COM APOIO TOTAL E IRRESTRITO DO PT

Venezuela é o país com maior taxa de homicídios da América Latina, diz organização

Entidade calcula 23 mil mortes em 2017, o que equivale a 81,4 a cada 100 mil habitantes

 


O número bruto, 23.047 mortes violentas, traz outra cifra ainda mais preocupante: 10.422 delas são homicídios, mas outras 7.523 correspondem ao que a polícia classifica como “resistência à autoridade”. Isso indica que quase um terço do número total ocorreram pelas forças de segurança, com muitos casos de execuções extrajudiciais. O restante, 5.102 mortes, ainda têm causa desconhecida.

“O governo estabeleceu que a única política para o problema é desaparecer com os infratores e não reduzir as infrações. Desde 2015 vemos com preocupação uma política de extermínio dos infratores, um aumento da ação repressiva que não implica no fortalecimento da segurança e vai contra a institucionalidade dos direitos humanos”, afirmou ainda Briceño.

O alto número foi registrado apesar da redução da taxa, que era de 89 mortes a cada 100 mil habitantes em 2017. As razões que explicam a queda também passam pela crise venezuelana. Briceño aponta que a política repressiva de “acabar com os homicídios” resultou na redução deles ao mesmo tempo em que o respeito aos direitos humanos foi fragilizado.

O empobrecimento da população de um país que irá completar um ano sob hiperinflação também trouxe consigo uma mudança na modalidade do crime. “Muitas formas têm se apresentado como pouco rentáveis para os criminosos, que operam em função dos benefícios que pode obter em função dos riscos, além dos custos que devem pagar”, segundo Briceño.

Situação grave em 88% dos municípios
Dos 335 municípios do país, 296 estão dentro do que a Organização Mundial da Saúde qualifica como epidemia. Isso quer dizer que essas regiões registram taxas superiores a 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. A cidade mais violenta da Venezuela é El Callao, no estado de Bolívar, ao Sul do país, que tem o nível de 619 mortes a cada 100 mil pessoas, uma cifra que coloca a pequena cidade no mesmo nível que Medellín nos tempos do traficante Pablo Escobar. A mineração ilegal e a presença de grupos guerrilheiros que participam do controle das exportações são parte dos fatores que incidem alta violência da região.

Quando se analisam os estados, o mais violento é Aragua, na região central do país, a uma hora de carro da capital, Caracas. A taxa de homicídios é o dobro da nacional e a maioria tem a ver com as chamadas “mortes por resistência à autoridade”. No começo de dezembro, o assassinato de uma adolescente de 13 anos que liderava uma gangue criminosa colocou em evidência o nível de penetração do crime na região. Além disso, o diretor do Observatório Venezuelano de Violência aponta que outros estados, como Sucre, na costa oriental da Venezuela, e Trujillo, próximo à Colômbia, começaram a figurar este ano entre os mais violentos pela expansão do narcotráfico.

As organizações criminosas na Venezuela, de acordo com Briceño, tornaram-se mais interioranas, tornando-se mais próximas de guerrilha. A produção agropecuária se converteu no novo espólio do crime, o que teve impacto no aumento do preço desses produtos, uma vez que há mais gasto com segurança.

“Não é um fenômeno puramente urbano, vemos agora gangues criminosas localizadas em áreas rurais, que saem para as estradas e outras cidades para roubar. Há uma ligação importante entre o crime e as rodovias do país. Por exemplo, na estrada para o leste do país, os caminhões que transportam carga são escoltados e, se forem vazios, circulam com as portas do porão abertas para mostrar que não carregam nada”, afirma Briceño.*

(*) Florantonia Singer, do El País

PIADA PRONTA

MinC convida para próprio velório

 

O Ministério da Cultura entrou na onda da hashtag #VemPraPosse, que convida para a cerimônia de nomeação do presidente eleito Jair Bolsonaro no dia 1º de janeiro, em Brasília. O que internautas estão achando curioso é o fato de que no novo governo, o MinC será uma das pastas que serão incorporadas por outras. Ou seja, é basicamente um convite para o próprio velório.  Outras pastas que terão o mesmo fim, como Esportes e Trabalho, não entraram na divulgação.*

(*) Coluna Estadão

SÓ BOLA FORA

‘O feitiço pode virar contra o feiticeiro’

 

O gesto do PT de “boicotar” a posse de Jair Bolsonaro pode entrar para história como uma decisão errada da sigla ao lado de outros “gestos vazios”  tomados pelos petistas como forma de oposição. Ao menos essa é a opinião de João Domingos em sua coluna no Estadão neste sábado. ” O boicote à posse de Bolsonaro tende a se tornar um gesto vazio. Como foram vazios e marcados pelos erros políticos alguns gestos do PT ao longo da história. Por exemplo: o partido decidiu boicotar o Colégio Eleitoral que, em 1985, elegeu Tancredo Neves presidente da República”, lembrou.

“A ausência do PT na posse de Jair Bolsonaro vai significar alguma coisa? Nada. Bolsonaro não contou com o voto de petistas para se eleger. Não contará com o voto dos petistas para aprovar seus projetos. Mas usará o PT, mais uma vez, para falar com seu eleitor. Se na eleição ele se disse o anti-PT, e foi vitorioso, a partir da posse poderá dizer que o partido se negou a se fazer presente na cerimônia que coroou a festa da democracia. Só quem vai perder é o PT.”

‘TAMO’ FU, COM O ARNESTO!

‘Divina providência’ uniu Bolsonaro e Olavo de Carvalho, diz futuro ministro

Araújo, que definirá os rumos da política externa do País no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, argumenta que a ausência de Deus foi parte dos problemas do Brasil nos últimos anos.

SEM DEUS – “Ao longo dos últimos anos o Brasil se tornou uma fossa de corrupção e aflição. O fato de que as pessoas não falavam sobre Deus e não traziam a sua fé para a praça pública certamente era parte do problema”, escreve Araújo. “Agora que um presidente fala sobre Deus e expressa a sua fé de um jeito profundo e sincero, isso deve ser visto como um problema? Pelo contrário”, continua o futuro ministro.

Ele diz que seus “detratores” o chamaram de “louco” por acreditar em Deus. “Mas eu não me importo. Deus está de volta e a nação está de volta. Uma nação com Deus; Deus através da nação. No Brasil (ao menos), o nacionalismo se transformou no veículo da fé, a fé se tornou o catalisador do nacionalismo, e ambos acenderam uma empolgante onda de liberdade e de novas possibilidades”, escreve o ministro.

Segundo ele, o PT, MDB e PSDB agiram de forma coordenada desde a redemocratização. O País, escreve Araújo, passou por um sistema “capitalista tradicional, oligárquico, no final dos anos 80” e depois foi a um “falso liberalismo econômico nos anos 1990, até chegar ao globalismo sob o PT”, que, segundo ele, instalou o marxismo cultural e um governo corrupto.

TUDO DOMINADO – “O MDB tornou-se o partido júnior na coalizão do PT, enquanto o PSDB assumiu o papel de oposição domesticada, participando de eleições presidenciais de quarto em quatro anos, nas quais seu papel era perder nobremente para o PT”, escreve o embaixador.

Ao falar do PT, o embaixador e futuro ministro diz que o partido tomou controle de “todos os níveis” da burocracia e dominou a economia através das estatais e dos bancos públicos, e criou um “mecanismo completo de crime e de corrupção”. O futuro ministro argumenta que uma agenda de esquerda “rapidamente tomou conta da sociedade brasileira”.

“Então o que quebrou esse sistema? Olavo de Carvalho, a Operação Lava Jato e Jair Bolsonaro”, escreve o futuro ministro de relações exteriores. Ele credita às redes sociais o fato de ideias de Olavo de Carvalho terem alcançado “milhares de pessoas”.

RENASCIMENTO – O embaixador afirma que o Brasil passa por um “renascimento político e espiritual” e que “agora podemos viver num mundo em que criminosos podem ser presos” e “em que nós podemos ter orgulho de nossos símbolos e praticar nossa fé”.

No texto, Araújo chama Fernando Haddad, que disputou a presidência pelo PT na eleição de 2018, de “candidato marxista”, critica o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao fazer um retrospecto sobre movimentos políticos no Brasil, Ernesto Araújo cita o período da ditadura militar e chama de “regime estabelecido em 1964”, o que, segundo ele, é “erroneamente chamado de regime militar”.

Sobre política externa, ele afirma que o país tocou a “melodia globalista”, que ajudou a transferir poder dos Estados Unidos e da aliança ocidental para a China; favoreceu o Irã e deu força a uma nova “cortina de ferro” socialista na América Latina. “Tudo isso ocorreu sob o olhar benigno de Barack Obama, que raramente levantou um dedo para combater qualquer regime socialista ou islâmico”, escreveu Araújo.*

(*) Beatriz Bulla
Estadão

UM POLÍTICO TRANSPARENTE…

Presente de Natal: Fachin homologa nova delação que atinge Renan Calheiros

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Charge do Clayton (O Povo/CE)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada do lobista Jorge Luz, que relatou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter realizado pagamentos milionários de propina ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) e seu grupo político. O acordo de delação foi homologado no fim do mês passado e é o mais novo obstáculo aos planos de Renan para se eleger presidente do Senado na próxima legislatura.

Após uma negociação que durou mais de um ano, a PGR assinou no início de novembro o acordo de delação com Luz e seu filho Bruno, ambos lobistas que atuavam na Petrobras e tinham relação com políticos do MDB.

RESSARCIMENTO – No acordo, que é mantido sob sigilo no STF, ficou acertado um ressarcimento aos cofres públicos de aproximadamente R$ 40 milhões, valor calculado com base nos crimes e repasses de propina operados por eles.

É a primeira delação capitaneada pela Lava-Jato de Curitiba que obteve o aval da atual procuradora-geral da República Raquel Dodge — a lentidão na assinatura dos acordos tem sido uma crítica frequente dos procuradores da força-tarefa. A expectativa dos investigadores é que, depois dessa, novas delações sejam destravadas na atual gestão da PGR e a operação retome o fôlego.

Por conta da delação já homologada, Fachin permitiu que Bruno Luz, atualmente preso em Curitiba, saísse temporariamente da carceragem da Polícia Federal para passar o Natal em casa, de acordo com fontes da PF. O documento foi expedido para a Justiça Federal de Curitiba na semana passada.

PRISÃO DOMICILIAR – Já Jorge Luz está em prisão domiciliar desde fevereiro deste ano para tratar problemas de saúde. Ambos haviam sido presos pela PF em fevereiro de 2017, na 38ª fase da Lava-Jato, e já foram condenados pelo então juiz Sérgio Moro por corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com investigadores que acompanharam a negociação, Jorge Luz entregou uma extensa documentação com extratos de suas contas bancárias no exterior e detalhou a sistemática de pagamentos de propina ao MDB.

O lobista relatou repasse de ao menos R$ 11,5 milhões para o grupo político composto por Renan, o senador Jader Barbalho (PA), o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e o deputado federal Aníbal Gomes (CE).

OPERADORES – Segundo o relato de Jorge Luz, os repasses eram operacionalizados por meio de Aníbal Gomes ou de seu assessor Luís Carlos Batista Sá. Eles seriam representantes de Renan nas tratativas ilícitas e entregariam indicações de contas no exterior onde a propina deveria ser depositada. Seria uma contrapartida por contratos da diretoria Internacional da Petrobras, que estava sob influência política do MDB por meio do então diretor Nestor Cerveró.

Considerado o mais antigo lobista que atuava na Petrobras, Jorge Luz também entregou em seus anexos informações envolvendo outros políticos e diversas operações ilícitas na estatal. Com a homologação pelo STF, agora a PGR vai abrir novas frentes de investigação a partir das provas entregues pelo lobista.

INQUÉRITO – O Globo revelou no último dia 25 de novembro que a PF concluiu um dos inquéritos contra Renan e o acusou dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por conta justamente desses pagamentos de R$ 11,5 milhões. Quando a PF finalizou a investigação, porém, ainda não havia sido assinada a delação do lobista. Os documentos e os relatos de Jorge Luz reforçarão as provas do caso, que está sob responsabilidade da PGR. Cabe a Raquel Dodge decidir se pede novas diligências, oferece denúncia ou arquiva a investigação.

Procurada, a defesa de Jorge e Bruno Luz afirmou que não iria fazer comentários. A defesa de Renan negou as acusações e afirmou que ele não mantinha relações com o lobista. “O senador Renan já afirmou que conheceu Jorge Luz há aproximadamente 20 anos e desde então nunca mais o encontrou. Repita-se que o senador jamais autorizou, credenciou ou consentiu que terceiros utilizassem o seu nome. Não por outra razão, nove processos já foram arquivados seja pelo Supremo Tribunal Federal, seja pelas instâncias ordinárias”, disse, em nota, o advogado Luís Henrique Machado.

O senador Jader Barbalho disse à PF “não ter recebido qualquer valor” de Jorge Luz. O ex-ministro Silas Rondeau também negou à PF ter conhecimento sobre a relação do lobista com senadores do partido ou sobre pagamentos ilícitos.*

(*) Aguirre Talento
O Globo

FICA, MARCELA!

Quem é Michel Temer?

O Datafolha mediu a popularidade de Michel Temer.

Em junho, 82% dos brasileiros achavam o seu governo ruim ou péssimo.

Agora, 62% acham o mesmo.

A PROPÓSITO

Quem é Michel Temer?

É aquele senhor que pode ir para a cadeia a partir de janeiro.

LAMENTÁVEL

Petistas divergem sobre boicote
à posse de Bolsonaro

Segundo integrantes da bancada do PT na Câmara, a decisão de boicotar a posse de Jair Bolsonaro não foi unânime no partido.

Diz a Folha:

“Ninguém vai furar a determinação do partido, mas alguns integrantes consideraram o gesto drástico e mal explicado”.

PAPO PRA EMBALAR FANÁTICOS

A auto-sabotagem do PT

O PT ofende a inteligência alheia ao dizer que a aplicação das leis é, na verdade, evidência de ilegalidade.

É o que diz Josias de Souza em seu blog:

“O PT alega que o ‘golpe do impeachment’ de Dilma e a ‘proibição ilegal’ da candidatura de Lula comprometer a ‘lisura do processo eleitoral de 2018’. As alegações são tolas e ofensivas. O petismo se agarra à tolice ao insistir na tática da vitimização. Ofende a inteligência alheia ao tratar a aplicação das leis como a suposta evidência de ilegalidades.

Dilma foi deposta num processo que começou na Câmara com rito avalizado pelo Supremo. E terminou no Senado, em sessão comandada pelo então presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski. De ilegal, apenas a manobra inconstitucional que preservou os direitos políticos da deposta. Algo que o eleitor mineiro corrigiu ao condenar Dilma à função de cuidadora dos netos, sonegando-lhe o mandato de senadora.

Quanto a Lula, ele teve a candidatura barrada porque virou um corrupto de segunda instância. Ao contrário do que sustenta o PT desde a campanha, eleição sem Lula não foi uma fraude, mas um bom começo. Urnas servem para contar votos, não para fornecer habeas corpus para presidiários condenados por corrupção e lavagem de dinheiro. A exclusão de um ficha-suja da corrida sucessória emitiu um raro sinal de vitalidade institucional.”