PIADA PRONTA

O “vampiro” Suárez tirando sangue do jogador.

Quando eu li a chamada no Facebook poderia jurar que era mais uma das inteligentes palhaçadas de Joselito Muller, aquele que tem “mobral incompleto” e que adora tirar sarro da esquerda. Mas não. Era uma notícia do GLOBO mesmo, com declarações oficiais do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que a punição da Fifa ao jogador uruguaio Suárez era resultado de ele ter eliminado da Copa uma potência europeia.

“Não perdoaram o Uruguai porque um filho do povo eliminou duas grandes potências do futebol. E aí então inventaram todo esse expediente”, disse aquele que já conversou até com o falecido Hugo Chávez, seu antecessor, em forma de passarinho. O socialista acrescentou: “É muito doloroso o castigo desproporcional que recebeu Luis Suárez da Fifa. É um grande atacante sul-americano. Luis Suárez pertence a toda a América do Sul”.

Em tão poucas palavras, todo o absurdo que os socialistas representam fica exposto. A visão vitimista típica dos que têm complexo de vira-latas, sempre culpando os “imperialistas” pelas cagadas que os latino-americanos aprontam. A politização de tudo na vida, inclusive do futebol. A incrível negação dos fatos, ao ignorar a mordida visível para todos que possuem olhos para enxergar. E o coletivismo tosco, que transforma um indivíduo de carne e osso apenas em um símbolo abstrato de algum coletivo, como se o jogador “pertencesse” a toda a América do Sul.

Ainda que a declaração de Maduro seja caricata e passe de qualquer limite do ridículo, não foi um caso isolado. Diz a reportagem:

A punição gerou uma comoção generalizada no mundo do futebol. Muitos consideraram a sanção exagerada, até mesmo Chiellini. Os comentários mais eloquentes vieram de ícones da esquerda latino-americana, como o presidente uruguaio, José Mujica, e mesmo o ídolo do futebol argentino Diego Maradona, para quem a sanção não passa de uma conspiração internacional contra os uruguaios.

Maradona, aquele que tem uma tatuagem do assassino Che Guevara, deve achar que foi uma conspiração internacional a favor da Argentina quando sua seleção venceu com um escancarado gol de mão de sua própria autoria, na certa. Só que não. A conspiração só vale quando é contra os pobres latino-americanos. Tudo culpa das “elites”, só pode!

A punição da Fifa pode parecer severa para alguns, e qual seria a mais adequada é passível de debate. Eu já penso que a Fifa compreende que a impunidade em campo é um convite ao abuso, e que se um “vampiro” que morde o adversário sai impune e continua na Copa, isso seria a completa desmoralização da arbitragem e do evento, instigando outros “pitbulls” a usar os dentes em vez dos pés e rasgar as regras de civilidade.

Ontem escrevi um texto irônico que fez bastante sucesso sobre o apagão venezuelano, culpando a CIA pelo ocorrido. Às vezes só levando na brincadeira mesmo essa esquerda jurássica e patética. Mas tem dois problemas nisso: um, os esquerdistas sequer compreenderem a ironia, pois muitos são analfabetos funcionais; dois, os próprios ícones dessa esquerda falarem a sério aquilo que nós poderíamos jurar que não passa de uma grande piada.

A esquerda bolivariana, afinal, é uma grande piada, só que de muito mau gosto, e com um gigantesco poder de estrago.

(*) Blog do Rodrigo Constantino

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ESTADO LAICO, É?

Escola no interior do estado é acusada de impor pai-nosso a aluno judeu

Secretaria de Educação nega denúncia feita por pai de estudante e garante que oração diária é ato voluntário


RIO — Em um país laico e que tem a liberdade de crença garantida no artigo 5º de sua Constituição Federal, o caso de um menino judeu no município de Engenheiro Paulo de Frontin foi parar na polícia. O pai do jovem denunciou que o filho, que cursa o 9º ano no Ciep Cecílio Barbosa da Paixão, era obrigado a rezar a oração cristã pai-nosso, o que viola a crença religiosa da família, que é judia. No dia 5 de junho, o presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Jayme Salim Salomão, encaminhou um pedido de explicações à direção da escola e também à Secretaria estadual de Educação. A direção do Ciep, segundo a secretaria, nega que o menino tenha sido obrigado a rezar e que a oração é uma ação voluntária de um grupo de alunos e funcionários.

No ofício, a federação pede providências e diz que, lamentavelmente, a legítima recusa em não participar das orações está causando constrangimentos ao adolescente. O documento ressalta a liberdade religiosa e lembra que o Brasil é signatário de diversos tratados e convenções, nos quais foram assegurados o respeito à vida e à dignidade humana. A federação pede ainda que seja garantido ao aluno o direito de não participar e ser dispensado das orações diárias, sem que o mesmo seja vítima de qualquer ato de preconceito ou discriminação por parte dos alunos, funcionários ou professores. Ainda no documento, a federação reitera que tal prática constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão.

O pai do menino publicou em seu perfil no Facebook um longo relato da situação. Diz que o filho passou a ter problemas, até que um dia voltou para casa transtornado e disse que não suportava mais ir à escola todos os dias e ter que rezar. Segundo o pai, “quando saía da fila, todos os alunos ficavam olhando para ele com ar de crítica, e a funcionária (inspetora), pedia para ele voltar, alegando que o pai-nosso é uma oração universal, (isto, após ele ter dito a ela várias vezes que esta oração é cristã, e que não representa a sua fé)”, acrescentando ter denunciado o caso ao Conselho Tutelar e à polícia.

ALUNO FOI PARA OUTRA ESCOLA

A Secretaria estadual de Educação informou, por nota, que a escola é laica e que não orienta e muito menos obriga qualquer aluno a fazer orações, e que a direção do Ciep Cecílio Barbosa da Paixão informou que alguns estudantes e funcionários se reúnem, em um ato totalmente voluntário, para uma oração.

Ainda segundo a nota, a escola explicou à família do aluno que ninguém é obrigado a participar da oração, reforçando que é uma atitude voluntária de alguns estudantes. Mesmo assim, os familiares optaram por transferi-lo para outro colégio. A Secretaria de Educação disse ainda que repudia quaisquer formas de preconceito e proselitismo religioso dentro das unidades escolares da rede. A Diretoria Regional Centro-Sul (ouvidoria) está acompanhando o caso e orientará os responsáveis e o aluno.

Funcionários da escola registraram queixa na 51ªDP (Paracambi) contra o pai do menino. Segundo o registro da ocorrência, eles alegam que foram ofendidos e xingados. O caso já foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

O deputado estadual Gerson Bergher (PSDB), também judeu, encaminhou ofício ao secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, cobrando explicações.

— O caso tem que ser apurado com rigor. Há alunos de todas as religiões que não podem ser submetidos a este constrangimento, que é ilegal e fere a Constituição Federal. Onde está a liberdade de credo? — disse o parlamentar.*

(*) CELIA COSTA – O GLOBO

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PINÓQUIO COMPULSIVO

Lula usa dados errados em discurso para empresários

Ex-presidente cometeu deslizes ao falar sobre investimento externo, exportação de alimentos e PIB do Brasil

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SÃO PAULO – Para tentar reconquistar a confiança do empresariado nacional e internacional no governo Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu nesta semana a uma enxurrada de números e indicadores para sustentar a continuidade das conquistas sociais e econômicas de seu governo na gestão de sua sucessora.

 

Uma análise feita pelo GLOBO do discurso que ele fez num evento da Câmara de Comércio França-Brasil mostra, no entanto, que o ex-presidente cometeu vários deslizes em sua fala. Indicadores como investimento externo direto, dívida bruta e corrente de comércio, citados por Lula como “êxitos dos últimos 12 anos”, na verdade pioraram durante o governo Dilma.

O ex-presidente se enganou ainda ao citar dados sobre reajuste salarial, informações sobre exportação de alimentos e também a posição do PIB do Brasil no mundo, em especial na comparação com outras nações emergentes.

A assessoria do Instituto Lula informou que o ex-presidente não adota a paridade monetária para falar sobre o PIB, apesar de esta ser considerada pelo Banco Mundial a medida mais adequada para comparar economias. O instituto admitiu que Lula se equivocou sobre dados relativos à exportação de alimentos e diz haver diferentes dados sobre os índices de reajuste salarial do Dieese.

É ISSO MESMO

– “Em 2013, o Brasil se tornou o segundo maior investidor externo na União Europeia”- Os dados consideram principalmente o investimento de empresas brasileiras em Portugal e Espanha.

Investidores externos da UE (em euros):

EUA – 313 bilhões / Brasil – 21 bilhões/ Suíça – 18 bilhões

– “O salário mínimo, em 12 anos, aumentou 72%” – Segundo o Dieese, este é o índice de ganho, descontada a inflação.

Evolução do salário:

2002: R$ 200/ 2006: R$ 350/ 2010: R$ 510/ 2014: R$ 724

– “Saímos de 70 milhões de brasileiros com contas bancárias para 120 milhões” – Contas poupança, segundo a Febraban:

2010: 97 milhões/ 2011: 98 milhões/ 2012: 112 milhões/ 2013: 125 milhões

– “Com o ProUni, colocamos 1,5 milhões de jovens de periferia para fazer universidade” – De acordo com o MEC, 31,1% dos estudantes de ensino superior estão no ProUni.

– “Há 12 anos, tínhamos 37 milhões de passageiros em aeroportos. Ano passado, foram 113 milhões” –Lula acertou, mas com pequena diferença.

Passageiros transportados no Brasil, segundo Abear:

2002: 36 milhões/ 2006: 49 milhões/ 2010: 79 milhões /2013: 111 milhões

– “Aumentou produção de automóvel de 1,8 milhão para 3,7 milhões” –Produção brasileira de veículos, segundo a Anfavea:

2002: 1,6 milhão/ 2006: 2,4 milhões/ 2010: 3,3 milhões/ 2013: 3,7 milhões

NÃO É BEM ASSIM

– “A ONU adota o bolsa família como o mais importante programa de transferência de renda do mundo” – Embora o programa seja citado como exemplo para a erradicação da pobreza, a ONU também cita o programa Oportunidades, do México, como iniciativa no mesmo patamar.

– “94% dos acordos salariais em 12 anos foram feitos com aumentos salariais reais, acima da inflação” – Segundo o Dieese, apenas em 2012 o índice citado foi alcançado; nos outros anos, não.

Balanço de reajustes acima da inflação (%):

2009- 79,9/ 2010- 88,8/ 2011- 87,5/2012- 95,1/ 2013- 86,9

– “O BNDES é o único banco brasileiro com inadimplência zero, é o único que só empresta para quem pode pagar” – A “inadimplência zero” é obtida graças à rolagem constante das dívidas, peculiares de um banco público de fomento. Foi assim em relação às dívidas das empresas de Eike Batista, por exemplo.

– “Entre 2008 e 2013 o país produziu superavit primário médio de 2,58%” –Para alcançar a média, o governo usou artifícios, como o uso de ações da Petrobras compradas pelo BNDES em 2012 e a contabilização do parcelamento de dívidas de empresas, realizado contra a vontade da Receita Federal.

– “O Brasil tem hoje o sétimo PIB da economia mundial, o segundo maior entre os grandes países emergentes, depois da China” – Segundo o Banco Mundial, o Brasil está em quarto colocado entre os emergentes. O cálculo por paridade de poder de compra é a melhor maneira de comparar o tamanho de diferentes economias.

Maiores economias:

1- EUA/ 2- China/ 3- Índia/ 4- Japão/ 5- Alemanha/ 6- Rússia/ 7 Brasil

– “O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos” – Na verdade, é o quarto.

Exportação de alimentos no mundo, segundo a OMC (em dólares):

EUA: 138 bilhões/ Holanda: 84,3 bilhões/ Alemanha: 78,4 bilhões Brasil: 77,2 bilhões

– “Estamos ampliando o investimento público em educação há 12 anos” – Nos três primeiros anos do governo Lula, o investimento em relação ao PIB foi menor que no último ano de FH. Subiu apenas a partir de 2006.

Investimento em educação (% do PIB):

2002: 4,8%/ 2003: 4,6%/ 2004: 4,5%/ 2005: 4,5%/ 2006: 5%/ 2012: 6,4%

NOS ANOS DILMA, FOI PIOR

– “O PIB per capita passou de 2,8 mil dólares para 11,1 mil dólares” – No primeiro ano de Dilma, o PIB cresceu até 12,5 mil dólares, mas caiu e não voltou ao mesmo patamar, segundo o Banco Mundial.

PIB per capita (em dólares):

2010- 10,9 mil/ 2011- 12,5 mil/ 2012- 11,3 mil/ 2013- 11,7 mil

– “Há 10 anos consecutivos a inflação se mantém dentro das metas estabelecidas pelo governo” – Para o mercado, ao comemorar índices que ficaram distantes do centro da meta, o governo passa a mensagem que a meta real não corresponde ao centro, como aponta o discurso oficial. Para manter dentro da margem, o governo segura preços, como da energia elétrica, gasolina e diesel.

– “A reserva de 380 bilhões (de dólares) corresponde a 18 meses de importações” – Para não perder reservas, o governo atua no mercado futuro de câmbio. Até o fim do ano, deverá manter uma posição vendida de cerca de 100 bilhões, o que equivale a quase um quarto das reservas.

– “Saímos de fluxo de balança comercial de 107 bilhões de dólares em 2007 para fluxo de 482 bilhões em 2013. Não é pouca coisa” – O crescimento dos anos Lula não se repetiu e o fluxo ficou estagnado.

Corrente de comércio, segundo o MDIC (em bilhões US$):

2010: 383,7/ 2011: 482,3/2012: 465,7/2013: 481,8

– “Há três anos o Brasil está entre os cinco maiores destinos de investimento externo direto do mundo. Em 2013 foram 64 bilhões, um bilhão a menos que em 2012” – Segundo a ONU, o Brasil caiu da quinta para a sétima posição no ranking de investimento direito em 2013, quando recebeu 4% a menos de investimento. No fluxo mundial o aumento foi de 11%. Entre os emergentes, de 6%.

– “A dívida pública bruta está estabilizada em torno de 57% do PIB” – A dívida pública cresceu no governo Dilma.

Dívida pública bruta, segundo o BC:

dez/2010: 53,3%/ dez/2011: 54,1%/ dez/2012: 58,8%/ abr/2014: 57,7% *

(*) THIAGO HERDY E MARIANA SANCHES – O GLOBO

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DESCEREBRADOS

As ondas magnéticas do Planalto

000 - ninguem vai expulsá-los de campo

Tem gente que acredita: no gabinete do presidente, há uma fonte de ondas eletromagnéticas que alteram o funcionamento do cérebro dos seus ocupantes. Essa energia infla-lhe os egos, levando-os a dizer coisas em que só os áulicos da Casa fingem que acreditam.

Ao empossar o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, no lugar de César Borges, a doutora Dilma disse o seguinte:

“Estamos fazendo uma pequena reorganização no time que toca a infraestrutura logística do governo, estou realocando as melhores pessoas em funções diferentes, ainda que semelhantes na essência e nos princípios”.

Será que a doutora pensa que alguém acredita nisso, inclusive nos “princípios”? Borges foi defenestrado por exigência do PR, que nem assim saciou-se.

Outro dia, ela incluiu os recursos de custeio da máquina no que seria o investimento de seu governo na Educação. Já aconteceu um caso em que a doutora disse que tinha como meta entregar 8.685 creches. Quando o número foi destrinchado, ofendeu-se: “Minha meta é seis mil creches. Quem foi que aumentou para oito mil?”. Ela.

Lula chegou a dizer que, “quando Napoleão foi à China pela primeira vez”, previu seu grande futuro, e que Oswaldo Cruz “criou a vacina contra a febre amarela”. Não estava querendo enganar ninguém. Eram bobagens mesmo.

Presidentes temperamentais dizem o que querem, e os áulicos aprendem a fingir que concordam. O exemplo clássico dessa espécie foi o general João Figueiredo. Chegou a alimentar a construção de uma prorrogação do seu mandato de seis para oito anos. Tivera um infarte, pusera duas safenas e uma mamária, padecia de dores na coluna e adquirira horror ao batente, mas no palácio ninguém o chamava para a realidade. Resultado: elegeu Tancredo, o avô de Aécio Neves.*

(*)  Elio Gaspari, O Globo

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SÁBADO, 28 DE JUNHO DE 2014

O poema das eleições

000 - a ideologia partidária

É fácil entender o que está acontecendo na campanha eleitoral. O PMDB apoia Dilma, dá a ela seu tempo de TV, mas o mesmo PMDB apoia Aécio e dá a ele seus principais diretórios estaduais. O PSD apoia Dilma e dá a ela seu tempo de TV, mas apoia também o peemedebista Skaf em São Paulo, continua ligado a José Serra e a quem mais aparecer procurando apoio e tendo algo (de interesse público, claro) a oferecer em troca. O PSB, que se apresenta como alternativa a PT e PSDB, apoia o PT no Rio e o PSDB em São Paulo, tem candidato próprio em Minas mas quem o apoia é só uma ala do partido, que a outra, a de Marina, não se mistura. O PP é Dilma, mas não no Rio nem no Rio Grande do Sul, onde é Aécio. Dilma, que carrega consigo Collor, Maluf e Sarney, ataca a oposição por representar o passado. A turma tucana do cartel do Metrô e dos trens metropolitanos critica o PT pelo Mensalão e pela ladroeira em geral. Eduardo achou que, aliando-se a Marina, ganharia os votos dela; Marina achou que, aliando-se a Eduardo, se beneficiaria de sua famosa habilidade política. Pois juntou-se a votação de Eduardo com a habilidade política de Marina e deu no que não deu.

Como diria o poeta, Dilma amava Collor que amava o PTB que ama Aécio que ama até o Zé Serra, desde que lhe traga votos. Eduardo Campos amou Marina que só ama o verde mas não amou apoiá-lo só pelo verde de seus olhos. Marina e Eduardo amavam Lula mas não amam Dilma que ama o Valdemar Costa Neto, ama Kassab, que a todos ama, e todos amam Lula que só ama a si mesmo.

A raiz de tudo

000000000000000000000000000

A nota acima é inspirada num poema de Drummond, chamado Quadrilha.

Acredite: é homenagem

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Sexta-feira, dia 27, no comecinho da campanha eleitoral, com base na Lei 12.390, de 3 março de 2011, celebrou-se o Dia Nacional do Quadrilheiro.

Acredite: ele disse

00000000000000000000000000000000

Frase do ex-presidente Lula sobre a Copa, criticando a Seleção japonesa de futebol: “O Japão é um país de primeiro mundo. Mas não ganhou um jogo sequer na Copa do Mundo. O problema do Japão é que eles só pensam em educação e saúde. Se investissem também em futebol ainda estariam na Copa”.

Acredite: ele confessa

00rs0919c - VERGONHA

Aécio Neves, candidato tucano à Presidência, comemorando a conquista do apoio do PTB, até então ligado a Dilma, revelando o que realmente pensa a respeito de seus novos aliados: “Muito mais gente já desembarcou e o governo ainda não percebeu. Vão sugar um pouco mais. E eu digo para eles: façam isso mesmo, suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado”.

Aécio não só dá esse tipo de conselho a seus companheiros como se orgulha disso.

Acredite: ele festeja

cara de  palhaco

O candidato do PMDB ao Governo do Paraná, Roberto Requião, divulga alegremente por seu Twitter a informação de que recebeu um telefonema de cumprimentos de André Vargas, aquele parlamentar que se tornou tão notório que nem o PT o quis. André Vargas, segundo Requião, disse que se defenderá “com energia” dos ataques que recebe – por exemplo, pela ligação com Alberto Youssef, preso sob a acusação de lavagem de dinheiro. Vargas viajou com a família, de férias, num jatinho alugado por Youssef para ele, ao custo de US$ 100 mil. Vargas, até ser abatido em voo, queria sair para o Senado pelo PT paranaense.

Agora, sem legenda, cumprimentou Requião com a frase “Tamo junto”.

Acredite: até ele!

000 - Quer saber  gif

Por enquanto, a coisa fica só nos comentários. Mas comenta-se muito a possibilidade de indicação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Não que o partido confie em Cardozo, a partir do momento em que tenha um cargo vitalício, à prova de represálias; mas indicá-lo traria uma vantagem óbvia, afastá-lo do Ministério.

Outros candidatos que vêm sendo citados: o advogado geral da União, Luís Adams, e o advogado Heleno Torres (que vêm sendo lembrados há tempos); e os ministros Benedito Gonçalves, Herman Benjamin, Maria Tereza Assis de Moura e Luiz Felipe Salomão, todos do Superior Tribunal de Justiça. A presidente Dilma ainda não tocou no assunto, mas imagina-se que o nome saia após a eleição.

Acredite: ela promete

000000000000000a vaia

A presidente Dilma Rousseff disse que está decidida a entregar a Copa do Mundo ao campeão, no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. A última experiência de Dilma num estádio foi meio traumática; e o próprio presidente Lula, no Maracanã, foi vaiado pelo público. Dilma, se aparecer mesmo, vai dar uma demonstração de coragem. Lula, que é mais esperto, tem ficado longe dos estádios.

Acredite: ele pode largar o osso

0000000000000000000000000000000SARNEY - CHARGE 1

Quando José Sarney chegou ao Congresso, em 1955, uma ligação interurbana podia demorar dois ou três dias, quando era completada. A Via Dutra, novinha, tinha pista única de São Paulo ao Rio. A França lançava uma novidade nos ares, o Caravelle. Pelé, adolescente, mudava-se de Bauru para Santos. A TV se expandia e chegava a Minas.

Sarney anuncia agora sua aposentadoria. Ufa!*

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet

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NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS…

De acusador a réu

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Em entrevista ao SBT, anteontem, Lula, com ares de Conselheiro Acácio, disse, entre outras coisas, que “o PT vai ter que enfrentar o debate da corrupção”. Ontem, em Salvador, no lançamento da candidatura de Rui Costa ao governo da Bahia, voltou a falar em reforma “para moralizar a política”.

O que se percebe é que o PT ainda crê na possibilidade de retomar a bandeira da moralidade, que o levou ao Planalto, e assumir novamente o comando dessa discussão. Não percebeu que, em quase doze anos no poder, passou de acusador a réu.

Seu alto comando está (ainda) na Papuda. O debate se processará (já está, aliás, se processando) queira ou não o partido. A rigor, não queria, mas tornou-se inevitável. As manifestações que precederam a Copa do Mundo tinham menos a ver com o evento que com o ambiente em que as obras se desenvolveram.

Obras sem licitação, superfaturadas e inacabadas, constituem um velho padrão brasileiro, mas, na Era PT, mostraram-se sistêmicas; ganharam o cunho do oficialismo.

O Mensalão, que Lula diz jamais ter existido – o que colocaria o Supremo Tribunal Federal, que condenou os infratores, no banco dos réus -, não tem precedentes.

Não foi um roubo isolado, mas a tentativa de embolsar um Poder da República – e que só fracassou graças à inconfidência de um dos cúmplices, o ex-deputado Roberto Jefferson, do PTB, que se sentiu enganado. Chegou-se a tal extremo que não há exagero em afirmar que, para descobrir novas falcatruas, basta escolher aleatoriamente uma repartição qualquer do Estado.

O empenho do governo em impedir investigações na Petrobras equivale a uma confissão de culpa. O partido, que fazia das CPIs o seu principal palanque, hoje as evita a todo custo. Ao longo do exercício do poder, viu, um a um, os seus principais quadros intelectuais o abandonarem, em meio a desabafos de decepção. Restaram-lhe figuras que mais se amoldam a uma delegacia policial que a uma tribuna parlamentar.

Não será fácil a Lula enfrentar esse debate, já que ele próprio está no centro de algumas acusações. Tanto o Mensalão como a absurda compra da refinaria de Pasadena ocorreram sob seu governo. E há ainda casos constrangedores, como o de Rosemary Noronha, a namorada que chefiava a Presidência em São Paulo, e que, nessa condição – de chefe e namorada -, nomeava figurões da República e fazia bons negócios.

Lula até hoje não emitiu uma palavra sequer sobre o assunto, o que torna seu silêncio mais eloquente que as palavras.

Difícil imaginar um debate sobre corrupção que passe por cima desses temas. A estratégia até aqui exibida é a de tentar implicar o concorrente em acusações similares, na base do “eles também roubaram”. Não há como cobrar, mais de uma década depois, atos que cabem a quem estar no poder punir.

Lula ensaiou um discurso pacifista e autocrítico na entrevista do SBT, ao reconhecer que os insultos do Itaquerão não decorreram apenas da tal elite branca de São Paulo. São bem mais amplos e foram reproduzidos em outros ambientes. Gilberto Carvalho já havia dito isso em entrevista a blogueiros chapa-branca.

O partido sabe que perdeu o encanto junto à classe média e ao empresariado, sustentáculos consideráveis em sua ascensão e permanência no poder. Resta-lhe a clientela do bolsa-família, nada desprezível do ponto de vista estatístico, mas insuficiente para garantir um segundo mandato de Dilma.

Também nesse segmento, a inflação dos alimentos preocupa, semeia insatisfações e impõe perdas. E os demais candidatos também irão se comprometer com a continuidade daquele benefício, que, aliás, foi herdado da administração tucana.

O discurso do ódio, na base do nós x eles, não parece eficaz e é desaconselhado pelos marqueteiros. Mas o partido não parece ter outro. Tanto assim que ontem, em Salvador, Dilma voltou a proferi-lo, acusando seus adversário de apelar “para o ódio, os xingamentos e a política desqualificada”.

São palavras que não resistem a um exame superficial. Política desqualificada? Que tal examinar os quadros da base parlamentar governista? Xingamentos? E o que Lula disse do ex-presidente Itamar Franco, ao ofender publicamente sua mãe? E o que o PT fez com a blogueira cubana Yoani Sánchez quando de sua visita ao Brasil? E com a deputada venezuelana Maria Corina? E o apoio ao regime venezuelano?

Há bem mais: o financiamento ao porto cubano, o perdão das dívidas de regimes totalitários africanos sem audiência ao Congresso etc. etc. Por aí, não será fácil estabelecer o debate que Lula acredita ter ainda sob controle.*

(*)  Ruy Fabiano, no blog do Noblat.

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TORNIQUETE

Rivais minam base de Dilma no Nordeste

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Os dois principais adversários de Dilma Rousseff na corrida presidencial montaram palanques em vários Estados do Nordeste com candidatos de partidos que apoiam a reeleição da presidente, explorando divisões do bloco governista numa região que foi decisiva para a vitória de Dilma nas eleições de 2010.

No Ceará, o senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, fechou com o senador Eunício Oliveira, candidato do PMDB a governador, indicando o ex-governador Tasso Jereissati como candidato ao Senado.

Eunício é aliado de Dilma em Brasília, mas no Ceará a presidente está com o governador Cid Gomes (Pros) e seu irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, que devem lançar outro candidato a governador com o apoio do PT.

Aliado a Eunício, Aécio conseguiu abrir uma trinca no palanque de Dilma no terceiro maior colégio eleitoral da região Nordeste.

Na sexta-feira (27), Aécio e seu rival Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência, visitaram o Piauí como convidados da convenção que aprovou a candidatura do governador José Filho (PMDB) à reeleição. Os dois fazem parte da chapa peemedebista. O candidato do PT no Piauí será o senador Wellington Dias.

O Nordeste funcionará nesta eleição como uma espécie de câmara de compensação dos votos presidenciais.

Longe de ser o fiel da balança como em 2010, desta vez a região será usada para compensar prejuízos dos candidatos em redutos mais populosos, como o Sudeste.

Com 38,2 milhões de eleitores, o Nordeste perde apenas para o Sudeste em número de habitantes aptos a votar, 62 milhões.

Não por acaso, os três principais candidatos ao Palácio do Planalto fizeram uma ofensiva em Estados nordestinos nesta sexta-feira (27).

Dilma desembarcou na Bahia nesta sexta. Ao lado do ex-presidente Lula, participou em Salvador da convenção que referendou Rui Costa (PT) para a sucessão do governador Jaques Wagner ao governo do Estado.

Dilma tenta manter a dianteira na região que lhe garantiu a vitória em 2010. O objetivo é amenizar eventual desvantagem em São Paulo. Aécio trabalha para reduzir as resistências a seu partido no eleitorado nordestino.

Assim como nas duas últimas corridas ao Palácio do Planalto, o programa Bolsa Família será a principal trincheira da eleição no Nordeste. Nas duas eleições passadas, a bandeira social do PT transformou-se em arma eleitoral contra os tucanos.

De todos os candidatos, o único com sotaque nordestino é Campos, ex-governador de Pernambuco. Ele aposta na origem e no fato de ter participado do início do governo Lula para convencer eleitores de que vai manter o programa social.

(*) Folha de São Paulo

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