que um dos clubes, o T5 Jamaica, era mantido por membros de uma organização criminosa e “as investigações apuram se as mortes decorrem de um racha interno do grupo, de uma disputa entre facções rivais pelo controle do tráfico de drogas ou de retaliações por outros homicídios praticados na cidade”. A polícia já acredita em um racha dentro da FDN. Uma pessoa foi presa.

O procurador Márcio Sérgio Christino, do Ministério Público de São Paulo, diz que o conflito no começo do ano serviu para demonstrar o tamanho das facções, que até aquele momento “não tinha sido percebido”. “Essa foi a grande lição. Percebemos o quanto as facções cresceram e hoje estão espalhadas pelo Brasil inteiro com uma força muito grande.”

Ele alerta para a continuidade da expansão das facções, apesar da relativa calmaria atualmente. “Os massacres foram demonstrações de uma força que até então era insuspeita. Mas o final das rebeliões não significa que as facções desistiram, mas, sim, que aquela forma de conflito se esgotou.” (Colaborou Ricardo Araújo, Especial Para o Estado)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.*

(*)  ISTO É

OLHO VIVO, ELEITOR!

Na largada, sucessão é um museu de novidades

 

2018 começa na segunda-feira, 1º de janeiro. Abre-se a temporada eleitoral. As opções presidenciais conspiram contra a ideia de Ano Novo. A oligarquia política oferece ao eleitorado algo que Cazuza chamaria de um museu de grandes novidades. Considerando-se as vísceras expostas pela Lava Jato, a piscina dos partidos políticos está cheia de ratos. Levando-se em conta o lero-lero dos candidatos, suas ideias não correspondem aos fatos. E o tempo não pára.

O favorito nas pesquisas pode ir para a cadeia. O segundo colocado surfa uma onda conservadora de coloração verde-oliva que tem tudo para morrer na praia. Os outros pretendentes se acotovelam na franja inferior das sondagens eleitorais. Por ora, o protagonista da disputa é o ponto de interrogação. Não surgiu um nome capaz de empolgar quem foi às ruas ou bateu panelas na janela.

O ano supostamente novo começa sob os escombros do velho. Tudo parece seguir a lógica de um conhecido preceito bíblico. Está anotado no livro de Eclesiastes, capítulo 1, versículo 9: “O que foi tornará a ser; o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do Sol.” A conjuntura é um convite ao surgimento de novidades. A boa notícia é que o eleitor tem o poder de virar a página. A má notícia é que, se não tomar cuidado, pode virar a página para trás.*

(*) Blog do Josias de Souza

O PILOTO SUMIU

A dignidade do bumbum

Quem não se lembra daquelas bandas no Rock in Rio fingindo gritinhos contra a corrupção?

O novo clipe de Anitta provocou polêmica – da qual você talvez nem tenha ficado sabendo, porque as polêmicas são cada vez menos polêmicas. Lulu Santos chegou a dizer que o hit “Vai, malandra” (a vírgula é saudosismo nosso), com sua obsessiva referência estético-anatômica à sua Excelência, o bumbum, denota o regresso da MPB à fase anal. É difícil saber em que fase a MPB de fato está, mas, considerando sua transformação em anexo do MST, Lulu pode estar sendo otimista.

O fato é que, em termos de vulgaridade, Anitta foi modesta para os padrões atuais do showbiz (ou o que sobrou dele). Basta notar, por exemplo, seu colega Gabriel Predador – aquele que viveu 13 anos como rebelde a favor e saiu da clandestinidade para “matar o presidente” assim que os seus ladrões de estimação foram depostos. Pelo menos Anitta não está pedindo a ninguém para pensar com o bumbum.

Quem não se lembra daquelas bandas no Rock in Rio fingindo gritinhos contra a corrupção enquanto se esqueciam de Lula, Dilma, PT e todos os seus genéricos esfomeados por grana do contribuinte? Diante de artistas crepusculares fantasiados de esquerda para se salvar do esquecimento, um rebolado de biquíni na laje é quase chique. Tudo é relativo aos bons costumes do lugar.

Seguindo a teoria da relatividade malandra, o clipe de Anitta pode ser praticamente uma aula de etiqueta para Bono Vox, o papa dos indignados profissionais. Um sujeito que se presta a promover os líderes mais picaretas (e eventualmente sanguinários) de países pobres para surfar no populismo chavista está fazendo o quê? No mínimo, brincando com o bumbum alheio.

E, por falar em papa e picaretagem, o companheiro Francisco é outro pop star ousado nas paradas da demagogia terceiro-mundista. Qual o limite da decência para uma autoridade religiosa internacional em flagrante promiscuidade com regimes inimigos da liberdade e da paz? Até onde sua santidade pode baixar o rebolado ético para vender proselitismo de esquerda? Já para o confessionário com a irmã Anitta.

Dizem que o astro do U2 comparecerá ao julgamento de Lula. Que ninguém duvide dessa possibilidade. O único inconveniente político da missão será a ciumeira de Fernandinho Beira-Mar, Marcola, Rogério 157 e outros guerreiros do povo. Mas nada que uma agenda bem montada não possa resolver. Aí é só filmar direitinho a turnê, editar com imagens picantes de Atibaia, Guarujá e Rocinha, e soltar o “Proibidão do Bono”. Perdeu, malandra!

Como se vê, a polêmica em torno da funkeira carioca está um tanto exagerada. Em termos de compostura, o que a estrela do “show das poderosas” fica a dever a um Roger Waters? O que dizer de um personagem que sai lá da Inglaterra (ou nem sai) para retocar seu bronzeado progressista no país tropical, entrando na doce pirataria do gópi contra a presidenta delinquenta – enunciado pornô que não tem tradução para o inglês, nem para o português?

Levando em conta a escala evolutiva proposta por Lulu Santos, como classificar o ex-líder do Pink Floyd, dono de uma das obras mais potentes da história do rock, flagrado catando lixo ideológico na periferia do maior escândalo de corrupção já visto numa democracia? É duro você se comover por tantos anos com a epopeia de The wall – e de repente ver que o autor por trás do muro tem a dignidade de uma periguete na laje. Fase pré-sal?

Sem mais, segue o veredito: Anitta está absolvida por falta de demagogia. Aliás: absolvida, não. Condecorada. Se o problema é vulgaridade, mau gosto ou música ruim, é só você não consumir – chance que você não tem com os bardos da lenda, especializados em infestar todos os canais possíveis da sociedade com sua revolução a 1,99. Que a funkeira se encha de grana sem encher o saco dos pobres mortais. Viva a futilidade sincera.

Mas ainda é cedo para comemorar. A outra futilidade, aquela envernizada de vanguarda ideológica, está sempre por aí. É a verdadeira praga. Daqui a pouco arranjam uma tia decrépita para denunciar a “pouca-vergonha” da Anitta, e aí pulam todos na trincheira da malandra, com a faca entre os dentes, defendendo a arte da nudez, ou a nudez da arte, ou qualquer slogan de meio século atrás que retoque a maquiagem revolucionária.

Francamente, melhor brincar de bumbum.*

(*) GUILHERME FIUZA – ÉPOCA

QUE ANO, HEIN?

Ao invés de “Retrospectivas”, o Brasil precisa de “Perspectivas”, mas estão em falta

Deveríamos estar vivendo um momento de intensos debates, mas a opinião pública parece ter mergulhado num entorpecimento profundo, as pessoas simplesmente cuidam da própria vida, em primeiro lugar, e depois se preocupam com os parentes e os amigos. Depois da ressaca das manifestações populares que agitaram o país entre 2013 e 2016, não há um interesse maior pelo bem comum.

FORTES MOTIVOS – É claro que não faltam motivos para esse desânimo nacional. Um governo incompetente foi derrubado, mas o sucessor não melhorou em nada a qualidade de vida do brasileiro. O badalado teto de gastos, implantado por Henrique Meirelles para resolver a crise econômica em duas décadas, fracassou logo no primeiro ano.

O respeitável público esperava que houvesse um choque de gestão, com redução da máquina do governo, corte de gastos públicos supérfluos, extinção das mordomias, dos penduricalhos salariais, dos carros chapa-branca e dos cartões corporativos, mas não aconteceu nada.

O presidente Temer comporta-se como se estivesse no melhor dos mundos. Enquanto a dívida pública bruta (governos federal, estaduais e municipais) aumenta assustadoramente, ele investe no sonho ensandecido de ser reeleito, inundando de anúncios oficiais a grande mídia, que agradece, penhoradamente, o presente de Natal.

NÃO HÁ DISCUSSÕES – A mídia se acomoda, apoia incondicionalmente a reforma da Previdência, sem discutir os prejuízos causados ao INSS pela crescente transformação de empregados em pessoas jurídicas (pejotização), que propicia também alta sonegação de Imposto de Renda e FGTS.  Aqui na sucursal Brasil, todo empregado que ganha mais de R$15 mil é pejotizado, para sonegar impostos, nos moldes dos artigos da Globo. Na matriz EUA, isso não existe. O ator Wesley Sinpes foi sonegar, passou sete anos na cadeia e agora está em prisão domiciliar.

Para se fortalecer junto ao governo, a mídia também apoiou o avanço da terceirização, que é outra fonte de sonegação e corrupção, abrangendo agora até as atividades-fim. Imaginem a Petrobras contratando engenheiros terceirizados, por indicação de deputado ou senador.

Quais são as perspectivas para o próximo ano? Ninguém sabe, mas o governo já anuncia crescimento superior a 3% do PIB em 2018, sem reparar que o desemprego voltou a aumentar. É uma desfaçatez absurda.

INFLAÇÃO DE 3%? – Alardeia-se que a inflação caiu para menos de 3% ao ano e há até quem acredite, certamente porque não frequenta supermercados e feiras.  O fato concreto é que vivemos uma realidade virtual na mídia, que nada tem a ver com a crueza do dia-a-dia dos brasileiros.

Embora a inflação oficial seja de 3%, as autoridades permitam que os bancos operem juros de cerca de 400% nos cartões de crédito, e isso acontece até mesmo no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, que foram criados para financiar o povo, jamais para explorá-lo.

O Brasil está de cabeça para baixo (ou ponta-cabeça, como dizem os paulistas. E o ex-governador Francelino Pereira morreu na semana do Natal, sem jamais ter conseguido resposta para a inquietante pergunta que fez há exatos 40 anos: “Que país é esse?”*

(*) Carlos Newton – Tribuna na Internet

E ELE É PASTOR EVANGÉLICO…

Ministro do trabalho escravo deixou uma rastro de sujeira na sua gestão

Em 23 de outubro, a Consultoria Jurídica do Ministério do Trabalho — com a assinatura do titular da pasta no pedido — ingressou com solicitação na Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal da AGU para tentar anular a auditoria e impedir a publicação do relatório, finalizado desde o dia 11 daquele mês. No último dia 12, o colegiado da AGU recusou o pedido, o que levou a um novo recurso do ministério, no dia 21.

FATO INUSITADO – Fontes do governo ouvidas pelo GLOBO relatam que esse tipo de iniciativa — a busca, na AGU, pela anulação de uma auditoria feita por um órgão do próprio governo, a CGU — ainda não teria ocorrido na Câmara de Conciliação. Tanto que, ao negar a admissão de um processo nesse sentido, o colegiado argumentou não ter competência para tratar dessa disputa.

O Ministério do Trabalho voltou a insistir na contestação dentro da AGU contra o relatório da CGU. A Câmara de Conciliação existe para dirimir conflitos entre órgãos da administração pública federal. Foi bastante acionada, por exemplo, no caso das “pedaladas” fiscais, quando bancos públicos buscavam o colegiado para tentar uma solução para atrasos de pagamentos por ministérios a programas do governo.

Na tarde de quarta-feira, Nogueira pediu ao presidente Michel Temer demissão do cargo de ministro do Trabalho. Ele retomará o mandato de deputado federal pelo PTB do Rio Grande do Sul e disse que se demitiu para se candidatar em 2018. Se quisesse, o ex-ministro poderia ficar na pasta até a primeira semana de abril, prazo exigido pela legislação para desincompatibilização e disputa por um cargo eleitoral.

RESSARCIMENTO – A reportagem do GLOBO teve acesso ao relatório de auditoria e publicou o conteúdo do documento na edição de ontem. A CGU recomenda ressarcimento de quase R$ 5 milhões aos cofres públicos em razão de ordens de serviço supostamente superfaturadas e de não execução de serviços contratados. Os auditores analisaram dois contratos com a empresa Business to Technology (B2T), no valor de R$ 76,7 milhões, assinados na gestão de Nogueira. O objetivo é a aquisição da solução de “Business Intellingence-BI MicroStrategy”, voltada a tecnologia de informação e plataformas antifraude em programas como o seguro-desemprego, com compra de licenças, manutenção e suporte.

A auditoria aponta superfaturamento, por exemplo, nas horas de trabalho pagas aos funcionários da empresa. Um só empregado recebeu R$ 126 mil por 22 dias úteis de trabalho, ou R$ 828,95 por hora trabalhada, mostrou o relatório.

MUITA LAMBANÇA – Em setembro, o então ministro do Trabalho editou portaria com regras sobre como auditorias da CGU deveriam ser tratadas dentro da pasta. Integrantes da AGU apontaram ser inusual esse tipo de procedimento, o que levou o ministro a revogar a portaria no mês passado. Um grupo de trabalho montado no Ministério do Trabalho para analisar os contratos com a B2T chegou a ser desconstituído por Nogueira, segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem. Além disso, servidores se recusaram a fazer pagamentos referentes aos contratos e pediram para deixar as funções, conforme essas fontes. Gestores que ocupam cargos comissionados no ministério e filiados ao PTB em Goiás — de onde é o líder do partido na Câmara, deputado Jovair Arantes — foram colocados nas funções.*

(*) Vinicius Sassine – O Globo

FICHA IMUNDA

PT sabe que Lula será inelegível, mas vai “lançar” a candidatura dele no dia 25

A legenda praticamente fechou o roteiro das mobilizações para o julgamento em Porto Alegre. Haverá panfletagem do dia 13 ao dia 22 de janeiro, quando o MST montará acampamento na cidade. Demais movimentos devem desembarcar na capital gaúcha no dia 23, véspera do julgamento.

FÓRUM SOCIAL – Haverá uma série de apresentações no Fórum Social Mundial na mesma data. Há articulação para que personalidades internacionais falem sobre Lula no evento. Os militantes vão caminhar até o TRF-4 para ficar em vigília até o julgamento, na manhã seguinte.

O PT está programando um grande ato em São Paulo para receber Lula na noite do dia 24 de janeiro, após o julgamento no TRF-4. O ex-presidente ainda não decidiu se irá a Porto Alegre.*

(*) Deu no Painel – Folha de São Paulo