A GRANDE FAMIGLIA

Justiça convoca Padilha para depor como testemunha de defesa de Geddel

Com isso, o juiz aplicou um entendimento, firmado pelo Supremo Tribunal federal (STF), segundo o qual, nesses casos, a Justiça pode marcar o depoimento para a data e horário que avaliar como mais adequados. Em nota, a defesa de Padilha disse que não comenta o caso “fora dos autos, em respeito institucional ao Poder Judiciário”.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA – Geddel é investigado por tentativa de atrapalhar a delação de Lúcio Funaro, na fase em que ele estava em tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Funaro é apontado como operador de propinas do PMDB. Segundo as investigações, Geddel fez contatos telefônicos constantes com a esposa de Funaro, Raquel Albejante Pita.

Procuradores dizem que o objetivo de Geddel era sondar como estava o ânimo do doleiro e garantir que ele não fornecesse informações às autoridades. Geddel foi preso pela primeira vez em julho de 2017. Ficou cerca de dez dias preso e foi solto por decisão do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Ney Bello.

Hoje ele está preso por causa de uma segunda investigação; os R$ 51 milhões encontrados em malas e caixas em um apartamento em Salvador, que ficou conhecido como o “bunker de Geddel”. Em dezembro, a PGR denunciou Geddel, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e outras quatro pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e associação criminosa.*

(*) Camila Bomfim
G1/TV Globo – Brasília

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