VAI TOCAR TERROR NO INFERNO

Já vai muito tarde, Sarney!

00000000000000000000000000

Eu nem sonhava em nascer e ele já circulava em torno do poder, ou do “puder”, como diz. Puxou o saco dos militares quando estavam no comando da política, depois, por obra do acaso, tornou-se presidente da República no lugar de Tancredo Neves.

Em seu governo, o Brasil declarou a moratória da dívida externa, mancha que carregamos até hoje. A hiperinflação destruiu completamente o poder de compra da nossa moeda. O Maranhão, seu “feudo”, é simplesmente o estado com os piores indicadores sociais do país. Um novo estado, o Amapá, foi criado para garantir sua permanência no “puder”.

O ex-presidente Lula, em resposta à sua lealdade mafiosa durante a crise do mensalão, afirmou que ele não pode ser julgado como um “homem comum”. Tal declaração é a perfeita ilustração do patrimonialismo que ele representa melhor do que ninguém. A “coisa pública” tratada como “cosa nostra” pelos fisiológicos. O “coronelismo” nordestino tem em sua figura um ícone exemplar.

A lista poderia continuar ad infinitum. Difícil seria encontrar algum elogio a fazer em uma trajetória tão nefasta. O mais lamentável é que gente como ele acabou sendo associada ao conservadorismo no Brasil, manchando a reputação de uma linha de pensamento louvável, quando pensamos em Edmund Burke e companhia.

Foi um prato cheio para as esquerdas se fartarem também. Como era fácil bradar a bandeira da ética quando o inimigo a ser combatido era alguém como ele! Quem poderia ficar a favor do sistema, quando o sistema era representado por alguém assim? Tanto é verdade que em seu próprio feudo, após décadas de puro descaso, quem lidera as pesquisas é o PCdoB!

Não dá para aliviar. Vaiado e com medo de ser derrotado – apenas por isso – José de Ribamar, mais conhecido como Sarney, deve mesmo anunciar sua aposentadoria, desistindo de disputar mais uma vaga ao Senado com seus 84 anos. Já vai muito tarde. Só não digo que foi o pior político que o Brasil já teve porque certo metalúrgico consegue superá-lo nos estragos causados à nossa República.

Eles, aliás, se merecem. O Brasil é que não merece nenhum dos dois!

(*) Blog do Rodrigo Constantino

BONECO DE VENTRÍLOCO

A VOZ DO DONO

000 - Lula e a voz do dono

Um dos anúncios mais populares da História foi o da RCA Victor, fabricante de aparelhos de som (gramophones), editora de discos, dona de uma das maiores emissoras de rádio dos EUA, a NBC. Um cachorrinho lindo, simpaticíssimo, ouvia atentamente os sons do alto-falante. O slogan era “A Voz do Dono”.

Como o ministro Gilberto Carvalho, um discretíssimo profissional da política, habituado a trabalhar em silêncio, que desandou a fazer discursos e a dar entrevistas, o gramophone da RCA Victor não falava: apenas repetia o que lhe era dito, com a máxima fidelidade possível. As opiniões de Carvalho, como as do alto-falante, não são dele. São de seu chefe máximo, a quem é sempre fiel: Lula.

Gilberto Carvalho é ministro de Dilma mas, quando fala, fala em nome de Lula. E as coisas que anda falando! Que se generalizou no país a insatisfação com o Governo; que o PT se ilude ao imaginar que “o povo pensa que está tudo bem”; que é bobagem dizer que só “a elite branca de São Paulo” vaiou Dilma no estádio do Corinthians – e em tantos outros estádios e shows espalhados pelo país. Culpar “a elite branca”, analisa, é um erro de diagnóstico. “Quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio”. Assume que houve casos de corrupção no PT, e põe a culpa na imprensa não por ter denunciado a corrupção petista, mas pelo tratamento, que considera mais ameno, que dá à corrupção de outros. Tem saudades da antiga militância petista; sente o PT contaminado pelo vírus da velha política.

E, lembremos, Gilberto Carvalho é o outro nome de Lula.

Pensando longe

000 - Lula - Gilbertinho-boneco

Diálogo entre Gilberto Carvalho e a repórter Natuza Nery, da Folha de S. Paulo, autora da entrevista exclusiva:

– Gilberto Carvalho – Precisamos produzir um grande debate interno. Lula tem todas as condições de capitanear isso. Temos que rejuvenescer o partido.

– Natuza Nery – Com Lula candidato em 2018?

– Gilberto Carvalho – Não acho que é contradição. Ele tem uma incrível capacidade de criar o novo.

O dono da voz

0000000000000000000000000

Ou seja, se o eleitor se sente insatisfeito, a culpa é do PT e do Governo Dilma. Corrigir esses erros exige que se chame Lula de volta. Ele é o dono da voz.*

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet

A “ZELITE BRANCA”

DIFERENÇA DE CLASSES

nani2

 

Os dirigentes petistas foram divididos em duas categorias, sábado, na convenção do partido: os vips, com acesso a uma sala onde foram servidos quitutes, sucos e café; e a classe econômica, só com água. E os delegados tiveram apreendidos biscoitos, frutas e barras de cereal que carregavam na bolsa por questão de segurança.*

(*) Blog do Ilimar Franco.

FECHANDO O CERCO…

PSB reabriu negociação

com o PSDB em Minas

 000 - convenção do pt

 

O PSB de Eduardo Campos reabriu em Minas Gerais a negociação com o PSDB de Aécio Neves. Cogita abandonar a ideia de lançar um candidato próprio ao governo mineiro, reativando o acordo que previa o apoio à coligação encabeçada pelo tucano Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações de FHC. A decisão deve sair até sexta-feira (28).

Em articulação que traz as digitais de Aécio, o entendimento pode ultrapassar as fronteiras de Minas. Restabelecendo-se as relações, o PSDB pode apoiar a candidatura à reeleição do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, do PSB. Nessa hipótese, o tucanato interromperia o diálogo com Paulo Hartung, que disputará o governo capixaba pelo PMDB.

A parceria mineira de PSB e PSDB já havia sido acertada entre Aécio e Campos. Combinara-se que um apoiaria o candidato do outro nos seus respectivos Estados. O tucanato cumpriu o combinado, ingressando na canoa de Paulo Câmara, o candidato do PSB ao governo de Pernambuco. Mas Campos, sob influência de sua vice, Marina Silva, optara por desenvolver um projeto próprio na terra de Aécio.

Sobreveio, porém, uma queda de braço entre PSB e Rede. A legenda de Campos queria lançar o deputado federal Julio Delgado. O movimento liderado por Marina preferia o professor e ambientalista Apolo Heringer. Principal liderança do PSB no Estado, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, não desejava nenhum dos dois.

Eleito e reeleito com o apoio de Aécio, Lacerda sinalizara em privado que não romperia os laços que o unem ao PSDB. Ergueram-se barricadas também na Assembléia Legislativa mineira. Ali, a bancada do PSB integra o bloco de apoio aos governos tucanos desde o primeiro mandato de Aécio, inaugurado em 2003.

Rachado, o PSB de Minas e seus “hóspedes” da Rede realizaram no último sábado uma convenção tumultuada. Que decidiu não decidir. Transferiu-se para as Executiva estadual a tarefa de dissolver a encrenca. Conduz o processo o próprio Julio Delgado, que preside o diretório mineiro do PSB. No momento, discute-se a melhor maneira de reencaixar os candidatos a deputado do PSB na coligação proporcional capitaneada pelo PSDB.

Se vingar, o acordo representará mais uma derrota de Marina Silva. Enrolada na bandeira da “nova política”, a vice de Eduardo Campos defendia a construção de palanques estaduais próprios, num modelo em que a prática se ajustaria ao discurso. A tese de Marina já havia naufragado em São Paulo, onde o PSB se coligou com o tucano Geraldo Alckmin.

Malograra também no Rio, um Estado em que a legenda de Campos esvaziou a opção Miro Teixeira (Pros), para associar-se à candidatura petista de Lindbergh Farias. Fracassara, de resto, em praças como o Paraná, onde o PSB renovou uma antiga aliança firmada com o governador tucano Beto Richa, candidato à reeleição. Por último, a pregação de Marina volta a fazer água em Minas Gerais. Ela já avisou: nos Estados em que as alianças do PSB destoarem dos seus objetivos, a Rede balançará por conta própria.

—————————————-

Tucanos tentam obter

‘neutralidade’ de PP e PR

nani2

A seis dias do encerramento do prazo legal das convenções partidárias, o PSDB realiza uma espécie de arrastão no conglomerado governista. Tenta empurrar para fora do bloco pró Dilma Rousseff o PP e o PR. O tucanato já não tem esperanças de obter o apoio à candidatura presidencial de Aécio Neves. Mas não desistiu de arrancar das duas legendas um compromisso de “neutralidade”.

Prosperando a articulação, PP e PR não apoiariam nenhum candidato no plano federal. E o tempo de propaganda de ambos no rádio e na tevê —pouco mais de 2 minutos— seria rateado entre todos os presidenciáveis, em vez de ser integralmente cedido a Dilma. O problema é que os tucanos não jogam sozinhos.

O Planalto farejou o cheiro de queimado. E colocou em campo seus melhores zagueiros. Joga-se um jogo parecido com o futebol. Só que canelada conta ponto a favor. E o ‘bicho’ transita por baixo da mesa, podendo ser reajustado com a partida ainda em andamento. O governo avalia que dispõe de milhões de argumentos.

O PP realiza sua convenção nesta quarta. Seu presidente, o piauiense Ciro Nogueira, faz tabela com Dilma. Os principais trunfos de Aécio são os diretórios de Minas, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. A convenção do PR já ocorreu. Mas decidiu apenas delegar à Executiva a atribuição de escolher a cor do uniforme que irá vestir na disputa presidencial.

Além de segurar PP e PR, o Planalto move-se para reverter a trajetória da bola que o PTB lançou nas costas de Dilma no último sábado. Presidente da legenda, o ex-deputado Benito Gama anunciou em nota que o PTB e seus cerca de 40 segundos de propaganda migraram para Aécio. Em lances subterrâneos, o Planalto faz ver à bancada de congressistas do suposto ex-aliado que o gol contra pode resultar em prejuízos incalculáveis. Submetidos ao jogo bruto, deputados do PTB dobram os joelhos.*

(*) Blog do Josias de Souza

 

VADE RETRO…

Análise: Senador tentou viabilizar nova eleição, mas temeu derrota

00000000000000000000000000000aaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Há anos José Sarney vem sinalizando que iria seaposentar da política eleitoral. Numa entrevistapublicada pela Folha em 31 de dezembro de 2012, disse: “Na minha idade, não posso jamais pensar em ser candidato novamente ao Senado (…) Mandatos eletivos não vou ter mais”.

Mas o político maranhense –radicado eleitoralmente no Amapá– agia sempre de maneira oposta. Nos últimos cerca de 30 dias, Sarney tentou de todas as formas rearticular suas forças políticas para viabilizar mais uma eleição. Tinha poucas esperanças. Nesta segunda (23), vieram as vaias contra ele durante a passagem da presidente Dilma por Macapá. A inviabilidade do projeto ficou evidente. Até o seu aliado mais heterodoxo, o PT, não teria mais como acolhê-lo.

No seu entorno, ninguém duvida: se tivesse segurança de vitória, Sarney disputaria a eleição. Só anunciou a aposentadoria pois não quer ser expelido da política com uma derrota eleitoral nas costas.

Uma nova eleição ao Senado o levaria a um eventual mandato até 2022, quando estaria com quase 92 anos. Hoje, aos 84, já é um dos políticos há mais tempo em atividade. Chegou à Câmara como deputado pelo Maranhão em 1955. Nunca mais se desgrudou dos cargos eletivos. Já foi de tudo, inclusive presidente da República (1985-1990).

Coerência não foi uma marca de Sarney. Ele presidiu o PDS (sigla que sucedeu à Arena, de sustentação à ditadura militar), foi cacique do PMDB (sucessor do MDB, de oposição aos militares), aliado do PSDB (no governo FHC) e do PT (desde o governo Lula).

Afável no trato, agudo nas observações e com trânsito por todo o espectro ideológico, Sarney se tornou num oráculo dos políticos em Brasília. Na dúvida sobre como agir, muitos o consultavam. Foi assim com FHC, Lula e Dilma.

O outono de sua carreira deve ser só eleitoral. Até porque, ele sempre repete: “A política só tem uma porta. Não tem porta de saída. Não poderei deixar de fazer política, de ser político”.*

(*) FERNANDO RODRIGUES – FOLHA DE SÃO PAULO

SE AFOGANDO NUM PIRES…

Foto, filme, flashback

 000 - Dilma - afogando

Com 39% das intenções de voto na pesquisa Ibope/CNI da semana passada, Dilma Rousseff (PT) está onde estava quatro anos atrás, no mesmo mês, no mesmo instituto, na mesma corrida eleitoral. As taxas são quase iguais, mas pesquisa não é foto, é filme. E, embora o recorte de um fotograma possa servir à propaganda, até o mais fervoroso petista sabe que a história eleitoral de 2014 é muito diferente da que elegeu Dilma.

Em junho de 2010, o governo Lula tinha 75% de ótimo/bom e sua aprovação só aumentava. O otimismo econômico se espraiava por todos os lados: a maioria aprovava não apenas o combate à fome e à pobreza, mas à inflação e ao desemprego. A percepção de que o noticiário era mais favorável ao governo era três vezes maior do que as percepção de más notícias. Quase uma euforia.

Naquele contexto, a estratégia da campanha de Dilma era elementar. Bastava associá-la a Lula na cabeça do eleitor. À medida que o nome da petista ia sendo reconhecido como a candidata do presidente, Dilma subia nas pesquisas. Naquele mês de junho, ela, pela primeira vez, alcançava a liderança isolada: 38%, contra 32% de José Serra (PSDB). Apenas dois meses antes, o tucano tinha 11 pontos de vantagem sobre ela.

Nas semanas seguintes, Dilma foi vendo aumentar sua intenção de voto: 43% em agosto de 2010, 51% no começo de setembro. Na inversa proporção, Serra caía de 40% em abril para 32% em meados de agosto e 27% em setembro. Ainda assim houve segundo turno, mas o resultado final da eleição é conhecido.

Corta para 2014. Qualquer semelhança entre o flashback de quatro anos atrás e o cenário atual resume-se aos 39% de Dilma no Ibope. A taxa de ótimo/bom do governo não é nem metade do que era quando Dilma foi candidata pela primeira vez. Os 31% atuais são, talvez, a linha de resistência da petista, mas são também seu patamar mais baixo desde que ela chegou ao poder.

Ao contrário de 2010, o pessimismo econômico é que se espraia para outras áreas de avaliação do governo. Combate à inflação e ao desemprego, saúde, segurança, educação, todos têm avaliações mais negativas do que positivas. Até o combate à fome e pobreza, maior símbolo petista, tem sua maior taxa de desaprovação desde que o PT assumiu o governo em 2003:53%.

A agenda é quase toda negativa para Dilma. A percepção de que as notícias são ruins para o governo é quatro vezes mais forte entre os eleitores do que a percepção do noticiário positivo. A euforia virou depressão.

Em função de tudo isso, o desejo de continuidade que regeu a eleição de 2010 transformou-se em desejo de mudar para pelo menos dois terços do eleitorado. Ao ponto de o marketing da petista incorporar o termo “mudança” ao seu vocabulário.

Nesse cenário, é até surpreendente que Dilma se sustente há quatro meses no patamar entre 37% e 40% das intenções de voto, segundo o Ibope. Ao contrário de 2010, a presidente segura-se no eleitorado mais pobre e menos escolarizado. Assim ela se mantém no jogo até que a propaganda comece na TV, e Lula possa, mais uma vez, atuar como seu principal cabo eleitoral.

Mas há uma diferença fundamental em relação a 2010. Há quatro anos, bastava Lula dizer que Dilma era sua candidata. Agora, ele precisa convencer o eleitor de que ela, a despeito da piora das expectativas e do desejo de mudança, é a melhor para fazer aquilo que o eleitor quer. É um desafio muito maior.

Se o cenário é esse, por que a oposição não avança mais? Questão de tempo, dirão Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Talvez. Mas é sintomático que os nanicos tenham chegado a 9% das intenções de voto antes de se tornarem conhecidos pela propaganda de TV. É sinal de que o eleitor está insatisfeito com as cartas que lhe deram e busca um curinga. Pode rir por último.*

(*) José Roberto de Toledo – Estadão

O GRANDE LEGADO…

GDF pede prazo maior para explicar

superfaturamento no Mané Garrincha

0000000000000000000000000000aaaaaaaaaaaaaaacopadomundo

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu prorrogação no prazo para explicar o possível superfaturamento no Estádio Mané Garrincha, que vai sediar sete jogos na Copa do Mundo. No início de março, relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal e Territórios (TCDFT) apontou indícios de superfaturamento de R$ 431 milhões na execução da obra, o que elevaria o investimento total do estádio para aproximadamente R$ 1,9 bilhão.

O TCDFT esperava o posicionamento do governo, que tem um prazo de 120 dias contados a partir de janeiro para se explicar oficialmente. Porém com o pedido formal de prorrogação, isso possivelmente só acontecerá depois do Mundial. Desde 2010, o Tribunal faz auditorias e conseguiu reduzir em R$ 179 milhões os custos da obra.

O Mané Garrincha é considerado o terceiro estádio mais caro do mundo. A arena da capital federal brasileira perde apenas para Wembley, na Inglaterra, e o Stade de Suisse, na Suíça.

Segundo dados colhidos pelo TCDFT durante visitas e análise de contratos, o custo do estádio dobrou desde o início da obra. A previsão inicial, em 2010, era de aproximadamente R$ 700 milhões e, atualmente, o valor oficial é de R$ 1,4 bilhão.

A análise mostra supostos gastos excessivos para justificar a mudança de valores. Entre eles, desperdício de materiais, erro no cálculo do transporte de peças, aluguel de caminhões a mais, atraso na isenção de impostos e o fato de o governo ter livrado o consórcio responsável de pagar multa por atraso.

Por meio de nota, a época, a Coordenadoria de Comunicação para a Copa negou as irregularidades e a denúncia de superfaturamento. De acordo com o governo, o relatório do TCDF é preliminar e lista itens pontuais para esclarecimentos da Novacap e do Consórcio Brasília 2014.

“O valor do investimento no estádio não aumentou. Destacamos que o investimento total é de R$ 1,4 bilhão, e ainda pode ser reduzido para R$ 1,2 bilhão em virtude da previsão de abatimento de créditos do Regime Especial de Tributação para Construção, Ampliação, Reforma ou Modernização dos Estádios de Futebol (Recopa)”, diz o comunicado.

Em relação ao aumento do valor previsto em 2010, a coordenadoria alega que os custos para a construção do estádio na época eram relacionadas apenas ao esqueleto do estádio. “Não é correto afirmar que R$ 670 milhões eram o valor total previsto para a construção. E é preciso destacar que a obra foi contratada a partir de licitações distintas. A primeira delas, no valor de R$ 696 milhões, foi assinada em 2010 entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Consórcio Brasília 2014, responsável pela obra civil”, completa.

O pedido de prorrogação para explicar os valores, no entanto, aconteceu apesar do governo destacar a facilidade de comprovar seus dados. Procurada pelo Contas Abertas, a Coordenadoria de Comunicação da Copa afirmou que só poderia responder aos questionamentos na terça-feira (24), já que na última sexta-feira (20), em razão do feriado de quinta, e nesta segunda-feira (23), em razão do jogo do Brasil em Brasília, foram decretados pontos facultativos no Distrito Federal.

(*) Dyelle Menezes – Contas Abertas

PISANDO NA BOLA

Romário marca gol contra e

pode pendurar as chuteiras

Essa dupla de ataque vai bater cabeça...

Essa dupla de ataque vai bater cabeça…

Romário é o garoto-propaganda de uma famosa marca de sandálias. No comercial, ele fica apenas com o pé direito, e manda o pé esquerdo para Diego Maradona, na Argentina. Monotemático como sou, já puxo logo o sentido para a política: o Brasil precisa começar com o pé direito mesmo, pois ninguém aguenta mais tanto esquerdismo. Já o camarada tem o que merece: não só seu país afunda cada vez mais na desgraça por conta das trapalhadas da esquerda local, como ele mesmo é um conhecido bajulador de ditaduras socialistas.

Mas fora das telas o baixinho fez o contrário: resolveu calçar o pé esquerdo e marcou um baita gol contra. Seu partido, o PSB, oficializou neste sábado o apoio à pré-candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do estado pelo PT. O deputado federal Romário também foi confirmado como candidato ao Senado pela chapa. Trata-se, nas palavras de Sirkis, de uma verdadeira “suruba” política. O PSB é o partido de Eduardo Campos, que se diz oposição. Em São Paulo fechou com Geraldo Alckmin, do PSDB, o que faz mais sentido. No Rio, associou-se ao PT de Dilma!

O tema da corrupção tem sido destaque nos discursos de Romário, que se tornou um duro crítico dos gastos para a Copa. Posar ao lado de “Lindinho”, representante do PT local e ele mesmo envolvido em alguns escândalos de corrupção, é simplesmente algo muito incoerente. É um tiro no pé, uma decisão “pragmática” que pode custar muito caro ao ex-jorgador, no começo de sua carreira política. Seria análogo a ele escolher jogar pela Argentina em uma Copa do Mundo contra o Brasil, pois quem defende o PT hoje joga contra o país.

Arrisco dizer que, se o povo carioca tiver um pingo de juízo, tanto Lindbergh Farias como Romário vão perder, o que poderá simbolizar o fim precoce de sua vida política. O baixinho terá de pendurar as chuteiras mais cedo do que imaginava. Mandou muito mal, sacou, “peixe”?

(*)  Blog do Rodrigo Constantino

DITADOREZINHOS DE MIERDA

“Repórteres Sem Fronteiras”, a mais respeitada organização mundial em defesa da liberdade de imprensa, critica a lista de colunistas “inimigos” do governo feita por energúmeno do PT

Alberto Cantalice (Foto: PT)

Alberto Cantalice:  um joão-ninguém e um zero à esquerda que agride o vernáculo e coloca a culpa pelo desandar do governo em alguns de seus críticos (Foto: PT)

Como se sabe, um certo energúmeno chamado Alberto Cantalice, um joão-ninguém que ostenta o título de “vice-presidente nacional” do PT e “coordenador de mídias sociais” do partido, seja lá o que isto signifique, conseguiu seus 15 minutos de fama — vá lá, talvez sejam 15 dias.

Obteve forte atenção da mídia ao escrever uma catilinária em que, além de agredir o vernáculo, esse zero à esquerda agride “setores elitistas albergados na grande mídia” (sete colunistas e dois humoristas) acusando-os, sem um milionésimo de grama de qualquer tipo de prova, de incentivar ofensas à presidente Dilma e até de estimular “azelite” a “maldizer os pobres”.

Vale a pena reproduzir uma parte do bestialógico que publicou na página do PT na internet:

“Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Seus paroxismos odientos revelaram-se com maior clarividência na Copa do Mundo”.

repórteres sem fronteiras

Ao apontar os nove “inimigos da pátria”, no melhor estilo nazifascista — entre os quais incluiu, como se pode verificar, os colegas do site de VEJA Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo –, essa perfeita nulidade, até agora desconhecida pelo grande público, entrou na mira dos processos judiciais que pelo menos três integrantes da relação já revelaram que iniciarão nos próximos dias.

E mereceu a atenção da mais conhecida e respeitada entidade que defende a liberdade de imprensa e a incolumidade física dos jornalistas, a organização internacional Repórteres Sem Fronteiras, que manifestou em seu site (versão em inglês) preocupação com o fato de o lulopetismo organizar e divulgar uma lista de jornalistas incômodos para o poder.

LEIAM O TEXTO DA REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS:

Brasil — Vice-líder do partido do governo classifica jornalistas como “pitbulls”

A tensão entre o governo e os jornalistas da oposição acaba de subir de tom.

Num artigo publicado a 16 de junho de 2014 no site do Partido dos Trabalhadores (PT), atualmente no poder, o vice-presidente do partido Alberto Cantalice estabelece uma lista negra de jornalistas designados como os “pitbulls da grande mídia”.

Para o dirigente petista, o ódio de Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes Diogo Mainardi, Lobão e dos humoristas Danilo Gentili e Marcelo Madureira contra as medidas progressistas dos governos Lula e Rousseff se tornou ainda mais evidente desde o começo do Mundial, que esperam que fracasse.

Esses “inimigos da pátria” não demoraram a responder. O jornalista Demétrio Magnoli denunciou em Globo um artigo “calunioso” e uma ação de propaganda por parte do PT. Magnoli se mostra preocupado pelo fato de um político do partido no poder convidar à “caça” dos jornalistas opositores “na rua”. Já Reinaldo Azevedo, da revista VEJA, afirmou sua intenção de processar Alberto Cantalice por “difamação”.

Repórteres sem Fronteiras expressa sua inquietação pelas graves acusações dirigidas contra os jornalistas provenientes de um alto cargo do PT”, declara Camille Soulier, responsável da seção Américas da organização. “Não ignoramos o contexto polarizado da mídia, que pode exagerar o descontentamento geral. No entanto, as dificuldades sentidas pelo PT não justificam o recurso à propaganda de Estado.”

Essas acusações foram lançadas num clima social tenso, com a multiplicação de movimentos populares contra as despesas do governo com a Copa do Mundo. A polícia militar tem respondido através da força e alguns jornalistas foram agredidos.

No total, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) já contabilizou 17 agressões de jornalistas no âmbito de manifestações desde a abertura do Mundial. Entre as vítimas, contam-se correspondentes da CNNe de agências internacionais, como a Reuters e a Associated Press, assim como jornalistas da mídia local ou profissionais independentes. Karinny de Magalhães, jornalista e ativista do coletivo Mídia NINJA, foi detida e espancada até desmaiar.

Aos 17 casos citados se juntou a detenção arbitrária de Vera Araújo, do diário O Globo, no passado dia 15 de junho, elevando para 18 o número de abusos. A jornalista estava filmando a detenção de um turista argentino e acabou também sendo presa. Uma investigação foi aberta contra o policial militar responsável pela detenção.

O Brasil se situa no 111º lugar em 180 países na última Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborada por Repórteres sem Fronteiras. Por ocasião da Copa do Mundo de futebol, a organização lançou uma campanha para sensibilizar o público sobre a situação da liberdade de informação nos países participantes.*

(*) Blog do Ricardo Setti