O PRIMEIRO MALACO A SIFU!

 “Em condicional após prisão na Lava Jato, André Vargas leva vida discreta no interior do Paraná

Primeiro político condenado pela operação, em 2015, ex-deputado evita os holofotes em Londrina desde que deixou o Complexo Médico Penal, na Grande Curitiba, em outubro de 2018

Com pouco mais de 560 mil habitantes, Londrina, no Norte do Paraná, possui ares de cidade de interior, onde “todo mundo se conhece” – todo mundo da mesma faixa social, pelo menos. Ainda assim, são poucos os que relatam ter esbarrado com André Vargas desde que o ex-deputado voltou a residir na cidade, em outubro do ano passado. Primeiro político condenado na Lava Jato , Vargas estava desde abril de 2015 preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Grande Curitiba, onde cumpria pena de 13 anos, 10 meses e 24 dias pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Deixou a prisão em 19 de outubro do ano passado.

Se antes Vargas era figura frequente em colunas sociais de jornais locais, fotografado em eventos políticos, atualmente o ex-deputado prefere manter distância do olhar público. Diferentemente de outros condenados que mantêm perfis ativos nas redes sociais, como Eduardo Cunha e Lula, Vargas não publica nenhuma atualização desde que as primeiras denúncias vieram à tona, em 2014. Em 2015, cerca de um mês após ser detido, a Polícia Federal decidiu revistar a cela do ex-deputado, após uma publicação no perfil de Vargas no Twitter. Nada foi encontrado e hoje a conta não existe mais.

Vargas voltou a residir no mesmo endereço onde havia sido preso, em um condomínio na região sul de Londrina. O imóvel levou o ex-deputado, sua esposa Eidilaira Gomes, e o irmão Leon Vargas a se tornarem réus em um processo por lavagem de dinheiro. O valor da compra declarado à Receita Federal seria inferior ao que havia sido realmente pago – R$ 980 mil – em meio milhão de reais.

Eidilaira foi absolvida por falta de provas, e André e Leon acabaram condenados em primeira instância, mas também absolvidos posteriormente em julgamento de recurso pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Em depoimento ao então juiz Sergio Moro, o ex-deputado havia afirmado que o bairro seria de classe média baixa; no entanto, casas no condomínio são anunciadas por valores que superam R$ 4 milhões.”*

(*) Gazeta do Povo – Porto Alegre – RS