CANALHAS

Secretário preso hoje no Rio dizia que “não sabia de nada”. E o governador?

 
“Difícil pensar em crime mais cruel por parte de um gestor público do que, em plena pandemia de coronavirus, roubar dinheiro destinado a aparelhos, insumos e leitos para pacientes da doença.
Diante de inúmeras evidências, o Ministério Público confirma que foi exatamente o que ocorreu no Rio. Por causa disso, mandou o ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, para o xilindró. (…)*”
 
(*) Chico Alves
Colunista do UOL

A PROPÓSITO

Irmãos Metralha – Wikipédia, a enciclopédia livre

“Na fundamentação da prisão de Edmar Santos, ex-secretário estadual de Saúde do Rio, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) afirma que o governador Wilson Witzel (PSC) tentou dar “blindagem” ao aliado nomeando-o para um novo posto no primeiro escalão do governo, com direito a foro privilegiado. A nomeação aconteceu após operação contra fraudes na pasta vir à tona.*(…)”

(*) Igor Mello
Do UOL, no Rio

UM PAÍS TOTALMENTE DESGOVERNADO

A volta do general

Bola nas Costas - Home | Facebook

Lembra-se do general Santos Cruz, amigo de Bolsonaro, afastado do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo depois de uma guerra que lhe foi movida pelos seguidores de Olavo de Carvalho, entre eles pelo menos um dos filhos do presidente? Santos Cruz está de volta, com disposição para briga. Abriu processo contra Olavo de Carvalho, o guru da “ala ideológica” do bolsonarismo, e dois militantes, acusando-os de ofensas nas redes sociais. Pede indenizações que, somadas, atingem R$ 140 mil, e irão para instituições de caridade. As investigações passarão, informa, pelo entorno de Bolsonaro.

Família é entorno?

 

Waldir: Bolsonaro é uma marionete dos filhos! — Conversa Afiada

Flávio, o filho 01, Carluxo, o 02, Eduardo, o 03, enfrentam problemas que podem levá-los a julgamento. Santos Cruz não quer que ninguém lhe peça perdão, mas garante que não vai transigir. “Vou até o fim”, disse à revista Época, “com qualquer consequência. Não é só pela honra pessoal. É funcional também. Eu era ministro! Quem é que tem a ousadia de fabricar um documento grotescamente falso e fazer chegar ao presidente da República? É crime. É uma ousadia, porra! Quero saber como isso chegou ao celular do presidente. Quem enviou?”

O presidente recebeu mensagens de WhatsApp atribuídas a Santos Cruz em que teria se referido desrespeitosamente a ele. Completa o general: “Esses vagabundinhos que fizeram isso foram tão amadores que sequer checaram que na hora da falsa mensagem eu estava em voo. São amadores, para minha sorte.” E para azar do presidente, que também não verificou esse pequeno detalhe.

Questão de utilidade

SEPAE promove a 1° Mostra de Charges aos estudantes – Campus Umuarama

O Gabinete de Segurança Institucional não verifica currículos. Nem mensagens. Ou não é acionado para isso. Em qualquer caso, qual sua função?*

(*) Coluna do Carlos Brikmann

PROSTITUTA CEGA, MUDA, SURDA…

Ministros do STJ afirmam que prisão domiciliar para Queiroz e sua mulher ‘envergonha’ a corte

JUSTIÇA" LENTA, DEMOCRACIA E … (frases e charges) – Sarau Para Todos

Ministros que integram o Superior Tribunal de Justiça (STJ) criticaram a decisão do presidente da corte, João Otávio Noronha, de conceder prisão domiciliar a Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar, que está foragida.

A avaliação de magistrados é que a decisão “envergonha o tribunal”. Integrantes da corte afirmam à coluna que Noronha vem “usando a jurisdição para conseguir uma das vagas no Supremo Tribunal Federal” que serão abertas no governo de Jair Bolsonaro.

Para os ministros, decisões como essa “expõem” a corte de maneira geral. A principal crítica dos magistrados foi sobre Noronha conceder o benefício à esposa de Queiroz, foragida desde 18 de junho. Um dos ministros ouvidos pela coluna disse que está claro que “conceder prisão domiciliar aos dois, nas condições atuais, sai da jurisprudência normal da corte”.

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Queiroz é alvo do inquérito das “rachadinhas” e está preso há três semanas em Bangu, no Rio. Ele foi encontrado em uma casa, em Atibaia (SP), que pertence ao advogado Frederick Wassef, que na época defendia Flávio e o presidente Bolsonaro.*

(*) Bela Megale – O Globo

O GRANDE ACORDÃO

STJ concede prisão domiciliar a Queiroz, com uso de tornozeleira eletrônica

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu hoje prisão domiciliar para Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) preso no dia 18 de junho por suspeita de chefiar um suposto esquema de rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). O benefício também se estende para Márcia Oliveira de Aguiar, esposa de Queiroz, que está foragida há três semanas.

A autorização, concedida por João Otávio Noronha, presidente do STJ, permite que o policial militar aposentado possa ganhar o benefício com o uso de tornozeleira eletrônica, para monitorar o seu paradeiro. A informação foi confirmada pela defesa de Queiroz e pelo STJ.*

(*) Herculano Barreto Filho e Eduardo Militão
Do UOL, no Rio, e do UOL, em Brasília

RODANDO A BAIANA

Máscara é ‘coisa de viado’, dizia Bolsonaro na frente de visitas
Relatos de pessoas que estiveram com presidente na epidemia descrevem momentos de tensão

Os relatos de pessoas que visitaram Jair Bolsonaro depois da explosão da epidemia de Covid-19 no Brasil descrevem momentos de tensão. O presidente se recusava a usar máscaras, o que induzia convidados a seguir o exemplo. Fazia questão de se aproximar para cumprimentar com um aperto de mão.

BESTEIRA
Ao perceber que o visitante estava tenso, segundo um deles relatou à coluna, dizia que aquele medo era besteira.

BESTEIRA 2
O presidente chegava a brincar com funcionários, perguntando quem usava máscara e dizendo que aquilo era “coisa de viado”.*

(*) Mônica Bergamo – Folha de SP

DE GATA PRA RATAZANA

Toffoli nega pedido de Sara Winter para afastar Moraes de inquérito

Irmão de Sara Winter posta memes tirando sarro da prisão dela

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, negou um pedido da defesa da extremista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, para afastar o ministro Alexandre de Moraes do inquérito que apura o financiamento e organização de atos antidemocráticos. Toffoli mencionou as críticas e ameaças da militante feitas a Moraes logo depois que ela foi alvo de mandados de busca e apreensão em outro inquérito, o das fake news, e afirmou que a alegação de suspeição do ministro é ilegítima por ter sido “provocada” pela própria extremista.

Moraes é relator dos dois inquéritos no Supremo. Segundo a defesa de Sara, Moraes age como “juiz e vítima” no procedimento e estaria usando seu cargo de ministro para “perseguir implacavelmente” a investigada. Se o pedido fosse aceito, implicaria na anulação de todas as medidas determinadas no curso das investigações, incluindo provas obtidas em computadores, celulares e documentos apreendidos em endereços ligados a apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Em vídeo publicado nas redes sociais após ser alvo de buscas da Polícia Federal no inquérito das fake news, a militante disse que, se estivesse na mesma cidade que Alexandre, chamaria o ministro para “trocar socos” e prometeu perseguir e “infernizar” a vida do magistrado. *

(*) Estadão

A TERRA É PLANA

Quase um ano após saída de Galvão, Inpe começa a escolher seu novo diretor

Quase um ano depois da saída de Ricardo Galvão, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) dá seus passos em direção a um novo diretor. Terminou no último dia 5 de julho as inscrições para os interessados no cargo de diretor. São nove candidatos, cujas candidaturas terão de ser homologadas pela comissão interna. A partir daí, uma lista tríplice será formada e encaminhada para o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que fará a escolha.

Galvão foi um dos primeiros “técnicos” do governo que acabaram as turras com Jair Bolsonaro. Assim como mais tarde aconteceria com os ministros da Saúde, Henrique Mandetta e Nelson Teich. Na ocasião, Galvão foi acusado por Bolsonaro de mentir sobre os dados do desmatamento na Amazônia.

Dentre os desafios que o novo diretor terá pela frente, será a retomada na captação de recursos, como explica o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP). “O maior problema é que o Inpe parou de captar recursos. Existem programas como o monitoramento do desmatamento do Cerrado que está praticamente sem recursos para continuar. O Ricardo Galvão fazia bem esse trabalho de buscar recursos para a máquina funcionar”, afirmou ao BRP.

A expectativa é que o novo diretor seja oficializado até setembro. Os nomes dos concorrentes ao posto serão divulgadas apenas depois da homologação pela comissão do Inpe. Até lá, fica no posto Darcton Damião. Em setembro do ano passado, o ministro Marcos Pontes admitiu que não tinha “pressa nenhuma” em bater o martelo para definir o novo diretor definitivo. O mandato no Inpe é de 48 meses.*

(*) Gustavo Zucchi – Estadão