O GRANDE LEGADO…

GDF pede prazo maior para explicar

superfaturamento no Mané Garrincha

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O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu prorrogação no prazo para explicar o possível superfaturamento no Estádio Mané Garrincha, que vai sediar sete jogos na Copa do Mundo. No início de março, relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal e Territórios (TCDFT) apontou indícios de superfaturamento de R$ 431 milhões na execução da obra, o que elevaria o investimento total do estádio para aproximadamente R$ 1,9 bilhão.

O TCDFT esperava o posicionamento do governo, que tem um prazo de 120 dias contados a partir de janeiro para se explicar oficialmente. Porém com o pedido formal de prorrogação, isso possivelmente só acontecerá depois do Mundial. Desde 2010, o Tribunal faz auditorias e conseguiu reduzir em R$ 179 milhões os custos da obra.

O Mané Garrincha é considerado o terceiro estádio mais caro do mundo. A arena da capital federal brasileira perde apenas para Wembley, na Inglaterra, e o Stade de Suisse, na Suíça.

Segundo dados colhidos pelo TCDFT durante visitas e análise de contratos, o custo do estádio dobrou desde o início da obra. A previsão inicial, em 2010, era de aproximadamente R$ 700 milhões e, atualmente, o valor oficial é de R$ 1,4 bilhão.

A análise mostra supostos gastos excessivos para justificar a mudança de valores. Entre eles, desperdício de materiais, erro no cálculo do transporte de peças, aluguel de caminhões a mais, atraso na isenção de impostos e o fato de o governo ter livrado o consórcio responsável de pagar multa por atraso.

Por meio de nota, a época, a Coordenadoria de Comunicação para a Copa negou as irregularidades e a denúncia de superfaturamento. De acordo com o governo, o relatório do TCDF é preliminar e lista itens pontuais para esclarecimentos da Novacap e do Consórcio Brasília 2014.

“O valor do investimento no estádio não aumentou. Destacamos que o investimento total é de R$ 1,4 bilhão, e ainda pode ser reduzido para R$ 1,2 bilhão em virtude da previsão de abatimento de créditos do Regime Especial de Tributação para Construção, Ampliação, Reforma ou Modernização dos Estádios de Futebol (Recopa)”, diz o comunicado.

Em relação ao aumento do valor previsto em 2010, a coordenadoria alega que os custos para a construção do estádio na época eram relacionadas apenas ao esqueleto do estádio. “Não é correto afirmar que R$ 670 milhões eram o valor total previsto para a construção. E é preciso destacar que a obra foi contratada a partir de licitações distintas. A primeira delas, no valor de R$ 696 milhões, foi assinada em 2010 entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Consórcio Brasília 2014, responsável pela obra civil”, completa.

O pedido de prorrogação para explicar os valores, no entanto, aconteceu apesar do governo destacar a facilidade de comprovar seus dados. Procurada pelo Contas Abertas, a Coordenadoria de Comunicação da Copa afirmou que só poderia responder aos questionamentos na terça-feira (24), já que na última sexta-feira (20), em razão do feriado de quinta, e nesta segunda-feira (23), em razão do jogo do Brasil em Brasília, foram decretados pontos facultativos no Distrito Federal.

(*) Dyelle Menezes – Contas Abertas

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PISANDO NA BOLA

Romário marca gol contra e

pode pendurar as chuteiras

Essa dupla de ataque vai bater cabeça...

Essa dupla de ataque vai bater cabeça…

Romário é o garoto-propaganda de uma famosa marca de sandálias. No comercial, ele fica apenas com o pé direito, e manda o pé esquerdo para Diego Maradona, na Argentina. Monotemático como sou, já puxo logo o sentido para a política: o Brasil precisa começar com o pé direito mesmo, pois ninguém aguenta mais tanto esquerdismo. Já o camarada tem o que merece: não só seu país afunda cada vez mais na desgraça por conta das trapalhadas da esquerda local, como ele mesmo é um conhecido bajulador de ditaduras socialistas.

Mas fora das telas o baixinho fez o contrário: resolveu calçar o pé esquerdo e marcou um baita gol contra. Seu partido, o PSB, oficializou neste sábado o apoio à pré-candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do estado pelo PT. O deputado federal Romário também foi confirmado como candidato ao Senado pela chapa. Trata-se, nas palavras de Sirkis, de uma verdadeira “suruba” política. O PSB é o partido de Eduardo Campos, que se diz oposição. Em São Paulo fechou com Geraldo Alckmin, do PSDB, o que faz mais sentido. No Rio, associou-se ao PT de Dilma!

O tema da corrupção tem sido destaque nos discursos de Romário, que se tornou um duro crítico dos gastos para a Copa. Posar ao lado de “Lindinho”, representante do PT local e ele mesmo envolvido em alguns escândalos de corrupção, é simplesmente algo muito incoerente. É um tiro no pé, uma decisão “pragmática” que pode custar muito caro ao ex-jorgador, no começo de sua carreira política. Seria análogo a ele escolher jogar pela Argentina em uma Copa do Mundo contra o Brasil, pois quem defende o PT hoje joga contra o país.

Arrisco dizer que, se o povo carioca tiver um pingo de juízo, tanto Lindbergh Farias como Romário vão perder, o que poderá simbolizar o fim precoce de sua vida política. O baixinho terá de pendurar as chuteiras mais cedo do que imaginava. Mandou muito mal, sacou, “peixe”?

(*)  Blog do Rodrigo Constantino

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DITADOREZINHOS DE MIERDA

“Repórteres Sem Fronteiras”, a mais respeitada organização mundial em defesa da liberdade de imprensa, critica a lista de colunistas “inimigos” do governo feita por energúmeno do PT

Alberto Cantalice (Foto: PT)

Alberto Cantalice:  um joão-ninguém e um zero à esquerda que agride o vernáculo e coloca a culpa pelo desandar do governo em alguns de seus críticos (Foto: PT)

Como se sabe, um certo energúmeno chamado Alberto Cantalice, um joão-ninguém que ostenta o título de “vice-presidente nacional” do PT e “coordenador de mídias sociais” do partido, seja lá o que isto signifique, conseguiu seus 15 minutos de fama — vá lá, talvez sejam 15 dias.

Obteve forte atenção da mídia ao escrever uma catilinária em que, além de agredir o vernáculo, esse zero à esquerda agride “setores elitistas albergados na grande mídia” (sete colunistas e dois humoristas) acusando-os, sem um milionésimo de grama de qualquer tipo de prova, de incentivar ofensas à presidente Dilma e até de estimular “azelite” a “maldizer os pobres”.

Vale a pena reproduzir uma parte do bestialógico que publicou na página do PT na internet:

“Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Seus paroxismos odientos revelaram-se com maior clarividência na Copa do Mundo”.

repórteres sem fronteiras

Ao apontar os nove “inimigos da pátria”, no melhor estilo nazifascista — entre os quais incluiu, como se pode verificar, os colegas do site de VEJA Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo –, essa perfeita nulidade, até agora desconhecida pelo grande público, entrou na mira dos processos judiciais que pelo menos três integrantes da relação já revelaram que iniciarão nos próximos dias.

E mereceu a atenção da mais conhecida e respeitada entidade que defende a liberdade de imprensa e a incolumidade física dos jornalistas, a organização internacional Repórteres Sem Fronteiras, que manifestou em seu site (versão em inglês) preocupação com o fato de o lulopetismo organizar e divulgar uma lista de jornalistas incômodos para o poder.

LEIAM O TEXTO DA REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS:

Brasil — Vice-líder do partido do governo classifica jornalistas como “pitbulls”

A tensão entre o governo e os jornalistas da oposição acaba de subir de tom.

Num artigo publicado a 16 de junho de 2014 no site do Partido dos Trabalhadores (PT), atualmente no poder, o vice-presidente do partido Alberto Cantalice estabelece uma lista negra de jornalistas designados como os “pitbulls da grande mídia”.

Para o dirigente petista, o ódio de Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes Diogo Mainardi, Lobão e dos humoristas Danilo Gentili e Marcelo Madureira contra as medidas progressistas dos governos Lula e Rousseff se tornou ainda mais evidente desde o começo do Mundial, que esperam que fracasse.

Esses “inimigos da pátria” não demoraram a responder. O jornalista Demétrio Magnoli denunciou em Globo um artigo “calunioso” e uma ação de propaganda por parte do PT. Magnoli se mostra preocupado pelo fato de um político do partido no poder convidar à “caça” dos jornalistas opositores “na rua”. Já Reinaldo Azevedo, da revista VEJA, afirmou sua intenção de processar Alberto Cantalice por “difamação”.

Repórteres sem Fronteiras expressa sua inquietação pelas graves acusações dirigidas contra os jornalistas provenientes de um alto cargo do PT”, declara Camille Soulier, responsável da seção Américas da organização. “Não ignoramos o contexto polarizado da mídia, que pode exagerar o descontentamento geral. No entanto, as dificuldades sentidas pelo PT não justificam o recurso à propaganda de Estado.”

Essas acusações foram lançadas num clima social tenso, com a multiplicação de movimentos populares contra as despesas do governo com a Copa do Mundo. A polícia militar tem respondido através da força e alguns jornalistas foram agredidos.

No total, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) já contabilizou 17 agressões de jornalistas no âmbito de manifestações desde a abertura do Mundial. Entre as vítimas, contam-se correspondentes da CNNe de agências internacionais, como a Reuters e a Associated Press, assim como jornalistas da mídia local ou profissionais independentes. Karinny de Magalhães, jornalista e ativista do coletivo Mídia NINJA, foi detida e espancada até desmaiar.

Aos 17 casos citados se juntou a detenção arbitrária de Vera Araújo, do diário O Globo, no passado dia 15 de junho, elevando para 18 o número de abusos. A jornalista estava filmando a detenção de um turista argentino e acabou também sendo presa. Uma investigação foi aberta contra o policial militar responsável pela detenção.

O Brasil se situa no 111º lugar em 180 países na última Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborada por Repórteres sem Fronteiras. Por ocasião da Copa do Mundo de futebol, a organização lançou uma campanha para sensibilizar o público sobre a situação da liberdade de informação nos países participantes.*

(*) Blog do Ricardo Setti

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INACREDITÁVEL

Eleição virou uma

Bolsa de Valores sem valores

Arte/UOL

O noticiário de política, hoje veiculado na editoria de polícia, deveria ser transferido para a seção de economia. O derretimento gradual de Dilma Rousseff imprimiu à sucessão presidencial uma lógica de Bolsa de Valores, cuja principal característica é a absoluta falta de valores… éticos.

No Brasil, como se sabe, os partidos são empreendimentos 100% financiados pelo déficit público. Por isso, a grossa maioria prefere investir no conglomerado governamental. As legendas adotam uma prática comum no mundo empresarial: a terceirização. Sob Lula, atingiu-se a perfeição.

Os partidos confiaram os afazeres da Presidência da República a uma lenda do operariado nacional, reservando-se o direito de cobrar resultado$. Com fachada de esquerda, o Planalto resultou em ótimos negócios. A aparência asséptica do ex-PT proporcionou excelente merchandising. Repetiu-se a fórmula com Dilma. O PT já não era o mesmo. Mas os negócios iam bem.

No primeiro ano de sua gestão, Dilma tornou-se uma ameça ao lucro. Recém-eleita, ela foi assaltada (ops!) pelo pior tipo de ilusão que um presidente pode ter: a ilusão de que preside. Governando com a vassoura, simulou a higienização da Esplanada. Mas, enquadrada por Lula, o presidente emérito, Dilma deu meia-volta. E os negócios voltaram a fluir.

Súbito, os consumidores passaram a emitir sinais de irascibilidade. Num instante em que os institutos de pesquisa acomodam o desejo de mudança em patamares superiores a 70%, os partidos acionaram seus radares. Avessos ao risco, decidiram diversificar os investimentos.

Dono das antenas mais aguçadas, o PMDB aplicou 59% de sua convenção em Dilma, mantendo do lado dela Michel Temer. Poucas vezes, porém, um vice foi tão versa. A favor de tudo e contra qualquer coisa, o PMDB ficou livre para contrair novos matrimônios nos Estados. Em política, você sabe, matrimônio é outro nome para patrimônio.

Depois reposicionar sua carteira de ações em várias praças —aplicou a Bahia na apólice de Aécio Neves e o Rio Grande do Sul no título de Eduardo Campos, por exemplo— a corretora do PMDB atingiu o ápice da sofisticação na sua filial do Rio de Janeiro. Ali, após simular a recompra dos títulos de Dilma, o cacique Sérgio Cabral, qual um especulador de mercado, investiu numa nova sociedade: Aezão.

Em troca da cessão do tempo de propaganda do PSDB no rádio e na tevê para Luiz Pezão, seu candidato a governador, Cabral retirou-se da corrida ao Senado, entregou a vaga a um aliado do tucanato —o ‘demo’ Cesar Maia—, e liberou as engrenagens do PMDB fluminense para rodar por Aécio.

Cabral fez tudo isso em reação a outro ataque especulativo: isolado, o candidato a governador do PT, Lindbergh Farias, associou-se ao PSB de Eduardo Campos, adquirindo uma blue chip: a candidatura ao Senado do craque Romário. Até o ex-tucano Edaurdo Paes, hoje prefeito carioca pelo PMDB, espantou-se. “Isso é um bacanal eleitoral”, disse.

Os especialistas em Bolsa costumam dizer que não convém a nenhum investidor colocar todos os ovos num mesmo cesto. Alheio ao conselho, o PTB do presidiário Roberto Jefferson migrou 100% de suas posições de Dilma para Aécio. O PR do mensaleiro preso Valdemar Costa Neto ficou tentado a fazer o mesmo. Mas parece ter desistido.

Compostas por operadores de fino faro, algumas legendas governistas tremem como se receassem que o derretimento de Dilma caminhe para um completo meltdown —termo adotado pelo economês na década de 90, para descrever a situação terminal de uma economia quando já não havia nada a ser feito além de correr, para não derreter junto.

Enquanto os deuses do mercado eleitoral tomam suas decisões, resta ao contribuinte, que não costuma jogar sua sorte em ações e cujos conhecimentos de Bolsa só vão até o Bolsa Família, lamentar que o futuro do país continue nas mãos de uma dezena de operadores de mesa de câmbio partidário. A única saída talvez seja fundar um partido. Ou uma Igreja, que às vezes dá no mesmo.*

(*) Blog do Josias de Souza

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ZONA TOTAL…

 

Cesar Maia será candidato ao Senado

na chapa de Pezão

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Sérgio Cabral abre mão da candidatura. Em nota, Eduardo Paes diz que ‘depois da suruba’, eleições no Rio são ‘bacanal eleitoral’

BRASÍLIA e RIO – O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) vai anunciar nesta segunda-feira que abrirá mão da candidatura ao Senado na chapa do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) ocupá-la, dando caráter formal ao movimento “Aezão“. A informação, antecipada pelo colunista do GLOBO Merval Pereira em seu blog, repercutiu entre os políticos do estado. Em nota oficial, o prefeito do Rio Eduardo Paes chegou a afirmar que, depois da ‘suruba’ eleitoral – termo utilizado pelo deputado Alfredo Sirkis para definir as alianças no Riona última semana -, as eleições fluminenses são um “bacanal eleitoral”.

A articulação foi selada, na manhã deste domingo, no apartamento de Aécio Neves, em Ipanema, junto com Pezão, Cabral e Cesar Maia, além do presidente estadual do PMDB, Jorge Picciani. Assim, a tendência é que Cabral não dispute qualquer cargo público este ano e assuma formalmente a coordenação da campanha de Pezão

Pelo acordo, embora Pezão mantenha a posição de pessoalmente pedir votos para a presidente Dilma Rousseff, seu palanque ficará aberto para o presidenciável tucano já que a ampla maioria dos candidatos a deputado estadual e federal que integram sua base estará fazendo campanha nacional para Aécio.

Formalmente, o ex-prefeito Cesar Maia será o candidato majoritário do tucano no estado, mas a expectativa é que a formalização da aliança, que dará quase três minutos de TV a mais para Pezão, faça o “Aezão” se alastrar pelos palanques de deputados no estado. Pelas contas peemedebistas, a chapa de Pezão tem cerca de 1.400 candidatos a deputado federal e estadual que poderiam abraçar a candidatura nacional tucana.

O movimento é uma reação formal à aliança do PT com o PSB no Rio. Cabral e Pezão guardam mágoas do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, outro pré-candidato à Presidência, que durante anos aprovou a presença de seu PSB no governo estadual, mas passou a atacar a dupla no ano passado.

PAES: ‘O QUE SE VÊ AGORA É BACANAL ELEITORAL’

Candidato ao governo do Rio pelo PT, o senador Lindbergh Farias, adversário de Pezão, reagiu:

– A eleição caminha para uma polarização entre dois blocos: a chapa Lindbergh e Romário (deputado federal e candidato ao Senado pelo PSB), que simboliza um novo rumo, de mudanças, e a chapa Pezão e Cesar Maia, que simboliza a velha política, o continuismo e o mais do mesmo no Rio.

Romário seguiu o mesmo discurso do petista:

– A chapa Romário e Lindbergh é o novo da política. Quando a gente fala de Cabral, Pezão e Cesar Maia trata-se da política antiga. O povo carioca e fluminense têm a tendência de querer mudanças no estado.

O presidente regional do PPS, deputado estadual Comte Bittencourt, afirmou que fará uma reunião ainda neste domingo com integrantes do partido para avaliar o caso. Mas, segundo ele, a tendência é apoiar Pezão e Cesar Maia.

– É uma informação nova. Vamos avaliar este cenário. O PPS quer derrotar a presidente Dilma Rousseff. No Rio, o movimento do PSB (de apoiar Lindbergh) e a desistência do deputado Miro Teixeira de concorrer ao governo (pelo PROS) nos deixa com pouca alternativas. Eu e o deputado Luiz Paulo Correa da Rocha (presidente regional do PSDB) sempre fomos oposição ao Cabral na Assembleia Legislativa. Estamos numa encruzilhada. Agora, o “Aezão” está fortalecido e abre palanque para o campo de oposição a Dilma e ao PT. Há chances (de apoiar o PMDB). Na verdade, vamos é seguir o PSDB – declarou Comte.

O presidente do PSDB fluminense, deputado Luiz Paulo, afirmou que as conversas dos tucanos com Cesar Maia já aconteciam há muito tempo, e se disse feliz com a notícia:

– A posição do PSDB do Rio sempre sólida nessa questão: aqui faremos o que for melhor para eleger o Aécio presidente da República. Essa conversa com o Cesar Maia já se tinha há muito tempo, fico feliz com a notícia.

No início da noite deste domingo, o prefeito Eduardo Paes divulgou nota à imprensa comentando a nova aliança. Leia a íntegra do texto:

“Desde 2009, as brigas políticas que nada tinham a ver com o interesse do Rio de Janeiro e dos cariocas foram substituídas por uma aliança capaz de trazer muitas conquistas para a cidade. A parceria entre nós, da prefeitura, o presidente Lula e o governador Cabral – e agora a presidenta Dilma e o governador Pezão – tem permitido tirar do papel projetos há décadas prometidos e inviabilizados justamente pelos constantes desentendimentos entre governantes anteriores. O conjunto de avanços que o Rio e a população vêm colhendo nos últimos anos é resultado de uma soma de forças políticas que têm trabalhado de maneira coerente na busca por uma cidade melhor, mais justa e mais integrada. Em função dessa mesma coerência, e para que o Rio de Janeiro não corra o risco de voltar a ser um campo de batalha onde o maior prejudicado é o cidadão, eu continuo defendendo a chapa Dilma, Pezão e Dornelles (referindo-se a Francisco Dorneles, atual senador pelo PP). Depois da suruba, o que se vê agora é o bacanal eleitoral, e o Rio não pode ser vítima dele”.

Lindbergh rebateu a nota de Paes:

– A campanha nem começou. É preciso ter bons modos. Não pode haver baixarias.

Em seu blog, o deputado federal Anthony Garotinho, pré-candidato do PR ao governo do Rio, escreveu:

“Pezão vai ficar com um tempo enorme de televisão, muito dinheiro, muito poder. Vai ficar faltando apenas arrumar votos. Essa jogada de Cesar Maia se aliar a Cabral, que combatia até dias atrás, não é mais do que uma tentativa das elites de impedir a volta de um governo popular”.*

(*) PAULO CELSO PEREIRA, CÁSSIO BRUNO E LETÍCIA FERNANDES

– O GLOBO

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BATENDO EM RETIRADA…

PT erra no diagnóstico sobre

a insatisfação com o governo

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O ministro Gilberto Carvalho afirma que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação da população com o governo da presidente Dilma Rousseff e tem alimentado a “ilusão” de que “o povo pensa que está tudo bem”.

“Acho um erro de diagnóstico”, diz o ministro, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, em entrevista à Folha. “E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio.”

Carvalho, que condenou as vaias e xingamentos dirigidos a Dilma na abertura da Copa do Mundo, contrariou o discurso adotado pelo PT para reagir ao dizer, na semana passada, que os ataques não partiram só da “elite branca”.

O ministro diz que seu objetivo foi alertar para a generalização da insatisfação com o governo, fenômeno que, na sua opinião, tem origem num pensamento conservador ampliado com ajuda da mídia.

Carvalho acredita que a presidente vai se reeleger em outubro, porque aposta que o PT conseguirá “furar esse grande bloqueio” na campanha e mostrar aos eleitores as realizações dos governos petistas nos últimos 12 anos.

Folha – A afirmação de que o xingamento contra Dilma não partiu só da “elite branca” foi uma espécie de sincericídio? Gilberto Carvalho – Não. Foi muito consciente. Tenho feito esforço enorme para ter muita sintonia com as ruas e para não romper com aquilo que considero justo e honesto, mesmo que me custe. Prefiro ser criticado de sincericídio do que me omitir.

Levou puxão de orelha? Nenhum.

Mas reclamaram anonimamente pelos jornais… Só pelas costas [risos]. A única coisa que me incomoda é que a palavra “sincericídio” me subestima, me desqualifica, como se fosse um igrejeiro ingênuo. Repudio [o xingamento]. Uma chefe de Estado, uma mulher, uma pessoa que dá a vida pelo país, por sua história passada e presente, não pode ser alvo disso.

Já houve xingamentos antes. No show do Rappa [em Ribeirão Preto, em maio]. Quando ouvi o xingamento no estádio, lembrei do show. Confirma um clima estimulado por opiniões na linha de criminalizar tudo que é da política com ódio e adjetivação. A pregação reiterada, acentuada no tempo do mensalão, difere de outros erros.

Como assim? Não nego atos de corrupção que tivemos. Infelizmente, eles aconteceram, têm de ser reprovados. Esses atos nos doem primeiro a nós mesmos. O problema é o tratamento que se dá a erros dos outros, como o mensalão tucano, que se chama de mensalão mineiro, nem do PSDB dizem que foi. A compra de votos para reeleger [o ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso], que não passou por nenhuma investigação porque havia naquele tempo um esquema para impedir. Precisamos ter clareza disso e combater, porque, do contrário, começa a ganhar corpo uma opinião cada vez mais ampla de que nós estamos prejudicando o país, de que inventamos a corrupção.

O que baseou sua constatação sobre a “elite branca”? Quando chego em Curitiba e encontro um garçom falando que o PT é o mais corrupto da história. Quando vejo em Fortaleza meninos cobrando a questão da corrupção. Quando vi no metrô meninos entrando e puxando o coro do mesmo palavrão usado no estádio, não posso achar que é um fenômeno apenas na cabeça daquilo que está se chamando de elite branca. Há, sim, um pensamento conservador que se expressa fortemente por meio dos veículos de comunicação e que opera um cerco contra nós. E esse cerco tem dado resultado, na medida em que ganha amplitude.

E qual o efeito sobre a eleição? Tenho muita convicção de que vamos ganhar. Conseguiremos furar esse grande bloqueio porque vamos poder mostrar para o país, num debate aberto, sem mediações, o que de fato foi e está sendo realizado. Essa minha fala está muito voltada para a necessidade de fazermos uma grande mobilização que não parta da ilusão de que o povo pensa que está tudo bem.

Mas estão negando isso no PT. Acho um erro de diagnóstico. E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio. Para petistas, o xingamento surgiu da área VIP do estádio. Difícil identificar. Nem quero entrar nessa polêmica. O problema não é de onde surgiu, é a generalização. Olha, nós estamos felizes com a Copa, festejando até agora [bate três vezes na madeira, com punho direito fechado], porque nenhuma previsão catastrófica desses setores conservadores se confirmou. O país passa até agora muito bem pelo teste.

A frase da “elite branca” renega a ideia de Copa para todos? Nós não trabalhamos como trabalhamos para popularizar a Copa para isso. Os estádios estão povoados de brasileiros e estrangeiros que vêm também de setores populares. Fizemos coisas importantes como meia entrada, ingressos para áreas do Bolsa Família, para idosos, portadores de deficiência. Brigamos com a Fifa. Então não vou entrar nessa contradição de dizer que só a elite estava no Itaquerão. Se começou com a elite, e pode ter começado, preocupa ter ganhado adesão mais ampla.

Mas foi Lula quem puxou esse discurso… Não vou polemizar com Lula nem com meus companheiros. Quero é trazer de volta essa gente, não quero generalizar e colocar os torcedores do Itaquerão do outro lado. Mesmo aqueles que xingaram a Dilma, de maneira inadequada, eu os quero conosco. Quero fazer pontes, não jogá-los do outro lado, na mão de quem quer tê-los.

O sr. disse que a imagem de partido corrupto “pegou” em setores mais populares. Tenho certeza de que o PT tem na sua imensa maioria uma gente muito séria, honesta. Agora, precisamos de fato ter um rigor interno ético muito grande. Lutar desesperadamente pela reforma política para mudar o indutor da corrupção, que é o financiamento empresarial de campanha. Sinto isso na carne.

Na carne? Porque vejo companheiros que acabam se enrolando muitas vezes nesses processos de corrupção, em grande parte induzidos por uma prática tradicional no país e que antes, insisto, não aparecia, porque não se investigava. Se houvesse o mesmo padrão de investigação que nós tivemos nesses últimos 12 anos, muita gente do governo anterior estaria na cadeia.

Fala de quais companheiros? Não quero personalizar.

O sr. é responsável pela interlocução com os movimentos sociais, mas hoje o PT paga militância em campanhas. Acho que que, na justa medida em que nós nos tornamos uma grande instituição, fomos nos burocratizando. O PT trouxe inovações fundamentais para a ampliação da participação das pessoas na política e dar protagonismo a setores populares marginalizados. Mas o vírus da velha política também nos contaminou, em parte. Acho que não temos que sonhar romanticamente em reconstruir o PT de 1982, mas precisamos reconquistar o sentido coletivo de fazer política. Reanimar a militância. Na medida em que a gente foi se verticalizando, fomos nos tornando mais pragmáticos, perdendo a nossa mística.

Será uma eleição mais difícil? Não tenho dúvida. Mas vamos ganhar. Há três candidaturas com certa viabilidade, com gente que saiu do nosso projeto [Eduardo Campos].

Dói para Lula ter Eduardo Campos como adversário? Sempre percebo um lamento. Não só pelo fato de ser amigo, também por ser do nosso projeto. Mas acho que não é o fim da linha. Espero que a gente se reencontre.

O sr. falou que o PT se burocratizou. Como mudar? Precisamos produzir um grande debate interno. Acho que Lula tem toda condição de capitanear isso. Temos que rejuvenescer o partido.

Com Lula candidato em 2018? Não acho que é contradição. Ele tem uma incrível capacidade de criar o novo.*

(*)  NATUZA NERY – FOLHA DE SÃO PAULO

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O ÚLTIMO DOS MOICANOS…

Simon diz que deixa vida pública por ‘decepção’

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O senador Pedro Simon (PMDB-RS) vai deixar a vida pública em 31 de janeiro de 2015, dia em que termina o seu quarto mandato como senador e, coincidentemente, completa 85 anos. Em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, em sua casa na capital gaúcha, ele reconheceu que a decisão de não concorrer novamente foi influenciada pela decepção com o caminho tomado pelo partido que ajudou a fundar.

Segundo ele, este é o pior momento vivido pelo PMDB, que ele ainda chama, na maioria das vezes, de MDB. “O mal no Brasil de hoje é esse sistema de ter 30 partidos vazios de conteúdo, votando com o governo para ganhar um cargo aqui e outro ali. E o MDB, maior partido do Brasil, ao invés de se rebelar, de ter uma palavra firme, também fica brigando por mais um ministério. O partido perdeu a consciência”, afirmou, reconhecendo que, hoje, se sente isolado na legenda.

Simon, que já governou o Rio Grande do Sul e foi deputado estadual em quatro mandatos consecutivos, é um dos símbolos da ala contrária à aliança com o PT de Dilma Rousseff. Além de defender a independência do PMDB, Simon não acredita que a presidente tenha força política para fazer um bom segundo mandato. “O Lula tinha o grupinho dele, com quem discutia e debatia. Que se saiba a Dilma não tem”, revelou.

Segundo Simon, hoje Eduardo Campos (PSB) seria o único capaz de governar o País sem ficar refém da política de troca-troca de cargos e favores. O senador gaúcho foi um dos articuladores da aproximação de Campos com Marina Silva, fará campanha para os dois e acredita que as divergências entre os dois acabam após o período de convenções e formação de alianças, no fim do mês. “Eles vão ter que botar panos quentes e seguir para frente. Há Eles têm condições de ir ao segundo turno, é só querer”, disse.

Ele ainda diz que fez o que deveria ser feito no Senado. “Além disso, vivemos uma fase em que estou muito deslocado dentro do partido. Eu criei o MDB (antigo PMDB) e lutei a vida inteira por ele. E creio que esse é o pior momento que o MDB está vivendo. É o maior partido do Brasil e não apresenta candidato à Presidência. Houve um momento em que nós tínhamos maioria na Câmara, no Senado, nas Prefeituras, e daí fomos peça auxiliar do Fernando Henrique, peça auxiliar do Lula e agora da atual presidente. Vou ajudar no que puder. Aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, onde o PMDB sempre foi um partido diferente”.

Quanto a decisão do PMDB confirmar o apoio do partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff, ele diz que “o resultado ainda foi esse (favorável à aliança) porque o governo e o comando partidário agiram. Proporcionaram passagens, festas. Nunca os prefeitos foram tão convidados a ir a Brasília, e receberam uma ponte, uma estrada ou um trator. Esse resultado não representa as bases do MDB. No Rio Grande do Sul, o partido é muito contrário à participação no governo (da Dilma). O Estado aqui acompanha o que está acontecendo, tanto é que nas últimas eleições o PSDB ganhou aqui. Essa história de dizer que o comando do MDB é o (José) Sarney, o Renan (Calheiros) e o Jader (Barbalho) não tem nada que ver com o nosso partido. Eu não tenho nenhuma identidade como esse comando do MDB, assim como muita gente. Esse comando faz um troca-troca de cargos e alianças. O mal no Brasil de hoje, o que está de errado, é esse sistema de ter 30 partidos vazios de conteúdo, votando com o governo para ganhar um cargo aqui e outro ali. E o PDMB, maior partido do Brasil, ao invés de se rebelar, de ter uma palavra firme, também fica brigando por mais um ministério. O partido perdeu a consciência”.*

(*) Gabriela Lara, correspondente | Agência Estado

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FARINHAS DO MESMO SACO – PODRE!

No fim, todas as coligações

têm um pé na cadeia

O monstro do Mesmo, polvo de infinitos tentáculos que domina a política brasileira, aguardava a sua hora de entrar em cena. Quando soube que o Datafolha detectara um sentimento de mudança, o monstro tremeu. Mas manteve a calma. Colocou todas as suas ramificações no modo stand by, ligou as ventosas e ficou de prontidão. Sabia que, cedo ou tarde, seria convocado.

O polvo esboçou um sorriso quando lhe disseram que Dilma Rousseff frequentaria a propaganda eleitoral como a mudança de si mesma. O monstro perguntou de si para si: como reagirá a bancada do PT na Papuda? Veio-lhe a imagem do José Dirceu balbuciando: ‘Hã, hã…’

O polvo assistiu à convenção em que o PSDB confirmou Aécio Neves como seu presidenciável. Ouviu o candidato tucano vaticinar que um tsunami vai varrer do Planalto tudo o que é indigno. O monstro olhou para o lado, viu o Paulinho da Força Sindical e não se conteve: ‘Ah, vá! Conta outra.’

O polvo percebeu o esforço do Eduardo Campos para se ajustar às exigências de Marina Silva. Mas toda vez que o presidenciável do PSB falava em “nova política” o monstro lançava um olhar sobre Pernambuco. Enxergava aquela megaligação de 21 partidos, com interesses a perder de vista. E exultava: ‘Fala séééério!’

De repente, como o polvo previra, sobreveio a convocação. E o monstro do Mesmo entrou em campo. O PSB, que se jactava de ter rompido os vínculos com o PT e todas as suas perversões, associou-se ao velho aliado no Rio de Janeiro.

O PSDB, que festejara em segredo a passagem do seu mensalão mineiro das alturas do STF para a primeira instância do Judiciário, empurrou o PTB do presidiário Roberto Jefferson e do multiprocessado Gim Argello para dentro da coligação nacional de Aécio.

O monstro do Mesmo não tinha dúvidas. Ele costuma dizer que, no Brasil, o novo é apenas o igual disfarçado. O polvo não desiste nunca. Em ritmo de Copa, ele grita: ‘Eu sou brasileeeeeeeiro, com muito orguuuuuulho, com muito amoooooooor…’ Um de seus infinitos tentáculos digita freneticamente nas redes sociais:#estamostodosjuntosnoxadrez.*

(*) Blog do Josias de Souza.

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