DE PONTA CABEÇA

Um desastre de Lula/Dilma

Não ouviram o sábio ensinamento do xeque Yamani, inventor da Opep:
a Idade da Pedra não terminou por falta de pedra

00000000000000000000000000000imagem_bla

O preço do petróleo tem ciclos e pelo menos parte da história funciona assim. O mundo entra em um período de crescimento — e aí falta o combustível, cuja produção estava ajustada à demanda anterior, de baixa expansão econômica. Sobe o preço do petróleo e isso viabiliza mais investimentos na exploração e produção de óleo, especialmente quando se supõe que o crescimento global é duradouro.
E as pessoas têm uma tendência irresistível de achar que agora vai, e vai por muito tempo. Daí, podem acontecer duas coisas: o ciclo de expansão é longo ou curto. Neste último caso, o preço do petróleo cai e volta logo ao patamar anterior, pois a oferta fica maior que a demanda, diminuída com a redução do crescimento do PIB mundial.

Procurar, explorar e produzir petróleo novo não é atividade trivial. Requer muita tecnologia e investimentos pesados. Se o ciclo de expansão global for muito curto, às vezes nem dá tempo de se iniciar a busca. Investimentos são paralisados ainda na fase de planejamento.

Mas se o período de crescimento for longo o suficiente, os novos investimentos vão a campo, viabilizados pela contínua alta da demanda. Foi o que aconteceu nos anos 90 e no início deste século 21, até a grande crise de 2008/09. O consumo mundial de óleo subiu o tempo todo e chegou aos 93 milhões de barris/dia.

Preços foram para a lua e viabilizaram mesmo a produção do petróleo caro — e caro, nesta história, é sempre em relação à mixaria que se gasta na Arábia Saudita para tirar um barril de óleo bom: menos de US$ 5. Para comparar: nosso petróleo mais barato, o da Bacia de Campos, sai por algo como US$ 15 o barril.

Já o óleo novo, do pré-sal, varia de US$ 30 a US$ 70. No seu programa de investimentos até 2018, a Petrobras fez todas as contas considerando o barril a US$ 100 na média do período.

Pois o preço está abaixo dos US$ 60.

Ficando assim, inviabiliza alguns campos e reduz as margens de lucro de todos os outros. Quer dizer, o investimento fica proporcionalmente mais caro.

Quando se olha para a economia mundial, o que se vê hoje? Entre os desenvolvidos, só os EUA vão bem. A recuperação ainda é moderada, diz o Federal Reserve, Fed, o banco central deles. Mas é muito melhor do que ocorre no Japão e na Europa, onde só a Inglaterra tem dados animadores.

A China, motor emergente, está em clara desaceleração. Em consequência, o resto do mundo necessariamente cresce menos. E não dá alimento para novas altas do petróleo.

Para alguns economistas, o capitalismo já era, de modo que, no máximo, teremos ciclos muito curtos de crescimento modesto. O que vem depois? Não dizem. Não sabem.

Mas se aceitarmos que o capitalismo é o melhor sistema que a humanidade conseguiu criar, a melhor ideia disponível, então certamente teremos novos longos ciclos de crescimento.

Portanto, para os países que têm boas reservas de petróleo, é só ter calma, moderar os investimentos atuais (fatal), mas ficar preparado para um novo ciclo de crescimento global. Certo?

Mais ou menos. É verdade que o óleo negro é a mais eficiente fonte de energia jamais descoberta.

Mas é poluente. Isso não era importante quando se iniciou a era do petróleo, mas agora, obviamente, é.

Além disso, acontece que boa parte da humanidade, a maior parte, está farta dessa dependência do petróleo. Primeiro, porque dá excessivo poder político aos donos do óleo. Segundo, porque transfere muita riqueza a esses donos. Depois, porque picos e vales dos preços desarrumam a economia global, ora gerando inflação, ora deflação.

Resultado, está todo mundo procurando e desenvolvendo outras fontes de energia que, a cada dia, tornam-se mais viáveis, econômica e tecnicamente. Aqui cabem desde as novas formas de se obter óleo e gás, como a extração do xisto, até as outras fontes, etanol, palha de cana, vento, sol, e um mundo de alternativas nas quais trabalham centros de tecnologia pelo mundo afora.

Tudo considerado, fica evidente que o Brasil, nos governos Lula e Dilma, perdeu uma imensa oportunidade. Cinco anos sem leilão para a exploração de novas áreas, enquanto se discutia e se tentava aprovar a nova forma de dividir o dinheiro do óleo, deixaram um enorme prejuízo. Perdeu-se um momento de preço alto, que certamente atrairia investimentos, nacionais e estrangeiros, ávidos pelos novos campos.

Quando se juntam a cobiça e a miopia política, histórica e econômica, o resultado só pode ser um imenso desastre. Lula e Dilma anunciaram a autossuficiência em petróleo e a devolução da Petrobras ao povo brasileiro, para terminar importando combustível caro e jogando a Petrobras no mar da corrupção e do atraso. Sem contar a quase destruição do etanol. Pode haver desastre maior que esse?

Não ouviram o sábio ensinamento do xeque Yamani, inventor da Opep: a Idade da Pedra não terminou por falta de pedra.*

(*) Carlos Alberto Sardenberg, O Globo

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone

E A ENGANAÇÃO CONTINUA…

Dilma diz que superou extrema pobreza;

números mostram o contrário

0000000000000000000000000000000010891589_361476847365325_6646022205141903397_n

“No meu primeiro mandato, superamos a extrema pobreza”, disse a presidente Dilma Rousseff no discurso de posse, realizado, há pouco, no Congresso Nacional.

Dilma insiste no discurso do fim da pobreza enquanto os números mostram o contrário.

Em 5 de novembro, dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) mostraram que a miséria aumentou pela primeira vez em dez anos.

Em 2013, houve aumento de 3,68% no número de indivíduos considerados abaixo da linha da pobreza – passaram de 10.081.225 em 2012 para 10.452.383.*

(*)  Gabriel Garcia, no blog do Noblat

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone

VAI SER UMA PEDREIRA…

Os problemas que ameaçam arrastar

ladeira a baixo o governo Dilma 2

- sem moleza

2015 chegou com pelo menos três graves problemas a serem enfrentados pelo governo Dilma 2. Um deles deverá nos atingir diretamente no bolso. Portanto, comecemos por esse.

A política econômica do governo Dilma1 foi um desastre para o país – e uma maravilha para reeleger Dilma.

Em 2014, a presidente passou batida pela maioria das medidas que, uma vez tomadas, talvez lhe custasse o segundo mandato.

A política econômica do governo Dilma 2 está destinada a pôr ordem nas contas públicas  – e a desarranjar as contas particulares de muita gente.

Domar a inflação e fazer o país voltar a crescer de forma sustentável – eis o complicado desafio a ser vencido ou não pelo governo Dilma 2.

Faça-se o mal de início e com todo o vigor para ao cabo se fazer o bem aos poucos. A receita servirá para pavimentar o caminho de retorno de Lula em 2018.

Os outros dois problemas graves que o novo governo Dilma terá pela frente: o que fazer para recuperar a Petrobras? Como lidar com os políticos citados no escândalo da roubalheira na Petrobras?

A Petrobras perdeu em 2014 40% do seu valor. A empresa com mais de 80 mil funcionários deixou de ser o orgulho dos brasileiros.

Não seria tão complicado assim reabilitá-la. Primeiro, Dilma deveria substituir toda a sua diretoria – da presidente Graça Foster até o mais desimportante dos gerentes.

Segundo, anunciar o fim do loteamento político dos cargos da empresa. Terceiro, escalar para comandar a empresa uma equipe de técnicos reconhecidamente capazes.

O que impede que Dilma proceda assim? Ela mesma e sua fidelidade eterna à amiga Graça.

O último dos três mais graves problemas a marcarem o início do Dilma2: os políticos que se beneficiaram da corrupção na Petrobras. Como o governo deverá agir em relação a eles?

Dê-se de barato que a quase totalidade desses políticos faz parte da base de apoio do governo dentro do Congresso e fora dele. Eles esperam que Dilma seja capaz de socorrê-los, mantida a devida discrição.

Aqui mora o perigo: se o distinto público se convencer da cumplicidade do governo com esses políticos em apuros, o Dilma 2 correrá o perigo de ser arrastado pelo escândalo ladeira a baixo. E aí adeus ao Lula 3.*

(*) Blog do Noblat

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone

PAÍS DAS NULIDADES

O presente de Ano Novo de Dilma é o Ministério

mais mequetrefe da história da República

(Ilustração: dreamstime.com)

Um ministério de anônimos, de nulidades, de gente que está lá só porque é dono de legenda ou perdeu a eleição. Não há sequer um Grande Brasileiro no time, o pior da história de 125 anos de República (Ilustração: dreamstime.com)

Voltar de férias é bom, quando se tem paixão pela profissão, como é meu caso. O problema é, após um interregno no exterior, tornar a encarar certas realidades brasileiras — que nos afligem justamente porque gostaríamos que “eztepaiz” fosse muito, mas muito melhor.

São tantas as mazelas que custa apreender as novas, mas avultam dados como o espetacularmente ruim desempenho das contas públicas — o pior em quase duas décadas: o governo da “presidenta” Dilma deveria economizar 99 bilhões de reais para pagar os juros da dívida que ela vem sistematicamente tornando maior, e o resultado pífio, ridículo, foi um… déficit de 19,6 bilhões. A lei imoral que retocou, num passe de mágica, as obrigações que o governo assumira para com o Orçamento não mudam essa realidade, só a tornam mais dramática.

E então começam cortes e restrições – aquilo que o PT espalhou que Aécio Neves faria –, como os anunciados ontem (arrocho no seguro-desemprego, no auxílio-doença, no pecúlio por morte, no abono do PIS), necessários para que a Previdência não vá para o buraco mas justificados pelo chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, com reveladora fisionomia patibular, como apenas “ajustes”.

Para não falar, é claro, do escandaloso ministério de nulidades que a presidente vem montando, aos trancos e barrancos, fatiando o poder para partidos ávidos de cargos e vantagens e, curiosamente, sob um coro de reclamações dos próprios aquinhoados.

Fiz questão de pesquisar, demoradamente, os ministérios desde a proclamação da República, em 1899, e cheguei à conclusão de que nenhum — NENHUM — presidente ostentou, até hoje, um gabinete tão mequetrefe, tão insosso e com tantas figuras zero à esquerda como a Dilma versão 2015.

Mesmo presidentes medíocres, até presidentes desastrosos tiveram grandes ministros. João Goulart (1961-1964), em sua gestão destrambelhada, contou com Celso Furtado como ministro do Planejamento e, na Fazenda, com nomes de envergadura e respeitabilidade como os do ex-chanceler San Thiago Dantas ou do professor Carvalho Pinto, um dos melhores governadores da história de São Paulo.

Integraram o ministério de Fernando Collor (1990-1992), entre outros, o professor José Goldemberg, ex-reitor da USP e físico de renome internacional, Ozires Silva, criador da Embraer, o diplomata e intelectual de primeira Sérgio Paulo Rouanet, o sociólogo Hélio Jaguaribe e o cardiologista Adib Jatene, recentemente falecido e respeitado em todo o mundo.

José Sarney (1985-1990) abrigou figuras do quilate do banqueiro Olavo Setúbal, do senador e futuro ministro do Supremo Paulo Brossard, do economista Luiz Carlos Bresser Pereira e do jurista Saulo Ramos.

A mesma história havia ocorrido com presidentes apagados da República Velha, cujas eminências ministeriais poderiam ser citadas às dezenas, de Rui Barbosa a Afrânio de Mello Franco.

Com Dilma, não.

Não há traço de um Grande Brasileiro presente nesse ministério — pelo contrário.

É uma mistura de um ou outro técnico correto com políticos de segunda, perdedores de eleição recompensados com cargo público, donos de legenda cujo principal mérito é exata e somente este, anônimos que se vêem alçados a cargo ilustre única e exclusivamente por pertencerem a partidos “da base aliada” — o critério de boa gestão é o último a contar – e puras e simples nulidades.

Santo Deus, por melhor boa vontade que se tenha para com os indicados por Dilma, quais são as qualidades de gestor público do filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para ocupar um ministério, ainda que o da Pesca?

O que poderá fazer o ex-deputado comunista Aldo Rebelo, político experiente, sem dúvida, mas que nem curso superior concluiu, na pasta de Ciência e Tecnologia?

Na Educação — logo ali, no âmago dos problemas brasileiros — de onde será que Dilma tirou que a solução seria um populista primitivo como o ex-governador do Ceará Cid Gomes, do qual não se conhece um estudo, um discurso, um bilhete sequer que o credencie ao posto?

Além de eventualmente manipular seu smartphone, o que entende de Comunicações o ex-sindicalista bancário Ricardo Berzoini, agora ministro?

Haja paciência, como diria o grande jornalista Fernando Pedreira.*

(*) Blog do Ricardo Setti

 
Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone

TROGLODITA JURAMENTADO

Aldo Rebelo no Ministério da Ciência

é o Rei Herodes no berçário…

 0000000000000000000000000000000AUTO_sponholz124

“Como você vai fazer um barco navegar contra o vento e contra a corrente, só acendendo uma fogueira embaixo do deck?”, perguntava-se, publicamente, em 1803, Napoleão Bonaparte, sobre o barco a vapor do engenheiro americano Robert Fulton.

“Colocar um homem em um foguete e projetá-lo até o campo gravitacional da Lua – talvez pisar lá – e voltar à Terra: tudo isto constitui um sonho maluco digno de Júlio Verne. (…) Este tipo de viagem feita pelo homem nunca vai acontecer, independentemente de todos os avanços no futuro”, estabeleceu o físico Lee DeForest, em 1957.

“Pessoas bem informadas sabem que é impossível transmitir a voz através de fios e que, se fosse possível fazer isto, esta coisa não teria valor prático algum” – editorial do Boston Post, em 1865, redigido por um jornalista, indignado com a invenção do telefone.

O novo ministro da Ciência, Aldo Rebelo, é comunista de carteirinha e também  jornalista.

Entregar a ciência a Aldo Rebelo é como entregar o berçário ao Rei Herodes. E as patacoadas disparadas contra as invenções científicas mais populares, como você leu acima, é o que devemos esperar de Rebelo. Se ele resolver abrir a boca, é claro.

Não vai aqui nenhum ataque pessoal, ad hominem, contra Rebelo. Filiado ao PC do B desde 1977, seria de se estranhar se ele não fosse um comunista profissional.

O que é o comunista profissional? É aquele para quem só existe aquilo que podemos tocar com as mãos (para eles, assim sendo, Gisele Bundchen não existe…) Afinal, “a prova da existência do pudim está em comê-lo”, notava Engels, co-autor do Manifesto do Partido Comunista.

Uma parente deste blogueiro esteve em Lisboa de férias. Quebrou a sola de seu sapato. Foi num velho sapateiro lisboeta comunista para consertar tudo. Pediu: “O senhor pode trocar?”. Ele disse que sim. E que ela voltasse em meia-hora.

Trinta minutos depois ela volta. A sola do sapato esquerdo, quebrada, foi colocada na do direito, e vice-versa. Indignada, ela perguntou: “Por que o senhor não trocou?”.  Ele respondeu, também irado: “Troquei sim!”.

E ela: “Mas continua quebrado!”.

E ele: “A senhora mandou trocar, e eu troquei de pé…”

Ela levou 15 minutos pare entender que deveria ter usado com o velho comunista o verbo “substituir”.

Aldo é assim. Porque o comunismo assim o é.

 

Aldo Rebelo só pode ser entendido, também por outra explicação comunista. O pensador marxista alemão Ernst Bloch (1885-1977) gostava de apontar o que chamava de “a contemporaneidade do não-coetâneo (em alemão, “Gleichzeitigkeit der Ungleichzeitigkeit”). Ou seja: você vive no século 21, mas pode estar dividindo o seu espaço, lado a lado, com quem ainda mantenha valores medievais. Ou simplesmente com quem ache que a ida do homem à lua não passa de uma montagem de video.

 

Aldo Rebelo é isso aí tudo. Costuma dizer que não há aquecimento global porquue ele é “improvável”.

Vamos a casos recentes.

—Rebelo é pai daquela loucura de que os estrangeirismos seriam limitados no Brasil. Aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em 2007, o projeto ainda aguarda votação em plenário. Por ele, o aplicativo Whats Up teria de se chamar “E aí?”, o mouse do computador “rato”, e I-Pad “Eu bloco”.

—Em 2002 Aldo propôs a proibição de “inovação tecnológica poupadora de mão de obra”. Seriam proibidas as fotos digitais e as Xeroxes.

— Em 2000,  Aldo tentou proibir a utilização de sistema de catraca eletrônica nos veículos de transporte coletivo de passageiros.

 

—Em 2001, defendeu a adição obrigatória de 10% de raspa de mandioca na farinha de trigo destinada à fabricação do pão francês, o famoso pãozinho de 50 gramas. A ideia era “melhorar os nutrientes do pão e fomentar a cadeia de produção da mandioca”.  Aprovado no Congresso, o projeto foi vetado por quem? Por Lula.

 

—Em 2003, tentou transformar o Halloween (Dia das Bruxas), celebrado em 31 de outubro nos Estados Unidos, no Dia Nacional do Saci-pererê.

 

É esse o nosso homem na ciência. E ponto final…*

(*) Blog do Claudio Tognolli

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone

VOTA-SE NO PT E GOVERNA-SE COM O PMDB

PT x aliados

00000000000000000000000000aroeira3

O PT já perdeu espaço na reforma do Ministério. A maior perda foi a pasta da Educação, o segundo maior orçamento (R$ 42,2 bilhões este ano), para o governador Cid Gomes (CE). Os petistas devem ter novas baixas no segundo escalão e, para reduzir o dano, preparam-se para esta nova etapa da luta pelo poder. Eles vão tentar salvar todos os lugares que estão em suas mãos. A tarefa não será fácil. O partido saiu menor do que era das eleições. O novo mandato da presidente Dilma vai começar fragilizado, do ponto de vista político (escândalo Petrobras) e administrativo (ajuste fiscal). Os aliados, ciosos de sua importância, querem desalojar os petistas de onde puderem.*

(*) Ilimar Franco – O Globo

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone

CAINDO A MÁSCARA

Alarme da impopularidade

já soa para Dilma 2ª

000 - aaaaaaaaaa baratinha

Os mais ingênuos se perguntam: o que houve, afinal, com Dilma Rousseff? Os mais céticos respondem: nada que não estivesse previsto. No vale-tudo de uma eleição apertada, os programas dos candidatos são genéricos e aguados. Na campanha de 2014, submetida a uma conjuntura hostil, Dilma teve de abusar do feitiço da empulhação. Reeleita, passou a adotar providências tão inevitáveis quanto impopulares. E ficou irreconhecível.

A presidente chega à sua segunda posse sem rosto. Mal comparando, parece mais uma personagem do famoso clip da música Black or White. Nele, Michael Jackson usou um truque chamado morphing. Consiste numa fusão de imagens que transforma uma cara em outra. E a outra em mais outra. E a terceira face numa quarta. E assim sucessivamente.

Na economia, a cara de Dilma foi virando a cara de Joaquim Levy, que incorpora traços da fisionomia de Armínio Fraga, que se confunde com o semblante de Aécio Neves. Para produzir o superávit fiscal que Levy se comprometeu a entregar em 2015, Dilma teve de iniciar os cortes de despesas pelos direitos trabalhistas. Dificultou o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial do PIS e ao auxílio-doença. E tornou draconianas as regras das pensões previdenciárias.

No enredo da campanha, esse script era de Aécio. Que chegou a dizer que não hesitaria em adotar medidas impopulares se fosse eleito. Em entrevista ao blog, contou um episódio que testemunhara há quase três décadas, em 1985.

Candidato à Presidência na eleição indireta do Colégio Eleitoral, Tancredo Neves percorria o país. Buscava a legitimidade das praças. Aterrissou em Belém, no Pará na véspera do Círio de Nazaré, festa religiosa que arrasta milhares de pessoas às ruas. No aeroporto, embarcou num velho Aero Willys, adaptado para carreatas. Teve uma receptividade de astro de rock.

Ao lado de Tancredo, Aécio admirou-se: “Meu avô, que loucura! O que você vai fazer com essa popularidade toda?” E Tancredo: “Vou gastar em três meses.” Morto na véspera da posse, o avô do rival de Dilma foi privado de ler o discurso. Começava com a seguinte frase: “É proibido gastar”.

A frase se ajusta às necessidades da atual presidente. Além de lacrar o cofre, ela terá de cortar mais despesas e buscar verbas adicionais no bolso do contribuinte. A diferença é que Dilma não está preparada para as consequências. O alarme da impopularidade já começa a tocar nas suas orelhas. Os números amargos chegarão antes que Dilma consiga criar uma imagem para o seu segundo governo.*

(*) Blog do Josias de Souza

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone

É TITICA…

DIFERENÇAS ENTRE A LEI E A ÉTICA

www.contraovento.com.br

Quantas viagens fez o Lula ao exterior, depois que deixou a presidência da Republica? Mais de vinte. Sempre em jatinhos particulares, postos à sua disposição por empreiteiras, ele esteve em diversos países da África e da América Latina, sendo recebido por presidentes, ministros e até ditadores, junto aos quais defendeu os interesses das empresas financiadoras das viagens, de olho em contratos para executar obras públicas. Quem resistiria aos apelos de um dos mais populares líderes políticos mundiais? Presume-se que quando a “cláusula de sucesso” se confirma, o ex-presidente recebe um percentual ou um fixo por conta de seus esforços.

Ilegal essa atividade não é. Aproveitar-se de amizades feitas nos tempos do exercício do poder para agenciar negócios, também não. Ainda mais se for para beneficiar empresas brasileiras, contribuindo para sua expansão. Da mesma forma, não é crime ser remunerado por serviços prestados, desde que declarados de acordo com a lei.

Então… Então estaria o Lula, agora que não é mais presidente da República, livre para exercer atividades comuns no mundo dos negócios e no mercado, até melhorando sua conta bancaria?

A conclusão seria positiva caso não fosse ele mentor da presidente Dilma, aconselhando-a em todos os setores da administração federal, até no relacionamento com governos estrangeiros. E se não estivesse envolvido na atividade política, que nunca abandonou, disposto, como parece, a candidatar-se para retornar ao palácio do Planalto em 2018.

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

Nesse caso, todo cuidado é pouco, e a evidência de ser pantanoso o terreno onde trafegam as empreiteiras está no fato de que o Lula interrompeu as viagens como seu garoto-propaganda. Pelo menos, delas não se tem mais noticia. Qualquer tratado elementar de ética recomenda cautela. Nem tudo o que parece legal costuma ser moral. Aí estão os exemplos de ex-ministros como José Dirceu e Antônio Palocci, perdidos para a política porque flagrados em atividades de consultoria para empresas variadas, em especial empreiteiras. Traficaram influência, que ainda dispunham junto ao governo, mesmo depois de afastados. Seria diferente a situação do Lula?

Se sua candidatura consumar-se, quem garante ficarem fora da campanha suas relações com as empreiteiras, com governos estrangeiros e com a própria presidente Dilma? Muitas vezes a lei e a ética seguem caminhos distintos.*

(*)  Carlos Chagas- Tribuna na Internet

Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone