O ETERNO CORRUPTO E AUTORITÁRIO

José Dirceu ataca a Lava Jato e quer retirar o poder de investigação do MP

Para o petista, que está solto desde junho, por ordem da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o MP se tornou uma “corporação com os maiores privilégios do Brasil” quando deveria limitar-se à tarefa de “acusar”. Para fundamentar suas críticas ao MP, o petista diz apoiar-se nas críticas feitas pelo ministro Gilmar Mendes que, segundo ele, também “tem criticado isso”.

POLÍCIA POLÍTICA — O Supremo, em 2016, deu poder de investigação ao Ministério Público. Qual é o resultado? Agora há investigações sigilosas. Inclusive o ministro Gilmar Mendes tem criticado isso. Tem que tirar o poder de investigação do Ministério Público. O Ministério Público só é para acusar. O Ministério Público virou uma polícia política. Não há controle nenhum. E mais: uma corporação com os maiores privilégios do Brasil.

Questionado pelo Globo sobre suas críticas ao Ministério Público, Dirceu reafirmou a fala: – Não falei nada extraordinário. Não estou querendo impedir que o MP atue na Lava-Jato. Estou discutindo em geral. O MP não pode investigar e acusar.

— O Ministério Público não pode investigar. Ele acusa. Quem investiga é a Polícia Federal e a Polícia Civil. Quem decidiu isso? A Constituinte. Eles perderam isso. O Ministério Público foi lá, em todas as sessões da Constituinte (e perdeu).

ESCÂNDALO – Na entrevista no Piauí, o petista afirmou ainda que a folha de pagamento de um procurador “é um escândalo” e que a “corporação” de procuradores foi a mais empenhada em fazer lobby contra a reforma da Previdência.

Dirceu vem percorrendo diferentes regiões do país para divulgar sua biografia e debater as eleições presidenciais com militantes do PT. Na entrevista ao portal piauiense, o petista ataca a Operação Lava-Jato e sustenta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é perseguido pelo Judiciário.

— Quando o Lula defende os interesses das empresas brasileiras no exterior ele está defendendo o Brasil. Não está defendendo a empresa – disse Dirceu, referindo-se ao fato de o ex-presidente ter sido investigado por receber milhões de reais de empreiteiras para supostamente fazer lobby em favor delas junto a presidentes desses países.

SEM PROVAS – Dirceu disse ainda que não há provas contra Lula no processo em que o ex-presidente foi condenado. O petista afirma ainda que a Lava-Jato é uma das grandes responsáveis pela “estagnação econômica que o país vive”. E diz que Lula estava certo quando defendia as empresas no exterior.

Para Dirceu, o combate à corrupção na Lava-Jato tem “fins políticos” e viola “as leis e a Constituição”.

— A Lava-Jato se transformou num dos maiores erros do país. Isso daí, o balanço vai ficar claro. Todos os empresários fizeram delação e ficaram com os seus bens. Todas as empresas quebraram ou estão inabilitadas ou estão praticamente paralisadas. O Brasil estava se transformando no maior construtor de siderúrgicas, de estaleiros, rodovias, ferrovias, metrôs e aeroportos na América Latina; hoje não se constrói mais nada.*

(*) Bruno Góes e Bela Megale
O Globo

A ZORRA É TOTAL

Deputados do ‘Centrão’ abandonam Alckmin e aderem à campanha de Bolsonaro

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Charge do Cláudio (Arquivo Google)

Apesar de os caciques dos partidos que integram o “Centrão” (DEM, PP, PR, PRB e SD) estarem mantendo apoio oficial a Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, nos Estados se iniciou a debandada de deputados do bloco, que já fazem campanha para o candidato Jair Bolsonaro (PSL).

O alerta já chegou à campanha do PSDB. Até mesmo alguns deputados tucanos já evitam pedir votos a Alckmin e iniciam associação de imagem ao nome de Bolsonaro.

DO OUTRO LADO –  Isso tem acontecido em praticamente todos os estados onde Bolsonaro lidera as intenções de voto nas pesquisas. Integrantes da campanha de Bolsonaro já são recebidos em vários locais por deputados de partidos do “Centrão”, como o PP, PR e SD, entre outros.

Alckmin contava com essa estrutura pulverizada dos partidos do “Centrão” para fazer uma campanha capilarizada nos estados mas, segundo relatos da campanha de Bolsonaro, deputados mudaram de lado e passaram a apoiar o candidato do PSL de forma pragmática porque sua imagem facilita a busca de votos para os que tentam a reeleição.

A partir de agora, a campanha de Bolsonaro vai tentar diminuir a rejeição em ações específicas na região Nordeste do país e no eleitorado feminino, onde há a maior resistência ao candidato do PSL.*

(*) Gerson Camarotti
G1 Brasília