FUNDO DO POÇO

Cadê a autossuficiência?

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Quem olha para o déficit da conta-petróleo do Brasil (exportação menos importação de petróleo e derivados) neste primeiro trimestre  pode se impressionar com o vermelho de 4,5 bilhões de dólares. É, de fato, superlativo.

Mas é café pequeno diante do rombo de 53,3 bilhões de dólares registradas desde abril de 2006. A data não foi escolhida ao acaso. Naquele mês, Lula estufou o peito e declarou que o Brasil tornara-se autossuficiente na produção de petróleo.

(*) Blog do  Lauro Jardim

A COBRA TÁ FUMANDO…

Acabou o teflon

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O deputado federal Paulinho da Força, do Solidariedade, foi grosseiro ao se referir à presidente Dilma Rousseff. Não precisava; não devia (e avançar na tequila num ato político é claramente inconveniente). Correu o risco de abafar a mais importante constatação dos festejos de Primeiro de Maio: a de que acabou a época em que acusações a líderes petistas não aderiam a eles. Dilma, ausente, foi vaiada; vaiados foram, presentes, os ministros Gilberto Carvalho e Ricardo Berzoini, o prefeito paulistano Fernando Haddad (ficou mui-to bra-vo!), o candidato ao Governo paulista, Alexandre Padilha. Não foram vaiados só na festa da Força Sindical, que montou um palanque oposicionista; foram vaiados também – e alvejados por latas e garrafas – na festa da CUT, o braço sindical do PT.

É importante lembrar, também, que a CUT, de longe a maior central sindical do país, reuniu muito menos gente em sua festa de Primeiro de Maio do que a Força Sindical. A Força reuniu mais de cem mil pessoas (e anunciou um milhão e meio). A CUT reuniu algo como três mil (e anunciou 80 mil). Até os números inflados por ambas as centrais mostram a diferença de público entre suas festas.

Pior ainda, a CUT festejava também o discurso como eu sou boazinha da presidente Dilma Rousseff em rede nacional de TV, com farta distribuição daquilo que o pessoal do Palácio chamou de “bondades”. Não adiantou e as vaias dominaram a comemoração. A explicação oficial é que “houve infiltração”.

OK. E tudo indica que a tal infiltração cada vez será mais visível e barulhenta.

 

Coisa estranha

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Certo, Polícia Federal é órgão de Estado, não de Governo. É mas não é. E por que, sendo oficialmente subordinada ao ministro da Justiça, criou com a Operação Lava-Jato tantos problemas para o Governo Federal? Atingiu a Petrobras (e, com isso, não apenas Graça Foster, um dos mais fiéis braços da presidente Dilma; atingiu a própria presidente Dilma); atingiu empreiteiras imensas, bem nas vésperas da eleição presidencial, na hora mais propícia para ordenhá-las; atingiu candidatos do bolso do colete do ex-presidente Lula, como o até há pouco ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato-poste ao Governo paulista. Acertou André Vargas, petista roxo, capaz até da besteira de fazer desfeita ao presidente do Supremo, que se atreveu a votar pela condenação dos mensaleiros.

Durante um determinado período, dizia-se que a Polícia Federal tinha uma ala ligada ao ex-ministro José Serra, do PSDB. Mas Serra saiu do Ministério há 12 anos. E?

 

Siga os salários

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Quem nada tem a perder é perigoso, ensina Goethe. A Polícia Federal se queixa de estar há sete anos sem aumento. Queixa-se de ingerência política, de transferência a outros setores de suas atribuições constitucionais, de más condições de trabalho. Um delegado da Polícia Federal começa com R$ 14 mil. E o promotor, que fez o mesmo curso jurídico e também prestou concurso? O Ministério Público do Rio está contratando promotores substitutos por R$ 22.800.

Talvez por isso a Polícia Federal ameace fazer greve na época da Copa. Ou, em vez de cruzar os braços, esteja fazendo o que é pior para o Governo: trabalhar.

 

Os amigos de Vargas

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Estranhando que o deputado paranaense André Vargas, ex-PT, tenha desaparecido para não ser intimado a depor a respeito de suas ligações com Alberto Youssef, acusado de, entre outras coisas, ser doleiro e articulador de negócios pouco ortodoxos na área governamental?

Não estranhe: Vargas precisa de algum tempo para arregimentar seus aliados. Por exemplo, o presidente do PT paranaense, Enio Verri, já partiu em sua defesa. Falando à jornalista Joice Hasselman (http://blogdajoice.com), Verri acusa o PT nacional e o presidente do partido, Rui Falcão, de ser duros demais com Vargas. Afirma que, se pudesse votaria pela absolvição do velho amigo e orientaria a bancada a também votar por ele. Verri não é o único.

Vargas sempre soube obter recursos e dividi-los com os colegas.

 

Sorria, você paga a folia

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Veja o cálculo em http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/8426, do portal Contas Abertas: os partidos políticos receberam no ano passado, do Fundo Partidário, R$ 294 milhões em dinheiro público. Só? Não! Os horários destinados a cada partido são gratuitos para eles, não para nós. As emissoras deduzem o custo dos programas de seu imposto – e pela tabela cheia, que não é cobrada de nenhum outro anunciante (há más línguas que dizem que a tabela cheia só é utilizada na propaganda que chamamos de gratuita).

Neste ano, o custo se multiplica, com mais de 30 partidos usando o tempo na TV e no rádio para a campanha.

 

Notícia boa, notícia má

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A notícia boa é que Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, não será candidato ao Governo do Estado (vai apoiar seu filho, Renanzinho).

A má notícia é que, não sendo candidato ao Governo de Alagoas, Renan continua no Senado.*

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet.

SEXTA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2014

Laboratório de doleiro recebeu R$ 80 milhões

do governo entre 1995 e 2006

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Muito antes da tentativa de contrato com o Ministério da Saúde, na gestão do ex-ministro Alexandre Padilha, o laboratório Labogen já tinha contratos com o governo federal. Conforme levantamento do Contas Abertas, entre 1995 e 2006 a empresa recebeu cerca de R$ 80 milhões da União. O Laboratório, controlado pelo doleiro Alberto Youssef, lavou 113,38 milhões de dólares entre janeiro de 2009 e dezembro de 2013, de acordo com a operação Lava Jato da Polícia Federal.

Confira aqui o levantamento do Contas Abertas

Os dados levantados pelo Contas Abertas levaram em consideração as duas coligadas investigadas pela PF. A Labogen Química Fina e Biotecnologia recebeu R$ 15,6 milhões e a Indústria e Comércio de Medicamentos Labogen, R$ 64,4 milhões. O maior aporte de recursos foi pago entre 2000 e 2003. No período a Labogen recebeu R$ 59,8 milhões. Os depósitos na conta do laboratório envolvem a aquisição de fármacos como a Nevirapina, utilizado no tratamento da AIDS, e Ziduvodina, utilizado como antiviral e também no tratamento da AIDS. Além disso, os recebimentos da empresa também incluem o fornecimento de corante amarelo alumínio laca, conforme descrição de ordem bancária. No período em que o laboratório manteve contratos com o governo federal, no entanto, a diretoria da empresa não era composta por Leonardo Meirelles e Esdra Arantes Ferreira, ligados ao doleiro Youssef e presos na operação da PF. Os envolvidos na lavagem de dinheiro milionária só assumiram a diretoria do Labogen no em maio de 2008. O Contas Abertas tentou contato com a diretoria antiga e com o advogado do Labogen, Thiago Sayeg, para saber sobre as mudanças na diretoria e a paralisação dos contratos com o governo federal, porém, não obteve resposta até o fechamento da matéria. No último dia 29, o deputado Renato Simões (PT-SP) apresentou dois requerimentos na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara defendendo a convocação de José Serra. O tucano foi ministro da Saúde entre março de 1998 e fevereiro de 2002. Simões quer que Serra dê explicações sobre contratos assinados em sua gestão no ministério com o Labogen entre 1999 e 2002. No período, foram pagos R$ 47,9 milhões ao laboratório. Segundo a Polícia Federal, Youssef só teria assumido o controle do Labogen em 2008, época em que Serra já estava desligado do governo. O Labogen é um dos alvos da operação Lava-Jato, que acusa o doleiro Alberto Youssef de ser dono da empresa. Em 2013, na gestão de Padilha, o laboratório foi escolhido para firmar acordo de produção de medicamentos. As negociações com o Labogen só foram suspensas depois que as relações suspeitas entre o deputado André Vargas e Youssef foram tomadas públicas.*

(*) Dyelle Menezes – CONTAS ABERTAS

INACREDITÁVEL…

Quem decifrar o enigma de Feira de Santana

ganhará um diploma de doutor em dilmês

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O jornalista Celso Arnaldo Araújo acaba de ordenar a internação de Dilma Rousseff amparado em outro trecho do atordoante palavrório produzido em Feira de Santana. Na primeira leitura da frase entre aspas, bateu-me a suspeita de que faltaram algumas palavras. Na segunda, desconfiei que o grande caçador de cretinices estava brincando comigo. Na terceira, achei melhor passar a bola para o timaço de comentaristas.

O neurônio solitário, como sabem os leitores da coluna, é um craque insuperável na arte de não falar coisa com coisa. Mas quase sempre fornece indícios e pistas que permitem suspeitar do que queria explicar à plateia. Desta vez, nada encontrei que me ajudasse a decifrar o enigma.

Na justificativa da internação, Celso Arnaldo informa que a paciente decidiu “dar um exemplo dramático de como é complicado negociar com bancos no Brasil”. É isso, mas talvez existam mais recados submersos na sopa de letras servida abaixo:

“Quando você chega no banco, ele (sic) vai te perguntar:  ’Qual é a garantia que você me dá? Eu vou pagar a vocês, para me aceitar te emprestar um dinheiro para você me pagar’”.

Quero saber o que cada um de vocês imagina que Dilma quis dizer. Quem desvendar o mistério vai ganhar um diploma de doutor honoris causa em dilmês.

RECADO DO CELSO ARNALDO

No começo desta tarde, nosso PhD em dilmês enviou a seguinte mensagem:

Consegui enfim ouvir o áudio do discurso de Feira de Santana e, de fato, ao vivo, tudo é ainda pior que na transcrição do Portal do Planalto. Especificamente na frase deste post, eis o original literal e apavorante:

“Quando você chega no banco, ele vai te perguntá qual é a garantia que cê me dá. Eu vô pagá vocês pra mim, aliás, pra me aceitá ti emprestar um dinheiro procê me pagar”.

Lamento não ter podido solucionar o enigma que você propõe em seu post – ao contrário, agravei-o. Mas podia ser pior: já imaginou essa senhora comandando a sétima economia do mundo? Epa! Ela comanda a sétima economia do mundo!*

(*) No blog do Augusto Nunes.

SPA DO PT

Hospedagem cinco estrelas

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A reforma da Papuda, transformando área da cantina na cela de 23m2 para o mensaleiro José Dirceu, foi ordenada pelo governador do DF, Agnelo Queiróz (PT), que tentará a reeleição e gostaria de contar com o apoio do ex-chefe da Casa Civil para atrair a militância. Mais: a televisão de plasma na cela de Dirceu, a única da Papuda, contaria também – e debaixo da maior discrição – com um contrato de TV por assinatura. O ex-ministro gosta muito dos canais HBO e Telecine*

(*) AZIZ AHMED – O POVO DO RIO

AGORA, CONTA AQUELA DO PAPAGAIO…

INVESTIGADO PELA PF, LABOGEN

COMUNICOU ‘EXTRAVIO’ DOS LIVROS CONTÁBEIS

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Um mês antes do estouro da Operação Lava Jato, o laboratório Labogen – carro-chefe do esquema de lavagem de R$ 10 bilhões, segundo a Polícia Federal -, divulgou anúncio em jornais da região de Indaiatuba, onde fica sua sede, informando o sumiço de dez livros contábeis da empresa. A informação é de reportagem de Fausto Macedo para o jornal O Estado de S. Paulo. A nota endereçada “ao mercado em geral, para os devidos fins” foi publicada no dia 18 de fevereiro na cidade do interior de São Paulo. Sob o título “Comunicado de extravio de livros”, o laboratório, registrado com o nome Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia, destaca que naquela data foi constatado o extravio dos livros da companhia – documentos que incluem atas de assembleias gerais, registro de ações nominativas e livros razão (agrupamento de anotações contábeis). A Lava Jato foi deflagrada na madrugada de 17 de março. Os investigadores estranham o desaparecimento da papelada, que coincidiu com o avanço da operação. Suspeitam que a ocorrência pode ter sido forjada para tentar despistar que o verdadeiro controlador do laboratório é o doleiro Alberto Youssef. A PF descobriu que Youssef tentou emplacar contrato milionário no Ministério da Saúde, na gestão do então ministro Alexandre Padilha, no âmbito de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs). Em setembro de 2013, os investigadores interceptaram comunicações que mostram como estava adiantada a negociação entre a organização liderada por Youssef e a pasta. No dia 9 daquele mês, Raquel Damasceno Pinheiro, em nome do ministério, enviou e-mail para o administrador do Labogen, Leonardo Meirelles. “A pedido do dr. Eduardo Jorge Valadares Oliveira, diretor do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde, encaminho para seu conhecimento cópia do ofício 237/13, emitido em 6 de setembro/2013.” O ofício mencionado no e-mail era subscrito pela diretora substituta do Departamento do Complexo Industrial – órgão do Ministério da Saúde -, Nadja Naira Valente Bisinoti, que solicitava um “agendamento de visita técnica na unidade fabril desta empresa em 20 de setembro de 2013, das 14h30 às 17h30”. O objetivo da inspeção era “verificar a viabilidade do laboratório (Labogen) em atuar em PDPs”. A PF captou troca de e-mail entre Meirelles e um advogado da organização logo após a notícia do agendamento da visita do Ministério da Saúde. Para os investigadores, o conteúdo dessas correspondências confirma que o Labogem era fachada. “Vamos todos pra lá a partir de quarta”, afirmou Meirelles. O advogado respondeu. “Se precisar eu boto o capacete e o macacão e caio pra dentro da obra tb. Retroceder nunca, render-se jamais.” O negócio, que acabou não sendo fechado, não seria executado pelo Labogen, mas por uma indústria farmacêutica de grande porte que fecharia parceria com o laboratório. A PF não tem dúvidas de que o doleiro exercia o domínio do laboratório. Um investigador suspeita que o extravio dos livros contábeis pode ser uma tentativa da organização de Youssef em afastar a alegação de que o Labogen é de fachada. “Eles querem arrumar um argumento para justificar que não são de fachada”, avalia.*

(*) Diário do Poder

O BICHO TÁ PEGANDO

Em festa da CUT, petistas

levam vaias e latadas

O Grito/Edvard Munch

Devagarinho, os políticos vão conseguindo transformar o povo numa espécie de  cão enraivecido. Nos protestos de junho de 2013, parou de abanar o rabo. Na festa de 1º de Maio de CUT, começou a morder.

Um grupo de petistas ousou intrometer-se entre a plateia e as atrações musicais. Ouviram-se vaias. Latas, garrafas e bolas de papel voaram em direção ao palco. Fernando Haddad saiu de fininho. Ricardo Berzoini, Alexandre Padilha e Eduardo Suplicy passaram pelo microfone com a velocidade de um raio. Ficou entendido que a companheirada prefere ouvir música.  queria ouvir música, não lero-lero.*

(*) Blog do Josias de Souza

PAPUDO DE VOLTA À PAPUDA

GENOÍNO VOLTA À PAPUDA

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EX-DEPUTADO PETISTA CUMPRIU DECISÃO DO

PRESIDENTE DO STF. PRAZO VENCIA ÀS 20H

O ex-deputado José Genoíno (PT-SP) voltou para o presídio da Papuda logo após às 15h desta quinta-feira (1/5). O retorno ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR) foi determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, após o laudo médico de uma junta  formada por cardiologistas da Universidade Brasília (UnB) atestar que o estado de saúde do ex-presidente do Partido dos Trabalhadores não requer cuidados especiais, podendo cumprir a sua pena – de quatro anos e oito meses – por corrupção ativa, no processo do mensalão do PT, em regime fechado. Genoíno cumpria prisão domiciliar numa casa alugada, em Brasília. Na quarta-feira (30/04), Barbosa determinou o “imediato retorno” à prisão em até 24 horas. O prazo vencia às 19h30 de hoje. Uma pequena operação foi organizada por amigos e militatnes do partido para evitar o registro do retorno do condenado ao presídiopela imprensa. O ex-deputado chegou acompanhado por seu advogado. Um grupo de agentes penitenciários seguia em um  carro à frente. Dois amigos da família confirmaram que Genoíno se apresentou no início da tarde. Ele deve ficar na mesma cela que hoje é ocupada pelo ex-ministro e companheiro de partido, José Dirceu. Genoíno foi preso em novembro do ano passado, após condenação pelo STF. No presídio, o ex-deputado, que já havia apresentado problemas cardíacos, passou mal e recebeu o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar, temporariamente, até que uma junta médica avaliasse o seu estado de saúde.*

(*) Diário do Poder

A CULPA É DAS “ZELITES”

LULA SE VITIMIZA E CULPA A IMPRENSA PELA BAIXA DE DILMA

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O ex-presidente Lula aproveitou seu discurso no Teatro Municipal de Santo André, no ABC Paulista, para se vitimizar e atacar a imprensa e a “elite brasileira”, os jovens à frente das manifestações contra a Copa do Mundo também foram criticados pelo ex-presidente. Para Lula, as críticas a ele e ao PT seroam “o preconceito arraigado na mente de uma elite que não muda”, em vez de questionamentos relacionados a denúncias de corrupção ou sobre a eficácia do governo. “Eles que não gostam de nós, que têm preconceito contra o PT, que não gostam de mim, é por causa disso. Não é pelas coisas erradas que nós fazemos, é pelas coisas certas. Porque o Prouni e o Fies (programas de incentivo ao ensino superior) permitem que a filha da empregada doméstica possa ser médica, que o filho do pedreiro possa ser engenheiro, que o filho do jardineiro possa ser advogado” disse Lula ao receber o título de cidadão honorário de Santo André. A queda da popularidade da sucessora de Lula, presidenta Dilma Rousseff, também entrou na conta da imprensa, que foi responsabilizada pela criação de uma imagem negativa do Brasil no período que antecede a Copa. Lula disse ainda que não gostaria que os meios de comunicação falassem bem ou mal de seu governo, mas que “falasse a verdade”.  “As pessoas ficam assistindo a televisão falando bem de nós, e como falam bem. Eu até acho que a imprensa é chapa-branca de tanto falar bem da Dilma”, ironizou Lula.*

(*) Rodrigo Vilela, Diário do Poder