GARGANTA PROFUNDA

O marketing da falácia

A bravata de um governo entupido de privilegiados contra os privilégios do trabalhador. Em tempos de fake news, pagamos pela fake publicidade.

Tão cioso dos próprios privilégios, o quadrilhão do PMDB teve uma sacada.
E a tungada na aposentadoria, que eles resolveram vender como sendo a reforma da previdência, virou sinônimo de fim dos privilégios.
E de proteção aos pobres!
Em nome da saúde das contas públicas, que estão na UTI.
De fato, os déficits de prefeituras, estados e União vão de mal a pior.
É verdade também que, entre os muitos rombos de todas as instâncias governamentais, está o da Previdência.
Pronto: elegeu-se esse pedaço da corda para arrebentar.
Deixando todo o resto como está.
Inclusive o foro.
Principalmente o foro, raiz da certeza da impunidade dos que seguem roubando os mesmos cofres públicos que, cinicamente, dizem que vão começar a sanear a partir da aposentadoria.
Em 2019, teremos a hora da verdade.
O próximo governo vai ter que escolher.
Ou financia a irresponsabilidade fiscal dos governos Dilma e Temer através do pior imposto de todos que se chama inflação, ou parte para o combate aos propinodutos que se espraiaram pelo País, se solidariza ao Ministério Público, e começa, pela primeira vez na história deste pobre Brasil tão rico, a extirpar pra valer a causa número 1 do famigerado déficit público.
Remendar uma lei ou outra não resolve nada enquanto prevalecerem tantos privilégios de governantes e legisladores, inclusive o da prescrição dos crimes.
Aqui, um pedaço da fake publicidade a que me refiro:
“Tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”. A campanha afirma, ainda, que com o “corte de privilégios”, o país terá mais recursos para cuidar da saúde, educação e segurança.*

(*) Lillian Witte Fibe – veja.com

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone