ESTA “ZELITE BRANCA”…

Dilma é vaiada na entrega das premiações na final no Maracanã

A presidente Dilma Rousseff foi vaiada e ofendida com intensidade quando sua imagem surgiu nos telões do Maracanã, durante a entrega das premiações aos melhores da Copa do Mundo. Durante e após a decisão da Copa do Mundo, ela foi hostilizada cinco vezes ao todo por parte do público que compareceu ao estádio.

A manifestação se repetiu quando ela apareceu cumprimentando o técnico da Argentina, Alejandro Sabella e foi mais forte no momento em que Dilma entregou o troféu de campeão para o capitão do time alemão, Philipp Lahm. Nesse instante, as vaias se transformaram num cântico ofensivo à presidente.

Kamil Krzaczynski/EFE
Presidente passou a taça rapidamente para o capitão Philipp Lahm

Ela ficou o troféu em mãos por apenas três segundos. Antes, quando os alemães recebiam apenas as medalhas pelo título, a euforia da torcida alemã abafou outras vaias à presidente. A música alta no estádio também ofuscou os apupos. Os telões evitaram mostrar a presidente sozinha em meio a outras autoridades, durante a cerimônia.*

(*) JAMIL CHADE E SILVIO BARSETTI – O ESTADO DE S. PAULO

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DA COPA PARA O QUARTO

PONTO DE VISTA

000 - O PIO DO POVO

Tiago Silva matou a charada:

“Infelizmente é futebol!”

Se fossem saltos ornamentais ou mesmo fórmula 1, quarto lugar até que não seria tão ruim assim!

COMPLETAMENTE DOIDO

Psicóloga da seleção não tinha mesmo o que fazer: Caso do Felipão é de internação! O técnico não diz coisa com coisa há pelo menos três entrevistas coletivas!

SOMOS TODOS ÍNDIOS

Na despedida dos jogadores alemães de Santa Cruz de Cabrália, teve cacique pataxó que chorou mais que o David Luiz ao dar adeus ao sonho do hexa!*

(*) Tutty Vasquez, no Estadão

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ILHA DA FANTASIA

Governo faz pesquisa própria à la Piketty

O governo está conduzindo pesquisa sobre desigualdade socioeconômica, nos moldes do estudo do economista francês Thomas Piketty, para corroborar o discurso de que o país está reduzindo a concentração de riqueza, na contracorrente global.

Em uma sala “de sigilo” no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), de acesso restrito a poucos funcionários, dados do IR estão sendo analisados para compor um retrato da elite brasileira e sua fortuna.

A discussão sobre desigualdade no mundo, sustentada por um modelo econômico em que os ricos engordam os bolsos a um ritmo maior do que o avanço da atividade econômica, ganhou força neste ano com a publicação do livro “O Capital no Século 21”, de Piketty, fenômeno global de vendas.

Na obra, o economista argumenta que a taxa de retorno do capital excede a taxa de crescimento da economia, beneficiando herdeiros de fortunas. Uma solução seria a adoção de um imposto mundial sobre a riqueza.

O Brasil ficou de fora da pesquisa de Piketty, que criticou a falta de transparência do país em relação aos dados do IR. Mesmo assim, o Planalto tem usado a repercussão do livro para defender que o Brasil é exceção no mundo.

ANTES DAS ELEIÇÕES

Agora, o governo procura reunir os dados que faltaram ao francês na tentativa de provar que o discurso oficial está certo. A pesquisa deve ficar pronta antes das eleições, segundo a Folha apurou.

Um dado preliminar levantado na análise das informações do IR que tem chamado a atenção do Planalto, e que deve servir de munição na campanha de Dilma, é a queda, da ordem de 25%, da concentração do capital imobiliário, de 2003 a 2010.

Na visão do governo, o movimento foi impulsionado pela construção de moradia popular e pela valorização de pequenas unidades. O ministro Marcelo Neri (Secretaria de Assuntos Econômicos), responsável pela coordenação do estudo, afirma que houve um avanço de capital imobiliário per capita de 42% de 2003 a 2010.

Em 2009 apenas, ano de lançamento do Minha Casa, Minha Vida, esse indicador mais que dobrou. “A casa própria é um importante amortecedor das desigualdades de renda”, afirma Neri. “O Brasil vive uma transformação mais forte em termos de redução da desigualdade imobiliária do que da renda do trabalho.”

Outro dado que será explorado é o aumento da participação do trabalho na renda tributável e a redução da participação do lucro de empresários –alvo maior das críticas de Piketty. Hoje, o governo baseia seu discurso sobre redução da desigualdade sobretudo nos dados apurados pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), realizada pelo IBGE.

No entanto, há a crítica de que a pesquisa domiciliar, que se baseia no que declaram os entrevistados, pode ser falha para captar a renda dos ricos, pela chance de omissão de dados.*

(*) SOFIA DE FERNANDES – FOLHA DE SÃO PAULO

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“QUE PAÍS É ESTE?”

MAIS UMA LEI QUE NÃO PEGOU?

000 - a ficha limpa

Estão nossas instituições políticas e jurídicas a um passo da desmoralização, com base naquela vergonhosa e histórica realidade da existência de leis que pegam e de leis que não pegam. Fala-se da lei da Ficha Limpa, saudada há um ano como carta de alforria da moralidade, encontrando-se agora em sua prova definitiva.

Porque a finalidade da lei era impedir a candidatura de políticos condenados por corrupção em suas diversas modalidades. Para evitar a prática de injustiças ou perseguições, o texto exige duas condenações: na primeira instância, por um juiz singular, depois confirmada por um colegiado, na segunda instância.

O diabo é que a malandragem sempre encontra meios de burlar a melhor das intenções. Através decisões sucessivas, a chamada jurisprudência, a Justiça Eleitoral dispôs que a lei só pode ser aplicada no período anterior ao pedido de registro dos candidatos. Quer dizer, mesmo o mais corrupto dos pretendentes às eleições, se puder postergar a segunda condenação antes do prazo fatal para o registro, ficará livre da aplicação do princípio da Ficha Suja.

Acaba de acontecer esse malabarismo com o ex-senador e ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda. Tirando irregularidades anteriores que o levaram a renunciar ao Senado, ele foi condenado na primeira instância por improbidade administrativa, obrigado a uma segunda renúncia, no caso do cargo de governador. Havia sido flagrado recebendo dinheiro sujo, acusado de comprar o apoio da deputada Jacqueline Roriz. Ficou até mesmo preso, por 60 dias, por haver tentado influenciar testemunhas no processo.

Nada mais evidente do que a lei da Ficha Limpa interromper sua nova trajetória política, candidato que é, outra vez, a governador. E com a agravante de liderar as pesquisas eleitorais, sabe-se lá porque.

Pois Arruda conseguiu registrar sua candidatura no dia 5, quando vencia o prazo. Acontece que só no dia 9, numa dessas estranhas coincidências da política brasileira, a Segunda Turma Civil do Tribunal de Justiça do Distrito Federal confirmou a primeira sentença. Isso por haver o ex-governador, através de competentes advogados, protelado a óbvia decisão. Resultado: tendo sua candidatura registrada, ele poderá,mesmo condenado por um colegiado, disputar as eleições e até, se eleito, tomar posse no cargo.

Além de desmoralizar a lei da Ficha Limpa, entrará no governo de Brasília como a raposa entra no galinheiro, ainda que tudo legalmente explicado.

Existem situações em que a lei deve ceder lugar ao bom senso. Essa é uma delas, emblemática para demonstrar a falência das instituições vigentes. Mais uma lei que não pegou? Onde se insere a majestade do Poder Judiciário?*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online

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“CALADO É UM POETA”

CALA A BOCA, PELÉ!

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“Felipão não teve culpa do que aconteceu. Se ele tiver com saúde em 2018, ele pode continuar. Não vejo por que mudar. Quanto mais mexer, pior fica”.

Pelé

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SÓ BOLA FORA…

O país da Felipona

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O ex-ministro Delfim Netto, um dos conselheiros econômicos de Lula, costuma dizer que, se o Governo comprar um circo, o anão vai crescer. O economista Milton Friedman tem frase semelhante: se o Governo administrar o Deserto do Saara, em poucos anos vai faltar areia. O ministro dos Esportes de Dilma, Aldo Rebelo, do PCdoB, cuja única ligação prévia com o Esporte era torcer pelo Palmeiras, defende maior intervenção estatal no setor. Sem palpite estatal, o Brasil foi cinco vezes campeão do mundo. Com palpite estatal, perdeu duas Copas em casa, em 1950 e 2014. Mas, quando os fatos vão contra a ideologia vigente, pior para os fatos. O mundo que mude para amoldar-se aos preconceitos.

O Estado já se intrometeu em Copas. Em 1950, não houve governante que não aparecesse na concentração para tirar sua casquinha. Em 1954, um dirigente indicado pelo Governo exigiu dos atletas que vingassem os mortos de Pistóia (se bem que Pistóia fique na Itália, onde brasileiros morreram na luta contra o nazismo e o fascismo; a Copa se realizasse na Suíça; e o principal adversário fosse a Hungria). Em 1970, o presidente Médici exigiu que o centroavante Dario, do Atlético Mineiro, fosse convocado. Foi, mas não jogou. O Brasil ganhou a Copa. Agora, com declarações diárias de Dilma “É Tóis”, a Copa deu no que deu.

Se a sugestão de Médici, que adorava futebol, era ruim, imagine as de Dilma, que disse ter visto jogos no Mineirão antes que o estádio existisse. Até garantiu, em julho de 2013, que seu Governo era “padrão Felipão”.

Não é que tinha razão?

Tempo, tempo, tempo

000 - rir

Proposta de um cartão de crédito, pouco antes do jogo contra a Alemanha: troque mil pontos por um Fuleco de 30 cm. Enorme! Ainda bem que é macio.*

(*) Coluna Carlos Brickmann,  na Internet.

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TIRANDO SARRO…

Antes de se tornar jogador profissional, o alemão Klinsmann, técnico dos EUA, formou-se padeiro/confeiteiro. Vejam como o negócio de sua família homenageou os 7x 1 sobre o Brasil

Em sua padaria na Alemanha, a família de Jürgen Klinsmann, técnico dos Estados Unidos, celebrou o sucesso da seleção contra o Brasil (Foto: Reprodução/Twitter)

Em sua padaria na Alemanha, a família de Jürgen Klinsmann, técnico dos Estados Unidos, celebrou o sucesso da seleção contra o Brasil

A família de Jürgen Klinsmann, o treinador alemão da seleção dos Estados Unidos, adaptou de forma bem humorada a comemoração pela vitória alemã sobre o Brasil para a sua área de trabalho.

Donos de uma padaria e confeitaria em Stuttgart, cidade de 600 mil habitantes no sul da Alemanha conhecida por suas fábricas de automóveis, os Klinsmann ilustraram seus quitutes com o agora icônico placar de 7 a 1.

(Foto: Reprodução/Twitter)

O negócio da família Klinsmann, assim como o treinador, celebra tanto a Alemanha quanto os Estados Unidos

O técnico dos Estados Unidos, nascido em Göppingen, mudou-se para a cidade distante cerca de meia hora para tornar-se padeiro/confeiteiro e dar continuidade ao negócio da família. Apesar de, aos dezesseis anos, já ter assinado seu primeiro contrato profissional no futebol, Klinsmann formou-se nessa profissão muito valorizada na Alemanha no Berufschule (“escola profissional”) Hoppenlau, em Stuttgart, e recebeu seu diploma antes de decidir seguir carreira no esporte.

Tudo indica que ele fez a escolha certa. Atacante talentoso e perigosíssimo, Klinsmann percorreu uma bela trajetória, passando por clubes como o Stuttgart, a Inter de Milão, o Tottenham inglês, e o Baynern de Munique, entre outros.

Na seleção da Alemanha, em 108 partidas, Klinsmann fez 47 gols — marca que chegou a ser a segunda maior do time —, e participou de três Copas do Mundo, inclusive a de 1990, quando a Alemanha foi tricampeã mundial. Após sua última Copa, em 1998, ele se aposentou como jogador aos 34 anos.

Em sua conta no Twitter, o treinador da seleção americana publicou as duas fotos acima e comentou que “nossa padaria em Stuttgart acertou em cheio”.)

(*) Do blog do Ricardo Setti

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TRAIDORES

O tribunal da História

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Entre os desserviços que a Era PT presta ao país, está o de tentar mudar sua história recente. Os heróis da resistência ao regime militar não foram os que apelaram à luta armada, que nada mais fizeram que fornecer pretextos para que o ambiente político se tornasse ainda mais espesso e adverso.

Foram as lideranças civis desarmadas – entre outros, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Paulo Brossard, Sobral Pinto e Raymundo Faoro – que agiram com desassombro, bom senso e eficácia, pondo fim à ditadura sem disparar um único tiro.

Com palavras – e nada mais que palavras -, conseguiram convencer os próprios governantes da ineficácia do regime que sustentavam e do desgaste que inevitavelmente recairia sobre as instituições armadas, se se perpetuassem no poder.

O papel do PT nesse processo, a partir de 1980, quando surge, é ambíguo, para dizer o mínimo. Nem é preciso recorrer à denúncia de Ruma Junior, no livro “Assassinato de Reputações”, de que Lula funcionava como informante do regime ao tempo em que mobilizava os sindicalistas para criar um partido. Pouco importa, do ponto de vista prático, se isso ocorreu.

O que importa é que o PT se empenhou em frustrar a estratégia das oposições de formar uma frente única contra o regime. Sabia-se que era propósito – e isso é fato histórico – do governo militar fragmentar as oposições para dividir-lhes os votos e vencer as eleições. E a isso o PT aderiu.

Não votou em Tancredo Neves no colégio eleitoral, expulsando três parlamentares seus que ousaram fazê-lo: Airton Soares, José Eudes e Beth Mendes. Opôs-se na sequência a todos os governos pós-redemocratização, infernizando-os com seguidos pedidos de CPI. “Quanto mais CPIs, melhor”, bradava Lula, o mesmo que, no poder, passou a sustentar o contrário.

Não foi a única contradição. Ao assumir a Presidência da República, o partido iria aliar-se a lideranças antagônicas, como José Sarney, a quem Lula chamava de “o grande ladrão do Planalto”, sendo responsável pela ressurreição de alguns oligarcas que antes combatia, como Jáder Barbalho e Fernando Collor de Mello, e o próprio Paulo Maluf.

Esse comportamento, descomprometido com a mais elementar coerência ou senso ético, bagunça o entendimento da História. A Comissão da Verdade, cuja contradição básica consiste em tornar juízes os que são parte no que se está julgando, faz crer que a luta armada foi o ponto alto da resistência e derrubada do regime e que não cometeu pecado algum, já que até seus erros, que não são poucos, são atribuídos ao adversário.

Ao mesmo tempo, transforma a anistia em algo a ser revogado. Nunca antes – neste e em qualquer país – alguém fez isso. Anistia significa perpétuo esquecimento – ou não é anistia. Não significa que não se deva saber o que ocorreu, até porque a História, além de memória, é o grande tribunal dos erros do passado. Mas a anistia não leva esses erros, por mais hediondos, para o futuro. Ou, repita-se, não é anistia.

A democracia brasileira, mais uma vez ameaçada por uma agenda autoritária, que inclui censura à mídia e aparelhamento ideológico do Estado (vide decreto 8.243), depende mais uma vez da ação de lideranças civis desarmadas.

Só que hoje, diferentemente do que ocorria nos anos 70, ao tempo da distensão política, promovida pelo general Geisel, não há sociedade civil organizada. Há sociedade civil aparelhada.

Não há na OAB um Raymundo Faoro, nem na ABI um Prudente de Moraes Neto (que representou a entidade dos jornalistas na interlocução com o regime em prol da redemocratização), nem no Congresso um Ulysses ou Tancredo.

O atual presidente da OAB, Marcus Vinicius Coelho, que mantém a entidade em silêncio desde sua posse, integra a lista dos candidatos à vaga de Joaquim Barbosa ao STF.

Todas essas instituições converteram-se à categoria de “movimentos sociais” e seguem a cartilha ideológica em curso. A reação depende hoje da sociedade civil desorganizada, com protestos aleatórios nas ruas e nas redes sociais, mas que tem nas próximas eleições a oportunidade de optar entre seguir em frente ou mudar. A opção não será entre candidatos, mas entre projetos, cujos efeitos hão de determinar o país não do próximo mandato, mas das próximas gerações.*

(*) Ruy Fabiano, no log do Noblat.

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