MERCADO DE TRABALHO

Brasil perdeu 81.774 vagas de empregos formais em janeiro, pior resultado desde 2009

Analistas esperam saldo líquido negativo, mas de apenas 20.000 empregos

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O Brasil fechou 81.774 vagas formais de trabalho em janeiro, o pior resultado para o mês desde 2009, quando haviam sido eliminados 101.748 postos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, nesta sexta-feira. Pesquisa daReuters feita com analistas mostrou que a mediana das expectativas era de fechamento de 20.000 empregos. Em janeiro do ano passado, o saldo líquido havia sido positivo em 29.595 vagas.

Este foi o segundo mês consecutivo de redução de postos de trabalho formais no Brasil, após o fechamento em dezembro de 555.508 posições com carteira assinada, sem ajustes.

No primeiro mês deste ano, o comércio varejista fechou 97.887 postos de trabalho, enquanto o comércio atacadista mostrou estabilidade com a criação de apenas 87 vagas. Já a área de serviços registrou perda de 7.141 postos de trabalho. Por outro lado, a indústria de transformação voltou a contratar em janeiro após oito meses perdendo vagas, com 24.417 postos de trabalho criados. A agricultura teve geração de 9.428 vagas.

A alta do desemprego no início deste ano também foi confirmada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Conforme divulgou nesta semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de desocupação subiu de 4,3% em dezembro (mínima histórica) para 5,3% em janeiro, refletindo a baixa confiança na economia brasileira.

(*) Veja com agência Reuters e Estadão Conteúdo

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QUE MENTIRA QUE LOROTA BOA…

OS PRIMEIROS CULPADOS DA LAMBANÇA

Até o Lula anda apelando. Instalado em Brasília há três dias para tentar botar ordem na confusão entre Dilma e os partidos da base oficial, o ex-presidente renunciou à sua experiência para fazer coro com os vigaristas que através de décadas tem sustentado ser culpa do sistema de comunicação social do governo a péssima imagem do próprio. Quer dizer, se a população protesta, se os caminhoneiros param, se a Petrobras transformou-se na caverna do Ali Babá, se faltam água e energia, e se do palácio do Planalto surgem iniciativas extinguindo direitos trabalhistas – tudo acontece por falta de comunicação social. Incompetentes seriam os encarregados de divulgar que o país é um paraíso, que a presidente apresenta altíssimos níveis de popularidade, que os caminhoneiros não se rebelaram, que a Petrobras dá exemplos de extrema honestidade, que a água e a energia são distribuídas amplamente e que os direitos trabalhistas estão sendo ampliados.

Essa é a sina dos ministros da Comunicação Social, dos secretários e assessores de Imprensa. São os primeiros a ser arcabuzados pela quadrilha que cerca os donos do poder. Fragilizados pela inoperância dos governos a que servem, os comunicadores recebem a primeira carga de críticas e diatribes.

O diabo é estar a equação matreiramente invertida. Se os encarregados da comunicação social não anunciam milagres será porque milagres não existem e nada de bom há para anunciar. Se o governo nada tem para divulgar, mas só malfeitos, como esperar que se transformem em prestidigitadores capazes de tirar coelhos da cartola?

Tem sido assim, em especial nos dois governos do PT. Os companheiros, frustrados com a má imagem dos governantes, quer dizer, deles mesmo, logo se queixam de estar sendo perdida a batalha da comunicação, por inoperância de seus responsáveis. Ainda mais quando se negam a distribuir publicidade aos montes para veículos partidários quase sempre inoperantes e até inexistentes.

LULA NA VIGARICE

O inusitado na quadra atual é o engajamento do Lula nessa vigarice. Ele, pelo menos, tinha obrigação de prospectar mais fundo as causas de o Congresso estar em vias de rejeitar as medidas provisórias de arrocho social enviadas pela presidente Dilma. Já viveu experiência igual, ainda que não tão aguda como agora.

Como, indaga o primeiro companheiro, não se explica o maravilhoso sentido das propostas da sucessora? Por que não divulgar os sublimes objetivos da redução de prerrogativas trabalhistas? Se os fatos continuam desmentindo as enganações, pior para os fatos…

Ampliando-se um pouco mais a dimensão das agruras que atingem a comunicação social deste e de todos os governos, a constatação é de que o mesmo raciocínio se usa contra a imprensa: só más notícias são apresentadas? A culpa é de quem as apresenta.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

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A GRANDE FRAUDE ELEITORAL

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DO ISOLAMENTO

000 - posto avançado

Na sua mais recente intervenção política, o Lula recomendou à presidente Dilma levantar a cabeça. Vamos supor a sucessora seguindo o conselho do antecessor. Verá o quê, além da paralisação dos caminhoneiros, da alta nos preços, das generalizadas reações contra a redução de direitos trabalhistas, mais o temor dos partidos de sua base política diante da lista a ser divulgada pelo Procurador-Geral da República por conta dos escândalos na Petrobras? Também verá a insatisfação do PMDB diante do distanciamento do governo, a rebelião no PT, o sentimento de independência do Congresso transformar-se em hostilidade, envolta por sua impopularidade expressa nas recentes pesquisas de opinião. Sem falar nas ameaças de impeachment e num ministério amorfo, insosso e inodoro. Quantos obstáculos e desgraças a mais?

Raras vezes alguém ocupando a presidência da República defrontou-se com tamanho inferno astral, mesmo pouco depois de seu aniversário.

Importa prospectar as razões dessa queda, justo em seguida à reeleição. É preciso ir além de suas características pessoais, como a presunção, a arrogância e a rispidez no trato com os subordinados. O fracasso na função de governar deve-se, basicamente, à incapacidade de compreender e de integrar-se ao Brasil e aos brasileiros. Não somos um quartel, nem uma repartição pública, muito menos um colégio de freiras onde a Madre Superiora impõe suas concepções às freirinhas assustadas. Há quanto tempo Madame não sai à rua como simples cidadã, não vai à praia lotada de gente num dia de sol, não faz compras num centro comercial, não entra num restaurante ou até num botequim, se é que já entrou?

Suas agruras tem raízes no isolamento, tanto faz se por julgar-se superior, dona das verdades absolutas, ou por timidez. Para resumir, falta um sorriso. Uma descontração. A presidente lembra mais o general Ernesto Geisel do que Juscelino Kubitschek, só para referir dois polos opostos de ocupação do poder. Mesmo sem sentir, ela transmite seus sentimentos e sua postura ao país inteiro. Acaba contaminando a maioria. Colhe o que vem plantando, com os olhos voltados para o canteiro, sem levantá-los.

DE ONDE TIRAR O DINHEIRO?

Os ministros, com Joaquim Levy à frente, silenciam quando escutam da grande maioria de parlamentares com quem tem conversado sugestões para ajustar a economia através da criação do imposto sobre grandes fortunas, taxando as remessas de lucro para o exterior, as heranças e até o faturamento dos bancos. Preferem defender a redução de direitos trabalhistas.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

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O EX-EMPRESÁRIO CULT DO LULOPETISMO

EIKE VIVE NO INFERNO E OS EX-AMIGOS

SE DIVERTEM NO PARAÍSO

000 - eike batista - não perde a pose

Enquanto Eike Batista e a ex-mulher Luma de Oliveira, mãe de Thor e Olin, têm bens apreendidos pela Polícia Federal, os ex-escudeiros do empresário não encontram motivos para reclamar. Cada um dos executivos, como Marcelo Cheniaux, Adriano Vaz, Ricardo Antunes, Rodolfo Landim, Joaquim Martino, Paulo Gouvêa, Flávio Godinho, Dalton Nosé e Marcelo Faber Torres saíram do grupo X levando entre R$ 70 milhões e R$ 200 milhões.

Para especialistas, o que está em curso não surpreende. Conhecido por ser extremamente centralizador, Eike brilhou sozinho no apogeu, ainda que artificial, do grupo X. Agora, está pagando, também sozinho, pelos erros cometidos. Antes da derrocada, Eike era o acionista controlador de todos os negócios do grupo. Fazia questão de dominar as situações, e nada podia avançar sem a bênção dele, conhecido por ser pouco democrático no trato diário com sócios e funcionários.

“É óbvio que Eike é o grande responsável por tudo o que aconteceu e deixou de acontecer”, sustenta o presidente da Strategos Soluções Empresariais, Telmo Schoeler.

Os amigos do peito, por ora, não tiveram a vida nem os bens devastados. A cúpula do grupo se rebelou a tempo de não afundar no mesmo barco do ex-chefe. Até aqui, o “salve-se quem puder” deu certo. “Não há dúvida de que o principal alvo de qualquer ação será o próprio Eike, que tem o maior patrimônio. Com certeza, com raras exceções, todas as transações e todos os contratos do grupo foram avalizados por Eike”, comenta Schoeler.

FAZ DE CONTA

Como o conglomerado X era apenas uma fantasia, o ex-bilionário seduziu executivos de empresas do porte da Vale e da Petrobras com pacotes de ações. Quem aceitou a proposta e vendeu os papéis antes do colapso das companhias ganhou rios de dinheiro. Marcelo Faber Torres, diretor financeiro e de relações com investidores da OGX Óleo e Gás por cinco anos, acumulou fortuna de R$ 110 milhões. Foi demitido um ano e meio antes da empresa afundar, após uma briga com Eike.

Flávio Godinho e Paulo Gouvêa, amigos de Eike por mais de uma década, têm hoje R$ 200 milhões e R$ 150 milhões, respectivamente. Rodolfo Landim, antigo funcionário

de carreira da Petrobras, entrou no sonho X com patrimônio de R$ 500 mil e o multiplicou por 240 em quatro anos, saindo com R$ 57 milhões.

Ricardo Antunes, Joaquim Martino e Dalton Nosé deixaram a Vale para se tornarem diretores da MMX – os dois primeiros ganharam R$ 57 milhões; Nosé acumulou R$ 115 milhões em dois anos e meio de trabalho. Marcelo Cheniaux, Ricardo Antunes e Adriano Vaz pediram demissão quando o grupo começava a desandar, mas com a venda de ações ganharam pelo menos R$ 80 milhões.

ADEUS ÀS ILUSÕES

O desmanche dos bens de Eike e de seus herdeiros não atingiu a riqueza daqueles considerados braços-direitos dele porque, internamente, foi possível perceber, com antecedência, o fim da ilusão. “A turma próxima a Eike notou a tempo que o cenário não era bom, que algo estava estranho. Quem pôde pulou logo fora, já pensando em escapar de futuros problemas”, avalia o consultor Marcos Assi, especialista em auditoria interna com 30 anos de experiência.

Alguns dos contratados para o alto escalão do grupo, acrescenta Assi, passaram a se recusar, inclusive, a assinar documentos, temendo consequências drásticas. Ao menos para os mais bem-sucedidos parceiros de Eike, as fortunas do “X” se concretizaram. Não à toa, a maior parte deles goza de um luxo conquistado às custas do mundo criado pelo ex-bilionário. “Eles se deram bem porque conseguiram se descolar da imagem de Eike, sempre muito controlador”, emenda Assi.*

(*) Simone Kafruni e Diego Amorim – Correio Braziliense

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FARINHA DO MESMO SACO – PODRE

PT E PSDB: VERSO E REVERSO

DA MESMA MEDALHA

Afinal, depois de muito ler e refletir, consigo perceber onde me enganei nesses anos todos. Há muito escrevo e comento que PT e PSDB deveriam se unir para auxiliar o país a sair das crises em que tem se metido. E supunha que ambos poderiam juntos – guardadas as devidas diferenças – fugir ao destino de serem no governo reféns dos PMDBs e siglas fisiológicas em geral.

Não vão conseguir. Afinal, na sexta-feira, dia 20, Dilma Rousseff reapareceu em público, como se ainda estivesse no palanque, e atacou o PSDB, acusando o adversário de ser o verdadeiro pai da operação Lava Jato. Prontamente, tanto FHC quanto Aécio retrucaram, o primeiro mais incisivo: se Barusco (ex-gerente da Petrobras, agora delator premiado) diz que usufruía de propinas desde 1997, afirmo que só o PT tornou essa prática institucionalizada, isto é, fez da empresa um canal de corrupção como jamais existiu neste país. (Não ponho entre aspas porque só registrei pela televisão.)

Acontece que os dois partidos são o verso e o reverso de uma mesma medalha, que suga o trabalhador, organizado ou não, e patrocina uma espoliação igual às que agora vemos acontecerem mundo afora.

CAMPEÕES NACIONAIS

O PT faz com o PMDB o repeteco do nacional-desenvolvimentismo, que sempre viveu de corrupção e que, em sua versão moderna, tenta criar um capitalismo financiado pelo Estado, via BNDES, com seus “campeões nacionais”. Estes são beneficiados com dinheiro do FAT ou do Tesouro e engendram conglomerados como o Friboi, que suga duplamente o povão: no preço, neste caso da commodity “carne”, ou na elevação da dívida pública, levada à estratosfera.

Aí entra Joaquim Levy, ligado ao outro lado, para pôr ordem na casa, fazendo com que todos os que vivem de salário paguem o pato pela tunga dos de cima. No caso do PT, há um respeito litúrgico pelos movimentos sociais e sindicais organizados, que vivem de benesses estatais e que, cooptados, não representam os trabalhadores, mas ficam esperneando sem sucesso. Aliás, desde Lula, a CLT varguista continua em vigor e até consegue ser piorada, com a concessão de 10% da contribuição sindical para as centrais sindicais. Assim, os movimentos organizados se calam, enquanto os desorganizados, quando saem às ruas, ou são assassinados (como Amarildos), ou são chamados de vândalos.

CAPITAL FINANCEIRO

No caso do PSDB, o esquema é outro: o capital financeiro reina soberano – daí o Proer com que FHC salvou os bancos da quebradeira – ou entra no mercado brasileiro, como agora esclarece o escândalo do HSBC. Ao tempo desses, o pau come sobre os trabalhadores organizados (lembrem-se dos petroleiros em 1995), e nada de sobras de banquete para os pobres (como o Bolsa Família, criado por eles e adotado, com requintes, pelos petistas). Mas ambos trabalham uns para os outros, como fez antes Henrique Meirelles para Lula no Banco Central, e como faz agora Joaquim Levy para Dilma.

Tudo “farinha do mesmo saco”, pois sabem lucrar e mandar a conta para os trabalhadores.
Grande pilantragem.*

(*) Sandra Starling – O Tempo

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É A LAMA / É A LAMA…

Brasil na lama: a capa da The Economist.

 A revista The Economist volta a dedicar a capa para o Brasil. Na edição latino-americana que chega às bancas nesta quinta-feira, 26, uma passista de escola de samba está em um pântano coberta de gosma verde com o título “O atoleiro do Brasil”. Em editorial, a revista diz que a antiga estrela da América Latina “está na maior bagunça desde o começo dos anos 1990″.
A Economist diz em editorial que, durante a campanha, Dilma Rousseff “pintou um quadro rosa” sobre o Brasil e a campanha teve o discurso de que conquistas como o emprego, aumento da renda e benefícios sociais seriam ameaçados pela ”oposição neoliberal”. “Apenas dois meses do novo mandato e os brasileiros estão percebendo que foi vendida uma falsa promessa”.
Para a revista, “a economia do Brasil está em uma bagunça, com problemas muito maiores do que o governo admite ou investidores parecem perceber”. Além da ameaça de recessão e da alta inflação, a revista cita como grandes problemas o fraco investimento, o escândalo de corrupção na Petrobras e a desvalorização cambial que aumenta a dívida externa em real das empresas brasileiras. “Escapar desse atoleiro seria difícil mesmo para uma grande liderança política. Dilma, no entanto, é fraca. Ela ganhou a eleição por pequena margem e sua base política está se desintegrando”, diz a revista.
A Economist nota que boa parte dos problemas brasileiros foram gerados pelo próprio governo que adotou uma estratégia de “capitalismo de Estado” no primeiro mandato. Isso gerou fracos resultados nas contas públicas e minou a política industrial e a competitividade, diz o editorial. A revista cita que Dilma Rousseff reconheceu parte desses erros ao convidar Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. “No entanto, o fracasso do Brasil em lidar rapidamente com distorções macroeconômicas deixou o senhor Levy com uma armadilha de recessão”.
Entre as medidas para que o Brasil retome o caminho do crescimento sustentado, a revista diz que “pode ser muito esperar uma reforma das arcaicas leis trabalhistas”. “Mas ela deve pelo menos tentar simplificar os impostos e reduzir a burocracia sem sentido”, diz o texto, ao citar que há sinais de que o Brasil pode se abrir mais ao comércio exterior.
O editorial termina com a lembrança de que o Brasil não é o único dos BRICS em apuros e a Rússia está em situação pior ainda. “Mesmo com todos os seus problemas, o Brasil não está em uma confusão tão grande como a Rússia. O Brasil tem um grande e diversificado setor privado e instituições democráticas robustas. Mas seus problemas podem ir mais fundo do que muitos imaginam. O tempo para reagir é agora”.*
(*) Estadão
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VALE AVIÃO COM O NOSSO DINHEIRINHO

Câmara bancará passagens para esposas  e maridos de parlamentares

“O pacote de bondades do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que será bancado com o nosso dinheirinho, terá um impacto anual de R$ 150,3 milhões, nas contas da Casa”

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BRASÍLIA – No momento em que o governo se esforça para fazer aprovar um ajuste fiscal no Congresso, com redução de benefícios sociais, o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cumpriu uma promessa de sua campanha: a aprovação de um pacote de bondade para os 513 deputados com reajustes de verbas parlamentares e a possibilidade de usar dinheiro da cota para pagar passagens para mulheres e maridos de deputados e deputadas. O aumento valerá a partir de primeiro de abril e provocará um impacto anual extra nas contas da Casa de R$ 150,3 milhões.

Em reunião da Mesa Diretora ontem, foram aprovados reajustes de 18,02% na verba para contratação de funcionários não concursados, de 8,72% na verba de custeio do mandato, e de 11,92% no auxílio moradia, Como o aumento só vigora a partir de abril, o impacto é menor, de R$ 112, 7 milhões.

Além dos reajustes nas verbas, Cunha também anunciou a decisão de permitir o pagamento, dentro da cota de custeio do mandato, de passagens para os cônjuges dos deputados. Neste caso, só será permitido a emissão de passagens do estado de origem do deputado até Brasília. Depois da chamada farra das passagens aéreas, em 2009, a Câmara tinha proibido o pagamento de passagens para familiares, permitindo apenas o uso pelo próprio deputado e um assessor, desde que autorizado pela Mesa.

Cunha disse que para cobrir o aumento serão cortadas outras despesas do orçamento da Câmara e não demonstrou constrangimento.

— Eu não acho corporativista. Ninguém está dando aumento, nós só aceitamos a correção inflacionária. Eu não estou aumentando verba, estou corrigindo principalmente o salário dos funcionários de gabinete. As esposas terão direito a passagem, mas dentro da própria cota do deputado — alegou Cunha.*

(*) ISABEL BRAGA – O GLOBO

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ELES SE MERECEM…

Renan vira símbolo do

ocaso precoce de Dilma

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A história, como se sabe, não é uma estenógrafa burocrática que fica sentada atrás de uma mesa organizando os fatos em fila cronológica. É uma maluca inconfiável, que adora subverter o calendário. Por exemplo: o século 19 acabou de verdade com o naufrágio do Titanic. E o século 21 começou pra valer com o ataque às Torres Gêmeas de Nova York.

Os brasileiros do futuro talvez elejam este fevereiro de 2015 como um dos períodos em que a história perverteu a folhinha. Comentarão que foi uma fase histórica porque —assim como o século 19 tinha acabado 12 anos antes do Titanic e o século 21 tinha começado nove meses antes do World Trade Center— a Era do PT no poder federal do Brasil começou a acabar numa entrevista concedida por Renan Calheiros três anos e dez meses antes da conclusão do mandato de Dilma Rousseff.

Após declarar que a coligação PT-PMDB está “capenga”, Renan afirmou que “o PMDB já tem cargos demais”. E aconselhou Dilma a “suspender a ocupação de 50% dos cargos em comissão.” Repetindo: além de refugar novos cargos, Renan pregou a suspensão de 11,5 mil das 23 mil indicações reservadas a políticos fisiológicos como ele. É como se o presidente do Senado, depois de manter por 12 anos um afilhado na comando da Transpetro, uma das mais endinheiradas subsidiária da Petrobras, cuspisse num prato em que já não pode comer.

Renan, como se sabe, é uma espécie de São Jorge que, quando se dispõe a salvar a donzela, acaba casando com o dragão. De repente, o aliado de pau oco passa a criticar a irresponsabilidade fiscal de Dilma. O que houve no primeiro mandato de madame foi um “escorregadão” econômico, disse Renan, não uma “escorregadinha” como afirmara o ministro Joaquim Levy (Fazenda).

No futuro, dirão que, ao trocar a ocupação predatória do Estado pela defesa oportunista do Tesouro, Renan decretou o fim precoce do segundo reinado de Dilma. Como o Titanic, o petismo afunda em meio à presunção de superioridade que o fez ignorar a evidência de que alianças tão heterodoxas só podiam acabar em desastre. E Renan tenta fazer pose de navio que abandona os ratos. Como as Torres Gêmeas, o petismo explode na delação dos homens-bomba que ajudou a armar. E Renan comporta-se como o filho que, depois de matar pai e mãe, roga ao júri que tenha clemência de um pobre órfão.*

(*) Blog do Josias de Souza

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ELES ESTÃO INDO À LOUCURA

PGR deve pedir quebra de sigilo bancário de parte dos políticos citados na Lava-Jato

Rodrigo Janot vai apresentar nos próximos dias os pedidos de abertura de inquérito ou de arquivamento de casos

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BRASÍLIA – A Procuradoria Geral da República (PGR) deve pedir a quebra do sigilo bancário de parte dos políticos investigados na Operação Lava-Jato, no momento das solicitações de abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outras duas diligências serão comuns nos pedidos da PGR: o depoimento de testemunhas e o compartilhamento de provas produzidas na primeira instância.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar na próxima terça ou quarta-feira os pedidos de abertura de inquérito ou de arquivamento relacionados às autoridades supostamente beneficiárias dos desvios da Petrobras. A previsão anterior era de que Janot apresentasse os pedidos de abertura de inquérito ainda nesta semana. Os textos já estão praticamente prontos. No entanto, a quantidade de material a ser revisado foi responsável pelo adiamento.

Janot vai fazer um pedido expresso para que o ministro relator da Lava-Jato no STF, Teori Zavascki, retire o sigilo dos procedimentos. A expectativa da PGR é de que Zavascki vai concordar com o pedido, o que permitirá saber quem são os políticos a serem investigados e quem são as autoridades que se livrarão das acusações já nessa fase inicial dos processos, em razão dos arquivamentos.

A PGR também deve pedir a quebra de sigilo fiscal dos investigados no momento da abertura dos inquéritos. No entanto, a expectativa é de que esse tipo de providência não traga muitas novidades, porque já houve inclusive o bloqueio de bens dos envolvidos. É pouco provável que haja quebra dos sigilos telemáticos e telefônicos. Isso porque, para os procuradores, os investigados têm tomado excessivas precauções no último ano, depois de deflagrada a Operação Lava-Jato. Portanto, a medida seria em vão.

Ao pedir que um inquérito seja instaurado pelo STF, instância para investigações de autoridades com foro privilegiado, Janot já listará as diligências requeridas. Os pedidos de quebra de sigilo bancário ocorrerão apenas para parte dos citados nos depoimentos das delações premiadas.

A tendência é que Janot se concentre mais nos pedidos de diligências sobre o envolvimento de políticos nos desvios da Petrobras do que na oferta automática de denúncias ao STF. A expectativa atual sobre os trabalhos na PGR, nessa fase de revisão final das peças a serem protocoladas, é de que não haja nenhuma denúncia de imediato, nem mesmo no caso do senador Fernando Collor (PTB-AL), acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber propina em negócios da BR Distribuidora.

A interpretação sobre o caso de Collor é de que já existem evidências de recebimento de dinheiro proveniente do esquema operado por Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, os dois principais delatores do esquema. Mas, pelo menos até agora, a possibilidade maior é de que Janot peça a abertura de inquérito para, então, seguir com as investigações, que podem resultar numa denúncia. Até então, os indícios mais robustos se referem ao envolvimento de parlamentares de baixo clero.

Tramitam no STF 42 petições ocultas – sem qualquer menção no andamento eletrônico dos processos – relacionadas à Lava-Jato. As petições são o resultado das delações de Youssef e Costa e serão a base para os inquéritos a serem instaurados. A previsão é de que o procurador-geral encaminhe os pedidos de inquéritos e arquivamentos ao STF entre esta quinta-feira e o início da próxima semana.*

(*) VINICIUS SASSINE, JAILTON DE CARVALHO E CAROLINA BRÍGIDO – O GLOBO

 

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