O QUE DIZ A IMPRENSA INTERNACIONAL

Eleição reabre divisão entre ricos e pobres no Brasil, diz “FT”

0000000000000000000000000000000000000000000ani2

Os maiores jornais britânicos destacam neste sábado a disputa à Presidência no Brasil e apontam a economia como o principal tema para eleitores a um dia da votação.

O financeiro “Financial Times” diz que a disputa “reabriu divisões antigas entre ricos e pobres”.

O texto destaca os avanços desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que “implementou políticas macroeconômicas ortodoxas com a ampliação de programas sociais”, mas diz que este “consenso social está desmoronando” com a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.

“Após crescer rapidamente na primeira década deste século, a economia do Brasil está em estagnação, levando a grandes diferenças entre brasileiros sobre a melhor maneira de seguir adiante”, diz o jornal, que apontou para as diferençasde renda e voto nas regiões do país.

Para o “FT”, “medidas intervencionistas alienaram os mercados”, e os jovens da nova classe média, grande beneficiada da expansão nos últimos anos, exigem melhores serviços públicos e oportunidades de trabalho.

O FT diz que a recessão brasileira ajudou os candidatos à oposição Marina Silva (PSB), que “defende mudanças com políticas econômicas responsáveis”, e Aécio Neves (PSDB), “que diz ter reunido um time dos sonhos para recuperar o crescimento econômico”.

No entanto, diz que Dilma segue “firme favorita” a vencer a disputa, diante do baixo desemprego, renda em ascensão e os benefícios sociais.

Carteira x coração

O britânico “The Guardian” também destacou a economia como principal tema da eleição, dizendo que “brasileiros se preparam para votar por suas carteiras, desprezando um apelo ao coração”.

“Cerca de 40% dos brasileiros deverão votar pela estabilidade do PT ao invés do experimento com o governo ambientalmente sustentável prometido” por Marina, disse o jornal.

O “Guardian” disse ainda que a campanha teve temas polêmicos, como acusações de corrupção na Petrobras e discussões sobre aborto e casamento homossexual, mas que eleitores “parecem estar mais influenciados pelo fator mais tradicional: dinheiro no bolso”.

O jornal destaca que a eleição poderá ter pela primeira vez uma disputa entre duas mulheres com “passados extraordinários” no segundo turno – Dilma, que foi presa e torturada durante o regime militar, e Marina, filha de seringueiros na Amazônia.

“Mas nada pode ser dado como certo numa disputa que tem sido caracterizada pela inconstância do eleitor e reviravoltas inesperadas”, diz.

Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana sugerem uma disputa entre Marina e Aécio para o segundo lugar e, também, a possibilidade, ainda que menor, de Dilma ser reeleita já no primeiro turno, neste domingo.

Já o “Daily Telegraph” diz que Dilma caminha para derrotar a “rival surpresa” Marina. Destaca que, apesar dos indicadores econômicos negativos, a presidente “manteve o apoio fundamental do sempre popular Lula”.*

(*) UOL Notícias

OPISIÇÃO, CADÊ VOCÊ?

Liderança de Dilma expõe a inépcia da oposição

0000000000000000000000000000000aroeira

As praças cheias de junho de 2013 mostraram que, a despeito dos avanços sociais e da elevação do consumo popular, o país estava inquieto. Nas pesquisas mais recentes, os brasileiros que desejam mudanças ainda representam mais de 70% do eleitorado. Na política, a principal notícia é um escândalo que joga no ventilador da República óleo queimado em conta-gotas. Na economia, ocupam as manchetes os maus indicadores.

Contra esse pano de fundo turvo, Dilma Rousseff chega às urnas deste domingo (5) em situação de relativo conforto. Não recuperou toda a popularidade que as ruas lhe tomaram no ano passado. Mas observa à distância a briga de Marina Silva e Aécio Neves por uma vaga no segundo turno. Como explicar?

Pode-se invocar muita coisa como pretexto para a debilidade: o poder da máquina estatal, a conversão da política num ramo da publicidade, o descompromisso do marketing com a ética, a falta de discernimento de parte do eleitorado… Tudo isso ajuda a compor o quadro. Mas é preciso acrescentar à lista a mãe de todas as razões: a incompetência da oposição.

O PIB é medíocre. A inflação é incômoda. Os juros escorcham. Os investimentos evaporaram. O consumidor guarda um escorpião no bolso. Crescem o déficit externo e a dívida pública. A oposição faz o diagnóstico, mas evita aviar toda a receita. Diz-se que tiraria votos. Será que o pedaço mais lúcido do eleitorado não premiaria a sinceridade?

Dilma se aproveita da desconversa geral para instilar a suspeita de que seus antagonistas promoverão um arrocho. E ninguém se anima a dizer que bastaria realizar em 2015 um ajuste parecido com o que Lula implementou em 2003, primeiro ano do seu reinado. Contra o descalabro fiscal, um mínimo de austeridade. Qualquer dona de casa sabe do que se trata.

Na seara social, tudo o que a oposição conseguiu bolar depois de 12 anos de poder petista foi uma felicidade inciada com não: não vamos acabar com o Bolsa Família, não vamos interromper o Minha Casa…, não vamos bulir com o Prouni…” No discurso oposicionista, o Éden começa com a negação. E a plateia dos fundões do Brasil se pergunta: se é assim, por que mudar?

O eleitor parece propenso a oferecer o prazo de um segundo turno para que a oposição tente responder.*

(*) Blog do Josias de Souza

INCOMPETÊNCIA E GATUNAGEM…

Com Dilma, Petrobras perdeu R$ 162 bi – saiba o que dá para comprar com esse valor

Desvalorização das ações chega a 43% desde início do governo da presidente

 000 - acabar corrupção

A Petrobras deixou de ser a maior empresa do Brasil em valor de mercado na última segunda-feira, depois que as ações da empresa caíram 11% na Bolsa de Valores. Com isso a Ambev, avaliada em 253 bilhões de reais, voltou a ser a maior companhia — posto que ocupava até março deste ano. Até o dia 30 de setembro, as ações da estatal acumulam, apenas no governo Dilma, queda de 162,2 bilhões de reais em valor de mercado, ou 43%. É como se a Petrobras tivesse perdido mais que “um Bradesco” em menos de quatro anos, ou seis vezes a empresa TIM, por exemplo, de acordo com dados da consultoria Economatica.

A estatal tem vivido um ano de altos e baixos na Bolsa. Investidores passaram a apostar nos papéis da empresa em março, quando as primeiras pesquisas de intenção de voto mostravam a presidente Dilma Rousseff com um baixo nível de aprovação e um alto nível de rejeição entre os eleitores. Se contabilizadas as perdas apenas até março deste ano, somam 73%. Isso significa que o brasileiro que investiu 1.000 reais em papéis da empresa em 2008, tinha em março apenas 270 reais.

Com a aproximação das eleições, tanto as ações da empresa quanto a de todas as estatais se valorizaram, com investidores apostando numa mudança de governo. Alvo de corrupção e ingerência, a Petrobras atingiu no governo Dilma o título de empresa de petróleo mais endividada do mundo, com uma dívida de 300 bilhões de reais — maior, inclusive, que seu valor de mercado.

Saiba o que é possível comprar com os bilhões que a estatal perdeu em valor mercado durante o governo Dilma.*

(*) Veja

VAMOS A LA PRAIA OU ÀS URNAS?

Exterminadores da razão

O desejo de mudança se transformou na liderança folgada dos situacionistas Dilma (PT), Alckmin (PSDB) e Pezão (PMDB). Vai entender

00000000000000000000000000000000000000000duke

No Brasil, como ensina o professor Pedro Malan, até o passado é incerto. Há três meses, 75% dos brasileiros se diziam insatisfeitos com o país e exigiam mudanças urgentes, mas hoje, quando todos os indicadores econômicos, que já eram ruins, pioraram ainda mais, o desejo de mudança se transformou na liderança folgada dos situacionistas Dilma (PT), Alckmin (PSDB) e Pezão (PMDB). Vai entender. Será que eles mentiram aos pesquisadores? Ou eram felizes e não sabiam? Ou gostavam de sofrer? Ou o medo do desconhecido é maior que a esperança no futuro?

Mas como mudar, se nenhum governante municipal, estadual ou federal jamais reconhece seus erros, atribuindo-os sempre a outros, a conspirações políticas ou a circunstâncias adversas? Sem reconhecê-los, como corrigi-los?

Quem está na chuva é para se queimar, dizia o folclórico presidente corintiano Vicente Matheus, mas na fogueira eleitoral, além de sonhos e reputações, a razão é a primeira a arder. Mentiras, golpes baixos e jogo sujo são o motor das campanhas, um vale-tudo sem limites na luta pelo poder que deve envergonhar a todos que não acreditam, como Lula, que vergonha é perder eleição.

Uma das piores consequências da selvageria das campanhas para conquistar, radicalizar e fidelizar os eleitores é criar condições para que cada um expresse os seus piores sentimentos, os mais covardes e abjetos, contra os adversários eleitorais, fazendo da política mais um estimulo ao ódio, à inveja e ao ressentimento entre indivíduos do que um espaço de discussão democrática. Não há razão que sobreviva quando os marqueteiros usam seus ilimitados recursos para inflamar as emoções mais primitivas dos eleitores.

E depois os eleitos que se virem e os eleitores que se danem, os gênios da comunicação e da estratégia vão para casa mais ricos e partem para novas campanhas em que a razão será a principal adversária a ser derrotada.

Mas é com a razão que os eleitos vão governar, que a oposição vai criticar e fiscalizar, ou com o que restar dela, depois de quase exterminada pelas emoções baratas que custarão caríssimo ao país, e a cada um.

(*) Nelson Motta – O Globo

DECADÊNCIA OU DEMÊNCIA?

PIADA DO DIA: LULA DIZ QUE FOI

‘TRUCIDADO’ OITO ANOS PELA IMPRENSA

000 - a vida de gado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou suas críticas à imprensa durante comício nesta quinta-feira, 2, em Diadema e disse que durante seus oito anos de mandato como presidente ele foi “trucidado” pela imprensa e que “apenas nove famílias” determinam o que e como as coisas serão publicadas.“Existe uma doutrina de nove famílias que dominam a comunicação nesse País, que determina quem é o inimigo, quem é bom e quem é ruim neste País, o que vai mostrar e o que não vai mostrar”, disse. “Aqui no Brasil, quando uma pessoa que não faz parte da elite e chega ao governo, normalmente, é trucidado pela imprensa. Eu fui durante oito anos”, afirmou, em seu segundo discurso do dia.
Lula lembrou que quando foi candidato contra Fernando Collor, enquanto ele aparecia todo suado na televisão, o concorrente aparecia “sempre em pé, bonitinho, parecia um pôster”. “Eu não estou me queixando”, disse. “Estou contando isso para que as pessoas saibam que a perseguição ao PT é um negócio descomunal.”Segundo Lula, no governo tucano que o antecedeu a imprensa fazia justamente o contrário. “Fernando Henrique Cardoso ganhou as eleições e a imprensa fez oito anos de silencio, era um País onde tudo parecia que estava bom”, disse. “O dado é que eles me massacraram e quando chegou no final do meu mandato, pela primeira vez na história, um presidente tinha 87% de bom e ótimo”, disseManchetômetro

Lula trouxe um papel com dados do manchetômetro, criado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com análise das manchetes e notícias dos candidatos a presidência divulgados pela imprensa. “Eles avaliaram para quem a imprensa torcia, se era neutra, favorável ou contra. Presta atenção no número você que acha que a imprensa muito democrática”, declarou.

De acordo com os dados divulgados pelo ex-presidente, o Jornal Nacional não veiculou nenhuma notícia negativa contra a candidata do PSB, Marina Silva. Já o candidato Aécio Neves teve 5’35 (cinco minutos e 35 segundo) de matérias negativas, e Dilma teve 1h46m57s de noticias negativas. “É mais do que uma partida de futebol de notícia negativa contra a companheira Dilma Rousseff”, afirmou.

A mesma pesquisa mostrou que em matérias positivas também haveria uma postura prejudicial à candidata petista. Marina teve 10m47s de matérias positivas, contra 7m42s de Aécio e 4m15s de matérias positiva a respeito de Dilma.

DILMA, A VÍTIMACitando mais dados – que incluíam a cobertura do jornal O Estado de São Paulo, a Folha de S. Paulo, O Globo e o Jornal Nacional -, Lula afirmou que do dia 6 de julho até agora, quando começou a campanha, Dilma também é o alvo preferencial para críticas.Segundo ele, as notícias negativas em manchetes dos jornais em relação aos candidatos aconteceu na seguinte proporção: Aécio Neves (39), Marina (75) e Dilma (490). “Estou querendo dizer a vocês que o grande partido de oposição ao nosso partido e a presidente Dilma chama-se imprensa brasileira”, reforçou.

Lula voltou a dizer que pensou que o “ódio” era contra ele, mas disse que contra Dilma os ataques são ainda piores.

O ex-presidente lembrou ainda que hoje é o último dia permitido pela lei eleitoral para atos de campanha e disse que a partido de agora é preciso usar o boca a boca. “Vamos fazer da nossa boca o microfone. Não tem que brigar, discutir ou romper amizade”, disse. Segundo ele, o argumento que dele ser usado “quando estiverem falando mal” do partido e do governo é dizer para que as pessoas lembrem “como era o Brasil antes do Lula governar esse País”.*

(*) Estado de Minas, via Tribuna da Imprensa Online

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  DA TRIBUNA DA IMPRENSA– Em deplorável final de carreira, Lula vai se transformando cada vez mais numa figura altamente caricata. É uma pena. Se após deixar o poder tivesse se comportado com a discrição e a humildade de Nelson Mandela, se não vivesse dando demonstrações de enriquecimento, se fosse comedido e modesto, Lula ficaria na História como um dos maiores líderes mundiais, em função de sua impressionante trajetória. Mas a vaidade fala mais alto e hoje ele é um pastiche de novo rico, falastrão e arrogante, com uma imensa capacidade de dizer uma idiotice atrás da outra. Não pode mais ser levado a sério. Virou uma espécie de comediante stand up, que vai falando bobagens e levando a plateia às gargalhadas. É uma pena. Ele não percebe que, quando faz papel ridículo, a imagem do país também fica ridicularizada. Olhem de novo a foto e digam se Lula não é um comediante em cena. (C.N.)

SALVE-SE QUEM PUDER

UM PAÍS DE ACOMODADOS

000000000000000000000000000000CHARGE CORREIO

A economia vai mal, o futebol também. O dólar chegou a patamares há muito não alcançados. A bolsa de valores caiu, o desemprego é uma realidade. Pela primeira vez em muitos anos o FMI volta a censurar o Brasil. O custo de vida aumenta sempre que visitamos as prateleiras dos supermercados, enquanto os serviços públicos vão de mal a pior. Das promessas do governo, nem a metade foi cumprida, com ênfase para as obras do PAC. Em matéria de segurança pública, basta atentar para o predomínio do crime organizado. E do desorganizado, também.

Santa Catarina orgulhava-se de ser um oásis de tranqüilidade, hoje está entregue à baderna engendrada de dentro dos presídios. As filas aumentam nos hospitais públicos, sem o mínimo atendimento digno. Nas escolas, o tal tempo integral resume-se a deixar as crianças jogando bola nos terrenos vizinhos, sem as anunciadas cinco refeições diárias. Da corrupção, melhor calar, agora que até o chefe da quadrilha da roubalheira na Petrobras acaba de ir para casa. Dos mensaleiros condenados a vastas penas de prisão, cinco já se encontram fora das grades, aguardando-se mais dois até o fim do ano.

Por que diabos, então, Dilma cresce nas pesquisas, Marina cai e Aécio conforma-se em ficar fora do segundo turno? Estarão os institutos de consultas eleitorais perdidos e atrapalhados, ou o eleitorado prefere, em maioria, ficar de fora, como se tudo não lhe dissesse respeito? Dirão os sociólogos ser essa a resposta do andar de baixo, majoritário, em sinal de desprezo pelo andar de cima.

A verdade é que se não surgirem surpresas monumentais na votação de domingo, e na outra, do dia 26, o país terá demonstrado estar satisfeito com o governo que tem. Sempre haverá o raciocínio de que tendo ficado ruim a véspera, o dia seguinte poderia ficar pior.

MADRE SUPERIORA

Será necessário, porém, prospectar mais fundo. Dilma deverá reeleger-se em função de sua postura autoritária, prepotente e irascível? Estaria o país satisfeito em assistir a Madre Superiora do convento enquadrando as feirinhas e obrigando-as a permanecer ajoelhadas, rezando seu catecismo? A atual presidente carece de potencial para tanto, apesar de suas tentativas, mas representa esse papel.

Devemos buscar as razões do segundo mandato, caso não irrompa uma alteração despercebida dos doutos pesquisadores, na índole egoísta da maioria da população. Os empresários protestam, estrilam e reivindicam, mas ajeitam-se para continuar a viver nessa situação sofrível. A classe média sofre cada vez mais, ainda que tentando conservar suas ilusórias conquistas, por isso permanecendo insossa e inodora. O proletariado urbano troca a indignação pela falta de coragem para exigir mais direitos, com medo de cair dos patamares já alcançados. Assim estão as instituições nacionais: acomodadas. Acovardadas diante da hipótese de mudanças capazes de mudar suas vidas, que ninguém, aliás, define como seriam,

Também, jamais com Marina, nem com Aécio, a sociedade poderia sonhar em alterações profundas. Somos um país de acomodados, explicando-se porque Dilma tem todas as chances de conquistar o segundo mandato. Para ficar tudo como está.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online

NADA MUDOU…

Petrobras: esquema continuou

após a saída de Paulo Roberto Costa

0000000000000000000000000000000nani2

Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, deixou o cargo em 2012, mas o esquema de corrupção que ele montou continuou operando normalmente na estatal. A Polícia Federal já sabe que, de outubro de 2010 a dezembro de 2013, pelo menos 37,7 milhões de reais desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foram repassados a empresas do doleiro Alberto Yousseff.

O golpe foi aplicado da seguinte maneira: para repassar o dinheiro desviado, o consórcio responsável pela obra, liderado pela empreiteira Camargo Correa, simulou a contratação de serviços da empresa Sanko Sider. Esta, por sua vez, simulou a contração de duas empresas de Alberto Youssef.  Ninguém prestou serviço algum. O dinheiro, na prática, saiu dos cofres da Petrobras para os corruptos que se alimentavam no caixa da estatal.

(*) Veja, via blog do Noblat

APARELHAMENTO GERAL E IRRESTRITO

Dilma e o voto que vem pelo Correio

“Isso é um absurdo, pô”.

Você pensa que a presidente da República está indignada com o aparelhamento e uso de uma empresa estatal para trabalhar na campanha de sua reeleição?

Nem que a vaca tussa. A presidente não está indignada com o fato, mas com a divulgação do fato, que ela atribui à “proximidade da eleição”. Mas nem é uma denúncia da oposição nem de seus adversários. É a exibição pura e simples de um vídeo onde um deputado petista se vangloria do “dedo forte dos petistas dos Correios” na  virada das intenções de voto dos candidatos do partido a presidente e a governador.

No centro da mesa do evento filmado, impávido e colosso, o presidente da estatal, Wagner Pinheiro, que mais tarde divulgaria sua indefectível nota oficial desmentindo que os Correios estejam favorecendo alguém.

O PT costuma alegar “falta de provas” em qualquer caso de denúncia de malfeitos do partido, e pelo que se vê, o partido nao aceita nem as provas que ele mesmo produz.

Assim realmente fica difícil cumprir uma das tarefas fundadoras do PT, que é a de empunhar a bandeira da ética na política. Nao importa que a bandeira esteja um tanto esgarçada pelo mau uso que foi feito dela, desde que algumas  pessoas ainda acreditem nela-ou pelo menos deixem de considerá-la importante, já que “todo mundo faz a mesma coisa, nao é mesmo?”.

Mas se ninguém se incomoda em nivelar a prática política por baixo, nem mesmo o PT, que supostamente nasceu para nivelar por cima, será preciso acreditar em outra coisa, para diferenciar o partido dos outros.

A temporada festejada de inclusão social não teria começado sem a estabilidade econômica, e isso é consenso entre todos as pessoas sérias, e embora o PT tenha votado contra ela, se assenhorou de todos os frutos da árvore, que ele não só não ajudou a plantar, como apedrejou o quanto pôde.

Lula, o palanqueiro, disse em um comício recente, ao comentar as oscilações da Bolsa em função das pesquisas eleitorais, que ele “nunca pediu votos ao mercado”. Claro que a platéia que o ouvia pode ter ido ao delírio, porque a excitação coletiva com frases de efeito faz parte da prática populista, e ninguém naquele ambiente teria o mau gosto de lembrar que ele só ganhou as eleições de 2002 depois de acalmar o mercado com a “Carta ao Povo Brasileiro”, onde o programa do PT foi sepultado para descansar em paz.

Na propaganda eleitoral muito pouco fraterna, o PT destruiu a ex-companheira Marina, dedicando-lhe a acusação de “neoliberal”, que no dialeto das esquerdas pós-modernas é algo pior do que “lacaio do imperialismo” na segunda metade do século passado.

Não importa que não haja nenhuma semelhança entre o que o PT diz e o que ele faz. Afinal, a alma daquele partido que muitos idealistas adotaram por ser “diferente de tudo que está aí” já morreu e o corpo espera uma extrema unção digna.*

(*) Sandro Vaia, jornalista, no blog do Noblat.

ELEIÇÕES 2014

Depois de ganhar o da Record,

Aécio ganha o debate da Globo

00000000000000000000000000000000AUTO_sponholz

Foi assim domingo último no debate entre os presidenciáveis promovido pela Rede Record de Televisão. E novamente foi assim, ontem à noite, no debate patrocinado pela Rede Globo de Televisão – o último do primeiro turno.

Aécio Neves, candidato do PSDB, ganhou com folga os dois debates. No da Record, ele enfrentou principalmente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição. No da Globo, mais à vontade, enfrentou Dilma e Marina de uma vez.

De dedo em riste, em um dos momentos mais tensos do debate, Aécio chamou de leviana a candidata do PSOL Luciana Genro. Acusou-a de não estar preparada para presidir o país. “Não me aponte o dedo”, reagiu Luciana. E o bate-boca terminou por aí.

No primeiro dos quatro blocos do debate, Aécio e Marina se confrontaram diretamente. Aécio lembrou que Marina era do PT quando estourou em 2005 o escândalo do mensalão. Marina deu o troco: disse que o mensalão do PSDB antecedeu o do PT.

Era visível a mágoa que Marina sente de Aécio. A amigos, ela confidenciou que jamais imaginou ver Aécio aliado de Dilma na tarefa de lhe fazer oposição. A certa altura do debate, Marina passou recibo de sua mágoa:

– Você falou que eu fui atacada injustamente pelo PT. Eu também fui atacada injustamente por Vossa Excelência, que pela primeira vez na história desse país se uniu com o PT para tentar me desconstituir.

O ponto alto do debate foi a troca de acusações entre Dilma e Aécio, que puxou o assunto da corrupção da Petrobras. Dilma valeu-se de uma cola para responder:

– Acho que corruptos há em todos os lugares. […] E quero dizer uma coisa, não acredito que tenha alguém acima de corrupção. Acho que todo mundo pode cometer corrupção, as instituições é que têm que ser virtuosas e impedirem que isso ocorra.

Aécio sugeriu que Dilma mentiu ao dizer que Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras, foi demitido da empresa por ela. “Existe uma ata que prova que ele pediu demissão. E depois de roubar a Petrobras ainda saiu elogiado”, atacou Aécio.

Dilma leu uma declaração de Paulo Roberto onde ele disse que fora demitido pelo Ministro das Minas e Energia. Aécio não deixou por menos:

– Vocês entregaram a nossa maior empresa, e isso quem diz é a Polícia Federal, a uma quadrilha, a uma organização criminosa. O diretor está preso. Esse é o lado perverso do aparelhamento da máquina pública, a pior marca do governo do PT.

No meio do debate, pesquisas com grupos de eleitores bancadas pelo PT indicavam que Aécio estava sendo melhor avaliado. Ao fim do debate, era visível a frustração de assessores e correligionários de Marina com o fraco desempenho dela.*

(*) Blog do Ricardo Noblat