CAINDO A MÁSCARA

Energia elétrica vai pesar 50% a mais no orçamento das famílias

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Alívio prometido pelo governo durou pouco. Após cair 15% em 2013, conta terá reajustes em série

RIO – A energia elétrica, uma das despesas mais altas no orçamento dos lares brasileiros, vai consumir ainda mais da renda familiar nos próximos anos. A promessa de queda de até 20% na conta de luz feita pela presidente Dilma Rousseff em 2012 durou pouco. O alívio foi a boa notícia do ano passado. Em média, em dez regiões do país acompanhadas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a conta de luz ficou 15,7% mais barata. Mas a estiagem, a problemática gestão do setor elétrico e até o incentivo ao consumo de eletrodomésticos fizeram o benefício se tornar ônus, na forma de reajustes acima de 10% por cinco anos seguidos. O resultado é que o peso da energia nos gastos com produtos e serviços das famílias deve aumentar 52%, passando dos atuais 2,69% para 4,1% em 2018. – Com a queda nos preços do ano passado, o peso da energia elétrica caiu. Era de 3,33% em janeiro de 2013 e baixou para 2,69% agora. No fim de 2015, com a incorporação desses aumentos, a despesa voltará a ter o peso de janeiro de 2013, quando a conta de luz ainda não tinha ficado mais barata – afirmou André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas que fez as projeções com base nos reajustes calculados pela Consultoria Safira Energia, de 18,7% em 2015 e 2016 e de 14,1% em 2017 e 2018, conforme O GLOBO informou na última quinta-feira.

Investimentos parados

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já autorizou reajustes este ano. Para os moradores de 118 cidades do Rio Grande do Sul, a conta de luz ficou 28,86% mais alta desde o dia 19 último. No Ceará, o reajuste concedido foi de 16,55% e na Bahia, de 14,82%. Os aumentos vieram para fazer frente ao gasto com as térmicas, diante do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, e ao empréstimo de R$ 11,2 bilhões contratado na última sexta-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para ser repassado às distribuidoras que ficaram com um rombo no caixa diante do preço alto da energia. Diante dessas altas na conta de luz, os analistas de bancos e consultorias já refizeram as previsões do comportamento da inflação. A economista Priscilla Burity, do Banco Brasil Plural, diz que o tamanho dos reajustes surpreendeu. – Os índices vieram bem acima do que a gente esperava até alguns meses. Trabalhávamos com um aumento anual médio da energia de 6,5% a 7%, mas agora estamos revendo nossa projeção. O novo número não está fechado, mas imagino que possa ficar em torno de 15%. Com isso, nossa previsão do IPCA do ano, que era de 6,45%, também deve subir para algo como 6,66%, estourando o teto da meta do governo (6,5%). Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, está mais pessimista. Na sexta-feira, revisou sua projeção para o IPCA deste ano: 7%, meio ponto percentual acima do teto da meta de inflação. Se isso acontecer, será a primeira vez desde 2003 que o compromisso de manter o IPCA em até 6,5% não será cumprido. – No caso de energia, trabalhamos com média de 10% de alta este ano e 15% no ano que vem. O pacote de energia nasceu morto. Mudar as regras no meio do caminho, como foi feito, já sinalizava problemas à frente, e foi no que deu. A cada vez que o governo tentar intervir como fez terá esse resultado. Braz, da FGV, diz que a despesa com energia pode ficar menor diante dos aumentos que, acumulados, chegam a 100% até 2018: – As famílias devem racionalizar o consumo, diante da pressão no orçamento, como trocar lâmpadas e usar eletrodomésticos mais eficientes. Cláudio Frischtak, presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, afirma que além de dar força à espiral da inflação, as incertezas sobre o preço e o fornecimento de energia travam o crescimento do país, inibindo investimentos: – O impacto é muito mais amplo do que se imagina. Há empresas adiando investimentos por causa da incerteza em relação aos preços da energia. Ele calcula que este ano a conta de luz de mais da metade das famílias brasileiras terá aumento de dois dígitos, ou seja, acima de 10%: – Em 2015, então, será um salve-se quem puder, com aumento de mais de dois dígitos para toda a população, em média de 14% ou 15%. Cravar o número exato é difícil, porque depende de quanto o governo estará disposto a pagar para segurar essa conta.

Aneel: alta sobre preço menor

Priscila, da Brasil Plural, acrescenta que esta incerteza sobre o tamanho dos reajustes acaba afetando diretamente a inflação: – A energia tem um peso importante no IPCA. Deve passar a pesar ainda mais, e ninguém sabe o que vai acontecer com os preços. Fica todo mundo na expectativa dos aumentos, e fica mais difícil para o Banco Central trazer a inflação para meta, até porque a inflação se alimenta de expectativas. Adilson de Oliveira, professor do Instituto de Economia da UFRJ, diz que os reajustes que ainda não foram anunciados oficialmente, mas “serão significativos”. Tudo vai depender da decisão do governo de ligar as térmicas: – Os reservatórios não podem chegar ao fim do ano em patamares muito baixos. Há risco grande de não haver chuvas copiosas no verão próximo e de ter racionamento no início do próximo governo, seja ele qual for. O diretor-geral da Aneel, Romeu Donizete Rufino, explica que a redução das tarifas praticada em janeiro do ano passado provocou uma mudança estrutural, ou seja, foi reduzida a tarifa em um só movimento tarifário. – Os processos tarifários subsequentes são aplicados em cima de uma base menor anunciada em 2013. Os reajustes tarifários vão ocorrer normalmente, pois estão previstos em contrato de concessão. E, na conta da inflação, ainda falta entrar o reajuste represado da gasolina e dos ônibus urbanos. Sem falar nos alimentos, que não dão trégua.

(*) CÁSSIA ALMEIDA – NICE DE PAULA – O GLOBO

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O GRANDE LEGADO

Prejuízo a caminho

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Está nas mãos de Dilma Rousseff e Eduardo Paes uma projeção de arrepiar: a Rio 2016 terminaria a organização das Olimpíadas com um déficit de 1 bilhão de reais.

A conta, como preveem os contratos assinados lá atrás, cairia no colo do poder público.

(*) Blog do Lauro Jardim

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POBRE BRASIL…

PT provoca crise em fundo de pensão da Petrobras

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Fundo de pensão controlado por sindicalistas

ligados ao PT tem perda de até R$ 500 milhões

Ingerência política fez Petros assumir mais de 40 planos deficitários

RIO – Enquanto a ingerência política mergulha a Petrobras numa das maiores crises de sua História, o fundo de pensão dos funcionários da estatal, a Fundação Petros, vive dias turbulentos pelos mesmos motivos. Pela primeira vez em dez anos, as contas da entidade foram rejeitadas por unanimidade por seu conselho fiscal. Nem mesmo os dois conselheiros indicados pela Petrobras no colegiado de quatro cadeiras recomendaram a aprovação das demonstrações financeiras de 2013, que apontaram um déficit operacional de R$ 2,8 bilhões no principal plano de benefícios dos funcionários da estatal e um rombo que pode chegar a R$ 500 milhões com despesas de administração de planos de outras categorias. Mesmo assim, as contas foram aprovadas no órgão superior da entidade, o conselho deliberativo, abrindo uma crise interna no fundo. Um grupo de conselheiros eleitos descontentes resolveu recorrer à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão que fiscaliza fundos de pensão, para denunciar a direção da Petros, controlada por sindicalistas ligados ao PT desde 2003. Os resultados dos investimentos da fundação têm recebido pareceres contrários do conselho fiscal há dez anos, mas apenas com o voto dos conselheiros eleitos pelos funcionários. No entanto, as contas sempre foram aprovadas pelo conselho deliberativo, órgão superior, no qual a Petrobras, patrocinadora do fundo, indica o presidente, tendo direito a voto de desempate. A estatal, no entanto, nem tem precisado usar esse recurso. O conselho deliberativo tem seis integrantes, três eleitos pelos funcionários e três indicados pela Petrobras. Um dos eleitos pelos empregados, Paulo Cezar Chamadoiro Martin, passou a votar com os conselheiros da Petrobras, aprovando decisões por maioria simples. Foi o que aconteceu no último dia 31 de março, quando o conselho deliberativo ignorou o parecer unânime do conselho fiscal e aprovou as contas da Petros sem sequer mencioná-lo. Martin é dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT. Sindicalistas ocupam cargos de confiança na Petrobras, que tem obtido apoio da FUP na Petros. Os conselheiros vencidos, um suplente e dois conselheiros fiscais também eleitos pelos funcionários foram a Brasília entregar à Previc duas denúncias e duas consultas pedindo maior rigor na fiscalização das contas do fundo. Nos documentos, obtidos pelo GLOBO, eles apontam que o principal motivo da reprovação das contas da Petros pelo conselho fiscal foi o fato de a maioria dos quase 40 planos de outras categorias que passaram a ser geridos pela fundação durante o governo Lula ser deficitária: não geram recursos suficientes para pagar os custos de administração. Esses custos estão saindo do mesmo fundo de administração dos dois planos originais da Petros, que terão de pagar a aposentadoria de 75 mil funcionários da Petrobras e suas subsidiárias. O cálculo dos conselheiros, baseado em dados que atribuem à própria Petros, é que, em cinco anos, os dois planos perderam pelo menos R$ 200 milhões. Esse montante, alegam, pode chegar a R$ 500 milhões, se for corrigido.

(*) ALEXANDRE RODRIGUES – O GLOBO

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REPÚBLICA BANANEIRA

POLÍTICOS SÃO MAIORIA NOS TRIBUNAIS DE CONTAS

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CLASSE SINÔNIMO DE CORRUPÇÃO, POLÍTICOS DOMINAM OS TRIBUNAIS DE CONTAS

Polícia investiga suposta participação do senador nos crimes de concessão de alvarás

O senador Gim é caso raro de político barrado para o TCU

Estudo da Transparência Brasil, entidade cuja principal bandeira é o combate à corrupção, revela que 62% dos 238 conselheiros de tribunais de contas conquistaram os cargos depois de exercer mandatos políticos ou posições em governos. Segundo o relatório, os tribunais são caros, altamente politizados e “desenhados para não funcionar”. Além dos 62% de ex-políticos, cerca de 15% dos integrantes dos tribunais são parentes de algum político local – o que coloca em questão sua independência para atuar como fiscais da administração pública. Esse cenário vale tanto para as cortes estaduais quanto para o Tribunal de Contas da União (TCU), como mostrou recentemente o episódio Gim Argello. Nos tribunais de contas pelo País, dois terços dos integrantes são nomeados pelo Legislativo e um terço pelo Executivo. “Eles costumam ser indicados justamente para neutralizar o papel fiscalizador desses órgãos – e, de quebra, para agradar a correligionários, parentes e aliados”, diz o relatório elaborado por Natália Paiva e Juliana Sakai. O estudo detectou que dois em cada cinco conselheiros sofrem processos ou foram condenados na Justiça ou nos próprios tribunais de contas – até por improbidade administrativa e peculato. Em Goiás, cinco dos sete conselheiros do TCE têm pendências na Justiça. min aroldo cedraz

O polêmico Aroldo Cedraz era deputado

do DEM e vai presidir o TCU

Segundo o relatório, as exigências previstas na Constituição são frouxas. As exigências se restringem a aspectos formais – ter entre 35 e 70 anos de idade e uma década de experiência profissional correlata – e a questões subjetivas, como “idoneidade moral”, “reputação ilibada” e “notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública”. Na prática, os critérios técnicos ficam em segundo plano. “A indicação política é a regra na escolha de conselheiros, o que faz com que as votações nas Assembleias, nas Câmaras e no Congresso sejam jogos de cartas marcadas”, diz o estudo. Os cargos são cobiçados por políticos em fim de carreira, entre outros pontos, por garantir uma aposentadoria confortável. “Em geral, o salário é de R$ 26.500, além de gratificações, verbas de gabinete uniformemente obscuras, prerrogativa de nomear funcionários comissionados e vitaliciedade no cargo (com aposentadoria compulsória aos 70 anos).”

Contas caras

Os tribunais, que são órgãos auxiliares do Poder Legislativo, têm uma estrutura tão cara que, em muitos casos, acabam custando aos cofres públicos quase tanto quanto as Assembleias Legislativas. No Rio, o orçamento da Assembleia é de R$ 682 milhões, enquanto o do TCE chega a R$ 593 milhões. Em outras cinco unidades da Federação (Amazonas, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Pernambuco), os gastos dos tribunais de contas equivalem a 70% ou mais do total consumido pelas Assembleias. Mesmo quando as cortes exercem poder fiscalizador, raramente as punições se concretizam. “Como os TCs não fazem parte do Poder Judiciário, o julgamento das contas segue o formato de um tribunal administrativo, o que provoca impacto sobre a validade de suas decisões.” No caso do TCU, “a relação entre multas aplicadas e pagas é baixíssima: 4,6% entre 2005 e 2009 e 8,3% entre 2008 e 2010, segundo dados do próprio tribunal”. “Pode-se inferir que nos TCEs e TCMs a efetividade tende a ser ainda mais baixa. O que leva ao questionamento natural sobre se o dinheiro público investido na manutenção dessas cortes fortemente politizadas tem o retorno esperado.”*

(*) Diário do Poder

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ELA TAMBÉM NÃO SABIA DE NADA…

Laboratório lavanderia’ de doleiro preso

mandou US$ 113 milhões para o exterior

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Movimentação do dinheiro do Labogen, controlado por Alberto Youssef, ocorreu entre 2009 e 2013; relatório da Polícia Federal afirma que os objetivos da empresa eram ‘bem distintos de seu objeto social’   O laboratório Labogen, controlado pelo doleiro Alberto Youssef, lavou US$ 113,38 milhões, entre janeiro de 2009 e dezembro de 2013. O poderio do esquema foi descoberto com a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa no âmbito da Lava Jato – operação deflagrada pela Polícia Federal em 17 de março, que derrubou organização criminosa liderada por Youssef e seu aliado principal, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás. O sofisticado esquema do “laboratório lavanderia” desprezou o surrado modelo dólar cabo – transferência virtual de valores para paraísos fiscais – e deu lugar ao uso de contratos de câmbio para importações fictícias de medicamentos. O dinheiro foi parar na China. A Lava Jato descobriu que o laboratório firmou 1.945 contratos de câmbio em nome de duas coligadas, a Labogen Química Fina e Biotecnologia e a Indústria e Comércio de Medicamentos Labogen. A primeira realizou 1.294 operações, que somaram US$ 75,31 milhões. A outra efetuou 651 “transações de papel”, ao valor global de US$ 38,07 milhões. A lavanderia pode ter ocultado dinheiro sujo em volume ainda maior, alcançando a cifra máxima de US$ 184,44 milhões em quatro anos. A Procuradoria da República descobriu que as contas de outras três empresas foram utilizadas para movimentar recursos que o laboratório do doleiro amealhou por meio de contratos superfaturados em órgãos públicos. Essas três empresas – Hmar Consultoria em Informática, GFD Investimentos e Piroquímica Comercial (fabricante de produtos farmacêuticos) – fecharam naquele período 991 contratos de câmbio para remessa de mais US$ 71,06 milhões para a China.

Beneficiários

A PF e a Procuradoria da República querem identificar os beneficiários reais do dinheiro ilícito aportado em contas de doleiros de Hong Kong e Taiwan, praças escolhidas pelo laboratório para avançar o ciclo da lavagem. O laboratório é o foco central da Lava Jato porque liga o doleiro ao ex-diretor da Petrobrás – ambos presos em março – e ao deputado paranaense André Vargas, que anunciou anteontem sua desfiliação do PT após pressão dos próprios colegas de partido. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, é citado na Lava Jato. Usando o laboratório como carro-chefe, o doleiro tentou obter contrato milionário no Ministério da Saúde, amparado em um programa de parceria da pasta. No grampo da PF, Vargas – que só pode ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal por ser deputado – disse que Padilha indicou o executivo Marcus Moura para atuar no Labogen. O ex-ministro nega relações com o doleiro e rechaça a versão de que recomendou um profissional para o laboratório. O ministério diz que não celebrou contrato com o Labogen. Para a PF, “pode-se estar diante de mais uma ferramenta para sangria dos cofres públicos, uma vez que os relatórios de inteligência financeira indicam claramente a atuação da empresa Labogen para objetivos bem distintos de seu objeto social”. A Procuradoria imputa a Youssef e a Costa lavagem de dinheiro ilícito arrecadado a partir de corrupção e peculato. O ex-diretor da estatal teria recebido R$ 7,95 milhões em propinas no âmbito das obras supostamente superfaturadas da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Controle. A “lavanderia” entrou em operação quando Youssef assumiu o controle do laboratório – oficialmente sob direção do administrador Leonardo Meirelles, “operador e testa de ferro” do doleiro, segundo a PF. A produção da “lavanderia” impressionou os investigadores. Os contratos de câmbio se sucederam em ritmo frenético, quase sempre em valores relativamente baixos, em média de até US$ 100 mil cada um, justamente para evitar cair no radar dos órgãos fiscalizadores. “A organização criminosa agia estruturalmente ordenada, caracterizada pela divisão formal de tarefas e com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem indevida derivada dos crimes de peculato, corrupção ativa e corrupção passiva e lavagem de dinheiro em detrimento da Petrobrás, entre 2009 até 2014”, sustenta a Procuradoria.*

(*) Fausto Macedo – ESTADÃO

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ISTO É A ERA DO LULOPETISMO…

Tião Viana desovou os haitianos

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Na semana em que o Papa Francisco canonizou José de Anchieta, o governo do Acre completou a desova, em São Paulo, de 400 haitianos que se refugiaram no Brasil.

É um truque velho, usado até mesmo com brasileiros. Quando um prefeito incomoda-se com a chegada de migrantes, dá-lhes algum dinheiro e passagem de ida para outro lugar, desde que não apareçam mais por lá.

Em São Paulo, os haitianos ficaram sob a proteção da Igreja Católica. No século XVI, quando Anchieta andava pelo Brasil, a cultura europeia entendia que os índios nem gente eram.

Passaram-se cinco séculos, o governador Tião Viana mandou refugiados haitianos para São Paulo e acusou a “elite paulista” de “preconceito”, quando uma secretária do governo estadual classificou seu comportamento como “irresponsável”.

Foi ele quem exportou os refugiados, sem dar um só telefonema ao prefeito petista Fernando Haddad. O problema que está no seu colo deveria ser tratado com o ministro petista da Justiça, não com a empresa de ônibus.

Não é justo que a economia do Acre receba o impacto de 20 mil refugiados, mas a solução de Viana foi demófoba e sua justificativa, demagógica. Salvo a elite petista, nenhuma outra tem algo a ver com isso.

Os haitianos estão amparados pela mesma fé que movia Anchieta, na paróquia de Nossa Senhora da Paz. Faltaram recursos, comida e até mesmo colchões ao padre Paolo Parise, que cuida do lugar.

Há dias, voluntários começaram a chegar à paróquia. Alguns foram cozinhar, outros ofereceram empregos. Até quinta-feira, a paróquia não havia recebido qualquer ajuda federal, estadual ou municipal.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, faz o que deve, o comissário Fernando Haddad, também, e Tião Viana diz o que quer. Juntando tudo, nada.*

(*) Elio Gaspari, O Globo.

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O POSTE CONTINUA APAGADO

Tempo nublado

000 - a inflação

A maior preocupação do governo se tornou o combate à inflação, por mais que a equipe econômica tente aparentar controle. “Não há nada que resolva o aumento dos preços agora. Não tem coelho na cartola”, disse um ministro.*

(*) Blog do Ilimar Franco.

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QUE PAÍS É ESTE?

000- a coluna do Joauca - 500

Caso nº 1:  Um jovem desempregado chamado Paulo, casado com Sônia, grávida de quatro meses, sem ter o que comer, foi ao rio Piratuaba, em São Paulo, a 5 km de sua casa, pescar alguns peixes para misturar com o pouco de arroz e feijão que havia em casa. Conseguiu pegar alguns lambaris, sem saber que era proibida a pesca. Foi detido por dois dias, apanhou da polícia e permaneceria preso se um amigo não lhe tivesse pago a fiança de 280 reais. Foi ainda condenado a pagar uma multa ao Ibama de 724 reais. Como não era um bandido nem presidiário  corrupto, não conseguiu que o PT lhe pagasse a multa. A mulher Sônia, ao saber o que havia acontecido com o marido, ficou nervosa, passou mal e foi parar no hospital. Foi atendida no chão e teve um aborto espontâneo. Enquanto isso, os peixes que Paulo havia pescado para alimentar-se apodreceram no lixo da delegacia. Se Paulo fosse um empresário que tivesse derramado um milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara matando não meia-dúzia de lambaris, mas milhares de peixes e aves marinhas, teria o mesmo tratamento?

Caso nº 2:  Um cidadão que trabalha honestamente ganha pouco menos de 700 reais por mês (salário mínimo). Se pedir demissão e ficar desempregado, passará a receber, sem fazer absolutamente nada, mais do que o dobro do salário mínimo, porque vai receber os seguintes benefícios estipulados por lei: a) bolsa-escola no valor de 175 reais por filho; se tiver dois filhos, receberá 350 reais; b) vale-gás no valor de 70 reais; c) cartão cidadão, no valor de 160 reais; d) vale-refeição, no valor de 420 reais. Total: mil trezentos e cinquenta reais. Já se sabe, agora, por que o Nordeste vota em peso no Governo…

Caso nº 3.  A “médica” cubana Kenia Rivero Martinez aparece  em foto auscultando com o estetoscópio fora das orelhas um “paciente” de Campo Mourão, Paraná. Para comprovar, basta acessar o site https://www.facebook.com;prefeitura.d.campomourao. São médicos assim que o Governo importa para “ajudar” a população brasileira?

Caso nº 4:  O cidadão, cansado de ganhar um salário mínimo com seu trabalho duro para sustentar a família, resolve assaltar. Assim que é preso, passa a receber muito mais do que um salário mínimo, graças à ajuda financeira que o Governo dá aos presidiários que contribuíram para o INSS.

Caso nº 5:  Se alguém dirigir depois de ter tomado um ou dois copos de cerveja e for parado numa blitz, terá de pagar uma multa de quase dois mil reais, terá o carro apreendido e a carteira cassada por um ano. Mas, se esse cidadão estiver dirigindo drogado (qualquer droga, do crack à cocaína, da maconha ao haxixe), nada lhe acontecerá se for apanhado numa blitz.

Caso nº 6:  Se um cidadão matar um pardal, será preso sem direito a fiança. Mas, se um bandido roubar, assaltar, estuprar, atropelar ou matar alguém, pagará uma fiança, responderá em liberdade e, caso seja eventualmente condenado, em pouco tempo estará de volta à rotina de sua vida. Se esse bandido tiver menos de 18 anos, poderá beber e dirigir, roubar, assaltar, estuprar, matar tantas vezes quantas quiser que não ficará mais do que dois ou três dias preso, cada vez que for apanhado, e poderá voltar à rotina, livre, solto, lépido e fagueiro.

Vale a pena ser honesto  e  trabalhador num país assim?*

(José Augusto Carvalho é mestre em Linguística pela Unicamp, doutor em Letras pela USP, e autor de um Pequeno Manual de Pontuação em Português (1ª edição, Bom Texto, do Rio de  Janeiro, 2010, 2ª edição,  Thesaurus, de Brasília, 2013) e de uma Gramática  Superior da Língua Portuguesa (1ª edição, Univ. Federal do ES,  2007; 2ª  edição, Thesaurus, de Brasília,  2011)

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O PETRÓLEO É DELES…

POUCO A POUCO, A QUADRILHA QUE ATUOU NO

CASO DE PASADENA VAI SENDO DESMANTELADA

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Por causa do escândalo de Pasadena, dois diretores do grupo Petrobrás já foram demitidos. O primeiro a sair, no dia 21 de março, foi Nestor Cerveró, funcionário de carreira e diretor da área Internacional na época da compra da refinaria e que atualmente era diretor financeiro da BR Distribuidora, cargo que ocupava desde 2012.

Cerveró é apontado como articulador da aquisição da refinaria de Pasadena e autor do “resumo executivo” apresentado ao Conselho de Administração da Petrobrás, em 2006, para embasar a avaliação da compra. Como se sabe, a presidente Dilma Rousseff classificou o relatório como “falho” e “incompleto” ao justificar o seu aval à compra da refinaria que custou, ao todo, US$ 1,2 bilhão à estatal. Na época, ela presidia o Conselho.

O segundo a ser demitido foi o engenheiro José Orlando Azevedo, também funcionário de carreira e ex-presidente da Petrobrás America entre 2008 e 2012, período em que a compra da refinaria foi questionada judicialmente. A demissão aconteceu a 27 de março, um dia depois de a imprensa revelar que ele era primo do ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Atualmente, Azevedo ocupava o cargo de diretor comercial da Transportadora Associada de Gás (TAG).

Agora a fila vai andar, porque vão começar a aparecer os outros protagonistas da operação Pasadena, como os diretores das áreas de Engenharia e Jurídica. O diretor de Abastecimento (também diretamente envolvido por cuidar das refinarias) na época era Paulo Roberto Costa, que já está preso por outros crimes, desvendados pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato.

Como diz o Código Penal, mais de três criminosos juntos já é formação de quadrilha.*

(*) Carlos Newton, Tribuna da Imprensa Online.

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