SERÁ QUE O POVO SE CANSOU DE CIRCO?

NEM O LULA EMPOLGARIA A NAÇÃO

Mesmo com a profusão de candidatos a governador lançados até ontem em diversos estados, por conta da lei eleitoral, fica difícil dividir as atenções com a copa do mundo de futebol. Só compareceram às convenções  agora encerradas  os militantes dos partidos e os aficionados de determinados candidatos, além, é claro, das tradicionais claques pagas com dinheiro do fundo partidário. Do povão, mesmo, que costumava entusiasmar-se com os pretendentes, nada. As eleições de outubro ainda não tocaram a opinião pública, apesar de a mídia cumprir sua obrigação de reportar o que acontece.

Há quem suponha que as campanhas só esquentarão quando começar a propaganda eleitoral gratuita pelo rádio e a televisão, em agosto. Mesmo a disputa pela presidência da República não tem sensibilizado, exceção  das vaias e dos protestos  de rua, não propriamente contra a  candidata  Dilma Rousseff, mas contra a presidente da República  e o  seu governo. Sem concorrer,  ela  receberia as mesmas manifestações de inconformismo popular, ignorando-se apenas se o companheiro que a estivesse substituindo concentraria tanta indignação. Talvez menos, se fosse o Lula, mas garantir, ninguém garante.

A dúvida que fica dessa conjunção estranha entre copa do mundo e eleições refere-se  à propaganda eleitoral gratuita. Há quem sustente  que da noite para o dia, como num passe de mágica, o cidadão comum ficará colado nas telinhas e microfones, vendo e ouvindo cada um dos candidatos com a máxima atenção.   Possivelmente, não. Mostra a experiência de eleições passadas que qualquer novela fajuta tem batido essa programação, em audiência. O desgaste não atinge apenas as eleições presidenciais, mas as outras também, apesar de a apresentação de candidatos a deputado despertar muita semelhança com os programas humorísticos, em especial depois que saiu do ar a  inesquecível Escolinha do Professor Raimundo.

Assiste-se, de ano a ano, ou de eleição em eleição, a rejeição cada vez maior aos políticos. Não será por falta de motivos,  é claro, em especial  depois que o PT, no governo, mostrou-se igual aos demais partidos empenhados em aproveitar-se do poder para praticar nepotismo, ilegalidades e corrupção generalizada. Saída não há para esse impasse, pois ruim com eleições, pior sem elas.

A registrar, porém, emerge um fato novo: não há mais candidatos-salvadores, aqueles falsos heróis que no passado despertaram multidões entusiasmadas e ilusões desmedidas.  Hoje são todos iguais, nivelados pela ausência de expectativas populares.  Mesmo o Lula, se viesse a candidatar-se, e por isso mesmo não o fará, dificilmente empolgaria  o eleitorado e a nação.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online

GERENTONA, É?

Desvalorização retumbante

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O desempenho da Petrobras é mesmo uma marca do governo Dilma. No primeiro pregão da Bovespa após sua posse, ou seja em 3 de janeiro de 2011, a ação ordinária da estatal estava cotada a  29,32 reais. Na sexta-feira, fechou a 16,05 reais. Uma retumbante desvalorização de 45,43%.

(*) Blog do  Lauro Jardim

VANGUARDA DO ATRASO

A Madre em frases – 10 internações

de José Sarney no Sanatório Geral

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Um dos pacientes mais assíduos do Sanatório Geral, José Sarney acaba de bater a notável marca de 300 internações. A primeira ocorreu em 21 de maio de 2009, menos de um mês depois do lançamento da coluna. De acordo com o parecer do corpo clínico, a patologia do senador é considerada “grave, beirando o irrecuperável”. Entre os fregueses da instituição, o chefe do clã maranhense é chamado de Madre Superiora, alcunha que o identificava nas suspeitíssimas conversas por telefone entre o filho Fernando e comparsas de alta patente gravadas pela Polícia Federal durante a Operação Boi Barrica. Para festejar a aposentadoria de Sarney anunciada há uma semana, a coluna republica os 10 melhores-piores momentos que justificaram as temporadas no Sanatório.

“Há 55 anos no Congresso, nunca adotei a norma de chamar parentes para a minha assessoria”.

Em 6 de agosto de 2009, deixando muito claro que os parentes à procura de emprego devem dirigir-se aos guichês da filha Roseana, do compadre Epitácio Cafeteira, do amigo Delcídio Amaral ou, em situações de emergência, de qualquer senador.

“É essa consciência da tranquilidade que me dá forças. Se não fiz qualquer coisa de errada ao longo de minha vida pública, não esperaria 55 anos para fazer agora. Nunca me meti em qualquer coisa errada”.

Em 13 de agosto de 2009, ao escapar do naufrágio causado pela crise política que assola o Congresso porque a turma toda sentiu a água batendo na cintura, autorizando Renan Calheiros a solicitar ao Vaticano a canonização do pecador convertido em beato maranhense.

“Nem tudo o que é público é publicável”.

Em 18 de setembro de 2009, ao tentar explicar por que ficou homiziada numa ata secreta a reunião que legalizou mais um lote de gatunagens no Senado, informando que, embora os pagadores de impostos tenham o direito de saber onde foi parar o dinheiro que desembolsam, a Justiça permite que os criminosos não facilitem o trabalho da polícia.

“A gente vive de esmola. Por ser entidade privada, nunca aceitei que fosse mantida com verbas públicas”.

Em 27 de outubro de 2009, jurando que a Fundação José Sarney só conseguiu sobreviver graças ao dinheiro que arrecadou nas esquinas das grandes cidades com as exibições dos malabaristas, engolidores de fogo e lavadores de para-brisa da Famiglia Sarney.

“E o país pensa que enforcar os corruptos resolve tudo. Quem deve ser enforcado é o sistema eleitoral”.

Em 4 de dezembro de 2009, no fecho do artigo na Folha, aparentemente desconfiado de que o país já acha que cadeia é pouco, preparando-se para dar voz de prisão ao sistema eleitoral do Amapá e executá-lo no Maranhão assim que ficar pronta a forca que quer construir, sem licitação, com dinheiro emprestado pelo Banco do Brasil à Fundação José Sarney.

“Por não ser beneficiário de qualquer privilégio, repudio a discriminação e perseguição política de que sou vítima”.

José Sarney (Convento das Mercês, fundos), senador de terça a quinta (salário mensal superior a R$ 16 mil, verbas adicionais e propinas livres de impostos), ex-governador e ex-integrante do Judiciário presenteado com duas aposentadorias que somam mais de R$ 35 mil (fora o resto), ao explicar em 1º de abril de 2010 que foi por motivos políticos, não para reduzir a gula da Madre Superiora, que o Ministério Público resolveu exigir a devolução do que embolsou ilegalmente com a criminosa ultrapassagem do teto salarial do funcionalismo público, fixado em R$ 27 mil.

“Sou supersticioso e acho que sempre me dei bem com o meu bigode. Não o trato com cuidado. Às vezes o deixo grande, outras, pequeno. Não mantenho coerência em sua tonalidade, que clareia e escurece sem que eu conserve a cor estável. Já foi maior, indo além dos lábios, e outras vezes foi menor e mais cheio”.

Em 9 de abril de 2010, na coluna publicada na Folha desta sexta-feira, debochando das 62 crianças mortas em Imperatriz (MA) por falta de leitos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e de todo o Brasil que presta ao preferir dissertar sobre o bigode.

“Não desejava ser presidente do Senado. Estou fazendo com grande sacrifício. É uma convocação. Nunca fui presidente do Senado senão por convocação. Nunca por vontade própria”.

Em 28 de janeiro de 2011, disposto a fazer qualquer negócio, desde que seja lucrativo, para continuar prestando serviços à Famiglia como presidente perpétuo da Casa do Espanto.

“A ética para mim não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira”.

Em 2 de fevereiro de 2011, fingindo esquecer que só em 2009 escapou de 11 pedidos de cassação encaminhados ao Conselho de Ética do Senado graças à intervenção da bancada dos cafajestes, amplamente majoritária na Casa do Espanto.

“Eu não morri!”

Em 6 de março de 2011, atrapalhando o carnaval de milhões de brasileiros já no título da coluna desta sexta-feira na Folha ao comentar o seu obituário, publicado equivocadamente pela Rádio Senado.*

(*) Blog do Augusto Nunes

POPULISMO CUCARACHO

NOBLESSE OBLIGE

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O presidente do Uruguai, José Mujica, chamou os dirigentes da Fifa de “filhos da p*”, porque a entidade suspendeu o animal uruguaio que morde adversários. Mujica deveria ser convidado para encarar com Dilma o coro da torcida brasileira, no jogo de encerramento.

 

A PROPÓSITO

ELITE POPULAR

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O próprio site planalto.gov.br desmentiu a lorota de Lula das “elites brancas paulistas” xingando Dilma nos estádios: 100 mil ingressos foram doados e 261 mil vendidos a preços populares.*

(*) Diáio do Poder

É MUITO LIXO!

Comunistas se aliam a Collor e a Calheiros no AL e veem “coerência” na aliança

Presidente do PC do B de Alagoas anuncia apoio a Collor em Alagoas

Presidente do PC do B de Alagoas anuncia apoio a Collor em Alagoas

A política de alianças levou o diretório regional do PC do B no Alagoas a apoiar as candidaturas do deputado Renan Filho (PMDB-AL), filho do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do senador Fernando Collor (PTB-AL).

Em Alagoas, o PC do B integra uma grande coligação, com mais 13 partidos que fazem oposição ao governador Teotônio Vilella Filho (PSDB). Essa chapa lançou Renan Filho como candidato ao governo do Estado e tem o apoio do ex-presidente que sofreu o impeachment em 1992, após escândalos de corrupção.

000 - lixo

Collor, que não tem histórico de aproximação com comunistas, divulgou em sua página do Facebook uma imagem que mostra uma declaração feita pela a presidente do diretório do PC do B no Alagoas, Cláudia Petuba, defendendo sua candidatura.

Na imagem Cláudia afirma que “Collor é um grande exemplo de luta em defesa de Alagoas” e que é um “importante” senador da República.

“O PC do B vê com muito coerência e muita clareza que na realidade de Alagoas as duas candidaturas majoritárias que podem avançar e instalar uma era desenvolvimentista e possam fazer com que o povo alagoano possa sonhar com dias melhores são as candidatura do Renan Filho e do senador Collor”, declarou Cláudia.

A dirigente comunista diz que o Alagoas é “uma ilha do atraso” por causa do atual governador e que é preciso pensar de forma ampla como fazer oposição a seu modo de administrar o Estado.

“Nós entendemos que aglutinar esses partidos de amplos setores da sociedade, nós teremos um mandato mais propositivo para que o povo alagoano possa ter esperança de dias melhores”, afirmou.

Para Claudia, o melhor para o PC do B seria lançar seus próprios nomes a esses cargos para o pleito de outubro. “O ideal seria que nós tivéssemos uma candidatura majoritária em todo o país, inclusive lá em Alagoas, para poder defender com maior ênfase o nosso programa socialista.”

Esse jogo de forças também gerou outra aproximação improvável. Collor aparece posando abraçado em fotos ao lado do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) para sua pré-candidatura a deputado federal. Lessa, no entanto, foi seu adversário político histórico e impôs uma derrota esmagadora em disputas ao Senado.*

(*) Bruna Borges –  Do UOL, em Brasília

VAI DEIXAR SAUDADES…

Barbosa diz que comprou briga no STF, mas sai “com alma leve”

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No seu último dia no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Joaquim Barbosa disse nesta terça-feira (1º) que “sai com a alma leve”. Ele deixa a Corte após 11 anos.

“Saio absolutamente tranquilo, como eu disse, com a alma leve, aquilo que é fundamental para mim, o cumprimento do dever. É exatamente aquilo que eu disse hoje na sessão: é importante que o brasileiro se conscientize da importância, da fundamentalidade, da centralidade da obrigação de todos cumprirem as normas, ouvirem a lei, cumprirem a Constituição. Esse é o norte principal da minha atuação. Pouca condescendência com desvios, com essa inclinação natural a contornar os ditames da lei, da Constituição.”

Questionado sobre sua atuação e seu temperamento dentro do tribunal, alvo de críticas de outros ministros e de advogados, respondeu: “Comprei briga nessa linha, sempre que eu achei que havia desvios, tentativas de desviar-se do caminho correto que aquele traçado pela Constituição. Isso é o que interessa, o resto não tem importância”.

Barbosa disse considerar um “privilégio” o período de 11 anos que passou no STF. “[A sensação] É boa, foi um período de privilégio imenso, de tomar decisões importantes para o nosso país. Foi um período que não em razão da minha atuação individual, mas coletivamente, o Supremo Tribunal Federal, teve um papel extraordinário no aperfeiçoamento da nossa democracia. Isso é que é o fundamental para mim.”

Barbosa deixou a sessão desta terça-feira (1º) antes do fim e não fez um discurso formal de despedida. Ele afirmou que pretende adotar uma postura “low profile” e por isso não se despediu oficialmente.  A presidência do STF deve ser assumida pelo ministro Ricardo Lewandowski.

O ministro reiterou que pretende descansar em sua aposentadoria e, ao ser questionado sobre as eleições e se concorreria a algum cargo eletivo futuramente, disse que “a política não tem na minha vida essa importância toda (…) Eu não tenho esse apreço todo por essa política do dia a dia”.

Ele também criticou o que chamou de “constante quebra-de-braço” na Corte ao comentar o recente episódio em que Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-presidente do PT José Genoino, foi expulso do plenário. “Com relação a agressões de advogados, essa foi uma das coisas mais chocantes desses 11 anos. (…) [O advogado] perde no argumento e quer ganhar no grito, desmoralizar a autoridade”. Pacheco foi expulso do plenário por ordem do presidente da Corte ao subir à tribuna para pedir que o tribunal decida sobre pedido da defesa para que Genoino volte a cumprir pena em regime domiciliar. Ele acusou Barbosa de abuso de autoridade, que respondeu: “Quem está abusando de autoridade é Vossa Excelência. A República não pertence a Vossa Excelência e nem a sua grei [seu grupo], saiba disso”.*

(*) Fernanda Calgaro – Do UOL, em Brasília

ECONOMIA DE AVESTRUZES

Governo federal mantém alíquotas reduzidas

de IPI de veículos e móveis até fim do ano

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Taxa para veículos de até 1 mil cilindradas vai

continuar em 3% até dezembro

SÃO PAULO – O governo federal decidiu prorrogar até o fim deste ano as alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos e móveis, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira. O IPI voltaria à alíquota normal amanhã, 1º de julho. O anúncio foi feito depois de reunião com representantes de ambos os setores. A renúncia fiscal do governo pela prorrogação em automóveis será de R$ 800 milhões só no segundo semestre, calculou o ministro. Já por conta do setor moveleiro, a renúncia será de R$ 161,6 milhões no mesmo período.

Para veículos de até 1000 cilindradas, a alíquota do imposto, que seria reajustado para 7%, foi mantida em 3%. Os veículos flex acima de 1000 cilindradas e até 2000 cilindradas, que teriam a alíquota reajustada para 11%, continuam tributados em 9%.

Já para os carros a gasolina com as mesmas 1000 ou 2000 cilindradas, o IPI será mantido em 10% ao invés de subir para 13%. De acordo com o ministro, as medidas foram tomadas para “estimular as vendas do setor e para que a indústria consiga manter o nível de emprego”.

— Estamos trabalhando para que este ano as vendas de veículos sejam semelhantes às do ano passado — disse o ministro a jornalistas ao final do encontro com os representantes da indústria.

Durante a reunião, o crédito mais escasso e a realização da Copa do Mundo no País, que diminuiu a quantidade de dias úteis do ano, foram os motivos apontados para o recuo nas vendas de veículos neste ano. Sobre o ritmo mais fraco do crescimento do crédito neste ano, Mantega sugeriu que uma das soluções pode ser a retomada do uso do leasing pelos bancos, “já não há mais impedimento legal” para isso.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a manutenção do IPI menor até 31 de dezembro vai se “converter em um grande fator para que a indústria tenha um segundo semestre melhor”.

— A expectativa é voltarmos a construir um ritmo de crescimento normal nas vendas — afirmou Moan.

‘COPA VAI AJUDAR A MUDAR O HUMOR DO CONSUMIDOR’

De manhã, o ministro também se reuniu com representantes do varejo, que pediram a prorrogação do IPI menor para móveis, laminados e painéis, que também terminaria amanhã. Por volta das 18 horas, Mantega entrou em nova reunião com os membros da indústria moveleira para decidir se estenderia o benefício.

No fim, ficou decidido que móveis, painéis e revestimentos de móveis continuam com IPI de 4% e não são elevados para a alíquota de 5%. As luminárias prosseguem com taxa de 12%, ao invés de 15%

Antes do anúncio do benefício ao setor moveleiro Mantega, ponderou que o varejo não foi tão mal quanto a indústria automotiva. De acordo com ele, houve um desempenho “moderado” do segmento, com alta de 5,4% em maio, impactados pela inflação, menor confiança do consumidor e também da Copa.

O ministro ponderou que já está havendo uma reversão deste cenário, com o aumento da confiança dos consumidores e do comércio, além da redução da inflação. De acordo com Mantega, levantamento feito pelos supermercados, levando em conta 35 itens que representam 80% das vendas, mostram uma inflação de 4,23% neste ano.

— Isso mostra que a inflação está caindo e o consumidor está reconstruindo seu poder de compra. O sucesso da Copa também vai ajudar a mudar o humor do consumidor.

Mantega também afirmou que o “sucesso da Copa também vai ajudar a mudar o humor do consumidor”.*

(*) LINO RODRIGUES – O GLOBO

ENTERRO DE QUINTA CATEGORIA…

PP abandona Padilha e anuncia apoio ao PMDB de Skaf

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Um mês depois de formalizar apoio ao PT, Maluf vence presidência nacional do partido e muda coligação

SÃO PAULO – O diretório estadual do PP-SP, presidido pelo deputado Paulo Maluf, decidiu nesta segunda-feira, último dia do prazo para a composição das alianças, abandonar a campanha de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do estado de São Paulo, para apoiar a candidatura de Paulo Skaf (PMDB).

Com o recuo do PP – um mês depois do aperto de mão entre Maluf e Padilha para selar o apoio -, o PT perde mais um partido da base aliada do governo federal. PDT, PROS e PSD também já declararam apoio a Skaf.

Além disso, Padilha perde cerca de um minuto na propaganda eleitoral e conta agora apenas com o apoio do PR e do PCdoB. O candidato petista aparece em terceiro lugar nas pesquisas com 3% das intenções de voto, atrás de Skaf, com 21%, e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 44%.

A decisão do PP foi formalizada após um dia inteiro de reunião entre os membros da executiva estadual, que aprovou a debandada por maioria dos presentes. A sigla estava descontente com a falta de espaço na chapa petista e entendeu que com o PMDB teria mais chances de aumentar sua bancada de deputados.

O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional da sigla, viajou para São Paulo para tentar demover Maluf da articulação.

– O que pesou foi a questão de composição da chapa majoritária, eles queriam um espaço maior. Conversei com Maluf, deixei clara minha posição contrária a essa mudança – afirmou Nogueira.

Skaf afirmou não houve negociação para o PP compor chapa e que o partido “é muito bem-vindo”.

A assessoria de Padilha informou que ele só irá se manifestar sobre o caso amanhã.*

(*) JULIANNA GRANJEIA – O GLOBO

MODUS OPERANDI

INTRUÇÕES DA PAPUDA

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Valdemar Costa Netto agora poderá sair da Papuda para trabalhar. Beleza. De qualquer maneira, a cadeia nunca foi impedimento para continuar fazendo política. De lá, continuava comandando o PR. Assim como Marcola continua dando as cartas no PCC de dentro de um presídio de segurança máxima.

(*)  Blog do  Lauro Jardim