E NO PAÍS DA PIADA PRONTA…

Renan implantou cabelos.

Só faltam os miolos!

 

Renan Calheiros, voou para Recife de Jet-FAB para implantar na cabeça dez mil fios de cabelos. O IBGE informou nesta semana que a taxa de desemprego recuou para 4,6%. Pode chegar a zero se o Congresso aprovar um novo programa: o Bolsa Picadeiro. Consiste na distribuição gratuita de milhões de narizes vermelhos, colarinhos folgados, lágrimas de esguicho e sapatos grandes.

Se todo mundo considerar normal que o presidente do Senado, a pretexto de forrar a calva, pode viajar nas asas do contribuinte, milhões de brasileiros serão convertidos em palhaços instantâneos. Não precisa nem fazer curso de reciclagem. Basta distribuir o equipamento e abrir uma linha de crédito na Caixa Econômica Federal para o ‘Meu Circo, Minha Vida’. A mão de obra já está garantida.

É comovente o esforço de Renan em favor do plano de pleno emprego. Em junho, ele já havia cutucado as ruas com vara curta ao recorrer ao Jet-FAB para fins recreativos. Junto com a mulher, voara para Trancoso, na Bahia, para testemunhar o casamento da filha do colega Eduardo Braga. Agora, suprema ironia, a motivação foi estética. Renan está preocupado com a própria imagem. Por sorte, o senador só implantou cabelos. A ciência ainda não desenvolveu uma técnica para o implante de miolos. O sucesso do Bolsa Picadeiro está assegurado.*

 

(*) Blog do Josias de Souza.

SER VELHO

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Num de seus poemas – cito de memória – diz Hilário Soneghet, um dos maiores poetas capixabas que ombreia com Narciso Araújo ou Benjamin Silva em talento poético: “O velho é um traste que se põe de lado.”

Pôr de lado um traste é, de alguma forma, reparar nele. Mas o velho, às vezes, é um ser quase invisível que poucos notam e que muitos desprezam. Por exemplo: num ônibus cheio, os mais jovens, devidamente sentados, fingem dormir para não se sentirem na obrigação de ceder lugar a um idoso. Há sempre uma expectativa que as situações ensejam. Fingir dormir é uma forma de frustrar a expectativa de um comportamento socialmente desejável.

O desprezo pelo idoso é oficial: o salário do aposentado vai minguando a cada dia, embora as obrigações fiscais continuem as mesmas ou aumentem. E o pior é que é na aposentadoria que o idoso mais precisa de dinheiro para fazer face pelo menos aos problemas de saúde típicos da idade.  O governo,  com o beneplácito do Supremo Tribunal Federal, que desrespeitou o direito adquirido, impôs a taxação dos aposentados, quando o déficit da Previdência poderia diminuir e até acabar, evitando-se a corrupção em casos flagrantes, como o denunciado pela Folha de São Paulo, edição de domingo, 20-10-2013:  “SUS paga 201 vezes, num único dia, o atendimento a um único cliente em uma clínica de Água Branca, no Piauí.” Nossos congressistas são os mais caros do mundo. Por que não diminuir pelo menos os privilégios e as mordomias dos nossos parlamentares que podem aposentar-se com um único mandato de 4 anos, com direito a um plano de saúde integral o resto da vida? Sobraria dinheiro para os cofres da Previdência, e até se poderia suprimir a taxação dos aposentados, já que o julgamento do mensalão provou que muitas medidas do governo  foram aprovadas graças à compra  de parlamentares venais.

Muitas expressões eufemísticas para a velhice correm entre nós com algum imerecido sucesso: melhor idade, terceira idade, quarta idade… Talvez a melhor delas, a menos falsa, seja a que diz que a velhice é o ocaso da vida, o limiar da morte, único futuro que nos espera a todos, jovens ou velhos, porque não existe idade certa para morrer.

Daqui a cem anos, na melhor das hipóteses, ninguém saberá quem fui, e meu nome se apagará mesmo entre meus descendentes, porque a morte é definitiva. Como diria outro grande poeta, Mílson Henriques, capixaba de coração, nós só morremos real e definitivamente após o nosso encantamento, quando ninguém mais se lembrar ao menos de pronunciar o  nosso nome…

No dizer ainda de Hilário Soneghet, em outro poema que também cito de memória: “Ser velho é ter conselhos para dar. / É ter enfim o dom iluminado / de ensinar as vitórias do futuro / com as derrotas sofridas no passado.”

O problema é que, ainda que o velho tenha conselhos para dar, isso não significa que ele tenha a oportunidade de ser ouvido, nem que haja interesse nos mais jovens em aprender vitórias com as derrotas dele.

Dizia Rabindranath Tagore, poeta indiano, prêmio Nobel de literatura, em seu livro Pássaros Perdidos (Rio de Janeiro: José Olympio, 1952, p. 18), em tradução de Abgar Renault:“Ninguém dá graças ao leito seco do rio pelo seu passado.”

O velho é um leito seco de um rio.

(José Augusto Carvalho é mestre em Linguística pela Unicamp, doutor em Letras pela USP, e autor de um Pequeno Manual de Pontuação em Português (1ª edição, Bom Texto, do Rio de Janeiro, 2010, 2ª edição,  Thesaurus, de Brasília, 2013) e de uma Gramática Superior da Língua Portuguesa (1ª edição, Univ. Federal do ES,  2007; 2ª edição, Thesaurus, de Brasília,  2011)

“A VIDA COM MOELA É”

‘Desilusões Perdidas’:

5 razões para você não desistir de ser jornalista

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1. Convença-se de que ser milionário não é tudo. Pouca gente acumula uma fortuna só trabalhando. O lance é não ser escravo do dinheiro. Vida de milionário também tem suas chatices. Já imaginou como é foda só poder ir à praia cercado de seguranças, como a filha da Xuxa? Viver a neurose de dirigir um carro blindado? Nada como a liberdade do pobre. É possível ter dignidade mesmo bebendo Kaiser e com plano de saúde do sindicato.

2. Saiba que o fim da exigência do diploma não é o fim do mundo. Agora que você já extravasou toda a sua raiva contra o dotô Gilmar Mendes, respire fundo e comece uma nova etapa em sua carreira. Invista em você e desbanque a concorrência descanudada. Não lamente o tempo que você passou na faculdade. Quem não a cursou jamais saberá o que é uma festinha numa república ou uma partida de truco durante a aula de Sociologia.

3. Perceba quando você não saberia ou odiaria fazer outra coisa na vida. Você acha que vai fazer sucesso como garoto de programa com essa barriga ridícula de chope? Você acha que vai abrir a sua assessoria de imprensa e se tornar um magnata da comunicação com essa sua vocação empreendedora de bosta? Quando você descobre que o jornalismo está no seu sangue, doe-se a ele, apesar de todos os perrengues.

4. Acredite que ninguém morre de tanto trabalhar. Taí o Silvio Santos que não me deixa mentir. O homem do Baú passou dos 80 anos faz tempo, e segue gravando programas na TV, interagindo com as colegas de trabalho e dando uns pegas na dona Íris. Ops, acho que exagerei nesta última frase. E jornalista, mesmo com os plantões, tem o privilégio de viver uma rotina sempre nova e muito mais excitante do que à de um burocrata do mercado financeiro.

5. Descubra que ser jornalista tem lá suas vantagens. Quem não adoraria viver e construir a História, saborear experiências reservadas a poucos, ter o poder da palavra, ganhar o elogio de um leitor que adorou a sua matéria? E, principalmente, quem não curtiria um jabazinho, um convite vip e uma boca-livre aqui e ali?

(*) Duda Rangel, no portal Comunique-se

Ô COITADO!

Tribunal cassa aposentadoria de ex-juiz Nicolau

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O Plenário do Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região (TRT2) cassou a aposentadoria do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto (foto abaixo), condenado por desvio de verbas das obras do Fórum Trabalhista da Capital. Preso desde abril, Nicolau presidiu o TRT2 nos anos 1990, época em que foi realizada a licitação para a construção do Fórum, situado na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo.

Ele foi condenado a 28 anos de prisão, sob acusação de lavagem de dinheiro, corrupção e fraude no processo de concorrência. Atualmente, aos 84 anos de idade, ele cumpre pena no Presídio de Tremembé (SP). O desvio, segundo o Ministério Público Federal, alcança, em valores atualizados, R$ 1 bilhão.*

(*) Fausto Macedo, Estadão

BLACK FRAUDE

Black Friday brasileira teve 21% dos preços elevados

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Na Black Friday brasileira deste ano, o número de itens que tiveram os preços aumentados no dia da promoção foi mais que o dobro do que aqueles que tiveram seus preços reduzidos. É o que revela uma pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) em parceria com a empresa Íconna, especializada em monitoramento de preços no e-commerce. O levantamento mostra que 21,5% dos cerca de 1.300 itens acompanhados na internet tiveram seus preços majorados, em média 10,2%, no dia da promoção. Em contrapartida, apenas 9,5% dos itens monitorados tiveram os preços foram reduzidos. E o corte médio foi de 11%. Nuno Fouto, diretor de Pesquisas do Provar e responsável pelo trabalho, observa que, dentre os 1.300 itens acompanhados, estão eletrodomésticos, eletrônicos, jogos, livros e artigos para a casa, em 11 sites que participavam da promoção. Ele pondera, que, teoricamente, esse itens deveriam participar da promoção, pois estavam sendo anunciados dentro dos sites participantes da Black Friday. “Aconteceram as promoções, mas elas foram menos intensas em número de itens”, afirma Fouto. Um dado que reforça essa afirmação é que, em relação à pesquisa da Black Friday do ano passado, o evento deste ano registrou um número quatro vezes maior de itens que tiveram os preços majorados e numa proporção bem maior. Em 2012, 5,1% dos itens pesquisados tiveram os preços reajustados para cima em 5,7%, em média, na Black Friday. Neste ano, foram 21,5% dos itens majorados, e em 10,2%, em média. No sentido oposto, houve reduções, mas com uma significância muito menor em relação aos aumentos. Na Black Friday de 2012, 2,8% dos itens tiveram os preços reduzidos, em média, 6,3%. Neste ano, foram 9,5% dos itens que registraram corte, com uma redução média de 11%. A fatia de itens cujos preços não tiveram alteração no evento, nem para cima nem para baixo, foi de 47,5% em 2012 e de 24,3% neste ano.

Surpresa

Um resultado surpreendente deste ano foi o grande volume de itens cujos preços foram reduzidos após a Black Friday. “O consumidor que esperou para comprar depois do evento se deu bem”, afirma o coordenado da pesquisa. O levantamento mostra que neste ano 22,6% dos itens pesquisados tiveram redução de preços após a Black Friday. Coincidentemente o porcentual é muito semelhante àquele dos que aumentaram preços na Black Friday (21,5%). No ano passado, apenas 2,6% dos itens tiveram os preços reduzidos após o evento. Na análise de Fouto, esse resultado reafirma o cenário fraco de vendas neste ano e que a Black Friday teve um desempenho abaixo das expectativas. Tanto é que foi necessário reduzir os preços após a promoção. “O comércio ficou com medo de carregar esses estoques até o Natal.” No ano passado, observa o coordenador da pesquisa, a economia estava mais aquecida, as vendas no varejo cresciam na faixa de 8%, o dobro do registrado neste ano, e não foi necessário desovar estoques após a Black Friday, como ocorreu neste ano. A competição mais acirrada no varejo este ano levou a uma situação inusitada. No evento deste ano, a pesquisa listou itens com maiores aumentos e reduções de preços, segundo o acompanhamento feito por site de cada loja virtual. E o resultado mostrou que um mesmo item, por exemplo, fogão ou geladeira, apareceu tanto na lista dos maiores aumentos de preço como na relação das maiores quedas. Segundo Fouto, isso mostra que as lojas fizeram um mix – isto é, reduziram muito os preços de alguns produtos para atrair o consumidor, ao mesmo tempo que aumentaram o preço de outros itens. Essa estratégia é antiga e muito usada por supermercados que, para atrair os compradores reduz os preços dos itens básicos como arroz feijão, na expectativa de que o consumidor compre por impulso outros produtos nos quais os preços e as margens são maiores. Por isso, diz ele, em alguns sites a geladeira aparece com menor preço e em outro com maior preço, dependendo da estratégia e do mix de produtos da loja. A lição que fica da pesquisa, segundo o seu coordenador, é que o consumidor precisa acompanhar, pesquisar e comparar preços para fazer bons negócios, até nas promoções.

(*) Márcia De Chiara | Agência Estado

ZERÓIS DO PT

Com Lula e Dilma, Congresso do PT se transforma

em ato de apoio a mensaleiros condenados

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BRASÍLIA – Com as presenças da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o 5º Congresso do partido, aberto na noite desta quinta-feira, foi transformado em um ato de apoio aos petistas condenados no julgamento do mensalão. Com Lula e Dilma no palco, a plateia gritou em coro: “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”, “Genoino, guerreiro do povo brasileiro”, e “Delúbio guerreiro, do povo brasileiro”. Lula começou seu discurso afirmando que não falaria de mensalão, mas depois de apelos da militância se referiu ao caso como “a maior campanha de difamação”: – Eles tinham medo do Lula, agora têm que enfrentar a Dilma e o Lula, agora têm que enfrentar um partido que na maior campanha de difamação faz um PED (Processo de Eleição Direta) e coloca mais de 400 mil militante para votar – disse Lula, citando as eleições internas do PT, que elegeu novos dirigentes no mês passado. O ex-presidente também comparou o caso do helicóptero de um parlamentar pego com cocaína à repercussão do emprego de Dirceu. – Nosso partido tem sido vítima das suas virtudes e não só de seus defeitos. Somos criticados pelas coisas boas que fazemos, não só pelos erros. Se for comparar o emprego do Zé Dirceu no hotel com a quantidade de cocaína no helicóptero, pelo menos houve uma desproporcionalidade na divulgação do assunto – disse Lula, em referência à cocaína encontrada no helicóptero que pertence à família do senador Zezé Perrella (PDT-MG). Antes de falar, a plateia havia gritado, em coro: – Lula, guerreiro, defenda os companheiros.

(*) FERNANDA KRAKOVICS E LUIZA DAMÉ – O GLOBO

ESCROQUE JURAMENTADO

A novela “Sergio Cabral e as Enchentes”

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Há sete anos no poder, Cabral culpa ‘décadas

de abandono’ por enchentes

Há sete anos no cargo, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) culpou nesta quinta-feira (12) as “décadas de abandono” pelas enchentes e mortes causadas pelas chuvas na Baixada Fluminense, além das prefeituras pela ocupação irregular das áreas de risco.*

(*) Estadão.

AJOELHOU, TEM QUE ROUBAR

NEM JESUS SALVA

000 - JC nas unhas

Janira Rocha, aquela deputada  estadual do PSOL fluminense  flagrada usando dinheiro de sindicato em campanhas, decidiu que não vai renunciar ao cargo como queria a cúpula do partido no Rio de Janeiro – leia-se Chico Alencar e Marcelo Freixo.

Prestes a ser cassada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro , se converteu. Virou evangélica e tem feito discursos repletos de citações a Deus nos últimos tempos.*

(*) Blog do Lauro Jardim.

QUEM É O CULPADO, É VOCÊ, ELEITOR BABACA!

COM A DUPLA DEBI E LÓIDE NO GOVERNO, O RIO DE JANEIRO

VIVE UMA FASE DEPRIMENTE

000 - Eduardo Paes - profético

O povo teve muita esperança nos dois. Quando Sergio Cabral Filho surgiu na política, na aba do pai, que era vereador, e do sogro, Gastão Neves, diretor da Paranapanema e sobrinho de Tancredo Neves, parecia que se tratava de um jovem ético e idealista.

O pai, que sempre se declarou comunista e até hoje frequenta a roda dos velhos camaradas, descaminhou e deu um jeito de ser nomeado para o Tribunal de Contas do Município. O filho, na primeira oportunidade que teve, candidatou-se a prefeito pelo PSDB, mesmo sem chances, e começou a fazer fortuna com as famosas “sobras de campanha”. Depois, eleito presidente da Assembléia, aliou-se ao deputado Jorge Picciani e tornou um dos maiores corruptos da política brasileira.

Seu padrinho no PSDB era o ex-governador Marcello Alencar, que chegou a denunciar o enriquecimento ilícito do afilhado, mas não pode ir em frente, porque Cabralzinho ameaçou com um dossiê sobre Marco Aurelio Alencar, filho de Marcello, que então recolheu os flaps, como se diz na linguagem aeronáutica.

 

NO PAPEL DE LÓIDE

Como na série de comédias de Hollywood, Cabralzinho é o Debi e seu pupilo Eduardo Paes faz o papel de Lóide, com grande maestria. Criado na Barra da Tijuca, o prefeito não conhece a cidade, especialmente o Centro. Altamente irresponsável e delirante, é capaz de derrubar o mais importante viaduto do Rio, sob o argumento de que enfeia a cidade, e consequentemente criar um dos maiores engarrafamentos do mundo.

Na primeira chuva forte, seus planos foram literalmente por água abaixo, desculpem o inevitável jogo de palavras. E ainda bem que não chegou a concretizar seu outro projeto genial e mirabolante – a transformação da Avenida Rio Branco em rua de pedestres. Se o fizesse, seria caso de internação compulsória no Hospital Pinel.

Agora, a honorabilidade de Eduardo Paes também despencou, com a revelação das contas no Panamá, abertas em nome do pai, da mão e da irmã, no valor total de R$ 20 milhões. Ou seja, além de idiota e debilóide, o rapaz é também corrupto, vejam quanto talento.

E a culpa é nossa, que colocamos essas raposas para tomar conta dos galinheiros. Os dois deveriam estar atrás das grades, juntos com Luiz Fernando Pezão, que contratava as obras com a Delta de Fernando Cavendish, e com Sergio Cortes, o secretário de Saúde, que faz papel de Médico e de Monstro. Além, é claro, do empresário Arthur Cesar, o rei das concorrências fraudadas e grande peça do “esquema”.

Ah, que saudades do meu Rio de Janeiro…*

(*) Carlos Newton, Tribuna da Imprensa Online