E A FAIXA PRESIDENCIAL VAI PARA…

O FLA-FLU NINGUÉM TORCE PELO VASCO

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Não se discute com os fatos, em especial quando respaldados por números: embolou o meio campo, com Dilma e Marina empatadas no primeiro e no segundo turno. Semana que vem poderá ser diferente, mas hoje a eleição se resolveria no cara ou coroa. Apesar de pesquisas serem pesquisas, sujeitas a uma série de variações, às vezes até de manipulações, não se colocará o Datafolha e o Ibope sob suspeição.

É preciso saber porque Marina, dias atrás em posição de supremacia, cedeu espaço para Dilma, que muitos supunham em fase de desespero.

A ex-senadora colhe o que plantou. Quando emergiu após a tragédia com Eduardo Campos, ela empolgou pelo seu passado. Criada na floresta, tendo passado fome, podendo ler e escrever apenas aos dezesseis anos, negra, ambientalista e na primeira linha da luta contra o poder econômico, esperava-se que na campanha ela desse continuidade a esses valores.

Não foi o que aconteceu. Entrou em campo uma nova Marina, conciliadora, fazendo as pazes com o agronegócio, cultivando os usineiros e os bancos privados, por certo frustrando muita gente. Sua abertura ao centro-direita pode ter sido tática, à maneira do que o Lula havia feito anos atrás. Seu programa de governo desanimou muitos que imaginavam uma reviravolta no processo político e econômico. Ainda teve que ceder à sua religião, condenando a descriminalização das drogas, o aborto e o casamento gay. Isoladamente, até se compreenderia cada um desses e de outros recuos, mas o conjunto da obra desanimou uma parcela do eleitorado.

Em paralelo, Dilma empreendeu uma abertura à sinistra, desvinculando-se dos bancos privados, que fustigou, além de enfatizar iniciativas sociais adotadas desde o governo Lula. Também espalhou o medo do retrocesso no caso da vitória de Marina. Junte-se a essa estratégia o apelo à militância do PT, apavorada com a perspectiva da perda do poder, e se terá a receita de porque as duas candidatas se equivalem na disputa presidencial.

Claro que o escândalo na Petrobras ainda dará frutos. A recessão econômica, também.. Mesmo assim, a corrida parece hoje literalmente empatada. Tempo há para o eleitorado decidir-se, na dependência do comportamento de ambas. Se a presidente insistir em bater firme na adversária, poderá arrepender-se, mas Marina também se arrisca na hipótese de persistir na postura de rebater todas as agressões em vez de esclarecer o que pretende em seu governo.

Correta, mesmo, está a previsão do segundo turno, com Aécio Neves de fora. Para quem migrarão seus votos é irrelevante, porque num Fla-Flu as arquibancadas não torcem pelo Vasco.*

(*) Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa Online

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SE DEFENDENDO DO TERROR LULOPETISTA

Marina se defende na

TV e pede ajuda na web

Reprodução/Facebook

Com um tempo de propaganda eleitoral cinco vezes menor que o de Dilma Rousseff, Marina Silva teve de recorrer à criatividade para tentar se defender dos ataques que frearam seu crescimento nas pesquisas. Além de veicular na tevê um comercial de 15 segundos, o comitê de Marina inaugurou no seu site uma página anti-boatos. Nela, a candidata solicita “uma doação” aos seus simpatizantes.

Em vez de dinheiro, Marina pede um pedaço do tempo alheio: “contra a mentira e a agressão, dedique uma hora, meia hora, 20 minutos nas redes sociais para combater as calúnias.” A página oferece matéria-prima aos que se dispuserem a socorrer a candidata. Para cada “boato”, o comitê contrapõe as suas “verdades”. Vão abaixo três exemplos:

1O boato: ‘Marina vai governar com o Itaú, representado pela Neca Setúbal’. A verdade: ‘Marina governará com o povo brasileiro. Neca Setúbal é hoje uma das mais importantes educadoras do Brasil. […] Participou da discussão do programa de governo de Fernando Haddad (PT), prefeito de São Paulo, em 2012. Naquela ocasião, ninguém contestou o fato de que estava lá na condição de educadora.”

2. O boato: ‘A independência do Banco Central vai impedir avanços sociais.’ A verdade: ‘Banco Central independente significa que nenhum partido ou grupo de interesse usará a instituição para se beneficiar. No governo Marina, o BC estará a serviço do povo e ajudará a conter a inflação… Com o fortalecimento do tripé macroeconômico, o Brasil voltará a crescer… Foi com essa mesma política que o governo Lula conseguiu fazer o Brasil avançar socialmente.”

3. O boato: ‘Marina vai reduzir a importância e desperdiçar o pré-sal’. A verdade: ‘Marina não reduzirá os investimentos para a exploraçãoo do pré-sal. Ela acredita que as riquezas do pré-sal garantirão projetos estratégicos para o Brasil, viabilizando investimentos significativos em saúde e educação… A candidata defende que a distribuiçãoo dos recursos não prejudique os Estados produtores e neneficie o conjunto do país.”

De resto, Marina sustenta na página eletrônica que manterá o Minha Casa… e ampliará o Bolsa Família. Afirma que não misturará religião e política na Presidência. Reitera que seu programa sofreu mudanças no trecho ‘LGTB’ por “erro processual”. Repete que “considera homofobia um crime”. Afirma que vive dos rendimentos obtidos com palestras e que só não divulga os nomes dos contratantes porque está presa a cláusulas de “confidencialidade.”*

(*) Blog do Josias de Souza

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ERRAR É DO MANO

Dilma ensina: é errando

que se aprende. A errar!

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Em entrevista veiculada na noite passada pela Rede TV!, Dilma Rousseff sinalizou que, sob sua presidência, o governo jamais se acomodará. Entre o certo e o errado, haverá sempre espaço para mais erros. Na Petrobras, por exemplo, a extensão do equívoco será ilimitada.

A Petrobras, como se sabe, convive com o absurdo. Preso, um ex-diretor conta às autoridades como saqueou as arcas da companhia para saciar as pulsões patrimonialistas de políticos governistas. Contra esse pano de fundo, perguntou-se a Dilma se extinguirá o modelo das nomeações políticas.

E ela: no meu governo, escolhi dentre os que eu considerava os melhores quadros da Petrobras. Vou continuar fazendo assim. Foi o que o presidente Lula fez. Vou continuar mantendo esse critério de escolher dentre os melhores. Esse é o melhor critério.

Quem assistiu foi tomado de assalto (ops!) pela impressão de que, sob o PT, o absurdo adquiriu uma doce, persuasiva, admirável naturalidade. A menos de quatro meses de fechar a conta do seu primeiro mandato, Dilma se espanta cada vez menos. Tornou-se uma administradora de pouquíssimos espantos.

Dilma referiu-se a Paulo Roberto Costa, o ex-executivo da Petrobras que virou delator, como um competente funcionário de carreira. Lembrou-se a ela que o executivo-delator tinha virado diretor de Abastecimento da Petrobras por indicação política. Sustentavam-no PT, PMDB e PP.

A senhora acha adequado? Em vez de responder com um ‘sim’ ou ‘não’, a Dilma preferiu praticar o esporte preferido do PT: tiro ao FHC. Paulo Roberto foi alto funcionário do governo Fernando Henrique, disse ela. Se não me engano, foi diretor da Gaspetro e gerente de exploração e prospecção de petróleo da região Sul. Dilma concluiu: os melhores quadros da Petrobras transitam de governo para governo.

A entrevistada não explicou se Paulinho, como Lula chamava o ex-executivo preso, já trazia o selo partidário da gestão FHC. Para ela, o apadrinhamento é normal. Se os aliados indicarem para a Petrobras uma ratazana, Dilma não fará a concessão de uma surpresa. É ratazana? Pois que seja ratazana! Se for uma ratazana de carreira, aí mesmo é que a nomeação sai. Se for uma alta ratazana da gestão FHC, as chances quintuplicam.

Entende-se agora por que Dilma mantém na Petrobras personagens como o ex-senador Sérgio Machado. Foi alojado no comando da subsidiária Transpetro em 2003, no alvorecer do primeiro reinado de Lula. Indicou-o, decerto movido por alguma inspiração patriótica, o notório senador Renan Calheiros.

Em dezembro, Sérgio Machado completará 12 anos de Petrobras. De duas, uma: ou o afilhado de Renan é um executivo genial ou Dilma, a exemplo do que fizera Lula, suprimiu dos seus hábitos o ponto de exclamação.

Amanhã, se der algum novo rolo, Dilma repetirá o que diz agora sobre Paulo Roberto Costa, o Paulinho: eu não sabia. O que nos espantou a todos foi que um desses quadros competentes da Petrobras cometeu esses delitos, ela acrescentou.

Sem querer, Dilma revoluciona o brocardo. Se o seu governo ensina alguma coisa é o seguinte: é errando que se aprende… A errar!*

(*) Blog do Josias de Souza

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MENOS UM LARÁPIO

Tribunal Superior Eleitoral barra

candidatura de Arruda

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O Tribunal Superior Eleitoral confirmou ontem, por 6 votos a 1, decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que barrou a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do Distrito Federal, com base na lei da Ficha Limpa.

O julgamento tinha sido adiado após um pedido de vista – mais prazo para estudar o processo – do ministro Gilmar Mendes. No recurso analisado ontem, Arruda pedia esclarecimentos sobre a decisão que o barrou e a revisão da condenação no Tribunal Regional Eleitoral, que o tornou inelegível.

Arruda foi flagrado, em um vídeo, recebendo 50 mil reais das mãos do ex-secretário Durval Barbosa, delator do esquema que deu origem à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

Por causa do escândalo, Arruda foi condenado por crime de improbidade administrativa pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara da Fazenda Pública. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

Na terça-feira (9), Arruda já havia sofrido uma derrota. Foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça por improbidade administrativa, que confirmou a decisão das instâncias inferiores. O STJ rejeitou recurso que contestava a isenção do juiz de primeiro grau (Álvaro).

O advogado de Arruda, José Eduardo Alckmin, entrou com reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisão que negou o registro da candidatura do seu cliente. Arruda continua em campanha até decisão da instância máxima do Judiciário, mas vem acumulando sucessivas derrotas.

O TSE barrou ainda, por 6 votos a 1, o registro da candidatura da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN), filha do ex-governador Joaquim Roriz, outro envolvido em denúncias de corrupção.

Jaqueline, que concorre à reeleição, foi condenada por improbidade administrativa por participação no esquema de corrupção conhecido por mensalão do Democratas, que culminou com a cassação de Arruda.

Seu pai, Roriz, renunciou ao Senado, em 2007, após ser flagrado em conversa por telefone negociando a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília Tarcísio Franklin de Moura.

Ele retirou R$ 300 mil para pagar uma bezerra e devolveu o restante, R$ 1,9 milhão, ao empresário Nenê Constantino, dono do cheque e fundador da empresa aérea GOL.*

(*) Gabriel Garcia, no blog do Noblat

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E OS PROGRAMAS, QUAIS SÃO?

As fábulas de uma eleição

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Fadas, reis, rainhas, príncipes, dragões, vovozinhas, lobos maus, além de monstros de toda espécie habitam as fábulas e seu universo de estereótipos que ajudam as mentes infantis a desenvolver a fantasia, a criatividade, e colaboram na absorção de princípios morais, nas boas regras de comportamento e no discernimento entre o bem e o mal.

As crianças crescem, suas mentes amadurecem, a simbologia das fábulas vai sendo compreendida e adaptada aos eventos reais, a vida se torna mais complexa, os conflitos mais elaborados, e a carruagem da gata borralheira não se transforma mais em abóbora à meia noite.

Tudo tem seu tempo dentro da escala de evolução intelectual e biológica natural, e é por isso que a regressão de mentes adultas ao universo de estereótipos infantis- ou a infantilização- é um sintoma preocupante, principalmente quando se manifesta coletivamente e passa a ser um fator de peso numa campanha eleitoral às vésperas de decidir quais serão os rumos futuros de um país de 200 milhões de habitantes.

Como observa um editorial do Estadão, “seria engraçado se não fosse deplorável” que duas senhoras adultas e sérias, uma delas no exercício da presidência da República, cargo que pretende manter, e outra uma ex-ministra, que pretende ocupar o cargo da outra, trocassem acusações que beiram a puerilidade, sobre as respectivas relações com “os banqueiros”, transformados no Lobo Mau da fábula aquele que ameaça com um sopro botar abaixo a casa dos três porquinhos.

Marina Silva, o Ente etéreo da floresta, ao tentar materializar-se diante do eleitor urbano medianamente consciente das engrenagens que movem a vida real, defendeu a autonomia do Banco Central- o que significa apenas libertar um órgão técnico de Estado do peso da influência da política partidária eleitoral.

A máquina de fabricar mitos recorreu aos estereótipos arraigados no inconsciente coletivo infantilizado de boa parte do eleitorado brasileiro, e reinventou a figura sinistra do banqueiro (o ricaço barrigudo com seu charuto na boca e cartola na cabeça, sobrevivente da caricatura da Belle Époque) e colocou a fada Marina ao seu lado-uma dupla sinistra espoliando o pobre povo brasileiro.

A fada respondeu que nunca o barrigudo engordou tanto como no governo da acusadora.

Pra completar o trabalho de infantilização, uma senhora ambientalista de sobrenome suspeito- Setúbal-que herdou ações de um banco mas provavelmente nem sabe como funciona um, está na campanha de Marina- com as oníricas intenções salvacionistas de uma herdeira, e foi transformada na sanguessuga banqueira que vai chupar o sangue dos pobres.

Aqueles que na falta de argumentos declamam (como dizia Lênin), conseguiram rebaixar o debate político brasileiro à profundidade dos contos da carochinha, como aquele onde o lobo acusa o cordeiro de turvar a água que ele já bebeu.*

(*) Sandro Vaia, jornalista, no blog do Noblat

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SEGUNDO TURNO

FH negocia apoio a Marina

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O PSDB já está negociando o segundo turno. O ex-presidente Fernando Henrique tem conversado com um dos coordenadores de Marina Silva, o deputado Walter Feldman.

Foi um desses contatos que inspirou FH a defender que atacar Marina é fazer o jogo da presidente Dilma. Só falta agora conseguir o armistício do comando aecista, que ainda acredita que o tucano chegará vivo à praia.

Ilimar Franco, O Globo

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MUDAR A FAMIGLIA?

Auditores Federais de Controle Externo querem nova forma de escolher ministros do TCU

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Em congresso realizado pela entidade sem fins-lucrativos União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar), no início deste mês em Brasília, os auditores presentes sintetizaram o evento na “Carta de Brasília”. Nela, os auditores pedem por uma Audiência Pública para debater a revisão dos atuais procedimentos de indicação e escolha de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). Para eles, a indicação deve ser feita por votação direta entre os próprios auditores do órgão.

Para eles, a normatização do processo de indicação e escolha dos ministros está ultrapassada, tendo sido instituída há mais de vinte anos por Decretos Legislativos, e precisa, atualmente, passar por uma profunda revisão para fins de seu aperfeiçoamento democrático. De acordo com a entidade, a escolha dos ministros não pode ser feita de “forma adoçada”, a portas fechadas e sem a necessária transparência e publicidade dos atos para a sociedade.

No evento, cujo tema era “O aperfeiçoamento do TCU no Estado Democrático”, também foi manifestada a preocupação da categoria com as denúncias de “teor gravíssimo” que recaem sobre membro do Tribunal, o ministro Walton Alencar.

“No regime democrático, ninguém está acima da lei e nenhum homem público está isento de prestar os devidos esclarecimentos quando sua conduta é questionada”, diz o documento.

O Contas Abertas entrou, semana passada, com representação na corregedoria do TCU, pedindo investigação da relação de “troca de favores” estabelecido entre Walton Alencar e o Palácio do Planalto, conforme denúncia vinculada pela semanal Veja e o jornal O Globo, no final de semana retrasado. Além disso, a entidade requereu que, após apuração dos fatos, as informações sejam divulgadas, para conhecimento da sociedade e adoção das medidas cabíveis.

“Nós acreditamos que as instituições democráticas serão capazes de processar, na forma da lei, a necessária apuração dos fatos com o rigor e a celeridade esperados pela opinião pública”, afirma os auditores na Carta, em concordância com o Contas Abertas.

Por fim, o documento traz a tona as propostas da entidade para as escolhas do ministros, da forma que consideram mais clara e igualitária. Para os membros da entidade, o indicado à vaga de ministro do TCU deve ser escolhido entre os auditores do corpo técnico da Corte, resultante de seleção realizada pelos próprios em votação direta. Eles reafirmam a necessidade de o serviço público ser orientado pela meritocracia e a profissionalização de seus quadros.

Entre os pontos destacados pela entidade ainda está o pedido de união de todos os cidadãos comprometidos com o bem social em defesa do livre exercício da fiscalização sobre as contas públicas e para barrar qualquer tentativa de aprovar leis em favor de corruptos e corruptores.*

(*) Gabriela Salcedo – Contas Abertas

 

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MENTIRAS… MENTIRAS…

PIOR A EMENDA DO QUE O SONETO

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Falta alguém na presidência da República para conter Dilma Rousseff em suas entrevistas à imprensa, que começou a produzir em cascata, todos os dias, depois de três anos e meio de silêncio. Algum ministro menos tímido deveria orientá-la, tanto faz se Gilberto Carvalho, Thomas Traumann, Aloízio Mercadante ou, em especial, o marqueteiro João Santana. Porque quanto mais a presidente fala, mais se enrola, na tentativa hoje desesperada de evitar a derrota para Marina Silva, em outubro. No governo, ninguém surge com coragem para alertá-la sobre suas contradições. O Lula parece ter perdido a esperança de enquadrá-la, tanto que vem cada vez menos a Brasília, e quando sai em sua companhia, em campanha pelo país, é apenas para pedir votos.

Nas mais recentes conversas com os jornalistas, geralmente nos corredores de algum palácio ou mesmo alguma esquina, Dilma saiu-se com duas afirmações desastrosas. Falava sobre os escândalos na Petrobras, que admite mas não reconhece, já a primeira contradição. Disse que estancou a sangria na empresa quando mudou quase toda a sua direção, um ano depois de chegar ao poder, mas acrescentou que “se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, não há mais”. E em seguida: “Tirando essa questão que tem aparecido na campanha, a Petrobras é uma empresa primorosa”.

Ora, essa “coisa” que houve terá sido abafada com a simples substituição de alguns diretores? Sem falar da impossibilidade de a empresa continuar primorosa depois do que aconteceu. Dilma jogou barro no ventilador admitindo terem vindo de antes os malfeitos, quer dizer, do governo Lula. No entanto, nenhum dos diretores afastados foi responsabilizado ou punido, mesmo diante da evidência da distribuição de 3% dos contratos superfaturados da Petrobras com fornecedoras terem sido dados a partidos da base oficial e a líderes políticos mais do que conhecidos.

AGRESSÕES

As agressões da presidente a seus adversários, fruto também das entrevistas, só fazem prejudicá-la, como quando comparou Marina a Jânio Quadros e a Fernando Collor. O que fica dessa temporada de declarações dadas a esmo é que, de um lado, Dilma admite ter havido corrupção em atividades da Petrobras, mas, de outro, nega-se a agir alegando a inexistência de provas. Fica pior a emenda do que o soneto.

MAIS NOMES NO SÁBADO?

A semana vem sendo cercada por rumores de que a revista Veja, no sábado, completará a lista de políticos envolvidos no escândalo da Petrobras, divulgada dias atrás. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar como vazaram dos depoimentos de Paulo Roberto Costa os nomes já conhecidos, mas se nova leva de supostos implicados vier a público, a tarefa ficará mais difícil. No caso, lembra-se a história daquele imperador na Antiga Pérsia que quando recebia más notícia, mandava matar o mensageiro. Não é a publicação paulista que precisa ser investigada, senão suas denúncias.*

(*) Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa Online

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O DONO DO “PUDÊ”

A turma de Sarney

Sarney e seus aliados

Sarney e seus aliados

José Sarney está vendo a hegemonia de seu clã ir para o vinagre no Maranhão. No Amapá, embora tenha desistido de tentar a reeleição por medo de ser derrotado, Sarney continua atuando.

Os principais aliados do peemedebista ostentam fichas criminais de respeito ou, na melhor das hipóteses, episódios para lá de constrangedores.

Na semana passada, Sarney posou para uma foto com sua turma da pesada em Macapá. Ao seu lado, da esquerda para a direita, estão:

Moisés Souza (PSC), deputado estadual e candidato à reeleição. Como presidente de Assembléia Legislativa do Amapá, foi afastado da cadeira por suspeitas de corrupção;

* candidato a governador pelo PDT, Waldez Góes, preso numa operação da Polícia federal em 2010, acusado de integrar uma quadrilha de desvio de dinheiro da educação;

Gilvam Borges, do PMDB, tenta voltar ao Senado. Borges, quando era senador, empregou sua mulher e sua mãe no gabinete e justificou a escolha: “Uma dorme comigo e a outra me pariu”;

Roberto Góes, ex-prefeito de Macapá do PDT, que também foi preso pela PF no exercício do mandato, em 2010, e agora tenta uma cadeira de deputado federal.

(*) Blog do Lauro Jardim

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