APARELHAMENTO DO PT INDO PRO BREJO

Reação contra aparelhamento

petista em fundos de pensão

Deu no Valor: Petistas perdem disputa na Funcef e lutam pela Previ

Por Renata Batista | Do Rio

As reclamações sobre ingerência e aparelhamento provocaram a primeira derrota significativa para o governo em um fundo de pensão desde que o PT chegou à Presidência da República. Uma chapa formada por auditores da Caixa Econômica Federal, sem vinculação partidária ou com o movimento sindical, ganhou a disputa para representantes eleitos do Fundo de Pensão da Caixa (Funcef). A eleição foi realizada no início do mês e seu resultado, que saiu no dia 9, está sendo explorado em outra disputa de peso: a escolha dos representantes no fundo de pensão do Banco do Brasil, a Previ, maior do país.

Na Funcef, o terceiro maior, a oposição conquistou três vagas para diretores executivos, duas para o conselho deliberativo e uma para o conselho fiscal. Na Previ, são duas vagas de diretores, três conselheiros deliberativos e três conselheiros fiscais. Nos dois casos, a participação dá acesso a informações sobre as estratégias dos fundos e participação na tomada de decisão.

“A Funcef está deficitária em alguns planos e isso gerou insatisfação”, diz o secretário-geral da entidade, Geraldo Aparecido da Silva. Segundo ele, o discurso da chapa vencedora também foi muito calcado em críticas ao aparelhamento político.

Será o começo de uma resistência contra o avanço petista nos fundos de pensão, tradicionais fontes de recursos dessa turma? Será que finalmente haverá uma reação organizada contra os cupins? Será que isso representa mais um sinal dos ventos de mudança no país, cansado de 12 anos de estragos causados pelo PT no poder? É a hora da virada chegando? Pelo bem do país, espera-se que sim. Pois ninguém aguenta mais tanta infiltração da máfia petista em tudo que é instituição…

O PILOTO SUMIU

Populismo, luta de classes e liberdade

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A inflação ronda 6%, mas, não fossem

as manobras protelatórias, seria 7% a 8%

Sob o manto teórico de que ao governo cabe defender o cidadão contra os abusos do mercado, o governo federal vem intervindo na formação de preços. Interfere nas tarifas de serviços públicos, no preço da gasolina e até nos chamados “preços livres” via alterações de impostos. Para incentivar o consumo, mexeu nos IPIs; para reduzir importações, mexeu nas tarifas de importações; para reduzir a entrada de capitais, mexeu no IOF. Também interferiu no mercado de crédito ao produzir uma avalanche de empréstimos subsidiados, mascarando política fiscal com política creditícia. E no mercado de trabalho, ao reduzir as contribuições do INSS, estimulou a demanda por um recurso que, à altura da medida, se afigurava escasso. Quem estudou as economias centralmente planejadas sabe que a supressão do sistema de preços produz investimentos ineficientes e desajustes entre oferta e demanda que terão que ser resolvidos adiante. Essa é uma história econômica com repercussões políticas. O governo passou a mensagem de que “ele manda”. Ora, se ele manda, tem que entregar. E vai entregar a quem tiver mais poder de barganha, quem gritar mais alto. Esse ambiente incita os grupos de interesse a reivindicar mais para os seus associados. Isso vale para empresários, políticos e sindicatos de servidores privados e públicos. Ao impedir o funcionamento do mercado de bens e serviços, o governo realça o mercado político. Acrescente-se um fator circunstancial, as eleições, e temos um contexto favorável para as trocas entre o governo, que manda, e os grupos organizados, que reivindicam. Não por outra razão, o governo, que começou o ano dizendo que ia ser mais moderado nas áreas fiscal e creditícia, já mudou de ideia e, nas últimas semanas, voltou ao regime de provimento de benesses. Trata-se de populismo em estado puro. A barganha exacerbada pode produzir uma espiral em que os grupos reivindicam e o governo, acuado, tem que entregar. Mas esse processo tem um limite. A inflação ronda 6%, mas, não fossem as manobras protelatórias, seria 7% a 8%. O superávit primário ronda 1,5%, mas, não fossem as artimanhas contábeis, estaria em zero. A pilhagem fiscal fez o governo chegar ao limite, assim como as represas que nos levarão ao racionamento de energia. A crítica à viabilidade do modelo tem provocado uma furiosa reação do PT, para quem se trata de uma visão da elite que deseja a volta do arrocho salarial e do desemprego. Esse clima de luta de classes terá dois legados. Primeiro, com o tempo, o governo se tornará refém dos grupos organizados na sanha por mais benefícios. Segundo, a folga fiscal se extinguirá e, no momento da verdade, haverá grande frustração de expectativas. Já estamos assistindo a um pouco dos dois. Que os governos erram — como errou o governo do PT — há centenas de exemplos na História. O insucesso deve servir de combustível para o aperfeiçoamento através da pesquisa, das reformas e da ação essencial dos atores políticos em um ambiente democrático. Que o governo defenda seus métodos e produza uma alegoria baseada na luta de classes também é aceitável. Mas usar o argumento do oligopólio da comunicação como mote de campanha e ameaçar com a censura à imprensa é permitir que a política partidária venha a suprimir o oxigênio do organismo social, que é a liberdade de expressão. Porque é da livre expressão dos indivíduos que se faz a convivência humana, senão criativa e virtuosa, pelo menos suportável.

(*) Edward Amadeo, economista, no O Globo.

“CONTROLE SOCIAL DA MÍDIA”, É?

Jornal digital de Yoani Sánchez é

bloqueado em Cuba: eis o sonho do PT

Presidente Dilma afaga ditador assassino

A blogueira cubana Yoani Sánchez lançou ontem seu novo jornal digital, mas o site foi logo bloqueado por “hackers”, como mostra reportagem do GLOBO:

Por um dia, quem tentava acessar o jornal digital independente da opositora cubana Yoani Sánchez, lançado nesta quarta-feira em Havana, lia na manchete: “Yoani Sánchez só pensa em dinheiro, descobre tardiamente um de seus tradutores”. Hackeada três horas após seu lançamento, em Cuba, a página “14ymedio.com” era internamente direcionada para a “Yoanilandia.com” — recheada de artigos assinados por blogueiros pró-Castro e de ataques a Yoani, que ganhou fama internacional por seu blog “Generación Y”. No Twitter, Yoani reagiu e acusou o governo cubano de ter bloqueado e redirecionado o portal.

“Má estratégia do governo cubano de redirecionar a nossa web de #Cuba. Nada é mais atrativo que o proibido”, postou a blogueira no microblog, para depois dizer: “ Abaixo a censura contra @14ymedio”.

[…]

Yoani e o marido e editor-chefe do “14ymedio”, Reinaldo Escobar, estariam trabalhando há meses na criação do jornal, com uma equipe formada por mais dez redatores da ilha, mas sem uma redação fixa. Uma lista publicada na página indica ainda o apoio de jornalistas, intelectuais e políticos, entre eles o escritor peruano Mario Vargas Llosa e o ex-presidente da Polônia e Prêmio Nobel da Paz, Lech Walesa. Nomes como os dos espanhóis Rosa Montero, escritora, e Fernando Trueba, diretor de cinema, também estavam entre os apoiadores.

A liberdade de expressão apavora toda ditadura, todo regime autoritário e opressor, mentiroso, populista, calcado em falácias. É espantoso, em pleno século 21, ainda ter tanta gente que defenda o modelo cubano. Trata-se da mais longa e cruel ditadura do continente, cujo líder supremo, “El Coma Andante”, não passa de um psicopata assassino que vive como um nababo enquanto mantém o povo na escravidão.

Nunca é demais lembrar que, dentro do PT, há uma grande ala defensora justamente do regime cubano e de Fidel Castro, visto até hoje como um guru, uma inspiração. É isso que queremos para o Brasil? Que um simples jornal virtual seja visto como grande ameaça, pois é proibido discordar do poder estabelecido? Sabemos que é o sonho de muito petista, e seria um pesadelo para todo brasileiro se tal sonho se tornasse realidade.

(*) Blog do Rodrigo Constantino

NINGUÉM SEGURA…

Brasil perde 16 posições em ranking

de produtividade com Dilma

Fonte: IMD/Folha

Fonte: IMD/Folha

Pelo quarto ano seguido, o Brasil perdeu competitividade no cenário internacional. O país ficou no 54º lugar em uma lista de 60 países no Índice de Competitividade Mundial da escola suíça IMD. Há quatro anos, o país ocupava a 38ª posição.

“Este ano não só perdemos em relação aos outros países como tivemos perda absoluta”, diz Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral, responsável pelos dados do Brasil na pesquisa. “Foi nosso pior desempenho. Desde 1996, nunca estivemos no último quartil do relatório [entre os 25% piores].”

[…]

“Pesou muito a perda de participação do Brasil no comércio internacional, diante da nossa falta de capacidade de exportar. Mantivemos a capacidade de compra das famílias, mas estamos deixando de ser um player global”, diz Arruda.

[…]

Desde 2011, o Brasil está entre os cinco piores países em termos de ambiente institucional e regulatório. “Historicamente, este é ponto mais crítico da competitividade do país”, afirma.

“Temos um dos piores ambientes para se fazer negócios no mundo, com alta carga tributária direta e indireta, taxas de juros de curto e longo prazos que desestimulam o investimento na produção e no crescimento das empresas.”

O que posso acrescentar? O retrato não poderia ser mais claro: o Brasil anda para trás com o governo Dilma, a passos largos. Imagina com mais quatro anos…

(*) Blog do Rodrigo Constantino

BRASIL NA IMPRENSA

Dez reportagens mostram negativismo em cobertura sobre Brasil

BBC Brasil
Clima interno tenso teria contaminado cobertura internacional, segundo analistas
Clima interno tenso teria contaminado cobertura internacional, segundo analistas

Há três anos, o Brasil era uma espécie de menina dos olhos da imprensa internacional. Agora, às vésperas do Mundial, o tom geral da cobertura sobre o país tem sido bastante negativo, como notam especialistas consultados pela reportagem.

Abaixo, listamos algumas reportagens sobre o Brasil publicadas em veículos de grande repercussão que ilustram essa tendência:

“THE ECONOMIST” – BRASILEIRO ‘PREGUIÇOSO’?

No mês passado, a revista britânica “The Economist” publicou uma reportagem em que destaca que a produtividade do trabalhador brasileiro está estagnada há cinco décadas e sugere que tal problema poderia ter causas culturais.

A reportagem é ilustrada com a imagem de uma pessoa descansando em uma rede. “Poucas culturas oferecem uma receita melhor para curtir a vida”, afirma a “Economist”, notando que filas, tráfego, prazos descumpridos e atrasos de todo o tipo são parte do cotidiano brasileiro.

Outra reportagem, publicada na quinta-feira passada, a revista diz que em vez de mostrar a ascensão do Brasil como um “ator global”, a Copa acabou colocando em evidência como é disseminada no país a prática do “improviso”.

Em outubro de 2013, a “Economist” chegou a dedicar uma capa ao Brasil ilustrada com um Cristo Redentor despencando. A manchete questionava: “O Brasil estragou tudo?”

Era uma referência à famosa capa de novembro de 2009 –publicada quando a economia brasileira ainda entusiasmava os mercados– que mostrava umCristo alçando voo e anunciava “O Brasil decola”.

Reprodução
Capas da revista 'The Economist' em 2009 e em outubro de 2013; Enquanto antes dizia que Brasil iria decolar, sentimento hoje é de pessimismo
Capas da revista ‘The Economist’ em 2009 e em outubro de 2013

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“THE NEW YORK TIMES” – OBRAS SUPERFATURADAS

O jornal americano “The New York Times” chamou a atenção para as obras abandonadas e superfaturadas no Brasil em uma reportagem publicada há pouco mais de um mês.

Segundo o “NYT”, os atrasos e contratempos nas obras da Copa seriam “parte de um problema nacional maior”, evidenciado por “uma série de projetos megalômanos concebidos quando a economia estava crescendo rapidamente, que agora estão abandonados, estagnados ou já extrapolaram de longe seu orçamento inicial”.

O jornal menciona, entre outras obras que estariam muito atrasadas ou abandonadas, a ferrovia transnordestina, prédios públicos projetados por Oscar Niemeyer em Natal, a transposição do Rio São Francisco, hotéis de luxo no Rio de Janeiro e o Museu do Alienígena, em Varginha.

“Esses projetos deveriam simbolizar a ascensão brasileira, mas agora que o país cambaleia em uma ressaca pós-boom, eles expõem as lideranças do país a uma crítica feroz e alimentam as denúncias de gastos desnecessários e incompetência”, diz o texto.

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“FINANCIAL TIMES” – DILMA E OS IRMÃOS MARX

Na semana passada, o jornal econômico britânico “Financial Times”comparou a presidente Dilma Rousseff aos irmãos Marx –comediantes que ganharam fama na primeira metade do século 20 nos Estados Unidos.

Em um editorial, publicado em meio a notícias sobre atrasos nas obras da Copa e Olimpíadas, o “FT” disse que Dilma teria uma “tediosa aura de eficiência, semelhante à da (chanceler alemã) Angela Merkel”, mas que a implementação de seus projetos pareceria obra “dos irmãos Marx”.

No texto, o “FT” defende que o Brasil precisa de um “choque de credibilidade” e cita três desafios que o governo brasileiro precisaria enfrentar nos próximos meses: o escândalo de corrupção na Petrobras, o “crescente risco” de falta de energia e a possibilidade de que sejam organizados grandes protestos durante a Copa do Mundo.

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“EVENING STANDARD” – PLANO B PARA O RIO?

O “Evening Standard” –jornal distribuído gratuitamente nos metrôs e trens do Reino Unido– publicou na semana passada que, segundo uma fonte não identificada, autoridades de Londres teriam sido consultadas sobre a possibilidade de realizar a Olimpíada na cidade caso o Rio não consiga se preparar a tempo para os jogos de 2016.

A polêmica reportagem foi publicada dias depois de o vice-presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), John Coates, ter dito que os preparativos para a Olimpíada de 2016 seriam os “piores” já vistos –embora ele tenha voltado atrás na sua avaliação.

Ela repercutiu em outros jornais britânicos e nas redes sociais, embora o COI tenha descartado essa possibilidade como “sem fundamento e totalmente infactível”.

Segundo “Evening Standard”, autoridades do COI estariam em “pânico” por causa dos atrasos em obras no Rio e Londres já teria sediado uma Olimpíada de forma emergencial em 1908, quando a erupção do vulcão Vesúvio impossibilitou a Itália de fazê-lo.

De acordo com o jornal “The Guardian”, uma fonte do COI, também não identificada, teria classificado a reportagem do “Evening Standard” como “um lixo total”.

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“DAILY MIRROR” – “MANAUS SANGRENTA”

O tabloide britânico publicou em dezembro uma reportagem nada lisonjeira sobre Manaus, onde a Inglaterra jogará contra a Itália: “Os ingleses arriscarão suas vidas em uma das cidades mais perigosas do mundo ao torcer por seu time no primeiro jogo da Copa do Mundo”, diz o texto.

Nele, o “Mirror” classifica a capital do Amazonas como um “buraco dos infernos, tomado pelo crime” e menciona um alerta do sistema público inglês sobre a alta incidência de raiva, malária, difteria e hepatite na cidade. “Outros riscos incluem cobras venenosas e tarântulas, estradas e motoristas ruins”, diz.

De acordo com o tabloide, “ladrões armados e drogados circulam pelas favelas” de Manaus, “áreas que devem ser evitadas pelos turistas” e onde, segundo o jornal, “barracos são pintados com cores diferentes para sinalizar que tipo de droga é vendido ali”.

O “Mirror” também adverte os britânicos em relação a suposta baixa qualidade e altos preços das acomodações na cidade. “(…) Donos de hotéis estão lucrando sem dó pedindo £500 (R$1.860) por um quarto básico na data do jogo com a Itália”, diz a reportagem, acrescentando que, no website TripAdvisor, turistas relatam ter ficado em quartos “imundos” ou ter visto cozinhas “repletas de insetos, baratas e ratos”.

O tabloide diz que Manaus seria a 11ª cidade mais perigosa do mundo e São Paulo, onde a Inglaterra jogará contra o Uruguai, ocuparia a 48ª posição desse ranking, tendo um índice bastante elevado de “assaltos à mão armada contra pedestres, motoristas e clientes de restaurantes.”

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“EL PAÍS” – BRASIL EM ‘CRISE DE SEGURANÇA’

Há três semanas, o jornal espanhol “El País” anunciou no título de uma reportagem que falava sobre os recentes conflitos na comunidade de Pavão Pavãozinho e Copacabana: “Brasil entra em crise de segurança”.

“Nem os cinco anos que transcorreram desde o início do projeto pacificador das favelas cariocas, nem o estímulo que se esperaria dos dois maiores eventos esportivos do planeta –a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos –serviram para que a violência diminua no Rio de Janeiro”, diz a reportagem.

“As armas de guerra voltaram a se disseminar pelos subúrbios ao mesmo tempo em que as UPPs (Unidades da Polícia Pacificadora) não conseguiram se enquadrar totalmente em suas vizinhanças, que veem nelas uma versão edulcorada da Polícia Militar, conhecida por estar corrompida até o tutano e agir com uma truculência sem limites.”

Segundo o jornal, as imagens de violência em Copacabana lançariam dúvidas sobre a capacidade de o Brasil organizar um megaevento esportivo sem incidentes. “Pelas ruas do Rio há a sensação de que se está perdendo a passos rápidos o terreno conquistado nos últimos anos”, diz o “El País”.

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CNN – EPIDEMIA DE CRACK

“Brasil luta contra epidemia de crack na preparação para o Mundial”, noticiou recentemente a rede de TV CNN.

Segundo a emissora americana, que na reportagem faz um retrato da cracolândia do Rio de Janeiro, o Brasil teria se tornado o principal consumidor de crack do mundo e as iniciativas do governo para lidar com o problema teriam “resultados mistos”.

Ela também destaca as críticas de que o foco das campanhas oficiais seria “limpar as ruas” em vez de oferecer alternativas para o usuário.

Outra reportagem recente da mesma emissora foi dedicada à possibilidade de a falta de chuva fazer com que haja racionamento de água e energia durante a Copa.

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“FRANCE FOOTBALL” – ‘MEDO SOBRE O MUNDIAL’

Faltando cinco meses para a Copa, a revista esportiva francesa “France Football” publicou uma capa toda preta com apenas uma bandeira do Brasil e a manchete: “Medo sobre o Mundial”.

A publicação esportiva francesa lista uma série de contratempos que poderiam empacar a realização do torneio no Brasil, como os atrasos nas obras dos estádios e riscos de novas manifestações nas ruas.

“Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser o lugar sonhado pela Fifa para organizar uma Copa do Mundo”, diz a “France Football”, acrescentando que o país teria se tornado uma “fonte de angústias”.

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“DER SPIEGEL” – ‘MORTE E JOGOS’

A revista alemã dedicou na semana passada sua reportagem de capa à Copa do Mundo no Brasil com a manchete “Morte e jogos: O Brasil Antes da Copa do Mundo” e uma imagem de uma bola Brazuca pegando fogo em frente ao Pão de Açúcar.

Um dos textos, intitulado “Gol contra do Brasil” diz que, “ironicamente, a terra do futebol poderá ter a Copa do Mundo do fiasco: manifestações, greves e tiroteios, em vez de festa”. “Os cidadãos estão furiosos com estádios caros e políticos corruptos –e ainda sofrem com uma economia estagnada.”

A revista também traz uma entrevista com o escritor Luiz Ruffato, cuja manchete é “Nós sempre fomos violentos”, no qual o autor fala também sobre a relação entre futebol e política. Ruffato virou notícia na Alemanha em outubro de 2013 ao fazer um discurso na Feira do Livro de Frankfurt com pesadas críticas à sociedade brasileira.

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“LA NACIÓN” – ‘LONGE DA FESTA’

“Brasil, muito longe da festa”, anunciou na semana passada o jornal argentino “La Nación”, em uma reportagem em que menciona os protestos contra a Copa, greve da polícia e saques no Recife.

Segundo a correspondente da BBC na Argentina, Márcia Carmo, há alguns anos, era comum que a imprensa argentina mencionasse o Brasil como uma espécie de modelo a ser seguido.

“Não raro podíamos ver na TV e jornais daqui os argentinos se perguntando: o que o Brasil fez que nós não fizemos? O que podemos aprender com eles para fazer a economia crescer?”, diz Márcia. “Agora isso não existe mais –há mais ceticismo e apreensão em relação ao Brasil.”

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EXEMPLOS POSITIVOS

Também há bons exemplos de reportagens positivas veiculadas recentemente sobre o país. O jornal francês “Le Monde”, por exemplo, publicou recentemente uma reportagem sobre start-ups no Brasil.

O próprio “Financial Times” levou às bancas na semana passada o caderno especial “Brasil Moderno”, em que faz um balanço dos avanços e desafios do país nos últimos anos

“O mundo vai à Copa esperando o mesmo velho país do futebol, Carnaval e samba. Mas os mais observadores perceberão que, por trás da atmosfera de festa, grandes mudanças estão acontecendo”, diz o “FT”.

“Depois de uma década de estabilidade econômica, acompanhada do rápido crescimento da classe média baixa, o Brasil não pode mais ser reduzido a um punhado de clichês”, completa o texto de abertura do caderno, que traz reportagens sobre inovações do agronegócio brasileiro, a ascensão do tecnobrega e uma iniciativa para ensinar esportes de inverno a crianças da favela.

AÍ TEM…

EM BOCA ABERTA…

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Alberto Youssef, acusado pela Polícia Federal de comandar amplo esquema de lavagem de dinheiro, está mudo. Consta que nada falou. Continua preso.

…não entra mosca

000 - é verdade

Paulo Roberto Costa, que foi importante executivo da Petrobras, considerava-se abandonado por seus companheiros. Consta que, abalado, não resistiria por muito tempo aos insistentes pedidos de depoimento. Foi o único a ser solto.

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet.

DURA LEX SED LEX NO CABELO SÓ GUMEX

O erro, quando é Supremo, pede correção divina

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Sentados ao lado de Deus, os ministros do STF exercem o seu poder supremo. Deus existe, não há dúvida. Mas a onipresença é uma fábula celestial. Deus não dá expediente em tempo integral. É evidente que Ele foi tratar de outra coisa quando o ministro Teori Zavascki, em plena noite de domingo, subscreveu o despacho que mandou soltar os 12 presos da Lava Jato, trancou os oito inquéritos nascidos da operação e avocou tudo para a Suprema Corte.

Abalroado pela decisão, o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, agiu com extrema prudência. Soltou apenas Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, cuja defesa recorrera ao Supremo. E enviou um ofício para Teori Zavascki. O doutor esclareceu à suprema autoridade que os acusados poderiam dar no pé.

Alguns, como o doleiro Alberto Youssef, dispõem de conta no estrangeiro. Uma, Nelma Kodama, foi presa no instante em que batia em retirada no aeroporto de Guarulhos, com 200 mil euros acondicionados na calcinha. Com outras palavras, o juiz Moro perguntou ao ministro Zavascki: É isso mesmo, Excelência? Tem certeza?

Ainda não se sabe onde diabos estava Deus entre domingo ã noite e segunda-feira. Mas sabe-se que Ele passou pelo STF nesta terça. Zavascki reviu parcialmente sua decisão. Manteve na cadeia os 11 presos e presas que o juiz Moro, por prudência, se abstivera de enviar ao meio-fio. Os crentes da República perguntam de si para si: e se o magistrado tivesse cumprido cegamente a ordem original?

Pois bem. Reduzidos os danos, resta um impasse que só Deus —ou um de seus supremos prepostos— pode dissolver. Afora os 11 acusados, continuam trancados os oito inquéritos da Lava Jato. As prisões são provisórias. Para que se tornem definitivas —ou não— é imperioso que o juiz, o Ministério Público e a Polícia sejam autorizados a fazer o seu trabalho.

Ao STF cabe cuidar dos indícios recolhidos contra os deputados que cruzaram o caminho do doleiro Youssef. O juiz Sérgio Moro enviou esses achados a Brasília. Mas Teori Zavascki sustenta que cabe ao Supremo, não ao magistrado de primeiro grau, deliberar sobre o desmembramento. Prevalecendo esse entendimento, o STF terá de chafurdar nos meandros dos inquéritos para checar se a Vara de Curitiba portou-se com acerto. Por ora, a competência do magistrado, auxiliar da ministra Rosa Weber no julgamento do mensalão, não mereceu do Supremo nem o benefício da dúvida.

Há oito meses, numa entrevista ao site Conjur, o ministro Teori Zavascki queixou-se da quantidade de ações penais que chegam ao STF. “Esse é o principal problema”, disse ele. “Hoje, qualquer tema criminal chega ao Supremo, seja constitucional ou não.”

O ministro prosseguiu: “O STF dedica um tempo muito grande a questões penais não constitucionais. E isso tem o custo da demora e de travar processos. Sou partidário de que o Supremo, para se viabilizar institucionalmente, tenha sua competência reduzida no futuro.”

Ao enviar a Brasília apenas os trechos da Operação Lava Jato que envolvem deputados, o juiz Sérgio Moro ofereceu ao STF a oportunidade de organizar “sua competência”, cuidando só do que lhe cabe.

Porém, ao ordenar que lhe sejam remetidos todos os inquéritos da operação, Zavascki informa que faz questão de dedicar “um tempo muito grande a questões penais não constitucionais.” Mesmo que ao “custo da demora e de travar processos.” Quer dizer: além de ser uma espécie de loteria de toga, a Justiça também perde o nexo de vez em quando.

Na entrevista de setembro, o ministro Zavascki dizia que, “só de Direito Tributário, temos mais de 120 processos esperando julgamento” no STF. Que Deus nos acuda. O erro, quando é Supremo, exige correção divina.*

(*) Blog do Josias de Souza

“SE GRITAR, PEGA, LADRÃO”…

A cara de pau do ex-presidente da Petrobras

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Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 20 de abril último, José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras quando a empresa comprou a refinaria de Passadena, nos Estados Unidos, e amargou um prejuízo de 530 milhões de dólares, dividiu com Dilma a responsabilidade pelo polêmico negócio feito em 2006.

Na época do negócio, Dilma era ministra-chefe da Casa Civil da presidência da República e presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

– Eu sou responsável. Eu era o presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho – disse Gabrielli ao jornal.

Esta tarde, em depoimento na CPI da Petrobras formada apenas por senadores, Gabrielli teve a cara de pau de dar o dito pelo não dito. E não foi contestado por nenhum dos quatro membros da CPI que o ouviram – todos eles da base de apoio ao governo. Ao todo, a CPI é formada por 11 senadores, apenas um da oposição.

– Não considero a presidente Dilma responsável pela compra de Pasadena. A responsabilidade é da diretoria administrativa. Essa é a chave do negócio, a decisão foi colegiada – disse Gabrielli.

A oposição está empenhada em instalar uma CPI da Petrobras que reúna senadores e deputados. Imagina que ali terá condições de apurar denúncias contra a Petrobras porque parte do PMDB parece disposta a contrariar as vontades do governo.

O mais provável é que nada se apure. Nada de relevante.

Lula orientou Dilma a fazer de tudo para sufocar qualquer CPI logo de saída. E ela está seguindo a orientação obedientemente.*

(*) Blog do Noblat