A GRANDE DÚVIDA…

E a vida real, presidente?

Avida real começa na próxima segunda-feira. O presidente eleito deverá
enfrentar um cenário de emergências urbanas e rurais.

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Avida real começa na próxima segunda-feira. O presidente eleito deverá enfrentar um cenário de emergências urbanas e rurais. Seus efeitos só podem ser parcialmente mitigados, mas, se não houver eficiência na resposta imediata, poderá resultar em pesado ônus político logo na estreia do novo governo.

Falta água em uma de cada três cidades brasileiras. Das margens do Tietê, em São Paulo, até à beira do Riacho do Sangue, no interior do Ceará, sobram sol, plantações dessecadas, desemprego na agroindústria, torneiras sem água e esperança com arribações de verão.

As chuvas não devem demorar, mas serão insuficientes para assegurar a reposição dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste até o nível mínimo (42%) necessário para garantir o abastecimento de energia — avisam diferentes institutos meteorológicos.

Significa que o presidente eleito no domingo corre o risco de atravessar o primeiro semestre de 2015 no papel de gerente de um racionamento de água e de energia no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Crises dessa natureza costumam impor um alto custo político aos governantes de plantão.

Aécio Neves e Dilma Rousseff sabem que racionamento de energia ainda não aconteceu porque caiu o consumo nacional, em decorrência da estagnação da economia e da grande elevação nas tarifas cobradas à indústria, o maior consumidor.

Não há discurso que resolva a seca na Bacia do São Francisco, fonte de abastecimento para 521 municípios (10% do território nacional), ou o esgotamento dos reservatórios de usinas hidrelétricas no Paraná, em São Paulo e em Minas Gerais. Em outubro do ano passado estavam cheios em mais da metade. Agora, a água disponível mal ultrapassa 20% da capacidade de armazenamento.

A abstração da crise de água para consumo humano e produção de energia, assim como o caos no sistema saúde e saneamento público, foi um dos aspectos mais curiosos dessa campanha eleitoral caracterizada por golpes abaixo da linha do intelecto.

A cinco dias da votação os eleitores não têm a menor ideia de como o próximo presidente imagina fazer para lidar com:

a) a escassez de água nas torneiras e nas usinas hidrelétricas;

b) a crise no Sistema Único de Saúde, do qual dependem oito em cada dez brasileiros. Ela está no topo das prioridades do eleitorado e produz uma rotina de matança nos pronto-socorros (no atendimento do Hospital de Urgências, de Teresina, registraram-se seis mortes por dia no primeiro trimestre);

c) o déficit de saneamento básico, que adiciona à superlotação dos hospitais um contingente de 700 mil novos pacientes por ano. Oito em cada dez projetos federais anunciados há quatro anos, por exemplo, não saíram do papel.

Como não se sabe se Aécio e Dilma têm propostas para lidar com essas emergências nacionais, cujas características são doenças em disseminação, mortes no atacado e destruição econômica, resta uma possibilidade: talvez ainda não tenham conseguido enxergar o problema. *

(*) José Casado, O Globo

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E NO PAÍS DA PIADA PRONTA

Chacrinha ‘assina’ manifesto de apoio à economia de Dilma

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Economistas simpatizantes da política econômica do governo Dilma Rousseff (PT) assinaram um manifesto que, por volta das 18h desta segunda-feira (20), contava com 526 nomes. Um deles, porém, era um trote.

Na lista havia o nome de José Abelardo Barbosa de Medeiros, mais conhecido como Chacrinha, morto em 1988. Ele aparecia como professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana. No Instituto de Economia e Política da universidade, que fica em Foz do Iguaçu, informaram à reportagem que não há professor com este nome.

Chacrinha saiu do manifesto de apoio à reeleição de Dilma depois que o economista Márcio Pochmann, um dos organizadores do manifesto, recebeu o telefonema da Folha.

“Tem hacker, tem gente que gosta de fazer chacota. Isso não invalida o movimento, que tem mais de 500 nomes”, diz ele.

Pochmann afirma que o grupo produziu uma nota informando que não se responsabiliza pelas informações dadas a quem colocou seu nome na lista. Para aderir ao manifesto, que se chama “Economistas com Dilma”, é preciso enviar um email para os organizadores.

“Não fico pedindo requisitos para incluir o nome de uma pessoa que aderiu de livre e espontânea vontade”, afirmou Pochmann.

BAIXA

Nesta segunda-feira (20), a lista sofreu outra baixa, dessa vez de verdade.

O economista José Clemente Ganz, diretor técnico do Dieese (Departamento de Estudos Intersindicais), pediu para ter seu nome suprimido do manifesto. A informação foi noticiada pela revista “Época”, em seu site.

Com a repercussão, o Dieese divulgou uma nota informando que “não apoia institucionalmente nenhum candidato no processo eleitoral em curso e não se manifestou a favor ou contra nenhum deles”.

O Dieese faz estudos econômicos que auxiliam os sindicatos. Como se sabe, o movimento sindical está dividido: a CUT apóia Dilma e a Força Sindical, Aécio Neves (PSDB).

Pochmann disse à Folha que o nome de Clemente nunca esteve entre os signatários da lista original.

Na tarde desta segunda-feira (20), porém, o site do PT mantinha no ar uma reportagem, datada da última quinta-feira (16), sobre o manifesto. A reportagem reproduzia a lista de apoiadores e o nome de Clemente estava lá.

Informado pela reportagem, Pochmann afirmou que a lista foi reproduzida por vários sites e que o nome de Clemente pode ter sido incluído por algum deles.

“Não tenho controle sobre isso”, afirmou. “Que interesse eu teria de colocar na lista pessoas que não apoiam as ideias expostas no manifesto?”, questionou.

TRANSFORMAÇÃO

No manifesto, os signatários afirmam que “o Brasil está vivendo uma profunda transformação social que interrompeu o ciclo histórico da desigualdade no país”.

“Na base dessa transformação está o modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social iniciado no governo do presidente Lula e que prossegue no governo da presidenta Dilma Rousseff”, afirma.

Na lista de apoiadores, há integrantes do governo, como os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Aloizio Mercadante (Casa Civil).

E também nomes de ex-integrantes do governo PT, como os de Jorge Mattoso (ex-presidente da Caixa) e de Nelson Barbosa (ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda).

Economistas como o ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira e Luiz Gonzaga Belluzzo também assinaram o manifesto. Eles são referência na escola heterodoxa brasileira –que faz críticas ao livre mercado e prega uma maior intervenção do governo na economia.

“Nós apoiamos a Dilma porque suas propostas são mais compatíveis com os valores que a gente tem”, afirmou Belluzzo, um dos conselheiros da presidente Dilma na área econômica.

Belluzzo criticou manifesto, divulgado há cerca de uma semana, de economistas contrários à política econômica do governo Dilma.

documento, endossado por 164 professores universitários de economia, critica o discurso oficial de que o atual desempenho negativo do país se deve à crise externa.

“Entre as 38 economias com estatísticas de crescimento do PIB disponíveis no sítio da OCDE, apenas Brasil, Argentina, Islândia e Itália encontram-se em recessão”, afirma o manifesto.

O texto, contudo, não declara apoio a Aécio Neves, embora haja apoiadores do candidato entre os signatários.

Para Belluzzo, o grupo “embasou seus argumentos sobre uma aura pseudo-científica”.

“Economia não é uma ciência, como a física”, disse. “Uma coisa é apoiar um candidato, outra é fazer uma análise e dizer que a crise já acabou. O voo rasante dos EUA e o risco de deflação na Europa estão aí para provar que a crise não acabou”.*

(*) Folha de São Paulo

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BAIXARIAS & BAIXARIAS…

A kriptonita pessoal vai derreter

as balas de prata contra Dilma e Aécio

ReproduçãoReprodução

Vivemos na semana da bala de prata. As redes sociais estão infestadas de manifestações sobre o que as assessorias de Dilma e Aécio podem lançar na sexta-feira, seja no debate na Globo, seja em alguma mídia.

A pergunta que não quer calar é: o quanto uma bala de prata gerada por assessores, e voltada a certas mídias, poderá alterar as cabeças dos indecisos que vão decidir esta eleição?

Em 36 anos de jornalismo este blogueiro testemunhou algumas balas de prata cuja eficácia ninguém até hoje aferiu.

Dizia-se no passado que uma “vária” (nota editorial curta) do Jornal do Commercio derrubaria até Deus. Esses tempos não mais existem. Nem capa de revista é mais bala de prata.

Conheço uma boa bala de prata que funcionou. Mas aconteceu nos EUA. Gary Hart era a grande esperança do partido democrata norte-americano. Anunciou oficialmente, em maio de 1987, a candidatura à Casa Branca. Mas o Miami Herald revelou que Hart havia passado  uma noite em companhia de um jovem manequim, sem conhecimento da mulher. Hart negou. Depois, sem saída, declarou que a vida privada dos homens políticos não deve ser pública. Mas o escândalo assumiu tais proporções que Hart retirou a candidatura. E quando regressou à corrida, sete meses mais tarde, terminou em último, numa distância olímpica dos dos outros  sete candidatos democratas à presidência dos EUA.

A. M. Rosenthal, então editor-assistente do The New York Times, num artigo clássico, de maio de 1987, chamado “Ouvindo o ranger da cama” condenou a publicação do Herald: referindo que “não me tornei jornalista para ficar escondido do lado de fora da casa de um político para ver se ele está na cama com alguém”.

Brigadeiro bala de prata
Conversei com general Golbery do Couto e Silva, bruxo da abertura política, duas vezes, por telefone. Numa delas era para conferir a seguinte história de uma bala de prata. O tenente Eduardo Gomes, na Revolta dos 18 do Forte de Copacabana,  em 1922, teria tomado um tiro na Benelux (países baixos): e ficado emasculado. Na sua candidatura à presidência, em 1945, com o lema “Brigadeiro é bonito e é solteiro”, a oposição soltava nas mídias notinhas de que ele era o “capão bonito”. E, segundo Golbery, até um doce, que não tinha nome até então, foi batizado de “brigadeiro” pela oposição, naquela  campanha presidencial: tudo porque o doce brigadeiro não tem ovos na receita original…

Este blogueiro testemunhou pessoalmente algumas balas de prata. Vamos falar das eleições de 1989. O Datafolha havia noticiado, sozinho, que quem iria para o segundo turno eram Lula e Collor, e não Brizola. Acertaram na mosca.

Inconformado (não se sabe se pelo furo preciso do Datafolha ou se pelo anúncio da ida de Lula ao segundo turno), o jornal O Globo trouxe reportagem, de autoria de Dalton Moreira e Chico Capela, indicando que o Datafolha “chutara” a aposta em Lula pela margem de poucos milhares de votos (sic).

Verdadeira ou não, a reportagem do Globo estremeceu por meses as relações entre os dois jornais.
Também naquelas eleições de 1989 duas balas de prata tentaram mudar o curso das eleições: o furo do Jornal do Brasil, de que Lula não reconhecia a filha Lurian Cordeiro Lula da Silva. E outro sumamente fecal: a nós, que cobríamos o sequestro de Abilio Diniz, a Polícia Civil de São Paulo ofereceu um cenário torpe: com milhares de projéteis, dezenas de submetralhadoras, e em meio ao arsenal fotos da campanha de Lula à presidência.

Tentaram a todo custo vincular Lula aos sequestradores. Lembre-se que Abilio foi solto do cativeiro, na zona sul de São Paulo, exatamente às 17h daquele 17 de dezembro de 1989: ao fechamento das urnas do segundo turno, que conduziram Collor à Presidência. Torno essa foto pública pela primeira vez.

Também lembro de uma bala de prata plotada pelo PT. Em março de 1998 fui capa da revista Caros Amigos, com o então mais processado jornalista do Brasil. Ali contei uma particularidade: como na Folha de S. Paulo havia encomendado a mim e a outro repórter especial a tarefa de ir atrás do suposto filho de Fernando Henrique Cardoso, fora do casamento. Contei que o outro repórter tentaria arrancar do terno de FHC um cabelo com bulbo (o que era impossível). E a mim caberia mandar fazer o exame de DNA, numa época em que apenas uma pessoa o fazia em todo o  Brasil (era um médico geneticista  da Polícia Civil de São Paulo).

Meses mais tarde, o PT pegou a minha dica: e a plantou na capa de Caros Amigos, aquela sobre o porquê  a mídia não noticiava nada sobre o filho de FHC fora do casamento.

Foi feio, feio “bagaray”: o filho não era de FHC e mesmo assim ele assumiu a paternidade. Um ponto de honra para o tucano sobre o qual as pessoas insistem em não se lembrar…

Vamos esperar a bala de prata de sexta-feira próxima.

Com a certeza (numa mixórdia entre Drácula e Super Homem), de que nos tempos ultra-modernos as balas de prata da mídia murcham à irrelevância face a Kriptonita que é a opinião pessoal de cada eleitor..*

(*) Blog do Cláudio Tognolli

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TIREM AS CRIANÇAS DA SALA

TSE pune Aécio e Dilma com perda do tempo de TV e rádio

Eles exibiram propagandas com ataques, em vez de mostrarem propostas

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BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a punir com a perda do tempo de televisão e rádio candidatos que usam o horário eleitoral para fazer ataques a outros candidatos, em vez de apresentarem propostas. Decisões do ministro Admar Gonzaga atingiram tanto a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, como seu adversário Aécio Neves (PSDB). A petista perdeu quatro minutos de suas inserções na TV e 72 segundos no programa de rádio. O tucano foi penalizado com a perda de dois minutos e meio de suas inserções na TV. As medidas valem até que o plenário tome uma decisão definitiva sobre o caso e seguem a nova orientação do TSE, iniciada na última quinta-feira.

No segundo turno, cada candidato dispõem de dois blocos de dez minutos no horário eleitoral, tanto no rádio (às 7h e às 12h) como na TV (às 13h e às 20h30). Além disso, para cada um dos dois meios, eles têm sete minutos e meio de inserções, que podem ser veiculadas ao longo do dia.

No caso de Aécio, a punição foi provocada pela veiculação de uma propaganda na qual é dito que Dilma não fez nada contra a corrupção da Petrobras. A peça publicitária foi transmitida em cinco inserções na TV no último sábado. A campanha de Dilma alegava que a propaganda era de caráter difamatório e calunioso e continha afirmação ofensiva e sabidamente inverídica, atingindo sua honra e dignidade. Em sua decisão, Admar Gonzaga entendeu que “a propaganda impugnada ainda não se ajustou à nova linha estabelecida por este Tribunal, circunstância que conduz à concessão da liminar”.

No caso de Dilma, ela foi punida por ter veiculado, no dia 19 de outubro, uma inserção no rádio com uma paródia da música “Oh, Minas Gerais”. Na peça publicitária, a letra era adaptada para criticar o candidato tucano, que obteve menos votos que Dilma em Minas, estado onde ele foi governador entre 2003 e 2010. “Oh, Minas Gerias, oh, Minas Gerais, quem conhece Aécio não vota jamais”, dizia a propaganda. Em decisão anterior, ele já havia determinado a suspensão da peça. “Ainda que a propaganda não utilize expressões grosseiras, foi elaborada num tom jocoso, com o claro propósito de enfuscar a imagem do primeiro representante (Aécio). Destoa ela, portanto, da novel orientação desta egrégia corte”, disse Admar em sua decisão.

Na TV, Dilma foi punida por ter levado ao ar uma propaganda em que acusa Aécio de desrespeitar as mulheres, por ter chamado a própria Dilma e a candidata Luciana Genro (PSOL) de levianas em debates na TV. Nos quatro minutos a que Dilma não terá mais direito na TV, o ministro Admar Gonzaga determinou que deve ser exibida a informação de que a não veiculação da propaganda resulta de infração da lei eleitoral. A campanha de Aécio dizia que a propaganda de Dilma ofendia a honra do tucano e reproduzia trechos de debate fora de contexto, para passar a impressão de que ele seria agressivo com as duas candidatas.

Admar Gonzaga também determinou a suspensão de propaganda feita em outdoors eletrônicos contra Aécio em São Paulo. A campanha de Dilma projetou no prédio do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, sábado à noite, imagens de Aécio com as frases: “e advinha só quem é réu pelo desvio de 4,3 bilhões da Saúde de Minas Gerais?”; “do jeito que ele fala de Minas Gerais até parece que os mineiros lá gostam dele”; e “o dinheiro é público mas o aeroporto que eu fiz pro meu tio não é”.

Segundo o ministro, a projeção de propagandas em tamanho superior a quatro metros quadrados, “além de aparentemente violar a legislação eleitoral, atenta contra o equilíbrio e a igualdade entre candidatos na disputa eleitoral”. Ele destacou que a Lei das Eleições proíbe a veiculação de propaganda de qualquer natureza “nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do Poder Público, ou que a ele pertençam, e nos de uso comum, inclusive postes de iluminação pública e sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos”.*

(*) ANDRÉ DE SOUZA – O GLOBO

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VALE TUDO

Aparentemente sóbrio, Lula fala mal da imprensa e cita jornalistas

“Agora é nós contra eles”, ameaça o ex-presidente ao lado de Dilma

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Lula foi além, ontem à noite, do limite da irresponsabilidade.

Em comício ao lado de Dilma em Itaquera, distrito da Zona Leste da capital paulista, ele falou mal da imprensa – até aí nada demais. É direito dele. E nada tem de original.

Mas a certa altura do seu discurso, ele citou os nomes dos jornalistas Miriam Leitão, do jornal O Globo, e de William Bonner, apresentador do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão.

– Daqui para frente é a Miriam Leitão falando mal da Dilma na televisão, e a gente falando bem dela (Dilma) na periferia. É o (William) Bonner falando mal dela no “Jornal Nacional”, e a gente falando bem dela em casa. Agora somos nós contra eles – ameaçou Lula.

As cerca de cinco mil pessoas reunidas para escutá-lo foram ao delírio. Mais tarde, no teatro da Universidade Pontifícia de São Paulo, no bairro de Perdizes, Lula voltou a criticar a imprensa. E a citar Míriam Leitão e a Rede Globo.

Não dá para afirmar que ele tenha bebido antes de discursar. Aparentava estar sóbrio. Dilma e líderes do PT que testemunharam os discursos de Lula sorriram com o que ele disse. Certamente não pensaram numa coisa – e se pensaram não deram importância.

A saber: Lula expôs dois jornalistas à ira dos seus seguidores fanáticos.

Nesta reta final de campanha, os ânimos estão cada vez mais exaltados de um lado e do outro. Se um ex-presidente da República, popular como Lula, menciona nomes de pessoas e completa dizendo que “agora somos nós contra eles”…

Quer tenha sido essa sua intenção ou não, legitima a eventual ação de um desequilibrado que pode atentar contra a integridade dos jornalistas alvos da insanidade dele.

Por orientação do marketing da campanha de Dilma, ela e Lula combinaram como deveriam se comportar a poucos dias do dia da eleição em segundo turno.

Coube a Lula o papel de bater forte nos adversários – e em quem mais ele quisesse. A Dilma, bancar a vítima dos ataques do PSDB.

Dilma bate como um estivador. Quer apanhar como uma criança indefesa.

Lula está à vontade. Desaforo é com ele. Desacato é com ele. Partir para cima é com ele. Usar palavrões é com ele. Quanto a Dilma… No papel de coitadinha não convence. Longe disso.

O PT se vale de todas as armas, as legítimas e as vetadas pelo senso comum, para não perder o poder que conquistou há 12 anos. Vale, vale tudo. Vale a manipulação de informações, vale a mentira deslavada, vale a pressão sobre os mais vulneráveis.

O desejo do PT de se eternizar no poder começou com o mensalão 1, esquema que pagava propina a deputados federais. E se afirmou com o mensalão 2 – o esquema de desvio de recursos da Petrobras para enriquecer políticos e financiar campanhas.

O mensalão 1 garantiu a reeleição de Lula. O mensalão 2 parece capaz de garantir a reeleição de Dilma.

Até hoje, o PT, Lula e Dilma não admitem que corromperam a política mais do que ela já fora corrompida. Isso significa que se ganharem a eleição do próximo domingo continuarão agindo como de hábito.

Afinal, se os eleitores não mudam com eles por que eles devem mudar? *

(*) Blog do Ricardo Noblat

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SEGUNDA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2014

CABEÇAS VÃO ROLAR

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Quando chegarem ao Supremo Tribunal Federal as íntegras dos depoimentos dos dois bandidos que roubaram a Petrobrás, na forma de delações premiadas, dependerá dos ministros Ricardo Lewandowski, presidente, e Teori Zavaski, relator, dar início aos processos contra deputados, senadores, governadores e até ministros envolvidos na lambança. A começar pelos que foram reeleitos e terão, até a conclusão dos julgamentos, tomado posse e entrado no exercício de seus mandatos. Coisa para mais de um ano. A impressão geral na mais alta corte nacional de justiça é de que, mesmo sem as características singulares do ex-ministro Joaquim Barbosa, o atual chefe do Poder Judiciário será inflexível na aplicação da lei. Convém aguardar.

INDECISOS COISA NENHUMA

Dos 143 milhões de eleitores no Brasil, qual o percentual de indecisos? Por mais que os institutos de pesquisa batam cabeça, é impossível calcular a partir de consultas feitas a 5 ou 9 mil cidadãos. Mesmo assim, indicam a lógica e o bom senso que a uma semana das eleições, será mínimo o número de eleitores sem se ter definido. Sendo assim, não serão os indecisos que decidirão por Dilma ou por Aécio. A escolha já está feita pela imensa maioria, ainda que só na noite do próximo domingo possamos saber qual.

O FILHO INGRATO

O Lula  foi um produto da imprensa. Como líder sindical, não chegaria a líder político sem estar todo dia nas primeiras páginas dos jornais e na capa das revistas. Vê-lo hoje denegrindo os meios de comunicação é irônico, além de injusto.

ALÍVIO

Felizmente, falta pouco para nos livrarmos das abomináveis informações ouvidas todos os dias a respeito de  “o nível de confiança dessa pesquisa é de 95%” ou “pela margem de erro o candidato pode receber dois pontos para cima ou dois pontos para baixo”. Trata-se de um engodo destinado a abrir  janelas para desculpar notórios erros dos institutos.

Outra praga de que nos livraremos será a pejorativa denominação dos postulantes a cargos eletivos de “CANDIDATO (A)”.Pejorativa porque jogada sobre quem disputa eleições na forma de uma diminuição. Ganhando ou perdendo, até o fim do ano Dilma voltará  a ser PRESIDENTA  e Aécio, SENADOR. Depois da posse do eleito, a situação poderá inverter-se para o tucano, mas a companheira merecerá até o fim da vida o tratamento de PRESIDENTA, devido a quantos ocuparam a chefia do governo.

JÁ FOI  PIOR

Virou moda classificar a atual campanha presidencial como a mais baixa e lamentável de todas, na história da República, pela sucessão de agressões entre os candidatos. Pode não ser bem assim,  apesar do triste espetáculo encenado por Dilma e Aécio. Poucos lembram que  Jânio Quadros ia para os comícios levando um rato  na ponta de um bambu,   para sugerir que era Ademar de Barros, enquanto este balançava no seu bambu um gambá, igualmente apontado como o seu adversário.

OS MINISTÉRIOS

A partir de segunda-feira que vem começarão as especulações  sobre o ministério do presidente eleito. Se for Dilma, imagina-se que passará o rodo na atual equipe, da qual apenas dois ou três permanecerão, de um total de 39. No caso da eleição de Aécio,  não deve ser esperado o retorno em massa dos ministros de Fernando Henrique Cardoso. Lá e cá, a palavra de ordem será  renovação.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna na Internet

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ELA É UM ESPANTOOOOOOOOOOO

NO DEBATE, DILMA DEU UMA “AULA”

DE GEOGRAFIA EM AÉCIO

 

O ponto alto deste penúltimo debate na TV, pela Record, foi ver a “presidenta” mostrando, mais uma vez, o nível de sua inteligência. Disse ela: ”Candidato, você está comparando o Brasil ao Chile, que é do tamanho do Rio Grande do Sul. Precisamos comparar o Brasil com os grandes países do mundo, como a Alemanha”.

Agora vejamos: o Rio Grande do Sul tem 281.730 km2 e o Chile, 756.950 km2… E a Alemanha: tem 357.051 km2*

(*) Dora Miranda – Tribuna na Internet

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG DA TRIBUNA NA INTERNET
 – Com tamanha erudição, a doutorada em Economia Dilma Rousseff já tem uma opção de trabalho, caso perca as eleições: pode ser professora particular de Geografia, e dar aulas aos filhos dos petistas que enriqueceram no governo. (C.N.)

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PETROESCÂNDALOS

Investigações de desvio na Petrobras

revelam três tipos de irregularidades

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As investigações sobre desvio de recursos da Petrobras revelaram, até agora, a possibilidade de três tipos de irregularidades. O pagamento de propinas para políticos é a mais óbvia. Uma segunda é o desvio de recursos de executivos e até de controladores de empreiteiras que, desconfia-se, fraudavam outros acionistas das companhias desviando recursos para o exterior. Uma terceira envolve operações das empresas em outros países.

SEGUNDA VIA
Nessa terceira modalidade de irregularidades, empreiteiras que têm atividades no exterior, de acordo com as investigações, contratariam empresas fantasmas do doleiro Alberto Youssef para que elas apenas emitissem notas fiscais de serviços fictícios. Contabilizavam as mesmas faturas como custos nos países em que estão instaladas. E pagavam menos imposto. O dinheiro era enviado para paraísos fiscais.

MAPA DA MINA
As mesmas pessoas envolvidas com as investigações acreditam que o depoimento de Alberto Youssef, por isso mesmo, será muito mais “amplo” que o já dado por Paulo Roberto Costa.*

(*) Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

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ESPERTALHÃO

Uma tremenda molecagem!

Uma das chaves do sucesso de Lula é a coragem de dizer o que lhe apetece – às favas a verdade.

Qual Lula é o verdadeiro?

O bem educado que aparece no programa de propaganda eleitoral de Dilma na televisão, defende os 12 anos de governos do PT e, ao cabo, sorridente, pede votos para reeleger sua sucessora?

Ou o moleque de rua que pontifica em comícios país a fora, sugerindo, sem ter coragem de afirmar diretamente, que Aécio é capaz, sim, de dirigir embriagado, agredir mulheres e se drogar?

O segundo é o mais próximo do verdadeiro Lula. Digo por que o conheço desde quando era líder sindical. Lula é uma metamorfose ambulante. Não foi ninguém quem o disse, foi ele quem se rotulou assim.

A esquerda tudo perdoaria a Lula desde que chegasse ao poder. Chegou, cavalgando-o. Uma vez lá, se corrompeu. Quanto a ele… Não sabia de nada. Nunca soube.

Justiça seja feita a Lula: por desconhecimento de causa e preguiça, ele jamais compartilhou as ideias da esquerda. Assim como ela se aproveitou dele, Lula se aproveitou dela. Um casamento não por amor, mas por interesse.

Na primeira reunião ministerial do seu governo em 2003, Lula se irritou com um ministro e desabafou: “Toda vez que me guiei pela esquerda me dei mal”.

Retifico: ele não disse que se deu mal. Usou um palavrão. Nada demais para o sujeito desbocado que nunca pesou o que diz. Grossura nada tem a ver com infância pobre.

Lula é um sucesso do jeito que é. Mudar, por quê? Todos admiram sua astúcia. Muitos se curvam à sua sabedoria. E outros tantos temem ser apontados como desafetos do retirante nordestino que se deu bem.

Uma das chaves do sucesso de Lula é a coragem de dizer o que lhe apetece – às favas a verdade.

No último sábado, em comício em Belo Horizonte, Lula disse que nunca foi grosseiro com adversários.

Textualmente: “Não tive coragem de ser grosseiro contra Collor, Serra, Alckmin, Fernando Henrique. Pega uma palavra minha chamando candidato de mentiroso e leviano”. É fácil.

Lula chamou Sarney de ladrão. E Itamar Franco de filho da puta.

Resposta de Itamar em maio de 2003: “Gostaria de saber o que aconteceria se a situação fosse inversa, ou seja, se esse indivíduo arrogante e elitista fosse o presidente da República e alguém lhe chamasse disso. (…) Minha mãe se chamava Itália Franco. Mas fosse um filho da p., certamente teria por ela o mesmo amor filial”.

Você pensa que Lula ficou constrangido com a resposta de Itamar? Foi ao velório dele. Assim como foi ao velório de Ruth Cardoso, mulher de Fernando Henrique. Chorando, lançou-se aos braços do ex-presidente.

Pouco antes da morte de Ruth, a Casa Civil da então ministra Dilma montara um dossiê sobre despesas com cartão de crédito do casal FH. Depois, a ministra se desculpou.

Lula não é homem de se desculpar. Nem mesmo quando trata um assessor a pontapés. Como governador de Minas Gerais, no auge do escândalo do mensalão, Aécio lutou para que o PSDB não pedisse o impeachment de Lula. Conseguiu.

Mais tarde, Lula tentou convencê-lo a aderir ao PMDB para disputar a presidência com o seu apoio. Aécio não quis.

De volta ao comício de Belo Horizonte.

Antes de Lula falar, foi lida a carta de uma psicóloga acusando Aécio de espancar mulheres e de ser megalomaníaco. Ele ainda foi chamado de “coisa ruim”, “cafajeste” e “playboy mimado”.

Por fim, a plateia foi ao delírio ao ouvir Lula dizer sobre o comportamento de Aécio em debates: “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

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É A LAMA…É A LAMA…

Dilma já enxergou desvios,

falta ver suas culpas

000 - a roubalheira

No caso da roubalheira na Petrobras, Dilma Rousseff mudou de fase. Evoluiu do estágio do “eu não sabia” para a etapa do reconhecimento de que os cofres da maior estatal brasileira foram arrombados. “Eu farei todo o meu possível para ressarcir o país”, disse ela. “Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não. Houve, viu?”

Bom, muito bom, ótimo! Agora só falta Dilma reconhecer que a corrupção é igual aos esportes coletivos. É como o futebol. Ou o vôlei. O sujeito pode ser supertalentoso, mas não marca gol, não faz o ponto sozinho. Tem toda uma engrenagem por trás do lance: a agremiação, o preparador físico, o massagista, o técnico e, mais importante, o time em ação, armando toda a jogada que resultará no chute ou na cortada indefensáveis.

Na corrupção é igualzinho. O governo se autodefine como “de coalizão”, reparte até as diretorias da Petrobras com os pseudoaliados, esquece as mais elementares noções de recato, confunde a atividade pública com a privada… Enfim, arma toda a jogada. O corrupto apenas pratica a corrupção.

Assim como Lula não teve culpa no mensalão que a bancada da Papuda organizou sob suas barbas, Dilma não tem nada a ver com o óleo derramado embaixo do seu nariz. Ela era ministra e presidia o Conselho de Administração da Petrobras quando o governo levou a estatal ao balcão. Mas não teve nada a ver com isso. Empossada no Planalto, manteve o hoje delator Paulo Roberto Costa no comando de bilionários contratos por mais um ano e quatro meses. Mas não tem nada a ver com os 3% de propina, dos quais 2% pingaram na caixa registradora do PT.

Se perguntarem a Dilma quem são os responsáveis pelos roubos, ela dirá: os outros. Grande time esse: os outros. Tida como durona e centralizadora, apresidenta fala do grande flagelo da política nacional como se fosse 100% feito por outros. Os responsáveis por tudo são seres impalpáveis. Podem ser os despudorados do PT, os desclassificados do PMDB, os desavergonhados do PT, até os espertalhões do PSDB talvez… Todos, menos a dona da caneta, menos a senhora do Diário Oficial. Fica boiando na atmosfera quente e seca de Brasília uma indagação intrigante: que foi feito dos espelhos do Palácio da Alvorada?*

(*) Blog do Josias de Souza

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