TROGLODITA JURAMENTADO

Aldo Rebelo no Ministério da Ciência

é o Rei Herodes no berçário…

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“Como você vai fazer um barco navegar contra o vento e contra a corrente, só acendendo uma fogueira embaixo do deck?”, perguntava-se, publicamente, em 1803, Napoleão Bonaparte, sobre o barco a vapor do engenheiro americano Robert Fulton.

“Colocar um homem em um foguete e projetá-lo até o campo gravitacional da Lua – talvez pisar lá – e voltar à Terra: tudo isto constitui um sonho maluco digno de Júlio Verne. (…) Este tipo de viagem feita pelo homem nunca vai acontecer, independentemente de todos os avanços no futuro”, estabeleceu o físico Lee DeForest, em 1957.

“Pessoas bem informadas sabem que é impossível transmitir a voz através de fios e que, se fosse possível fazer isto, esta coisa não teria valor prático algum” – editorial do Boston Post, em 1865, redigido por um jornalista, indignado com a invenção do telefone.

O novo ministro da Ciência, Aldo Rebelo, é comunista de carteirinha e também  jornalista.

Entregar a ciência a Aldo Rebelo é como entregar o berçário ao Rei Herodes. E as patacoadas disparadas contra as invenções científicas mais populares, como você leu acima, é o que devemos esperar de Rebelo. Se ele resolver abrir a boca, é claro.

Não vai aqui nenhum ataque pessoal, ad hominem, contra Rebelo. Filiado ao PC do B desde 1977, seria de se estranhar se ele não fosse um comunista profissional.

O que é o comunista profissional? É aquele para quem só existe aquilo que podemos tocar com as mãos (para eles, assim sendo, Gisele Bundchen não existe…) Afinal, “a prova da existência do pudim está em comê-lo”, notava Engels, co-autor do Manifesto do Partido Comunista.

Uma parente deste blogueiro esteve em Lisboa de férias. Quebrou a sola de seu sapato. Foi num velho sapateiro lisboeta comunista para consertar tudo. Pediu: “O senhor pode trocar?”. Ele disse que sim. E que ela voltasse em meia-hora.

Trinta minutos depois ela volta. A sola do sapato esquerdo, quebrada, foi colocada na do direito, e vice-versa. Indignada, ela perguntou: “Por que o senhor não trocou?”.  Ele respondeu, também irado: “Troquei sim!”.

E ela: “Mas continua quebrado!”.

E ele: “A senhora mandou trocar, e eu troquei de pé…”

Ela levou 15 minutos pare entender que deveria ter usado com o velho comunista o verbo “substituir”.

Aldo é assim. Porque o comunismo assim o é.

 

Aldo Rebelo só pode ser entendido, também por outra explicação comunista. O pensador marxista alemão Ernst Bloch (1885-1977) gostava de apontar o que chamava de “a contemporaneidade do não-coetâneo (em alemão, “Gleichzeitigkeit der Ungleichzeitigkeit”). Ou seja: você vive no século 21, mas pode estar dividindo o seu espaço, lado a lado, com quem ainda mantenha valores medievais. Ou simplesmente com quem ache que a ida do homem à lua não passa de uma montagem de video.

 

Aldo Rebelo é isso aí tudo. Costuma dizer que não há aquecimento global porquue ele é “improvável”.

Vamos a casos recentes.

—Rebelo é pai daquela loucura de que os estrangeirismos seriam limitados no Brasil. Aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em 2007, o projeto ainda aguarda votação em plenário. Por ele, o aplicativo Whats Up teria de se chamar “E aí?”, o mouse do computador “rato”, e I-Pad “Eu bloco”.

—Em 2002 Aldo propôs a proibição de “inovação tecnológica poupadora de mão de obra”. Seriam proibidas as fotos digitais e as Xeroxes.

— Em 2000,  Aldo tentou proibir a utilização de sistema de catraca eletrônica nos veículos de transporte coletivo de passageiros.

 

—Em 2001, defendeu a adição obrigatória de 10% de raspa de mandioca na farinha de trigo destinada à fabricação do pão francês, o famoso pãozinho de 50 gramas. A ideia era “melhorar os nutrientes do pão e fomentar a cadeia de produção da mandioca”.  Aprovado no Congresso, o projeto foi vetado por quem? Por Lula.

 

—Em 2003, tentou transformar o Halloween (Dia das Bruxas), celebrado em 31 de outubro nos Estados Unidos, no Dia Nacional do Saci-pererê.

 

É esse o nosso homem na ciência. E ponto final…*

(*) Blog do Claudio Tognolli

VOTA-SE NO PT E GOVERNA-SE COM O PMDB

PT x aliados

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O PT já perdeu espaço na reforma do Ministério. A maior perda foi a pasta da Educação, o segundo maior orçamento (R$ 42,2 bilhões este ano), para o governador Cid Gomes (CE). Os petistas devem ter novas baixas no segundo escalão e, para reduzir o dano, preparam-se para esta nova etapa da luta pelo poder. Eles vão tentar salvar todos os lugares que estão em suas mãos. A tarefa não será fácil. O partido saiu menor do que era das eleições. O novo mandato da presidente Dilma vai começar fragilizado, do ponto de vista político (escândalo Petrobras) e administrativo (ajuste fiscal). Os aliados, ciosos de sua importância, querem desalojar os petistas de onde puderem.*

(*) Ilimar Franco – O Globo

CAINDO A MÁSCARA

Alarme da impopularidade

já soa para Dilma 2ª

000 - aaaaaaaaaa baratinha

Os mais ingênuos se perguntam: o que houve, afinal, com Dilma Rousseff? Os mais céticos respondem: nada que não estivesse previsto. No vale-tudo de uma eleição apertada, os programas dos candidatos são genéricos e aguados. Na campanha de 2014, submetida a uma conjuntura hostil, Dilma teve de abusar do feitiço da empulhação. Reeleita, passou a adotar providências tão inevitáveis quanto impopulares. E ficou irreconhecível.

A presidente chega à sua segunda posse sem rosto. Mal comparando, parece mais uma personagem do famoso clip da música Black or White. Nele, Michael Jackson usou um truque chamado morphing. Consiste numa fusão de imagens que transforma uma cara em outra. E a outra em mais outra. E a terceira face numa quarta. E assim sucessivamente.

Na economia, a cara de Dilma foi virando a cara de Joaquim Levy, que incorpora traços da fisionomia de Armínio Fraga, que se confunde com o semblante de Aécio Neves. Para produzir o superávit fiscal que Levy se comprometeu a entregar em 2015, Dilma teve de iniciar os cortes de despesas pelos direitos trabalhistas. Dificultou o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial do PIS e ao auxílio-doença. E tornou draconianas as regras das pensões previdenciárias.

No enredo da campanha, esse script era de Aécio. Que chegou a dizer que não hesitaria em adotar medidas impopulares se fosse eleito. Em entrevista ao blog, contou um episódio que testemunhara há quase três décadas, em 1985.

Candidato à Presidência na eleição indireta do Colégio Eleitoral, Tancredo Neves percorria o país. Buscava a legitimidade das praças. Aterrissou em Belém, no Pará na véspera do Círio de Nazaré, festa religiosa que arrasta milhares de pessoas às ruas. No aeroporto, embarcou num velho Aero Willys, adaptado para carreatas. Teve uma receptividade de astro de rock.

Ao lado de Tancredo, Aécio admirou-se: “Meu avô, que loucura! O que você vai fazer com essa popularidade toda?” E Tancredo: “Vou gastar em três meses.” Morto na véspera da posse, o avô do rival de Dilma foi privado de ler o discurso. Começava com a seguinte frase: “É proibido gastar”.

A frase se ajusta às necessidades da atual presidente. Além de lacrar o cofre, ela terá de cortar mais despesas e buscar verbas adicionais no bolso do contribuinte. A diferença é que Dilma não está preparada para as consequências. O alarme da impopularidade já começa a tocar nas suas orelhas. Os números amargos chegarão antes que Dilma consiga criar uma imagem para o seu segundo governo.*

(*) Blog do Josias de Souza

É TITICA…

DIFERENÇAS ENTRE A LEI E A ÉTICA

www.contraovento.com.br

Quantas viagens fez o Lula ao exterior, depois que deixou a presidência da Republica? Mais de vinte. Sempre em jatinhos particulares, postos à sua disposição por empreiteiras, ele esteve em diversos países da África e da América Latina, sendo recebido por presidentes, ministros e até ditadores, junto aos quais defendeu os interesses das empresas financiadoras das viagens, de olho em contratos para executar obras públicas. Quem resistiria aos apelos de um dos mais populares líderes políticos mundiais? Presume-se que quando a “cláusula de sucesso” se confirma, o ex-presidente recebe um percentual ou um fixo por conta de seus esforços.

Ilegal essa atividade não é. Aproveitar-se de amizades feitas nos tempos do exercício do poder para agenciar negócios, também não. Ainda mais se for para beneficiar empresas brasileiras, contribuindo para sua expansão. Da mesma forma, não é crime ser remunerado por serviços prestados, desde que declarados de acordo com a lei.

Então… Então estaria o Lula, agora que não é mais presidente da República, livre para exercer atividades comuns no mundo dos negócios e no mercado, até melhorando sua conta bancaria?

A conclusão seria positiva caso não fosse ele mentor da presidente Dilma, aconselhando-a em todos os setores da administração federal, até no relacionamento com governos estrangeiros. E se não estivesse envolvido na atividade política, que nunca abandonou, disposto, como parece, a candidatar-se para retornar ao palácio do Planalto em 2018.

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

Nesse caso, todo cuidado é pouco, e a evidência de ser pantanoso o terreno onde trafegam as empreiteiras está no fato de que o Lula interrompeu as viagens como seu garoto-propaganda. Pelo menos, delas não se tem mais noticia. Qualquer tratado elementar de ética recomenda cautela. Nem tudo o que parece legal costuma ser moral. Aí estão os exemplos de ex-ministros como José Dirceu e Antônio Palocci, perdidos para a política porque flagrados em atividades de consultoria para empresas variadas, em especial empreiteiras. Traficaram influência, que ainda dispunham junto ao governo, mesmo depois de afastados. Seria diferente a situação do Lula?

Se sua candidatura consumar-se, quem garante ficarem fora da campanha suas relações com as empreiteiras, com governos estrangeiros e com a própria presidente Dilma? Muitas vezes a lei e a ética seguem caminhos distintos.*

(*)  Carlos Chagas- Tribuna na Internet

É SÓ LOVE…

NA POSSE, 4 MIL SEGURANÇAS PARA

EVITAR PROTESTOS CONTRA DILMA

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As Forças Armadas, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Militar do Distrito Federal e outros órgãos de segurança identificaram indícios de protestos contra a presidente Dilma durante a posse, na próxima quinta-feira. Segundo o coordenador do escalão avançado da Presidência para o evento, coronel Flávio Lucena de Assunção, tudo está sendo feito para que a cerimônia seja tranquila e que as eventuais manifestações sejam pacíficas e “dentro do ambiente democrático”. Ontem, houve um ensaio da solenidade.

A exemplo do que aconteceu em 2007, quando Lula tomou posse para o segundo governo, há uma expectativa de presença menor. À época, a chuva atrapalhou e só apareceram 10 mil pessoas. Hoje, em um cenário econômico bem menos favorável, o Palácio organiza uma mobilização de movimentos sociais, sindicatos e filiados do PT para encher a cerimônia e contrabalançar eventuais protestos.

Um efetivo de 4 mil agentes de segurança das Forças Armadas, das Polícias Federal, Civil e Militar, dos Bombeiros e do Departamento de Trânsito estará disponível para conter possíveis tumultos. Barreiras de controle delimitarão o espaço do público e helicópteros observarão o movimento.

A previsão é de que a cerimônia de posse comece pouco antes das 15h. Dilma desfilará no Rolls Royce da Presidência a partir da Catedral de Brasília até o Congresso. Lá, receberá o termo de posse e fará um juramento. Do lado de fora do Legislativo, recebe honras militares com uma salva de 21 tiros. Por volta das 16h, segue para o Palácio do Planalto, sobe a rampa, recebe a faixa presidencial e faz um discurso no parlatório. No texto, algumas frases terão destaque, como “defender e cumprir a Constituição”, “observar as leis”, “promover o bem geral do povo” e “sustentar a União”. Se estiver chovendo, a programação será ajustada.*

(*) Eduardo Militão – Correio Braziliense

O ILIBADO

Lula estuda se desfazer de triplex no litoral

Repercussão negativa faz ex-presidente reavaliar apartamento construído por cooperativa

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda vender o triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, que adquiriu em 2005 com sua mulher, Marisa Letícia, num prédio construído pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo).

Segundo interlocutores do ex-presidente, a repercussão de reportagens sobre o apartamento fez com que Lula reavaliasse a efetivação da compra do imóvel, cuja reforma e decoração estão quase no fim.

O imóvel ainda está em nome da construtora OAS, responsável pela conclusão da obra, em 2013. Lula tem a opção de pedir ressarcimento dos valores pagos à cooperativa ou pode ficar com ele e registrá-lo em seu nome.

De acordo com a assessoria do Instituto Lula, “não há informações sobre prazos” para que Marisa e o ex-presidente façam essa escolha.

Caso opte pelo ressarcimento, Lula perderia dinheiro, segundo aliados, já que o imóvel ganhou valor desde 2005, quando foi comprado na planta. Uma solução seria adquiri-lo e logo revendê-lo.

Ao disputar a reeleição em 2006, Lula informou à Justiça Eleitoral ter pago à Bancoop R$ 47.695,38 pelo apartamento. Corretores locais dizem que o imóvel vale R$ 1,5 milhão.

O edifício Solaris, com duas torres e quatro unidades por andar, fica na avenida da praia das Astúrias, uma das poucas que ainda conserva a atmosfera dos anos 90, quando o Guarujá atraía turistas endinheirados. O apartamento de Lula fica no 16º andar e tem área de 297 m².

VARANDA E PISCINA

Funcionários e moradores contam que o apartamento está sendo decorado com móveis de madeira e tem um elevador privativo, entre o primeiro e o terceiro andar, onde há uma sala com varanda e uma piscina de 3 m x 4 m e 80 cm de profundidade.

Quem acompanhou a reforma, segundo funcionários, foi Lulinha, filho do ex-presidente, supervisionado por Marisa Letícia, responsável por pegar as chaves no início de dezembro. Lula apareceu uma ou duas vezes, mas nem passou pela portaria, dizem.

Os vizinhos mais curiosos relatam que já visitaram o triplex do ex-presidente. “Fui ver o tipo da madeira que ele estava usando nos móveis”, disse à Folhauma moradora que não quis se identificar.

Na última terça-feira (23), a maior preocupação no Solaris não era o ilustre proprietário do 164-A. Após a maior chuva dos últimos 36 anos na Baixada Santista, na noite de segunda, o prédio ficou sem energia por mais de 24 horas e alguns apartamentos alagaram. A circulação entre andares só era feita pela escada.

Neste fim de ano, 30 apartamentos do prédio estão prontos. Um duplex foi posto à venda por R$ 650 mil e um apartamento de 85 m², no quinto andar, pode ser alugado por R$ 4.000 mensais.*

(*) MARINA DIASENVIADA ESPECIAL AO GUARUJÁ (SP) – FOLHA DE SÃO PAULO

PETROGANGUE

Combustível da insensatez

O Brasil tem muito petróleo e a inteligência para governar é inesgotável.
É só tirar Graça Foster da presidência da Petrobras

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O Brasil só tem dois patrimônios: Pelé e a Petrobras. Antes do Natal, o Rei do Futebol e a estatal estavam na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Pelé saiu, graças à equipe do Albert Einstein e a um eficiente plano de gestão de crise, que exagerou na dose, chegando a mostrar o craque tocando violão no hospital.

A Petrobras vai virar o ano em coma induzido. Há 90 dias sangra em praça pública: perda, pela metade, de valor de mercado e de credibilidade, falta de expectativa de reação e presença excessiva nas páginas policiais – sem falar nos problemas financeiros, na queda do preço do produto que vende, na imagem internacional em frangalhos; no futuro para lá de incerto.

Tudo é ruína no prédio da Avenida República do Chile, nº 65, no Rio de Janeiro.

O governo, seu maior acionista, também está doente desde a vitória eleitoral que infelicitou o PT há dois meses. Tem um ministério para montar, e não consegue; comprou uma crise econômica e precisa resolvê-la, mas não sebe por onde começar; está cercado pela roubalheira na Petrobras e não tem a mais vaga ideia de como enfrentá-la.

Um organismo assim, consumido pela inanição, de fato, não pode ousar. É compreensível que vague pela Praça dos Três Poderes, desde o discurso da vitória, a busca por um manual de instrução. Espera o calendário virar, a entrada do novo ano, um evento que costuma acudir quem faz promessas.

Mas até para um santo é difícil tal milagre. Talvez o melhor fosse concentrar-se num único ponto, e nele jogar as energias. Até porque, convenhamos, é missão para Hércules escalar um time de 40 pessoas, das quais uma parte deve satisfação à Justiça, e escapar dos respingos de um processo que arrola dezenas de políticos, lotes de empresários, duas diretorias, pilhas de negócios. Enfim, um meticuloso plano para desmontar um gigante de investimentos, pesquisas e alta tecnologia.

Mas não é impossível limpar os Estábulos de Augias. Resolver crises é hoje um dos campos do saber mais desenvolvidos do mundo. De Nova York a Dubai é possível, sim, contratar primeiro uma consultoria capaz de traçar um diagnóstico da situação. Em seguida estruturar uma nova diretoria profissional que infunda confiança. E finalmente refundar o empreendimento do petróleo que o Brasil havia aprendido a explorar até a chegada do PT com suas refinarias de propina.

Na década de 70, Nova York, a sede do poder financeiro do planeta, quebrou, e deu-se um jeito; em 2008 foi a vez dos próprios Estados Unidos afundarem, arrastando o mundo, e menos da metade de uma década depois já estão de pé. Com a vantagem de que a Petrobras não faliu, o Brasil ainda tem muito petróleo e a inteligência para governar é um bem inesgotável.

É só tirar Graça Foster da presidência da Petrobras e seus yellow caps. Na prática, ela já se foi, só falta desencarnar. Apenas a presidente Dilma Rousseff ainda crê nesse fantasma. O combustível de tanta insensatez é a catatonia presidencial.*

(*) Gabriel Garcia – no blog do Noblat

SALVE-SE QUEM PUDER

Já vi esse filme. No fim, o bandido ganha.

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A campanha da presidente Dilma, ela mesma, Lula e boa parte do PT debocharam do que disse a candidata Marina Silva (PSB) sobre como montaria seu governo caso se elegesse.

Marina afirmou que simplesmente governaria com os melhores elementos de cada partido sem discriminar nenhum partido.

É uma boba, garantiram alguns. Uma sonhadora, acusaram outros. Governar com os melhores é impossível, apenas isso.

Ou Marina dominava uma receita que só ela conhecia ou então se pautaria pelo bom senso. E o bom senso lhe aconselhava a procurar gente decente, comprometida com a ética e talentosa para ocupar cargos do primeiro e do segundo escalão da República.

E se essa gente fosse incapaz de lhe garantir a maioria dos votos no Congresso? E se por causa disso o governo capengasse?

Marina confiava que não passaria sufoco porque, em primeiro lugar, governaria apenas por quatro anos. Descartara a reeleição.

O que a seu ver seria o bastante para apaziguar os ânimos no Congresso e refrear as ambições, por suposto.

Segundo porque governaria com transparência, prestando contas aos eleitores de todos os seus passos e discutindo com eles suas dificuldades.

Fernando Collor se elegeu presidente em 1989 sem maioria no Congresso. Quis cooptar o PSDB e não conseguiu.

Chamou de “único tiro” contra a inflação o plano econômico que garfou a poupança dos brasileiros.

Por mais estúpido que tenha sido o plano, o Congresso não se negou a aprová-lo. Caso desse certo, o Congresso ficaria bem na foto. Se desse errado, o presidente é que ficaria mal.

Não foi por falta de apoio do Congresso que Collor acabou deposto. Foi por falta de apoio popular.

O Congresso é sensível ao sentimento das ruas. E todo presidente, a princípio, se beneficia de um período de lua de mel com a opinião pública.

Até que o período se esgote, ele pode se comportar com um grau de liberdade que mais tarde se estreitará. A não ser que o sucesso bata à sua porta.

Ninguém mais do que Lula reuniu condições para governar sem ser obrigado a fazer concessões que por fim o apequenassem, e ao seu partido.

Foi o primeiro nordestino ex-pau de arara, ex-líder sindical, ex-preso político a subir a rampa do Palácio do Planalto.

Ocupou o principal gabinete do terceiro andar com crédito para gastar por muito tempo. Encrencou-se porque piscou primeiro.

Sob pressão para lotear o governo como seus antecessores haviam feito por hábito ou necessidade, Lula subestimou o apoio das ruas.

Preferiu apostar no apoio do Congresso. Logo ele, que no final dos anos 80 do século passado, enxergara ali pelo menos 300 picaretas.

Foi atrás dos picaretas. Beijou a cruz – e de quebra a mão de Jáder Barbalho. O mensalão quase o derrubou.

Dilma atravessou a metade do seu primeiro governo resistindo à ideia de ceder ao “pragmatismo político”.

Em conversa, certo dia, com um amigo, ouviu dele: “Tirando três ou quatro, só tem desonesto no Congresso”. Ela respondeu: “E eu não sei?”

Para se reeleger, cedeu ao apetite dos desonestos. Beijou a cruz. E de quebra a mão de Helder Barbalho, filho de Jáder, seu futuro ministro da Pesca.

Foi medíocre o primeiro ministério de Dilma O governo que resultou disso foi naturalmente medíocre.

Pois bem: ela está perto de cometer o prodígio de montar outro ministério igual ou talvez pior.

O que a diferenciava dos políticos a quem tanto desprezava é, hoje, o que a torna cada vez mais parecida com eles.

Feliz Ano Novo para todos!*

(*) Blog do Noblat

DESCALABRO TOTAL

Deficit público dobra e atinge quase

6% do PIB, maior patamar desde 2003

 

O deficit nas contas do setor público dobrou nos últimos 12 meses e chegou a 5,8% do PIB (Produto Interno Bruto) em novembro, segundo o Banco Central.

Com isso, o resultado de União, Estados e municípios se aproximou do pico de 6% alcançado entre julho e setembro de 2003.

Esse percentual equivale a R$ 297,4 bilhões. Desse valor, 288,2 bilhões se referem aos juros da dívida. O restante, à diferença entre receitas e despesas não financeiras (resultado primário), que está em R$ 9,2 bilhões ou 0,18% do PIB em 12 meses.

Em novembro, o setor público teve deficit primário de R$ 8 bilhões, maior resultado negativo para este mês do ano já registrado nas estatísticas do BC, que têm início em dezembro de 2001.

No ano, o resultado está negativo em R$ 19,6 bilhões. No mesmo período de 2013, era positivo em R$ 80,9 bilhões.

A piora nas contas públicas tem levado ao aumento das dívidas desses entes da Federação. A dívida líquida (que desconta o valor das reservas em dólar) subiu de 33,6% em dezembro de 2013 para 36,2% do PIB em novembro de 2014. A dívida bruta passou, no mesmo período, de 56,7% para 63,0% do PIB.

O BC informou ainda que, pela primeira vez neste ano, acumula prejuízo com as operações de swap cambial (contratos que oferecem proteção contra a alta do dólar). Como o real tem se desvalorizado nos últimos meses, o governo tem arcado com o custo de pagar essa variação aos investidores.

A instituição chegou a lucrar mais de R$ 20 bilhões até agosto, mas o resultado foi revertido para uma perda de R$ 284 milhões até novembro após fortes baixas em setembro e no mês passado.*

(*) EDUARDO CUCOLO – DE BRASÍLIA – FOLHA DE SÃO PAULO