UMA BRIGA NA QUAL AMBOS TÊM RAZÃO

“Tasso Jereissati é coronel da política”, escreve Renan Calheiros no Twitter

Além de Tasso, Renan tem escrito contra Deltan Dallagnol, o procurador federal que coordena a Operação Lava Jato em Curitiba. Dallagnol lidera, pela Internet, uma campanha defendendo o fim do voto secreto para a eleição à Presidência do Senado, o que poderia, teoricamente, prejudicar a candidatura de Renan Calheiros em sua disputa com Tasso Jereissati. Na quarta-feira, Renan declarou que vai protocolar, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) uma representação contra o procurador Deltan Dallagnol.

E COLLOR??? – O jornalista Claudio Humberto informa, em seu site “Diário do Poder, que de partido novo e sem se manifestar sobre especulações de que ingressaria na disputa pela presidência do Senado, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, do PROS de Alagoas, voltou a divulgar ontem em suas redes sociais fotos ao lado do presidente da República Jair Bolsonaro do PSL e reiterou sua proximidade com o novo Governo, na busca por soluções para esclarecer as causas de rachaduras e erosões que levaram aflição à vida de milhares de moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió .

Collor, que já foi elogiado por Jair Bolsonaro, divulga nas redes sociais suas fotos com o presidente da República. Desde o dia da posse, em 1º de janeiro, Collor vem divulgando nas redes sociais sua proximidade e “troca de ideias” com o presidente Bolsonaro e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, também é sempre citado nos perfis do senador.*

(*) José Carlos Werneck – Tribuna na Intenet

BEBIA PORQUE ERA LÍQUIDO, SE FOSSE SÓLIDO

Palocci diz que Lula recebia dinheiro vivo da Odebrecht, oculto em caixas de uísque

Nesta quinta-feira, o depoimento foi juntado ao inquérito sobre a Usina de Belo Monte, que corre em sigilo.

SIGILO ABSOLUTO – No depoimento, Palocci declara que entregou ao ex-presidente, “em oportunidades diversas”, dinheiro vivo, em remessas que chegaram a até R$ 80 mil e segundo ele, Lula pedia que não dissesse nada a ninguém sobre o assunto.

De acordo com Palocci, Lula recebeu propina pela obra da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará. A Odebrecht destinou ao ex-presidente R$ 15 milhões, e a Andrade Gutierrez igualmente é citada pelo ex-ministro.

Palocci disse também que Dilma Rousseff, quando ainda era candidata, soube dos pagamentos da Andrade Gutierrez ao PMDB e autorizou que prosseguissem. Ele declarou que em encontro com Dilma no Palácio do Planalto, no início de 2011, quando ela já era presidente, não autorizou pagamentos da Andrade Gutierrez ao PT, mas apenas a Lula.

DIVERSOS VALORES – Em trecho da primeira delação, o ex-ministro diz: ” Também se recorda que, dos recursos em espécie recebidos da Odebrecht e retirados por Branislav Kontic, levou em oportunidades diversas cerca de trinta, quarenta, cinquenta e oitenta mil reais em espécie para o próprio Lula”.

Palocci declara, por exemplo, ter entregue R$ 50 mil a Lula, dentro de uma caixa de celular, no Terminal da Aeronáutica em Brasília, na campanha de 2010 e que um ex-motorista de Palocci chamado Claudio Souza Gouveia, que foi ouvido pela Polícia Federal em agosto de 2018 no inquérito sobre a Usina de Belo Monte, afirma ter presenciado o encontro.

E LULA COBRAVA… – Em outro trecho da delação, diz Palocci: “Em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”.

Segundo ele, essa cobrança de Lula a caminho do aeroporto foi presenciada por outro motorista, chamado Carlos Pocente, que ironizou, indagando se toda aquela cobrança de Lula era apenas por causa da garrafa de uísque.

Palocci disse que “era óbvio que a insistência de Lula não era por bebida, e sim pelo dinheiro; que o motorista afirmou ao colaborador que estava brincando e que sabia que se tratava de dinheiro em espécie”. Pocente foi ouvido pela PF no inquérito e confirmou ter presenciado o encontro.

PROPINA – Sobre a propina que Lula teria recebido pela obra de Belo Monte, o ex-ministro declarou que a empreiteira a Andrade Gutierrez pagou despesas ao Vox Populi e que, em favor de Lula, além de fazer doações ao Instituto Lula e pagar por palestras ao ex-presidente, enquanto a Odebrecht destinou R$ 15 milhões a Lula.

O pagamento foi efetuado a pedido de Emílio Odebrecht, e operacionalizado por Palocci e por Marcelo Odebrecht. Do total, Palocci soube que R$ 4 milhões foram pagos por meio de doação oficial e o restante sacado em várias outras oportunidades pelo assessor Branislav.

Palocci afirmou ter informado Dilma Rousseff, na época em que era candidata à presidência, quanto aos “vultosos pagamentos que a Andrade Gutierrez estava fazendo ao PMDB em razão da obra da Usina Hidrelétrica Belo Monte” e que “a então candidata tomou ciência e efetivamente autorizou que se continuasse a agir daquela forma”.

ANDRADE GUTIERREZ – Palocci disse que, “em relação a pagamentos ao Partido dos Trabalhadores, esclarece que a Andrade Gutierrez, na pessoa de Otávio de Azevedo, ex-presidente da empreiteira, continuava a manifestar explicitamente ao colaborador a vontade de colaborar financeiramente com sua agremiação política, o PT; e que, em razão disso, em encontro que teve com Dilma Rousseff posteriormente, o colaborador a indagou se havia necessidade de autorizar que a Andrade Gutierrez fizesse pagamentos específicos e atrelados a sua participação na Usina de Belo Monte; que o encontro ocorreu no início de 2011 no Palácio do Planalto; que, segundo o colaborador, Dilma Rousseff não autorizou os pagamentos pela Andrade Gutierrez”.

DIZEM OS MOTORISTAS – Nos depoimentos à Polícia Federal no mês de agosto de 2018, os ex-motoristas citados por Palocci declararam ter testemunhado as entregas do ex-ministro a Lula.

Claudio Souza Gouveia afirmou que por diversas vezes levou Palocci até o Terminal da Aeronáutica em Brasília para levar a Lula presentes e outros objetos. Ele disse que, entre os presentes, estavam caixas de uísque, celulares e canetas. Elas eram entregues por Palocci, que voltava minutos depois ao carro. O motorista disse que nunca soube se as caixas continham efetivamente os produtos.

Ele declarou ter visto o ex-ministro carregando grandes quantidades de dinheiro em espécie e que, em algumas oportunidades, Palocci teria afirmado serem documentos, mas fazia um gesto com os dedos que indicavam ser dinheiro e o ex-ministro tinha pressa ao fazer esses deslocamentos.

MUITA PRESSA – Carlos Alberto Pocente, que foi motorista do ex-ministro por 30 anos, declarou se recordar de um episódio, entre os que envolviam dinheiro, no qual Palocci estava com muita pressa para levar uma caixa de uísque até Lula, no Aeroporto de Congonhas.

Ele disse que certa vez, em que ele levou o ex-ministro, que estava com uma maleta vazia, a um banco. Na volta, a maleta estava visivelmente cheia e em seguida, eles foram para a sede do Instituto Lula.*

(*) José Carlos Werneck – Tribuna na Internet

É NÓIS

Renan agora sai em defesa de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro recebeu hoje um apoio inesperado no caso da investigação de seu ex-assessor Fabrício Queiroz: Renan Calheiros.

“Ele não pode ser investigado nem no Rio de Janeiro nem no Senado. A investigação no Senado só acontece em circunstâncias especialíssimas”, disse o senador alagoano à Folha sobre o filho de Jair Bolsonaro, senador eleito pelo Rio.

“Temos com relação a ele as melhores expectativas, de que é um moço que quer trabalhar, que quer fazer um bom mandato, que tem posições e defende-as”, acrescentou Renan, que também condenou o “clima policialesco”.

Tudo pela volta à presidência do Senado: Renan ainda é capaz de se tornar mais “bolsonarista” que os próprios Bolsonaros.*

(*) O Antagonista

CONFIÇÃO DE CRIME

Marco Aurélio indica que investigação sobre Flavio Bolsonaro não ficará no Supremo

Flávio foi eleito senador e alega que, com isso, tem direito a ser investigado pelo STF. Mas Marco Aurélio explicou que a nova regra do foro privilegiado estabelece que só devem ficar na Corte processos relativos a fatos ocorridos durante o atual mandato parlamentar, e com relação direta ao cargo ocupado. As supostas irregularidades apuradas pelo Ministério Público do Rio de

EM FEVEREIRO – “Vou decidir em primeiro de 1º de fevereiro o que eu faço normalmente com reclamações como esta. O Supremo não bateu o martelo que o foro deve existir para fatos ocorridos no cargo, e em razão do cargo? É por aí. O ministro Fux não seguiu a jurisprudência do meu gabinete. Estou cansado de receber reclamações desse tipo (como as de Flavio Bolsonaro). Processo não tem capa. O tribunal não pode dar uma no cravo, uma na ferradura” – disse Marco Aurélio.

O ministro esclareceu também que, como as apurações não chegam ao presidente Jair Bolsonaro, não haveria motivo para deixar um trecho do caso no STF. Pela regra, o presidente da República pode ser alvo de inquérito no tribunal. Mas, se o caso for relativo a fatos anteriores ao mandato, as apurações não podem avançar ao ponto de serem transformadas em ação penal. A investigação ficaria paralisada até o fim do mandato e, depois, retomada – como ocorrerá com Michel Temer.

“Pelo que eu saiba, não há investigação contra o presidente Bolsonaro. Não vamos ver chifre em cabeça de cavalo” –  recomendou.*

(*) Carolina Brígido
O Globo

VANGUARDA DO ATRASO

Bolsonaro e PT se opõem e se juntam em favor do atraso

Os dois grupos fizeram escolhas arriscadas para o país, no que vai dar?


A estratégia do bolsonarismo é clara. A do petismo é menos evidente, mas as peças estão sendo movidas. Os dois grupos fizeram escolhas arriscadas para o país. No que vai dar?

A sabedoria convencional responderia, até não faz muito tempo, que, em casos assim, o “centro” comparece com seus característicos apelos ao bom senso, à responsabilidade, à moderação —aquelas palavras, enfim, que, em tempos crispados, servem à caricatura. Os espíritos reformistas são os mais injustiçados da história, embora sejam eles a responder pelas conquistas civilizatórias. Mas estão em baixa, é preciso reconhecer.

Jair Bolsonaro tem um ano —os mais exigentes lhe dão seis meses— para fazer a reforma da Previdência. Ainda que ela venha fatiada, é preciso que a parte substancial da mudança seja votada ainda neste 2019. Havendo um titubeio nessa área, os tais mercados, que hoje não olham para mais nada —o resto ainda é uma bagunça—, começarão a pôr um preço no que será visto, então, como um malogro.

Em 2020, há as eleições municipais. A disposição reformista do Congresso, especialmente para cortar gastos e benefícios, cai substancialmente. Se conseguir aprovar um texto ao menos razoável, aumentam as chances de o presidente ser bem-sucedido, que é coisa diferente de dar certo. Distingui essas duas categorias na coluna de 28 de dezembro. Enquanto o embate da Previdência não chega, é preciso animar a plateia.

A metáfora do circo, ainda sem o pão, fica a rondar o meu texto. O presidente cumpriu a sua primeira promessa de campanha no picadeiro da política com o decreto que mudou disposições sobre a posse de armas. Por si, o texto é irrelevante. O sentido para o qual aponta, no entanto, é ruim.

A violência escandalosa que há no país só será contida com o aumento da vigilância e da arbitragem da Polícia Federal sobre as armas. O decreto vai em sentido contrário. Ignora, de resto, todas as evidências fáticas de que mais armas redundam em mais eventos com… armas! Também os fatos e a lógica não são campeões de audiência.

Bolsonaro terceirizou para Paulo Guedes a economia e pretende manter suas hostes mobilizadas com temas da tal guerra cultural. Daqui a pouco, começa a desconstrução da figura de Che Guevara… Tudo cheira a uma mistura de mofo com naftalina.

O cenário internacional não é dos melhores, mas não há catástrofe iminente. Como Dilma Rousseff foi apeada do poder, parte do trabalho que seu sucessor teria de fazer já foi realizada por Michel Temer, que deixou uma herança bendita: entregou o país com inflação e juros baixos; expôs de maneira inequívoca o rombo previdenciário; equacionou, ainda que sem resolver porque tempo não houve, o déficit fiscal obsceno; pôs o Brasil no rumo de um crescimento de ao menos 2,5% neste ano, entre outras conquistas. Se o governo que aí está fizer uma reforma satisfatória da Previdência, o país pode vir a ter uma expansão mais robusta.

Em qualquer dos casos, a agenda reacionária do bolsonarismo para a educação, cultura, costumes, minorias, meio ambiente, diversidade etc. estará na ordem do dia. Havendo um malogro na economia, radicaliza-se o discurso em busca de bodes expiatórios. É o que os autoritários sempre fazem. Se o país deslanchar, idem. É o que os autoritários sempre fazem…

Os arreganhos do PT contra a liberdade de imprensa, por exemplo, se deram quando o poder do partido parecia mais eterno do que os diamantes. Escolha o seu sonho: atraso no longo prazo com crescimento econômico no curto e no médio. Ou sem ele.

E o PT? Os primeiros movimentos do partido, ou dos que estão impondo o rumo ao menos, indicam uma aposta: o governo Bolsonaro vai ser malsucedido; haverá um crescimento da insatisfação popular, ainda que mais lento do que a legenda desejaria, e a prioridade é reconstruir o campo da esquerda com uma agenda… de esquerda.

Parece tautologia, mas o fato é que a linha influente considera que o erro político principal do partido foi ter aderido a uma pauta social-democrata. Com o adernamento à direita do PSDB, o centro e a centro-esquerda são, por enquanto, terra de ninguém. As circunstâncias os estão oferecendo de bandeja ao PT. Mas o partido prefere posar para a posteridade ao lado de Nicolás Maduro.

Bolsonaro e PT… Opostos e combinados.*

(*) Reinaldo Azevedo –  Folha de São Paulo

E VIVA A MÚSICA POPULAR RASILEIRA!

Esta linda balada “Estate” , dos italianos Bruno Martino e Bruno Brighetti, está neste “Amoroso”, de 1977, o mais perfeito disco de João Gilberto. Pra mim, um dos 100 melhores discos de todos os tempos. Não é pouca coisa, hein?

TEM HORAS NA VIDA QUE VOCÊ TEM QUE ESCOLHER: OU ENGOLE SAPO OU COSPE FOGO

Preço melhor alguém faz?

A revista IstoÉ Dinheiro tem uma pauta-bomba nas mãos: um processo em que o fundador da gigante Marabraz e irmão mais velho dos demais sócios da empresa diz com todas as letras que ele e os irmãos cometeram fraudes para lesar sua esposa, de quem se divorciava. Com as fraudes, diz, sua parte nos bens do grupo foi transferida ficticiamente para os irmãos, prejudicando esposa e filhos. E acabou sendo ele próprio prejudicado.
É briga de gente grande: os irmãos que controlam o grupo contrataram o advogado Nelson Nery, professor, autor e organizador de quase cem livros, parecerista de prestígio – segundo o Consultor Jurídico, cobra algo como R$ 300 mil o parecer. O irmão que faz a denúncia de fraude contratou o advogado André Frossard dos Reis Albuquerque, mestre em Direito Empresarial pela New York University; e a Átina, proprietária da marca Marabraz, da qual são sócios os dois filhos do denunciante, tem como advogada Lilia Frankenthal, da Comissão de Direito Penal Econômico da OAB/SP. O denunciante e seus filhos por enquanto estão vencendo: entre outras coisas, a Justiça acatou que, em princípio, até agora suas alegações não foram rebatidas, e ordenou aos atuais controladores que arrolem todos os seus valores e propriedades, para proteger o patrimônio em disputa. Se não houver o arrolamento, nos termos exigidos, a multa é de R$ 1,4 milhão por dia. A próxima edição de IstoÉ Dinheiro sai amanhã.*

(*) Coluna Carlos Brickmann,  na Internet

COISAS DO BRASIL

Auxílio-mudança para quem não se muda

Entre as muitas mordomias que o Congresso oferece a seus ocupantes está um salário extra pago a título de auxílio mudança em todo início e fim de legislaturas – no caso da Câmara a cada quatro anos, e do Senado, ao término do mandato de oito anos de cada senador.

Com muita boa vontade, o pagamento só se justificaria se o deputado ou senador estivesse de chegada ou de saída de Brasília. Mas uma vez que renovou seu mandato, não tinha por que receber auxílio por uma mudança que não fará. Mas todos ou quase todos recebem.

Jair Bolsonaro recebeu no final de dezembro R$ 33,7 mil a título de auxílio-mudança embora o que mais que tivesse de levar para Brasília depois de ter morado ali nos últimos 28 anos fosse ser transportado por conta do seu novo emprego de presidente da República.

A mesma importância, como informe o jornal Folha de S. Paulo, foi recebida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) que mora em Brasília há quatro anos e que agora apenas se reelegeu. País rico é assim. E políticos decentes, é assim também.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

E NA CASA DA MÃE JOANA…

Chegou a hora da guerra pela reconquista das cadeias

Nesse tipo de confronto, os fracos não têm vez. Muito menos os pacifistas de botequim

O surto de violência produzido no Ceará por organizações criminosas que dominam os presídios do país é o prelúdio do que acontecerá em escala nacional se o Estado brasileiro não desencadear imediatamente uma ampla e implacável ofensiva pela retomada do sistema carcerário. O ministro da Justiça, Sergio Moro, sabe disso. Mais importante ainda, o principal arquiteto da Operação Lava Jato sabe o que fazer para encerrar o pesadelo.Os chefões do PCC, do Comando Vermelho e de quadrilhas semelhantes serão isolados em cadeias de segurança máxima e cumprirão pena em regime fechado. Com o fim da farra dos celulares, cessará a comunicação entre os comandantes que planejam ataques terroristas executados nos grandes centros urbanos por bandidos em liberdade. Simultaneamente, os métodos e técnicas a serviço do setor de inteligência serão aperfeiçoados, o que facilitará o mapeamento e o bloqueio dos caminhos percorridos pelo dinheiro do tráfico de armas e drogas.

Da mesma forma que os morros do Rio e as áreas de fronteira, as cadeias se transformaram em zonas de exclusão. Continuam figurando no mapa do Brasil, mas são governadas pelo crime organizado. Deixaram de fazer parte do território nacional. Chegou a hora da guerra de reconquista. Nesse tipo de confronto, os fracos não têm vez. Muito menos os pacifistas de botequim.*

(*) Blog do Augusto Nunes