E LA NAVE VA

“O sítio e o estado de sítio”

Um candidato não tem programa de governo, seu adversário sim, mas como prefeito de São Paulo, ficou longe de cumprir o próprio plano de metas

 Que é que acham das mulheres, no campo político, esses candidatos? Um acha normal mulher ganhar menos que homem, outro usa com orgulho, mesclado a seu próprio, o nome do dono da chapa, aquele que convocou as mulheres de grelo duro a brigar por ele. Um disse que teve quatro filhos e, na quinta vez, fraquejou e teve uma filha. O outro, o que é, mas não põe o nome, disse que uma antiga companheira de partido, surpreendida por uma operação de busca e apreensão, ficou feliz, achando que os cinco federais que entraram em sua casa, de manhã cedinho, “tinham caído do céu”.

Um candidato não tem programa de governo. Seria difícil. Em toda a sua vida, foi estatizante, nacionalista, antiliberal, mas entregou seu projeto econômico a um pregador do liberalismo. O outro candidato tem programa de governo ─ o que é pior. Como prefeito de São Paulo, ficou longe de cumprir seu plano de metas. Em suma, um candidato de estado de sítio e um candidato de sítio de Atibaia, que é do outro mas está em seu nome.

 

Ói ela aí tra veiz

Dilma é candidata ao Senado por Minas. Conhece tudo de lá, uai:

“Dois Haddads. Não, dois Pimentéis. Não, um Fernando”.

Ela queria dizer Dois Fernandos: Pimentel e Haddad, ambos do PT.

 

As pesquisas da semana

Depois das pesquisas BTG, Ibope, Datafolha e DataWorld/Sensus, vêm agora as da Paraná Pesquisas/Empíricus, nesta quarta. Virtua/Genial Investimento, na quinta, e XP/Ipespe, na sexta.

 

Meu nome é Geraldo…

Há quem diga que o Centrão só espera, para abandonar Alckmin, a confirmação por novas pesquisas de sua inviabilidade. Bobagem: o Centrão já jogou Alckmin ao mar. Os candidatos do Centrão no Nordeste estão com Ciro ou Lula, e o que restou da aliança foi o tempo de TV ─ que, até agora, para nada serviu. O sinal que o Centrão recebeu foi simples: Alckmin perde em seu Estado, São Paulo, do qual foi quatro vezes governador, e que é o maior reduto do PSDB, para Bolsonaro e Haddad. Só um milagre o salva.

 

…mas pode me chamar de Cristiano

Alckmin está sendo cristianizado ─ alusão a Cristiano Machado, mineiro que disputou a Presidência em 1950 pelo maior partido do país, o PSD. Seu partido o largou para apoiar o adversário Getúlio Vargas, do PTB. Alckmin já tem a desvantagem de ser tucano, partido tradicionalmente desunido nas eleições nacionais. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, não tem feito muito esforço em seu favor; e João Dória, candidato a governador, afilhado político de Alckmin, foi mais longe, com a Bolsodoria ─ voto em Doria para governador e Bolsonaro para presidente. Segundo a Paraná Pesquisas, já no primeiro turno 38,6% dos eleitores de Dória devem votar Bolsonaro.

 

Mi mi mi

O ótimo blog jurídico gaúcho Espaço Vital pesquisou os principais tribunais do país, depois de cansar de ouvir que “os juízes têm sido parciais” contra o PT, seus líderes e afiliados. A pesquisa mostrou que, nos cinco tribunais superiores e no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região ─ que condenou Lula em segunda instância), em treze anos de Lula e Dilma foram nomeados 99 ministros e magistrados ─ a maioria dos 141 ministros em atuação. No STF, foram 7 dos 11 ministros; no STJ, 28 dos 33 ministros; no TRF-4, 22 dos 27 desembargadores.

Chega de reclamar: Lula e Dilma não teriam, deliberadamente, escolhido magistrados que tivessem posições definidas contra eles.

 

Então, tá

A Câmara Federal divulgou a pauta da próxima semana, e garantiu que haverá debates todos os dias. Os deputados estão ocupados com a eleição e não têm qualquer outra preocupação. Considerando-se que não há desconto no salário de quem faltar, dá para imaginar como as Excelências debaterão.

 

É caro. E daí?

Coisas do Brasil. O substituto legal do presidente Michel Temer é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Na falta de Rodrigo Maia, o vice é o presidente do Senado, Eunicio Oliveira. Como ambos são candidatos, não podem assumir o cargo, sob pena de inelegibilidade. Quando Temer viaja, como agora, para a abertura da Assembléia Geral da ONU, Eunício e Maia também viajam, com passagens, hospedagem, diárias, tudo pago por nós. Se eles não podem assumir, por que são escolhidos para ocupar os cargos?*

(*) Publicado na Coluna de Carlos Brickmannna Internet

ABRAÇO DE AFOGADOS

Ibope mostra que campanhas de Ciro e Alckmin estão moribundas

Candidatos estão sem forças e sem estratégias para brigar com os líderes Jair Bolsonaro e Fernando Haddad

 O pedetista Ciro Gomes e o tucano Geraldo Alckmin dependem de fatos sobrenaturais para chegar ao almejado segundo turno das eleições presidenciais. É o que sugere a pesquisa do Ibope, divulgada na segunda-feira (24). Ela mostra Ciro e Geraldo com 11% e 8% das intenções de voto, respectivamente. Os números mostram que os candidatos ficaram estacionados na comparação com a pesquisa anterior.

Há duas semanas, Ciro estava à frente do petista Fernando Haddad. Mas a benção do ex-presidente Lula fez Haddad disparar e deixar Ciro – um adversário nos votos da esquerda – comendo poeira. Os ataques de Ciro contra Haddad não surtem os efeitos desejados. As frases de efeito de Ciro para tisnar Jair Bolsonaro (PSL) e conquistar eleitores do centro e direita, insatisfeitos com Alckmin, são improdutivas

A manutenção de Bolsonaro com 28% das intenções de voto é notícia alvissareira para ele, pois assegura sua participação no segundo turno. Alguns assessores, no entanto, acreditavam que ele ultrapassaria os 30% na pesquisa, e isso o aproximaria da vitória já no primeiro turno. Para isso acontecer, no entanto, Alckmin precisaria ter caído para cerca de 5%. A campanha de Bolsonaro continuará brigando com o tucano com o objetivo de lhe arrancar os votos que considera necessários para um triunfo antecipado. Também sonha em captar votos de outros candidatos da direita, como Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo). O empenho em vencer no primeiro turno é compreensível, já que as simulações de segundo turno são preocupantes para Bolsonaro. Perderia para Haddad, Ciro e Alckmin. Entre os principais candidatos, só empataria com Marina, que está fora da corrida.

Haddad é quem mais se fortaleceu na disputa. Pulou de 19%, na semana passada, para 22%. Isso mostra que está cada vez mais conhecido entre os eleitores de Lula e ainda há margem para subir. O crescimento nos levantamentos também indica que, a exemplo de Bolsonaro, pode atrair votos que iriam para outros candidatos, como Marina da Silva (Rede), que caiu de 6% para 5% e embolou com o pelotão de baixo. O próprio Ciro pode se tornar uma presa. Haddad foi proibido de reagir a ataques disparados pelo pedetista porque espera contar com seu apoio no segundo turno das eleições. Outra vantagem de Haddad é a menor rejeição ante Bolsonaro. Haddad tem 30%. A rejeição a Bolsonaro subiu de 42% para 46%.

 

ÓH, MINAS GERAIS!!!

Vice de Anastasia já admite o apoio a Bolsonaro

Os aliados de Geraldo Alckmin começam a enxergar a fidelidade como um atributo facultativo. O deputado Marcos Montes (PSD), número dois da chapa do tucano Antonio Anastasia, candidato ao governo de Minas Gerais, já admite em público a hipótese de “dar as mãos” a Jair Bolsonaro. Com a lealdade já meio cansada, Montes foi filmado no instante em que colocava um pé fora da canoa de Alckmin num evento na cidade mineira de Patrocínio.

Em vídeo levado à web nesta terça-feira (25) pelo jornal Gazeta de Patrocínio, o candidato a vice-governador de Minas na chapa encabeçada pelo PSDB declarou: “O professor Anastasia e eu temos nosso candidato à Presidência da República, que é extremamente competente, que é Geraldo Alckmin. Lamentavelmente, a sociedade brasileira começa a enxergar que não é seu momento, começa a ver que seus números não avançam [nas pesquisas].”

Tomado pelas palavras, Marcos Montes vive aquela fração de segundo em que o sinal de uma campanha muda de cor e o político precisa decidir se pára ou avança. “Acende-se um sinal amarelo, indo para o sinal vermelho”, afirmou o vice de Anastasia, antes de esclarecer o que está por vir: “No momento que eu achar, que o professor Anastasia também achar, que o candidato Alckmin não vai realmente ao segundo turno, nós precisamos dar as mãos ao candidato Bolsonaro.” Seguiram-se efusivos aplausos.

Em nota divulgada por sua assessoria na noite desta terça, o tucano Anastasia escreveu: “O meu candidato a presidente da República, como o de meu vice Marcos Montes, é Geraldo Alckmin. Na palestra, Marcos fala sobre uma possibilidade hipotética com a qual não trabalhamos. Vamos continuar batalhando firmes pela vitória de Alckmin em Minas e no Brasil.” Então, tá!

A campanha de Alckmin tornou-se um projeto político paradoxal. Enquanto seus hipotéticos companheiros flertam com Bolsonaro, o presidenciável tucano dedica-se a desconstruir o rival no horário eleitoral (repare no vídeo abaixo). Desqualifica Bolsonaro com tal ferocidade que deixa mal os eleitores e os aliados que se juntam ao desqualificado.*

(*) Blog do Josias de Souza

FEITOS UM PARA O OUTRO

Bolsonaro e o PT

Feche os olhos e imagine a eleição presidencial sem candidato do PT. De fato, para ser coerente o partido não deveria ter lançado candidato. Não dizia que eleição sem Lula seria fraude?Muito bem. Haveria Jair Bolsonaro (PSL) com chances de se eleger presidente se não existisse Fernando Haddad ou outro nome qualquer como candidato do PT?

 Bolsonaro não teria votos sequer para se eleger governador do Rio, quanto mais presidente. Só tem porque enxergou a tempo o sentimento contra o PT da maioria dos brasileiros.

De acordo até aqui? Adiante, pois. Se na próxima semana Haddad assumir a liderança nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro poderá perder parte do apoio que tem hoje. Certo?

(Já não estamos de acordo, imagino.)

Cabe a pergunta: a ser assim, em quem votariam os eleitores perdidos por Bolsonaro? Não sei. Só sei que iriam para quem pudesse derrotar Haddad.

Eleição só acaba quando acaba. A história está repleta de surpresas que escaparam aos faros mais sensíveis dos institutos de pesquisa. Até lá, pois!*

(*) Blog do Ricardo Noblat

TÁ BONITO NÃO…

‘Cenário de pesadelo’ para o Financial Times

Para o jornal inglês Financial Times, o cenário que se avizinha no segundo turno é um “cenário de pesadelo”. Para a publicação, o embate de esquerda contra a extrema-direita poderia “condenar o Brasil a mais quatro anos de lutas políticas terríveis”.
“Para os mercados, dizem alguns analistas, (a eleição) está se transformando em um ‘cenário de pesadelo’ – a esquerda contra a extrema direita”, afirmou o jornal, como mostra o Estadão.

VAI VENDO…

Tribuna ficou fora do ar, enquanto os hackers invadiam o Ministério da Defesa

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Charge do Pelicano (Charge Online)

 

A Tribuna da Internet esteve fora do ar desde a manhã desta terça-feira, dia 25, um dia muito movimentado na web com a invasão dos computadores do Ministério da Defesa que resultou na exposição de dados pessoais dos generais Villas Boas, comandante do Exército, e Hamilton Mourão, vice do presidenciável Jair Bolsonaro.

A invasão foi identificada pelo DefCon Lab, grupo de pesquisa da maior conferência hacker do mundo, e teria sido feita por injeção de SQL (SQLi). Em nota divulgada na rede de microblogs, os hackers do grupo Anonymous informam que a ação é contra “fascismo e autoritarismo” dos generais.

RISCO À DEMOCRACIA – “Nós somos Anonymous. Essa é uma mensagem direta ao fascismo e autoritarismo que ameaça a democracia brasileira através de seus generais Eduardo Villas Bôas e Mourão julgo vice do Bolsonaro, que sempre mandam recado com viés autoritário por meio de entrevistas, querendo tutelar a democracia por meio da força e do medo. Queremos dizer para vocês que estamos observando-os e estamos dentro de seus sistemas, estamos expondo parte do banco de dados do Ministério da Defesa em resposta a essa postura de ambos generais completamente antidemocráticas e provando que estamos observando de perto cada passo de vocês. Fazemos um chamado aos hackerativistas que defendem acima de tudo a democracia brasileira que se unam contra o fascismo e autoritarismo que rondam a nossa nação. Usem a hashtag #OpEleiçãoContraOFascismo”, diz a nota dos hackers.

INTERVENÇÃO MILITAR – O general Hamilton Mourão, recentemente, deu declarações polêmicas sugerindo intervenção militar caso ocorra uma situação de “caos” após as eleições. E o general Villas Boas é o atual comandante do Exército, e também já sugeriu intervenção militar, sob normas constitucionais.

As informações são de que os hackers tiveram acesso ao banco de dados do Ministério da Defesa e divulgaram informações como endereço, nomes, documentos oficiais e tabelas com informações como dados bancários da ambos os generais.

Quanto à Tribuna da Internet, somos arraia miúda em briga de cachorro grande. O servidor UOL, que nos abriga, insiste em afirmar que nosso problema é que a TI tem acessos demais. Ou seja, em tradução simultânea, deveríamos nos recolher à nossa insignificância. Às 23 horas, desisti de tentar editar o Blog e só estou retomando agora, às 6 horas de quarta-feira, dia 26.*

(*) Carlos Newton – Tribuna na Internet

UMA ELEIÇÃO DOENTE

Ciro Gomes passa mal, é atendido, mas deve participar do debate no SBT

Em nota, a assessoria de imprensa do candidato afirmou que, após exames, Ciro Gomes passou por um procedimento de cauterização de vasos da próstata. A intervenção foi realizada com sucesso pelo médico urologista Miguel Srougi. Por ser um procedimento simples, o presidenciável poderá retornar às suas atividades o mais breve possível.

EM REPOUSO – De acordo com a assessoria de imprensa do candidato, Ciro permaneceu no hospital durante a noite de ontem, mas deve participar hoje do debate presidencial que será promovido pelo jornal “Folha de S.Paulo”, pelo “SBT” e pelo “UOL”.

Mais cedo, depois de ver ampliada de oito para 11 pontos percentuais sua desvantagem em relação ao petista Fernando Haddad, que está em segundo lugar, na última pesquisa Ibope, o candidato disse apostar nos três debates de TV que estão marcados até o dia da votação, e no alto índice de mulheres indecisas para ir ao segundo turno da eleição.

ELEIÇÃO ABERTA – Na manhã de terça-feira, dia 25, visita a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Ciro Gomes, deu pouca importância ao resultado da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo de intenções de voto para presidente divulgada na segunda-feira (24/9). Neste levantamento, ele aparece em terceiro lugar, com 11% das intenções de voto, a metade do índice alcançado por Fernando Haddad (PT), de 22% das preferências.

“A eleição está aberta”, afirmou, questionando também os resultados dos institutos de pesquisa. “Vamos pegar o passado para não parecer que é candidato se queixando de resultado de pesquisa: dia 23 de setembro de 2014, mais ou menos neste dia da eleição passada, o Ibope dizia que a Dilma tinha 37% (das intenções de voto), a Marina tinha 32% e o Aécio, 19%. Como todo brasileiro sabe, o resultado foi completamente diferente disso”, afirmou.

DEBATES NA TV – “Isso tem duas razões. Primeira: o povo não decidiu ainda. Nós ainda temos três debates fundamentais, nas três emissoras (de TV) de maior audiência. Segunda: dia 29 você terá manifestações importantes de mulheres, que são a maioria do eleitorado e tendem a influenciar muito o voto. Cinquenta e um por cento das mulheres, que são 52% do eleitorado, não decidiram o voto ainda. Portanto, a eleição está aberta”, afirmou, dizendo que é preciso dar ao povo brasileiro uma opção.*

(*) O Globo

ELES ESTÃO SEMPRE NAS BOQUINHAS

Partidos do Centrão já se preparam para aderir a Bolsonaro ou a Haddad

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Charge do Nani (nanihumor.com)

 

Os movimentos da quinzena final de campanha dão uma certeza a esta eleição imprevisível: o Centrão já ganhou. No dia 1º de janeiro, parlamentares do bloco estarão no plenário da Câmara para aplaudir o presidente empossado. Por ora, tudo indica que esse cidadão não será Geraldo Alckmin, candidato apoiado pelo grupo. Os sorrisos dos deputados estarão largos mesmo assim.

O desempenho fraco do tucano ao longo de toda a disputa precipitou as deserções e os flertes públicos de muitos políticos de sua chapa com Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Alckmin foi confrontado com articulações constrangedoras, feitas à luz do dia, por alguns de seus aliados com os adversários.

NOVOS CAMINHOS – Dirigentes do centrão passaram a discutir internamente o caminho que deverão seguir no segundo turno entre o PT e o PSL. O formato gelatinoso do bloco, sem orientação ideológica clara, permite que as siglas se alinhem a qualquer um dos lados.

Os petistas, embora traídos no impeachment de Dilma Rousseff, sabem que precisarão de musculatura no Congresso. O partido mostrou, em seus 13 anos no poder, que topa seguir a tabela de preços do presidencialismo de coalizão.

Boa parte do Centrão, no entanto, quer mesmo apoiar Bolsonaro, o político que promete não formar um governo político. Ressalvada a proposta absurda de sua equipe para impor obediência obrigatória às bancadas, o candidato do PSL também sabe que precisará construir uma maioria no Congresso. Os deputados já começam a treinar o sorriso.

MAQUINAÇÃO? – Alguns eleitores de Bolsonaro acreditam que há uma maquinação internacional contra o candidato. Alegam nas redes sociais que o Itamaraty mentiu no telegrama, revelado pelos repórteres Marina Dias e Rubens Valente, que reproduz um relato de ameaça de morte feito por uma ex-mulher do deputado.

O papel está lá, mas esses apoiadores insistem em usar teias de conspiração fajutas como rede de segurança.*

(*) Bruno Boghossian
Folha de São Paulo

A DERROTA DO CENTRO

Muitos uns

Quanto suor, papel e espaço nas redes sociais foram gastos com notícias sobre o centro e suas variações à direita e à esquerda, empenhado em disputar a eleição presidencial com um único candidato ou com vários se fosse o caso.

Foram muitos uns. O candidato novo com cara de novo deu em nada – Luciano Huck, por exemplo. Ou o novo que envelheceu precocemente – João Doria, que mais mal causou a Geraldo Alckmin do que bem a si próprio.

Pintou o velho com cara de novo – o ex-ministro Joaquim Barbosa. Como de fato não era novo nem velho, caiu como uma chuva de verão que passa rápido. Barbosa ama o brilho estéril, a vida confortável, e as mulheres.

Ao centro só resta pegar carona com o poste do encarcerado de Curitiba ou com o candidato entregue aos cuidados dos médicos do Albert Einstein. Que fracasso! Os extremos estão novamente em alta.*

(*) Blog do Ricardo Noblat