POSTE QUEIMADO

MELHOR DESISTIR

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Cresce no PT de São Paulo a tendência de que melhor para o partido será a desistência do candidato Alexandre Padilha ao palácio dos Bandeirantes. A  péssima performance do ex-ministro  nas pesquisas não deixa duvidas do resultado final, em outubro. O problema é que, permanecendo na disputa, ele enfraquece  os companheiros candidatos ao Congresso. Já não se tem certeza das possibilidades de Eduardo Suplicy para o Senado, em  especial depois que José Serra aceitou o desafio.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online

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Gerentona incomPTÊnta

Um atraso colossal

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Como explicar quinze anos de atraso?

Em 2010, a então candidata Dilma Rousseff foi ao Maranhão com Lula para o lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium I, “a quinta maior do mundo” e disse textualmente que em 2015 ela estaria “operando a plena capacidade”.

No final de junho, porém, o 10º Balanço do PAC 2 cravou que a data de conclusão da refinaria ficou para 31 de janeiro de 2029. São inacreditáveis quinze anos de atraso – isso se alguém acreditar neste novo prazo.

De acordo com a própria Graça Foster, em palavras proferidas há dois anos, “historicamente, os projetos da Petrobras atrasam…”.  A refinaria do Maranhão é um assombro até para os padrões de lerdeza até aqui conhecidos.

(*) Blog do  Lauro Jardim

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A COPA COMO ELA É

Juros de empréstimos para obras de

estádios pagariam dois Itaquerões

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Valor, de R$ 2,4 bi, está incluso nos R$ 6,7 bi a serem quitados por Estados, empresas e clubes

Fatura será cobrada por bancos públicos e fundo de desenvolvimento; parcela do Corinthians será de R$ 4,8 mi ao mês

Assim que o apito final soar no Maracanã no próximo domingo (13), a maior parte da fatura da Copa começa a ser cobrada de Estados, empresas e clubes de futebol que se endividaram para construir ou reformar os estádios usados durante o Mundial.

O carnê é caro. Para garantir arenas com o padrão Fifa, os responsáveis pelas obras pegaram emprestados R$ 4,3 bilhões de bancos públicos e de um fundo de desenvolvimento regional.

O valor total do financiamento chegará a R$ 6,7 bilhões, considerando os juros que serão cobrados nos próximos 13 anos.

A estimativa de gastos com juros –R$ 2,4 bilhões– foi feita a pedido da Folha por Jorge Augustowski, diretor-executivo de economia da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), com base na cópia dos contratos disponíveis na página da Transparência do governo federal na internet.

Com esse dinheiro, seria possível construir duas arenas como o Itaquerão.

Dos 12 estádios usados durante o torneio, 11 tiveram suas obras bancadas, em parte, com o dinheiro emprestado pelos bancos. Apenas o Mané Garrincha, o mais caro (R$ 1,4 bilhão), foi erguido usando somente recursos do caixa do Distrito Federal.

No total, os 11 estádios custaram R$ 7,1 bilhões. Nessa conta está incluído o custo dos juros de quatro arenas.

O dinheiro dos primeiros empréstimos começou a ser liberado em 2011. Como os contratos previam carência de dois a três anos (prazo para o início do pagamento), as prestações só começaram a ser cobradas neste ano.

Para os que bateram na porta dos bancos mais tarde –como Corinthians, Internacional e Atlético Paranaense–, a conta só começará a ser cobrada em 2015.

E ela não será barata. A primeira parcela do Corinthians terá de ser quitada em junho do ano que vem. O valor é estimado em R$ 4,8 milhões. Se a taxa de juros não mudar, o clube pagará o valor até o fim do contrato, de 155 meses.

Apesar da conta salgada, o governo federal destaca que as obras geraram empregos e garantiram a realização de um evento que trouxe dividendos para a economia.

Segundo o Ministério do Esporte, a construção e a reforma das arenas geraram 50 mil empregos diretos. A projeção de renda que será adicionada à economia brasileira com a Copa é de R$ 30 bilhões.

(*) DIMMI AMORA – FOLHA DE SÃO PAULO

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CANALHAS JURAMENTADOS…

DEXEM SÓ A COPA PASSAR

000 - FICHA SUJA

Aconselha-se aos eleitores mais exigentes, aqueles que cobram dos políticos coerência, fidelidade partidária e respeito a princípios elevados, que abdiquem temporariamente dos seus desejos para não cair na tentação de anular o voto.

Nada a ver com a eleição de outubro próximo. Mas sabe como é…

Curto e grosso: avança a degradação do exercício da política entre nós. E a vontade que dá… Esqueçam!

Até outro dia, Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, queria José Serra de vice de Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República, e Gilberto Kassab (PSD), ex-prefeito de São Paulo, como candidato ao Senado em sua chapa.

Aécio preferia Serra como candidato ao Senado – afinal, dividir o poder com ele, caso se eleja, jamais; e Kassab como candidato a vice de Alckmin. Era o que Kassab também queria.

Candidata à reeleição, Dilma não queria que Kassab apoiasse Alckmin. Se não pudesse apoiar Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, que apoiasse então Paulo Skaf, também candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB.

Logo quem… Skaf, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que se nega a apoiar Dilma abertamente, mas que à sombra… Pois é.

Este ano, Padilha é o poste preferencial de Lula. Que vem de recentes sucessos ao eleger dois outros postes: Dilma em 2010 para sucedê-lo, e Haddad em 2012 para prefeito de São Paulo.

Dilma depende de Lula para ganhar um segundo mandato. Sozinha, não ganharia. Haddad vai mal. Sua aprovação é baixa. Quanto a Padilha, está quase só. Foi abandonado por Maluf. Poucos acreditam que Lula possa iluminá-lo.

Sim, faltou dizer o que aconteceu com Kassab. Depois de ouvir Serra lhe garantir que não disputaria o Senado, anunciou sua candidatura ao Senado – mas não na chapa de Alckmin como queria Alckmin. Na verdade, na chapa de Skaf.

Por último, Serra arrependeu-se do que dissera a Kassab e se lançou candidato ao Senado. Constrangido, Kassab enfrentará Serra, de quem já foi vice como prefeito de São Paulo.

Espera aí: sobrou a vaga de vice de Alckmin? Sobrou não. Foi preenchida por um deputado do PSB, partido de Eduardo Campos, candidato a presidente da República.

Embora apoie Aécio, Alckmin dará uma força a Campos em troca da força que o PSB lhe dá. Talvez arranje empresários que ajudem Campos a pagar despesas de campanha. E poderá recepcioná-lo em seu palanque. Para desgosto de Aécio, é claro.

Para desgosto de Dilma, que sem um candidato forte ao governo de São Paulo se enfraquece no maior colégio eleitoral do país, o PT do Rio fechou um acordo com Campos.

O ex-jogador e deputado federal Romário, do PSB, será candidato ao Senado na chapa de Lindinho. Quero dizer: do senador Lindberg Farias, candidato do PT ao governo. Lindberg apoia Dilma. Mas Campos estará no palanque dele.

Tem nada não. Há uma inflação de palanques para Dilma no Rio. Fora o de Lindberg, ela dividirá com Aécio o palanque de Pezão, atual governador do Estado pelo PMDB, adepto da política “muito dinâmica”. Tanto que no último fim de semana ele substituiu seu vice do PDT por um vice do PP.

Pezão compreende que Dilma frequente mais dois palanques de adversários seus: Marcelo Crivella (PRB) e Anthony Garotinho (PR).

A seis dias do final da Copa das copas só nos resta torcer pelo hexa. Fica o convite para em seguida acertarmos as contas com os que degeneram a política. Porque fora dela, de fato, não há salvação.*

(*) Blog do Noblat

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“COM BRASILEIRO, NÃO HÁ QUEM POSSA”…

A taça é deles (e a conta é nossa)

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Os pessimistas e a elite branca deram com os burros n’água: a Copa do Mundo no Brasil é um sucesso. A bola está rolando redondinha, os gramados estão todos verdinhos e o país chegou até aí batendo mais um recorde: gastou com os estádios da Copa mais do que Alemanha e África do Sul juntas. Com brasileiro não há quem possa.

Aos espíritos de porco que ainda têm coragem de reclamar do derrame sem precedentes de dinheiro público promovido pelos faraós brazucas, eis a resposta definitiva e acachapante: a Copa no Brasil tem uma das maiores médias de gols da história. Fim de papo.

De que adianta ficar economizando o dinheiro do povo, evitando os superfaturamentos e as negociatas na construção dos estádios, para depois assistir a um monte de zero a zero e outros placares magros? Fartura atrai fartura. Depois da chuva de verbas, a chuva de gols. É a Copa das Copas. Viva Messi, viva Neymar, viva Dilma.

Está todo mundo feliz, e o país mais uma vez se renderá a Lula. O oráculo afirmou que era uma babaquice esse negócio de querer chegar de metrô até dentro do estádio. Que o brasileiro vai a jogo até de jegue. O filho do Brasil mais uma vez tinha razão.

O país teve sete anos para usar a agenda da Copa e investir seriamente em infraestrutura de transportes. Sete anos para planejar e executar uma expansão decente do metrô nas capitais saturadas, por exemplo — obras caras que dependem do governo federal.

Ainda bem que nada disso foi feito, e as capitais continuaram enfrentando sua bagunça a passo de jegue. Seria um desperdício, porque todo mundo sabe que essa mania de querer chegar aos lugares de metrô é uma babaquice da elite branca.

Felizmente, o dinheiro que seria torrado nessa maluquice foi bem aplicado nos estádios mais caros do mundo, entre outros investimentos estratégicos.

Agora a Copa deu certo, o brasileiro está sorrindo e a popularidade de Dilma voltou a subir — provando de uma vez por todas que planejamento sério é uma babaquice. O que importa é bola na rede.

Nos anos que antecederam a Copa das Copas, os pessimistas encheram a paciência do governo popular com a questão dos aeroportos. Mas o PT resistiu mais uma vez à conspiração dessa burguesia ociosa que reclama de tudo. E deixou para privatizar (que ninguém nos ouça) os aeroportos às vésperas da Copa.

Foi perfeito, porque sobrou mais tempo para o bando da companheira Rosemary Noronha parasitar o setor da aviação civil, proporcionando aos brasileiros o que eles mais gostam: ser maltratados nos aeroportos em ruínas, se possível derretendo com a falta de ar-condicionado (o que Dilma chamou carinhosamente de “Padrão Brasil”).

Os pessimistas perderam mais essa. Na última hora, com um show vertiginoso de remendos e puxadinhos (Brasil-sil-sil!), os aeroportos nacionais não obrigaram nem uma única delegação estrangeira a vir para a Copa de jegue. Todas as seleções entraram em campo — a televisão está de prova.

E, no que a bola rolou, quem haveria de memorizar detalhes insignificantes, como metade dos elevadores da Favela Antonio Carlos Jobim enguiçados, além de algumas esteiras e escadas rolantes interditadas, entre outros desafios dessa gincana Padrão Brasil?

Ora, calem a boca, senhores pessimistas. A Copa deu certo. A Rosemary também.

Quem vai cronometrar o tempo dos otários nas filas monumentais? Os cronômetros só medem a posse de bola. E bem feito para quem ficou preso nos engarrafamentos a caminho do estádio, de casa ou de qualquer lugar. Lula avisou para ir de jegue.

Você ficou engarrafado porque é um membro dessa elite branca que contribui para o aquecimento global. Além de tudo, é ignorante, porque ainda não entendeu que o combustível no Brasil foi privatizado pelos companheiros e seus doleiros de estimação. Como diria o petista André Vargas ao comparsa Alberto Youssef, o petróleo é nosso.

Além de jegue e jabuticaba, o Padrão Brasil tem feriado. Muito feriado. Quantos o freguês desejar. Pode haver melhor legado que esse para a mobilidade urbana?

Se todo mundo andar de jegue e ninguém precisar ir trabalhar, acabaram-se os problemas viários. Poderemos ter Copa todo mês. E os brasileiros não precisarão mais correr riscos com obras perigosas como os viadutos — que, como se sabe, desabam.

A Copa no Brasil tem tido jogos realmente emocionantes. É o triunfo do único inocente nessa história — o futebol. Viva ele. Os zumbis que ficavam gemendo pelas ruas que “não vai ter Copa” sumiram na paisagem do congraçamento das torcidas.

Mas é claro que isso será entendido pela geleia geral brasileira como… gol da Dilma! É a virada dos companheiros, a vitória dos oprimidos palacianos sobre as elites impatrióticas etc. A taça é deles. E a conta é nossa.

Se você não suporta mais essa alquimia macabra, que faz qualquer sucata populista virar ouro eleitoral, faça como os atletas do Felipão: chore.*

(*) Guilherme Fiuza, O Globo

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PENSANDO BEM…

Copa e eleições

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O pré-Copa foi tenso e repleto de maus augúrios: ruas indiferentes, obras por um fio, greves, ameaças de ação violenta. Não durou. Foi só rolar a bola para o clima virar. Bandeiras por todo lado, lágrimas ao som do hino a capela, ruas em festa. O transe coletivo da Copa venceu. Até quando?

A Copa une o Brasil. “O povo”, reflete o poeta Drummond, “toma pileques de ilusão com o futebol e o carnaval, suas duas fontes de sonho”. O sonho é belo, porém efêmero. Quando a bola parar, ganhe ou perca a seleção, a amarga realidade nos tomará outra vez com suas unhas de bronze.

Estamos a três meses da eleição. A vizinhança no tempo entre Copa e eleições –fruto da única medida aprovada na revisão constitucional de 1993, a redução dos mandatos executivos de cinco para quatro anos– é um desserviço à nossa democracia: não pelo eventual impacto do torneio nas urnas (duvidoso), mas pelo encurtamento do tempo real de campanha.

Democracia não é só voto –é debate e participação. Uma vez a cada quatro anos, renova-se a chance de refletirmos e fazermos valer nossas escolhas sobre os rumos da nação. A sincronia entre Copa e eleições –e isso logo no país do futebol!– conspira contra o ideal de uma democracia de alta intensidade.

Copa do Mundo e eleição competem pela atenção dos brasileiros. A disparidade, porém, é esmagadora. O futebol empolga e arrebata; a política deprime e exaspera.

Por que não vemos, na área política, a mesma floração de talentos jovens e aptos a nos representar no jogo democrático? Por que não participamos do debate eleitoral com o mesmo entusiasmo e paixão com que nos dedicamos a esmiuçar cada lance da “pátria em chuteiras”?

O futebol traduz o modo de ser e sentir brasileiros: o nosso poder de adaptação e superação; a criação de boas formas de existência coletiva; a improvisação talentosa e uma compreensão lúdica da vida.

Nossa vida pública, ao contrário, parece enredada numa espiral entrópica. Quanto mais ela teima em nos decepcionar com seu fisiologismo e impudor, maior o sentimento de aversão a ela. E, quanto maior a aversão, mais crescem o desânimo e o indiferentismo que favorecem o atual estado de coisas e nos empurram rumo às piores práticas na política.

Como reverter esse quadro? A resposta é uma só: participação. A Copa é fogo-fátuo, mas o resultado das urnas ficará conosco –é o futuro da nação em jogo. Se nós dedicássemos às eleições uma fração da energia alerta que devotamos à Copa, como no esboço das manifestações de junho, nós mudaríamos o Brasil. A política existe para expressar nossos valores e sonhos, não para nos enojar.*

(*) EDUARDO GIANNETTI, economista e escritor – FOLHA DE SP

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A COPA COMO ELA É

Viaduto inacabado da Copa desaba e mata um em BH

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Estrutura de concreto a 6 km do Mineirão atinge micro-ônibus e mata motorista

Obra foi contratada pela prefeitura e é bancada por verba federal do PAC; prefeito fala em erro de engenharia.

Um viaduto em construção desabou nesta quinta-feira (3), em Belo Horizonte, matando ao menos uma pessoa e ferindo outras 22.

A obra, na região norte da cidade, integra o pacote federal de mobilidade da Copa e não havia ficado pronta a tempo para o Mundial.

Hanna Cristina Santos, 25, motorista de um micro-ônibus que trafegava pela avenida Pedro 1º, que passa embaixo do viaduto, morreu esmagada.

A filha dela, de cinco anos, também estava no veículo, e sofreu ferimentos leves.

Passageiros do micro-ônibus são a maioria entre os feridos. Também foram esmagados dois caminhões da obra, que estavam desocupados, e um carro de passeio.

O desabamento, a cerca de 6 km do Mineirão, foi noticiado em todo o mundo. Nove pessoas já haviam morrido em obras do Mundial, todas na construção de estádios.

A avenida Pedro 1º é um dos caminhos para o Mineirão, que já sediou cinco partidas da Copa e abrigará a semifinal na próxima terça (8).

A obra é executada pela construtora Cowan, contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte com verba federal.

O prefeito Márcio Lacerda (PSB) afirmou que a responsabilidade será apurada, mas atribuiu o desabamento a um erro de engenharia.

A presidente Dilma Rousseff (PT) escreveu, em seu perfil no Twitter, que recebeu a notícia “com tristeza” e prestou solidariedade às famílias das vítimas.

A prefeitura contabiliza ainda uma morte “presumida”: a do condutor do carro de passeio. O óbito não havia sido confirmado até a conclusão desta edição porque as equipes que trabalhavam no local não haviam conseguido alcançar o local onde ele está.

RISCO

O desabamento poderia ter sido mais grave. O tráfego de veículos era normal na avenida quando ocorreu o acidente, pouco depois das 15h.

Imagens de uma câmera de segurança mostram ônibus, caminhões e carros passando por debaixo do viaduto segundos antes da queda.

O viaduto foi planejado para ordenar o trânsito na região devido à construção do corredor do BRT (ônibus rápido) na avenida, que interrompeu vários cruzamentos.

No início da noite, o micro-ônibus e o corpo da motorista foram retirados dos escombros. Os bombeiros tentavam levantar parte do concreto, com macacos hidráulicos, para remover o carro de passeio.

A maior parte dos feridos foi levada a hospitais da região. Eles não correm risco de morrer, segundo a prefeitura. Três haviam sido liberados.*

(*) PAULO PEIXOTO – LILIANE PELEGRINI – FOLHA DE SP

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VADE RETRO!

A VIDA FELLINIANA E FELLINIESCA

DE SARNEY ET CATERVA…

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Volto ao repisado tema: o clã Sarney, cujo patriarca, aos 84 anos, sentindo o cheiro da derrota nas eleições de 2014, no Amapá e no Maranhão, se viu obrigado a não disputar mais um mandato de senador pelo Amapá e anunciou seu “amarelar” estribado em desculpas esfarrapadas: cuidar da mulher doente.

Imaginei Sarney de pijama fazendo um chazinho para dona Marly Macieira Sarney. Até fiquei enternecida porque se nós, maranhenses, devemos algo ao clã é à dona Marly, que, da profundeza do silêncio de toda a sua vida (namorou Sarney desde 1947, e casaram-se em 12.7.1952), conseguiu algo que nós, que há anos bradamos “Xô, Sarney”, jamais conseguimos!

Quem pilhou um Estado por meio século não merece piedade! O patriarca não se faz de rogado para mentir. Basta ler seu último artigo. Além de destilar todo o seu ódio anticomunista, caprichou em megalomania: “Retribuí, devolvendo ao Estado o que realizei, e tudo do que aqui foi feito passou pelas minhas mãos, até os adversários!”. É infâmia demais!

E arrematou: “Depois de 60 anos de mandato… Ocupei todos os cargos políticos da República, chegando a ser presidente. Sou o senador que mais tempo passou no Senado, do qual fui presidente quatro vezes: 38 anos. Atrás de mim vem Rui Barbosa, com 33 anos” (“De convenção em convenção”, EMA, 29.6.2014). Esqueceu que dom Pedro II reinou por 49 anos e ele, no Maranhão, reina desde 1966!

PERSONAGEM GROTESCO

Ninguém mais do que Sarney soa tão felliniano (personagem com traços caricatos e grotescos). Sempre que revejo “E la Nave Va” (1983), genial bizarrice de Fellini – a viagem-funeral do luxuoso navio Glória N. com as cinzas da cantora de ópera Tetua Edmea para a ilha de Erina, onde ela nasceu –, tenho a impressão de que é o funeral de Sarney.

É que a vida de Sarney, além de felliniana, é felliniesca – contém cenas em que imagens alucinógenas invadem uma situação comum, sobretudo no tocante à riqueza subtraída do povo maranhense. Somemos todas as obras que Sarney diz ter feito em meio século de mando no Maranhão e comparemos com o patrimônio pessoal legal do clã. O Maranhão perde feio! É impossível que, somados todos os proventos auferidos por Sarney, Roseana e Zequinha em cargos parlamentares e executivos, tenham gerado tanta riqueza familiar! Com razão @mellopost: “O problema não é José e Roseana Sarney estarem deixando a política. O problema é estarem saindo pela porta da frente”.

E A FILHA?

Para completar o espetáculo felliniesco, aparece a filha imitando o pai: “Já fui tudo o que eu podia ser. Não quero mais disputar eleição. Não quero saber mais de mandato… Eu estou perdendo toda a minha biografia. Estava virando apenas a filha de Sarney. Eu tenho uma vida política própria. Fui a primeira mulher governadora do país. Sempre tive uma forte atuação na luta das mulheres”.

Pergunto: na luta das mulheres de qual país? Vida política própria? Outra mentira deslavada! Ela entrou na política como herdeira do pai (vide “Em nome do pai e do clã”) e continua. Ponto final!

O meu grande sonho era ver os Sarneys expurgados da vida pública pelo voto do povo, e não saindo quase à francesa, como se não estivessem à beira do precipício da derrota eleitoral. Como disse Flávio Dino na Convenção da Mudança, no dia 29.6, que homologou sua candidatura a governador do Maranhão, à qual compareceram 10 mil pessoas: “Nenhum império dura para sempre”. *

(*) Fátima Oliveira – O Tempo – Na Tribuna da Imprensa Online

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