PAPUDO DE VOLTA À PAPUDA

GENOÍNO VOLTA À PAPUDA

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EX-DEPUTADO PETISTA CUMPRIU DECISÃO DO

PRESIDENTE DO STF. PRAZO VENCIA ÀS 20H

O ex-deputado José Genoíno (PT-SP) voltou para o presídio da Papuda logo após às 15h desta quinta-feira (1/5). O retorno ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR) foi determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, após o laudo médico de uma junta  formada por cardiologistas da Universidade Brasília (UnB) atestar que o estado de saúde do ex-presidente do Partido dos Trabalhadores não requer cuidados especiais, podendo cumprir a sua pena – de quatro anos e oito meses – por corrupção ativa, no processo do mensalão do PT, em regime fechado. Genoíno cumpria prisão domiciliar numa casa alugada, em Brasília. Na quarta-feira (30/04), Barbosa determinou o “imediato retorno” à prisão em até 24 horas. O prazo vencia às 19h30 de hoje. Uma pequena operação foi organizada por amigos e militatnes do partido para evitar o registro do retorno do condenado ao presídiopela imprensa. O ex-deputado chegou acompanhado por seu advogado. Um grupo de agentes penitenciários seguia em um  carro à frente. Dois amigos da família confirmaram que Genoíno se apresentou no início da tarde. Ele deve ficar na mesma cela que hoje é ocupada pelo ex-ministro e companheiro de partido, José Dirceu. Genoíno foi preso em novembro do ano passado, após condenação pelo STF. No presídio, o ex-deputado, que já havia apresentado problemas cardíacos, passou mal e recebeu o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar, temporariamente, até que uma junta médica avaliasse o seu estado de saúde.*

(*) Diário do Poder

A CULPA É DAS “ZELITES”

LULA SE VITIMIZA E CULPA A IMPRENSA PELA BAIXA DE DILMA

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O ex-presidente Lula aproveitou seu discurso no Teatro Municipal de Santo André, no ABC Paulista, para se vitimizar e atacar a imprensa e a “elite brasileira”, os jovens à frente das manifestações contra a Copa do Mundo também foram criticados pelo ex-presidente. Para Lula, as críticas a ele e ao PT seroam “o preconceito arraigado na mente de uma elite que não muda”, em vez de questionamentos relacionados a denúncias de corrupção ou sobre a eficácia do governo. “Eles que não gostam de nós, que têm preconceito contra o PT, que não gostam de mim, é por causa disso. Não é pelas coisas erradas que nós fazemos, é pelas coisas certas. Porque o Prouni e o Fies (programas de incentivo ao ensino superior) permitem que a filha da empregada doméstica possa ser médica, que o filho do pedreiro possa ser engenheiro, que o filho do jardineiro possa ser advogado” disse Lula ao receber o título de cidadão honorário de Santo André. A queda da popularidade da sucessora de Lula, presidenta Dilma Rousseff, também entrou na conta da imprensa, que foi responsabilizada pela criação de uma imagem negativa do Brasil no período que antecede a Copa. Lula disse ainda que não gostaria que os meios de comunicação falassem bem ou mal de seu governo, mas que “falasse a verdade”.  “As pessoas ficam assistindo a televisão falando bem de nós, e como falam bem. Eu até acho que a imprensa é chapa-branca de tanto falar bem da Dilma”, ironizou Lula.*

(*) Rodrigo Vilela, Diário do Poder

ENTENDA O “PLENO EMPREGO” NO BRASIL

6 milhões não encontram emprego, e 62 milhões nem procuram; entenda os números do trabalho no país

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Iniciada e interrompida neste ano, a pesquisa ampliada do IBGE sobre o mercado de trabalho ajuda a entender como o desemprego cai a despeito do fraco desempenho da economia.

Os dados mostram que cresce o número de brasileiros empregados, que no final do ano passado eram 92 milhões, ou 57% das pessoas em idade de trabalhar.

Mas também cresce o número dos que não trabalham nem procuram emprego -e, como não procuram, não são considerados desempregados.

Esse contingente chegou a 62 milhões de brasileiros, ou 39% das pessoas em idade de trabalhar.

Falta esclarecer com mais clareza a composição desse grupo: quantos são os que optaram por estudar mais, os que recebem amparo assistencial e os que simplesmente desistiram.

Os desempregados são apenas 4% das pessoas em idade de trabalhar, ou 6% dos que procuram emprego.*

(*) Folha de São Paulo

QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014

Lula, cachaça e tapete grosso

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Um velho cientista político que conhece o PT como poucos comentava que vai ser difícil tentar tirar, uma vez já instalados, os companheiros do poder.

Dizia ele, com preconceito e sarcasmo, que esse pessoal que tomava cachaça e comia linguiça nos anos 70 no ABC paulista agora se acostumou aos “tapetes grossos” de palácios e ministérios.

Isso também serve para tucanos e baianos.

Imagine-se quantas famílias sobreviveram, filhos foram criados e propriedades compradas pelos políticos e servidores que vivem do dinheiro de feudos no Brasil.

Os tucanos estão há quase duas décadas em São Paulo. O Carlismo de ACM dominou a Bahia por 40 anos. E o “choque de gestão” de Aécio Neves mantém o pessoal dele agarrado ao poder em Minas desde 2003.

Política no Brasil é um meio de vida para milhões de pessoas. É um projeto de ascensão social às custas da sociedade. Quem detém esse poder se agarra a ele como pode.

Suspeitas de superfaturamento na compra de trens e refinarias são apenas meios de financiar essa permanência.

Mas nada se compara ao governo federal, o ente mais poderoso da federação.

Só os cargos de livre nomeação no Executivo passaram de 17,6 mil para quase 23 mil desde que o PT assumiu a Presidência, em 2003. São usados para tudo: acomodar desde gente competente a parentes de políticos ou aliados que perderam sua boquinha em outro lugar.

Sem falar num Orçamento de R$ 2,4 trilhões anuais, que controla tudo e a todos, dos gastos do Bolsa Família e Previdência às transferências a Estados e municípios.

Com Dilma caindo nas pesquisas e cada vez mais isolada, Lula está deixando a porta aberta para a sua volta, se necessário.

Como qualquer outro em seu lugar, depois de 12 anos no poder os petistas não arriscar perder esse meio de vida por nada.*

(*) Fernando Canzian – FOLHA DE SÃO PAULO

SAÍ DE BAIXO…

Ela anda meio caída

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Não, não é questão de pesquisa: pela pesquisa, Dilma caiu, Aécio subiu, mas a presidente continua favoritíssima. A questão é outra: é o discreto afastamento de sua candidatura de políticos cujo faro, por questão de sobrevivência, é apurado. Eles sentem antes de todos quem vai nomear e demitir no próximo Governo.

Romero Jucá, que foi líder do Governo tanto de Fernando Henrique quanto de Lula, expoente da equipe de raposas predadoras do PMDB, já está na oposição – Aécio ou Eduardo, tanto faz, mas com quem estiver na frente. O PR, do mensaleiro preso Valdemar Costa Neto, decidiu romper com o Governo (sem, naturalmente, abandonar os cargos que ocupa). O líder da bancada, deputado Bernardo Santana, tirou o retrato de Dilma da parede e colocou o de Lula. Com Lula, diz, o PR marcha. Com Dilma, nem sonhar (a menos, claro, que ela exiba maior musculatura eleitoral). O PMDB apoia Dilma, mas importantes seções estaduais – como a do Rio – vão para a oposição. E o cacique-mor do PSD, Gilberto Kassab, comprometido com a reeleição, negocia em São Paulo com PSDB e PMDB, e liberou as seções estaduais para que apoiem quem quiserem para a Presidência.

O usineiro Maurílio Biagi entrou no PR com o compromisso de ser vice de Alexandre Padilha, candidato do PT ao Governo paulista. Já desistiu: disse que o agronegócio vai mal, que a culpa é de Dilma e que fará campanha para candidatos de oposição. A coisa pode mudar se o candidato for Lula (a colunista Joyce Pascowitch garante que Lula já decidiu disputar).

Mas, se isso demorar, desanda.

A turma lá de trás gritou

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Existe gente que é capaz de atravessar a rua só para pisar numa casca de banana na outra calçada. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, que pretende ser candidato do PT ao Governo paulista, disse que vai à Justiça contra o deputado André Vargas, seu ex-companheiro de partido. Quer explicações sobre informações prestadas pelo deputado a respeito de sua interferência, como ministro, na nomeação de um executivo para o Laboratório Labogen, que pleiteava contratos com o Ministério.

É uma iniciativa perigosa: Vargas conhece bem os bastidores, é lutador, ousado, não tem o que perder. E adora ser deputado. Mesmo que escape de todos os problemas legais, odiaria voltar à planície. Nascer pobre, como nasceu, tudo bem. Mas ficar pobre de novo não passa por sua cabeça.*

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet.

 

AH, BEM…

Imunidade

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Governo e oposição estão armados para a guerra da CPI. Mas num ponto estão de acordo. PT e PSDB não pretendem convocar os empresários Fábio Barbosa, Cláudio Haddad e Jorge Gerdau para explicar Pasadena. Eles são do Conselho de Administração da Petrobras. As eleições estão aí, e todos os partidos precisam de financiamento.*

(*) Blog do Ilimar Franco

FAZENDO ÁGUA…

Sem apoio, Dilma não irá a lugar algum

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Em entrevista, hoje, a rádios baianas, Dilma disse que será candidata à reeleição com ou sem o apoio dos partidos aliados que sustentam seu governo.

“Gostaria muito que, quando eu for candidata, eu tivesse o apoio da minha base, da minha própria base. Agora, não havendo esse apoio, a gente vai tocar em frente” garantiu Dilma.

Tolice! Amadorismo!

Um profissional da política, candidato a qualquer coisa, não admite que possa perder apoios. Pelo contrário.

De resto, ninguém pode “tocar em frente” caso perca o apoio de sua base, de sua própria base. Como sem apoio seria possível ainda assim “tocar em frente?”

Nos últimos dois meses, uma sequência de quatro pesquisas registrou a queda de Dilma nas intenções de voto – Datafolha, Vox Populi, Ibope e a mais recente da MDA.

A pesquisa da MDA foi a única a detectar o crescimento dos dois mais ferozes adversários de Dilma – Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Só quem pode barrar a queda de Dilma é ela mesma. Se ela contar para isso com a ajuda dos partidos que dizem apoiá-la, tanto melhor.

Mas não é isso o que está acontecendo. Nem mesmo o PT sua a camisa por Dilma.

A candidatura de Dilma à reeleição tem data marcada para acabar – se ela despencar para a casa dos 30% das intenções de voto. Por ora, ela reúne 37%.

Ninguém com 30% das intenções de voto jamais ganhou eleições majoritárias por aqui.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

DERRETENDO

Dilma diz que será candidata

com ou sem o apoio da base aliada

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Em entrevista a rádios da Bahia nesta quarta-feira (30), a presidente Dilma Rousseff disse que tocará sua candidatura à reeleição com ou sem o apoio dos partidos de sua base aliada. E afirmou que não irá se importar com as manifestações do “volta, Lula”.

“Gostaria muito que, quando eu for candidata, eu tivesse o apoio da minha base, da minha própria base. Agora, não havendo esse apoio, a gente vai tocar em frente”, disse a presidente, dois dias após parte da bancada do PR, partido da base do governo, ter pedido a substituição de Dilma pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na segunda-feira (28), o PR afirmou, em carta: “Certos de que nossos compromissos não se esgotam na obra de um governo, entendemos que o país precisa do reencontro com os princípios daquela aliança de 2002”. O trecho fez destaque às eleições em que o PR foi importante na viabilização da eleição de Lula para seu primeiro mandato.

Sobre essas manifestações pela candidatura de Lula, Dilma disse hoje às rádios baianas: “Sempre, por trás de todas as coisas, existem outras explicações. Não vou me importar com isso.” A seguir, afirmou que “gosta” de ser presidente do país.

Em jantar com jornalistas esportivos no Palácio da Alvorada na segunda-feira (28), a presidente Dilma procurou afastar rumores de que será substituída por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, na candidatura do PT à Presidência da República.

“Nada me separa dele e nada o separa de mim. Sei da lealdade dele a mim, e ele da minha lealdade a ele”, disse Dilma. A presidente afirmou que não há fato que possa romper sua aliança com Lula, de quem foi ministra por dois mandatos.

A cúpula da campanha dilmista espera que o Encontro Nacional do PT, que será realizada na próxima sexta-feira (2), crie fato político para espantar o “volta, Lula”, movimento que conta com apoio de políticos de partidos aliados e empresários.

PESQUISA ELEITORAL

Na terça-feira (29), a CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou pesquisa do instituto MDA. O levantamento mostra um recuo de 6,7 pontos percentuais nas intenções de voto, passando de 43,7% em fevereiro para 37% agora. Também indica uma fuga mais nítida de intenção de votos para a oposição em uma sondagem com margem de erro de 2,2 pontos.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu de 17% em fevereiro para 21,6%. A pesquisa foi realizada dias depois de ir ao ar propagandas partidárias tendo o tucano como protagonista. Já o pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, oscilou na margem, de 9,9% para 11,8%.

A pesquisa captou os efeitos da crise da Petrobras– 30,3% dos entrevistados disseram que têm acompanhado as notícias sobre o caso e outros 19,9% afirmaram ter ouvido falar sobre o assunto. Para 33,4% dos que tomaram conhecimento total ou parcial sobre o assunto, Dilma foi a responsável pela malfadada compra de uma refinaria nos Estados Unidos.

PRONUNCIAMENTO

Visando interromper a queda nas pesquisas, Dilma e o marqueteiro João Santana usarão amanhã o discurso do pronunciamento nacional por ocasião do 1º de Maio, Dia do Trabalho, para alfinetar os adversários.

Segundo a Folha apurou, ela pretende explorar, sem citar nomes, a declaração de Aécio dada a empresários de que tomará, se preciso, “medidas impopulares”, insinuando que isso significa achatamento salarial e aumento do desemprego. Será, como deseja Lula e o PT, um pronunciamento focado na “classe trabalhadora”.

Sem citar a disputa eleitoral, mas em tom de campanha pela reeleição, a própria Dilma deu ontem, em evento na Bahia, pistas do seu discurso em rede nacional.

“Tenho certeza que o povo brasileiro não vai retroagir, voltar atrás, desistir disso que conquistamos: a redução da desigualdade social, da maior criação de empregos que o Brasil teve”, afirmou a petista, ressaltando que, “em governos conservadores”, o peso da crise “recaía nas costas do trabalhador”.

Os termos “retrocesso” e “voltar atrás”, a propósito, serão vastamente usados pela candidata e sua legenda. A ordem é usar eventos do Planalto para falas de forte teor político daqui para frente.

Sobre a Copa, Dilma afirmou ser possível agir com equilíbrio se houver protestos e que está tranquila em relação ao funcionamento dos aeroportos. *

JOÃO PEDRO PITOMBO DE SALVADOR – FOLHA DE SÃO PAULO

 

POSTE QUEIMADO

O deslizamento de Dilma

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A campanha pela reeleição da doutora Dilma está numa enrascada. Carrega uma cruz do passado (as malfeitorias petistas, do mensalão às traficâncias da Petrobras) e puseram-lhe nas costas outra, do futuro (o “Volta, Lula”). Está presa à necessidade de justificar o que não fez e a uma ideia segundo a qual talvez não seja a melhor escolha, nem mesmo para os petistas e seus aliados.

Lula diz que não é candidato, mas comporta-se como tal e faz isso da pior maneira possível, como corretivo aos erros cometidos por seu poste. Na essência do “Volta, Lula” há um implícito “Sai, Dilma”. À primeira vista, esse movimento oferece um Salvador da Pátria, mas está embutido na proposta também um Salvador do PT.

O desgaste de Dilma decorre da exposição de um desgaste do aparelhamento imposto ao Estado. Em menos de um mês abalaram-se duas candidaturas nas quais a nação petista fazia enorme fé. Um só doleiro, veterano de duas delações premiadas, arrastou a campanha de Alexandre Padilha em São Paulo e a de Gleisi Hoffmann no Paraná. Sabendo-se que o partido está sem pai nem mãe no Rio de Janeiro, à malversação de recursos públicos somou-se outra, de votos.

O comissariado afastou-se do deputado André Vargas, mas essa conversão repentina pode ter sido escassa e tardia. Afinal, o PT ainda não conseguiu se desvencilhar do mensalão, hoje transformado na bancada da Papuda.

Ninguém pode prever no final de abril o resultado de uma eleição que ocorrerá em outubro, mas alguns indicadores de hoje são claros:

1) A candidatura de Dilma Rousseff está sendo corroída e mesmo uma pessoa que não gosta do seu governo deve admitir que boa parte desse desgaste vem mais da repulsa ao aparelhamento do que a ela.

2) Se a proposição anterior é verdadeira, o “Volta Lula” pode ser tanto um remédio como um veneno.

3) Aécio Neves e Eduardo Campos ficaram na confortável situação de jogar parados. Pouco dizem a respeito do que pretendem fazer, beneficiados pela exposição dos malfeitos do governo. Oh, que saudades da faxina prometida por Dilma.

Não se sabe quem será o Lula que se quer de volta. Sendo uma “metamorfose ambulante”, talvez nem ele saiba. Prova disso está na entrevista que deu em Portugal. Nela disse a coisa, seu oposto e concluiu com uma dúvida.

A coisa, referindo-se à banca da Papuda: “Não se trata de gente da minha confiança”. Deixe-se pra lá que José Dirceu, “capitão” da sua equipe, não lhe tivesse a confiança.

O seu contrário: o julgamento do Supremo Tribunal Federal foi “80% político e 20% jurídico”.

A dúvida: “Essa história vai ser recontada”.

Ganha uma viagem a Cuba quem souber qual das três afirmações deve ser levada a sério.

Enquanto esteve na oposição, a nação petista cultivou uma sociologia de botequim. Supunha que o tucanato espalhara conexões e interesses capazes de garantir-lhe o controle do Estado. Se os adversários podiam fazer isso, os companheiros também podiam. Daí surgiram Marcos Valério, Alberto Youssef, as empresas “campeãs nacionais”, empreiteiras amigas e a turma das petrotraficâncias.

Lula foi eleito em 2002 porque a invulnerabilidade sociológica do tucanato era uma fantasia. Mesmo que ele saia do banco de reservas e vá para a quadra, as urnas poderão mostrar que a dele também é.*

(*) Elio Gaspari, Folha de São Paulo.