E O SENADOR IRÁ SE VERGAR?

Comissão do Senado tem resistência ao ’03’

Além de saia-justa, se for realmente indicado ao cargo de embaixador do Brasil em Washington, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também deve enfrentar resistência na Comissão de de Relações Exteriores do Senado, responsável por analisar o nome. Dos atuais 17 integrantes do colegiado, seis disseram ao Estadão ser contrários, outros sete afirmaram ser favoráveis, três preferiram não comentar e apenas um não se manifestou, a senadora Renilde Bulhões (PROS-AL).

Para ter sua nomeação como embaixador confirmada, Eduardo deverá passar por uma sabatina na comissão e, em seguida, ser submetido a uma votação secreta. Depois, é a vez de o plenário do Senado dizer se aceita ou não o escolhido pelo presidente. Ele precisará do voto favorável da maioria dos 81 senadores – também em votação secreta. O principal argumento dos que rejeitam a indicação é a falta de experiência de Eduardo.*

(*) Estadão

A PROPÓSITO

Washington seria um ‘pit stop’ para Eduardo?

O sinal do presidente Jair Bolsonaro de que poderá indicar o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a Embaixada brasileira nos EUA despertou muita especulação no Itamaraty. Por lá, a tese que circula com mais força diz que Washington seria rota de passagem para o deputado ocupar futuramente o cargo de chanceler (caso uma eventual nomeação dessa natureza não seja vetada pela Justiça sob argumento de nepotismo). Vale lembrar que pelo destaque que teve nas viagens internacionais do pai, há muito o 03 já vem sendo chamado de “chanceler informal”.

A narrativa da tese é: manter o deputado federal no prestigiado posto por um ano e meio ou dois e, depois, fazer uma troca com Ernesto Araújo: Eduardo vira ministro e Ernesto, embaixador nos EUA. Essa movimentação toda faria parte de um plano maior: fortalecer Eduardo para liderar uma frente conservadora em candidaturas majoritárias, assim como Jean-Marie Le Pen fez com sua filha Marine na França, compara um embaixador, segundo a Coluna do Estadão.*

Estadão