E O MALACO NÃO SE MANCA

Forçar as entrevistas de Lula foi mais uma tentativa de o PT burlar a Justiça

ALMA DE HUMORISTA

Piada do Ano! FHC encabeça manifesto pró-Alckmin, que tem 91 assinaturas

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Charge do Aroeira (O Dia/RJ)

Faltando cinco dias para o primeiro turno das eleições, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso encabeça um manifesto em defesa da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, que foi lançado nesta terça-feira, 2, e conta com 91 assinaturas.

Além de FHC, entre os signatários estão o economista Samuel Pessôa, o cientista político Rubens Figueiredo, o cineasta João Batista de Andrade, o administrador Guilherme Setúbal e o educador Cláudio Moura e Castro. O manifesto foi organizado por Rubens Figueiredo, Antonio Lanzana, Gustavo Dedivitis, José Álvaro Moisés e Roberto Macedo.

O texto diz que o Brasil precisa de um “compromisso radical com a democracia” e defende a realização de reformas. A iniciativa ocorre em um momento delicado para a campanha de Alckmin, que na mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo apareceu com apenas 8% das intenções de voto.*

(*) Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

SUPERDESMORALIZAÇÃO

Lula pede que Lewandowski enfrente Fux e Toffoli e libere entrevistas na prisão

Em novo capítulo do vaivém judicial sobre o direito de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestar ou não, a defesa do petista entrou nesta quarta-feira com pedido no Supremo Tribunal Federal ( STF ) para conceder entrevista à imprensa . O caso foi encaminhado ao gabinete do ministro Ricardo Lewandowski , o primeiro a tomar decisão sobre o assunto. Na sexta-feira, ele concedera aos jornais “Folha de S. Paulo” e El País o direito de entrevistar Lula .

Horas mais tarde, o ministro Luiz Fux vetou a manifestação de Lewandowski. Entendeu que a divulgação da entrevista às vésperas das eleições serviria para conturbar o ambiente político do país. Na segunda-feira, Lewandowski deu nova decisão, reiterando o direito de Lula de falar à imprensa. No mesmo dia, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, despachou informando que a decisão válida era a de Fux.

Agora, caberá a Lewandowski julgar a nova ação apresentada pelos advogados de Lula. A defesa pede confirmação da primeira liminar “para garantir a livre manifestação do pensamento”, bem como a revogação das decisões de Fux e de Toffoli.

TODOS OS DIREITOS – “A pena privativa de liberdade, ainda que não definitiva, diz respeito tão somente à liberdade de locomoção do apenado. Isso significa que todos os direitos não abrangidos na sentença penal condenatória mantêm-se inalterados. Vale observar que o art. 5º da Carta Magna garante amplamente o direito de expressão do indivíduo”, argumentam os advogados.

Lula está preso desde abril em Curitiba, em decorrência de condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do tríplex do Guarujá (SP). A condenação também justificou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou a candidatura de Lula.*

(*) Carolina Brígido
O Globo

UM FANTOCHE SEM CARÁTER

Haddad sonha com a volta da política externa da canalhice

O democrata de araque faz o diabo para esconder a admiração pela tirania bolivariana que destruiu a Venezuela

A fantasia de defensor da democracia improvisada por Fernando Haddad fica em frangalhos quando confrontado com a pergunta elementar: caso fosse eleito presidente, o que faria o poste fabricado por Lula para ajudar o povo da Venezuela a sobreviver a uma ditadura que sempre teve como comparsa o partido do candidato?Aspas para a mais recente resposta de Haddad: “Os governos do PT nunca tomaram partido quando há conflito, aberto ou não, em países da região. E eu acho essa posição correta do ponto de vista da diplomacia”. Haja cinismo. Ministro da Educação de Lula e Dilma, Haddad foi testemunha privilegiada da opção preferencial pelo chavismo feita pela turma a que pertence o pau mandado do presidiário de Curitiba.Os governos petistas submeteram-se durante 13 anos aos desejos, preferências e vontades de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Lula discursou em comícios de Chávez, Dilma se meteu nas campanhas de Maduro. A vassalagem chegou ao clímax quando a embaixada brasileira em Honduras foi transformada na pensão de Manuel Zelaya, o canastrão deposto depois de tornar-se um sabujo do chavismo.Ao contrário do que recita Haddad, os governos petistas se intrometeram em todos os conflitos ocorridos na região. E, invariavelmente, escolheram o lado errado, aliando-se a populistas de botequim e tiranetes de galinheiro. É o que faria o democrata de araque se conseguisse chegar ao Planalto. Ele sonha com a ressurreição da política externa da canalhice.

ABERTA A CAIXA DE PANDORA

PT gastou R$ 1,4 bilhão para eleger e reeleger Dilma, diz Palocci em delação

Caixa 2 representa mais do que o dobro do valor declarado ao TSE. Anexo do acordo teve sigilo retirado por juiz Sérgio Moro

BRASÍLIA — O ex-ministro petista Antonio Palocci revelou no primeiro anexo de sua delação premiada que as duas últimas campanhas presidenciais do PT para eleger Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, teriam custado juntas R$ 1,4 bilhão, mais do que o dobro dos valores declarados oficialmente à Justiça Eleitoral. Segundo Palocci, as campanhas foram largamente abastecidas com caixa dois. De acordo com o depoimento, os empresários contribuíam esperando benefícios em troca e, mesmo nas doações oficiais, a origem da maior parte do dinheiro vinha de acertos ilícitos de propina.

O anexo se tornou público nesta segunda-feira, após decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a juntada do depoimento de Palocci em uma das ações penais em andamento contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual ele é acusado de receber propina da Odebrecht. Palocci atuou nas campanhas petistas como interlocutor do setor empresarial para a arrecadação financeira, por isso seu conhecimento sobre o assunto.

Segundo o ex-ministro, a “ilicitude das campanhas” começava nos “preços elevadíssimos que custam”. “Ninguém dá dinheiro para as campanhas esperando relações triviais com o governo”, afirmou ele, que prossegue: “As prestações regulares registradas no TSE são perfeitas do ponto de vista formal, mas acumulam ilicitudes em quase todos os recursos recebidos”.

Ainda de acordo com a delação, as doações oficiais serviam para quitar saldo de acertos de propinas em obras públicas, como na Petrobras:

“Grandes obras contratadas fora do período eleitoral faziam com que os empresários, no período das eleições, combinassem com os diretores que o compromisso político da obra firmada anteriormente seria quitada com doações oficiais acertadas com os tesoureiros dos partidos, coligações, etc”.

Sobre as duas campanhas de Dilma Rousseff, Palocci afirmou: “Pode citar que as campanhas presidenciais do PT custaram em 2010 e 2014, aproximadamente, 600 e 800 milhões de reais, respectivamente”. Nas prestações de contas oficiais, os valores oficialmente declarados de custo dessas campanhas foram de R$ 153 milhões e R$ 350 milhões, respectivamente.

Palocci afirmou ainda, sem dar detalhes, que havia um largo esquema de venda de medidas provisórias no Congresso Nacional durante os governos petistas, envolvendo tanto o Poder Executivo como o Legislativo:

“A prática de venda de emendas se tornou corriqueira, particularmente na venda de emendas parlamentares para medidas provisórias vindas dos governos, casos em que algumas MPs já contam com algum tipo de vício destinado a atender financiadores específicos e saem do Congresso Nacional com a extensão do benefício ilícito a diversos outros grupos privados”, disse o ex-ministro, que “estima que das mil medidas provisórias editadas nos quatro governos do PT, em pelo menos novecentas houve tradução de emendas exóticas em propina”.

No início do seu depoimento, Palocci traça um histórico do governo do ex-presidente Lula, e afirma que havia duas correntes políticas em disputa dentro do PT na época, um “programático” e outro “pragmático”. O grupo programático defendia a aprovação de grandes reformas, como a reforma da previdência, a tributária e a do Judiciário. Segundo Palocci, ele e outros nomes faziam parte desse grupo, citando Miro Teixeira, Luiz Gushiken e José Genoíno. O outro grupo visava a aliança com partidos pequenos para formar uma base de apoio ao governo –s eria formado, ainda de acordo com o ex-ministro, por nomes como José Dirceu e Marco Aurélio Garcia, além da participação esporádica de Dilma Rousseff. Pelo relato de Palocci, o grupo pragmático acabou vitorioso, por isso o governo entregou ministérios e cargos em estatais para atrair alianças com outros partidos.

Segundo seu relato, Lula teria lhe chamado para uma conversa no Palácio da Alvorada em fevereiro de 2007, pouco após sua reeleição, queixando-se ter ouvido falar que havia cometimento de crimes nas diretorias da Petrobras ligadas ao PP (Paulo Roberto Costa) e ao PT (Renato Duque). Palocci afirmou em sua delação que respondeu a Lula ter sido ele o responsável pelas nomeações, e que os diretores estariam agindo de acordo com os parâmetros definidos por seus partidos. Disse ainda que Lula buscava testar uma versão de defesa, para demonstrar que não sabia do assunto.

Em seguida, Palocci afirma que “explicitou a Lula que ele sabia muito bem porque houve a indicação pelo PP de um diretor, uma vez que o PP não fez aquilo para desenvolver sua política junto à Petrobras, até porque nunca as teve; que a única política do PP era a de arrecadar dinheiro; que não havia sentido em se acreditar que o PP estaria contribuindo com políticas para a exploração do petróleo; que relembra que, apesar do diálogo, Luiz Inácio Lula da Silva não tomou medidas posteriores para tirar os diretores dos cargos ocupados”.

Ainda falando sobre pragmatismo político, em outro trecho do seu depoimento, Palocci afirma que “os partidos se corrompem quando passam a integrar o governo”. “Quanto maior o tempo de governo, maior é o nível de corrupção; que mesmo após deixarem o governo e passarem a compor oposição, o partidos continuam com práticas corruptas”, declarou em sua delação.

Os outros termos de depoimento da delação de Palocci, assinada com a Polícia Federal e homologada em junho pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, permanecem sob sigilo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o PT disse que “não comenta delações mentirosas e negociadas em troca de benefícios penais e financeiros”.*

(*) AGUIRRE TALENTO / ROBSON BONIN – O GLOBO

ASSINO EMBAIXO

Primeiros dias do novo mundo

Período que vem por aí é muito difícil. Você não inveja os vencedores, a economia patina, o Congresso não se renova

Outro dia, uma simpática leitora me escreveu, dizendo que eu estava em cima do muro. Não é exatamente isso o que acontece. Estou na mesma posição que estarei depois das eleições: independência crítica.

Não gosto de muros, tanto que, quando caiu o de Berlim, mudei-me para lá com a família, para acompanhar as consequências. Nem todo muro dá para aceitar. Nas eleições municipais do Rio, recusei a alternativa que a maioria dos eleitores me apresentou.

Recusá-la agora não significa desrespeito às grandes multidões que escolhem Lula ou Bolsonaro. Pelo contrário, uma oposição consciente pode ser uma forma de valorizar essa escolha.

A amiga pede que eu rejeite apenas Bolsonaro. É ameaçador para a democracia. Ela leu nos jornais que o PT, ao contrario, tem um forte compromisso com a democracia.

Respeito sua posição e a dos jornalistas. No entanto, era deputado federal no período do mensalão. Discutir com fantoches comprados pelo governo era para mim um arremedo de democracia.

Creio que passa por aí nossa divergência. No meu entender, a ameaça à democracia não se resume hoje ao clássico golpe militar, com tanques na rua. Ela pode ser subvertida por dentro, envenenada aos poucos.

Talvez a amiga precise de um pouco de paciência não só comigo, que não aceito esse muro, como também com as pessoas que realmente estão ainda em cima dele, por indecisão. Se ajudar, recomendo o livro de John Gray — “A alma da marionete, um breve ensaio sobre a liberdade humana” — que acaba de ser lançado aqui. Entre outras coisas, ele diz: “não é a autoconsciência, mas a divisão de si mesmo que nos torna humanos.”

Isso não quer dizer que não fazemos escolhas. Caso contrário, não estaríamos onde estamos hoje. Lembro que há pouco mais de 20 anos brincava sobre o tema, com Luís Eduardo Magalhães. Ele, presidente da Câmara; eu, o único deputado do PV. Ele dizia, para me ironizar: como vota sua bancada? Eu dizia: a bancada tem apenas uma pessoa, por sinal bastante dividida.

Compreendo que a pressão é natural. Muitos artistas já estão mergulhados no dilema de declarar voto.

Infelizmente, não sou artista, mas apenas alguém com uma experiência política de pouco mais de meio século. Minha análise me conduz à oposição, não importa o que sair desse duelo entre Lula e Bolsonaro.

Só que, nas circunstâncias nacionais, terá de ser uma oposição construtiva e cuidadosa , exatamente porque me preocupo com a democracia.

Há algum tempo que procuro conhecer os programas de governo do PT e de Bolsonaro. São vagos o bastante para não rejeitá-los em bloco, mas contêm várias armadilhas.

Na verdade, não há ainda programa real de governo. Há intenções, acenos contraditórios. A necessidade de seduzir o centro ainda pode trazer novidades.

O choque de personalidades ofuscou o confronto entre programas. Não só os que estão no muro como os que recusam o dilema eleitoral representam um estímulo para que os candidatos sejam mais explícitos em suas propostas, moderados em sua retórica.

Mesmo com um conhecimento precário dos verdadeiros programas, esquerda e direita terão muitas dificuldades para implementá-los. Como impor uma agenda liberal a um país dividido, como impor uma agenda como a dos anos petistas?

Não, se conseguirmos deter a intolerância entre os contrários. Mas outra busca é possível: deter a intolerância contra quem simplesmente não toma o partido de um dos lados.

Ao invés, é essencial evitar a potencial tragédia no choque entre eles.

O período que vem por aí é muito difícil, desses em que você não inveja os vencedores. A economia patina, o Congresso não se renova, e as eleições sempre trazem grandes expectativas.

Não esperava encarar isso nos primeiros anos de democratização. Mas é preciso olhar de frente. Para mim, o Galeão não é saída porque leio o outro nome dele, Antonio Carlos Jobim, e me lembro da beleza e do talento que o país abriga.

Será apenas uma longa fase de sufoco.*

(*) Fernando Gabeira – O Globo

 

TÁ DURO DE LEVAR…

Na reta final, Haddad mira eleitor de
classe média que pode votar em Bolsonaro


O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, vai concentrar esforços na última semana de campanha antes do primeiro turno, nos votos da chamada nova classe média, que ascendeu durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas diz que pode votar em Jair Bolsonaro (PSL).

Haddad entende que ainda há vários riscos neste primeiro turno antes de discutir se vai procurar líderes da oposição para uma concertação no segundo turno. Um desses riscos são os votos da “classe média progressista”, como o PT classifica esse setor, principalmente na região Sudeste. Temendo surpresas, Haddad quer consolidar posições neste eleitorado.

A estratégia de Haddad, revelada pelo blog na semana passada, casa com os números do último Datafolha, de sexta-feira (28), encomendado pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Aos números: Na classe média intermediária (nova classe média, já nem tão nova) Bolsonaro tem 27%, Haddad tem 23% e 15% estão sem candidato.

E, mesmo na média baixa (quase pobres), Bolsonaro tem 27% e Haddad 22%. Por isso, Haddad precisa se voltar para esse setor nesta semana e lembrá-los das conquistas que tiveram com Lula, na avaliação de pesquisadores.

“É o paredão bolsonarista estendendo tentáculos também para nichos petistas”, disse Mauro Paulino, do Datafolha, ao blog neste domingo (30).

Mas o que explica essa intenção de voto? Diz Paulino: “Quando alguém sai da classe D/E e passa para a C, começa a aspirar valores que antes não tinha. Começa a questionar por que não sobe mais. Questiona o governo Dilma, por exemplo. Sente a ameaça maior de cair de volta, do que subir.O petista grato a Lula se irrita com a Dilma”.

Por isso, Haddad esconde Dilma Rousseff na campanha. Durante a disputa, o candidato do PT evita falar da gestão da petista, para não ter que explicar os erros de gestão que levaram o país à atual grave crise econômica.

A própria campanha de Haddad admite nos bastidores que eles não têm como explicar a gestão da aliada. Melhor, então, escondê-la.*

(*)  Andréia Sadi – G1 Brasília

TODOS À BEIRA DO ABISMO

Bolsonaro quer evitar empate técnico com Haddad

Na última semana de campanha antes do primeiro turno da eleição presidencial, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, quer evitar um empate técnico com o petista Fernando Haddad. Ele conta com o apoio de evangélicos e do eleitorado antipetista para se manter em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto nesta reta final da primeira fase da campanha.

Nos últimos dias, Bolsonaro, com seu estado de saúde melhor, decidiu intensificar sua participação em entrevistas e nas redes sociais para evitar um processo de perda de votos que pode ocorrer diante da agenda negativa a que sua candidatura foi exposta.

Declarações polêmicas de seu vice, general Hamilton Mourão, criticando o 13º salário, do seu economista-chefe Paulo Guedes, sobre a possibilidade de volta da CPMF, e do próprio candidato, afirmando que não aceitaria outro resultado da eleição que não fosse sua vitória, desgastaram a imagem de Bolsonaro.

Além disso, os protestos de rua das mulheres, no último sábado (29), reforçam a rejeição deste segmento à candidatura do deputado federal do PSL. Ele acredita que conseguiu pelo menos minimizar os estragos com as entrevistas concedidas nos últimos dias e com as manifestações de seus simpatizantes no domingo (30).

A equipe do candidato do PSL sabe que, neste momento, voltou a ter uma posição menos competitiva nas simulações de segundo turno. E, se na reta final do primeiro turno ficar empatado com Fernando Haddad ou até mesmo atrás dele numericamente, ele entrará em desvantagem na disputa do segundo turno.

Já a equipe do candidato do PT confia numa arrancada final, um trunfo dos petistas nas últimas eleições, para empatar com Bolsonaro ou ficar à frente dele. Isso aumentaria a força de Haddad na fase final, quando vai buscar atrair o voto dos outros candidatos de esquerda, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), e também de parcela do eleitorado de centro que rejeita Bolsonaro.

Neste campo, ele buscará conversas com integrantes do PSDB sob o argumento de que a maioria dos eleitores tucanos tende a apoiá-lo no segundo turno. Contará com sua proximidade junto ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nesta missão.*

(*) Valdo Cruz – G1 Brasília

“SUJÔ” GERAL!

Moro retira o sigilo de parte da delação de Antonio Palocci na Lava Jato

Acordo foi firmado com a Polícia Federal, no fim de abril.


O juiz Sergio Moro retirou o sigilo de parte do acordo de delação do ex-ministro Antonio Palocci no âmbito da Operação Lava Jato, nesta segunda-feira (1º).

O acordo foi firmado com a Polícia Federal, no fim de abril.

Anteriormente, Palocci tinha tentado fechar um acordo com o Ministério Público Federal (MPF), mas sem sucesso.

A prisão
Preso desde setembro de 2016, Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-ministro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

O juiz Sérgio Moro entendeu que o ex-ministro negociou propinas com a Odebrecht, que foi beneficiada em contratos com a Petrobras.

Neste mês de abril, por 7 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter na cadeia o ex-ministro.

Palocci responde a mais uma ação penal na 13ª Vara de Curitiba.

Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo que apura a compra de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP) e de um terreno onde seria construída uma nova sede para o Instituto Lula em São Paulo.

Depoimentos a Moro
Em abril de 2017, ao ser interrogado pelo juiz Sérgio Moro, Palocci se colocou à disposição para apresentar “fatos com nomes, endereços e operações realizadas” que, de acordo com o ex-ministro à época, devem render mais um ano de trabalho para a força-tarefa da Lava Jato.

Em setembro, Antonio Palocci afirmou para o Moro que o ex-presidente Lula tinha um “pacto de sangue” com Emilio Odebrecht que envolvia um “pacote de propina”.

Na ocasião, o ex-ministro afirmou que as propinas foram pagas pela Odebrecht para agentes públicos “em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais, de caixa um, caixa dois”.

Palocci admitiu ser o Italiano – codinome usado pelo setor de propina da Odebrecht em uma planilha de vantagens indevidas.

O ex-ministro disse também que “em algumas oportunidades” se reuniu com Lula “no sentido de criar obstáculos para a Lava Jato”.

À época, aos advogados que representam o ex-presidente Lula afirmaram que Palocci fez “acusações falsas e sem provas”.*

(*) Por G1 PR — Curitiba