E NO BANANÃO…

Abacate dá tomate e vai virar limão

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Como disse o Governo Federal, em 30 de maio, a Copa iria ajudar o PIB do Brasil a ser maior. Como disse o Governo Federal, em 29 de agosto, a Copa tem parte da culpa pelo PIB negativo. Em ambos os casos, o porta-voz foi o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele, que está no cargo há oito anos, sob Lula e sob Dilma, certamente sabe o que fala: fala aquilo que a presidente o manda falar.

Faz parte. O que é bom a gente conta, o que é ruim a gente esconde. Mas justamente Dilma acusa Marina de mudar de opinião? Pois é – e tem razão. Marina odiava o agronegócio e, há poucos meses, impediu a aliança de Eduardo Campos com Ronaldo Caiado. Marina ama o agronegócio e seu vice é Beto Albuquerque, um Caiado gaúcho. Marina amou o PT, rompeu com o PT, e seu marido foi secretário do Governo petista do Acre até uns dias atrás. Saiu quando descobriram.

Só Aécio é coerente? Sim: Aécio faz apenas o que acha bom para ele. Largou Serra e Alckmin sozinhos, hoje adoraria tê-los a seu lado. Amava Eduardo Campos de paixão, ambos jovens, amigos; foi gentil com Marina até que ela o atropelasse nas pesquisas Agora acusa Marina, a sucessora de Eduardo, de plagiar programas do PSDB – como se algum partido tivesse programa. Há aecistas que chamam Marina de melancia: verde por fora, vermelha por dentro. Só falta acusá-la (e nisso teriam razão) de querer ocupar o espaço tucano em cima do muro.

Faz sentido? Não. Refazenda também não faz e foi um tremendo sucesso de Gilberto Gil – sim, Gil, aquele que foi ministro de Lula e hoje apoia Marina.

Como é o nome dela?

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Dilma esteve em Pernambuco para buscar os votos que tinha nos tempos em que era aliada de Eduardo Campos. Foi uma viagem esquisitíssima: a convocação do PT nem citava o nome da presidente (“Hoje é dia de vermelho; tem Lula em Petrolina”). A música-tema era o Lula-lá, composta por Hilton Acióli para a campanha de Lula em 1989. Nenhum jingle de Dilma nem da campanha atual.

Números, números, números

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Para quem acredita que pesquisa é anabolizante de candidaturas, dose dupla: na terça, devem sair os novos levantamentos do Datafolha e da CNT-MDA sobre as eleições presidenciais. Encerrada a fase de beatificação de Eduardo Campos, após o acidente, será possível medir com mais precisão quem tem o que em termos de intenções de voto, e quais as perspectivas de evolução dos candidatos.

Foi mas não é

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Um dos principais adversários do atual Governo petista é um petista tradicional, dos tempos de criação do partido, militante, ativista: o professor Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras. Sauer critica Lula e Dilma por aceitar indicações de partidos para cargos técnicos apenas para ganhar apoio; diz que o argumento de Dilma, de que apoiou a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras por basear-se num resumo mal feito, é “piada”; e lembra que Dilma “procura um culpado sempre que acontece um problema”. Sauer, respeitadíssimo na área energética, diz também que o relacionamento entre o pessoal técnico da Petrobras e a presidente é tenso.

Sauer é um adversário perigoso para o Governo petista porque não faz acusações: só conta como as coisas funcionam.

Inverno quente

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As investigações do Congresso estão paralisadas porque todo o Congresso está paralisado, Suas Excelências dedicando-se exclusivamente á campanha eleitoral. Mas as investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato, tendo como centro Alberto Youssef, acusado de ser doleiro e de promover lavagem de dinheiro, continuam a avançar.

O leque dos envolvidos ainda está se ampliando.

Temperatura máxima

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Se o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fizer mesmo o acordo de delação premiada, muita gente importante poderá ser atingida pelos estilhaços das reputações detonadas. Mas, fora isso, já há muita coisa explosiva que ainda não apareceu nas reportagens. Há parlamentares citados (e os nomes só não apareceram para evitar que a investigação inteira vá para o Supremo), há dezenas de contratos com grandes empresas, há manifestações de interesse de laboratórios no sal da Sibutramina, cuja venda era restrita e que acaba de ser, sob protestos da Anvisa, bem facilitada (a sibutramina é moderadora de apetite).

É muita, muita coisa – tanta que, se os envolvidos tiverem sorte, o escândalo será tamanho que a repercussão das denúncias acabará sendo menor que a prevista.

Comentando

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Notícia da coluna de Ancelmo Gois (www.oglobo.com.br/ancelmo) em O Globo, sob o título Salve ele: “O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, esteve no fim de semana com Antônio Cândido, de 96 anos. Ficou impressionado com a disposição e a memória do grande crítico literário”.

Ancelmo nada disse a respeito da impressão de Antônio Cândido sobre a disposição, a memória e outras características do prefeito Fernando Haddad.

O nome do fenômeno

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Do jeito que a coisa vai, a candidata sonhática Marina Silva já pode lançar seu novo slogan: “Chega de intermediários. Para presidente, pastor Silas Malafaia”.*

(*) Coluna Carlos Brickmann

PORQUE HOJE É SÁBADO…

Sábado é o mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório: Paulo Roberto Costa, o delinquente alojado por Lula na diretoria da Petrobras, começou a contar o que sabe

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Indicado pelo mensaleiro José Janene, deputado federal do PP paranaense, foi por vontade do presidente Lula que o engenheiro Paulo Roberto Costa assumiu, em 2004, a cobiçadíssima diretoria de Abastecimento e Refino da Petrobras. Nos oito anos seguintes, dele dependeu a aprovação de negócios que movimentam cifras formidáveis, como o aluguel de plataformas e navios, a manutenção de gasodutos e a construção de refinarias.

Desenvolto, hábil e ágil, o homem que Lula logo passou a chamar de Paulinho usou o cargo para tecer um tentacular esquema de corrupção que juntou altos funcionários da estatal, grandes empreiteiros, figurões do Senado e da Câmara, ministros de Estado, governadores, chefões de partidos subordinados ao Planalto e ladrões especializados em lavagem de dinheiro. Mantido por Dilma Rousseff na cúpula de uma Petrobras reduzida a usina de maracutaias, o executivo larápio acumulou até 2012, quando deixou o cargo, uma fortuna de impressionar petroleiro texano.

Em março, Paulo Roberto Costa foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de integrar a quadrilha chefiada pelo doleiro Alberto Yousseff, um dos articuladores da gatunagem de proporções amazônicas que sangra a Petrobras há muitos anos. Nesta semana, depois de fechar um acordo de delação premiada, o ex-diretor do templo dos nacionalistas de galinheiro começou a contar o muito que sabe. A reportagem de capa de VEJA condensa as revelações já em poder da PF e do Ministério Público.

A abertura parcial da caixa preta rendeu 42 horas de informações explosivas. Além de reiterar que sábado é mesmo o dia mais cruel para gente com culpa no cartório, o primeiro lote de patifarias avisa que vem aí um escândalo de dimensões políticas e financeiras superiores às do mensalão. Nunca se viu um buquê de meliantes tão vistoso. Nunca uma quadrilha de pais-da-pátria roubou tanto dinheiro.

Se a Justiça brasileira cumprir seu dever, se o Supremo Tribunal Federal não foi transformado num anexo do Ministério da Justiça companheiro, o presídio da Papuda vai precisar de mais uma ala.*

(*) Blog do Augusto Nunes

É MUITA LAMA…

Petrodelação despeja

óleo queimado na eleição

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Como previsto, Paulo Roberto Costa, o ex-diretor preso da Petrobras, moveu a língua. Em troca de redução da pena, ele revela à Justiça segredos que estavam armazenados abaixo da camada pré-moral da maior estatal brasileira. O repórter Mario Cesar Carvalho conta que pingaram dos lábios do delator os nomes de 62políticos que morderam propinas. São 12 senadores, 49 deputados e um governador. Gente filiada a três partidos: PT, PMDB e PP.

Na cadeia, Paulinho, como o depoente é chamado na intimidade, vinha dizendo que não haveria eleições em 2014 se ele contasse tudo o que sabe. Enquanto espera pelas novidades, resta à plateia raciocinar com hipóteses, desde as mais amplas —na pior das hipóteses, a sucessão presidencial será engolfada pelo óleo queimado, na melhor das hipóteses ficará com óleo pelo nariz— até as mais específicas.

No caso do que o país pode esperar com uma delação à vera de Paulinho, o leque das hipóteses é enorme, já que todo mundo tem uma noção do que foi feito da Petrobras depois que os partidos tomaram a estatal de assalto. A melhor das hipóteses é que o ex-diretor confirme que o dinheiro saía mesmo pelo ladrão nos contratos da Petrobras. A pior das hipóteses é que ele informe que os ladrões entraram nos contratos da Petrobras com autorização superior.

Dependendo do que está por vir, é possível que os protagonistas do governo tenham que se reposicionar na cena eleitoral. Talvez precisem fazer pose de administradores ingênuos ou políticos distraídos sendo usados por salteadores. Este é um governo dos patrimonialistas do PT, do PMDB e congêneres. Mas quem bota a cara na tevê por eles é a Dilma, quem fica com a má fama é a esquerda guerrilheira, que combateu a ditadura para acabar como marionete.

Por sorte, João Santana dispõe de um bom tempo de propaganda. Na pior das hipóteses, o marqueteiro de Dilma disfarçará os interesses escusos que se escondem atrás da boa biografia. Na melhor das hipóteses, ele ajudará a manter a ilusão de que há em Brasília alguém que comanda.*

(*) Blog do Josias de Souza

M… NO VENTILADOR

Delação de Paulo Roberto Costa

será encaminhada para Supremo homologar

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A delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa será encaminhada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, para que seja homologada.

A delação de Paulo Roberto criou um ambiente de pânico no meio político de Brasília, já que ele citou nominalmente políticos do PP, PMDB e PT. Como revelou o Blog, o PT já teme reflexos desse escândalo na campanha presidencial.

O ministro Teori Zavascki não é obrigado a aceitar os termos da delação premiada negociada com Paulo Roberto, pelo juiz federal Sérgio Moro. Mas alguns advogados que acompanham o caso reconhecem que todo o processo foi muito bem conduzido pelo juiz Moro. Até mesmo o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Paraná um subprocurador para acompanhar o caso.

As primeiras informações indicam que Paulo Roberto denunciou o envolvimento de dezenas de deputados e senadores no esquema de desvio de recursos da Petrobras. No depoimento, ele revela que parte do corpo técnico da estatal “está na folha de pagamento de empresas fornecedoras da Petrobras”.

Nesses depoimentos, ele já citou nomes de executivos de grandes empresas e até mesmo de empreiteiros. Os políticos recebiam repasses dos contratos firmados pela Petrobras.

Paulo Roberto Costa decidiu denunciar todo o esquema de irregularidade na Petrobras depois que ficou abalado psicologicamente. Ele foi submetido a regras rigorosas dentro da prisão. Nas últimas duas semanas, depois que decidiu colaborar com a Justiça, Paulo Roberto já teve a situação interna flexibilizada.

Paulo Roberto foi pressionado pela família para fazer a delação premiada. Em março deste ano, ele foi preso na Operação Lava Jato. Documentos apreendidos pela Polícia Federal indicam que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras – cargo que ocupou de 2004 a 2012 – que ele arrecadava recursos para políticos com grandes empresas fornecedoras da Petrobras.

A PROPÓSITO

PT em alerta com delação premiada

de ex-diretor da Petrobras

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A cúpula do PT está em alerta com a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso em março na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O temor de integrantes da campanha de Dilma é que haja vazamento do conteúdo antes da eleição.

Com potencial explosivo, o assunto tem sido monitorado por alguns petistas. A informação é que Paulo Roberto tem prestado esclarecimentos há duas semanas. E que nesses depoimentos já citou nomes de executivos de grandes empresas e até mesmo de empreiteiros, além de políticos influentes do PP, PMDB e do próprio PT. Esses políticos recebiam repasses dos contratos firmados pela Petrobras.

A avaliação no PT é que o depoimento de Paulo Roberto Costa pode criar forte desgaste na campanha de Dilma Rousseff. A maior preocupação é que haja divulgação do depoimento com denúncias sobre a existência de caixa dois de campanha e do financiamento de políticos aliados.

Paulo Roberto assumiu a diretoria de Abastecimento da Petrobras, ainda no primeiro governo Lula, por indicação do ex-líder do PP deputado José Janene (PR) , já falecido.  *

(*) Gerson Camarotti,  Portal G1

PT – PARTIDO DA BOQUINHA

Ex-diretor da Petrobras entrega políticos em delação premiada

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deu o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e um governador na parte de sua delação premiada que trata de políticos, segundo a Folha apurou. Os envolvidos seriam de três partidos, ainda de acordo com a apuração da reportagem: PT, PMDB e PP.

Costa dizia na cela em que está preso na Polícia Federal em Curitiba (PR) que não teria eleições neste ano se ele revelasse tudo o que sabe.

Os políticos receberiam, segundo Costa, 3% do valor dos contratos da Petrobras na época em que ele era diretor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012.

O depoimento chegou no começo desta semana ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o ministro Teori Zavascki homologue o acordo.

Delação premiada ou colaboração com a Justiça é a figura jurídica que prevê a redução de pena quando um réu fornece informações que possam esclarecer outros crimes.

Pedro Ladeira – 10.jun.2014/Folhapress
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa durante depoimento na CPI da Petrobras no Senado
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa durante depoimento na CPI da Petrobras no Senado

Costa decidiu fazer uma delação premiada no último dia 22, depois que a Polícia Federal fez buscas em empresas de suas filhas, de seus genros e de um amigo dele, todas no Rio de Janeiro. Em uma das empresas, a Polícia Federal encontrou indícios de que Costa tem mais contas no exterior.

Em junho, a Suíça comunicou as autoridades brasileiras de que Costa e seus familiares tinham US$ 23 milhões em contas secretas naquele país. O ex-diretor havia negado à polícia que tinha recursos no exterior. A existência das contas na Suíça foi o motivo alegado pelo juiz federal Sergio Moro para decretar a prisão de Costa pela segunda vez, em 11 de junho.

Costa também estava em pânico com a perspectiva de ser condenado a mais de 30 anos de prisão.

A delação do ex-diretor da Petrobras é sigilosa e o teor de todos s depoimentos não foi revelado até agora.

Folha revelou que a prioridade dos procuradores da Operação Lava Jato era descobrir como o esquema de desvio na Petrobras alimentava políticos e como as empreiteiras operavam para fazer os recursos chegaram até os parlamentares.

Costa foi responsável pela obra mais cara da Petrobras, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujo preço final pode ultrapassar R$ 40 bilhões. Segundo a Polícia Federal, os contratos eram superfaturados e o sobrepreço era repassado pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef. O doleiro, por sua vez, cuidaria da distribuição do suborno aos políticos. *

(*) MARIO CESAR CARVALHO –DE SÃO PAULO
NATUZA NERY – DE BRASÍLIA

FOLHA DE SÃO PAULO

É O DESESPERO…

A ORDEM É DESCONSTRUIR MARINA

Charge do Ique (ique.com.br)

Jamais o Dia do Juízo Final, mas hoje é um dia importante para o PT. Estarão reunidos em São Paulo os cardeais e bispos do partido, com direito à presença do Papa, ou seja, o Lula. Os companheiros estão dispostos a examinar em detalhes os mecanismos capazes de virar o jogo sucessório, atualmente vencido por Marina Silva. Falta um mês para o primeiro turno e quase dois para o segundo, de cuja realização ninguém mais duvida. A palavra de ordem será “delenda Marina”, ou seja, todos os esforços devem ser feitos para desconstruir a candidata que, fossem neste domingo as eleições entre ela e Dilma, marcaria o reingresso do PT na oposição.

Claro que a campanha da reeleição continuará apresentando as realizações do governo petista, mas ficará evidente na reunião de hoje que não basta alinhar o que foi construído. Muito menos só prometer o que virá. É preciso, para o Lula e seus seguidores, bater firme na candidata do PSB.

Fácil não será, porque Marina, afinal, foi fundadora do PT, ministra do Lula, na pasta do Meio Ambiente por mais de cinco anos, mantendo até agora um viés de esquerda, não obstante suas recentes concessões ao conservadorismo. Como mostrar que não serve para hoje aquilo que serviu para ontem?

Vicentinho, atual líder do PT na Câmara, é dos poucos que continua raciocinando com lucidez. Por certo que acredita na virada, mas entende que por mais heroicas que sejam as retiradas, elas não ganham a guerra. Reconhecer que Marina está na frente e que seria presidente da República caso as eleições fossem hoje, constitui fato indiscutível. Mas é preciso contra-atacar. Recuperar o espaço perdido, ainda mais confirmado que está o Lula como comandante em chefe. Apesar de muita gente no partido defender a substituição de Dilma pelo primeiro-companheiro, não há mais condições para a troca.

A solução, assim, como ficará óbvio dos debates de hoje, em São Paulo, será bombardear a adversária. Mesmo com respeito.

OS NÚMEROS FATAIS

A sucessão de pesquisas divulgadas nos últimos dias, e que por certo continuarão, permanece revelando o mais fatal dos números para os candidatos, a começar por Dilma. São os índices de rejeição, mais importantes que os de preferência. Dilma é rejeitada por 42% dos consultados, enquanto Marina, por 16%. Nessa diferença repousa a chave para se decifrar porque a ex-ministra bate a presidente.*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online

0 NÁUFRAGO…

PSDB COMEÇA A ACHAR QUE A CULPA É DO MARQUETEIRO DE AÉCIO

Deu no Estadão

Com dificuldades em avançar na disputa presidencial, a condução do marketing de campanha de Aécio Neves (PSDB) pelo marqueteiro Paulo Vasconcelos passou a ser alvo de críticas de setores do próprio partido. Um dos poucos a falar abertamente sobre os contratempos enfrentados até então, o presidente estadual do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, admitiu a ocorrência de erros no reduto eleitoral de Aécio.

“A campanha estadual não defendeu o legado do Aécio. E nós tivemos uma passividade. A nossa campanha não foi na linha correta de se ancorar no legado, o que permitiu o surgimento de mentiras e inverdades. O Fernando Pimentel (candidato do PT ao governo de Minas) está prometendo o que já existe, o que já fizemos e a campanha não está tendo uma ação firme de ataque e defesa. Foi um erro aqui da nossa campanha que está sendo corrigido”, disse Pestana.

A avaliação é de que a equipe de comunicação da campanha nacional erra ao apresentar propostas de forma genérica, esquecendo-se de regionalizá-las. Uma das consequências seria um distanciamento dos eleitores com o discurso de Aécio.

DIRETAMENTE…

As reclamações já começam a chegar ao candidato. De acordo com um integrante da cúpula do PSDB, nos últimos dias alguns governadores do partido passaram a ligar diretamente para Vasconcelos para sugerir alterações na propaganda nacional. Aécio também tem sido procurado pessoalmente com pedidos de mudanças.

Há demandas, em especial dos diretórios regionais, para que Aécio grave vídeos específicos para o eleitorado de cada Estado. Seria uma forma de aproximá-lo da realidade de cada local. Reclama-se também da falta de integração do discurso entre as campanhas estadual e nacional.

A busca por uma reação do PSDB em Minas também tem como finalidade evitar uma dupla derrota de Aécio no Estado. As últimas pesquisas colocam o tucano em empate técnico com a presidente Dilma Rousseff (PT) nas intenções de votos na região. Além disso, o seu candidato ao governo local, Pimenta da Veiga (PSDB), está em segundo lugar na corrida eleitoral com 23%, atrás de Fernando Pimentel, que tem hoje 37% das intenções de votos.

POLARIZAÇÃO

Na análise de Marcus Pestana, a campanha no âmbito nacional deve deixar de fazer a apresentação de Aécio e iniciar uma nova etapa de “polarização”. Para o dirigente, é necessário que se tenha uma “pegada” igual à usada pelos marqueteiros de outros países.

“Essa fórmula do marketing brasileiro está esgotada. Tenho amigo publicitário que é argentino que disse que, na Argentina, é pancadaria para todo lado e ganha quem ficar de pé. Nos Estados Unidos também, lá não há uma agenda propositiva, proposta de governo, é para falar mal do adversário, ou seja, polarização. A desconstrução não tem a ver com baixaria, com mentira, mas tem a ver com politização, oferecer o melhor argumento”, ressaltou.

A polarização pretendida deve ser feita com Dilma e Marina Silva (PSB), que hoje aparecem na liderança da corrida presidencial, empatadas com 34% das intenções de votos.

“Não estamos mais na fase do ‘bem-vindos’ ou do ‘venha discutir o Brasil’”, disse em referência ao mote apresentado nos programas de rádio e TV da campanha presidencial do PSDB. “Vamos polarizar e oferecer argumentos. Você tem uma candidata que é a continuidade do que está dando errado, que está levando o País para o abismo, que é a Dilma. Por outro lado, mais de 70% acham que têm que mudar. Aí há duas opções: Marina e Aécio. Marina é o sonho que pode virar pesadelo.”*

(*) Tribuna da Imprensa Online

OU SERÁ QUE FOI ÁLCOOL?

Um acidente com cara de presságio:

no comício na Bahia, Lula caiu do palanque

Foto: Margarida Neide/Ag. A Tarde/Folhapress

Foto: Margarida Neide/Ag. A Tarde/Folhapress

Licenciado do emprego de camelô de empreiteiro para caprichar no papel de animador de comício, Lula aproveitou a escala em Salvador, nesta quarta-feira, para engordar o monumental acervo de bravatas, bazófias, vigarices e tapeações eleitoreiras. Primeiro, o Exterminador do Plural contou que escolheu Dilma Rousseff, em 2010, porque só o neurônio solitário conseguiria enfrentar a marolinha a que se referiu na Bahia como “uma crise econômica sem precedente na história mundial”. Em seguida, canonizou a sucessora pela consumação de dois milagres: “manter os emprego e estabilizar a inflação”.

“Ninguém está crescendo mais que o Brasil, a não ser quatro países e que pertencem ao G20″”, mentiu o fabricante de postes antes de recomeçar a guerra do eu contra eles.  ”Tudo que eles têm medo é saber que, a Dilma eleita, eles fica dizendo: ‘Dilma vai ser reeleita para ficar mais quatro ano e depois vem um tal de Lula e vai ficar mais quatro?’ Uma coisa eu digo para vocês: em 2018, eu vou estar com 72 anos. Enquanto eu tiver força para brigar por esse país, eu não vou permitir que aqueles que não fizeram nada pelo Brasil em 500 anos voltem”.

Zanzando pelo palco, ocorreu-lhe a má ideia de cumprimentar a turma na fila do gargarejo. Ao curvar-se, escorregou e caiu do palanque. A crescente repulsa ao PT, captada por todas as pesquisas eleitorais, avisa que a queda de Lula foi mais que um acidente. Foi um presságio.*

(*) Blog do Augusto Nunes

VAI VIRAR PÓ

  • O PT vive maus bocados. Como se não bastasse Marina (PSB) dando um calor na nuca de Dilma (PT), na corrida presidencial, as pesquisas mostram chances modestas para candidatos petistas nos estados. Há o risco de o PT ser “varrido” de quase todos os governos estaduais que o partido conquistou. Dos cinco governadores eleitos pelo PT em 2010, apenas Tião Viana, do Acre, tem chances reais de vitória no 1º turno.

  • Estão atrás nas pesquisas os candidatos à reeleição Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, e Agnelo Queiroz (DF), no Distrito Federal.

  • Na Bahia, governada pelo PT, o petista Rui Costa tem 15%, segundo o último Ibope, contra eloquentes 44% do adversário Paulo Souto (DEM).

  • Em Sergipe, com o falecimento de Marcelo Deda, o PT nem disputa o governo. Jackson Barreto (PMDB), atual governador, tenta a reeleição.

  • Grandes apostas do PT, os ex-ministros Alexandre Padilha, em São Paulo, e Gleisi Hoffman, no Paraná, patinam em 3º lugar.*

    (*) Diário do Poder