E NO QUARTEL DOS ABRANTES…

Os rolos da família Bolsonaro

Sim, no passado movimentava-se mais dinheiro. É que o baixo clero voa abaixo do radar

 

Charge 02/01/2019 | Um Brasil

Sempre achei que o objeto da advocacia fosse o estudo das leis e de seus adendos, emendas, petições, parágrafos e ab-rogações. Estava enganado. Nenhum advogado hoje irá longe sem um pós-doc na investigação de contratos, saques, depósitos, transferências e transações financeiras em geral, especialmente as ilícitas. Um ramo dessa disciplina é o que tenta entender por que os praticantes de tais operações tanto se casam e descasam entre si e não param de fazer negócios uns com os outros.

Depois do intenso trabalho de desmonte dos trânsitos milionários do PT e de outros partidos com empresas e governos, é a vez de um mergulho em águas igualmente turvas: os rolos da família Bolsonaro. Os Bolsonaros legítimos não passam de meia-dúzia, compreendendo o titular, seus filhos e suas atuais mulheres, mas, em 30 anos de ação nos gabinetes oficiais, arrolaram um histórico de práticas e de associados que está levando a Justiça à loucura.

É uma infernal ciranda de dinheiro originário da compra e venda de imóveis, depósitos fora do expediente, lojas de chocolate e salários de assessores que triplicavam ou se reduziam à metade, protagonizados por funcionários invisíveis que se revezavam passando dois ou três meses em cada cargo e um turbilhão de mulheres, ex-mulheres, filhas, noras, ex-noras e até vendedoras de açaí, todos aparentemente comandados por um homem que só pode ser um gênio da administração: Fabrício Queiroz.

Outra característica é a de que, exceto pelos cheques mágicos na conta da primeira-dama, tudo era feito em dinheiro vivo, transportado para cima e para baixo não se sabe se em envelopes, valises ou malas. Nem o governo Temer foi tão ativo nessa arte.

Os adeptos dos Bolsonaros alegam que, agora, acabou a farra de dinheiro do passado. De fato, os Bolsonaros parecem movimentar menos grana. O baixo clero, por definição, voa abaixo do radar.*

(*) Ruy Castro – Folha de SP

VAMOS DE MAL A PIOR

Ministro tenta superar antecessores em intolerância e improdutividade

Governo Bolsonaro usa educação como palanque para sua cruzada obscurantista

Mais um pastor in 2020 | Life memes, Funny memes, Memes

 

Jair Bolsonaro só não fechou o Ministério da Educação até agora porque precisa dele em sua cruzada obscurantista. Por quase dois anos, o governo ignorou o ensino público, tentou sabotar o financiamento do setor e explorou a pasta como palanque para seus retrocessos.

O terceiro chefe da área se esforça para superar Ricardo Vélez e Abraham Weintraub em improdutividade e intolerância. De uma só vez, Milton Ribeiro conseguiu fazer propaganda de visões preconceituosas e fingir que não têm nada a ver com disfunções da educação brasileira.

O doutor sugeriu ao jornal O Estado de S. Paulo que o ministério não tem interesse em melhorar a tecnologia nas escolas. Para ele, a dificuldade do ensino a distância durante a pandemia é problema dos outros.

“A sociedade brasileira é desigual, e não é agora que a gente vai conseguir deixar todos iguais”, afirmou. “Esse não é um problema do MEC, é um problema do Brasil.”

Talvez Ribeiro estivesse mais interessado em conseguir um cargo no governo da Noruega, mas acabou ficando por aqui. Se estivesse insatisfeito, ele poderia procurar países onde ressoam alguns de seus valores, como o Iêmen ou a Mauritânia.

O ministro deu um show de discriminação e disse que a homossexualidade é uma “opção”, que ele atribui ao que chamou de “famílias desajustadas”. “Normalizar isso e achar que está tudo certo é uma questão de opinião”, declarou, na entrevista.

Ele sabe que não se trata de uma mera “questão de opinião”, mas usa a velha tática bolsonarista de esconder seus insultos atrás do argumento da liberdade de expressão. O ministro, que é pastor da igreja presbiteriana, alega que essa é apenas uma pauta conservadora, como se isso legitimasse o desaforo.

Ribeiro chegou ao governo com a chancela da ala militar e o carimbo de “moderado”, após a queda do piromaníaco Abraham Weintraub. Houve quem comprasse essa imagem. A única coisa que o doutor pretende moderar é a descrição dos horrores da ditadura nos livros didáticos.*

(*) Bruno Boghossian – Folha de SP
Jornalista, foi repórter da Sucursal de Brasília. É mestre em ciência política pela Universidade Columbia (EUA).

VIDAS INDÍGENAS IMPORTAM

Brasil tem mais de 30 mil indígenas contaminados pela covid-19

Contaminação de indígenas pela Covid-19 avança no Amazonas - País - Diário  do Nordeste

O novo coronavírus já contaminou 33.412 indígenas no Brasil, segundo dados desta sexta-feira, 25, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Ao menos 828 já morreram em decorrência da doença.

Parque das Tribos, uma comunidade indígena nos subúrbios de Manaus. Foto: Ricardo Oliveira/AFP

De acordo com dados oficiais da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde, até a quinta-feira, 24, 434 óbitos foram registrados. No total, segundo a Sesai, 27.520 índios foram contaminados pela covid-19. Desses, 22.533 estão recuperados.

A diferença na contagem ocorre porque os dados da Apib consideram tantos os índios que vivem em aldeias quanto os que moram em perímetro urbano. Diferentemente dos números informados pela Sesai, que consideram apenas os índios chamados aldeiados.

O vírus já atingiu mais da metade dos 256 povos indígenas brasileiros, chegando a 158 deles, segundo a Apib. Entidades e lideranças indígenas reclamam de omissão do governo no atendimento a esses grupos.*

(*) Estadão

GAROTO CLOROQUINA

Governo prepara ‘Dia D’ contra pandemia com distribuição de cloroquina

Garoto cloroquina

 

O governo federal irá subir a aposta na hidroxicloroquina como panaceia para a pandemia de coronavírus. Como apurou o Estadão, o Ministério da Saúde está articulando um “Dia D” no combate à doença, que incluirá a distribuição de um “kit” com o medicamento e outras drogas. Todas, cuja eficácia contra a covid-19 já foi posta abaixo por mais de uma dezena de estudos. O “ataque” do governo contra a pandemia contará ainda com um pronunciamento em rede nacional de Jair Bolsonaro e comentários na “live” que o presidente faz em suas redes sociais. A ideia é orientar a população a procurar “tratamento precoce” em caso de sintomas.

Até o momento, nenhuma pesquisa ou estudo encontrou efeitos benéficos no uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19 Foto: George Frey/REUTERS

O agora efetivo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, citou a iniciativa em reunião com gestores de Estados e municípios dizendo que a população está sendo “iludida”. Apesar da maciça campanha de Bolsonaro pregando pela utilização de cloroquina, o governo ainda tem um estoque de 2 milhões de comprimidos doados pelos EUA.*

(*) Gustavo Zucchi – BR Político – Estadão

BOLSONARO É A LUZ

Senador pede ao STF investigação do ministro da Educação por homofobia

O ataque aos livros didáticos – professores contra o escola sem partido

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que vai entrar com representação no STF nesta quinta-feira (24), pedindo que o Supremo determine ao PGR que investigue o ministro da Educação, Milton Ribeiro, por crime de homofobia.

Em entrevista publicada hoje pelo Estadão, o ministro atribuiu o que chamou de “homossexualismo” a “famílias desajustadas”. “Falta atenção do pai, falta atenção da mãe”, disse Ribeiro. Também disse ver “menino de 12, 13 anos optando por ser gay”.

O senador Contarato declarou: “Trata-se de um ministro da Educação homofóbico, que violenta criminosamente os princípios de respeito e a igualdade entre as pessoas consagrados na Constituição Federal. Meu repúdio, como homossexual e como cidadão, é absoluto a esse ataque preconceituoso, medieval e sórdido, que exige reação imediata de todas as instituições democráticas”.

Na mesma entrevista, o ministro foi perguntado sobre o trabalho do MEC em reduzir as desigualdades no caso dos estudantes sem acesso à internet, problema que se tornou mais grave com a pandemia. Ribeiro pulou fora: “Essa é uma responsabilidade de Estados e municípios, que poderiam verificar e ter as iniciativas para tentar minimizar esse tipo de problema”.

Ou seja: Milton Ribeiro se preocupa com o que os estudantes fazem no quarto, desde que não tenha a ver com a escola.*

(*) Redação – O Antagonista

“QUEM QUER DINHEIRO?”

Ex-diretor do SBT vai assumir a TV Brasil

Fábio Faria indicou ao Palácio do Planalto o nome do publicitário Glen Lopes Valente para assumir o comando da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), o conglomerado de comunicação do governo federal, informa a Folha.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal paulistano, a Abin já analisou o currículo do publicitário e autorizou a sua nomeação.

Atualmente, a EBC é formada por um canal televisivo –a TV Brasil, conhecida como “TV do Lula” antes de Jair Bolsonaro desistir de extingui-la, como havia prometido em campanha– sete emissoras de rádio, uma agência e uma radioagência de notícias.

Valente já comandou os departamentos comercial e de marketing do SBT e, hoje é secretário de Publicidade e Promoção da Secom da Presidência.

Faria, por sua vez, é casado com Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, que vem a ser o dono do SBT. Tudo em casa.*

(*) O Antagonista

É MUITA CARA DE PAU

Só porque ele que

É preciso entender o presidente Bolsonaro. Na ONU, ele não mentiu, só disse a verdade como ele a vê. Por exemplo, floresta úmida não pega fogo. Os índios e os caboclos, explorados por comunistas maconheiros do Exterior e ONGs de maconheiros (como cantou seu filho Flávio, “todo maconheiro dá o toba”), forçados a trocar o precioso nióbio amazonense pela maconha à qual se afeiçoaram, jogam guimbas acesas de maconha no mato e pimba! – começa a fogueira. Não é só isso: o índio não entende direito o sotaque de um norueguês comunista. Quando o norueguês pergunta “onde terr a fumo da bom?”, o índio taca fogo no mato e mostra uma enorme fumaceira da boa.

Os mil dólares de auxílio a 65 milhões de carentes? Tá bom, só alguns vão pegar mil dólares, isso até dezembro. Para a maior parte dos ajudados, a quantia não chegou a mil dólares. Mas, convenhamos, também os carentes não eram 65 milhões – ou eram, um dia talvez saibamos o número certo. Mas só um dos agentes da distribuição de renda, um certo Queiroz, ajudou dona Michele com uns 20 mil dólares à cotação da época, ou 89 mil reais, talkey?

Propôs na ONU o combate à cristofobia. Cristãos não sofrem de cristofobia. Os islâmicos têm Cristo entre os profetas. Jesus era judeu, Israel cuida dos santuários cristãos. Mas Bolsonaro deve ter pensado no Brasil, onde Jesus é unanimidade. Mas colocar Seus símbolos nos palácios do Governo e Sua estátua sobre as milícias do Rio – isto é ou não é perseguição?*

(*) Coluna Carlos Brickmann

MAIS OUTRA GOLEADA

TRE-RJ TORNA CRIVELLA INELEGÍVEL

Por 7 votos a 0, de forma unânime, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro declarou hoje a inelegibilidade de Marcelo Crivella até 2026.

O prefeito do Rio de Janeiro é candidato à reeleição e, se quiser continuar no pleito, deverá recorrer e vencer no Tribunal Superior Eleitoral.