FUNDO DO POÇO

Petrobras diminui investimentos em 2014

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Os investimentos das 18 empresas que compõem o Grupo Petrobras foram reduzidos no primeiro semestre de 2014. As aplicações em obras e na compra de equipamentos da companhia somaram apenas R$ 39,1 bilhões nos seis primeiros meses deste exercício. O montante é 12,1% menor do que os R$ 44,5 bilhões aplicados em igual período do ano passado. Os valores foram atualizados pela inflação (constantes).

O levantamento do Contas Abertas levou em consideração os dados disponibilizados pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério do Planejamento. A Pasta divulga a execução do Orçamento de Investimento das Empresas Estatais bimestralmente, bem como a execução da política de aplicação dos recursos das agências financeiras oficiais de fomento.

O percentual de execução da estatal também foi reduzido, apesar de desde pelo menos o ano 2000, a dotação liberada é a menor dos últimos seis anos. Do total de R$ 84,4 bilhões previstos nos orçamentos de investimentos de 2014, 46,3% foram aplicados efetivamente. No ano passado, por exemplo, o orçamento anual atualizado no fim do primeiro semestre previa que R$ 95,3 bilhões. No primeiro semestre de 2013, 46,7% da previsão havia sido executada.

A execução geral reflete o desenvolvimento das ações da Petrobras. Para a iniciativa de exploração de petróleo e gás natural em bacias sedimentares marítimas, que possui R$ 10,2 bilhões de investimentos previstos este ano, apenas 50,6% (R$ 5,2 bilhões) foram aplicados. No Brasil, as bacias sedimentares marginais, localizadas no litoral e na plataforma continental, são as que possuem condições mais favoráveis à ocorrência do petróleo e do gás natural.

Já na rubrica “desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural – pré-sal” a execução não chegou sequer à 50%. Com dotação de investimentos na ordem de R$ 7,6 bilhões, R$ 3,1 bilhões foram efetivamente aplicados (41,2%). O valor autorizado é o segundo maior entre as ações do Grupo. Os recursos devem ser aplicados em novos sistemas de produção de petróleo e gás natural do “cluster” do pré-sal já em operação e em outros campos ainda em fase de avaliação.

A ação tem por objetivo desenvolver os sistemas de produção de petróleo e gás natural de forma a aumentar a oferta ao mercado, garantindo a manutenção da autossuficiência. De acordo com o governo, o petróleo do pré-sal será a principal fonte de dinheiro para a educação brasileira nos próximos anos.

Apesar dos dados serem oficiais e publicados no Diário Oficial da União, questionada pelo Contas Abertas sobre a redução nos investimentos, a Petrobras afirmou que “as informações oficiais da Petrobras sobre investimentos no primeiro semestre somente estarão disponíveis na próxima sexta-feira, dia 8, como parte da Divulgação dos Resultados Operacionais e Financeiros do 2º trimestre de 2014.

A portaria das estatais é uma das únicas formas de acompanhamento dos investimentos das estatais brasileiras.

Para o economista da Universidade de Brasília (UnB) José Matias-Pereira, a redução nos investimentos da Petrobras é resultado do fenômeno que vem ocorrendo a partir da postura inadequada de usar a empresa para conter a inflação.

“A tendência é que esses números piorem cada vez mais. Quando a empresa chega em um nível de endividamento como o que a Petrobras chegou, e sangrando em razão do preço do combustível, é natural que os números só piorem o cenário, sintomas de uma gestão incompetente e temerária”.

Em 2013, a dívida da companhia saltou de R$ 147,8 bilhões para R$ 221,6 bilhões, aumento de 50%. No mesmo ano, a Petrobras foi classificada como a empresa mais endividada do mundo em um relatório do Bank of America Merrill Lynch.*

(*) Dyelle Menezes, Contas Abertas

 

CASA DOS HORRORES

ENTRANDO NA FESTA PELA

PORTA DOS FUNDOS

Dos 81 senadores em exercício, 23 são suplentes, alguns exercendo temporariamente os mandatos, por licença dos titulares, outros em definitivo, pelo falecimento ou impedimento daqueles. A suplência dos senadores constitui uma aberração, menos porque não tiveram um único voto nas eleições passadas, mais porque foram quase todos escolhidos em função de suas contas bancárias. O suplente, com exceções, ajuda a bancar a eleição do senador, quando não é seu parente próximo.

Antes dois, agora são três os suplentes, que ao longo dos mandatos sempre recebem a compensação de assumir por alguns meses, fazendo jus a todas as regalias do cargo, inclusive planos de saúde para eles e suas famílias até a eternidade.

Durante curto período adotou-se a prática de que o suplente era o segundo colocado nas eleições para o Senado. Foi assim, por exemplo, que Fernando Henrique Cardoso debutou na política eleitoral, derrotado mas sucedendo a Franco Montoro, eleito governador.

Hoje, os suplentes são o jeitinho brasileiro que tanto denigre a representatividade popular. Não haverá reforma política em condições de apagar essa mancha. Quem não quer entrar na festa pela porta dos fundos, sem ser votado?

Ficou evidenciado, esta semana, que o patrimônio dos candidatos a suplente supera de muito o patrimônio dos candidatos a titular, ainda que tenha coisa pior: outra vez com a ressalva das exceções, como classificar o desempenho dos suplentes, definitivos ou temporários? Nota zero, em termos de apresentação de projetos importantes ou de participação nos grandes debates.

Em suma, o Senado representa a Federação. O Piauí dispõe de três senadores, assim como São Paulo, equilibrando poder político e poder econômico com a Câmara, que representa a população, com 70 deputados por São Paulo e sete pelo Piauí. Mas os suplentes de senador, a quem representam?

REFORMA AGRÁRIA, NEM PENSAR

Hoje é dia dos três principais candidatos à presidência da República enfrentarem os donos da terra, na Confederação Nacional da Agricultura. Serão apresentados em separado, sem oportunidade de debaterem entre eles, como aconteceu na Confederação Nacional da Indústria.

Para cada plateia um discurso diferente, ainda que Dilma, Aécio e Eduardo devam bater na mesma tecla, falando o que os fazendeiros querem ouvir. Sendo assim, só por milagre defenderão a reforma agrária, preferindo exaltar o agronegócio. Se ousarem aceitar o convite do MST a conversa será bem diferente.*

(*) Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa Online

É MUITA, MUITA INCOMPETÊNCIA…

MAIS UMA BARBEIRAGEM

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governo praticamente acertou a nova operação de empréstimo para o setor elétrico. Serão 6,5 bilhões de reais para a Eletrobras e outros 6,5 bilhões de reais para as distribuidoras. Beleza. Mas quem vai emprestar?

Os bilhões da Eletrobras serão conseguidos assim: 4 bilhões  de reais do Banco do Brasil e 2,5 bilhões de reais da Caixa.

E os bilhões das distribuidora? 3 bilhões de reais do BNDES e 3,5 bilhões de reais de um pool de bancos incluindo o BB e a Caixa.

Em resumo, o governo faz a barbeiragem e tenta corrigir através dos seus bancos, cometendo uma barbeiragem maior ainda.

(*) Blog do  Lauro Jardim

BANANA REPUBLIC

Assim é se lhe parece

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Os suspeitos preparam as perguntas, que entregam a parlamentares amigos; os parlamentares amigos fazem as perguntas que os suspeitos pediram que fizessem; os suspeitos respondem às perguntas que eles mesmos fizeram e os parlamentares amigos, que fingiram fazer as perguntas a sério, se dão por satisfeitos. É um escândalo, claro – mas um escândalo comum, que se repete sempre que há CPI.

A diferença é que desta vez a tramoia foi filmada. O grande escândalo é outro: é o comportamento da oposição. Se a bancada da situação só faz perguntas combinadas, por que os oposicionistas não levantam as questões que devem ser levantadas? Cansaço? Difícil: neste ano, o que não faltou foram dias de folga. Conhecimento? Difícil: o que não falta aos nobres parlamentares é assessoria, fora amplos recursos para estudar e decifrar o caso. Disposição? Talvez este seja o grande problema. Aproveitar a compra da Refinaria de Pasadena, EUA, para desgastar o Governo, é coisa que rende manchetes e não dá trabalho. Mas provar que ali foi gasto um montante injustificável já são outros quinhentos. Exige que o parlamentar faça o detalhamento das acusações, expondo-se a eventuais erros, e pode levar a conflitos com entidades que costumam colaborar em todas as campanhas eleitorais, o que inclui a dos partidos e parlamentares de oposição.

O fato é que a campanha eleitoral é cara e que as tetas em que se alimentam Suas Excelências, de todos os partidos, pertencem às mesmas vacas leiteiras. Tirar-lhes o verde pasto prejudica a todos.

Silêncio, pois, que silêncio vale ouro.

Então, tá

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Hollywood um dia vai filmar essa história. O diretor de uma empresa é acusado pela presidente do Conselho de elaborar um relatório cheio de falhas, que a levou a aprovar um negócio que se revelou ruim. Mas o diretor, embora em outro posto, continua diretor por longos e longos anos. Um dia, quando o negócio se torna conhecido, o referido diretor é demitido. Mesmo assim, recebe total assistência da empresa que o demitiu, com treinamento especializado para depor na CPI e direito de formular as perguntas a que vai responder. Como diria a presidente do Conselho, que tem cara de brava mas é boazinha, É Tóis!

Coisa feia

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Fazer humor com a tragédia do menino que perdeu o braço na jaula do tigre é uma das coisas mais horrorosas que existem. Só há uma mais horrorosa: fazer humor com a tragédia do menino para fins político-partidários. É asqueroso.

O inimigo do Estado

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Quatro policiais foram ao escritório do delegado Romeu Tuma Jr., ex-secretário nacional da Justiça, para levá-lo coercitivamente (em outras palavras, obrigá-lo a comparecer, sob guarda) à Superintendência da Polícia Federal, para depor a respeito das denúncias que fez em seu livro Assassinato de Reputações – um crime de Estado, um best-seller redigido pelo jornalista Cláudio Tognolli. Tuma se recusou a acompanhá-los, pela ilegalidade da ação. E foi à Polícia Federal por vontade própria.

No livro, Tuma faz acusações ao ministro Gilberto Carvalho, ao governador gaúcho (e ex-ministro) Tarso Genro, diz que Lula foi informante de seu pai, Romeu Tuma, diretor da Polícia política da ditadura militar, denuncia uma fábrica de dossiês falsos sobre adversários políticos por gente ligada ao Governo Federal. Segundo diz, todos os ministros do Supremo Tribunal Federal foram grampeados. É por dizer essas coisas que sofre pressões de cima.

Coisa perigosa

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Mandar prender Tuma Jr. para que ele preste um depoimento que nunca se recusou a fazer tem um aspecto curioso: o que está no livro está no livro, não precisa ser reafirmado. E tem um aspecto perigoso: com tanto tempo como delegado, em cargos importantes, Tuma Jr. deve saber muito.

E se quiser contar mais?*

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet.

NO REINADO DA IMPUNIDADE

Em debate na TV, o ficha-suja José Roberto Arruda, ex-governador do DF, zomba da Lei da Ficha Limpa. Qual é a diferença entre ele e o PT?

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Não basta desrespeitar a lei e contar com a impunidade. É preciso ridicularizar o Estado de Direito, reduzir a Justiça a algo menor e fazer do escárnio matéria de campanha.

A Justiça – para esses – deve ser considerada “justiçazinha” e os ministros, ministrins. A iniciativa popular um ponto fora da curva que eles mesmos fizeram com o próprio compasso e régua.

No PT, o acinte e o desrespeito ao Código Eleitoral é diário. Presidente que usa o tempo de trabalho para fazer campanha com uma trupe de assessores.

Multas irrisórias pagas, a pedido do Imperador de São Bernardo, com a contribuição dos militontos. Afinal, estes não sabem o valor do dinheiro que ganham. Mas sabem, e muito bem, que para continuar a receber sem merecer precisam manter a estrutura de poder que afronta o país.

Qual a diferença entre o PT e José Roberto Arruda, o ex-governador do Distrito Federal que teve mandato cassado e foi preso por corrupção — e, agora, lidera as pesquisas de intenção de votopara voltar ao cargo?

Na essência, são feitos do mesmo barro.

O partido que mantém um deputado fugitivo condenado a dez anos de cadeia e outro, sócio de doleiro, não se distingue do bandido que recebe dinheiro público em imagens gravadas.

Se o PT ignora a lei, Arruda foi além. A Lei da Ficha Limpa, segundo ele disse e está no vídeo acima, é uma “leizinha”.

Deve se equiparar a “multinha” pelos crimes eleitorais cometidos pelo PT.

E o Tribunal Superior Eleitoral, a “justiçinha” comandada por um ministrim petista, fecha os olhos e segue o baile.

Existem heranças benignas. Cultura, respeito, estabilidade, ética e futuro.

Outras são as opostas. Mesmo entre estas, algumas são mais danosas que outras.

O escárnio com a Justiça já a faz ser interprete de “leizinhas”.

A última preocupação de qualquer candidato ficha-suja é com a Justiça. Idem para partidos que tentam manter um poder a qualquer custo, com a quebra do preceito legal. Que é crime.

A motivação de Dilma ao fazer campanha em pleno horário que deveria ser de trabalho é a mesma que leva o bandido Arruda a classificar de “leizinha” a que o condena: a certeza da impunidade.

Que em outubro tenhamos – com esforço imenso no novo governo – uma Justiça em lugar de uma “justiçinha”.

E que “leizinhas” sejam entendidas como LEIS, as que a todos obrigam e protegem.

Até continuaremos a assistir crimes diariamente praticados por quem não respeita o Judiciário nem a Justiça.

Desta herança, abrimos mão.*

(*) Post do leitor e amigo do blog Reynaldo-BH, no blog do Ricardo Setti.

 

MENOS UM RATO…

Relator propõe cassação

do mandato de Vargas

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Em sessão encerrada no início da madrugada desta quarta-feira (6), o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), relator do processo contra André Vargas (ex-PT-PR), propôs ao Conselho de Ética da Câmara a cassação do mandato do colega. Concluiu que Vargas quebrou o decoro parlamentar ao se relacionar com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato.

Para evitar que o relatório de Delgado fosse votado, deputados petistas pediram vista do texto, algo previsto no regimento da Câmara. Com isso, o petismo pode ter empurrado a votação para setembro, quando os deputados interromperão novamente a campanha eleitoral para realizar outro “esforço concentrado” na Câmara.

Iniciada na tarde de terça, a sessão do Conselho de Ética teve de ser interrompida quando começaram as votações no plenário da Câmara. Só foi retomada à noite, arrastando-se até o início da madrugada. Mais cedo, antes mesmo da leitura do relatório de Júlio Delgado, Vargas dissera que vai recorrer contra as conclusões do relator em dois foros: a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e o STF.

O amigo de Youssef alega que teve o direito de defesa cerceado. Lorota. Chamado a se defender em quatro oportunidades —a última delas nesta terça—, Vargas preferiu silenciar. As testemunhas que ele arrolou não deram as caras no Conselho de Ética. O acusado tenta ganhar tempo para concluir o seu mandato, empurrando a encrenca com a barriga até o final da legislatura. Depois de passar pelo Conselho de Ética, o pedido de cassação terá de ser apreciado no plenário da Câmara.

Editoria de Arte/Folha

(*) Blog do Josias de Souza

E A GERENTA INCOMPETENTA, HEIN?

Governo fecha socorro a

elétricas com juros maiores

DÉJAVÙ

DISCURSO VAZIO CAUSA DECEPÇÃO AO EMPRESARIADO

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Se o Palácio do Planalto apostava em uma distensão na relação da presidente Dilma Rousseff com o empresariado, depois da sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), é melhor não se entusiasmar muito. Assim que a candidata petista à reeleição encerrou a participação no evento, o consenso entre os presentes foi de que, mais uma vez, a decepção imperou.

Além de não apresentar propostas concretas sobre o que será o seu eventual segundo governo, Dilma não conseguiu dissipar dúvidas importantes a respeito de questões prementes — como os reajustes da conta de energia e da gasolina —, que estão na base do pessimismo que empurra a economia para a recessão. “Saímos da apresentação da presidente com as mesmas indagações que entramos”, diz um integrante do alto escalão da CNI.

A perspectiva era de que Dilma aproveitasse a proximidade com o empresariado — do qual se manteve distante em quase todo o mandato — para apresentar propostas efetivas a fim de reverter o péssimo desempenho da indústria, que contabiliza quatro trimestres consecutivos de retração. Pelo contrário. Ela usou parte de seu tempo na sabatina para reforçar que, não fossem as ações de seu governo, como a desoneração da folha de salário e os empréstimos subsidiados concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o setor estaria pior do que está.

FRUSTRAÇÃO

No mercado financeiro, também houve frustração com a fala presidencial. “Dilma até sinalizou que, se for reeleita, fará mudanças em seu governo. Mas não deu detalhes. Se ela realmente quer reverter o pessimismo que tanto critica, deve ser mais clara no discurso”, ressalta Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners. “Que reformas ela encampará? Reduzirá a intervenção no setor elétrico e na Petrobras? Qual será a política econômica a partir de 2015? Nenhuma dessas questões foi respondida”, acrescenta.

Os dois principais candidatos da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), cumpriram, na avaliação do empresariado, um papel protocolar. Não decepcionaram, mas também não empolgaram como se esperava, ainda que tenham sido bem aplaudidos no fim da sabatina. Para os industriais, os dois precisam dar transparência aos programas econômicos e reforçar o compromisso com reformas, sobretudo a tributária e a trabalhista, para garantir maior dinamismo à economia.

“O discurso da oposição está começando a encorpar. Mas, para convencer a maior parte do eleitorado de que merecem vencer a disputa de outubro, tanto Aécio quanto Campos precisam indicar caminhos seguros de que a mudança de governo não será uma aventura”, assinala um executivo do ramo siderúrgico. “Foram justamente as aventuras do atual governo, como a nova matriz econômica, que aceitou mais inflação para garantir crescimento maior, que nos levaram para o atoleiro”, complementa Eduardo Velho.

MEDO DE REPRESÁLIAS

» Um dado interessante observado pelos presentes na sabatina com os presidenciáveis promovida pela CNI: os empresários que fizeram as perguntas para a presidente Dilma mostraram grande nervosismo. Nem de longe pareceram os executivos que, nos bastidores, cobram, de forma enérgica, medidas para salvar a indústria. Alguns até gaguejaram, como se temessem afrontar a presidente e serem vítimas de respostas nada lisonjeiras da candidata petista à reeleição.*

(*) Vicente Nunes Correio Braziliense – via Tribuna da Imprensa Online

PLIM! PLIM!

NÃO SAIU NA GRANDE MÍDIA: DILMA E LULA RECEBIDOS COM VAIAS EM MONTES CLAROS, DEIXAM O HOTEL PELA GARAGEM

Deu na Folha do Vale

O legado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece não ser suficiente para conter a insatisfação e o desgaste, que vem tomando conta do País. A cidade de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, local escolhido por Lula para tentar alavancar a campanha de Dilma Rousseff, teve momentos de tensão na noite da última sexta-feira, 1 de agosto.

Em Montes Claros, Lula iria expressar todo seu amor pela cidade, já que sua primeira mulher era filha da cidade, mas parece que não funcionou.

Segundo o jornal O Tempo, o tumulto teve inicio quando militantes petistas e universitários se colocaram uns contra os outros em frente ao hotel da comitiva petista. Não houve violência física, mas muito bate-boca, causando preocupação para a segurança presidencial e assessores do governo.

“FILHOS DO PROUNI”

Enquanto os estudantes gritavam “fora Dilma”, os petistas bradavam “fora burguesia”. Um grupo de choque da Polícia Militar de Minas Gerais foi chamado para evitar um confronto. Durante a confusão, os petistas chamaram os estudantes de “filhos do Prouni”, reconhecendo que nem todos que ali protestavam contra a presidente eram de famílias ricas.

Lula e Dilma, que sempre costumam sair dos hotéis pela porta da frente, para cumprimentar simpatizantes, desta vez saíram pela garagem, em veículos com vidros fechados e com apoio dos policiais de choque.*

(*) Tribuna da Imprensa Online

 

A PROPÓSITO

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