SE ABRIR O BICO…

Fundos partidários

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Lembrem-se que o PT já expulsou deputados que votaram em Tancredo e ameaçou fazer o mesmo com quem assinasse a Constituição de 88.

Por que então, agora, o partido recusa-se a expulsar o deputado André Vargas?

É que Vargas disputou e ganhou a eleição de vice-presidente da Câmara contra Paulo Teixeira, prometendo mundos e fundos para seus eleitores.

E ameaça divulgar os mundos e, principalmente, fundos com os quais comprou alguns votos da sua própria bancada. *

 

(*) Jorge Moreno, O Globo.

COMO DIZ O LULLA, “HONESTIDADE, GENTE!”

O doleiro dos oprimidos

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O deputado André Vargas não fez nada de mais. Apenas cumpriu o primeiro mandamento para ascender no PT: siga o dinheiro. Ou, mais precisamente, siga e consiga o dinheiro. Sua intimidade com o doleiro Alberto Youssef, preso no centro de um esquema que teria movimentado 10 bilhões de reais, não deixa dúvidas: Vargas chegou lá. Quem não entendeu como o obscuro deputado curitibano saltou de secretário de comunicação do partido para vice-presidente da Câmara dos Deputados não entende nada de PT.

O despachante de André Vargas era o homem que operava o duto entre os cofres públicos e os políticos amigos do rei (rainha). Se alguém achar que isso se parece com a quadrilha do mensalão, esqueça. O ministro Luís Roberto Barroso já explicou que a quadrilha não existiu, e o STF assinou embaixo.

A parceria fértil entre o doleiro de Vargas e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, também preso, tem impressionante semelhança com a tabelinha entre Marcos Valério e o então diretor de abastecimento do PT no Banco do Brasil, Henrique Pizzolato — hoje embaixador da república mensaleira na Itália. Mas isso não é quadrilha, é estilo.

E pensar que antigamente o PT mandava Waldomiro Diniz pegar dinheiro com Carlinhos Cachoeira. Que coisa cafona. Mas isso foi uma década atrás, quando o partido ainda não tinha estudado direito a planta do Estado brasileiro.

Hoje está claro que a mensagem de André Vargas a Joaquim Barbosa, levantando o punho cerrado (símbolo da resistência mensaleira), era um aviso — como o de Raul Seixas sobre as moscas: se você mata uma, vem outra em seu lugar.

Os brasileiros, esses invejosos, já estão implicando com o Land Rover dado pelo doleiro ao diretor da Petrobras. Bobagem. Como ensinou Silvinho Pereira, o mais injustiçado e esquecido dos petistas, quem trabalha bem no setor petrolífero ganha Land Rover de graça. O Brasil está pensando pequeno.

Diante da dimensão dos negócios no seio do governo popular, as propinas na Petrobras são o troco do cafezinho — aquelas moedas que você joga na mão do pedinte pela janela do seu Land Rover. Se o garoto ainda fizer uma graça com bolinhas de tênis, você pode até dar a ele uma refinaria superfaturada. Esse bilhão não fará a menor diferença no balanço.

Algumas das maiores empresas brasileiras estão sendo destroçadas, ao vivo, para fabricar bondade tarifária e esconder inflação. Esse é o jogo multibilionário que o Brasil aceita chupando o dedo, louco para virar Argentina. São esses dividendos populistas que garantem um ambiente de negócios seguro para os doleiros oficiais, mensaleiros reencarnados e demais sócios do país de todos (eles).

Até o FMI já espalhou por aí que o governo brasileiro passou a maquiar suas contas, para gastar escondido com a indústria do populismo. E vem aí mais uma transfusão bilionária do Tesouro para o BNDES, que vai injetando nas estatais vampirizadas e envernizando a orgia fiscal.

É um complexo e fabuloso trabalho de pilhagem, com alcance de gerações — que naturalmente passou despercebido aos revolucionários da Primavera Burra. Nem a CPI da Petrobras mobilizou os engarrafadores de trânsito. Eles devem estar achando que pode ser um golpe neoliberal para tomar o que é nosso.

Com todo o seu profissionalismo, André Vargas sabe que não dá para contar a vida toda com a pasmaceira da opinião pública. Por isso, além de ter os amigos certos, ele também trabalhou com afinco no projeto petista que vale por mil doleiros espertos: o controle da informação.

O PT sonha com a desinibição da companheira Kirchner na coação da mídia e no adestramento das estatísticas. André Vargas também serve para isso: assim como se presta a fazer molecagem com Joaquim Barbosa, prega sem constrangimento o “controle social da mídia”. E o ensaio vai indo muito bem, do controle social do Tesouro ao controle social do Ipea.

O tradicional e respeitado Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ganhou de presente do governo popular uma estrelinha vermelha. Passou a ser dirigido por acadêmicos-militantes, uma espécie de transgênero com vocabulário técnico e alma ideológica.

Estrelas da coreografia estatística como Marcio Pochmann — que saiu de lá para ser candidato do PT a prefeito de Campinas —, capazes de fazer os números dançarem conforme a música, trouxeram o charme chavista que faltava ao Ipea. Quem acompanhou essa metamorfose revolucionária não acreditou um segundo na famosa pesquisa que transformou o Brasil num país de estupradores.

O mais alarmante, porém, não foi a pesquisa em si, pois já se sabe que, com o PT, a inépcia e a desonestidade intelectual são quase indistinguíveis. O impressionante foi o Brasil comprar de olhos fechados mais uma bandeira fabricada pelo império do oprimido. Dá até para ouvir o comentário de André Vargas: kkkkkk.*

(*) Guilherme Fiuza, O Globo

“HONESTIDADE”, É LULLA?

Lula critica tucanos e diz que única forma de combater corrupção é com honestidade

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Em evento com Padilha, ex-presidente disse que tucanos escondem corrupção ‘debaixo do tapete’

SÃO PAULO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na noite desta sexta-feira em Araçatuba (SP), disse que no tempo em que os tucanos governavam o país, a corrupção não aparecia “porque eles a colocavam debaixo do tapete”. Falando à militância em evento da caravana de pré-campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo paulista, o ex-presidente disse que a única forma de combater a corrupção é com honestidade. Ele criticou por várias vezes a gestão Geraldo Alckmin (PSDB), alvo principal também das críticas de Padilha. — Só existe um jeito de combater a corrupção (…) No tempo deles (tucanos no governo federal), a corrupção não aparecia porque eles colocavam debaixo do tapete. Para nós, aparece. Quem não quiser ter problemas, que aja com honestidade — disse o ex-presidente à militância. Lula ainda criticou “setores conservadores no estado”, os quais, segundo ele, “fazem certo terrorismo” em relação a uma suposta hegemonia do PT, caso o partido reeleja Dilma Rousseff e eleja Alexandre Padilha no estado. Ele lembrou que os críticos também se referem à prefeitura de São Paulo, hoje comandada pelo petista Fernando Haddad. — Nós estamos disputando uma eleição um pouco complicada. Os setores conservadores deste estado estão com medo porque o PT governa o Brasil, o PT governa a capital de São Paulo, e eles estão pregando um certo terrorismo dizendo que não se pode permitir que o PT governe o Brasil, a capital e o estado de São Paulo. Sobre Alckmin, o ex-presidente disse ser o governador paulista “um tucano que tem voo muito baixo”, e acrescentou que ele “não cuida de garantir água para o povo de São Paulo”. Nesse momento, em tom de brincadeira, pegou um copo d’água na mesa onde ocorria a plenária da caravana. Sem citar a CPI para apurar a cobrança de pedágio nas estradas paulistas, alvo de uma comissão na Assembleia Legislativa instaurada esta semana após pedido do PT, Lula falou: — A única coisa eficaz (no estado) é a cobrança de pedágio. Criticando a falta de apoio da imprensa ao PT, Lula conclamou a militância a trabalhar em pró da candidatura de Padilha a partir do evento da noite desta sexta-feira. O ex-presidente é o principal cabo eleitoral do ex-ministro da Saúde. Em discurso, Padilha criticou a visão do governo do estado em relação à região de Araçatuba. Para os tucanos, segundo o petista, o local é visto por Alckmin apenas como “depósito de presídios”. — O governador vê essa região aqui como se fosse um depósito de presídios. O que eles (tucanos) trazem para cá é presídio, presídio, presídio. Araçatuba é a cidade que mais gera emprego na região e no estado de São Paulo hoje.

(*) LEONARDO GUANDELINE (O GLOBO)

RUMO À PAPUDA…

Destino selado

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O alto escalão do governo Dilma dá como certa a cassação do mandato do deputado André Vargas (PT-PR). Avalia que a questão é política e não jurídica. Um ministro diz que ele não deve ser preso por pegar carona no avião de um doleiro, mas que, em votação aberta, será condenado pelos seus pares. E pergunta: quantos deputados estarão dispostos a sacrificar suas reeleições por ele?*

(*) Blog do Ilimar Franco.

“UM PARTIDO DIFERENTE”, É, PT?

O feitiço contra o feiticeiro

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Imagine-se o quadro atual às avessas: o escândalo da refinaria de Pasadena protagonizado pelo PSDB, com o PT na oposição. Alguém tem dúvida de que os petistas estariam mobilizando suas milícias país afora em prol de uma CPI; que estariam pedindo o impeachment do presidente da República?

As sucessivas campanhas eleitorais mostram que o PT se nutre do escândalo – não dos seus, mas dos alheios. Não havendo um, trata de inventá-lo. Para tanto, o partido montou uma usina de dossiês e a pôs para funcionar em todas as eleições da era da redemocratização. A usina, registre-se, continua na ativa.

Na eleição passada, violou o sigilo fiscal de José Serra e de sua filha, em busca de uma falcatrua. Não a encontrando, tratou de providenciá-la, sem se dar conta de que o efetivo escândalo era justamente a violação de dados sigilosos da Receita Federal.

Descobriu-se, na sequência, que os funcionários que executaram o crime eram militantes de carteirinha.

Nas eleições de 2006, houve o escândalo dos aloprados. Petistas próximos a Lula, incluindo um assessor direto do hoje ministro Aloizio Mercadante, que então disputava o governo de São Paulo, foram flagrados e presos com uma bolsa cheia de dinheiro – R$ 1 milhão e quebrados – para comprar um falso dossiê contra Serra, que também disputava o governo paulista.

Não deu certo, Serra foi eleito, a farsa desmascarada, mas o partido não se mostrou – jamais se mostra – constrangido diante de flagrantes. Faz como a adúltera de Nélson Rodrigues: nega tanto que chega a ter dúvidas sobre o delito que praticou.

Pode haver declaração mais hilária que a de José Dirceu, ao garantir, em relação ao Mensalão, que “estou cada vez mais convencido de minha inocência”? O deputado Vicentinho, do PT, acaba de ouvi-la, nos mesmos termos, de André Vargas. Não deixa de ser um interessante exercício de autoconvencimento: iludir-se antes de tentar iludir o público.

Faço esse preâmbulo para abordar a indignação do PT em relação à CPI da Petrobras. O partido acha um absurdo que, em época de eleição, se explore um tema em si mesmo escandaloso.

Não seria ético, dizem os petistas, fazê-lo e colher dividendos eleitorais. Deixemos de lado o cretinismo da contradição – típica situação em que o feitiço vira contra o feiticeiro – e fiquemos no essencial: se o escândalo fosse fabricado, a premissa seria exata. Não o sendo, como não o é, o escândalo é ignorá-lo, como se as eleições representassem uma trégua penal.

Mais estranho, porém, é constatar que, por mais absurdo, tal argumento encontra ressonância nos adversários. O ex-presidente Fernando Henrique, por exemplo, deve ter algum complexo de culpa em relação ao PT. É tratado a coices e pontapés, mas sempre socorre o partido nas suas emergências.

Opôs-se ao impeachment de Lula ao tempo do Mensalão, lamentou a prisão de José Dirceu e, agora, condena a CPI da Petrobrás, fazendo eco a José Serra, outro que é saco de pancadas do PT e tem pruridos em retribuir.

FHC parece não se lembrar de que sua falecida esposa, dona Ruth Cardoso, foi alvo de um falso dossiê, produzido na Casa Civil da Presidência, à época chefiada pela hoje presidente Dilma Roussef. O PT, horas depois da transmissão da faixa presidencial a Lula, em 2003, passou a atribuir a FHC uma “herança maldita”, com que justificaria todos os erros e dificuldades de sua administração.

Ambos, Serra e FHC, parecem não perceber que, se dependesse do PT, estariam fora da política, eles e seu partido. A diferença entre PT e PSDB é esta: enquanto o primeiro leva a sério a máxima de Carl Von Clausewitz, de que “a guerra é a continuação da política por outros meios”, o segundo a considera um jogo de cavalheiros. O resultado aí está: as oportunidades escorrem pelos dedos dos tucanos, enquanto os petistas, quando não a têm, empenham-se em fabricá-las.

 

(*) Ruy Fabiano, jornalista, no blog do Noblat.

TRAIRAGENS

Fim do sonho

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O ex-governador Sérgio Cabral e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) não foram os únicos a ficar abalados com o ex-presidente Lula. Marcelo Crivella (PRB) e Anthony Garotinho (PR), candidatos ao governo, também não gostaram. Lula deu a entender, para os blogueiros, que fará campanha para o candidato do PT, Lindbergh Farias.*

(*) Blog do Ilimar Franco.

PETECANOS

 

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PT e PSDB estão cada vez mais simbióticos! Aí está o Pimenta da Veiga, beneficiado pelo Marcos Valério do PT, dizendo que seu indiciamento pela PF é ‘eleitoral’. Igualzinho aos petistas em relação à Petrobras” 

Chico Alencar 
Deputado federal (PSOL-RJ)

CASA MAL ASSOMBRADA

PMDB indica ao TCU afilhado de Renan e Sarney

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Após desistir da vaga, Gim deve complicar

quadro eleitoral em Brasília

BRASÍLIA — O naufrágio da indicação do senador Gim Argello (PTB-DF) para o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá ter implicações nos próximos dias para o próprio partido do senador, para o PMDB e até para as eleições no Distrito Federal. Para não deixar prosperar a nomeação de um técnico escolhido por partidos de oposição, o PMDB reagiu nesta quinta-feira e decidiu indicar o advogado Bruno Dantas, ligado ao presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) e ao senador José Sarney (PMDB-AP), para ministro da Corte. O PTB, portanto, deverá ficar sem o cargo, mas a tendência é que Gim Argello recoloque seu nome na disputa eleitoral em Brasília, complicando as negociações políticas do governador petista Agnelo Queiroz. No pacote de negociação para a ida de Gim ao TCU, estava a ocupação de sua vaga para se candidatar ao Senado por um petista indicado por Agnelo. Consultor legislativo do Senado desde 2003, Dantas ocupou o cargo de consultor-geral da Casa durante a gestão anterior de Renan Calheiros na presidência. Hoje, Dantas trabalha como consultor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) — cujo dono é responsável pela construção da Ferrovia Transnordestina, que enfrenta auditorias no TCU. Renan ironizou nesta quinta-feira a ação do PSB, que, junto com outros partidos de oposição, apresentou o consultor do Senado, Fernando Moutinho Ramalho de Bittencourt, como candidato à vaga. Renan lembrou a candidatura da hoje ministra Ana Arraes. Ela era deputada pelo PSB e contou com intenso apoio do seu filho, o ex-governador de Pernambuco e candidato do partido a presidente, Eduardo Campos. — É muito importante que as bancadas indiquem um nome que seja um nome que preencha todas as condições para ser ministro. Eu fiquei muito animado com o nome que o senador Rollemberg (Rodrigo Rollemberg, líder do PSB no Senado) indicou, porque, da última vez que ele indicou, ele indicou a mãe do governador de Pernambuco. Evoluiu. Evoluiu — afirmou Renan. — Ana Arraes foi eleita justamente porque tinha os atributos constitucionais para sê-lo — rebateu Rollemberg. PMDB espera manter o cargo A expectativa entre os peemedebistas é assim conseguir manter o cargo dentro de sua esfera de influência, já que o nome do técnico Fernando Bittencourt foi apresentado pela oposição e não enfrenta resistência de servidores do tribunal nem de senadores. A relação de Dantas com Renan e o ex-presidente José Sarney é estreita. Os dois são apontados como patronos de sua indicação para o Conselho Nacional do Ministério Público em 2009 e para o Conselho Nacional de Justiça em 2011. Sem um voto sequer, Gim Argello, que começou a vida como corretor de imóveis, chegou à cúpula do poder em Brasília ao assumir o mandato de Joaquim Roriz. Logo no inicio do governo Dilma, dizia ser íntimo da presidente, pois caminhava com ela na orla do Lago Sul da Península dos Ministros, onde morava.

(*) PAULO CELSO PEREIRA E ANDRÉ DE SOUZA (O GLOBO)