NA VEIA

Portugal – Brasil

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«No futebol, Portugal e Brasil, também são irmãos de sangue: são humilhados, da mesma maneira, pela Alemanha. Mudam-se os números, mantém-se a sina. Ou o Fado. Ou a Bossa Nova. O Cristo do Corcovado chora da mesma maneira que o que olha para o Tejo.

A diferente dimensão dos dois países, e dos dois Cristos, não evita o destino comum. Talvez fosse bom cantar, em uníssono, “Chega de Saudade” de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. O futebol é apenas a metáfora da política e da economia, das ilusões de um destino que quase se cumpre e ficam sempre para lá de um horizonte que nunca se alcança. Chico Buarque sabia isso: o que não tem explicação nem nunca terá. O Brasil, como Portugal, acredita sempre naquele milagre que faz a diferença. Mas é impossível errar de forma sistemática esperando que, no fim, as coisas se resolvam e concretizem de forma bondosa. No mundo do futebol, como da economia ou da vida das sociedades os milagres estão demasiado caros.

Improvisamos e acreditamos na sorte. Ou nos milagres matemáticos. Ou que a União Europeia resolva os problemas por nós, ou que os BRICS tomem decisões à nossa medida. Foi por isso que Portugal entrou no túnel da escuridão e o Brasil tenta equilibrar-se à beira do abismo. Portugueses e brasileiros são bons a improvisar. Mas falta-lhes sempre estratégia e planeamento. E sobra-lhes amiguismo político e económico e corrupção crónica. (…)

Como dizia o Padre António Vieira, “todos os que na matéria de Portugal se governaram pelo discurso, erraram e se perderam”. Mas, antes, perderam os seus povos. Porque a humilhação do futebol tem outras raízes. Aquelas que ninguém quer tirar da terra para ficarem à vista. Cruas e cruéis.»*

(*) Fernando Sobral, no Negócios, no blog Entre Brumas da Memória, Portugal.

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QUINTA-FEIRA, 10 DE JULHO DE 2014

Brasil inovou ao dar isenção fiscal total a Fifa

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Diferentemente do Brasil, os últimos países a sediar a Copa do Mundo optaram por taxar a Fifa ao invés de só esperar pelo retorno financeiro do mega-evento. Enquanto o Brasil forneceu isenção total à entidade e deixou de arrecadar cerca de R$ 1,1 bilhão, a Alemanha de 2006, por exemplo, arrecadou pelo menos 108 milhões de euros com taxação de impostos, ou aproximadamente R$ 326 milhões.

O valor recolhido pelo país europeu se deu pela taxação de apenas alguns impostos dos quais consiste a sua legislação tributária: 7 milhões de euros foram conquistados com a taxação de 21,1% em cima dos bônus, premiações e ganhos comerciais dos jogadores e treinadores não residentes no país. Com diversos tipos de impostos sob atividades esportivas, foram pagos outros 101 milhões de euros pela Federação Alemã de Futebol, a CBF da terra da salsicha.

A Africa do Sul aliviou mais para o lado da Fifa e formou o que foi apelidado de “bolha de isenção fiscal”. Nela, entraram as organizações que a entidade considerou afiliada, licenciada, as emissoras de radiodifusão, prestadores de serviço, patrocinadores, entre outros. O país deixava de aplicar suas leis fiscais sobre mercadorias e serviços quando eram providos por meio do site oficial da Fifa.

Apesar dessas concessões, um imposto sobre 15% sobre os ganhos e prêmios dos jogadores e da equipe foram cobrados, além dos 14% sobre a venda do ingresso, chamado VAT (value-added tax), imposto de valor agregado, o que corresponderia com o brasileiro ICMS.

Já no Brasil, sem ICMS ou qualquer outro imposto. O país concedeu isenção total de impostos a Fifa e aos seus parceiros para sediar o evento e deixou de arrecadar 1,1 bilhão, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).

Com a Lei Geral da Copa (12.350/2010), também formou-se uma bolha de isenção fiscal, mas esta não deixou nenhum de fora. A Fifa e seus parceiros não foram nem serão taxados por qualquer tributo federal (IRRF, IOF, Constribuições Sociais, PIS/PASEP Importação, Confins Importação, dentre outros) de 2011 a 2015, enquanto estiverem exercendo atividades próprias e diretamente vinculadas a organização da Copa.

Caminho da isenção

A primeira mostra de como a Fifa seria isentada em suas atividades no Brasil durante a Copa do Mundo veio por meio da Medida Provisória (n. 497, de julho de 2010). A MP previa isenção de tributos à pessoa jurídica que tenha projeto aprovado para construção, ampliação, reforma ou modernização dos estádios de futebol com utilização prevista nas partidas oficiais da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.

Por conceito, Medida Provisória (MP) é um ato unipessoal do presidente da República, com força imediata de lei, sem a participação do Poder Legislativo, que somente será chamado a discuti-la e aprová-la em momento posterior. O pressuposto da MP, de acordo com o artigo 62 da Constituição Federal é urgência e relevância, cumulativamente. Nem sempre o Executivo respeita esse critério de relevância e urgência quando edita uma MP.

A Medida Provisória 497/2010, que resultou na Lei 12.350, sancionada pelo presidente da República em 20 de dezembro de 2010, criou o chamado Recopa para os estádios de futebol, já contemplados com a mesma desoneração pelos municípios.

Ficaram ainda concedidas isenções de tributos federais na importação de bens ou mercadorias para uso ou consumo exclusivo na organização e realização da Copa, bem como ficou concedida à FIFA isenção, em relação às atividades próprias e diretamente vinculadas à organização da Copa, de determinados tributos federais (IRRF, IOF, Contribuições Sociais, PIS/PASEP Importação, Cofins Importação, dentre outros).

Fifa

A entidade do futebol, entretanto, afirma que não pediu isenção de impostos para patrocinadores e fornecedores. Segundo a Fifa, só foram pedidos descontos em taxas de importação para os produtos “necessários para a organização e gestão da Copa Mundial e que não são vendidos no país”, como computadores, além de bolas de futebol e placares. “São concessões comparáveis às que recebem organizadores de outros grandes eventos esportivos e mundiais”.

(*) Dyelle Menezes e Gabriela Salcedo – Contas Abertas

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SÓ BOLA FORA…

Governo quer intervir mais no futebol: agora

é que não ganhamos nem da seleção do Butão!

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“Se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.” – Milton Friedman

Parece piada. Mas no Brasil as coisas são assim mesmo: você começa duvidando, achando que é uma brincadeira, e depois recolhe o queixo no chão ao descobrir que falavam a sério. Foi minha sensação aoler no Estadão que Aldo Rebelo, o ministro dos Esportes, acha que é papel do estado cuidar do futebol brasileiro:

Dois dias depois da humilhação do Brasil na Copa, o governo anuncia que quer assumir parte das funções de legislar sobre o futebol, exige mudanças na estrutura do esporte e rejeita a ideia de que a CBF pode, sem participação estatal, administrar o setor.

A Fifa proíbe que governos promovam qualquer intervenção nas federações nacionais, sob a ameaça de expulsar o país das Copas. Mas Brasília estima que existe espaço para agir.

“Eu sempre defendi que o Estado não fosse excluído por completo do futebol”, disse Aldo Rebelo, ministro dos Esportes. “É uma intervenção indireta”. Segundo ele, existe áreas de “interesse público”  e uma mudança pode alcançar até mesmo a CBF.

“Isso se houver uma reforma na lei que de ao estado a atribuição de regular. A Lei Pelé tirou do estado qualquer tipo de poder de atribuição e poder de intervenção. Ela determinou a prática do esporte como algo privado, atribuição do mundo privado e isso só pode ser modificado se a legislação também for modificada”, declarou.

“Se depender de mim, não teríamos tirado o estado completamente dessa atribuição. Se depender de mim, parte dessa atribuição deve voltar”, defendeu Aldo Rebelo.

Se há um “esporte” nacional que tem ainda mais fãs do que o futebol, é a estatolatria, a arte de delegar tudo ao estado, visto sempre de forma idealizada, como um ente formado por santos clarividentes, abnegados e onipotentes. Há um problema? Então a solução é uma nova lei, ou mais intervenção estatal. Isso é uma doença, uma patologia nacional.

A “lição” que o ministro comunista tirou da goleada foi essa: faltou estado! Nada a ver com a falta de treinos, com o estilo “paternalista” do técnico, com a negligência, a esperança acima do trabalho árduo, a escalação equivocada, etc. O problema é que o estado não estava tomando conta da coisa! Qual o próximo passo? Criar o programa “Mais Jogadores” e importar atletas cubanos?

Curiosamente, o estado alemão não se mete na seleção do país, mas isso não a impediu de meter a humilhante goleada na nossa. Outra curiosidade bastante irônica: todas as áreas em que o Brasil é lanterna mundial são justamente aquelas com mais controle estatal, como educação, saúde, infraestrutura e segurança. Coincidência?

Aldo quer rever até mesmo essa coisa de “exportar” jogadores: ”Precisamos discutir a legislação do ponto de vista de trabalho de menores. Somos exportadores de matéria prima e somos importadores de produto acabado”. Ora, ministro da foice e do martelo, isso se deve aos incentivos em jogo! Os atletas migram para onde há melhores condições de carreira.

Assim como há o “brain drain” quando se trata de atividades intelectuais, com os melhores cérebros atraídos pelas universidades de ponta dos países desenvolvidos, há também o “body drain”, quando atletas são convidados para jogar em países cujo ambiente esportivo é melhor.

Sabe qual a solução, ministro? Melhorar as condições internas! E sabe como se faz isso? Dica: não passa por mais intervenção estatal ou medidas “protecionistas”, que apenas retirariam as liberdades básicas dos jogadores; e sim pela redução de tantos obstáculos criados pelo próprio governo!

De certa forma, o nosso futebol é um microcosmo de nosso país: tomado por bandidos, cartolas, incompetentes, com raras exceções. O jeitinho e a malandragem imperam, e falta profissionalismo. Acreditar que a estatização vai resolver isso é realmente tão absurdo, mas tão absurdo, que só poderia sair da caixola de alguém que ainda pertence a um partido que tem comunista no nome, em pleno século 21!

Por favor, ministro, vamos aprender realmente alguma lição com isso tudo. Chega de “soluções mágicas”, de sensacionalismo, demagogia, intervencionismo estatal. Essa mania de querer controlar tudo de cima para baixo é bizarra. Está na hora de valorizar mais a liberdade.

Incluir até o futebol no discurso nacionalista, para justificar intervenções estatais com base no argumento de “interesse nacional” e “setor estratégico”, seria hilário, não fosse trágico. Se o estado realmente se intrometer no assunto, aí é que não ganharemos mais nada. Nem da seleção do Butão!

(*) Blog do Rodrigo Constantino

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TAMBÉM JÁ VAI TARDE…

GALVÃO FORA

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Pela primeira vez Galvão Bueno não vai narrar um jogo da seleção brasileira em Copa do Mundo.

No sábado, Luis Roberto foi escalado para a disputa do terceiro lugar entre Brasil e Holanda. Galvão estará no Maracanã para narrar Argentina e Alemanha.

(*) Blog do  Lauro Jardim

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TODO MUNDO SABE DISTO…

Juninho Pernambucano:

técnico estrangeiro traria benefícios ao Brasil

 

No lugar do Felipão

E se o próximo técnico da seleção for estrangeiro? Juninho Pernambucano, ex-jogador e comentarista da TV Globo, acha que a CBF poderia pensar com carinho nessa possibilidade. “Os brasileiros deveriam estar interessados em aprender, trazer novidades, pesquisar. Falta humildade para reconhecer que o futebol internacional evoluiu”, diz. “A chegada de um treinador que aceite este desafio, com a cabeça aberta, só traria benefícios.”*

(*) Cleo Guimarães, coluna Gente Boa, O Globo.

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E NO PAÍS DA PIADA PRONTA…

‘Pior time do mundo’ diz que não perderia de 7 gols para a Alemanha

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O Íbis tem o orgulho de ser considerado o “pior time do mundo”, rótulo alcançado após ter seu nome registrado no Guinness Book of World Records (Livro dos Recordes) de 1991 pela maior sequência sem vitória de um time profissional (55 jogos, de 1980 a 1984). A marca negativa trouxe fama. Atual presidente do time, Ozir Ramos brinca com o fato de estar acostumado a sofrer goleadas, mas conta que o Íbis não perderia para a Alemanha por 7 gols caso se enfrentassem em um amistoso.

O mandatário do Íbis diz ter um centroavante, Cristiano Recife, que é melhor do que Fred e exalta o elenco montado para a disputa da 2ª divisão do Campeonato Pernambucano.

“Eu tenho certeza que o Íbis não perderia para a Alemanha por sete gols. Eu falo com absoluta certeza. E se a seleção brasileira jogasse mais cem vezes, não levaria sete de novo dos alemães. Seria até interessante se o Íbis pudesse jogar contra a Alemanha. A gente não venceria, lógico, mas não seria com uma goleada dessa”, disse Ozir.

“Depois do jogo, muitos pediram para eu fazer um convite à seleção para um amistoso. Mas o clima na seleção não está bom para isso”, acrescenta o dirigente.

Cristiano Recife é o homem-gol do Íbis. Experiente, ele se movimenta pouco, mas está sempre no momento certo na área, analisa o presidente do time pernambucano.

“O Cristiano Recife fica na área esperando. Sabe aquele cara que quando sobra a bola não tem pra ninguém? Esse é o Cristiano Recife. Ele na seleção ele faria mais que o Fred. Isso sem contar que temos dois velocistas no ataque, o Everton e o Luan, bons de bola”, sorri Ozir.

O presidente do Íbis idealiza o time que enfrentaria a Alemanha. Os zagueiros Matheus e Leandro, com 1,85m e 1,90m, respectivamente, seriam responsáveis por segurar Klose e Muller. Neílton seguiria os passos de Ozil no meio-campo.

Nei Elói é o técnico, e Sergião é o “Murtosa” do Íbis.

“O Neílton é um ‘pitbull’. Ele corre muito. O Ozil não veria a cor da bola. O nosso técnico é o Nei. Já o Sergião posso dizer que é o nosso ‘Murtosa’. Ele está sempre do lado do técnico passando informações”.

Estrela no peito pelo título de pior do mundo

O Íbis disputará a segunda divisão do Campeonato estadual. O uniforme apresenta uma estrela acima do distintivo, em referência ao “título” obtido no Guinness Book de equipe que mais tempo ficou sem vencer um jogo.

Tantos fiascos em campo potencializaram o lema “apaixonado até nos piores momentos”, que angaria torcedores ao Íbis.

“Nenhum clube de Pernambuco teve reconhecimento mundial. Só o Íbis tem. Sair no Guinness é o maior orgulho que tivemos. Essa estrela no peito tem valor”, explica Israel Leal, torcedor do íbis e que trabalha voluntariamente no marketing do clube.

O Íbis quase bateu seu próprio recorde negativo. Foram quatro anos sem vencer de 2008 a 2012, mas neste intervalo o time ficou sem atividades por dois anos. *

(*)

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TENTANDO SE DESCOLAR DA DERROTA

Dilma ensaia discurso para combater frustração na Copa

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‘Reagir à derrota é a marca de uma grande nação’, diz presidente à rede CNN

Para o governo, mau humor com a derrota da seleção será dividido com todos os políticos e não recairá só sobre ela

Um dia depois da derrota histórica da seleção brasileira para a alemã, a presidente Dilma Rousseff disse compartilhar da dor dos torcedores, mas tentou dissipar o pessimismo resultante da partida.

Em entrevista à rede norte-americana CNN no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (9), Dilma afirmou que “reagir à derrota é a marca de uma grande nação”, numa linha traçada pelo governo para se contrapor ao clima negativo gerado pelo desempenho brasileiro.

A presidente disse que “nem em seu pior pesadelo” imaginava que veria uma derrota como a sofrida pelo Brasil na última terça-feira, mas ponderou: “Sei que somos um país que tem uma característica bastante peculiar: nós crescemos na adversidade”.

A conversa faz parte de uma ofensiva traçada antes da derrota da seleção, que amargou um placar de 7 a 1 contra os alemães no Mineirão, em Belo Horizonte.

Depois de iniciada a Copa e do aumento da aprovação popular ao torneio, a presidente passou a falar mais sobre o evento e a criticar os que previam um fracasso. Agora, Dilma e os estrategistas de sua campanha tentam avaliar o impacto, na campanha eleitoral, do vexame em campo. E discutem como reagir a ele.

Parte da entrevista exclusiva, concedida à correspondente-chefe da CNN para assuntos internacionais, Christiane Amanpour, foi ao ar nesta quarta à tarde. A outra parte, dedicada a assuntos internacionais e políticos, será transmitida nesta quinta, às 15h, na CNN International.

“As pessoas devem entender que, apesar de todas as adversidades, o fato é que o Brasil organizou e sediou uma Copa considerada por mim uma das melhores Copas. E isso é, sobretudo, por conta da habilidade do povo brasileiro de ser hospitaleiro”, disse Dilma.

O governo sabe que a derrota humilhante da seleção brasileira criará um mau humor no país, mas avalia que ele não recairá somente sobre a presidente, mas será dividido com todos os políticos.

MARACANÃ

Para minimizar esse efeito negativo, Dilma e seus auxiliares buscaram, logo depois da derrota, fazer manifestações de apoio à equipe brasileira. “Não podemos ficar crucificando nossos jogadores”, diz um assessor presidencial.

Além disso, a estratégia palaciana será seguir mostrando que a Copa, na visão do governo, foi, sim, um sucesso. O fracasso aventado pela oposição na logística da Copa não aconteceu. O evento ganhou apoio da população e dos torcedores estrangeiros.

A presidente já vinha insistindo nessa linha ao longo das últimas semanas, quando afirmou que “os pessimistas perderam”.

Na última segunda, amparada pelo seu crescimento no Datafolha (em junho, ela foi de 34% para 38% nas intenções de voto) e na reprovação de eleitores às vaias dirigidas a ela no Itaquerão durante a abertura da Copa, Dilma anunciou que irá à final, no Maracanã, entregar a taça.

O plano, segundo assessores, está mantido, apesar do clima de decepção que tomou conta do país com a derrota de terça-feira.*

(*) TAI NALONVALDO CRUZ – FOLHA DE SÃO PAULO

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ZONA TOTAL…

A QUE PONTO CHEGAMOS: KID BENGALA, ATOR DE FILME PORNÔ, SERÁ CANDIDATO A DEPUTADO EM SÃO PAULO

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Deu no Correio Braziliense

A pequena estatura e o olhar, por vezes, acanhado, escondem suas ambições (políticas). Clóvis Basílio dos Santos, de 59 anos, natural de Santos, em São Paulo, conhecido mais por seu nome artístico Kid Bengala, vai encarar uma nova “missão profissional”. Nestas eleições, ele será candidato a deputado estadual por São Paulo. No currículo, nenhum curso específico de administração pública, mas diversos filmes eróticos, o que lhe coloca como um dos nomes mais conhecidos da pornografia nacional.“Como candidato, eu não tenho proposta”, relevou Kid ao jornal Folha de S. Paulo. Talvez, a intenção do astro pornô seja mais provocar o eleitor do que ter, de fato, um assento no legislativo. “Vou falar aquelas coisas que todo mundo cansa de ouvir em eleição”. Entre os exemplos do ator, estão as áreas de saúde, educação e a violência “gerada pela falta de estrutura cultural pra nossas crianças”. Para provocar esta discussão, ele já garantiu seus slogans para o horário eleitoral no rádio e na TV. A criatividade e a relação com o mundo pornô será seu “ponto forte”.“Bengala neles se não votar em mim”, “não leu, não escreveu, o pau comeu” e “o pau vai comer de quina”. Dono de um humor curioso, Bengala contou, ainda, a origem do seu número nas urnas. “O pessoal do partido perguntou qual número faz lembrar Kid Bengala”, contou. Ele não teve dúvida e incorporou o número 33, em “homenagem” ao tamanho comercial de seu órgão sexual. O tamanho verdadeiro, no entanto, é 5 centímetros a menos que o escolhido, revelou. Kid Bengala será candidato pelo PTB. SEXO NA PAUTA

O ator pornô não tem medo de falar de sexo. No seu discurso é possível notar que o assunto ganha ares de saúde pública. Ele cita, por exemplo, o ex-presidente Lula (PT), que em 2010 recomendou que a população fizesse mais sexo para combater a hipertensão. “A democracia não abriu espaço para os evangélicos, para o conservador? Então, vai abrir pra mim. Se não abrir de um jeito, vai abrir de outro”, polemizou. Esta, porém, não é a primeira vez que Kid Bengala concorre a um mandato. Em 2008, ele foi candidato a vereador de São Paulo pelo PPS. Ficou com 902 votos e não foi eleito.*
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PIADA PRONTA…

Um dia, talvez

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Antes de ler, verifique se está sentado numa cadeira sólida, daquelas que não vão quebrar com seus acessos de riso. Já está em vigor uma nova norma oficial sobre serviços de telecomunicações: quando a ligação cair, quem retornará o telefonema será a empresa, não o cliente. O objetivo, segundo a Anatel, “é aumentar a transparência nas relações entre consumidores e operadoras de telefonia fixa, móvel, multimídia e TV por assinatura”.

Algo como “vamos estar retornando sua ligação se o telefonema estiver apresentando interrupções”. E se a empresa não retornar? O caro leitor poderá reclamar ao Dunga – não o campeão do mundo, mas o anão da Branca de Neve. Aquele que não existe.

E que é mudo.*

(*) Coluna Carlos Brickmann

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