O STF VIROU UM BARRIL DE PÓLVORA

Será arriscado Cármen Lúcia deixar Toffoli na presidência do Supremo este mês

Especula-se em Brasília que o PT pode aproveitar a presença de Toffoli na presidência do Supremo para apresentar novo habeas usando a tese da “plausibilidade”, que o ministro usou na Segunda Turma para libertar José Dirceu, de ofício, sem que nem existisse pedido de habeas corpus, uma situação verdadeiramente insólita e reveladora da desfaçatez com que integrantes da Suprema Corte tentam inviabilizar a Lava Jato.

CÁRMEN DECIDE – A situação é preocupante e inquietante, depois do que se viu no último domingo, com a atuação teratológica do desembargador federal Rogério Favreto.

Na secretaria do Supremo, a informação é de que o ministro Dias Toffoli está em férias na Europa, só retorna ao Brasil em 21 de julho e ainda não foi informado oficialmente de que assumirá o cargo. Este detalhe é importantíssimo e indica que a ministra Cármen Lúcia pode ter sofrido um ataque de bom senso e decidido evitar o risco de deixar Toffoli comandando o tribunal num momento delicado como esse. Ou seja, a ministra pode acumular a presidência dos dois poderes, a exemplo do que fizeram Márcio Moreira Alves e Ricardo Lewandowski, ao assumir a Presidência da República em ano eleitoral, para evitar a inelegibilidade dos presidentes da Câmara e do Senado, que são os primeiros na linha sucessória.*

(*) Carlos Newton – Tribuna na Internet

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P. S.
 – Há quem garanta que Cármen Lúcia não acumulará as presidências e Toffoli ficará no comando do STF. Se isso ocorrer, será na semana de 23 a 27. Se Cármen Lúcia quisesse que ele assumisse nos dias 17 e 18, já teria mandado que Toffoli fosse avisado, para encurtar a viagem à Europa, e isto não aconteceu. (C.N.)