DIVIDINDO O BUTIM

TEMER DESPACHA NO PLANALTO

E CONTINUA PRESIDINDO O PMDB

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), anuncia que o vice-presidente da República, Michel Temer, não vai deixar o comando do PMDB, embora tenha assumido na semana passada a articulação política do governo. De acordo com Padilha, Temer está discutindo as indicações de nomes para o segundo e terceiro escalão do governo, cuja maioria ainda não foi nomeada neste segundo mandato.

“Michel não deixará a presidência do PMDB. Ele garantiu para um grupo de peemedebistas que têm interesse no assunto”, disse o ministro Eliseu Padilha. Depois que a presidenta Dilma Rousseff transferiu as funções da Secretaria de Relações Institucionais para a Vice-Presidência, a transferência do comando nacional do partido para o senador e vice-presidente do partido, Valdir Raupp (RO), chegou a ser cogitada.

VÁRIAS REUNIÕES

O ministro se reuniu com Temer no início da noite de segunda-feira no gabinete da Vice-Presidência no Palácio do Planalto. Além dele, os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e das Comunicações, Ricardo Berzoini, também se encontraram com o vice-presidente, que fez também uma reunião ampla, com ministros e parlamentares, sobre o ajuste fiscal.

Ainda segundo o ministro da Aviação Civil, cujo nome chegou a ser estudado para assumir a articulação política do governo antes do anúncio de Dilma, o vice-presidente está “conversando com todos” sobre as mudanças nos cargos do segundo escalão, como cargos de diretoria, de empresas estatais e demais postos na administração pública federal.

“Ele está ouvindo a todos. Nós devemos, quem sabe até o final de semana, ter um primeiro quadro, um retrato do que a gente pode fazer em termos de segundo, terceiro escalão, os cargos nos estados. Então ele, presidente Michel, vai conversar com a presidenta, e dará conhecimento à sociedade”, disse Padilha.*

(*) Agência Brasil – Via Tribuna na Internet

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COLOCANDO AS BARBAS DE MOLHO

Quem deve, teme

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Vargas guardou mensagens comprometedoras

Abandonado pelos petistas, André Vargas vai dar ainda muito trabalho aos ex-companheiros e aos que faziam negócios com ele.

Vargas guardava o Blackberry – com as mensagens arquivadas –  dos tempos em que era deputado.  A PF apreendeu o celular.

Muita gente deve ter motivos para ficar preocupada.

(*) Blog do Lauro Jardim

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E A NOVELA CONTINUA

 Deus salve a rainha!

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Que maneira infeliz de celebrar os primeiros 100 dias de governo! Seis em cada 10 brasileiros consideram péssima ou ruim a administração de Dilma. Quase seis em 10 acham que ela sabia da corrupção na Petrobras e nada fez. Para quase oito em 10, a inflação aumentará. Assim como o desemprego para sete em cada 10. Dois em cada três são favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra Dilma.

As manifestações de ruas, como as de ontem, são apoiadas por sete em cada 10. E se a eleição para a escolha do sucessor de Dilma tivesse ocorrido na semana passada, Aécio Neves teria derrotado Lula por 33% dos votos contra 29%, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. Dos seus vários bunkers em Brasília, a presidente só sai para lugares onde não corra o risco de ser vaiada. Se falar na televisão, pode deflagrar um panelaço.

O que Dilma fez para merecer isso? Mentiu. Apenas mentiu. Simples assim. O Brasil era um paraíso na propaganda dela para se reeleger. Menos de dois meses depois, o paraíso se evaporara. Dilma jurou que jamais faria certas coisas que só seriam feitas por seus adversários. Começou a fazê-las antes do fim do seu primeiro mandato. Com isso mentiu de novo? Não.  Era a mesma mentira. Tudo era uma mentira só.

Uma pessoa que não ama seus semelhantes, ou que não sabe expressar seu amor por eles, não pode ser amada. Que o diga Jane, ex-criada do Palácio da Alvorada. Um dia, Dilma não gostou da arrumação dos seus vestidos. E numa explosão de cólera, jogou cabides em Jane. Que, sem se intimidar, jogou cabides nela. O episódio conhecido dentro do governo como “a guerra dos cabides” custou o emprego de Jane.

Mas ela deu sorte. Em meio à campanha eleitoral do ano passado, Jane foi procurada pela equipe de marketing de um dos candidatos a presidente com a promessa de que seria bem paga caso gravasse um depoimento a respeito da guerra dos cabides. Dilma soube. Zelosos auxiliares dela garantiram a Jane os benefícios do programa “Minha Casa, Minha Vida”, uma soma em dinheiro e um novo emprego. Jane aceitou. Por que não?

Lula se queixa de Dilma porque ela não segue seus conselhos. Segue, sim. Só que às vezes demora. Para que abdicasse da maioria dos seus poderes, por exemplo, foi decisivo o bate-boca que teve com Lula no Palácio da Alvorada, em março último. A certa altura, Lula disse: “Eu lhe entreguei um país que estava bem…” Dilma devolveu: “Não, presidente. Não estava. E as medidas que estou tomando são para corrigir erros do seu governo”.

A réplica não demorou. “Do meu governo? Que governo? O seu já tem mais de quatro anos”, disparou Lula. Os assessores de Dilma que aguardavam os dois para jantar e escutaram o diálogo em voz alta, não sabem dizer se ela nesse instante respondeu a Lula ou se preferiu calar. Um deles guardou na memória o que Lula comentou em seguida: “Você sabe a coisa errada que eu fiz, não sabe? Foi botar você aí”.

Foi pressionada por Lula que Dilma entregou o comando da Economia ao ministro Joaquim Levy, da Fazenda, que pensa muito diferente dela. Foi também pressionada por Lula que delegou o comando da Política a Michel Temer, seu vice, a quem sempre desprezou. Levy está sujeito a levar carões públicos de Dilma, já levou. Temer, não. Levy pode ser trocado por outro banqueiro. Temer, não.

Lula inventou o parlamentarismo à brasileira para tentar impedir o naufrágio de Dilma. É sua última cartada para salvar a chance de voltar à presidência em 2018.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

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PROPINODUTO

Youssef pagou R$ 2,3 milhões a Vargas,

diz Polícia Federal

Vargas (à esquerda) e seu irmão Leon foram dois dos sete presos na última sexta-feira

Vargas (à esquerda) e seu irmão Leon foram dois dos sete presos na última sexta-feira

A Polícia Federal tem provas de que a lavanderia de dinheiro do doleiro Alberto Youssef –peça central da Operação Lava Jato– foi usada pelo ex-deputado federal do PT André Vargas (sem partido-PR), entre 2013 e 2014, para o recebimento de R$ 2,3 milhões em dinheiro vivo.

São notas fiscais, registros de depósitos e trocas de e-mails envolvendo a contadora do doleiro, Meire Poza, e a IT7 Soluções, empresa que tem contratos milionários com órgãos públicos, em especial a Caixa Econômica Federal, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), vinculado ao Ministério da Fazenda, entre outros.

Só da Caixa foram mais de R$ 50 milhões recebidos em 2013. Com escritório no Paraná, a IT7 é administrada por Marcelo Simões, mas controlada pelo ex-deputado e por seu irmão Leon Vargas, segundo sustentam investigadores da Lava Jato.

A IT7 declarou receita de R$ 125 milhões entre 2012 e 2013. A Receita Federal aponta “expressiva movimentação comercial e bancária” ao analisar as fontes pagadoras da empresa e destaca que é possível observar que entre os principais clientes estão “entes públicos, empresas públicas e estatais federais e estaduais”.

Vargas e seu irmão Leon foram dois dos sete presos na última sexta-feira, alvos da nova etapa da Lava Jato, batizada de “A Origem”, 11ª fase da investigação que mira em contratos de publicidade de órgãos públicos, inclusive na Petrobras – estatal em que um núcleo de empreiteiras teriam formado cartel para assumir o controle de contratos bilionários entre 2003 e 2014.

Além de Vargas, outros dois ex-deputados federais, Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE), foram presos na sexta-feira. Os ex-parlamentares são investigados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo revelaram Youssef e sua contadora em depoimentos à Polícia Federal, o irmão de Vargas pediu no fim de 2013 que fosse disponibilizado, em dinheiro, o valor de R$ 2,3 milhões. Os pagamentos foram feitos pela IT7 para duas empresas (Arbor Contábil e AJJP Serviços Educacionais) da contadora do doleiro. Para isso, foram emitidas duas notas nos valores de R$ 964 mil e R$ 1,4 milhão, ambas no dia 27 de dezembro de 2013.

As notas foram emitidas por serviços que nunca foram prestados, segundo os investigadores da Operação “A Origem”.

Por ordem do doleiro, Meire recebeu e sacou os valores para serem disponibilizados em dinheiro vivo para Vargas entre janeiro e fevereiro de 2014. Na época, ele era vice-presidente da Câmara e secretário de Comunicação do PT.

Foram anexados ao pedido de prisão de Vargas e Leon as trocas de e-mails em que os dois representantes da IT7, Leon e Simões, pedem a emissão das duas notas fiscais para a contadora. “Há prova de que Youssef providenciou, em dezembro de 2013, o repasse de R$ 2,3 milhões em espécie a André Vargas, numerário este proveniente de empresa que mantém vários contratos com entidades públicas”, registrou o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato, ao determinar a prisão preventiva de Vargas. “O que foi feito mediante emissão de notas fiscais fraudulentas por serviços que não foram prestados.”

Defesa

Os advogados de André Vargas e Leon Vargas negam irregularidades. A defesa do ex-deputado e Leon deve entrar hoje com pedido de soltura dos investigados. Nenhum representante da IT7 e de Marcelo Simões foi encontrado. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.*

(*) Estadão Conteúdo Em Curitiba e São Paulo

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DESCRENÇA POLÍTICA

“‘Fora Dilma’ é pouco, é preciso

apontar um caminho”; veja análises

  • Governo ainda vai demorar a recuperar a confiança da população, dizem analistasGoverno ainda vai demorar a recuperar a confiança da população, dizem analistas

As manifestações pelo Brasil neste domingo (12) podem ter tido uma menor presença de público do que há quase um mês, mas o governo ainda vai demorar a recuperar a confiança da população. É o que avaliam cientistas políticos ouvidos pelo UOL para analisar os protestos ocorridos em 24 Estados e o Distrito Federal.

Segundo Fernando Antônio Azevedo, cientista político e professor da UFScar (Universidade Federal de São Carlos), o fato de as manifestações terem sido menores ainda não é um sinal de que a crise passou.

“Evidente que uma manifestação com a mesma intensidade da anterior ou ainda maior colocaria mais pressão política sobre o governo. Mas, apesar do número mais reduzido, a pesquisa Datafolha, publicada hoje, mostra que a popularidade da presidente e o apoio ao governo se encontra num patamar muito baixo e que a erosão do apoio político atinge todos os segmentos do eleitorado, inclusive as camadas e regiões que até as eleições do ano passado apoiavam Dilma”, disse.

Azevedo também afirmou que a presidente tem pouco espaço de manobra para reagir aos protestos e que uma possível recuperação da popularidade do governo depende, em grande parte, de a economia voltar a crescer, do controle da inflação e da manutenção da renda e do emprego, além da oferta de bens públicos, como educação e saúde.

“São coisas que demandam tempo, e creio que antes de 2016, 2017 não teremos um quadro favorável nesse cenário. Por outro lado, o escândalo da Petrobras e o seu desdobramento jogarão também um peso importante na avaliação do governo”, disse.

Para o cientista político Carlos Melo, falta para as manifestações apontar um caminho.

“As reivindicações são claras, mas é preciso apontar um caminho. O ‘Fora Dilma’ me parece pouco”, afirmou o cientista político Carlos Melo. “Seria necessário algo mais concreto nesse sentido, mas é preciso apontar para objetivos mais completos.”

Melo também não diz acreditar que a crise tenha passado. “Uma coisa é a situação abrandar. Houve solução ou a presidente parou de sangrar? O que houve é uma situação em que no último mês a coisa não progrediu. Você precisa de lideranças do governo ou fora dele que indiquem um caminho”, afirmou.

Segundo Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político e professor da FGV, o menor número de pessoas nas manifestações contra o governo mostra que o debate em torno de algumas bandeiras, como o impeachment da presidente, é mais complexo e precisa de condicionantes.

“Sinaliza ainda que as respostas buscadas pelo governo federal, como a sanção da lei anticorrupção e trocas em alguns ministérios, surtiram efeito, ainda que a insatisfação da população tenha crescido”, afirmou.

“A rejeição das pessoas em relação ao governo não diminuiu. O governo continua muito mal avaliado, mas, como não existe um fato que justifique o impeachment, as pessoas se questionam se vale todo o esforço porque o resultado não é concreto”, disse Teixeira.

De acordo com Azevedo, é muito difícil “manter as pessoas nas ruas sem que haja um cenário de crise institucional, de governabilidade ou caos econômico”.

“Nenhum desses elementos estão presentes no cenário atual. O que há é um forte descontentamento com o governo e seu principal partido. Assim, não é surpresa que os protestos de rua sejam menores do que o anterior e provavelmente, se não ocorrerem novos acontecimentos deflagradores, os protestos tenderão a refluir, como aconteceu em 2013, até mesmo porque não há uma direção partidária capaz de traduzir os protestos em propostas políticas concretas.”

Daniel Aarão Reis, historiador e professor na UFF (Universidade Federal Fluminense), vê um caminho semelhante.

“Ainda é cedo para dizer que as manifestações menores de hoje [domingo, 12] indiquem a superação da crise de confiança no governo – que continua atestada pelas pesquisas de opinião pública. Mas podem indicar que a crise diminuiu de intensidade.”

Em todo o caso, disse ele, manifestações sucessivas e sempre crescentes de tamanho e de intensidade só “costumam acontecer num quadro de aprofundamento progressivo das contradições sociais e políticas”. “Não me parece ser o caso, inclusive em função das medidas recentes tomadas por Dilma.”

(*) Rodrigo Alvares – Do UOL, de São Paulo –  Com Estadão Conteúdo

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IN MEMORIAM

 

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Sistema
Os funcionários não funcionam. Os políticos falam mas não dizem. Os votantes votam mas não escolhem. Os meios de informação desinformam. Os centros de ensino ensinam a ignorar. Os juízes condenam as vítimas. Os militares estão em guerra contra os seus compatriotas. Os polícias não combatem os crimes, porque estão ocupados a cometê-los.
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados.
O dinheiro é mais livre que as pessoas. As pessoas estão ao serviço das coisas.*
(*) In O livro dos abraços – Eduardo Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940 – ib., 13 de abril de 2015).
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COM AS CALÇAS NA MÃO

EMBOLOU O MEIO CAMPO

Interlocutores recentes têm flagrado o Lula em comentários pessimistas, como o de que não será candidato a um terceiro mandato, em 2018. Razões existem, como a de que, se eleito, assumiria com 73 anos, ainda mais para enfrentar monumentais dificuldades econômicas e políticas fatalmente herdadas de Dilma. Aliás, do jeito que as coisas vão, o próprio ex-presidente admite poder ser derrotado, hipótese desconsiderada até alguns meses atrás.

Com o PT posto em frangalhos, necessitaria o primeiro companheiro compensar a fraqueza dos outros com uma performance eleitoral digna de seus melhores anos de sindicalista. Teria disposição e saúde para tanto? E depois, como enfrentaria as delicadas questões que apenas se avolumam?

Política é como as nuvens, já dizia o saudoso Magalhães Pinto: a gente olha, estão formando um elefante, para minutos depois parecerem um navio. É claro que o quadro poderá mudar, até mesmo o atual governo recuperar-se e o segundo mandato da sucessora dar certo, mas as recentes referências do Lula não conduzem a esse resultado.

Sendo assim, isto é, admitindo-se a possibilidade de o PT buscar outro candidato, novas perguntas se colocam: quem, hoje, desponta como favorito? A estrela de Aloizio Mercadante ameaçou brilhar, mas ofuscou-se por obra e graça do próprio Lula. Jacques Wagner perde-se no ministério da Defesa e aos demais petistas palacianos, hoje, falta fôlego. A safra dos governadores do partido deixa a desejar, nem Fernando Pimentel, de Minas, consegue emplacar.

E FORA DOS QUADROS

Teriam os companheiros a humildade de aceitar uma opção fora de seus quadros? No PMDB, Michel Temer surge como fiel aliado, ao contrário de Eduardo Cunha, quase um adversário, mas que outro nome haverá a considerar? Fora do PMDB, então, pior ainda. Não há presidenciáveis nas legendas de apoio ao palácio do Planalto. Voltar-se o governo para as oposições, nem que a vaca tussa.

Por falar nelas, as oposições, precisarão meditar muito entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. A pole position está com o senador mineiro, ainda que os paulistas devam reivindicar a vez. Faltou citar Marina Silva, mas é preciso, antes, que o seu novo partido deslanche.

Em conclusão, salta aos olhos que se for mesmo para valer a disposição de o Lula não concorrer, estará embolado o meio campo sucessório. Quem sabe diante disso não ressurja a proposta do parlamentarismo?*

(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

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BANANA REPUBLIC

Os ratos por trás dos ratos

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Os bichinhos, coitados, nem eram ratos: eram hamsters e gerbos, ou esquilos-da-Mongólia. Mas quem mandou colocá-los ali, naquele ambiente insalubre, tinha um objetivo de rato: desviar as atenções da CPI do Petrolão e do depoimento do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. Teve algum êxito nisso: os ratos que não eram ratos se transformaram no grande assunto do dia, e permitiram a piada pronta de que todos, ali, ratos e homens, pertenciam à mesma espécie.

Quem colocou os roedores na CPI foi Márcio Martins de Oliveira, que ocupa cargo de confiança na 2ª Vice-Presidência da Câmara, ocupada pelo deputado Giacobo, do PR paranaense, fiel integrante da base aliada do Governo Dilma. Giacobo já é famoso: foi ele que disse ter ganho 12 vezes nas loterias da Caixa, num prazo de 14 dias, em 1997 – graças à ajuda de Deus, conforme salientou.

O tesoureiro anterior do PT, Delúbio Soares, já cumpriu pena de prisão, no caso do Mensalão. O tesoureiro atual está sendo investigado no caso do Petrolão e é amplamente citado nas delações premiadas. Não há qualquer interesse do Governo petista, ou do partido, em que haja repercussão da CPI, do envolvimento do tesoureiro, da relação entre os tesoureiros do PT e atos de macrocorrupção – ainda mais às vésperas de manifestações de rua contra o Governo, que prometem ser grandes, ainda mais depois das passeatas chinfrins da CUT em favor do Governo.

Quem melhor do que um aliado, que já disse que ganhou 12 vezes na Loteria em 14 dias, para tumultuar o processo sem medo de ser ridículo?

 

Sabe de nada, o gringo

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John D. Rockefeller, o lendário criador da Standard Oil, dizia que o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada; o segundo melhor, uma empresa de petróleo mal administrada. Mas nem a empresa de petróleo bem administrada se compara, como negócio, aos bancos brasileiros: aqui, quando a economia vai bem, os bancos vão bem. Quando a economia vai mal, os bancos vão ainda melhor. A rentabilidade dos grandes bancos de capital aberto do Brasil foi de 18,23% em 2014, segundo estudo da Economática para a BBC Brasil. A rentabilidade dos bancos americanos não chega à metade: 7,68%.

 

Confira, confirme e reclame

Siga o link http://peba.teresinahc.org/ e confira os gastos de cada um dos deputados federais desde o início deste ano, item por item (e morra de inveja).

Ah, o nome: peba é um tipo de tatu, também chamado de papa-defunto.

 

Faça de conta

 

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Já que falamos em gastos de parlamentares, um leitor fiel desta coluna (e que sabe fazer contas) comparou os orçamentos e a população de diversos Estados com as despesas da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União. A Câmara, que gasta anualmente R$ 5.362.325.807 para atender a 513 deputados e sabe-se lá quantos assessores, tem orçamento praticamente igual ao do Recife (R$ 5.742.000.000), com 1,6 milhão de habitantes.

O orçamento do Senado (R$ 3.916.377.597), para atender a 81 senadores, mais assessores, secretários, motoristas, é quase igual ao de Salvador (R$ 4.363.257.000), com 2,9 milhões de habitantes. O Tribunal de Contas da União (R$ 1.823.516.700, para nove ministros e seus assessores), tem quase o mesmo orçamento de João Pessoa (R$ 2.400.000,00), com 780 mil habitantes.

Citando o grande Pelé, “entendje”?

 

História mutante

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No programa de TV do PT, uma conclamação estranhíssima: “Agora é hora de reescrever nossa história. Participe do 5º Congresso Nacional do PT”.

No Brasil, o passado é ainda mais imprevisível do que o futuro.

 

Energia firme

A informação é do Operador Nacional do Sistema Elétrico: os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste/Oeste/Centro-Oeste estão com 30% da capacidade de água. Isso significa, segundo o Governo, que dá para escapar do racionamento de eletricidade. Os altos preços da energia também ajudam, reduzindo o consumo. E há chuvas na maior parte da região, ampliando a capacidade de geração.

Concorrência? E os amigos?

A Prefeitura de São Paulo, do prefeito petista Fernando Haddad, comprou do MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, 520 toneladas de feijão e mil toneladas de arroz, para a merenda escolar. Sem concorrência, claro. A lei federal 8666 foi deixada pra lá. E os preços? Com base nas informações da Secretaria Municipal de Educação, o feijão custou R$ 2,13 milhões. Dá R$ 4,10 o quilo. Na rede Pão de Açúcar – que compra de empresas, que compram produtor, todos ganhando seu lucro – o feijão carioquinha Qualitá custa R$ 3,91. São 19 centavos de diferença no quilo. Multiplique por 520 mil quilos.

Para agradar aos companheiros petistas, o prefeito Fernando Haddad gastou a mais, só no feijão, quase cem mil reais do contribuinte paulistano. Se a compra fosse feita do produtor, por concorrência pública, e não no varejo, a diferença seria ainda maior.

Retrato do Brasil

Este país se acostumou tanto em driblar a lei que há até um anúncio de lubrificantes para motores Diesel em que, na animação, o caminhão vai na contramão.

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet

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