O RETORNO

Primeiro delator da Lava-Jato, Paulo Roberto Costa deverá ser preso de novo

De acordo com as investigações, as vantagens indevidas eram pagas a funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização da Petrobras, e subordinada à diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa. As operações eram feitas no escritório da Petrobras em Houston, nos Estados Unidos, e no centro de operações do Rio de Janeiro.

SOB SUSPEITA – Segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, da força-tarefa da Lava-Jato, caso seja comprovado que Paulo Roberto Costa tenha omitido propositalmente o esquema, ele poderá perder os benefícios que firmou com o MPF.

– Eventualmente, se caracterizada omissão dolosa em relação a esse ponto, ele perde os benefícios do acordo. Isso será apurado, aprofundadas as investigações, e as medidas necessárias serão adotadas – disse o procurador.

PRECEDENTE – Em 2017, os procuradores já haviam pedido ao então juiz responsável pelo caso, Sergio Moro, a suspensão do acordo com Paulo Roberto Costa em razão de contradições e omissões por parte de Paulo Roberto Costa e de sua filha, Arianna, em um dos processos da Lava-Jato que investigou a tentativa de ocultação de provas após parentes do ex-diretor da Petrobras terem sido filmados por câmeras de seguranças retirando documentos da empresa de Costa em março de 2014, horas antes dos investigadores da Lava-Jato cumprirem mandado de busca e apreensão no local.*

(*) Dimitrius Dantas
O Globo