O FUTURO CHEGOU: – FUJAM!

Três perguntas que definirão o
futuro da eleição presidencial

Como o ex-presidente deve ser barrado pela Justiça Eleitoral, ficou tudo na mesma. Sem Lula, Jair Bolsonaro mantém a ponta, com 20%. Depois vem o pelotão intermediário: Marina Silva, com 12%, Ciro Gomes, com 9%, e Geraldo Alckmin, com 7%. O petista Fernando Haddad, que ainda é apresentado como o vice de Lula, aparece com 4%.

TRÊS PERGUNTAS – Faltam sete semanas para a eleição, e três perguntas devem definir o que acontecerá até outubro. São as seguintes: 1) Bolsonaro bateu no teto? 2) A TV empurrará Alckmin para o segundo turno? 3) Quantos votos Lula conseguirá transferir para Haddad?

Da primeira pergunta, depende o número de vagas em disputa. Com 20% dos votos totais, Bolsonaro parece ter um pé no segundo turno. Se ele subir mais, restará aos demais concorrentes brigar para enfrentá-lo. Neste caso, Marina, Ciro, Alckmin e Haddad se engalfinharão num jogo de Resta Um. Se o capitão tiver estacionado, todos continuarão no tabuleiro.

TEMPO DE TV – A segunda questão tem inquietado os tucanos. Ao abraçar o centrão, Alckmin apostou tudo na velha fórmula de garantir o maior tempo de TV. O problema é saber se o latifúndio eletrônico ainda terá tanto peso na era das redes sociais. “Não tenho certeza”, disse ao Globo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Se a resposta for negativa, Alckmin morrerá abraçado a Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto e outros aliados que cobraram caro por segundos de propaganda.

A terceira dúvida também continua no ar. O apoio de Lula será capaz de botar Haddad no segundo turno? O candidato do PT ainda é menos conhecido que os concorrentes diretos. Ele vai crescer nas próximas pesquisas, a questão é saber em que velocidade. Agora faltam apenas 47 dias para as urnas.*

(*) Bernardo Mello Franco
O Globo

MALACOS INCORRIGÍVEIS

Haddad vai à vitrine antes do veto do TSE a Lula

A estratégia eleitoral do PT entra nesta semana numa fase que poderia ser batizada de “me engana que eu gosto.” Enquanto sustenta no TSE o pedido de registro da candidatura-fantasma de Lula, o PT exibe Fernando Haddad em sua principal vitrine: a região Nordeste. Até o próximo sábado, Haddad desfilará sua desconhecida figura em pelo menos cinco Estados nordestinos: Bahia, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão.

Pesquisa do instituto MDA ajuda a entender por que o petismo adianta o relógio da campanha de Haddad, colocando o substituto na rua antes da impugnação do titular. Lula continua liderando a corrida presidencial, com 37,3% das intenções de voto. Mas esse eleitorado de Lula não cairá no colo de Haddad por gravidade.

Hoje, apenas 17,3% dos votos atribuídos a Lula seriam transferidos para Haddad. Marina herdaria 11,9%. Ciro levaria 9,6% desses votos. Para colocar Haddad no segundo turno, o PT precisa grudar no rosto dele uma máscara do Lula. Ou seja: para dar certo, Haddad precisa mostrar que não é um candidato, mas uma caricatura de Lula.

Os rivais do PT dirão que o país já conhece esse filme. Eles enfatizarão que o filme não tem final feliz.*

(*) Blog do Josias de Souza

NO AR, COM O PINCEL NA MÃO

O capitão traiu sua tropa

Ao saber que o Conselho de Direitos Humanos da ONU havia pedido ao governo brasileiro que garantisse os direitos de Lula de ser candidato a presidente da República, o deputado Jair Bolsonaro subiu nas tamancas e rodou a baiana.

Chamou a ONU de reduto da esquerda. E disse que, uma vez eleito para suceder Michel Temer, retiraria o Brasil da ONU. Imediatamente, como costuma acontecer, seus seguidores deitaram e rolaram nas redes sociais em apoio à ideia.

A ONU foi alvo de ataques virulentos ali. Até que… Até que Bolsonaro admitiu que cometera um ato falho. Que quis dizer que retiraria o Brasil do Conselho de Direitos Humanos da ONU, não da ONU, a exemplo do que fez Donald Trump com os Estados Unidos.

Bolsonaro deixou sua tropa pendurada com o pincel na mão, e sem a escada.*

(*)  Blog do Ricardo Noblat

VANGUARDA DO ATRASO

Cabo eleitoral arrependido

Boulos promete emprego aos que ficaram desempregados nos governos da trinca que foi apoiada pelo agora candidato do PSOL

“Enquanto eles produziram 14 milhões de desempregados, nós vamos criar 6 milhões de empregos em 2 anos com o programa Levanta Brasil. Vamos criar 1 milhão de vagas nas universidades públicas”.

(Guilherme Boulos, candidato a presidente da República pelo PSOL, jurando que vai repor em dois anos os empregos que sumiram com a passagem pelo Planalto da trinca Lula, Dilma e Temer, em quem o declarante votou nas eleições presidenciais de 2002, 2006, 2010 e 2014)>

(*) Blog do Augusto Nunes

POSTE SEM LUZ

Teto baixo para Haddad

 

Quatro em cada dez eleitores do ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril, afirmam que não votarão no candidato apoiado pelo petista, Fernando Haddad, “de jeito nenhum”, segundo pesquisa Ibope publicada na segunda, 20, informa o Estadão.

Entre os 37% dos que votariam em Lula, metade afirma que com certeza votará ou poderá votar em Haddad se ele for o plano B. Outros 10% desse contingente se declaram indecisos ou dizem não conhecer o ex-prefeito de São Paulo o suficiente para opinar. E outros 39% rejeitam a hipótese de votar nele.*

(*) Coluna do Estadão

BEIJA-MÃO DO PRESIDIÁRIO

Partido de Ciro na fila para ver Lula

 

O partido do presidenciável Ciro Gomes, o PDT, acionou o STJ para que o candidato à Presidência, Carlos Lupi, presidente da legenda, e o deputado André Figueiredo (CE) possam visitar Lula na prisão, em Curitiba, informa o site  Jota.

Ciro já chegou a ser defendido como vice de Lula por Jaques Wagner, assim como há nos dois partidos (PT e PDT) quem defenda uma “união da esquerda” contra as demais candidaturas. Pauta é o que não falta. Ciro, no entanto, afirmou que não vai visitar o ex-presidente, mesmo que a Justiça libere.

O! MINAS GERAIS…

Lacerda desiste de candidatura

O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) desistiu de levar adiante sua campanha pelo governo de Minas. Sua candidatura estava sub judice depois de seu partido implodir sua pretensão eleitoral ao fazer acordo com o PT, o que também fez a vereadora Marília Arraes (PT) desistir da disputa ao governo de Pernambuco para que sua legenda apoiasse o candidato Paulo Câmara (PSB). Lacerda anunciou também que vai se desfiliar do PSB.

NOVIDADE?

O perdão aos caminhoneiros

O governo está disposto a rever o valor das multas aplicadas pela Justiça às transportadoras durante a greve dos caminhoneiros, noticia O Globo.

O valor total é de R$ 715 milhões e está sendo cobrado de 151 empresas.

O jornal carioca diz que, segundo técnicos a par do assunto, os devedores poderão ganhar um desconto e pagar a dívida de forma parcelada.*

(*) O Antagonista